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https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/pt-e-ciro-nao-tem-plano-de-fazer-confisco-de-poupancas-como-sugere-boato/
ESTADAO_VERIFICA
PT e Ciro não têm plano de fazer confisco de poupanças, como sugere boato
Texto enganoso que circula no WhatsApp deturpa projeto que foi arquivado na Câmara dos Deputados em 2007
2018-09-24
SAIBA MAIS A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas do SBT, UOL e Gaúcha ZH. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: Estadão, Jornal do Commercio, piauí, NSC Comunicação, Folha de S. Paulo, Gazeta Online, Poder 360 e UOL. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. São falsas as mensagens que circulam no WhatsApp dizendo que o PT tem um projeto de confisco da poupança e que ele será automaticamente aprovado caso o candidato do partido, Fernando Haddad, ou mesmo Ciro Gomes (PDT) vençam a eleição. A mensagem que faz circular o boato cita o Projeto de Lei nº 137, de 2004, apresentado pelo então deputado federal Nazareno Fonteles (PT-PI), comparando-o ao confisco da poupança idealizado pela ministra Zélia Cardoso de Melo no governo Fernando Collor, em 1990. O texto enganoso deturpa o projeto e omite informações – principalmente, o fato de que ele não avançou na Câmara dos Deputados e acabou arquivado em 2007. A mensagem também deixa de informar que os planos de governo de Haddad e de Ciro não incluem nenhuma proposta semelhante ao projeto de 2004. O projeto de Fonteles propunha o estabelecimento, por um período de sete anos, de um limite máximo de consumo por pessoa e da “Poupança Fraterna”. O limite de gastos pessoais seria o equivalente a dez vezes o valor do PIB per capita mensal do brasileiro no ano anterior. Para se ter uma ideia, levando-se em conta o resultado do ano passado, este limite seria de R$ 12.680 mensais em 2018. Todo o rendimento que ultrapasse este limite teria de ficar depositado em uma conta especial de poupança, a “Poupança Fraterna”. Os valores seriam devolvidos, com juros e em parcelas, aos titulares nos 14 anos seguintes ao período de sete anos. Até a devolução, os recursos seriam investidos em programas de incentivos a cooperativas, a micro e pequenas empresas, em programas especiais de trabalho nas áreas de saúde, nutrição e educação e em programas de desenvolvimento tecnológico. O projeto parou logo na primeira comissão em que tramitou na Câmara, a Comissão de Finanças e Tributação. O então deputado Max Rosenmann (PMDB-PR), que morreu em 2008, foi o relator do projeto na comissão. Em 2005, ele elaborou um relatório contrário ao projeto, pedindo o seu arquivamento, o que aconteceu oficialmente em 2007. Fonteles foi deputado federal até 2014 e não voltou a apresentar projetos com este teor. Na campanha eleitoral deste ano, o plano de governo de Haddad não tem nada que se assemelhe ao projeto apresentado 14 anos atrás por Fonteles. A palavra “consumo”, por exemplo, aparece 20 vezes no plano do petista. Nenhuma delas tem o sentido do projeto apresentado em 2004. Bem ao contrário, a ativação do consumo é apresentada como um pilar do plano de desenvolvimento econômico proposto pela candidatura do PT. “A estruturação do novo projeto de desenvolvimento passa pela renovação e ampliação da capacidade de produção e consumo”, diz um trecho do plano do PT. O plano de Ciro Gomes também não tem nenhuma proposta que se pareça com o projeto de Fonteles. O candidato do PDT propõe algo bem diferente, que é a redução de impostos sobre consumo (PIS/COFINS e ICMS). Quando tramitava na Câmara, o projeto também foi objeto de boatos, como relatou o portal G1. Em 2014, voltou a circular um boato sobre confisco da poupança tendo o projeto como base. Nesta ocasião, o “Boatos.org” desmentiu a peça de desinformação. SAIBA MAIS
https://politica.estadao…oupan%C3%A7a.jpg
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['Estadão Verifica']
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['pt', 'ciro gomes', 'fernando haddad', 'poupança']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/posts-que-anunciam-vitoria-de-bolsonaro-no-1o-turno-sao-enganosos/
ESTADAO_VERIFICA
Posts que anunciam vitória de Bolsonaro no 1º turno são enganosos
Postagens em sites na internet e em redes sociais tratam probabilidade de candidato vencer a eleição como intenção de voto
2018-09-20
A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas do UOL. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: Gazeta do Povo, AFP, Poder360, NSC Comunicação, Jornal do Commercio e Gazeta Online. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. São enganosos os posts nas redes sociais afirmando que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem 61% das intenções de voto e, portanto, seria vitorioso no primeiro turno da disputa presidencial. As postagens se baseiam em cálculos do site PollingData, que não faz pesquisa de intenção de voto. O site faz uma projeção de resultado da eleição tendo como base pesquisas feitas por diversas empresas. Na tarde desta quarta-feira, 19 de setembro, ele apontava que Bolsonaro tinha apenas 5% de chances de vencer a eleição já no primeiro turno. Os posts enganosos usaram a projeção que o site fazia na manhã de terça-feira, 18 de setembro. Naquele momento, de acordo com o PollingData, a probabilidade de Bolsonaro ganhar a eleição era de 61%, mas não exatamente no primeiro turno. Como o cálculo muda conforme novas pesquisas são divulgadas, as projeções do PollingData estavam um pouco diferentes nesta quarta-feira. No período da tarde, com as pesquisas disponíveis naquele momento, a probabilidade de Bolsonaro vencer a disputa presidencial era de 54%, contra 37% de Fernando Haddad (PT), 8% de Ciro Gomes (PDT) e 1% de Marina Silva (Rede). A probabilidade de a eleição terminar logo no primeiro turno, com vitória de Bolsonaro, era de somente 5%. Para que a disputa acabe já em 7 de outubro, o primeiro colocado precisa obter metade dos votos válidos mais um. A probabilidade de isto não acontecer e haver necessidade de realização do segundo turno era de 95%. Os cálculos do PollingData indicavam que, havendo segundo turno, Bolsonaro tinha 100% de probabilidade de estar nele. A probabilidade de Haddad chegar ao segundo turno era de 84%; a de Ciro ir à segunda rodada era de 14%; a de Marina era de 2% e a Geraldo Alckmin (PSDB) era de apenas 1%. O PollingData usa o “modelo de agregação” como método de cálculo das probabilidades de vitória na eleição. Neste modelo, são levados em consideração os resultados de pesquisas eleitorais, dando pesos diferentes a elas de acordo com elementos como a margem de erro e a distância da data das eleições – quanto mais perto do pleito, maior o peso do levantamento no cálculo. Trata-se de um conjunto de médias ponderadas. Neale Ahmed El-Dash, doutor em estatística pela USP (Universidade de São Paulo) e responsável pelo PollingData, afirmou ao Comprova que alimenta os cálculos com dados de pesquisas agregadas pelo site Poder360. O “Agregador de Pesquisas” do Poder360 reúne as pesquisas feitas por empresas como Datafolha, Ibope, DataPoder360 e outros. El-Dash frisa que o “modelo de agregação” não foi desenvolvido com a intenção de se fazer previsões. O modelo não tem como prever fatos que venham a mudar a história da campanha eleitoral e alterações no comportamento do eleitor. Os posts enganosos foram replicados por apoiadores de Bolsonaro no Facebook e no Twitter. No Facebook, umas das postagens reproduzia o título equivocado do site “Notícias inFoco”: “Bolsonaro está com 61% dos votos e assusta oposição”. A postagem enganosa do site gerou 38 mil interações nesta rede social, de acordo com o Spike Newswhip, ferramenta de monitoramento. O site Poder360 faz parte do projeto Comprova.
https://politica.estadao…/comprova-61.jpg
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['Estadão Verifica']
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['jair bolsonaro', 'pesquisa eleitoral']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/incluir-numero-do-candidato-na-assinatura-ao-votar-pode-levar-a-prisao-e-nao-permite-confrontar-os-votos/
ESTADAO_VERIFICA
Incluir número do candidato na assinatura ao votar pode levar à prisão e não permite confrontar os votos
Vídeo viral gravado por vereador paulista sugere que eleitores de Bolsonaro incluam o nome do candidato ao lado da assinatura
2018-09-20
SAIBA MAIS A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas da Bandnews FM. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: SBT, Gazeta do Povo, O Povo, Poder360 e Jornal do Commercio. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. Circulou no Facebook, Twitter e Whatsapp um vídeo gravado por um vereador da cidade de Panorama, no interior de São Paulo, no qual ele sugeria aos eleitores de Jair Bolsonaro incluir o número do candidato do PSL ao Palácio do Planalto após a assinatura do nome no dia da votação. Segundo Edemir Vermelho (PSDB), que se diz apoiador do deputado, seria uma forma de confrontar os votos computados na urna eletrônica. Logo, outras pessoas desmentiram a informação e alertaram que isso poderia causar a anulação dos votos. O Tribunal Superior Eleitoral enviou uma nota e esclarece que a atitude pode até levar à prisão. No vídeo, o vereador afirma “é bem simples. Qualquer um consegue controlar o seu voto. Nós temos que votar. Vamos na Zona Eleitoral, pegamos o caderno, damos o nosso título e nós temos que assinar o livro. É simples acrescenta (número do candidato) na sua assinatura”. A mesma mensagem circulou no Whatsapp: “URGENTE E MUITO IMPORTANTE! Sabe aquele caderno que a gente assina antes de votar e que eles destacam dele nosso comprovante de votação? É o caderno de registro de votação. Pois então! Escrevam o (número do candidato) na frente da sua assinatura naquele caderno, pois ele é um documento que registra quem votou e quem não compareceu e pode servir de prova caso haja alguma fraude, pois ele fica arquivado durante um tempo! Repassem isso urgente! Essa ideia precisa rodar o Brasil inteiro até o dia da eleição!” Pouco tempo depois, a advogada Janaína Paschoal , candidata a deputada estadual em São Paulo, alertou que isso poderia prejudicar Bolsonaro. O mesmo foi feito por outros apoiadores. Ao Comprova, o TSE afirmou que a inclusão de informações, como a do número do candidato, pode configurar, em tese, crime eleitoral passível de reclusão e multa, tal como previsto no art. 350 do Código Eleitoral: omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais prevê pena de até cinco anos de reclusão e de 5 a 15 dias multa, se o documento é público. Ainda de acordo com a Corte, “esse recurso jamais poderá ser utilizado como meio de recontagem de votos, pois o voto que conta é o da urna eletrônica. Ademais, o voto é secreto. O vídeo, divulgado no Facebook, foi retirado do ar pelo vereador, que publicou outro fazendo a correção. Esse, no entanto, também já foi excluído. No Youtube, foram mais de duas mil visualizações. No Twitter, a correção feita por Janaína Paschoal teve mais de 9 mil curtidas até a quarta-feira, 19 de setembro.
https://politica.estadao…ro-candidato.png
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['Estadão Verifica']
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2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/codigos-de-urnas-eletronicas-nao-foram-entregues-a-venezuelanos/
ESTADAO_VERIFICA
Códigos de urnas eletrônicas não foram entregues a venezuelanos
Uma das empresas citadas no boato, a Smartmatic é americana e já não tem mais escritório na Venezuela
2018-09-20
A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas da piauí, Gazeta Online, Folha de S. Paulo e O Povo. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: UOL, SBT, Rádio Bandeirantes, Gazeta do Povo, Poder 360 e Jornal do Commercio. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. É falsa a informação que circula em redes sociais de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “entregou códigos de segurança das urnas eletrônicas para venezuelanos”, como divulgado inicialmente pelo site Jornal da Cidade. De acordo com o texto enganoso, uma empresa estrangeira, com os tais códigos, poderia gerar votos falsos e fazer com que eles passassem como verdadeiros, fraudando as eleições brasileiras. Segundo o texto publicado no site, a entrega dos códigos teria sido feita a uma empresa comandada por venezuelanos, vencedora do edital da licitação nº 106/2017. Entretanto, a licitação mencionada no texto não previa entrega de códigos da urna e nem chegou a ser concluída, pois as duas únicas empresas interessadas foram desclassificadas. O Comprova verificou que o edital 106, de 2017, foi aberto para a compra de módulos impressores para as urnas eletrônicas. A primeira empresa vencedora foi a Smartmatic. Fundada em 2000, de acordo com seu site, nos Estados Unidos, por venezuelanos, ela atuou em eleições venezuelanas por mais de dez anos, razão pela qual costuma ser associada ao governo daquele país. Em 2017, envolveu-se em uma confusão na Venezuela ao acusar o Conselho Nacional Eleitoral de fraude nas eleições para a Assembleia Constituinte. Este ano, fechou seus escritórios venezuelanos. A Smartmatic foi reprovada no teste técnico do TSE, realizado em fevereiro deste ano. Segundo a comissão de assessoramento da Corte, os QRs impressos pela empresa foram lidos corretamente, mas as medidas não atenderam às exigências. A organização foi, portanto, desclassificada. A segunda empresa vencedora do edital e posteriormente desclassificada, foi a TSC Pontual. O motivo, segundo o TSE, foi que a proposta apresentada tinha um valor considerado alto. Convocada para reconsiderar o montante, a TSC Pontual manteve o mesmo número e acabou reprovada. Este ano foi aberto um outro edital com o mesmo intuito, o 16/2018, cuja empresa vencedora foi a CIS Eletrônica da Amazônica. Registrada em Manaus, não há indícios de que ela tenha qualquer relação com a Venezuela. O edital de 2018, porém, foi revogado por causa da decisão do TSE de suspender a implementação do voto impresso, após a Procuradoria-Geral da República mover uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra um trecho da minirreforma eleitoral feita pelo Congresso, em 2015. Os dois editais, ao contrário do que diz o texto, não envolvem os códigos-fonte das urnas, e sim códigos para o funcionamento das impressoras. Segundo informou o TSE em nota, “a Justiça Eleitoral nunca entregou códigos-fonte da urna eletrônica para qualquer empresa privada, seja estrangeira ou nacional”. “Esse dado pode ser comprovado no Edital nº 106/2017, cujo objeto é a contratação de módulos impressores para a urna eletrônica. Em momento algum do documento está prevista a entrega dos códigos das urnas, especialmente os módulos criptográficos, que são os responsáveis por garantir a identidade e a segurança do processo eleitoral”, diz trecho da nota. Ainda de acordo com o TSE, o edital de 2017 previa apenas o fornecimento de parte do Sistema Operacional Linux, um sistema de código aberto e de conhecimento público, que no caso da Justiça Eleitoral foi adequado para funcionamento específico nas urnas eletrônicas. Parte das alegações do texto enganoso do Jornal da Cidade Online são atribuídas ao professor de Ciências da Computação da UnB Pedro de Rezende. As afirmações dele, no entanto, foram descontextualizadas. O especialista participou de audiência pública realizada no Senado, em 6 de março de 2018, para discutir a segurança do sistema de votação eletrônica no Brasil. Conforme os registros oficiais, Rezende, na verdade, lia aos parlamentares um pedido do Comitê Multidisciplinar Independente (CMind) para a suspensão da licitação 106/2017, do TSE. O CMind reúne especialistas em votação eletrônica e havia apresentado sete petições para suspender a licitação. Na opinião do grupo, ela poderia resultar no compartilhamento de “informações confidenciais, sensíveis à segurança do processo de votação, entre a empresa estrangeira e o TSE”. Para a agência Aos Fatos, Rezende disse que a informação de que os dados das urnas foram enviados a empresas estrangeiras é falsa. Para ele, o correto é dizer que, se a licitação tivesse sido confirmada, “poderiam ser entregues dados sensíveis do sistema de segurança do processo de votação”. Publicado às 21:22 dessa segunda-feira, 17 de setembro, o texto publicado no Jornal da Cidade Online sofreu atualizações cujos horários não foram informados. Entre outras mudanças, primeiro, a redação incluiu a palavra “quase” no título. Depois, o título do texto passou a atribuir informação a professor da UnB. No Facebook, posts com o link para o texto do Jornal da Cidade Online, até a noite desta quarta-feira, 19, receberam mais de 208 mil interações. Foram publicados em páginas como Brasil Conversador, Canal da Direita e Queremos Bolsonaro Presidente. No Twitter, foram outras 6,9 mil curtidas e retuítes. Nesta rede social, o boato foi impulsionado principalmente após o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidenciável Jair Bolsonaro, publicá-lo em seu perfil, na terça-feira. A informação sobre a suposta entrega de códigos da urna aos estrangeiros já foi desmentida por Aos Fatos, Agência Lupa, Boatos.org e e-farsas.
https://politica.estadao…mprova-urnas.png
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['Estadão Verifica']
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['venezuela', 'urna eletrônica', 'eleições 2018']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/ataque-a-carro-nao-tem-relacao-com-suposto-adesivo-de-bolsonaro/
ESTADAO_VERIFICA
Ataque a carro não tem relação com suposto adesivo de Bolsonaro
Vídeo é de maio de 2017 e foi feito quando uma motorista tentou furar protesto contra Michel Temer
2018-09-13
A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas do UOL e Gazeta Online. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: Estadão e Poder 360. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. Ao contrário do que sugerem postagens que viralizaram nas redes sociais, um vídeo que mostra manifestantes atacando um carro branco não é de protesto em razão do automóvel ter um adesivo de apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O ataque, na verdade, teve lugar em manifestação que pedia a renúncia de Michel Temer, em maio de 2017, em Goiânia (GO), e ocorreu após uma motorista tentar furar o bloqueio organizado por centrais sindicais, movimentos sociais e outras entidades. O vídeo viral, de um minuto, usou o trecho entre 55s e 1m55s de um outro, de dois minutos e 46 segundos, publicado pelo G1 no dia 18 de maio de 2017. O portal noticiou o protesto pela renúncia de Temer e registrou a confusão ocorrida nos cruzamentos entre as avenidas Anhanguera e Goiás. O vídeo, que acompanha textos falsos sobre inexistente ataque a apoiador de Bolsonaro, tem a logomarca do site de notícias em seu canto inferior direito. Outros jornais noticiaram a confusão no protesto do ano passado contra Temer (aqui, aqui e aqui), alvo de denúncias de corrupção. Nenhum deles faz qualquer menção ao candidato Bolsonaro ou a adesivo supostamente colado no veículo que teve os vidros destruídos. No conflito, dois manifestantes foram atropelados pela motorista que tentou seguir adiante em meio ao protesto. No dia anterior ao ato realizado em Goiás, foi tornada pública a gravação, feita em março, de uma conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente da República. No diálogo, Joesley relatou a Michel Temer, entre outras coisas, que estava pagando para que o ex-deputado Eduardo Cunha permanecesse calado. A resposta do presidente foi: “’Tem que manter isso, viu?” O vídeo, acompanhado do texto com a informação falsa, somente em duas contas no Twitter, teve mais de 30 mil visualizações, 2,6 mil curtidas e 1,5 mil retuítes nesta semana. No Facebook, um post com o vídeo teve 1,3 milhão de visualizações, 4,5 mil curtidas e 74 mil compartilhamentos no mesmo período. Neste post do Facebook, o ataque ao eleitor de Bolsonaro é atribuído a apoiadores de Fernando Haddad e Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT. Essa informação também é enganosa, uma vez que a manifestação em Goiânia não tinha relação com a campanha eleitoral.
https://politica.estadao…mprova-carro.jpg
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['Estadão Verifica']
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['jair bolsonaro', 'michel temer']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/pesquisa-que-aponta-bolsonaro-com-45-das-intencoes-de-voto-e-enganosa/
ESTADAO_VERIFICA
Pesquisa que aponta Bolsonaro com 45% das intenções de voto é enganosa
Legislação eleitoral não considera válidas pesquisas não registradas e as informações publicadas no site da organização que a teria realizado são vagas
2018-09-13
A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas do Estadão, SBT e Nexo. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: Gazeta Online, revista piauí, Jornal do Commercio e UOL. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. Não há evidências de que publicações das redes sociais que atribuem 45% ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) sejam resultado de uma pesquisa eleitoral confiável. Os posts que divulgam a pesquisa afirmam que o capitão da reserva estaria perto da vitória no primeiro turno. De acordo com a legislação eleitoral, enquetes do tipo não são válidas, pois não cumprem uma série de exigências, como a divulgação de dados e metodologia, o registro oficial e prestação de contas. Uma das versões da publicação diz que a pesquisa foi feita pela “agência americana que previu com exatidão a vitória de Trump nos EUA”. Não há evidência que a Encuestas Digitales é americana nem que previu a vitória eleitoral do presidente americano. As postagens incluem um gráfico, no qual nenhum dos outros candidatos alcança 10%, que tem origem no site Encuestas Digitales. O site diz que realiza pesquisas eleitorais com métodos modernos, diferente do que chama de “pesquisas tradicionais” e que analisa redes sociais e buscas na internet para determinar os índices dos candidatos, mas não divulga dados detalhados nem a metodologia utilizada. Uma explicação encontrada no site Encuestas Digitales detalha que os números atribuídos a cada candidato não representam intenções de voto, como é o caso das principais pesquisas eleitorais. Diz apenas que os números retratam uma “projeção de vitória”, sem deixar claro o que isso significa. Segundo o site, o serviço está baseado numa metodologia mais sofisticada e semelhante a do site de jornalismo de dados americano FiveThirtyEight sem, no entanto, deixar claro o que seria essa versão mais aprimorada da apuração das informações. Além disso, pesquisas digitais não representam os 39% da população que ainda não tem acesso à internet, como mostra a Pesquisa TIC Domicílios, apresentada em julho deste ano pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Ao utilizar um serviço que verifica os dados dos endereços (URL) dos sites, como o IP Checker, foi constatado que o domínio “www.encuestasdigitales.com” foi criado no dia 30 de julho de 2018, com validade até 2019. A primeira pesquisa relativa ao Brasil foi publicada pela suposta empresa em agosto. O site Politz também publicou a pesquisa feita pelo Encuestas Digitales, afirmando que o tracking acertou previsões da vitória de Donald Trump e do Brexit. No entanto, o presidente americano foi eleito em 2016 e a saída britânica da União Europeia (Brexit) foi aprovada em referendo também em 2016. Ou seja, antes do registro do site Encuestas Digitales. O site Encuestas Digitales tem erros básicos de texto em espanhol e não deixa claro qual é a sua metodologia de trabalho e quem são seus clientes. Também não há disponível nenhum ponto de contato com a organização. Até o dia 13 de setembro, ao menos três publicações com o gráfico da pesquisa tiveram grande repercussão em páginas no Facebook: “Movimento Avança Brasil” (mais de mil compartilhamentos, publicado em 10 de setembro); “Mulheres Unidas A FAVOR do Bolsonaro” (mais de 17 mil compartilhamentos, publicado em 12 de setembro); e “Jair Bolsonaro 2018, a última Esperança da Nação” (mais de de 4.,9 mil compartilhamentos, publicado em 12 de setembro).
https://politica.estadao…ova-tracking.jpg
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['Estadão Verifica']
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['jair bolsonaro', 'pesquisa eleitoral']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/homem-em-foto-com-gleisi-hoffmann-nao-e-o-agressor-de-bolsonaro/
ESTADAO_VERIFICA
Homem em foto com Gleisi Hoffmann não é o agressor de Bolsonaro
Projeto Comprova apurou que a imagem é posterior à facada em presidenciável do PSL e foi captada em Curitiba
2018-09-13
A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas do UOL, Gazeta Online e Folha de S. Paulo. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: Correio do Povo, revista piauí, Jornal do Commercio e UOL. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. É falsa a informação que circula em redes sociais de que o agressor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi fotografado ao lado da senadora Gleisi Hoffmann (PT). O homem que aparece em selfie com a petista, como divulgado na publicação viral, não é Adélio Bispo de Oliveira nem possui semelhança física com o responsável pelo atentado. Além disso, o ato político em que a presidente do PT esteve presente e no qual a foto foi feita ocorreu em cidade diferente do atentado e após a polícia prender o agressor. A imagem verdadeira, uma selfie, foi feita em Curitiba (PR), no mesmo dia do crime contra Bolsonaro, que aconteceu em Juiz de Fora (MG). Cerca de 900 quilômetros separam as duas cidades. Adélio, o autor do atentado, foi preso na cidade mineira minutos após atacar Bolsonaro com uma faca enquanto o candidato fazia campanha de rua – o atentado aconteceu no período da tarde, às 15h40. Uma foto do momento em que o homem faz a selfie com Gleisi foi publicada no Facebook da senadora por sua assessoria, assim como outras imagens feitas no ato de campanha que aconteceu, também no dia 6 de setembro, na praça Rui Barbosa, no centro da capital paranaense. O Comprova comparou fotos de Adélio com a do rapaz ao lado da petista no Betaface, software de reconhecimento facial. A ferramenta mostrou que os rostos não são compatíveis. O resultado indicou 63,4% de equivalência de traços faciais, o que é insuficiente para apontar que sejam a mesma pessoa. A pedido do Comprova, a assessoria de Gleisi disponibilizou a foto original publicada na página oficial da senadora no Facebook. A partir desse arquivo, e usando a ferramenta Read Exif Data, foi possível ler os chamados metadados da imagem. Os metadados guardam detalhes sobre a produção da foto, como data e hora do registro, local em que a imagem foi capturada e marca e modelo do equipamento utilizado pelo fotógrafo. Os metadados da foto de Hoffmann com o homem indicam que o registro foi feito às 20h09 do dia 6 de setembro de 2018, embora a foto só tenha sido publicada no Facebook da senadora no dia seguinte. O horário, as roupas das duas pessoas e o céu escuro correspondem com a imagem viral. No viral, a senadora aparece à esquerda. Na “foto da selfie”, feita pela equipe da petista, à direita. Não significa que tenham sido feitas em momentos diferentes. É possível que o uso da câmera frontal do aparelho celular tenha invertido a imagem ou a inversão pode ter sido feita posteriormente, quando da postagem nas redes. É por isso que os nomes que aparecem nas placas atrás da dupla também aparecem invertidos. Gleisi é candidata a deputada federal e costuma atuar como porta-voz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba e teve sua candidatura à presidência impugnada. Até a publicação deste texto, o homem da foto original não havia sido localizado pelo Comprova. A assessoria da senadora também desconhece a identidade do homem. Ao Comprova, informou que Gleisi costuma tirar fotos e conversar com as pessoas que a procuram no local. O site Boatos.org também verificou que a corrente viral que liga Hoffmann ao autor do crime contra Bolsonaro é falsa. No Twitter, Hoffmann afirmou ser vítima de boatos e mentiras.
https://politica.estadao…prova-gleisi.jpg
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['Estadão Verifica']
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['gleisi hoffmann', 'jair bolsonaro', 'Luiz Inácio Lula da Silva']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/mulher-nao-entregou-a-um-homem-na-multidao-a-faca-usada-pelo-agressor-de-bolsonaro/
ESTADAO_VERIFICA
Mulher não entregou a um homem na multidão a faca usada pelo agressor de Bolsonaro
Análise com software dos frames do vídeo não revela nenhuma evidência de boato que circula nas redes sociais
2018-09-13
A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas do Poder 360, Folha de S. Paulo e AFP. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: Correio do Povo, revista piauí, Jornal do Commercio e UOL. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. É enganoso o vídeo que sugere que a faca usada no crime contra o candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, foi passada da mão de uma mulher para a mão de um homem antes de chegar ao autor do crime, Adélio Bispo de Oliveira. O atentado aconteceu na última quinta-feira, 6 de setembro, enquanto Bolsonaro fazia campanha de rua em Juiz de Fora (MG). O vídeo enganoso verificado pelo Comprova circula por redes sociais e aplicativos de mensagens. Publicado em um canal no YouTube chamado Samuca Fernandes, o vídeo sugere que uma mulher de óculos escuros, que estava na multidão, teria passado a faca para um homem de camiseta branca, que, por sua vez, teria repassado o objeto cortante para Adélio. No entanto, ao analisar o vídeo é possível ver que a mulher em questão não passa nenhum objeto cortante para o homem de camiseta branca. Na sequência, é possível ver a mão do homem vazia após cruzar com a mulher. O Comprova fez uma análise deste vídeo em editores de imagens como o Watch Frame by Frame. Ao Comprova, a assessoria da Polícia Federal diz que não comenta investigações em andamento. Por ora, a única pessoa presa e investigada pelo crime é Adélio. Nenhum dos supostos nomes que são apontados em redes sociais como participantes do crime foi divulgado pela PF. Adélio está preso e foi indiciado no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional. Se condenado, o agressor pode ficar preso de 3 a 10 anos. Essa pena pode dobrar quando o ataque resulta em lesão corporal grave. Apesar de a PF tratar oficialmente apenas Adélio como culpado, mulheres têm sido acusadas e perseguidas em redes sociais – sem provas – de participarem do atentado ao candidato do PSL. Entre os nomes que circulam na rede estão os de Maria Clara de Paula Ribeiro Tarabal e de Aryane Campos. Um tweet de Alexandre Frota, candidato a deputado federal pelo mesmo partido de Bolsonaro, diz: “Atenção Brasil estamos atras dessa mulher que junto com os bandidos elaborou e participou do atentado ao Jair .ligue 190” (sic). Apenas o vídeo publicado no canal de Samuca Fernandes teve mais de 177 mil visualizações no YouTube. Já no Facebook, esse mesmo vídeo teve mais de 2 mil interações (reações, comentários e compartilhamentos), segundo o CrowdTangle, ferramenta usada pelo Comprova para análise de redes sociais. O site Boatos.org também verificou essa peça de desinformação.
https://politica.estadao…omprova-faca.jpg
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['Estadão Verifica']
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['jair bolsonaro', 'comprova']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/nao-ha-evidencia-de-que-casa-que-aparece-em-meme-seja-de-lula/
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Não há evidência de que casa que aparece em meme seja de Lula
Casa localizada em Camaçari está à venda e a corretora responsável nega ligação ao petista
2018-09-06
SAIBA MAIS A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas da Gazeta do Povo, Jornal do Commercio e Gazeta Online. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: UOL, revista piauí, O Povo e Poder 360. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. Não há evidência de que uma casa de luxo que aparece em um montagem de fotos compartilhada nas redes sociais seja de propriedade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato. A casa que aparece na publicação existe e fica no município de Camaçari, região metropolitana de Salvador (BA). Procurada pela AFP, integrante do Comprova, a corretora responsável negou que o imóvel, de 890 metros quadrados e anunciado a venda por R$ 2,5 milhões, pertença ou tenha pertencido a Lula em algum momento. A montagem mostra quatro casas. Três delas de luxo, uma como sendo de Lula e outras duas atribuídas à ex-presidente Dilma Rousseff e à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e uma quarta, de um casebre, com a inscrição “Casa dos milhões de brasileiros que o PT ‘tirou’ da pobreza”. O Comprova verificou que as outras imagens que fazem parte do meme também estão atribuídas erroneamente. A suposta residência de Dilma fica em Itaparica, a aproximadamente 30 km a oeste de Salvador, e a proprietária afirma que o imóvel nunca pertenceu à ex-presidente. A foto da suposta casa de Gleisi Hoffmann é do condomínio Reserva do Parque, no bairro Ponta Negra, em Manaus. O corretor responsável diz que as casas ainda estão em construção e que a presidente do PT não adquiriu nenhuma unidade no local. A foto da casa “dos brasileiros” foi tirada na Colômbia. Trata-se de um domicílio de barro e pau-a-pique em Villanueva de Guajira, a aproximadamente 860 km ao norte de Bogotá, na região de fronteira com a Venezuela. Segundo informou Villanueva 24h, em 2015, a família Cabarcas Peña habitou o lugar por mais de 20 anos até que a casa foi reconstruída em maio de 2015 com a ajuda de vizinhos. Segundo a declaração de bens de Lula à Justiça Eleitoral, ele não é proprietário de nenhuma casa, mas de três apartamentos — todos eles em São Bernardo do Campo (SP), seu berço político. Não há evidência que ligue Lula à casa em Camaçari. Em verificação anterior feita pelo Comprova, a assessoria de imprensa de Lula disse que “todos os bens e contas do ex-presidente e sua família já foram devassados pela Operação Lava Jato“. Em 2017, Lula foi condenado por ter se beneficiado de um apartamento tríplex em Guarujá, litoral de São Paulo, oferecido pela empreiteira OAS, investigada na Lava Jato, em troca de mediação para obter contratos na Petrobras. E desde abril de 2018, o ex-presidente cumpre a pena, de 12 anos e um mês de prisão, na superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). Lula nega as acusações. Lula foi registrado pelo PT como presidenciável da legenda em 2018, mas teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A defesa do petista entrou com recurso, contestando a decisão da corte eleitoral. No Facebook, em duas semanas o meme teve mais de 190 mil compartilhamentos. SAIBA MAIS
https://politica.estadao…casa-do-lula.jpg
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['Estadão Verifica']
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['Luiz Inácio Lula da Silva', 'dilma rousseff', 'gleisi hoffmann']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/musica-pro-bolsonaro-nao-e-de-artistas-cubanos-e-nem-ha-evidencia-de-que-faca-sucesso-nos-eua/
ESTADAO_VERIFICA
Música pró-Bolsonaro não é de artistas cubanos e nem há evidência de que faça sucesso nos EUA
Canção foi gravada em português e é de autoria de venezuelano que mora no Brasil
2018-09-05
SAIBA MAIS A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas da Gaúcha ZH, Folha de S. Paulo e NSC Comunicação. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”: Estadão, Gazeta do Povo, UOL, Jornal do Commercio e Poder 360. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022. A canção “O Mito chegou” que, segundo algumas postagens nas redes sociais, teria sido gravada por artistas cubanos e estaria “bombando” nas rádios da Flórida, na verdade foi criada por um venezuelano que mora no Brasil. Não há registro de que a música tenha feito sucesso nos Estados Unidos. A composição, feita em apoio ao presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, é de autoria do venezuelano El Veneco, que mora no Brasil e tem um canal no YouTube com 9 mil seguidores. O Comprova confirmou com El Veneco a autoria da canção. Ele administra uma conta no WhatsApp em que divulga suas produções. O artista, entretanto, não respondeu a outros questionamentos do Comprova. O canal no YouTube tem publicações regulares desde 2015, com manifestações de apoio e outras canções pró-Bolsonaro desde novembro de 2016. Na mesma data da publicação original, o autor também divulgou um vídeo de bastidor da produção, realizada em parceria com seu filho, chamado de V-Hero. O vídeo da música, em ritmo reggaeton, estilo caribenho que mescla diversos gêneros como rap, reggae, salsa e pop, foi publicado no dia 9 de outubro de 2017 e, até a publicação deste texto, contava com mais de 43 mil visualizações. A letra, em português, tem trechos como: “O mito chegou, o Brasil acordou. Esperança de verdade, olhar de criança e agora podemos ver um Brasil de verdade”. Além de dizer o nome de Bolsonaro, o cantor aparece no vídeo usando uma camisa com o rosto do candidato do PSL. Em um vídeo divulgado no último dia 30 de agosto, El Veneco explica que compôs “O Mito Chegou” em 2017, mas não registrou o título (o que impediria a livre reprodução em rádios da Flórida devido aos direitos autorais). Não há registros de “O Mito Chegou” ou de canções do artista El Veneco no aplicativo de músicas Spotify. Também não há registro da música entre as 50 composições latinas nas listas semanais da Billboard, publicação norte-americana especializada em informações sobre a indústria musical. No Twitter, a publicação com o conteúdo do viral com maior engajamento data do último dia 3 de setembro, também anunciando a suposta repercussão nos Estado Unidos: “Um camarada meu que mora em Tampa nos EUA disse que na Flórida esse som ta bombando nas rádios”. No Facebook, o título também foi reproduzido com a mesma versão de que se trata de uma canção de cubanos nos EUA. Uma das publicações, datada do último dia 1º de setembro, tem 1,2 mil comentários e 14 mil compartilhamentos. A sugestão de verificação da corrente viral foi enviada ao WhatsApp do Comprova. O conteúdo da peça foi anteriormente checado pelo site Boatos.org. SAIBA MAIS
https://politica.estadao…omprova-mito.jpg
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['Estadão Verifica']
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['jair bolsonaro']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-governo-de-sao-paulo-tenha-negado-vacinas-contra-a-covid-19-para-bauru/
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É falso que governo de São Paulo tenha negado vacinas contra a covid-19 para Bauru
Boato inventa que cidade teria sido excluída de campanha de imunização com a Coronavac e depois socorrida por Bolsonaro
2021-01-30
É falso que Bauru, no interior de São Paulo, tenha sido excluída da campanha de vacinação com a Coronavac porque a prefeita da cidade, Suéllen Rosim (Patriota), não apoia o governador João Doria (PSDB). Também não é verdade que o município só tenha ganhado doses da vacina Oxford/Astrazeneca após encontro da prefeita com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Bauru já tinha recebido ambos os imunizantes antes da viagem de Suéllen a Brasília. O Governo do Estado e a Prefeitura também negaram as alegações que circulam nas redes sociais. Boato inventa que cidade do interior de São Paulo não recebeu vacinas do governo do Estado e foi socorrida por Bolsonaro. Foto: Reprodução / Arte Estadão Bauru recebeu 8.680 doses da vacina CoronaVac em 20 de janeiro, segundo notícia publicada no site do governo municipal. O imunizante é produzido pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A entrega ocorreu três dias depois da autorização de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da primeira aplicação da vacina no Brasil, em São Paulo. “Não houve nenhuma negativa em relação ao governo estadual”, esclareceu a Prefeitura em resposta ao Estadão Verifica. Seis dias depois, em 26 de janeiro, o município de Bauru informou, em nota, o recebimento de 6.660 doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica Astrazeneca. A distribuição pelo Ministério da Saúde começou em 23 de janeiro, logo depois de concluída a importação de 2 milhões de doses da Índia pelo governo federal. Já o encontro da prefeita Suéllen Rosim com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, mencionado pelo boato, ocorreu somente em 27 de janeiro e estava agendado desde o começo do ano, segundo a Prefeitura. Uma notícia divulgada pelo município sobre a reunião sequer aborda o assunto das vacinas. Ao Ministério da Saúde, a prefeita “falou sobre a necessidade de investimentos em Bauru e pediu apoio para a implantação do Hospital das Clínicas (HC) e seu futuro credenciamento como hospital universitário”, mostra o texto. Além disso, ao contrário do que afirmam as postagens falsas, não foram citadas reuniões naquele dia com o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, — que realmente é bauruense — ou com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. A prefeita esteve apenas com os ministros Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, e Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos. As fotos não mostram a participação de nenhum deles no encontro com Bolsonaro, onde supostamente os ministros teriam exigido vacinas. Por fim, Suéllen Rosim tem 32 anos, e não 28, como afirma incorretamente a mensagem. Procurado pela reportagem, o governo do Estado de São Paulo afirmou que a mensagem em circulação é falsa e citou o envio de 8,6 mil doses da CoronaVac e 6,6 mil doses da vacina de Oxford/Astrazeneca para a cidade de Bauru até o momento. “Novas doses serão encaminhadas na próxima semana para que os municípios completem a vacinação do público alvo da fase 1 e iniciem a vacinação dos idosos acima de 85 anos de idade”, respondeu em nota. A Secretaria Estadual da Saúde afirmou ainda que “está em contato frequente com gestores regionais e municipais para trabalhar estratégias a fim de salvar vidas”. Bauru rejeitou regras de quarentena previstas no Plano SP A cidade de Bauru foi uma das que se recusaram a adotar medidas mais restritivas depois do rebaixamento para a fase vermelha do Plano São Paulo de combate à covid-19. Pelas normas vigentes, somente atividades essenciais, como supermercados e farmácias, podem funcionar nessa situação. Bares, restaurantes, padarias e similares poderão trabalhar apenas com sistema de delivery, drive-thru e retirada, enquanto todas as demais atividades devem estar fechadas para atendimento ao público. No dia 24, a prefeita Suéllen Rosim rejeitou as orientações do governo estadual e baixou decreto permitindo que atividades não essenciais funcionem por dez horas diárias, de segunda-feira a sábado, no máximo até as 20h e com ocupação de até 30% dos estabelecimentos. “A Prefeitura quer preservar a vida de todos e também manter de forma responsável as atividades econômicas e os empregos”, disse ao Estadão. Promotorias de saúde pública do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entraram com ações contra as prefeituras para garantir o cumprimento. Documento DECRETO BAURU – 24/01/2021 PDF Nesta sexta-feira, 29, a Prefeitura foi notificada de uma decisão liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que obriga o município a seguir o Plano São Paulo durante a pandemia. No mesmo dia, o Estado manteve a região de Bauru na fase vermelha em razão da ocupação média de 86,3% dos leitos de UTI destinados à covid-19. Um novo decreto já foi publicado no Diário Oficial informando que não está permitida a abertura de estabelecimentos não essenciais. Documento DECRETO BAURU – 29/01/2021 PDF Conforme o boletim mais recente da Secretaria Municipal de Saúde, divulgado na desta sexta-feira, 29 de janeiro, Bauru está com 100% de ocupação dos leitos de UTI disponíveis para a covid-19. Foram registrados 25.132 casos e 354 óbitos pelo novo coronavírus na cidade até agora, pelos números oficiais. Esse mesmo boato também foi desmentido por Aos Fatos e Boatos.org. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…300120213921.png
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['Samuel Lima']
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['coronavírus [vacina]', 'coronavírus', 'estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]', 'joão doria', 'jair bolsonaro']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/texto-que-defende-postura-de-bolsonaro-na-pandemia-nao-e-de-mourao-nem-foi-publicado-no-estadao/
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Texto que defende postura de Bolsonaro na pandemia não é de Mourão nem foi publicado no ‘Estadão’
Mensagem escrita por ginecologista gaúcha viralizou com atribuição falsa ao vice-presidente da República
2021-01-29
Publicações falsas nas redes sociais atribuem ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, um texto que defende a postura do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus e faz críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e opositores do governo. Na realidade, a autora da mensagem é uma ginecologista do Rio Grande do Sul. As postagens ainda espalham a informação falsa de que o conteúdo teria sido publicado no Estadão. O texto começa da seguinte maneira: “Não vi nosso presidente proibir nem obrigar ninguém a se vacinar… Mas vi uma suprema corte decidir que quem não se vacinar perderá direitos…” Ao final, a autora afirma que Bolsonaro é a única opção para o País. Leitores solicitaram a checagem deste conteúdo pelo WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. LEIA TAMBÉM Não há indícios de que vacinas contra a covid-19 possam causar doenças autoimunes e infertilidade Buscas na ferramenta de pesquisa do Facebook apontam que o mesmo texto foi compartilhado anteriormente com assinatura de uma médica do Rio Grande Sul. Em contato por WhatsApp, a ginecologista Ana Saintmartin confirmou ter escrito a mensagem e compartilhado o material em seu perfil na rede social. “O texto é meu mesmo! Não esperava essa repercussão envolvendo o vice-presidente!”, disse. Além disso, a mensagem não consta em perfis oficiais de Hamilton Mourão, tampouco no portal do Estadão. No dia 17 de janeiro, o jornal publicou uma entrevista com o vice-presidente, mas não há menção a qualquer trecho do texto atribuído de forma enganosa ao general. O Estadão publicou um artigo de Mourão em 14 de maio de 2020, intitulado “Limites e responsabilidades“. Em nota, a vice-presidência negou que Mourão seja o autor do conteúdo. Essa não é a primeira vez que publicações enganosas atribuem declarações ao general e outros membros do governo. Em novembro de 2019, uma conta falsa no Twitter que simulava os canais oficiais do vice-presidente incentivou “ações enérgicas” após a mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da prisão em segunda instância. No ano passado, mensagens enganosas atribuíram ao ministro-chefe da Casa Civil, General Braga Netto, a autoria de frases e áudios sobre intervenção militar e uma carta com críticas ao Supremo Tribunal Federal. Agência Lupa e Aos Fatos também checaram este conteúdo.
https://politica.estadao…290120214117.png
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['Victor Pinheiro']
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[]
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/nao-ha-indicios-de-que-vacinas-contra-a-covid-19-possam-causar-doencas-autoimunes-e-infertilidade/
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Não há indícios de que vacinas contra a covid-19 possam causar doenças autoimunes e infertilidade
Alegações de médica que integra grupo America's Frontline Doctors, conhecido por espalhar desinformação nos Estados Unidos, não têm respaldo na ciência
2021-01-29
Circula nas redes sociais um vídeo de uma médica dos Estados Unidos fazendo uma série de afirmações infundadas sobre a segurança das vacinas contra a covid-19. Ao contrário do que sugere o conteúdo viral, não há qualquer indício de que os imunizantes possam causar doenças autoimunes e infertilidade. Especialistas também consideram improvável que os produtos resultem no fenômeno conhecido como potenciação dependente de anticorpos (ADE) e criticam a proposta de se utilizar remédios sem eficácia comprovada no lugar de uma campanha de vacinação. O vídeo em questão mostra trechos do discurso da médica Simone Gold em uma igreja de Tampa Bay, na Flórida, no dia 3 de janeiro. Ela é uma das fundadoras do grupo “America’s Frontline Doctors” — que ganhou notoriedade depois de aparecer em frente à Suprema Corte dos EUA, em julho do ano passado, dizendo que a covid-19 tinha “cura” e que máscaras seriam dispensáveis na pandemia, o que não é verdade. A gravação chegou a ser compartilhada pelo ex-presidente Donald Trump e pela cantora Madonna. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica Em 7 de janeiro, Simone Gold participou da invasão ao Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington. Extremistas pró-Trump forçaram a interrupção da sessão destinada a certificar a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro. Cinco pessoas morreram durante o ataque. Ela foi presa pelo FBI nove dias depois, mas responde em liberdade depois de pagar fiança. Veja abaixo a verificação das informações falsas ditas pela médica. Médica dos Estados Unidos faz acusações infundadas sobre segurança de vacinas em vídeo viral. Foto: Reprodução / Arte Estadão Vacinas são seguras e foram aprovadas por órgãos de vigilância sanitária Em Tampa Bay, Gold contraria autoridades de saúde dos Estados Unidos ao desencorajar a vacinação de pessoas de até 70 anos. “Há um risco desconhecido de a vacina experimental causar doenças autoimunes, potenciação dependente de anticorpos e infertilidade para o resto da vida”, alega a médica. A Food and Drug Administration (FDA), órgão equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, concedeu autorizações de uso emergencial para duas vacinas contra a covid-19, produzidas pelas empresas Pfizer/BioNTech e Moderna. Os dois imunizantes passaram por testes rigorosos até a aprovação, com dados de segurança e eficácia nas fases finais publicados na revista científica The New England Journal of Medicine (Pfizer, Moderna). Na etapa final desses estudos, 15.210 voluntários receberam o produto da Moderna e 21.720 pessoas foram injetadas com a vacina da Pfizer. Esses participantes foram monitorados, em média, por mais dois meses após a aplicação da segunda dose. As reações mais comuns foram dores no braço, febre, cansaço, dores de cabeça e dores musculares — sintomas de caráter leve a moderado, geralmente, e que desaparecem dentro de poucos dias. Nas análises dos produtos, o FDA sequer cita a possibilidade de doenças autoimunes, ADE e infertilidade como possíveis efeitos colaterais das vacinas (Pfizer, Moderna). Pesquisas não identificaram risco de doenças autoimunes Em entrevista ao Estadão Verifica, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Flávio Fonseca, disse que não vê sentido nas afirmações da médica americana. A alegação de que as vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) — caso de Pfizer e Moderna — poderiam causar doenças autoimunes, por exemplo, não encontra qualquer respaldo no meio científico. Essas duas vacinas contêm fragmentos genéticos da proteína espinhosa (spike) utilizada pelo coronavírus para infectar células humanas. O objetivo do imunizante consiste em levar até as células instruções para “ensiná-las” a produzir a proteína do vírus. Com isso, elas desenvolvem a capacidade de reconhecer e anular a proteína spike em caso de infecção. A tecnologia de RNA mensageiro deve marcar o início de uma nova era na fabricação de imunizantes, abrindo caminho para tratamentos inovadores contra câncer, problemas cardíacos e várias doenças infecciosas. As doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico confunde células saudáveis com agentes invasores e passa a “atacar” o próprio corpo. Artrite reumatoide, lúpus e esclerose múltipla são alguns exemplos. “A ideia por trás dessa história é que as vacinas de mRNA poderiam gerar anticorpos anti-RNA e criar a doença autoimune”, relata Fonseca. Mas essa situação não foi identificada em nenhuma etapa do desenvolvimento das vacinas, afirma o especialista. “As pessoas estão expostas o tempo todo a diferentes tipos de vírus, que têm RNA no genoma, e nem por isso desenvolvem a autoimunidade”. Pelo Twitter, a médica epidemiologista e vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, Denise Garrett, também desmentiu o boato em novembro. “Essa preocupação é porque algumas plataformas de mRNA testadas anteriormente induzem respostas potentes do interferon tipo 1 (moléculas com alta atividade antiviral, produzidas pelo corpo) que foram associadas à inflamação e potencialmente à autoimunidade. Isso não foi observado nas vacinas que estão sendo testadas para a Covid”, escreveu ela. Estudante de Farmácia prepara seringa para vacinação na Universidade de Pittsburgh. Foto: AP Photo/Gene J. Puskar Hipótese sobre infertilidade é considerada ‘estapafúrdia’ O suposto risco de infertilidade a partir dos imunizantes, citado pela médica americana, é outra alegação falsa que circulou recentemente nas redes e foi desmentido por especialistas. A história apareceu pela primeira vez em um texto assinado pelo ex-funcionário da Pfizer Mike Yeadon e pelo político alemão Wolfgang Wodarg. Eles afirmam incorretamente que a vacina da Pfizer contém uma proteína importante para o sistema reprodutivo feminino chamada sincitina-1 e que a similaridade com a proteína spike do SARS-CoV-2 poderia acarretar reações cruzadas. O professor de virologia da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul, Fernando Spilki classificou a hipótese como “estapafúrdia” em checagem do Estadão Verifica publicada em dezembro. De acordo com ele, o composto sequer possui a sincitina-1, e a similaridade com a proteína spike do coronavírus é “espúria e não tem dimensão suficiente para provocar nenhuma imunidade cruzada”. A mesma opinião foi emitida por Stephanie Langel, especialista em imunidade materna e neonatal na Duke University, em verificação do The New York Times. Langel aponta que a proteína spike do coronavírus e a proteína da placenta em questão não têm quase nada em comum. Segundo ela, é altamente improvável que a vacina da Pfizer seja capaz de desencadear uma reação contra esses tecidos. Anticorpos que pioram a doença só foram observados com a dengue Gold sugere ainda que as vacinas contra a covid-19 em uso nos Estados Unidos poderiam resultar em uma potenciação dependente de anticorpos (ADE). Esse fenômeno ocorre quando os anticorpos desenvolvidos pelo nosso corpo não são capazes de neutralizar o vírus e, ao invés disso, acabam ajudando os invasores a entrarem nas células, piorando o quadro. Ainda que essa possibilidade tenha sido levantada no meio científico, também não há evidências de que as vacinas contra o novo coronavírus possam promover essa condição. Flávio Fonseca, da Sociedade Brasileira de Virologia, esclarece que, fora do ambiente de pesquisa, esse fenômeno só foi observado com a dengue. “Até já se conseguiu simular ADE em laboratório para Zika e outros vírus, mas nunca houve registro clínico”, disse ele. Em agosto, dois cientistas consideraram “improvável” o risco de ADE para vacinas contra a covid-19 em artigo publicado no The Journal of Infectious Diseases. A análise afirma que as doenças provocadas por coronavírus em humanos “não apresentam as características clínicas, epidemiológicas, biológicas e patológicas da doença ADE exemplificada pelos vírus da dengue”. Outro estudo divulgado na revista Nature, em setembro, discutiu estratégias de mitigação do problema para as vacinas contra o SARS-CoV-2. Os cientistas relatam que os anticorpos “inimigos” foram observados em testes com SARS, MERS e outros vírus respiratórios no passado, mas que “nenhum papel definitivo da ADE em doenças causadas por coronavírus em humanos foi estabelecido”. Além da falta de evidências, as várias etapas de desenvolvimento das vacinas também reduzem a chance desse tipo de fenômeno ocorrer com os produtos aprovados. Os cientistas são capazes de simular e identificar esses efeitos antes mesmo de começarem os ensaios em humanos. Em 2003, durante a epidemia de SARS, por exemplo, várias candidatas a vacinas foram descartadas quando o problema foi identificado em testes com camundongos e primatas. Esse tipo de substância não é considerada segura e nunca chega ao mercado. Profissional da saúde segura bandeja com doses da vacina Pfizer contra covid-19, no noroeste da Inglaterra. Foto: Oli SCARFF / AFP Remédios sem eficácia comprovada não podem substituir vacinas A médica Simone Gold defende no vídeo o “tratamento precoce ou profilático com medicamentos há muito tempo estabelecidos como hidroxicloroquina e ivermectina” porque, supostamente, o risco seria menor do que as vacinas. Fonseca entende que a comparação é absurda. “Denota, obviamente, uma posição política, e não técnica. Esses medicamentos não tiveram eficácia comprovada contra a covid-19, ao contrário das vacinas, que tiveram”. As pesquisas indicaram eficácia de 95% para o imunizante da Pfizer e 94,1% para o da Moderna em prevenir a infecção pelo novo coronavírus. Por outro lado, diversos estudos considerados padrão-ouro no meio acadêmico mostraram que a hidroxicloroquina, associada ou não ao antibiótico azitromicina, não funciona contra a doença. Dois artigos publicados no The New England Journal of Medicine — um deles em pacientes internados e outro no início da infecção — não encontraram diferenças significativas entre aqueles que tomaram o antimalárico e os que receberam placebo. Outro estudo brasileiro, realizado por meio de uma coalizão formada por hospitais e institutos de pesquisa, não só apontou ineficácia da hidroxicloroquina como alertou para maiores riscos de arritmia cardíaca e lesões no fígado. Já o uso da ivermectina entrou em debate depois que pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália, descobriram que a droga poderia eliminar o vírus em 48h em testes in vitro — ou seja, em culturas dentro do laboratório. A dose utilizada no experimento, porém, é 17 vezes maior do que a dose máxima diária permitida do produto em humanos. Ainda não há comprovação científica de que o vermífugo poderia ajudar na recuperação dos pacientes de covid-19 em situações reais. Outro argumento enganoso do vídeo é o de que pessoas de até 50 anos não deveriam tomar as vacinas porque têm menos risco de morte. “A vacina é um instrumento de saúde pública, um esforço coletivo. Pessoas imunizadas passam a proteger as outras”, lembra Fonseca. Além disso, só o fato desse risco de morte existir nessa faixa etária já justificaria a vacinação, na opinião do especialista. “No plano individual, também me parece uma estupidez (não tomar a vacina). Se existe uma chance de me infectar e desenvolver um quadro grave da doença, eu vou fazer de tudo para que essa chance não se concretize.” É falso que nome da doença tenha sido alterado por razões políticas Simone Gold alega, sem apresentar provas, que “socialistas” mudaram o nome do vírus ao longo da pandemia. “Antes era vírus de Wuhan, depois virou o coronavírus, e então ele se tornou covid-19”. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, evita associar nomes de doenças a cidades, países, regiões ou continentes, pelo menos, desde 2015, segundo documentos oficiais da entidade (abaixo). Documento DOCUMENTO OMS PDF O anúncio oficial da nomenclatura foi feito em 11 de fevereiro de 2020. A OMS foi a responsável pela escolha do termo “covid-19” para indicar a doença, enquanto o Comitê Internacional de Taxonomia Viral nomeou o agente infeccioso como “coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2″ (SARS-CoV-2). Na ocasião, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que os nomes não fazem referência a localizações geográficas, animais ou pessoas de propósito — justamente para prevenir o uso de termos que podem ser “imprecisos ou estigmatizantes”. Isso não impediu que políticos conservadores, como Donald Trump, continuassem propagando os termos “vírus de Wuhan” ou “da China” de forma xenófoba nos meses seguintes. Cientistas também reclamaram da presença contínua desses nomes no meio acadêmico. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Samuel Lima']
[]
['coronavírus [vacina]', 'coronavírus', 'estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/medico-recomenda-tratamento-precoce-sem-eficacia-comprovada-contra-covid-19-em-video-viral/
ESTADAO_VERIFICA
Médico recomenda ‘tratamento precoce’ sem eficácia comprovada contra covid-19 em vídeo viral
Infectologista Ricardo Zimerman indica remédios como a ivermectina, nitazoxanida e bromexina, mas não há provas que esses medicamentos funcionem contra o novo coronavírus
2021-01-29
É enganoso um vídeo em que o médico infectologista Ricardo Ariel Zimerman afirma que medicamentos para o ‘tratamento precoce’ da covid-19 já têm eficácia comprovada. A entrevista concedida a uma emissora de rádio foi compartilhada pelo empresário bolsonarista Luciano Hang, que também defendeu o uso preventivo de medicações contra a doença. Zimerman cita uma série de remédios, como a ivermectina, nitazoxanida e bromexina, e faz referências à hidroxicloroquina. Diferentemente do que insinua o médico, ainda não há estudos que de fato comprovem a eficácia ou a segurança dessas substâncias no controle da covid-19. LEIA TAMBÉM Não há tratamento prévio para covid-19, ao contrário do que sugere médica no Instagram Uma nota conjunta da Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgada em janeiro aponta que “as melhores evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no tratamento precoce para a covid-19, até o presente momento”. Documento NOTA CONJUNTA – AMB E SBI PDF As instituições pontuam que pesquisas clínicas ainda estão em curso. “Atualmente, as principais sociedades médicas e organismos internacionais de saúde pública não recomendam o tratamento preventivo ou precoce com medicamentos, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, afirma o documento. Contradição Embora Zimerman se apresente nas redes sociais como conselheiro científico da Organização Panamericana de Saúde (Opas), órgão associado à Organização Mundial da Saúde (OMS), suas afirmações na entrevista contrariam documentos da própria entidade. A Opas informou que o infectologista não fala em nome da organização: “Ricardo Ariel Zimerman recebeu um contrato de serviços para um serviço pontual, com cláusula informando que não é um trabalhador da Opas, não fala em nome da organização nem pode usar o nome da Opas para fins pessoais”. A entidade acrescentou que seu posicionamento sobre os medicamentos citados por Zimerman está em um sumário de evidências de terapias para a covid, atualizado em 14 de janeiro. Este documento indica que ainda são necessários mais estudos para comprovar os benefícios dos medicamentos citados pelo médico. A lista contém 70 substâncias. Evidências Opas Sobre a ivermectina, o documento afirma que, apesar de seis estudos clínicos randomizados controlados sugerirem o potencial benefício do medicamento, a qualidade das evidências é muito baixa e mais pesquisas devem ser feitas para confirmar ou refutar esses resultados. Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos publicaram, também em janeiro, uma orientação que diz haver dados insuficientes para recomendar ou descartar o uso da ivermectina para o tratamento da covid-19. “A maioria dos estudos reportados até o momento têm informações incompletas e limitações metodológicas significativas, que dificultam a exclusão de vieses”, diz o órgão americano. Entre essas limitações estão o baixo número de participantes dos estudos, a variação de doses aplicadas, a descrição precária do grau de gravidade da doença dos participantes, a combinação com diferentes medicamentos, entre outras. Lacunas como essas foram apontadas por especialistas ao projeto Comprova em verificação que desmentiu que uma revisão de médicos americanos ateste a eficácia da ivermectina. “São necessários resultados de ensaios clínicos bem desenhados e bem conduzidos para fornecer orientações mais específicas e baseadas em evidências sobre o papel da ivermectina para o tratamento da covid-19”, diz o NIH. A nitazoxanida A nitazoxanida, outro medicamento citado por Zimerman, também aparece no relatório de evidências da Opas. O documento cita um estudo brasileiro que foi apresentado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em uma cerimônia no Palácio do Planalto em maio. Em entrevista ao Estadão, a autora principal da pesquisa negou que o estudo represente uma sugestão de uso do remédio em pacientes. Segundo a Opas, ainda há incertezas sobre a eficácia e segurança do medicamento como terapia para covid-19. Em reportagem recente do Estadão, a FQM Farmoquímica, detentora do registro do medicamento, afirmou que a empresa recomenda o uso da substância somente com indicação médica e disse que concentra esforços na execução e conclusão das pesquisas clínicas com o medicamento. Outra substância citada por Zimerman, a bromexina, é aplicada para o tratamento de bronquite e outros problemas respiratórios. O compilado de evidências da Opas cita dois estudos clínicos randomizados que apontam potenciais benefícios do medicamento contra a covid-19. Porém, as evidências são classificadas pela entidade com o grau mais baixo de confiabilidade. Entre as limitações apontadas, está o fato de que ambas as pesquisas não foram conduzidas com metodologia duplo cego — isto é, quando nem os aplicadores, nem os pacientes sabem se estão tomando a substância ativa ou placebo. Sobre a hidroxicloroquina e a cloroquina, o documento da Opas aponta que evidências de um grau moderado de certeza apontam que as drogas provavelmente não têm potencial para reduzir significativamente o tempo dos sintomas da covid-19. Além disso, não há conclusões sobre o uso preventivo das drogas. “[A hidroxicloroquina] quando usada profilaticamente em pessoas expostas à covid-19, pode não reduzir significativamente o risco de infecção. No entanto, a certeza das evidências é baixa devido ao risco de vieses e imprecisão”, aponta o relatório. Já o painel de evidência dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) diz que, na falta de evidências que confirmem a eficácia desses medicamentos, a recomendação é contrária ao uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, com ou sem a azitromicina, para pacientes hospitalizados, não hospitalizados ou na prevenção da doença. Documento PAINEL DE EVIDÊNCIA NIH PDF O tratamento precoce do Ministério da Saúde No vídeo, Zimerman discorre ainda sobre a orientação inicial do Ministério da Saúde de que pacientes procurassem ajuda médica somente a partir do agravamento dos sintomas. Essa recomendação era feita no início da pandemia, quando o médico Luiz Henrique Mandetta era ministro. Em julho, no entanto, a pasta mudou as diretrizes e agora indica que pacientes devem buscar auxílio médico já na incidência dos primeiros sintomas. Segundo o médico infectologista Fábio Gaudenzi, presidente a Associação Catarinense de Infectologia, o monitoramento dos sintomas desde o início da doença é fundamental. Ele recomenda que pacientes busquem avaliação e orientação médica mesmo sem apresentar sinais graves da infecção. “A partir dessa avaliação serão feitos exames de diagnóstico da covid ou avaliação de uma comorbidade do paciente que eventualmente pode estar descompensada. Além disso, é importante passar a orientação para o paciente de como monitorar os sintomas em casa e os períodos de possível agravamento”, afirmou o médico. De acordo com o especialista, na piora de algum sintoma o recomendado é procurar ajuda médica imediatamente. “São pontos importantes que ainda não conhecíamos no começo da pandemia”, pontuou. O Centro de Controle de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (CDC) recomenda que pessoas com sintomas leves da covid-19 estejam em contato com um médico enquanto monitoram o desenvolvimento da doença em casa. No caso de sinais mais graves, a instituição indica que o paciente deve procurar atendimento de emergência. Por que estudos bem desenhados são tão importantes? De acordo com Gaudenzi, a condução de estudos bem desenhados, com metodologia apropriada e número adequado de participantes é essencial para atestar a eficácia de medicamentos contra a covid-19, uma vez que grande parte dos pacientes se recuperam sem a necessidade de uma intervenção médica. Ao passo que os tratamentos testados em uma pesquisa podem levar a resultados próximos entre os grupos que recebem o remédio e voluntários submetidos a substâncias inativas (placebo), essa característica da covid-19 dificulta ainda mais para cientistas entenderem os efeitos do medicamento e eliminarem vieses. Neste caso, aponta o especialista, são necessários muitos estudos devidamente conduzidos para comprovar ou refutar o benefício de uma substância. Outro lado Procurado pelo Estadão, Zimerman não retornou.
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['Victor Pinheiro']
[]
['ivermectina', 'cloroquina e hidroxicloroquina', 'fake news', 'coronavírus', 'coronavírus [prevenção]']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/homem-que-anuncia-a-demissao-de-60-de-seus-funcionarios-nao-e-dono-do-carrefour-e-atacadao/
ESTADAO_VERIFICA
Homem que anuncia a demissão de 60% de seus funcionários não é dono do Carrefour e Atacadão
Vídeo que viralizou nas redes sociais é de Ricardo Diniz, empresário de uma distribuidora de alimentos paulista
2021-01-28
É falso que o dono das redes de supermercados Carrefour e Atacadão tenha anunciado, em vídeo que circula nas redes sociais, a demissão de 60% de seus funcionários. Na realidade, o homem que aparece na gravação é o empresário Ricardo Diniz, da distribuidora Atacado Diniz, de Jarinu, em São Paulo. O “desabafo” no Facebook foi publicado originalmente em 27 de março de 2020, pelo filho Renne. No vídeo, Diniz que os governantes estão dando uma “atenção absurda” ao novo coronavírus. Ele também defende o presidente Jair Bolsonaro e a reabertura da economia. Na época, eram 3.477 infectados e 93 mortos pela covid-19 no País. Nesta quarta-feira, o Brasil ultrapassou a marca de 220 mil mortes pela doença. Leitores pediram a checagem deste conteúdo por meio do WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. O Carrefour informou em nota que não houve demissões recentes como as mencionadas nos vídeos. A assessoria de imprensa da rede de supermercados ressaltou que o vídeo já havia circulado em março de 2020 e voltou a viralizar recentemente. O CEO global do Grupo Carrefour é o francês Alexandre Bompard. No Brasil, o CEO do Carrefour é Noël Prioux. Já o CEO do Atacadão, que pertence ao mesmo grupo, é Roberto Müssnich. Em 2020, Fato ou Fake, Lupa e Boatos.Org também publicaram checagens sobre esse assunto.
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['Alessandra Monnerat']
[]
['carrefour', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/gasto-de-r-156-milhoes-em-leite-condensado-e-de-todo-o-executivo-nao-de-bolsonaro/
ESTADAO_VERIFICA
Gasto de R$ 15,6 milhões em leite condensado é de todo o Executivo, não de Bolsonaro
Publicações nas redes sociais distorcem dados divulgados em reportagem do portal Metrópoles
2021-01-27
Atualizada em 28/01/2021 para incluir novo levantamento publicado pelo UOL. Publicações nas redes sociais distorcem o conteúdo de um levantamento do portal Metrópoles sobre as compras de alimentos feitas pelo governo federal. A reportagem mostra que o Executivo gastou R$ 1,8 bilhão em itens de alimentação, sendo R$ 15,6 milhões em leite condensado. Postagens enganosas no Facebook e no Twitter dão a entender que este último valor foi gasto apenas pelo presidente Jair Bolsonaro e sua família — mas todos os órgãos da administração federal, incluindo ministérios e autarquias, entram na conta. LEIA TAMBÉM Bolsonaro xinga a imprensa por divulgar gasto de R$ 15 milhões com leite condensado Leitores solicitaram a checagem deste conteúdo por meio do WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. As informações usadas na reportagem do do núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles são do Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia e mostram esse e outros gastos em compras com valor acima de R$1 milhão. O total gasto em alimentos em 2020 representou aumento de 20% em relação a 2019, de acordo com o levantamento do site. Nesta quinta-feira, 28, o portal UOL publicou que o levantamento do site Metrópoles, na verdade, se referia a compras empenhadas em 2019 e pagas em 2020. Ao comparar gastos efetivamente pagos em 2019 com gastos efetivamente pagos em 2020, a reportagem do UOL encontrou uma redução de 25%. Do valor de R$15,6 milhões em leite condensado mencionado na reportagem do Metrópoles, R$ 14,2 milhões foram empregados pelo Ministério da Defesa. Em seguida, vêm os ministérios da Educação (R$ 1 milhão), da Justiça (R$ 327 mil) e da Saúde (R$ 61 mil). Ao Metrópoles, a Defesa afirmou que os gastos com alimentação são maiores porque o órgão é responsável pela comida do efetivo das Forças Armadas, referente a cerca de 370 mil pessoas. Apesar das postagens nas redes sociais dizerem que Bolsonaro gastou sozinho R$ 15 milhões em leite condensado, o Painel de Compras não apresenta despesas alimentares da Presidência da República pagas em 2020. De acordo com a base de dados do Ministério da Economia, o Planalto gastou R$ 14,9 milhões em 2020, principalmente com itens de segurança e transporte. Neste valor estão incluídos gastos com microcomputadores (R$ 5.916.295,00), automóveis (R$ 3.446.805,99) e carros blindados (R$ 2.151.405,99). Para replicar os resultados do levantamento do Metrópoles, buscamos por itens comprados em 2019 e pagos em 2020. Procurado pelo Estadão Verifica, o Ministério da Economia não comentou sobre a finalidade dos itens comprados pelo Executivo no último ano e destacou que as opções de aquisições são de competência de cada órgão. O Aos Fatos também publicou uma verificação sobre este assunto.
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Gabi Coelho e Victor Pinheiro, especiais para o Estadão
[]
['fake news [notícia falsa]', 'jair bolsonaro']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/empresa-de-campo-grande-e-responsavel-por-outdoors-com-imagem-de-doria-no-ms/
ESTADAO_VERIFICA
Empresa de Campo Grande é responsável por outdoors com imagem de Doria no MS
TopMídiaMS disse que 'pagou do próprio bolso' para fazer campanha pró-vacinação na capital sul-mato-grossense
2021-01-27
É falso que o governo de São Paulo tenha pagado pela divulgação de outdoors em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com a imagem de João Doria (PSDB) e os dizeres “V de vacina, de vitória, de verdade”. Um vídeo que circula nas redes sociais e no WhatsApp mostra uma propaganda instalada na Avenida Mato Grosso, no centro da capital. Na realidade, a própria empresa responsável pelos outdoors, chamada TopMídiaMS, informou ter decidido fazer uma campanha para defender a imunização contra a covid-19. Leitores solicitaram a checagem deste conteúdo pelo número (11) 97683-7490. LEIA MAIS CRIANDO SUA CONTA GRATUITAMENTE
https://politica.estadao…270120212344.png
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['Alessandra Monnerat']
[]
['Campo Grande [MS]', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/retratacao-de-artigo-da-lancet-e-de-junho-de-2020-desde-entao-varios-estudos-comprovaram-ineficacia-da-cloroquina-contra-covid-19/
ESTADAO_VERIFICA
Retratação de artigo da ‘Lancet’ é de junho de 2020; desde então, vários estudos comprovaram ineficácia da cloroquina contra covid-19
Texto que viralizou nas redes sociais tira de contexto fato ocorrido no ano passado
2021-01-27
Um texto que viralizou nas redes sociais tira de contexto a retratação de um estudo na revista científica Lancet, que indicava que a cloroquina aumentava o risco de morte e arritimia cardíaca em pacientes da covid-19. Diferentemente do que um artigo do site Tribuna Nacional sugere, a pesquisa foi retirada em junho de 2020, e não recentemente. Além disso, várias outros estudos posteriores comprovaram que o medicamento não é eficaz contra o novo coronavírus e pode trazer riscos aos pacientes infectados. O texto analisado copia trechos de uma notícia publicada em 4 de junho de 2020 no site da Agência Brasil, cuja manchete é “Revista inglesa retira publicação de estudo que invalidava cloroquina”. A pesquisa mencionada havia sido publicada em 22 de maio na Lancet. Posteriormente, inconsistências nas bases de dados utilizadas foram questionadas por especialistas. Por isso, o estudo foi removido da revista científica, que publicou uma retratação. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica Três dos quatro autores do estudo se retrataram: Mandeep Mehra, Frank Ruschitza e Amit Patel. Eles afirmam que lançaram uma revisão independente “para avaliar a origem dos elementos da base de dados, para confirmar que estavam completos e também para replicar as análises apresentadas no estudo”. Em seguida, declararam que após essa análise não poderiam mais “garantir a veracidade das fontes de dados primárias.” “Todos nós entramos nessa colaboração para contribuir de boa fé e em um momento de grande necessidade durante a pandemia de covid-19. Lamentamos profundamente a vocês, editores e leitores da revista por qualquer constrangimento ou inconveniência que isso possa ter causado”, foi a expressão usada pelo trio na retratação. A professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Marcia Furquim de Almeida, editora científica da Revista Brasileira de Epidemiologia, disse em entrevista ao Nexo sobre o caso que “como a Lancet foi questionada, ela rapidamente falou que iria fazer uma investigação. Faz parte da ética de publicação, quando tem qualquer problema com os dados, fazer o que se chama de retratação”. O estudo também não tinha sido feito a partir de um ensaio clínico controlado, randomizado e duplo-cego. Esse é o tipo de estudo considerado o melhor padrão para guiar a prática clínica, pois, como nem os pesquisadores e nem os pacientes sabem quem faz parte do grupo de placebo, o risco de vieses (por exemplo, selecionar pacientes mais ou menos graves para determinado grupo) é reduzido. Os exemplos citados a seguir foram feitos com esse método. Outros estudos também apontam riscos da cloroquina Desde junho do ano passado, diversos ensaios clínicos com a cloroquina foram concluídos, e todos apontaram que a droga é ineficaz no tratamento da covid-19. Um artigo publicado no New England Journal of Medicine (com colaboração de brasileiros) e outro na Annals of Internal Medicine mostraram que o medicamento não é capaz de reduzir o número de internações em casos leves ou moderados da doença. Outra pesquisa, também publicada no New England Journal of Medicine, mostrou que a droga também não é eficaz como medida preventiva contra o novo coronavírus. Uma pesquisa com colaboração nacional, realizada por meio da Coalizão Covid-19 — que reúne hospitais e institutos de pesquisa do País — apresentou resultados que também não apontaram eficácia da hidroxicloroquina e azitromicina como tratamento precoce. O estudo também verificou ainda que, no grupo de pacientes que fez uso dos medicamentos, foram mais frequentes alterações nos exames de eletrocardiograma e de sangue, que representam maior risco de arritmia cardíaca e lesões no fígado. A Agência Lupa fez nesta semana uma checagem de uma versão parecida do boato. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Tiago Aguiar']
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['cloroquina e hidroxicloroquina', 'coronavírus [tratamento]', 'fake news [notícia falsa]', 'pesquisa médica']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/socorrista-em-marica-morreu-por-enfarte-e-nao-por-reacao-a-vacina-contra-covid-19/
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Socorrista em Maricá morreu por enfarte, e não por reação à vacina contra covid-19
De acordo com as prefeituras de Niterói e de Maricá, Robson Marques não apresentou reações adversas após receber imunizante
2021-01-27
É falso que um socorrista de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, tenha morrido por reação adversa à vacina contra covid-19 Coronavac. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, Robson Marques de Lima faleceu no dia 24 de janeiro por enfarte agudo do miocárdio. A mesma informação foi divulgada por amigos de Robson no Facebook. Em nota, a prefeitura de Maricá informou que Robson “apresentava outras comorbidades, como a diabetes, e em nenhum momento foi relatada reação pós-vacinal”. Ele foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da cidade. Segundo a prefeitura, Robson era morador do bairro de Inoã e trabalhava como motorista e socorrista em Niterói e São Gonçalo, também na região metropolitana do Rio. LEIA TAMBÉM Não há provas de que vídeo de mulher tremendo ao caminhar tenha relação com vacina da Pfizer A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói confirmou que Robson recebeu dose da vacina Coronavac, mas não apresentou nenhuma reação adversa. Ele era funcionário do Hospital Municipal Carlos Tortelly, no bairro de Fátima. A Coordenação de Vigilância em Saúde de Niterói investiga o caso como “medida protocolar”, segundo informou a assessoria da prefeitura em nota. No Facebook, duas pessoas que se identificaram como colegas de trabalho também disseram que a causa da morte de Robson tinha sido por enfarte. O Estadão Verifica entrou em contato, mas não recebeu resposta de amigos de trabalho do socorrista. Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio ainda não respondeu sobre registros de reações adversas à vacina. O órgão informou que criou um grupo técnico para investigar possíveis eventos pós-vacinais, formado por uma comissão de especialistas da Subsecretaria de Vigilância em Saúde. Na sexta-feira, 22, a Secretaria havia informado que ainda não tinha registrado nenhuma reação ao imunizante contra o novo coronavírus. Durante a fase de testes, a Coronavac provocou apenas reações leves nos voluntários que tomaram o imunizante. Os sintomas mais comuns foram dor de cabeça e dor no local na aplicação. Não há registros de enfartes entre os participantes da pesquisa. O Estadão Verifica também desmentiu que enfermeiras de Paraty, no Rio, tenham sofrido reações graves à vacina. O Estado do Rio já aplicou 109.659 doses de vacinas contra a covid-19 até esta quarta-feira, 27, de acordo com números levantados pelo consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, O Globo, G1, Folha de S. Paulo, UOL e Extra.
https://politica.estadao…250120215318.png
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['Alessandra Monnerat']
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['Maricá [RJ]', 'coronavírus [vacina]', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-doria-tenha-usado-helicoptero-para-furar-quarentena-em-angra-dos-reis/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que Doria tenha usado helicóptero para ‘furar quarentena’ em Angra dos Reis
Aeronave que aparece em foto viral fez uma viagem no sábado, mas governador estava presente em cerimônia de início da vacinação de comunidade quilombola no interior de São Paulo no mesmo horário
2021-01-26
Não é verdade que João Doria (PSDB) tenha furado a quarentena e passado o final de semana dos dias 23 e 24 de janeiro em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O boato foi compartilhado nas redes sociais com a foto de um helicóptero do governador de São Paulo, de inscrição “PP-JDJ”, em uma pista de pouso. O Estadão Verifica não conseguiu identificar a origem da imagem ou confirmar a localização e momento em que foi tirada. Ainda assim, é impossível que Doria estivesse a bordo da aeronave na cidade fluminense — ele participou, no sábado, da vacinação de uma comunidade no Vale do Ribeira, como confirmam fotos e registros de voos. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica O helicóptero “PP-JDJ” realmente pertence ao Grupo Doria, segundo os registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As cores do veículo na imagem também conferem com a descrição de uma reportagem da revista Época de 2018. No entanto, a única viagem da aeronave no final de semana ocorreu na manhã de sábado, 23 de janeiro, entre 10h20min às 13h06min, com base nas plataformas de dados de aviação FlightAware e FlightRadar24. LEIA MAIS CRIANDO SUA CONTA GRATUITAMENTE
https://politica.estadao…260120215110.png
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['Samuel Lima']
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['coronavírus', 'fake news [notícia falsa]', 'estadão verifica', 'joão doria']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/divulgado-em-2017-audio-de-irmao-de-ex-governador-do-amazonas-circula-fora-contexto-nas-redes-sociais/
ESTADAO_VERIFICA
Divulgado em 2017, áudio de irmão de ex-governador do Amazonas circula fora de contexto nas redes
Gravação tem sido compartilhada no WhatsApp e nas redes sociais como se tivesse relação com o colapso recente no sistema de saúde de Manaus
2021-01-26
Um áudio atribuído ao irmão do atual prefeito de Manaus, David Almeida (AVANTE), circula fora de contexto nas redes sociais. Posts enganosos compartilham o material com referências ao recente colapso do sistema de saúde da capital amazonense provocada pela pandemia do novo coronavírus. Embora verdadeiro, o conteúdo foi gravado em 2017 e trata de uma denúncia de superfaturamento na contratação de cirurgias, em acordo firmado entre o governo do Estado do Amazonas e o Instituto de Medicina Estudos e Desenvolvimento (IMED). O áudio não tem relação com “um esquema de furto do INSS”, como sugerem algumas mensagens. Leitores solicitaram a checagem deste conteúdo por meio do WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. LEIA TAMBÉM Justiça do Amazonas decide que quem furou fila da vacina não terá direito à segunda dose Naquela época, David Almeida, então presidente da Assembleia Legislativa, assumiu o governo provisoriamente após o ex-governador José Melo e seu vice serem cassados por compras de votos nas eleições 2014. Almeida foi eleito prefeito de Manaus no pleito municipal de 2020, com pouco mais de 218 mil votos. Hoje, quem está à frente do comando do estado é Wilson Lima (PSD), eleito em 2018. O áudio faz referência a um telefonema entre Daniel Almeida, irmão de David, e a então diretora do Instituto Gente Amazônia (Igam), Maria Menezes. Ela afirma na gravação que a secretaria de Saúde, comandada na época por Vander Rodrigues Alves, estaria superfaturando quase R$ 10 mil reais por cirurgia. Após questionar Menezes sobre a denúncia, Daniel ofende a empresária. Em reportagem da Rede Bandeirantes publicada em agosto de 2017, David Almeida reconhece a atribuição do áudio ao seu irmão e diz que Daniel “não agiu de forma correta e foi indelicado”. Ele também negou ter ocorrido superfaturamento na contratação das cirurgias. Contrato ainda é investigado O contrato entre o governo amazonense e o IMED foi firmado em agosto de 2017 em regime de dispensa de licitação. O acordo prevê a realização de 780 cirurgias mensais durante três meses, ou total de 2.340 procedimentos, pelo valor de R$ 8,43 milhões. Documento ACORDO IMED PDF Uma representação do Ministério Público de Contas de agosto do mesmo ano, no entanto, argumenta que a situação emergencial que poderia justificar a dispensa da licitação não foi devidamente caracterizada no projeto básico que sustenta o contrato. Um dos pontos ressaltados é que as cirurgias contratadas são eletivas e não emergências. Documento REPRESENTAÇÃO MPC PDF Os procuradores ainda apontaram um “forte indício” de superfaturamento na ordem de R$ 7 milhões. Segundo o MPC, o projeto básico original citava somente 780 cirurgias e foi posteriormente corrigido para especificar que a quantia é mensal. De acordo com o G1 Amazonas, na época, o governo do estado respondeu em nota que o contrato previa 2,3 mil cirurgias, além da ativação de alas cirúrgicas com leitos para pacientes. O poder executivo ainda afirmou que o caráter emergencial se deu para atender a uma demanda de 7 mil pacientes na fila pelos procedimentos. Em setembro de 2020, no entanto, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) julgou procedente (documento abaixo, página 25) uma medida cautelar do MPC e determinou multa de R$ 43.841,28 ao ex-secretário de saúde Vander Rodrigues Alves “por ato praticado com grave infração à norma legal”. A corte ainda instaurou um processo de tomada de contas especiais para apurar se a contratação resultou em danos ao erário público Documento DOCUMENTO TCE-AM PDF O TCE acatou os argumentos do Ministério Público de Contas sobre inconsistências no projeto básico original. “Concordo com o posicionamento do MPC, e sou pela aplicação de multa […] tendo em vista que não foram apresentados estudos preliminares, nem detalhamento dos serviços, insumos ou mão de obra que comprovem a quantidade e o custo da contratação, gerando assim um Projeto Básico genérico e inconsistente”, diz o relatório do relator do caso Alípio Reis Firmo Filho, que foi aprovado por unanimidade em plenário. Documento RELATÓRIOTCEAM PDF
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['Victor Pinheiro']
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2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-enfermeiras-de-paraty-tenham-apresentado-reacoes-graves-apos-receberem-coronavac/
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É falso que enfermeiras de Paraty tenham apresentado reações graves após receberem Coronavac
Fotos que viralizaram no Facebook são de funcionárias de hospital carioca, que tiveram sintomas leves e passam bem
2021-01-22
É falso que duas enfermeiras tenham sofrido com reações adversas graves após receberem doses da Coronavac em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Fotos que viralizaram no Facebook, na realidade, mostram duas funcionárias do Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na capital fluminense. Elas foram vacinadas na quarta-feira, 20, e apresentaram sintomas leves, mas já passam bem. Uma das mulheres nas fotos compartilhadas no Facebook usava um crachá da Prefeitura do Rio, por isso entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde carioca, que esclareceu que as duas profissionais apresentaram sintomas leves, como náuseas e vômitos. De acordo com a Secretaria, elas foram avaliadas por um médico, medicadas e, após apresentarem melhora, foram liberadas. “A Divisão de Vigilância em Saúde apura se os sintomas apresentados têm relação com a vacina e se podem ser considerados como evento adverso pós-vacinação”, informou o órgão. LEIA TAMBÉM Análise de cientista britânico é insuficiente para apontar eficácia da ivermectina contra a covid-19 A Prefeitura de Paraty também negou que as mulheres apresentadas nas fotos tenham sofrido reações graves. “O nome do município está sendo criminosamente utilizado em uma notícia falsa que relata supostas reações negativas à vacina contra a covid-19”, informou uma nota publicada pela gestão municipal. A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro comunicou que ainda não recebeu nenhuma informação de efeito adverso da vacina contra o novo coronavírus. A pasta acrescentou que criou o Grupo Técnico de Investigação de Eventos Adversos Pós-vacinais para Covid-19 para auxiliar os municípios na notificação correta de possíveis reações. Durante a fase de testes, a Coronavac provocou apenas reações leves nos voluntários que tomaram o imunizante. Os sintomas mais comuns foram dor de cabeça e dor no local na aplicação. Aos Fatos e Agência Lupa também publicou uma checagem sobre esse assunto. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Alessandra Monnerat']
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['Paraty [RJ]', 'coronavírus [vacina]', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/analise-de-cientista-britanico-e-insuficiente-para-apontar-eficacia-da-ivermectina-contra-a-covid-19/
ESTADAO_VERIFICA
Análise de cientista britânico é insuficiente para apontar eficácia da ivermectina contra a covid-19
Para defender ‘tratamento precoce’ do governo federal, site ignora limitações de estudo liderado por pesquisador da Universidade de Liverpool
2021-01-22
Uma análise liderada pelo pesquisador Andrew Hill, da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, é insuficiente para comprovar os benefícios do tratamento com ivermectina contra a covid-19, ao contrário do que sugerem conteúdos em circulação no Facebook. Uma postagem do site “Brasil Sem Medo” teve mais de 1,3 mil compartilhamentos alegando que os cientistas teriam apontado a droga “como tratamento eficaz e acessível” ao reduzir em até 75% as mortes pela doença. Postagem da página ‘Brasil Sem Medo’ alega que estudo concluiu pela eficácia da ivermectina contra a covid-19, mas autores entendem que mais testes são necessários. Foto: Reprodução / Arte Estadão LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica O artigo científico foi compartilhado em 19 de janeiro, no site Research Square, em formato de preprint — o que significa dizer que ainda não passou pela avaliação por pares, nem foi publicado em revistas científicas. Nele, os próprios pesquisadores afirmam que os resultados são preliminares e que estudos mais robustos precisam ser feitos antes que a droga seja aprovada pelas agências regulatórias para o tratamento do novo coronavírus. Hill e cientistas de universidades de 13 países analisaram dados de 18 ensaios clínicos randomizados (em que os pacientes são escolhidos de forma aleatória para receber a substância) que investigaram a eficácia da ivermectina. Cinco deles foram publicados em revistas científicas, seis foram coletados em formato de preprint, outros seis ainda não haviam sido publicados e um deles teve os resultados compartilhados em uma plataforma de testes clínicos. No trecho em que analisam o potencial do vermífugo para evitar mortes por covid-19, os cientistas consideraram seis ensaios que tiveram ao menos dois óbitos. Somados, os estudos envolveram 1.255 pessoas, com 71 mortes. Os dados indicaram que, entre os pacientes que receberam ivermectina, 2,1% tinham morrido pela doença, contra 9,5% no grupo controle. Os pesquisadores acreditam que o uso da ivermectina pode ter aumentado em 75% as chances de sobrevivência dos pacientes, além de ter influenciado na redução dos marcadores inflamatórios, na eliminação do vírus e no tempo de recuperação dos pacientes. Por outro lado, deixam claro que as evidências não são conclusivas e precisam ser verificadas em ensaios clínicos “maiores e devidamente controlados”. “Apesar da encorajadora tendência que esses dados demonstram, eles ainda não são uma evidência suficientemente robusta para justificar o uso ou a aprovação regulatória da ivermectina”, escrevem no artigo. Uma das principais limitações da análise é que ela é feita em cima de uma base de dados secundária, obtida a partir de “ensaios em diferentes partes do mundo que não foram originalmente pensados para serem compatíveis”. Essa condição resulta em diferenças relevantes em termos de dose, duração de tratamento e características dos grupos de pacientes, por exemplo. Além disso, a maioria dos testes incluídos na análise não passaram pela revisão por pares e, por essa razão, estão mais sujeitos a erros — assim como o próprio artigo. Em entrevista ao site UOL, o cardiologista no Hospital Universitário da USP e editor do periódico científico Circulation: Cardiovascular Imaging Marcio Sommer Bittencourt criticou a metodologia por entender que existem fortes discrepâncias entre os estudos analisados. “A maioria dos estudos escolhidos não é duplo-cego nem possui grupo placebo, então, o médico sabendo, ele pode resolver tirar alguns participantes do estudo, caso avalie o quadro de determinada pessoa como grave”, disse. A postagem da página “Brasil Sem Medo” ignora essas limitações no conteúdo viral. A fonte mencionada no texto — uma notícia publicada pelo jornal inglês Financial Times na terça-feira, 19 — utiliza o título “Antiparasitário pode reduzir chance de morte por covid-19 em até 75%” e destaca logo abaixo que os pesquisadores estão otimistas, mas ainda defendem a necessidade de mais estudos. O site afirma ainda que a ivermectina “faz parte do protocolo de tratamento precoce da Covid, recomendado pelo Ministério da Saúde”, fazendo propaganda da orientação do governo federal que é repudiada por entidades médicas e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cobrado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Ministério recomenda prescrição de uma série de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença. O Estadão Verifica e o Projeto Comprova desmentiram diversos boatos sobre a eficácia desse tipo de tratamento desde o início da pandemia. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Samuel Lima']
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['ivermectina', 'covid-19', 'estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/publicacoes-distorcem-dados-e-confundem-repasses-entre-governo-federal-e-amazonas/
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Publicações distorcem dados e confundem repasses entre governo federal e Amazonas
Ao menos três sites publicaram texto com informações erradas do Tesouro Nacional e acusações contra o governo amazonense
2021-01-22
Correção: O texto publicado em 22/01 atribuiu erroneamente o valor de R$ 267 milhões descritos no Portal da Transparência do estado do Amazonas aos repasses regidos pela lei 14.041/2020. A informação foi corrigida no dia 25/01 e não alterou a classificação do conteúdo como “falso”. A redação da checagem foi alterada para maior clareza. É falso que o governo do Estado do Amazonas tenha “sumido” com R$ 600 milhões em repasses da União. Publicações de sites como Jornal da Cidade Online, Pleno News e Terra Brasil Notícias afirmam que o governo federal enviou R$ 884 milhões em recursos para combate à covid-19, mas apenas R$ 267 milhões foram declarados no Portal da Transparência amazonense. Isso não é verdade. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica As transferências do governo federal relativas à crise da pandemia do novo coronavírus têm três origens, e os valores estão discriminados no site do Tesouro Nacional. Procurado pelo Estadão Verifica, o Ministério da Economia informou que a União repassou cerca de R$ 1,38 bilhão para o Amazonas em 2020; a Secretaria de Estado de Fazenda amazonense, por sua vez, comunicou que a unidade da federação recebeu aproximadamente R$ 1,37 bilhão em recursos. Leitores solicitaram a verificação deste conteúdo pelo WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. O maior repasse da União ao Amazonas foi de R$ 894 milhões. Esse apoio está regulamentado pelo art. 5º da Lei Complementar nº 173, de 27 de maio de 2020, que definiu um socorro de R$ 60 bilhões a Estados, Distrito Federal e municípios. Os textos analisados nesta verificação citam apenas essa transferência, com valor desatualizado, de R$ 884 milhões (abaixo). Os sites checados divulgam uma planilha do Painel do Orçamento Federal, que discrimina que o montante foi definido por meio da “Medida Provisória nº 978, de 04 de maio de 2020” — que foi atualizada com a Lei Complementar de 27 de maio, citada anteriormente. No Portal do Tesouro Nacional, essa transferência ao Amazonas consta nas planilhas da seção “Auxílio Financeiro de que trata o art. 5º da Lei Complementar nº 173, de 27 de maio de 2020”. Os documentos são divididos por pagamento de cada parcela do auxílio. O valor repassado para o Amazonas, em quatro parcelas, foi de R$ 893.884.088,30. As parcelas foram de R$ 257,9 milhões, R$ 219,8 milhões, R$ 210,1 milhões e R$ 205,8 milhões. Por outro lado, a Secretaria da Fazenda do Estado informou em nota ao Estadão Verifica que o valor recebido por meio da Lei Complementar nº 173/2020 também foi de R$ 893.884.088,30. Mas a forma que isso é mostrado no Portal da Transparência amazonense é diferente. Por que isso ocorre? A legislação que estabeleceu o auxílio financeiro aos Estados, em seu artigo 5º, definiu que uma parte do valor extra repassado às unidades da federação seria destinado a “ações de saúde e assistência social” (inciso I), e outra parte teria aplicação livre (inciso II). Na seção de receitas relacionadas à covid-19, o Portal da Transparência cita a quantia de R$ 267.569.900,52, que representa somente as receitas vinculadas aos serviços de saúde e assistência social. Por isso que os textos analisados nesta checagem afirmam que “sumiram” R$ 600 milhões — pois R$ 626.314.187,84 são referentes a recursos não vinculados, de aplicação livre. Agora, vamos encontrar esses R$ 600 milhões “sumidos” no Portal da Transparência do Amazonas e compará-los com o Portal da Transparência do Tesouro. No site do governo estadual, há uma área mais geral de Receitas. Veja abaixo que há um montante descrito na fonte “122 – Apoio/Auxílio Financeiro ao Estado”, de R$ 890.450.474,76. Esse valor, como explicou a Secretaria de Comunicação Social do Amazonas em nota ao Estadão Verifica, é composto de R$ 626.314.187,84 da Lei Complementar nº 173/2020 — os R$ 600 milhões “sumidos” — e R$ 264.136.286,92 do Apoio Financeiro aos Estados. Esse último apoio financeiro aos Estados foi estabelecido por uma segunda legislação: a Lei nº 14.041, de 18 de agosto de 2020. É um pacote de auxílio de R$ 16 bilhões para entes federativos que recebem recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No Portal do Tesouro Nacional, o valor transferido ao Amazonas por meio dessa fonte de recursos é o mesmo informado pelo governo amazonense: R$ 264.136.286,92. Para conferir, basta olhar a planilha “Apoio Financeiro de que trata a Lei nº 14.041, de 18 de agosto de 2020, de conversão da Medida Provisória 938/2020”. Ou seja, diferentemente do que sugerem os conteúdos enganosos, o montante não sumiu do orçamento do Estado, mas deixou de ser incluído nas receitas referentes à pandemia por não estar vinculado necessariamente a medidas de combate na linha de frente da covid-19. Vale pontuar, no entanto, que a informação poderia estar mais clara no Portal da Transparência para evitar confusões como essa. Veja a resposta da Secretaria de Comunicação Social do Amazonas ao Estadão Verifica. Documento RESPOSTA – AMAZONAS PDF Na seção de receitas relacionadas à covid-19, o Portal da Transparência do Amazonas também lista R$ 219.435.508,09. Esses repasses são provenientes do Fundo Nacional de Saúde. No site do Tesouro Transparente, o valor informado é de R$ 226.509.392 em 2020; consta na rubrica de “Despesas adicionais do Ministério da Saúde e demais ministérios”. Agora vamos ver se as contas batem. Os valores informados no Portal da Transparência do Amazonas são os seguintes: R$ 267.569.900,52 + R$ 890.450.474,76 + R$ 219.435.508,09 = R$ 1,37 bilhão. Os valores informados no Portal do Tesouro Nacional são os seguintes: R$ 893.884.088,30 + R$ 264.136.286,92 + R$ 226.509.392 = R$ 1,38 bilhão. Em resumo, não há “sumiço” de R$ 600 milhões no Portal da Transparência do Amazonas. Os recursos apenas estão listados em uma área diferente, e não estão detalhados. Na última sexta-feira, 15, uma postagem do presidente Jair Bolsonaro usou número errado e inflado para defender atuação do governo federal junto com o Estado do Amazonas.
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['Tiago Aguiar']
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['Amazonas [estado]', 'União Federal [governo do Brasil]', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-carlos-bolsonaro-tenha-se-vacinado-contra-a-covid-19-em-hospital-do-exercito/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que Carlos Bolsonaro tenha se vacinado contra a covid-19 em hospital do Exército
Unidade de saúde citada como local da imunização não recebeu doses da Coronavac; vereador nega boato e defende medicamento sem eficácia comprovada
2021-01-22
É falso que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) tenha “furado fila” e recebido uma dose da vacina Coronavac no Hospital Central do Exército, no Rio. A unidade de saúde, citada como local da imunização, ainda não obteve nenhum lote de vacinação, afirmou em nota o Comando Militar do Leste (CML). O boato se espalhou pelas redes sociais após tuíte de um perfil identificado como “Jornalista Mauro Cerullo”. O usuário apagou a conta após centenas de compartilhamentos da publicação original. A foto do perfil que disseminou o boato era do presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou, eleito em 2020. É falso que Carlos Bolsonaro tenha recebido vacina contra a covid-19. Foto: Reprodução A peça de desinformação deu origem à hashtag #CarluxoFuraFila, que entrou nos assuntos mais comentados do Twitter nesta sexta-feira, 22. A postagem atribuiu a informação à “Rádio Litoral FM”, nome encontrado em estações de vários Estados brasileiros. No Twitter, Carlos Bolsonaro negou ter tomado a vacina e classificou o boato como fake news. O parlamentar ainda promoveu a ivermectina, medicamento sem eficácia comprovada para prevenção ou tratamento da covid-19. Ainda não há estudos clínicos com o rigor científico adequado que atestem benefícios do remédio em qualquer etapa ou gravidade da doença. O Estado do Rio de Janeiro iniciou a vacinação contra a covid-19 na última segunda-feira, 18, após distribuição das primeiras doses da Coronavac para todas as unidades federativas. A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A primeira etapa da imunização é exclusiva para os grupos prioritários: profissionais de saúde da linha de frente no combate ao coronavírus, idosos que vivem em asilos e indígenas. ‘Rádio Litoral’ O Estadão Verifica identificou algumas rádios como o nome “Rádio Litoral”, nem todas com postagens e conteúdos ativos na internet. As emissoras do Estado do Espírito Santo e da cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, não nos retornaram até o fechamento desta reportagem. A Rádio Litoral FM Gospel Bahia negou que tenha qualquer relação com o boato. “A Rádio Litoral não tem informação nenhuma em relação a isso [que Carlos Bolsonaro tenha sido vacinado]. Não trabalhamos dessa forma e não trabalhamos com jornalismo, nosso conteúdo é música e entretenimento”, respondeu a estação.
https://politica.estadao…220120213629.png
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Guilherme Bianchini, Tiago Aguiar e Victor Pinheiro
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['carlos bolsonaro', 'coronavírus', 'CoronaVac', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-atualizacao-do-whatsapp-permitira-que-policia-tenha-acesso-a-conversas-dos-usuarios/
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É falso que atualização do WhatsApp permitirá que polícia tenha acesso a conversas dos usuários
Boato em circulação nas redes aproveita polêmica dos novos termos de privacidade do aplicativo para espalhar desinformação
2021-01-22
Não é verdade que a nova atualização do WhatsApp permitirá que policiais civis, militares e federais tenham acesso às contas pessoais de usuários a partir de fevereiro, como afirma boato em circulação nas redes sociais. A mensagem falsa, compartilhada quase 25 mil vezes nesta semana no Facebook, não apresenta qualquer fonte e está repleta de erros de português. O WhatsApp e a Polícia Federal negaram a história, e a Constituição Federal garante o sigilo das conversas no app. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica O boato aproveita uma polêmica recente sobre alterações na política de privacidade do aplicativo. Neste mês, os usuários receberam uma notificação para que aceitassem os novos termos até 8 de fevereiro de 2021. A nova política torna obrigatório o compartilhamento de dados do app de mensagens com o Facebook, empresa dona do WhatsApp desde 2014. Porém, a nova política de privacidade não faz qualquer referência à permissão de acesso de informações pessoais para forças de segurança, como alega o conteúdo falso. Ao Estadão Verifica, a empresa de tecnologia respondeu que “a mensagem em circulação sobre o compartilhamento de informações com policiais civis, federais e militares é inteiramente falsa” e que todas as conversas pessoais e chamadas telefônicas entre os usuários “são protegidas com criptografia de ponta a ponta” — o que significa que nem o WhatsApp, nem terceiros podem acessar o conteúdo. Na página atualizada com os termos e políticas, o WhatsApp afirma ainda que armazena dados básicos e informações de uso do serviço, localização, conexões e dispositivos, status, suporte e transações e cookies. “Ao entregarmos suas mensagens, elas são apagadas dos nossos servidores”, aponta o texto. As únicas exceções ocorrem com mensagens não entregues e com encaminhamento de mídia, que podem ser guardadas temporariamente nesse meio tempo, mas também com criptografia. Procurada pela reportagem, a Polícia Federal também negou a história. “Segundo a Constituição Federal, no seu artigo 5º, XII — é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”, afirmou o órgão em nota. Diante da repercussão negativa das mudanças nos termos de serviço, o WhatsApp adiou para 15 de maio o prazo para que os usuários aceitem a nova política de privacidade e possam continuar utilizando o aplicativo de mensagens instantâneas sem o risco de ter as contas congeladas. A empresa enfrenta questionamentos de instituições de defesa do consumidor e de parlamentares no Brasil e até pedidos de cancelamento no exterior, pelo governo indiano. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Samuel Lima']
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['estadão verifica', 'whatsapp', 'fake news [notícia falsa]', 'facebook']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/grupos-antivacina-usam-fotos-sem-contexto-para-atacar-primeira-enfermeira-imunizada/
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Grupos antivacina usam fotos sem contexto para atacar primeira enfermeira imunizada
Mônica Calazans diz não ser a pessoa que aparece nas imagens; software de reconhecimento facial também aponta diferenças
2021-01-21
Publicações nas redes sociais usam duas imagens falsamente atribuídas à Mônica Calazans, primeira pessoa vacinada contra a covid-19 no Brasil, para insinuar que a enfermeira é apoiadora do ex-presidente Lula (PT) e membro da maçonaria. Mônica afirmou ao Estadão Verifica que não aparece em nenhuma das duas fotos analisadas. Um cruzamento de imagens feito em aplicativo de reconhecimento facial também aponta que Calazans não tem os mesmos traços das pessoas retratadas. LEIA TAMBÉM Foto de carregamento de cilindros de oxigênio é da White Martins, não de fábrica da LG Uma das fotos mostra uma mulher de óculos escuros com um filtro de texto escrito “Lula Livre”. O conteúdo foi publicado no Facebook na última segunda-feira, 18. Uma postagem com mais de mil compartilhamentos alega que a imagem foi compartilhada e posteriormente excluída do Facebook de Mônica. A outra imagem apresenta quatro mulheres com vestimentas e símbolos associados a organizações maçônicas. Com uma seta, as publicações indicam quem supostamente seria Mônica Calazans. O material ainda alimenta teorias conspiratórias. “O plano maçônico revelado!”, diz um post enganoso. Questionada pela reportagem, a enfermeira negou a autenticidade das publicações. “Não sou eu. Apenas isso”, afirmou ela. O Estadão Verifica recorreu ao aplicativo BetaFaceAPI para comparar a semelhança das fotos com imagens de Mônica disponíveis em suas redes sociais e em veículos de imprensa. Essa mesma estratégia já foi utilizada pelo Projeto Comprova para verificação de vídeos apropriados por conteúdos enganosos. A pesquisa mostrou que o rosto de Mônica em uma foto recente disponível no Facebook não é compatível com o rosto da mulher representada no conteúdo que retrata a reunião maçônica. Por outro lado, o app indicou semelhanças com outras quatro fotos verdadeiras da enfermeira. O rosto da mulher que é enganosamente associada à Mônica Calazans obteve apenas 71,7% de compatibilidade. Foto: Reprodução/BetaFaceAPI A foto destacada em “Original Face” corresponde à imagem de referência usada pelo aplicativo para o reconhecimento facial. Uma vez que a ferramenta identifica todas os rostos presentes nas imagens, as outras três mulheres que aparecem na foto da reunião maçônica também foram avaliadas. O app estabelece um índice de similaridade entre os conteúdos analisados e marca a compatibilidade com contornos verdes, para resultados positivos, e vermelhos, para negativos. A consulta inversa também apontou resultados semelhantes. O rosto da mulher que é apontada como Mônica na postagem enganosa não tem semelhança com as fotos legítimas da enfermeira. As fotos reais de Mônica Calazans estão marcadas em vermelho Na análise da imagem com o filtro “Lula Livre”, o Estadão Verifica acrescentou uma foto de Mônica Calazans em que ela também utiliza óculos escuros. De acordo com o BetaFace, ainda assim, o conteúdo é incompatível com todas as fotos da enfermeira presentes na consulta. A moça representada no segundo retângulo [esquerda para direita] estava na foto de Mônica na Praia (6.º retângulo). Foto: Reprodução/BetaFaceAPI No Twitter, o filho da enfermeira, Felipe Calazans, afirmou que autoridades estão investigando perfis que disseminam informações falsas e discurso de ódio sobre sua mãe.
https://politica.estadao…210120215235.png
null
['Victor Pinheiro e Gabi Coelho']
[]
['covid-19', 'coronavírus [vacina]', 'CoronaVac']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/foto-de-carregamento-de-cilindros-de-oxigenio-e-da-white-martins-nao-de-fabrica-da-lg/
ESTADAO_VERIFICA
Foto de carregamento de cilindros de oxigênio é da White Martins, não de fábrica da LG
Fábrica de ar condicionado suspendeu produção temporariamente para disponibilizar oxigênio para sistema hospitalar de Manaus após determinação do governo do Amazonas
2021-01-21
A empresa LG Electronics suspendeu temporariamente a produção de ar condicionado para disponibilizar oxigênio para o sistema hospitalar de Manaus, após determinação do governo estadual do Amazonas. Publicações no Facebook, no entanto, usam uma imagem fora de contexto para divulgar essa notícia. Uma foto com vários cilindros verdes de oxigênio faz parte de um carregamento da White Martins para ajudar na crise de abastecimento do insumo para atendimento das vítimas da covid-19 LEIA TAMBÉM É falso que enfermeira que recebeu a primeira dose da Coronavac já estivesse imunizada As fotos foram divulgadas pelo Governo Estadual do Amazonas, e registram o momento em que policiais militares realizavam a escolta do carregamento de suprimentos. A imagem é do dia 14 de janeiro, data em que cerca de 150 cilindros chegaram pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e foram entregues à Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), na Zona Sul de Manaus. Na semana passada, a Secretaria de Saúde do Amazonas determinou a requisição administrativa de “eventual estoque ou produção de oxigênio” de dezessete empresas para abastecer hospitais do Amazonas. Entre elas estão as montadoras e produtoras de eletrodomésticos localizadas no Polo Industrial de Manaus (PIM): Gree Eletric, Moto Honda, Yahama Motor, Electrolux, TPV, Whirlpool, Sodecia da Amazônia, Denso Industrial da Amazônia, Caloi, Flextronics International, Semp TCL, Ventisol, Carrier, Daikin, Samsung, Cometais, além da LG Eletronics. A LG informou que suspendeu temporariamente a produção de aparelhos de ar condicionado e que as atividades seriam retomadas em breve. A agência de checagem Aos Fatos também desmentiu o boato que circula nas redes sociais. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…210120210330.png
null
['Gabi Coelho']
[]
['covid-19', 'Amazonas [estado]', 'Manaus [AM]', 'oxigênio']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/reportagem-que-indicava-fabricacao-de-registros-falsos-de-covid-19-foi-retificada-e-circula-sem-contexto/
ESTADAO_VERIFICA
Reportagem que indicava fabricação de registros falsos de covid-19 foi retificada e circula sem contexto
Após uma semana, emissora portuguesa que publicou denúncia se retratou de informação veiculada
2021-01-21
Uma reportagem da emissora de televisão portuguesa RTP circula fora de contexto no WhatsApp. No vídeo, o âncora de um telejornal afirma que Estados e municípios ganham remuneração por cada vítima de covid-19, o que teria estimulado a fabricação de registros falsos. No entanto, posteriormente a emissora divulgou que essa informação “se revelou falsa” em uma segunda matéria, que retificou a primeira. A reportagem com a informação equivocada sobre registros falsos tem sido compartilhada sem a correção posterior. Leitores do Estadão Verifica pediram verificação do conteúdo pelo número 11 97683-7490. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica A primeira matéria, veiculada originalmente em 21 de junho de 2020, citava o caso de uma morte que teria sido registrada como “suspeita de covid-19”. Na reportagem, a família da vítima afirma que o resultado do teste para coronavírus foi negativo. Na edição seguinte do telejornal, em retificação, a mesma emissora entrevistou dois especialistas que contextualizaram o caso reportado. Os infectologistas explicaram que, em meio à pandemia, cerimônias fúnebres foram suspensas e os caixões eram lacrados, por precaução. A prática tem o objetivo de evitar que os familiares sejam expostos ao vírus, mesmo em casos em que há apenas suspeita de infecção. O correspondente da RTP no Brasil e autor de ambas reportagens, Pedro Sá Guerra, confirmou ao Estadão Verifica que a segunda reportagem corrige erros da primeira. Não há qualquer remuneração por registro de morte, como o Ministério da Saúde já informou em outras ocasiões. “A pasta realiza o repasse de recursos para ações e serviços públicos de saúde”, informou o Ministério ao Projeto Comprova em junho do ano passado. “Esta verba é usada por secretarias estaduais e municipais de saúde para custeio dos serviços, aquisição de insumos básicos para o funcionamento dos postos de saúde e de hospitais, por exemplo, além de proporcionar equipamentos e recursos humanos a estados e municípios”. Uma publicação do Diário Oficial da União de 7 de fevereiro do ano passado, que estabelece as diretrizes para a gestão das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus, não indica nenhuma remuneração por óbito. Em junho do ano passado, circulou um vídeo — desmentido pelo Projeto Comprova — em que um médico e um homem não identificado afirmavam que hospitais recebiam R$ 18 mil a cada registro de óbito por covid-19.
https://img.estadao.com.…617563593097.jpg
null
['Tiago Aguiar']
[]
['coronavírus', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/venezuela-doou-oxigenio-para-manaus-ao-contrario-do-que-afirmam-postagens-no-facebook/
ESTADAO_VERIFICA
Venezuela doou oxigênio para Manaus, ao contrário do que afirmam postagens no Facebook
País vizinho enviou carregamento de 107 mil m³, segundo governo do Amazonas
2021-01-19
São falsas as publicações no Facebook que afirmam que a Venezuela não doou oxigênio hospitalar a Manaus. As postagens alegam que a empresa White Martins seria a verdadeira responsável pelo envio do insumo ao Amazonas. Isso não é verdade: o governo do estado venezuelano de Bolívar mandou um carregamento de 107 mil m³ de oxigênio a Manaus, como confirmou o governo amazonense. Os caminhões atravessaram a fronteira com o Brasil nesta segunda-feira, 18. No sábado, 16, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, informou que o carregamento com o insumo saiu da fábrica da Sidor, uma siderúrgica estatal, em Puerto Ordaz. No site do governo venezuelano, Arreaza confirmou que o envio era uma doação, e disse que “não queremos nada em troca”. LEIA TAMBÉM Falta oxigênio em Manaus por aumento da demanda, não por ‘dívida’ do governo do Amazonas A White Martins também envia oxigênio hospitalar de fábricas na Venezuela. Na quinta-feira, 14, a empresa comunicou ao Estadão que havia identificado a disponibilidade do produto em suas operações na Venezuela e que estava tentando viabilizar a importação para o Amazonas. Na tarde desta segunda-feira, a White Martins informou ao Estadão Verifica que “o oxigênio que seria transportado da operação do grupo na Venezuela para Manaus foi solicitado pelo governo venezuelano para fazer uma doação diretamente ao governo do Amazonas em território brasileiro”. Esta segunda doação tem volume de 30 mil m³, e saiu do Pólo Petroquímico de José, na cidade de Barcelona, estado de Anzoategui. A previsão é que o carregamento chegue à fronteira brasileira nesta quarta-feira, 20, e a Manaus na sexta-feira, 22, segundo a White Martins. O Aos Fatos também publicou uma checagem sobre este assunto. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…180120214934.jpg
null
['Alessandra Monnerat']
[]
['white martins', 'fake news [notícias falsas]', 'Manaus [AM]', 'Venezuela [América do Sul]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-enganoso-video-de-ex-senador-que-compara-coronavac-com-ivermectina/
ESTADAO_VERIFICA
É enganoso vídeo de ex-senador que compara Coronavac com ivermectina
Magno Malta divulga remédio sem eficácia comprovada contra covid-19
2021-01-15
Circula nas redes sociais um vídeo gravado pelo ex-senador Magno Malta que difunde mensagens enganosas sobre a vacina Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e produzida no Brasil pelo Instituto Butantã. Além de propagar informações incorretas para desqualificar o imunizante, o autor recomenda o uso de medicamentos sem eficácia comprovada no tratamento da doença. Malta afirma que vacinas de covid-19 não têm comprovação científica, o que não é verdade. Embora desenvolvidos em um ritmo sem precedentes, os imunizantes passam por estudos laboratoriais e ensaios clínicos que seguem protocolos científicos rigorosos para investigar a eficácia e a segurança das substâncias, afirma a Organização Mundial da Saúde. LEIA TAMBÉM Cálculo que mostra eficácia de 49,69% para Coronavac está errado, diz diretor do Butantã Os dados produzidos ainda são submetidos ao crivo de agências sanitárias que decidem autorizar, ou não, a aplicação emergencial ou definitiva de vacinas. No Brasil, a Anvisa avalia os resultados dos ensaios clínicos e o pedido para uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford. Informações sobre as etapas 1 e 2 dos testes da vacina da Sinovac Biotech estão disponíveis em artigo publicado na revista Lancet em novembro. Outras fabricantes, como a Pfizer e BioNTech, já divulgaram dados da última fase de estudos clínicos em periódicos científicos. Eficácia é maior que 50% O ex-senador ainda se contradiz ao afirmar no vídeo que a comprovação científica da CoronaVac é que o produto tem “menos de 50% de eficiência”. Como mostra uma reportagem do Estadão, ao comparar somente o número de pacientes com sintomas da doença no grupo que recebeu a vacina e voluntários na mesma condição que receberam placebo (substância neutra) o índice de eficácia do imunizante seria de 49,69%. O protocolo de pesquisa do Instituto Butantã aplicou uma metodologia que também leva em conta o tempo de exposição ao risco de cada participante dos testes clínicos. Neste cálculo, o percentual de eficácia da vacina corresponde a 50,38%, como divulgado pelo Governo de São Paulo. O número está ligeiramente acima da margem de padrões aceitáveis de uma vacina definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma nota da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBIm) destaca que o cálculo de eficácia global entre vacinas não é padronizado globalmente e que os índices de imunizantes de covid-19 não são comparáveis, uma vez que os estudos aplicam diferentes metodologias para caracterizar pacientes infectados. “A busca de vacinas para a covid-19 foca, no momento, em controle de sintomas”, diz o documento. “A vacina do Instituto Butantan diminui 50% a chance de qualquer pessoa ter qualquer sintoma leve, e 78% de mais sintomas. Não houve vacinados internados. Isso é um resultado muito bom, como é o da vacina de Oxford”. Ivermectina Ao desqualificar a CoronaVac, Magno Malta ainda sugere que a ivermectina, a cloroquina, o zinco e a azitromicina seriam capazes de resolver o que ele chama de “processo viral” da covid-19. Porém, ainda não há comprovação científica que os medicamentos listados pelo ex-senador funcionem para prevenir ou tratar a covid-19 em qualquer estágio da doença. A ivermectina, que é destacada pelo político capixaba, mostrou resultados promissores em testes laboratoriais conduzidos pela Universidade Monash, na Austrália, com células de primatas. Ainda faltam, porém, estudos clínicos randomizados com o devido rigor científico para atestar se o medicamento pode ter resultados benéficos contra o novo coronavírus no corpo humano, destacaram especialistas em uma verificação do projeto Comprova em que o Estadão colaborou. Experimentos conduzidos em laboratório acontecem em condições controladas que não podem ser reproduzidas em organismo vivo. O site da Anvisa destaca que “até o momento, não existem medicamentos aprovados para prevenção ou tratamento da Covid-19 no Brasil. Nesse sentido, as indicações aprovadas para a ivermectina são aquelas constantes da bula do medicamento”. A agência americana Food And Drug Administration desaconselha o uso da ivermectina e destaca que o medicamento não foi aprovado para prevenção ou tratamento da covid-19. Já um informe da Sociedade Brasileira de Infectologia de dezembro também não recomenda o tratamento farmacológico precoce para Covid-19 com qualquer medicamento, incluindo a cloroquina, azitromicina, ivermectina, zinco e outras substâncias, “porque os estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostraram benefício”. Documento INFORME SBI PDF Não, contrato com a Sinovac não foi assinado antes da pandemia O ex-senador também espalha informações falsas ao falar sobre o contrato do governo paulista com o laboratório chinês Sinovac. “Quando a tal da pandemia começou, lá trás, em julho do ano passado, João Doria já tinha assinado um contrato de vacina com o laboratório Sinovac. Lá na China. Ele já sabia que ia ter pandemia? Que ia ter um vírus que ia atacar o mundo inteiro?”, afirma Magno Malta. Apesar da declaração não deixar claro exatamente a que período ele se refere, vale pontuar que o primeiro caso de covid-19 no Brasil foi confirmado em fevereiro de 2020. No início de julho do mesmo ano o País já registrava 1,5 milhão de infecções e cerca de 60 mil óbitos, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O contrato de parceria do Butantã com a Sinovac foi assinado em junho de 2020 e anunciado no dia seguinte. Na época, circularam conteúdos enganosos nas redes sociais que distorceram uma missão empresarial do Governo de São Paulo realizada em 2019 para insinuar que a administração paulista assinou um acordo com o laboratório antes da pandemia. Os boatos foram desmentidos por uma verificação do Comprova. O ex-senador usa a alegação enganosa para sustentar que a China primeiro “criou o vírus e depois a vacina”. Embora a origem exata do novo coronavírus ainda seja incerta, as melhores evidências até o momento indicam que o microorganismo foi originado na natureza, provavelmente da variação de outros coronavírus presentes em morcegos. Nesta quinta-feira, 14, a China confirmou que uma equipe de especialistas da OMS encarregada de investigar as origens do novo coronavírus chegou à Wuhan, cidade chinesa que foi o primeiro epicentro da pandemia. Também é falso que a vacina da Sinovac não tem autorização na China. Desde novembro, o país concedeu um aval especial para que as vacinas da Sinovac e da Sinopharm sejam aplicadas em populações de alto risco. Já o apontamento de Malta de que o contrato entre o Butantã e a Sinovac seria um acordo “reservado que não fala sobre valores” tem respaldo em uma reportagem da CNN Brasil divulgada em novembro. Segundo a emissora, as duas partes assinaram termos de confidencialidade e o documento não especifica valores. Vacinação sem aval da Anvisa Malta diz no vídeo que o governador João Doria anunciou que a população de São Paulo seria vacinada mesmo sem o aval da Anvisa. Em novembro, o tucano afirmou em entrevista ao site Metrópoles que se agências internacionais validassem a vacina, ela estaria validada no Brasil independentemente da própria Anvisa. A agência de vigilância sanitária rebateu “que a eventual aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China NÃO implica aprovação automática para o Brasil”. Na sequência, o governador usou o Twitter para esclarecer o que ele classificou como uma confusão. “Há confusão em relação à minha declaração sobre a validação da CoronaVac junto à Anvisa. Existe diferença entre validar uma vacina fora do País e autorizar sua aplicação em território nacional”, afirmou. CoronaVac não foi ridicularizada no exterior É falso que programas de televisão dos Estados Unidos estão fazendo piada com o índice de eficácia do imunizante, como sugere Malta no vídeo. Uma checagem recente do Estadão Verifica mostra que publicações enganosas nas redes sociais compartilharam um vídeo manipulado para insinuar que apresentadores de uma emissora de TV norte-americana estavam rindo dos resultados da vacina. O clipe original, no entanto, foi gravado em 2017 e mostra os apresentadores reagindo a um vídeo de gatinho. Veículos internacionais como a rede britânica BBC News, a CNN americana e a emissora do Catar Al Jazeera destacaram que a taxa de eficácia da vacina ficou abaixo do esperado e expuseram críticas de cientistas à comunicação dos resultados por parte do governo paulista Além disso, falta contexto às afirmações de Malta acerca das decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a pandemia do novo coronavírus. No vídeo, o autor diz que a corte retirou todo o poder de Jair Bolsonaro sobre a crise sanitária. Em abril, o STF determinou a autonomia de estados e municípios para deliberar medidas de combate à covid-19. A medida, no entanto, não isenta o governo federal de responsabilidades sobre a pandemia, como explicaram especialistas ao Estadão Verifica em julho. A respeito da vacinação obrigatória, o Supremo decidiu em dezembro que estados e municípios podem impor restrições a quem se recusar a ser vacinado, desde que sejam medidas razoáveis amparadas em leis. Isso não significa, que pessoas podem ser vacinas sem o próprio consentimento. Sobre a ação da Rede Sustentabilidade no STF citada por Malta, o partido de fato apresentou entregou ao ministro Lewandowski uma petição para que a Anvisa analise o pedido de uso emergencial da CoronaVac em três dias. A Rede Sustentabilidade entregou ao ministro Ricardo Lewandowski uma petição para que a Anvisa analise o pedido de uso emergencial da CoronaVac, vacina fabricada pelo Instituto Butantan, em três dias. O Estadão Verifica tentou contato com Malta por telefone e via Facebook, mas não foi atendido.
https://img.estadao.com.…610068056559.jpg
null
['Victor Pinheiro']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'magno malta', 'coronavírus', 'coronavírus [vacina]']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-china-tenha-comprado-empresas-estatais-por-meio-de-joao-doria/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que China tenha comprado empresas estatais por meio de João Doria
Texto que circula no Facebook e no WhatsApp cita também companhias privadas que não estão sob controle de chineses
2021-01-14
É falso que a China tenha comprado empresas brasileiras — entre elas a Sabesp, a CPTM, a Comgás, a TV Bandeirantes e a CNN — por meio do governador de São Paulo, João Doria. As companhias citadas não foram vendidas para chineses. Leitores pediram a checagem deste conteúdo pelo WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) é uma empresa de economia mista cujo maior acionista é o o governo do Estado de São Paulo. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) é uma empresa pública criada pela lei estadual nº 7.861, de 1992. Em nota, o governo estadual negou que as duas companhias tenham passado para o controle de chineses. “Nenhuma delas foi vendida para qualquer que seja o investidor”, diz o comunicado. A Comgás não tem participação do governo de São Paulo: é uma entidade privada que possui concessão para distribuição de gás canalizado em municípios paulistas. A maior acionista é a Compass Gás & Energia, empresa do grupo brasileiro Cosan. Todas as outras empresas citadas no conteúdo analisado não têm relação com o governo do Estado. A Band e a CNN Brasil legalmente não podem ser compradas pelo governo de outro país, por conta da Lei 10.610, de 20 de dezembro de 2002. A legislação limita a participação de capital estrangeiro em até 30% do capital total e votante. A Band já foi alvo de peças de desinformação sobre uma falsa venda para a China, checada pelo site Aos Fatos. Além disso, não existe empresa brasileira chamada Aneel, como menciona o boato. No País atua a Enel, empresa italiana que adquiriu antigas estatais de distribuição em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Goiás. Já a Agência Nacional de Energia Elétrica, cuja sigla é Aneel, não é uma empresa, e sim uma agência reguladora do governo federal. O conteúdo checado faz referência ainda à uma “mineradora de extração de ferro em Minas Gerais”, mas não é possível saber qual. O texto também cita que a China teria intenção de pagar dívidas da TV Globo, comprar terras no Nordeste e comprar portos, incluindo o de Santos. Mas não há registro sobre negociações públicas desses objetos. Na peça é mencionada também a compra do Terminal de Contêineres do porto de Paranaguá, no Paraná. Na realidade, 90% dele foi vendido por R$ 2,9 bilhões para a operadora de terminais China Merchants Port (CMPort), em fevereiro de 2018. A negociação foi oficializada antes de João Doria assumir o governo de São Paulo. A primeira viralização do texto nas redes sociais foi em setembro de 2020 e voltou a circular neste mês. Aos Fatos, Agência Lupa, Fato ou Fake e Boatos.org também verificaram esse conteúdo ano passado.
https://politica.estadao…130120210759.png
null
['Tiago Aguiar']
[]
['China [Ásia]', 'joão doria', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-ford-tenha-desistido-de-fechar-fabricas-no-brasil-posts-usam-video-de-2019/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que Ford tenha desistido de fechar fábricas no Brasil; posts usam vídeo de 2019
Senador Jacques Wagner, que aparece em imagens que viralizaram nas redes, esclareceu que a reunião noticiada no vídeo ocorreu há quase dois anos
2021-01-14
Publicações enganosas nas redes sociais usam vídeos gravados em 2019 para disseminar boatos de que a Ford teria desistido de sair do Brasil. A montadora anunciou nesta segunda-feira, 13, que pretende desativar todas as fábricas da empresa no País e encerrar a produção de carros nacionais. As imagens empregadas fora de contexto são de um blog chamado Gabinete de Comando. No clipe, um apresentador noticia que a Ford tinha planos de sair do País, mas que a equipe econômica do Governo Federal conseguiu reverter a situação. Em seguida, o vídeo mostra uma relato do senador Jacques Wagner (PT-BA) em que ele afirma que o ministro da Economia, Paulo Guedes, garantiu a continuidade dos subsídios da montadora até 2025. LEIA TAMBÉM Ford anuncia fim da produção no Brasil após um século e vai demitir 5 mil funcionários Nesta quarta-feira, 13, o ex-governador da Bahia usou o Facebook para esclarecer que o vídeo é antigo. “Circula nas redes um vídeo antigo, de março de 2019, no qual relato reunião com o ministro da Economia em que ele garantiu a continuidade dos subsídios federais para a Ford Brasil na Bahia até 2025”, diz o comunicado. Jacques Wagner, inclusive, compartilhou o discurso em 13 de março de 2019 em seu perfil na rede social. O autor do blog Gabinete de Comando também se pronunciou sobre o uso indevido do material. “Eu peço que desconsiderem o vídeo, é uma informação antiga”, afirmou em vídeo publicado nesta quarta-feira. Até esta quinta-feira, 14, a última notícia publicada no portal de imprensa da Ford Brasil tratava justamente do encerramento das operações de manufatura no Brasil. Apesar do fechamento das fábricas no País, a empresa manterá sua sede administrativa em São Paulo, o centro de desenvolvimento de produtos, na Bahia, e o campo de provas de Tatuí (SP). Este boato também foi verificado pelo Boatos.org e o Fato ou Fake, do G1.
https://img.estadao.com.…584646055937.jpg
null
['Victor Pinheiro']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'ford', 'paulo guedes']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/video-mostra-ancoras-rindo-de-clipe-de-gatinho-e-nao-de-taxa-de-eficacia-da-coronavac/
ESTADAO_VERIFICA
Vídeo mostra âncoras rindo de clipe de gatinho, e não de taxa de eficácia da Coronavac
Gravação de 2017 foi editada para parecer que jornalistas faziam piada com imunizante e o governador João Doria
2021-01-13
É falso que um vídeo que viralizou no Instagram e no Twitter mostre âncoras de televisão rindo da taxa de eficácia da Coronavac. Na realidade, a gravação é de agosto de 2017, quando jornalistas da emissora local THV11, do estado americano do Arkansas, gargalhavam depois de reproduzir o vídeo de um gatinho. O clipe foi manipulado para incluir uma tarja com as frases em inglês “Governador Doria sem credibilidade” e “Eficácia da CoronaVac chega aos 49%”. O Instituto Butantã anunciou nesta terça-feira, 13, que a CoronaVac tem eficácia geral de 50,4%. Os dados indicam que a vacina reduziu em 50,38% o número de casos sintomáticos de covid-19 entre os participantes da pesquisa e em 78% o número de infecções leves mas que precisaram de alguma intervenção médica. Inicialmente, o governo paulista havia divulgado apenas a taxa mais alta, de 78%. Nas redes sociais, perfis bolsonaristas passaram a criticar a taxa de eficácia do imunizante — embora cientistas considerem que o grau de proteção é suficiente para auxiliar no combate à covid-19. No Twitter, um usuário publicou o vídeo com os âncoras rindo e o comentário “(o governador de São Paulo, João) Doria e a eficácia da Coronovac viraram piada internacional” e obteve 8,5 mil curtidas e 2,9 mil retweets. No vídeo original, de 2017, a âncora Laura Monteverdi não consegue parar de rir de um vídeo em que um gato salta de dentro de uma bolsa de papel. Veja abaixo: Compare imagens do vídeo original e do editado para incluir referências à Coronavac e a Doria. As roupas e as posições dos apresentadores são as mesmas nos dois vídeos. Vídeo original. Foto: Reprodução/YouTube Vídeo editado. Foto: Reprodução/Twitter
https://politica.estadao…130120210224.png
null
['Alessandra Monnerat']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'coronavírus [vacina]', 'joão doria']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-oab-tenha-pedido-liberacao-de-r-790-mil-da-rouanet-para-daniela-santa-cruz/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que OAB tenha pedido liberação de R$ 790 mil da Rouanet para Daniela Santa Cruz
Entidade de advogados pediu que governo autorizasse captação de recursos para 450 projetos culturais, mas esposa de Felipe Santa Cruz não seria beneficiada
2021-01-08
É falso que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tenha pedido a liberação de R$ 790 mil em recursos da Lei Rouanet para Daniela Santa Cruz, esposa do atual presidente da entidade, Felipe Santa Cruz. Na verdade, a OAB apresentou um mandado de segurança para pedir que a Secretaria de Cultura do governo federal liberasse a captação de recursos para 450 projetos culturais que estavam com os processos parados. Daniela Santa Cruz não tem relação com nenhum dos projetos listados no documento. Esse boato foi enviado por leitores ao WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. Pelo sistema Versalic, que permite a consulta a projetos que buscam financiamento pela Rouanet, é possível verificar que a produtora de Daniela Santa Cruz apresentou apenas uma proposta, em 2018. Trata-se de uma peça teatral de custo estimado de R$ 769 mil. No entanto, o projeto não chegou a captar nenhum recurso. LEIA TAMBÉM Não, resultado ‘positivo’ de kiwi em teste de covid-19 não prova ineficácia de exames Além disso, o Cadastro Nacional de Empresa Jurídica da produtora de Daniela comprova que ela está inativa, o que faz com que não possa receber financiamento de leis de incentivo. Documento DOCUMENTO DE EMPRESA DE DANIELA SANTA CRUZ PDF Esse boato repercutiu nas redes sociais depois que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou no Twitter que a OAB tinha pedido a liberação de R$ 1,2 bilhão em recursos para projetos culturais em meio à pandemia de covid-19. Na realidade, o mandado de segurança estima que o setor cultural tenha sofrido prejuízo de R$ 700 milhões devido à demora em liberar a captação de recursos para realização dos 450 projetos listados. O Estadão Verifica tentou confirmar com a Secretaria de Cultura o custo das propostas, mas não recebeu resposta até a publicação desta checagem. Documento LEIA A ÍNTEGRA DO MANDADO DE SEGURANÇA PDF A Lei Rouanet é uma política de incentivo fiscal. Isso quer dizer que a legislação permite que pessoas ou empresas patrocinem projetos culturais em troca de desconto no Imposto de Renda. Ou seja: o governo não investe diretamente nesses projetos, mas deixa de arrecadar tributos. Para que um projeto cultural seja autorizado a captar recursos junto a empresas, o produtor precisa submeter sua proposta à Secretaria de Cultura, que a analisa. Em seguida, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) verifica a admissibilidade do projeto. Por último, a secretaria publica uma portaria, no Diário Oficial da União, permitindo a captação de recursos. É nessa última etapa que, segundo a OAB, esses 450 projetos culturais ficaram parados. A entidade diz que todos foram aprovados e só aguardavam publicação das portarias, que deveria ser feita antes do encerramento do ano fiscal de 2020. “A publicação no Diário Oficial da União dos projetos culturais é que irá gerar a condição para que as empresas interessadas em patrocinar via lei Rouanet, e se valerem da renúncia fiscal, possam contratar com o produtor e assumir os patrocínios culturais”, explica o presidente da Comissão Nacional de Direito Autorais da OAB, Sydney Sanches. Documento VEJA QUAIS SÃO OS 450 PROJETOS PDF Notificação ao Twitter Brasil O presidente da OAB compartilhou em seu Twitter no dia 29 de dezembro de 2020 uma matéria do jornal O Globo afirmando que entraria com uma ação penal e indenizatória contra Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, o deputado também colocou sua família em risco ao divulgar dados da produtora da esposa nas redes sociais. No mesmo dia, a OAB apresentou uma intimação para que a rede social retirasse o post. Até a data de publicação desta reportagem, o tuíte estava no ar. Documento NOTIFICACAO PARA O TWITTER BRASIL PDF Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Gabi Coelho']
[]
['Lei Rouanet', 'eduardo bolsonaro', 'OAB [Ordem dos Advogados do Brasil]', 'covid-19', 'pandemia', 'coronavírus']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/nao-resultado-positivo-de-kiwi-em-teste-de-covid-19-nao-prova-ineficacia-de-exames/
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Não, resultado ‘positivo’ de kiwi em teste de covid-19 não prova ineficácia de exames
Testes para detecção do novo coronavírus são fabricados para reagir com substâncias específicas; uso de amostras inadequadas podem distorcer o resultado
2021-01-08
É enganoso um vídeo em que médicos italianos mostram que um kiwi apresentou resultado positivo em exame de covid-19. Postagens no Facebook e mensagens no WhatsApp usam as imagens para sugerir que os testes de diagnóstico da doença são ineficazes e que a pandemia do novo coronavírus seria uma “fraude”, com números epidemiológicos superdimensionados. Especialistas consultados pelo Estadão Verifica, no entanto, esclarecem que o “experimento” dos médicos italianos não tem validade para determinar a eficácia dos testes de covid-19. Isso ocorre porque os exames são fabricados e testados para reagir com materiais biológicos humanos específicos e podem não funcionar adequadamente ao analisar outras substâncias. LEIA TAMBÉM Não, teste para detectar novo coronavírus não causa inflamação no cérebro “Você não pode pegar, por exemplo, um teste que foi validado para funcionar com sangue e usar saliva”, afirmou o médico infectologista do Grupo Sabin e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do Distrito Federal, Alexandre Cunha. “As substâncias presentes em cada um desses líquidos biológicos podem alterar o resultado. Então imagina trocar isso por uma fruta. É um absurdo”. A microbiologista Luciana Costa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destaca que, antes de chegarem ao mercado, exames de diagnóstico passam por testes de sensibilidade — a capacidade de apontar corretamente que uma pessoa está doente — e de especificidade — o potencial do exame dar negativo quando de fato não há infecção. No caso dos exames de covid-19, os índices dos novos produtos são definidos a partir da comparação com testes moleculares ou RT-PCR, considerado padrão-ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a cientista, diante da situação de emergência da pandemia, alguns testes de covid-19 são validados conforme o uso, mas os pacientes sempre recebem o resultado confirmado por um teste molecular. “Se você pega uma coisa totalmente aleatória, que nunca foi testada, e tem um resultado positivo, você não está invalidando os testes com a substância certa. Provavelmente, pode ter alguma coisa reagindo que não sabemos”, afirma Luciana. “O fabricante do teste pode dizer: olha eu não sei (o que houve), eu não testei meu produto com essa substância”. Teste de antígeno O exame utilizado pelos médicos italianos no vídeo é um teste de antígeno de fluxo lateral. Trata-se de um método capaz de identificar uma infecção pelo novo coronavírus na fase ativa da doença. Uma página informativa do Centro de Controle de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (CDC) aponta que a sensibilidade do exame pode variar, mas geralmente é inferior aos parâmetros do RT-PCR. Já a especificidade costuma ser semelhante. A vantagem, por outro lado, é que os exames de antígenos são mais baratos e fornecem resultados mais rápidos, em períodos de 10 a 30 minutos. A autoridade sanitária americana destaca que a performance do exame depende bastante das circunstâncias em que é aplicado. “Tanto os testes de antígenos como os testes de amplificação de ácido nucleico [como o RT-PCR] têm melhor desempenho quando a pessoa testada contém carga viral elevada”, diz o CDC. “Também podem ser informativos em situações em que a pessoa tem uma exposição conhecida a um paciente com covid-19”. Ainda de acordo com o CDC, pode ser necessário confirmar o resultado do teste de antígeno com um teste de RT-PCR, “especialmente se o resultado do exame for inconsistente com o contexto clínico”. Um documento da Organização Mundial da Saúde pontua que os testes de antígeno são uma ferramenta importante para expandir programas de testagem em massa. A professora Luciana Costa explica que o método funciona a partir da identificação de anticorpos específicos para proteínas do novo coronavírus fabricados em laboratório. Os anticorpos são produzidos em modelos animais e adicionados a uma membrana presente nos aparelhos de diagnósticos. “Toda vez que esse anticorpo entrar em contato com o antígeno, que é a proteína do novo coronavírus, ele vai grudar nessa proteína”, explica Luciana. “Isso precipita um corante, que vai indicar o resultado do teste. Se a cor aparece é porque ali tinha material viral”. Isso não significa, porém, que existem partículas virais do novo coronavírus no kiwi que foi “testado” pelos médicos italianos. Testes de covid-19 são alvos de desinformação Esta não é a primeira vez que resultados positivos de testes de covid-19 com amostras inadequadas alimentam conteúdos enganosos nas redes sociais. Em dezembro, o serviço de checagem de fatos da AFP desmentiu dois experimentos realizados com refrigerante de cola e purê de maçã. Fabricantes e especialistas consultados pela agência apontaram os mesmos problemas que Alexandre Cunha e Luciana Costa pontuaram para o Estadão Verifica sobre o resultado positivo do kiwi: os exames de antígenos devem ser aplicados com material correto, sob a pena de apresentar resultados aleatórios.
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['Victor Pinheiro']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'coronavírus']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-companheira-de-cela-de-dilma-tenha-negado-tortura-durante-ditadura/
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É falso que ‘companheira de cela’ de Dilma tenha negado sofrer tortura durante ditadura
Jornalista citada em boato nas redes sociais disse que sequer conheceu a ex-presidente
2021-01-07
É falso que a jornalista Mirian Macedo tenha afirmado que ela e a ex-presidente Dilma Rousseff nunca foram torturadas. Mirian negou, em publicação em um blog pessoal em 2016, que tenha sido companheira de cela da petista. A jornalista afirmou que sequer conheceu a ex-presidente. A tortura sofrida por Dilma durante a ditadura militar está documentada em relatório da Comissão Nacional da Verdade, publicado em 2014. Documento RELATÓRIO CNV PDF Dilma era da liderança da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e foi presa em janeiro de 1970. Segundo o relatório, ela sofreu tortura psicológica e física, com uso de socos, choques elétricos, palmatória e pau de arara. A ex-presidente teve sequelas como hemorragia uterina e danos na arcada dentária. Os homens identificados como seus torturadores no documento são o capitão Benoni de Arruda Albernaz, chefe na Oban, e o tenente-coronel Maurício Lopes Lima, chefe no DOI-CODI. No WhatsApp e no Facebook, circula uma imagem que diz que Mirian Macedo teria confessado ter cometido crimes sem passar por tortura. A foto que ilustra o boato, no entanto, não é de Mirian, e sim de outra jornalista, Iza Salles. Em 2014, ela disse à BBC Brasil ter ficado presa com dezenas de outras mulheres, incluindo Dilma Rousseff, e relatou ter sido torturada com choques elétricos. O boato que circula nas redes sociais diz ainda que Dilma foi presa por ter participado no atentado a bomba que resultou na morte do soldado Mário Kozel Filho, mas isso também é falso. Como já mostrou o Estadão Verifica, o ataque ocorreu em 1968, quando a ex-presidente ainda não fazia parte do grupo responsável pelo ato, a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Dez acusados foram presos e dois mortos pela ditadura militar. No final de dezembro, o presidente Jair Bolsonaro levantou dúvidas sobre a tortura sofrida por Dilma. A apoiadores, ele cobrou que “mostrassem um raio-X” para provar uma fratura na mandíbula. Por meio de uma nota enviada à imprensa, a ex-presidente rebateu a provocação de Bolsonaro, classificando o presidente como “sociopata”, “fascista” e “cúmplice da tortura e da morte”. Agência Lupa, Aos Fatos e Boatos.Org também checaram este conteúdo.
https://politica.estadao…070120211014.png
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['Alessandra Monnerat']
[]
['dilma rousseff', 'comissão nacional da verdade', 'fake news [notícia falsa]', 'ditadura militar']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/nao-manual-de-testes-da-vacina-da-pfizer-nao-indica-riscos-de-alteracoes-geneticas/
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Não, manual de testes da vacina da Pfizer não indica riscos de alterações genéticas
Recomendação de uso de métodos contraceptivos para voluntários do estudo é medida de segurança padrão de ensaios clínicos; não há evidências de que a vacina de covid-19 cause problemas reprodutivos
2021-01-06
Mensagens enganosas nas redes sociais distorcem informações sobre o protocolo de estudos clínicos da vacina contra a covid-19 desenvolvida por Pfizer e BioNTech, para insinuar que o imunizante pode causar problemas reprodutivos e danos genéticos aos pacientes. Não há qualquer evidência científica de que a vacina possa ter esses efeitos adversos. O que ocorreu foi que, durante a fase de testes, a farmacêutica pediu que voluntários não fizessem sexo sem proteção; mas esse é um procedimento padrão em estudos clínicos. Em tuíte publicado nas redes sociais em dezembro, o médico Alessandro Loiola afirma que o manual de testes da vacina Pfizer orienta que os participantes não devem fazer sexo sem proteção até 28 dias após a segunda dose devido ao “risco de segurança reprodutiva”. Loiola sugere, de forma enganosa, que isso teria relação com a possibilidade de “alterações genéticas transmissíveis”. Não existe nenhuma prova de que isso seja verdade. LEIA TAMBÉM Vacina da covid com base em RNA marca nova era para produção de imunizantes O documento da Pfizer informa que participantes homens do estudo devem concordar em não ter relações sexuais sem utilizar métodos contraceptivos, como preservativos, com mulheres que possam ficar grávidas. Há regras também para voluntárias mulheres, que devem usar métodos para prevenir a gravidez durante os testes. Documento DOCUMENTO – PFIZER PDF Segundo a fabricante, trata-se de um procedimento padrão que abrange estudos clínicos de outros medicamentos e vacinas. “Em qualquer estudo clínico que não prevê a participação de gestantes, existe a recomendação para uso de métodos anticoncepcionais eficazes. Essa é também uma exigência dos comitês de ética em pesquisa”, explicou a Pfizer, em nota ao Estadão Verifica. A empresa também informou por e-mail que não houve registro de infertilidade ou de problemas relacionados à reprodução entre os voluntários do estudo. Segundo dados publicados na revista científica de medicina New England Journal of Medicine, o perfil de segurança do imunizante é caracterizado por efeitos adversos leves a moderados, como fadiga e dor de cabeça. O Estadão Verifica tentou entrar em contato com Alessandro Loiola por meio do e-mail de contato de um site gerenciado pelo médico, mas não obteve resposta. Minimização de riscos A imunologista e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre Cristina Bonorino pontua que o pedido para que voluntários usassem métodos contraceptivos é uma medida de segurança de estudos clínicos. A especialista explica que a ideia é minimizar ao máximo o risco de efeitos adversos inesperados nos participantes. Mas isso não significa que a vacina possa causar algum dano genético ao paciente. Em nota, a Pfizer explicou que o “uso de métodos eficazes de contracepção deve ser aplicado para homens e mulheres em idade reprodutiva, visto que o objetivo é preservar o feto em todas as fases, desde a sua formação, de qualquer eventual efeito que um medicamento ou uma vacina em estudo possam causar”. Esse procedimento encontra respaldo em documentos do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH). Um guia de desenvolvimento de protocolos clínicos publicado pelo órgão orienta que pesquisadores devem considerar o uso de métodos contraceptivos para voluntários homens e mulheres em caso da ausência de dados sobre os riscos reprodutivos de uma substância. Documento PROTOCOLOS CLÍNICOS – NIH PDF Os protocolos dos imunizantes contra covid-19 da Astrazeneca com a Universidade de Oxford, da Moderna e da Janssen, assim como manuais de diferentes companhias para vacinas contra outras doenças, incluem nos critérios de inclusão de participantes o uso de métodos contraceptivos ou a adoção de abstinência sexual para mulheres com potencial de gravidez. Documento PROTOCOLO ASTRAZENECA PDF Documento PROTOCOLO MODERNA PDF Protocolo Janssen Documento PROTOCOLO OUTRAS DOENÇAS PDF Protocolo de testes não é bula Para Cristina Bonorino, é essencial diferenciar o protocolo de pesquisa clínica e a bula das vacinas. Ela pontua que o primeiro documento traz considerações gerais de precaução para evitar riscos aos voluntários do estudo, enquanto a bula informa orientações específicas, com instruções de uso e contraindicações definidas a partir dos resultados das pesquisas clínicas. Em relatório enviado à Food And Drug Administration (FDA), órgão sanitário dos Estados Unidos, a Pfizer e a BioNTech apontaram que o imunizante é contraindicado apenas para pacientes com histórico de alergias severas. Sobre questões reprodutivas, a empresa informa que não há dados suficientes a respeito dos riscos associados à gravidez ou reprodução. A FDA orienta que, embora não tenham ocorrido estudos específicos com mulheres grávidas e lactantes, não há contraindicação para o recebimento da vacina. “As mulheres grávidas ou em período de amamentação devem discutir os potenciais benefícios e riscos da vacinação com o seu prestador de serviços de saúde”, diz o órgão americano. O órgão dos EUA destaca que “não há evidências científicas de que a vacina da Pfizer pode causar infertilidade em mulheres”. Já o governo britânico acrescenta que estudos com animais não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos à gravidez, ao desenvolvimento embrionário ou no período pós-natal. A recomendação é que o imunizante deve ser administrado em mulheres grávidas quando o risco de exposição à infecção pela covid-19 é elevado e não pode ser evitado, ou quando a mulher tem alguma condição que aumenta o risco de desenvolver quadros graves da doença. “Nessas circunstâncias, os médicos devem discutir os riscos e benefícios da vacinação com a mulher, que deve ser informada sobre a ausência de dados de segurança para a vacina em gravidez”, diz documento do governo britânico. Documento DOCUMENTO GOVERNO BRITÂNICO PDF Vacina de RNA não tem mecanismo para alterar o código genético A professora Cristina Bonorino ressalta que também não há evidências de que vacinas de RNA mensageiro possam provocar alterações no DNA de pacientes. A tecnologia do imunizante usa microfragmentos de material genético sintetizados em laboratório para levar até as células as instruções para produzir proteínas específicas do vírus. Com isso, as células desenvolvem a capacidade de reconhecer e anular o novo coronavírus em caso de infecção. De acordo com a imunologista, o material aplicado nas vacinas de mRNA não tem os mecanismos necessários para interferir no DNA de quem recebe o imunizante. “É diferente de um vírus de RNA, que tem um maquinário todo adaptado para se copiar e se inserir no material genético da célula. Para isso, é necessária uma série de enzimas e proteínas”, explica. A pesquisadora lembra que apesar do uso dessa tecnologia de imunização representar uma novidade, as vacinas de RNA mensageiro já são estudadas há décadas. Segundo ela, esse tipo de imunizante não foi utilizado anteriormente devido aos desafios de minimizar a instabilidade das moléculas de RNA. O Centro de Controle de Doenças Infecciosas dos EUA (CDC) corrobora com os apontamentos da pesquisadora. “Foram realizados ensaios clínicos em fase inicial com vacinas [de mRNA] contra a gripe, Zika, raiva e citomegalovírus (CMV). Entre os desafios encontrados nestes ensaios iniciais, estavam a instabilidade do RNA livre no organismo, resultados inflamatórios involuntários, e respostas imunes modestas. Os recentes avanços tecnológicos na biologia e química mitigaram estes desafios e melhoraram a estabilidade, segurança e eficácia [das vacinas]”, afirma o órgão em página oficial.
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['Victor Pinheiro']
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['coronavírus [vacina]', 'fake news [notícia falsa]', 'vacina', 'coronavírus']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/foto-de-maju-coutinho-na-praia-sem-mascara-e-de-2019-anterior-a-pandemia-de-covid-19/
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Foto de Maju Coutinho na praia sem máscara é de 2019, anterior à pandemia de covid-19
Imagens da apresentadora do Jornal Hoje foram tiradas de contexto nas redes sociais
2021-01-04
Fotos de maio de 2019 da apresentadora do Jornal Hoje, Maju Coutinho, circulam fora de contexto nas redes sociais. Nas imagens, ela caminha ao lado do marido na orla do Leblon, no Rio de Janeiro. Postagens no Facebook, no entanto, afirmam que os registros são recentes, e criticam a jornalista por não usar máscara. Um post com mais de 2 mil compartilhamentos na rede social diz: “Olha a Maju do ‘fique em casa e não se aglomere’, da Globo”. A foto, na verdade, é de 26 de maio de 2019, com crédito de JC Pereira, da AG News. As imagens de Maju na orla do Leblon foram reproduzidas nos sites Metrópoles e Quem. Ela fez um passeio com o marido, o publicitário Agostinho Paulo Moura, e tirou fotos com fãs. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica A imagem de Maju já havia sido tirada de contexto nas redes sociais em março de 2020. Na ocasião, o Fato ou Fake desmentiu que a apresentadora estivesse no Rio. A jornalista disse ser alvo de ataques nas redes sociais por causa do boato. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Alessandra Monnerat']
[]
['Maju Coutinho', 'coronavírus', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/nao-cloroquina-nao-foi-usada-contra-gripe-espanhola-em-1918/
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Não, cloroquina não foi usada contra gripe espanhola em 1918
Droga popular em grupos bolsonaristas só foi descoberta em 1934 pela empresa alemã Bayer
2021-02-28
Circula no Facebook e no WhatsApp a imagem de um anúncio de uma farmácia, publicado em um jornal antigo, em português arcaico, com o seguinte texto: “Contra a Hespanhola, comprimido de Chloro Quinino, específico infallível contra a grippe epidêmica”. As mensagens insinuam que a cloroquina é usada em pandemias desde 1918, época em que o Brasil foi atingido pela chamado gripe espanhola, e que “só os médicos formados no período petista não sabem”. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica O anúncio é verdadeiro, como constatou a agência AFP, mas não se trata de uma alusão à cloroquina, droga que tem muitos fãs em grupos bolsonaristas, apesar das evidências de que é ineficaz contra covid-19. A cloroquina só foi descoberta em 1934, pelo laboratório Bayer. O anúncio da época da gripe espanhola cita o quinino, outra substância usada na indústria farmacêutica e que, como a cloroquina, tem propriedades que ajudam a combater o parasita que causa a malária. Ao Estadão Verifica, a Fiocruz informou que “não são o mesmo medicamento, pois têm diferenças nas suas estruturas”. Em 22 de outubro de 1918, o Estadão noticiou que a corrida pelo sal de quinino levou as autoridades a determinarem as farmácias passassem a exigir receita médica para a venda. A medida era uma forma de evitar o desabastecimento do produto. Reportagem do ‘Estadão’ de 22 de outubro de 1918. Foto: Acervo Estadão A cloroquina só seria desenvolvida na década de 1930 pela empresa alemã Bayer e recebeu o nome comercial Resochin. Ela tem uso regulamentado para tratar pacientes com malária, lúpus e artrite reumatoide. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Food and Drugs Administration (FDA), dos Estados Unidos, não recomendam seu uso contra a covid-19.
https://politica.estadao…010320210604.png
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['Daniel Bramatti', 'Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'coronavírus', 'coronavírus [tratamento]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/meme-atribui-a-lula-falsa-frase-sobre-conquista-de-eleitores-com-dinheiro-para-comprar-cachaca/
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Meme atribui a Lula falsa frase sobre conquista de eleitores com dinheiro para comprar cachaça
Não há registro de que ex-presidente tenha feito declaração; além de atacar petista, boato estimula preconceito contra população do Norte e do Nordeste
2021-02-28
É falso que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha declarado que eleitores do Norte e do Nordeste votam “eternamente” em determinados políticos e os tratam “como se fossem Deus” se estes derem “10 reais para o camarada tomar cachaça”. Não há qualquer registro na imprensa da suposta declaração do petista, que também foi negada pelo partido. Postagem com esse conteúdo teve mais de 30 mil visualizações no Facebook nos últimos dias. É falso que Lula tenha declarado que eleitores do Norte e do Nordeste votam em quem der R$ 10 reais para ‘tomar cachaça’. Foto: Reprodução / Arte: Estadão LEIA TAMBÉM Vídeo é manipulado para parecer que Lula falou em comprar votos de baianos A peça causa desconfiança por não apontar nenhuma informação que permita descobrir onde e quando a frase supostamente foi dita por Lula. Além disso, apresenta uma série de erros de pontuação e exibe o primeiro nome do ex-presidente com grafia incorreta. O Estadão Verifica procurou as frases no Google e chegou apenas a comentários de internautas e outras postagens semelhantes. Em agosto do ano passado, o PT divulgou nota em que negou a veracidade do conteúdo: “Nas últimas semanas, recebemos, em nossa central, diversas denúncias de uma frase falsamente atribuída a Lula. O ex-presidente não afirmou que no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, basta dar 10 reais para o camarada tomar cachaça que ele o tratará como Deus e votará em você”. Uma pesquisa reversa da imagem indica que o registro mais antigo da peça de desinformação é de julho de 2019, mesma época em que o Estadão Verifica desmentiu outro boato envolvendo Lula e supostas declarações sobre compra de votos por R$ 10. Era um vídeo manipulado do petista em entrevista para a Rádio Metrópole, de Salvador (BA), em 2017. Na gravação original, Lula defende a recuperação da economia por meio do estímulo ao consumo pela população de baixa renda. “Vamos dar ao povo a chance de resolver o seu problema. Vamos incluí-lo no mercado. Você dá R$ 10 para o pobre, ele vira consumidor. Você dá R$ 10 milhões para o rico, ele deixa na conta bancária”, disse. O vídeo manipulado exclui as primeiras duas frases e substitui por outro trecho da entrevista, quando o ex-presidente fala em ser “candidato (a presidente nas eleições de 2018) para ganhar, se Deus quiser, com a ajuda do povo baiano”. A agência de checagem Aos Fatos também classificou essas postagens como falsas. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…240220213110.png
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['Samuel Lima']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'estadão verifica', 'Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/tuite-em-apoio-a-bolsonaro-e-falsamente-atribuido-ao-jornalista-boris-casoy/
ESTADAO_VERIFICA
Tuíte em apoio a Bolsonaro é falsamente atribuído ao jornalista Boris Casoy
Mensagem que fala em 'melhor governo da história' é de autoria de um perfil que teve a conta suspensa pelo Twitter por violação aos termos de uso
2021-02-28
É falso o tuíte atribuído ao jornalista Boris Casoy em que ele supostamente declara apoio ao presidente Jair Bolsonaro para que faça “o melhor governo da nossa história”, sem corrupção. Essa mensagem foi escrita por uma conta que não tem nenhuma relação com Casoy e foi excluída pelo Twitter. O perfil oficial do jornalista foi criado apenas em novembro de 2020, mais de um ano depois da data informada na postagem falsificada. Apesar de antiga, a declaração acumulou mais de 3,7 mil compartilhamentos recentemente no Facebook. A peça analisada pelo Estadão Verifica é um print de uma postagem no Twitter de 19 de fevereiro de 2019. O cabeçalho mostra uma foto e o nome de Boris Casoy, mas o nome de usuário causa estranheza: @licitabrasil1. Ao procurar pelo endereço, o blog descobriu que a conta está atualmente suspensa por violação dos termos de uso da rede. Postagem no Twitter atribuída a Boris Casoy não foi escrita pelo jornalista. Foto: Reprodução / Arte: Estadão Na internet, existem outras reproduções de tuítes dessa mesma conta com um nome diferente: “Marcus Teixeira”. Em checagem naquela época, a Agência Lupa também constatou que a conta apresentava outras informações de perfil não relacionadas ao jornalista Boris Casoy. A atribuição falsa, portanto, pode ter sido feita mais tarde com montagens, ou a descrição do perfil foi trocada pouco depois do print. O jornalista Boris Casoy nem sequer tinha conta no Twitter no momento em que o tuíte começou a circular. Ele mesmo afirma isso em vídeo divulgado pela RedeTV em 25 de fevereiro de 2019: “Eu não tenho Twitter. Tudo que está sendo difundido em meu nome é falso. Fake, como dizem os mais moderninhos”. Ele ingressou na rede apenas em 12 de novembro de 2020, com o usuário @BCasoyOficial, para divulgar um programa que apresenta no YouTube, o “Jornal do Boris”, também exibido na TV Gazeta. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…220220212050.png
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['Samuel Lima']
[]
['estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]', 'Boris Casoy', 'jair bolsonaro']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/charge-antiga-com-criticas-ao-judiciario-e-de-jornal-brasileiro-nao-frances/
ESTADAO_VERIFICA
Charge antiga com críticas ao Judiciário é de jornal brasileiro, não francês
Imagem de 2018 foi resgatada no momento em que grupos bolsonaristas criticam o STF pela prisão do deputado Daniel Silveira
2021-02-28
É falso que o jornal francês Le Monde tenha publicado charge com crítica ao Judiciário brasileiro. Circula nas redes sociais um meme com a suposta charge, alegando mostrar “o tribunal brasileiro com homens de toga assassinando a Justiça e o povo assistindo a tudo com camisa de futebol”. A imagem está fora de contexto. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica O mecanismo de busca reversa do Google mostrou que a charge foi capa da edição 128 do jornal brasileiro Le Monde Diplomatique Brasil, em março de 2018. Naquela edição, o jornal, que não tem relação com o francês Le Monde, fazia críticas ao que enxerga como papel do Judiciário na “legitimação das medidas que implicam retrocessos para a classe trabalhadora e outros grupos em posição subalterna”. A imagem é uma crítica não só ao Judiciário, mas também ao Poder Executivo e às Forças Armadas, tendo em vista que juntam-se aos togados, no cenário de uma execução, um homem com a faixa presidencial e outros dois de farda. A vítima da execução é a figura da deusa grega Têmis, que representa a Justiça. Seus olhos vendados representam a imparcialidade, e a balança em sua mão, o equilíbrio de suas decisões. Já o meme que acrescenta uma interpretação enganosa à charge voltou a viralizar no momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) recebe críticas de grupos bolsonaristas pela prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). Silveira postou um vídeo no qual ataca o STF e faz apologia ao Ato Institucional nº 5 (AI-5). Ele teve sua prisão confirmada por unanimidade pelos 11 ministros da Corte e pelo plenário da Câmara dos Deputados. Conteúdo semelhante foi verificado pelo e-farsas. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'STF [Supremo Tribunal Federal]', 'Poder Judiciário']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/drenagem-postural-para-pacientes-de-covid-19-com-falta-de-ar-e-ineficaz-e-pode-causar-danos-cuidado-com-dicas-enganosas/
ESTADAO_VERIFICA
Drenagem postural para pacientes de covid-19 com falta de ar é ineficaz e pode causar danos; cuidado com dicas enganosas
Segundo especialistas, procedimento caseiro não deve ser visto como alternativa à suplementação de oxigênio
2021-02-28
SAIBA MAIS Uma postagem publicada no Facebook indica a drenagem postural – um procedimento antigo, que permite que a secreção dos brônquios escorra por ação da gravidade – como alternativa no tratamento de pacientes com covid-19 que sintam falta de ar e que não tenham acesso a oxigênio hospitalar. O Estadão Verifica conversou com especialistas que esclareceram que a publicação é enganosa e que a técnica não tem eficácia para pacientes com o vírus e, muito menos, pode substituir o uso de oxigênio em casos de falta de ar. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica O boato viraliza desde o começo do ano, quando pessoas morreram em hospitais do Amazonas pela falta de oxigênio, e já teve ao menos 56,2 mil compartilhamentos. O texto acompanha uma imagem com dois desenhos de como a pessoa poderia se posicionar utilizando alguns utensílios domésticos, como cadeira e travesseiros. A publicação ainda traz instruções: “Se sentir alguma dificuldade para respirar ou muita mucosidade, inale e exale lentamente nesta posição, de 15 a 20 minutos, 3 vezes por dia ou todo o tempo que precisar.” Técnica pode agravar quadro de falta de ar. Foto: Reprodução Segundo Evaldo Marchi, pneumologista e diretor da Faculdade de Medicina de Jundiaí, é errado indicar a drenagem postural – um método antigo e raramente usado em hospitais – como tratamento para pacientes com o novo coronavírus, já que a técnica não tem eficácia para reduzir a falta de ar. “A covid-19 é uma doença que atinge os alvéolos, e não a árvore brônquica. A falta de ar acontece por causa de um infiltrado no parênquima pulmonar que obstrui os alvéolos e dificulta a troca de oxigênio, ou seja, não é um problema brônquico de acúmulo de secreção que poderia ser resolvido pela posição do corpo.” Para Marchi, a drenagem pode até ser perigosa se realizada em domicílio, da maneira como é representada na imagem em circulação, e sem auxílio médico. “Se uma pessoa obesa ficar nessa posição, por exemplo, o peso do abdômen pode pressionar e causar até mais falta de ar.” De acordo com José Eduardo Afonso Jr, pneumologista do Hospital Israelita Albert Einstein, o que vem sendo usado nos hospitais é a pronação, que é uma manobra de fisioterapia em que o paciente é colocado de barriga para baixo para que as áreas posteriores do pulmão possam se abrir e tenham maior ventilação. Mas até a pronação é uma manobra de fisioterapia complementar, ou seja, é utilizada em casos específicos e não pode substituir o tratamento realizado no hospital. “Não são todos os pacientes que respondem à pronação”, afirmou José Eduardo Afonso Jr. “É um tratamento complementar para ajudar na ventilação, mas, antes de ser aplicado, é necessária a realização de análise pela equipe médica. Não tem cabimento fazer qualquer manobra dessas em casa sem ir ao hospital. O quadro pode se agravar e levar a uma insuficiência respiratória aguda.” Para Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp e Consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, toda pessoa com covid-19, mesmo se sentindo bem, deve ir ao hospital para fazer monitorização com oximetria de dedo. “Em adultos e idosos, pode ocorrer a hipóxia silenciosa – condição em que a pessoa tem falta de oxigênio e não percebe. Sempre que a oximetria ficar menor que 95%, ou se a pessoa sentir cansaço para fazer atividades corriqueiras, ela deve procurar o atendimento médico presencial, tendo ou não oxigênio no hospital onde ela está.” Segundo a infectologista, a orientação de fazer a pronação pode ser adotada até por consulta virtual. Mas a oximetria é necessária. “Se no atendimento não houver indicação de internação nem de oxigênio suplementar, deitar de bruços favorece uma melhor oxigenação do pulmão para pacientes com covid, mas isso só pode ser feito depois de avaliação médica.” Raquel Stucchi esclarece ainda que a técnica é utilizada na área médica em crianças com quadro de resfriado, não de covid-19. “Quando a criança está com muito catarro, a gente deita de bruços e fica dando tapinha nas costas dela para soltar a secreção.” Caso o paciente esteja com falta de ar e, por algum motivo, tenha demora no atendimento, é recomendável que ele preserve energia e evite ao máximo fazer esforço até que a equipe médica consiga atendê-lo. Dessa forma, deve-se evitar qualquer tipo de manobra em casa, recomendou José Eduardo Afonso Jr. Este conteúdo também foi verificado pela agência Polígrafo, de Portugal. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://img.estadao.com.…617563593097.jpg
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['Letícia Simionato']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'coronavírus', 'oxigênio']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falsa-a-informacao-de-que-sigilo-telefonico-e-bancario-de-adelio-bispo-e-protegido-pelo-stf/
ESTADAO_VERIFICA
É falsa a informação de que sigilo telefônico e bancário de Adélio Bispo é protegido pelo STF
Boato surgiu quando mandado de segurança impetrado pela OAB foi usado em favor do advogado que defende o réu do atentado a Bolsonaro
2021-02-27
Adélio Bispo, réu no ataque a Jair Bolsonaro, não tem o sigilo telefônico e bancário protegido pelo Supremo Tribunal Federal ou pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A informação falsa é uma variação de um boato que envolvia somente a OAB. O rumor envolvendo o STF surgiu em 2020 e voltou a ser compartilhado nas redes sociais recentemente. Conforme a Polícia Federal informou ao Estadão Verifica em 2019, todo o material apreendido com Adélio Bispo já foi analisado e não houve liminar impedindo os trabalhos dos investigadores. Bispo foi considerado inimputável em incidente de insanidade mental no âmbito do processo que investigou o atentado contra Bolsonaro. A perícia médica constatou que ele é uma pessoa perigosa, e Adélio permanece preso. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica Em 21 de dezembro de 2018, a Polícia Federal realizou operação de busca e apreensão no escritório do advogado de Adélio, Zanone Manuel de Oliveira Oliveira, sob o pretexto de investigar quem estaria pagando seus honorários e checar supostas ligações com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Foram recolhidos documentos e aparelhos eletrônicos do advogado. No mês seguinte, a OAB de Minas Gerais impetrou mandado de segurança ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) pedindo a suspensão da análise dos materiais. Segundo a Ordem, a ação violaria o sigilo profissional do exercício da advocacia. Este conteúdo também foi verificado pela Agência Lupa. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://img.estadao.com.…617563593097.jpg
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['Tiago Aguiar']
[]
['STF [Supremo Tribunal Federal]', 'adelio bispo de oliveira']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-o-boato-de-que-mais-de-25-mil-anistiados-por-ditadura-recebam-salarios-de-mais-de-r-40-mil/
ESTADAO_VERIFICA
É falso o boato de que mais de 25 mil anistiados por ditadura recebam ‘salários de mais de R$ 40 mil’
Dados do governo federal mostram que 7,2 mil pessoas receberam o benefício em agosto de 2020; valor médio da pensão para civis foi de R$ 3.880
2021-02-26
É falso que 25 mil anistiados políticos da Ditadura Militar no Brasil recebam indenizações superiores a R$ 40 mil mensais, como afirma publicação viral no Facebook. Além de exagerar a quantidade de beneficiários, a mensagem ignora que o valor da compensação é limitado pelo teto constitucional e depende de fatores individuais do anistiado, por exemplo, a ocupação que ele exercia quando afetado pelo regime militar. A análise e aprovação dos benefícios são atribuições da Comissão da Anistia, que desde 2019 está ligada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Os pagamentos para civis e militares, entretanto, são competência do Ministério da Economia e do Ministério da Defesa, respectivamente. LEIA TAMBÉM ‘Estadão Verifica’ lança novo serviço por WhatsApp A soma do número de pagamentos realizados pelas pastas indica que, em setembro de 2020, pouco mais de 7,2 mil pessoas receberam a reparação mensal. O Ministério da Economia já publica informações até janeiro de 2021, enquanto os dados mais atualizados da Defesa são de setembro. O Verifica comparou o número de beneficiados de setembro com os registros de agosto (7.221), julho (7.237) e junho (7.265) e não constatou diferenças significativas na quantidade de indenizações pagas. Os valores naquele mês variam de um salário mínimo (R$ 1.045, em 2020) a R$ 49 mil. Somente oito anistiados, todos civis, receberam indenizações mensais superiores a R$ 40 mil. Segundo os dados do Ministério da Economia, a compensação foi paga a cerca de 3,9 mil civis em setembro. O valor médio das indenizações, excluindo registros abaixo do salário mínimo, corresponde a R$ 3.880. Já os documentos do Ministério da Defesa apontam que o órgão destinou pagamentos a 3.288 militares, com valor médio de R$ 12.5oo mil. O maior repasse foi de R$ 32.900 mil. É importante ressaltar que, na planilha da Economia, há indenizações referentes a novembro que ultrapassam R$ 98 mil. Por e-mail, o órgão explicou que as quantias somam o “décimo terceiro salário”, ao qual anistiados políticos têm direito. Quem pode receber o benefício? A indenização a anistiados políticos é regida pela Lei 10559, aprovada em 2002. O texto determina que pessoas atingidas por atos institucionais ou complementares, por motivação exclusivamente política, entre 18 de setembro de 1946 até 5 de outubro de 1988, podem solicitar reparação ao Estado. Os critérios incluem profissionais do setor privado ou servidores públicos que foram punidos, demitidos ou compelidos ao “afastamento das atividades remuneradas que exerciam”, assim como, estudantes que foram de alguma forma prejudicados pelo regime. A indenização é transferível a filhos e cônjuge, ou seja, o filho de um anistiado político pode receber o valor após a morte de seus pais. Tipos de indenização A legislação define dois tipos de pagamentos: a indenização mensal continuada e a indenização única. A primeira categoria é destinada aqueles que comprovam vínculos empregatícios na época. O valor, de acordo com a lei, “será igual ao da remuneração que o anistiado político receberia se estivesse na ativa”. Neste caso, o cálculo do benefício ainda considera eventuais graduações,“direitos e vantagens” incorporados à categoria profissional de quem recebe a indenização. A quantia, no entanto, não pode exceder o teto constitucional, que corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, atualmente em R$ 39,2 mil. O benefício também não pode ser inferior ao salário mínimo. Na planilha do Ministério da Economia, porém, aparecem algumas remunerações acima do teto constitucional e abaixo do piso determinado pela lei. Ao Estadão Verifica, a pasta explicou que os valores inferiores ao salário mínimo configuram “complementos de indenização”. Sobre os valores acima do teto, o ministério afirma que todos são limitados pelo “abate-teto” constitucional. Trata-se de um dispositivo legal que abate da pensão a quantia acima do teto contitucional. Há, no entanto, uma única exceção que segue o cumprimento de uma decisão judicial. Já a indenização única consiste no pagamento de trinta salários mínimos (R$ 33 mil, em valores atualizados) por ano de punição do anistiado. Essa modalidade abrange quem não tem meios de comprovar uma atividade laboral durante o regime militar. A prestação é limitada por um teto de R$ 100 mil. Portanto, os salários de “mais de 40 mil” sugeridos no post enganoso nem sequer são previstos em lei. A compensação a anistiados políticos é objeto frequente de boatos enganosos nas redes sociais . Em setembro, o Verifica desmentiu um post que dizia que uma jornalista de recebia pensão de R$ 27 mil. Já o Aos Fatos desmontou uma narrativa falsa que associava o benefício a uma série de artistas e políticos. Onde encontrar os dados Os dados do Ministério da Economia estão disponíveis no site da pasta em uma planilha bastante extensa com todos os pagamentos desde 2002. As informações sobre militares podem ser encontradas no site da Defesa. Com exceção dos dados referentes a setembro, os demais são separados por cada segmento das Forças Armadas.
https://img.estadao.com.…604885271603.jpg
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['Victor Pinheiro']
[]
['ditadura militar']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-deputada-flordelis-tenha-votado-a-favor-da-prisao-de-daniel-silveira/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que deputada Flordelis tenha votado a favor da prisão de Daniel Silveira
Parlamentar acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de planejar assassinato do marido não compareceu à sessão da Câmara que referendou decisão do STF contra bolsonarista que atacou ministros da Corte
2021-02-26
Não é verdade que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) tenha votado a favor da prisão do colega bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), como alegam postagens com mais de 7 mil compartilhamentos no Facebook. A parlamentar não compareceu à sessão da Câmara que referendou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela prisão em flagrante de Silveira depois de ele ter publicado vídeo contendo discurso de ódio contra ministros da Corte e apologia ao Ato Institucional nº 5 (AI-5) da ditadura militar. O Estadão Verifica checou a informação pelo sistema de votação da Câmara dos Deputados, que pode ser acessado por qualquer cidadão. Os dados que interessam neste caso são aqueles referentes à Comunicação de Medida Cautelar (CMC) nº 1/2021, descrita no portal da Câmara como “prisão em flagrante por crime inafiançável do senhor deputado Daniel Silveira”. Os registros de votação da pauta mostram o nome de Flordelis ao lado de um campo em branco, o que significa que ela não esteve presente. O placar foi de 364 votos favoráveis e 130 contrários, além de três abstenções. Dezesseis deputados, incluindo Silveira e Flordelis, não compareceram na sessão. A votação ocorreu no dia 19 de fevereiro, de forma virtual, nominal e aberta. Eram necessários pelo menos 257 votos dos 513 deputados para aprovar o parecer da relatora, a deputada Magda Mofatto (PP-GO), que recomendou a manutenção da prisão em flagrante autorizada pelo Supremo. Deputada Flordelis não compareceu na votação da Câmara que manteve a prisão de Daniel Silveira, ao contrário do que sugere boato. Foto: Reprodução / Arte: Estadão Nas redes sociais, a assessoria de Flordelis justificou a falta dizendo que a parlamentar teve um mal-estar e precisou de atendimento médico em hospital de Brasília. “Por força de todo o nervosismo com minha situação jurídica e política atual e do estresse que o momento me ocasiona, fui tomada por um mal súbito (ainda sequelas de um AVC), que me obrigou a buscar ajuda médica no dia de hoje (19 de fevereiro)”, escreveu em nota publicada pelo jornal O Globo. O PSD, partido da deputada, orientou a bancada a votar “sim” pela manutenção da prisão de Silveira, assim como outras 16 legendas. Apenas os líderes de PSL, PTB, PSC e Novo optaram pela soltura, enquanto Podemos, PROS e Patriota liberaram os seus deputados para decidir da forma que quisessem. Flordelis declarou, no mesmo comunicado distribuído para a imprensa, que está “firmemente na trincheira daqueles que defendem e respeitam o Estado Democrático de Direito”. Na prática, a ausência acabou beneficiando o deputado, ainda que nem tenha chegado perto de influenciar o resultado. Aos Fatos e Agência Lupa também checaram esse conteúdo e o classificaram como falso. Portal da Câmara dos Deputados mostra que Flordelis não votou sobre prisão de Daniel Silveira. Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados Entenda os casos Flordelis e Daniel Silveira A deputada Flordelis, que também é pastora evangélica e cantora gospel, foi acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo — morto a tiros ao chegar em casa, em 16 de junho de 2019, na cidade de Niterói. Dez pessoas, incluindo oito membros da família, estão presos. Ela responde em liberdade por conta da imunidade parlamentar e está sendo monitorada com tornozeleira eletrônica. Nesta terça, 23 de fevereiro, a deputada foi afastada do cargo pelo Tribunal de Justiça do Rio e passou a responder processo no Conselho de Ética da Câmara. O deputado Daniel Silveira foi preso em flagrante pela Polícia Federal na noite de 16 de fevereiro deste ano, em Petrópolis (RJ), após divulgar vídeo com ataques contra integrantes do STF e apologia ao AI-5, auge da repressão do regime militar no Brasil. A prisão foi autorizada por liminar do ministro Alexandre de Moraes e mais tarde confirmada, por unanimidade, pelos demais ministros. A tese de prisão em flagrante não é medida que encontra consenso entre juristas e advogados criminalistas ouvidos pelo Estadão, ainda que os especialistas concordem com o fato de a conduta ter sido enquadrada como criminosa. A Constituição prevê que a prisão de parlamentares deve ser submetida ao plenário em até 24 horas para que a maioria decida se mantém ou não a decisão. Essa é a votação de que trata o boato. Com 364 a favor, maioria absoluta da Casa, o plenário da Câmara referendou a prisão de Silveira. O Planalto evitou se envolver na questão, mesmo com o deputado fazendo parte da base aliada. A Comissão de Ética também começou a analisar processo contra o parlamentar por quebra de decoro nesta semana. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…240220213735.png
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['Samuel Lima']
[]
['daniel silveira', 'flordelis', 'STF [Supremo Tribunal Federal]', 'estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-romeu-zema-tenha-aceitado-desafio-de-bolsonaro-e-cortado-icms-sobre-combustivel/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que Romeu Zema tenha aceitado ‘desafio de Bolsonaro’ e cortado ICMS sobre combustível
Ao contrário do que afirma boato em circulação desde o ano passado, o governador de Minas Gerais assinou carta contra a proposta do presidente e afirmou que não poderia arcar com perdas nas receitas
2021-02-25
Não é verdade que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tenha aceitado “zerar” o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os combustíveis em Minas Gerais. O boato foi compartilhado pela primeira vez em fevereiro do ano passado e voltou a circular recentemente no Facebook. Na época, o próprio Zema afirmou que não poderia arcar com perdas nas receitas. A proposta não vingou em nenhuma localidade do País. Não é verdade que governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tenha aceitado ‘zerar’ ICMS sobre combustíveis. Foto: Reprodução / Arte Estadão Em 5 de fevereiro de 2020, ao enfrentar pressão de apoiadores sobre o preço elevado dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro “desafiou” os governadores a cortarem o ICMS, uma das principais fontes de arrecadação dos Estados, em troca de abrir mão dos tributos federais sobre os mesmos produtos. “Está feito o desafio aqui. Eu zero o (imposto) federal hoje e eles (governadores) zeram ICMS”, afirmou o presidente, sem explicar como compensaria a perda de recursos do governo com PIS, Cofins e Cide, calculada naquele momento em R$ 27 bilhões. Poucos dias antes, Bolsonaro tinha prometido enviar uma proposta ao Congresso para alterar a forma de cobrança do ICMS sobre gasolina e diesel. O presidente defendeu a incidência de um valor fixo por litro, e não mais sobre a média de preço cobrado nos postos, e que o tributo deveria ser calculado sobre o valor vendido nas refinarias. Incomodados com a sugestão e a forma como ela foi divulgada — por meio de conta nas redes sociais — 23 governadores assinaram um comunicado criticando a ideia, no dia 3 de fevereiro. Eles argumentaram que o ICMS é a principal fonte de receita dos Estados para a manutenção de serviços essenciais e que estes possuem autonomia para estabelecer as alíquotas, entre outros pontos. “Os governadores dos Estados têm enorme interesse em viabilizar a diminuição do preço dos combustíveis. No entanto, o debate acerca de medidas possíveis para o atingimento deste objetivo deve ser feito nos fóruns institucionais adequados e com os estudos técnicos apropriados”, afirmam, na carta. Um dos signatários foi o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como noticiou o Estadão na época. Zema também manifestou contrariedade em relação à proposta de Bolsonaro, ao menos duas vezes, pelo Twitter. Em 4 de fevereiro, o governador escreveu que o preço dos combustíveis envolve uma série de fatores e que “gostaria muito de anunciar redução de imposto”, mas o Estado de Minas Gerais precisa “se reerguer” primeiro, porque está “falido”. Oito dias depois, o assunto apareceu novamente nas redes do político. “ICMS dos combustíveis: infelizmente não posso cometer essa irresponsabilidade agora, embora fosse meu sonho. Quem não quer pagar menos imposto? Respeito o presidente, mas a proposta, de certa maneira, representa pouco para o governo federal. Para os Estados, representa muito”, afirmou. O preço dos combustíveis envolve uma série de fatores, incluindo impostos federais e estadual. Como disse, queria muito anunciar redução de imposto. Mas nosso Estado precisa, primeiro, se reerguer. Está falido e estou trabalhando para reverter essa situação. — Romeu Zema (@RomeuZema) February 4, 2020 ICMS dos combustíveis: infelizmente não posso cometer essa irresponsabilidade agora, embora fosse meu sonho. Quem não quer pagar menos imposto? Respeito o presidente, mas a proposta, de certa maneira, representa pouco para o Governo Federal. Para os Estados, representa muito. — Romeu Zema (@RomeuZema) February 12, 2020 Depois de meses, boato ressurge diante da escalada nos preços dos combustíveis A inflação no preço dos combustíveis está afetando o bolso dos brasileiros em 2021. Foram quatro reajustes pela Petrobrás desde o início do ano, com alta acumulada de 27,5% para o diesel e 34,8% para a gasolina. O anúncio mais recente aconteceu nesta quinta-feira, 18 de fevereiro. De acordo com a empresa, os preços estão alinhados com o mercado internacional, ou seja, com a cotação do petróleo, matéria-prima dos combustíveis, nas principais bolsas de negociação do mundo. A situação causou desconforto no Planalto, que no final de janeiro chegou a acompanhar com atenção um movimento de paralisação dos caminhoneiros, mas que “fracassou e fez água”, na avaliação do governo. Para rebater a insatisfação crescente em uma de suas principais bases de apoio, Bolsonaro repetiu a promessa de propor ICMS fixo sobre combustíveis. Desta vez, cumpriu — o projeto de lei foi encaminhado ao Congresso no dia 12 de fevereiro. O presidente também criticou publicamente os reajustes mais recentes da Petrobrás. No início do mês, reagiu à notícia dizendo que haveria uma “chiadeira com razão” à política de preços da estatal. Na quinta, diante do anúncio da alta mais forte até agora no ano, Bolsonaro prometeu zerar os impostos federais sobre o óleo diesel, por dois meses, e para o gás de cozinha, de forma permanente, a partir de 1º de março. Ele também ameaçou publicamente o presidente da Petrobrás, que deve deixar o cargo. Levando em conta o preço médio divulgado semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a queda para o gás de cozinha, se ocorrer o corte de tributos, é calculada em cerca de R$ 2,30 por botijão de 13 kg e, no caso do diesel, de R$ 0,34 por litro. O governo ainda não informou o impacto da isenção dos impostos federais sobre o diesel nem a medida que compensará a perda de arrecadação, como exige a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Entenda o impacto dos cortes de impostos nesta reportagem. Em meio a esse cenário, os boatos sobre o “desafio” do presidente para os governadores voltaram a circular nas redes desde o início de fevereiro, numa tentativa de responsabilizar os chefes dos Estados pela alta dos preços e blindar o presidente da República. Além da postagem sobre Zema, também desmentida por Agência Lupa e Boatos.org, o Estadão Verifica checou um conteúdo parecido envolvendo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Em comum, ambas as postagens não citam qualquer fonte. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Samuel Lima']
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['estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]', 'romeu zema', 'Minas Gerais [estado]', 'ICMS [Imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços]', 'combustível']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-ronaldo-caiado-tenha-aceitado-zerar-icms-de-combustiveis-post-antigo-circula-fora-de-contexto/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que Ronaldo Caiado tenha aceitado zerar ICMS de combustíveis; post antigo circula fora de contexto
Em 2020, governador de Goiás aceitou dialogar sobre proposta de baixar imposto, mas não se comprometeu com a medida
2021-02-25
Posts enganosos nas redes sociais sugerem que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), teria “aceitado” zerar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de combustíveis a pedido do presidente Jair Bolsonaro. As mensagens, no entanto, resgatam um episódio ocorrido em fevereiro de 2020 que nem sequer resultou na alteração do tributo. Mesmo assim, novos conteúdos que insinuam o sinal verde de Caiado foram publicados recentemente no Facebook. Até mesmo publicações antigas voltaram a circular em massa na plataforma. LEIA TAMBÉM Governo encaminha a Congresso projeto que muda cobrança de ICMS em combustíveis Em 2020, Jair Bolsonaro propôs publicamente que governadores zerassem a incidência do imposto estadual sobre os combustíveis em troca de isenção em impostos cobrados pelo Governo Federal. Pelo Twitter, Ronaldo Caiado manifestou apoio ao debate da proposta do presidente, mas não chegou a afirmar que teria aceitado a oferta. “Minha posição em relação a redução do ICMS dos combustíveis será de levar adiante proposta que @JairBolsonaro fez ontem a nós, durante seu pronunciamento no evento de 400 dias de governo: buscar o diálogo para solução diante de problema que municípios, estados e União têm culpa.”,escreveu o governador de Goiás em 6 de fevereiro de 2020. Dias depois, no entanto, Caiado concedeu uma entrevista à Rádio CBN em que classificou o corte do imposto como “inviável”. O governador havia participado de uma reunião com os líderes do Executivo de outros Estados e o ministro da Economia, Paulo Guedes. O representante do governo federal teria tentado apaziguar os ânimos e afirmado que a discussão sobre a incidência de impostos sobre combustíveis seria tratada na reforma tributária. Procurada para comentar as publicações enganosas, a assessoria de Ronaldo Caiado não se manifestou. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), também é alvo de boatos enganosos que sugerem que ele teria aceitado zerar o ICMS sobre combustíveis em seu estado. As mensagem acerca do líder do Executivo mineiro foram desmentidas por Estadão Verifica, Agência Lupa e Boatos.Org. Novo projeto do governo federal A recirculação de conteúdos sobre Ronaldo Caiado e o ICMS de combustíveis coincide com o debate em torno de um projeto de lei recentemente apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro que busca unificar a alíquota do tributo sobre combustíveis nos estados brasileiros. A proposta estabelece um valor fixo por litro e determina que as Unidades Federativas devem regulamentar as normas por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A medida consiste em um aceno do governo aos caminhoneiros, categoria que tem contestado o preço do diesel. Por outro lado, como informou o Estadão, o Comitê Nacional dos Secretários da Fazenda (Comsefaz) Documento DIVULGOU UMA NOTA PDF contrária ao projeto. Para o grupo, as alterações na incidência de impostos sobre combustíveis devem ser discutidas na reforma tributária. O comunicado diz, porém, que as fazendas estão abertas ao diálogo.
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['Victor Pinheiro']
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2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/deputada-bolsonarista-nao-pode-fazer-andar-impeachment-contra-ministros-do-stf-caso-assuma-ccj-da-camara/
ESTADAO_VERIFICA
Deputada bolsonarista não pode ‘fazer andar’ impeachment contra ministros do STF caso assuma CCJ da Câmara
Boato sugere que magistrados da Corte seriam contrários à eleição de Bia Kicis para comando de comissão por medo de afastamento, mas eventual processo depende apenas do Senado
2021-02-25
Um boato nas redes sociais alega que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam “apreensivos” com a possibilidade de Bia Kicis (PSL-DF) assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara porque a deputada bolsonarista poderia “fazer andar pedidos de impeachment” contra os magistrados. A afirmação é falsa. Os ministros da Corte de fato estão sujeitos a impedimentos se cometerem crime de responsabilidade, conforme a Constituição — mas o processo não passa pela Câmara, e sim pelo Senado. Posts desinformam ao afirmar que a deputada Bia Kicis (PSL-DF) poderia ‘fazer andar pedidos de impeachment’ contra ministros do STF na liderança da CCJ. Foto: Reprodução / Arte Estadão LEIA TAMBÉM Impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal: como funciona? Assim como no caso do presidente da República, o procedimento de um pedido de impeachment de um ministro do STF é regido pela Lei 1.079/1950. As regras, porém, são diferentes dependendo de quem está sendo julgado. A própria legislação promove uma separação conforme o cargo: nas duas primeiras partes, trata do presidente e de ministros de Estado; na terceira, de ministros do STF e do procurador-geral da República; e na quarta, de governadores e secretários estaduais. Quando o alvo da denúncia é o presidente, o processo precisa ser aberto na Câmara, analisado primeiro pelos deputados e depois remetido ao Senado, exatamente como ocorreu no afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. No caso dos ministros do Supremo, por outro lado, a lei estabelece que a denúncia deve ser encaminhada e aceita pelo Senado Federal. O processo inteiro ocorre na Casa, sem qualquer envolvimento dos deputados. A assimetria é anotada no art. 80 da Lei 1.079/1950: “Nos crimes de responsabilidade do Presidente da República e dos Ministros de Estado, a Câmara dos Deputados é tribunal de pronúncia e o Senado Federal, tribunal de julgamento; nos crimes de responsabilidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal e do Procurador Geral da República, o Senado Federal é, simultaneamente, tribunal de pronúncia e julgamento”. Além disso, com base na legislação, nem o presidente da CCJ do Senado tem como intervir diretamente no andamento das denúncias de impeachment contra ministros do Supremo, muito menos o da Câmara. Isso porque a decisão de iniciar o processo é exclusiva do presidente do Senado. Uma vez aberto, o pedido deve ser analisado por uma comissão especial, formada por 21 senadores, conforme regimento interno. O grupo é responsável por emitir um parecer sobre a denúncia, que é votado em plenário (veja abaixo como funciona o processo de impeachment de ministros do STF em detalhes). Como funciona o impeachment de ministros do STF Infogram Entenda a indicação de Bia Kicis para a CCJ Aliada do presidente Jair Bolsonaro, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) anunciou, em 3 de fevereiro, que comandaria a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Embora haja formalmente eleição para o comando da comissão, o nome do presidente é definido previamente por acordo. A indicação de Kicis foi acertada durante as negociações de apoio do PSL à eleição de Arthur Lira (PP-AL), novo presidente da Casa. Se confirmada como chefe da CCJ, caberá a ela liderar os trabalhos do grupo que tem como atribuição analisar a constitucionalidade de todos os projetos da Câmara. A comissão é considerada a mais importante entre os parlamentares. Aos 59 anos, a deputada é ex-procuradora do Distrito Federal e emergiu na política na esteira dos protestos em favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Com bandeiras conservadoras e que agradam extremistas nas redes sociais, ela se aproximou do núcleo de Bolsonaro ainda em 2014 e se tornou fiel escudeira na pré-campanha de 2018. No ano passado, a deputada destacou-se pela postura negacionista durante a pandemia e como uma das principais disseminadoras de informações falsas sobre a covid-19. Ela também é uma das investigadas em dois inquéritos que tramitam no Supremo (das fake news e dos atos antidemocráticos), já defendeu publicamente o impeachment dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, e chegou a xingar outro magistrado, Celso de Mello, de “juiz de merda”. Em entrevista ao Estadão, Bia Kicis disse que suas prioridades na CCJ serão a reforma administrativa e as “pautas de costumes”, como ensino doméstico e não obrigatoriedade de vacinação contra a covid-19. Ela defende ainda um projeto para acabar com o que chama de “ativismo judicial”, em razão da existência de uma suposta “usurpação de poder do Legislativo” pela Corte, na sua opinião. “Não quero o STF interferindo nas minhas funções de parlamentar”, disse. Partidos de oposição vêm se movimentando para barrar a indicação, que também não é unanimidade entre os próprios aliados de Lira. Críticas de ministros do STF Segundo a jornalista Andréia Sadi, do portal G1, ministros do STF criticaram a escolha de Kicis para o comando da CCJ a integrantes do governo Bolsonaro logo após o anúncio. Na avaliação de magistrados ouvidos pelo blog, a indicação, se confirmada, “desmoralizaria” os trabalhos da comissão que cuida justamente da legalidade de propostas, como emendas constitucionais. Em outra notícia da CNN, ministros disseram que essa situação seria uma “declaração de guerra” à Corte. Ao contrário do que alega o boato, no entanto, não é possível afirmar quais os ministros que demonstraram desconforto com a indicação da deputada para a CCJ. Os comentários foram feitos off the record — ou seja, sem a identificação da fonte. O Estadão Verifica não encontrou declarações públicas de Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes sobre o assunto na imprensa. A peça de desinformação inventa que os quatro ministros “criticaram abertamente a indicação da parlamentar”. Arquivamento de denúncias no Senado O STF nunca teve ministro processado ou afastado por crime comum ou de responsabilidade em 128 anos de história do tribunal, segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo. Apesar de serem alvos de dezenas de pedidos de impeachment, nenhuma dessas denúncias prosperou até hoje. A possibilidade de impedimento dos magistrados está prevista no art. 52 da Constituição Federal, onde determina que “compete privativamente ao Senado Federal processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal”, entre outras autoridades do Poder Judiciário. O rito de impeachment e a descrição dos crimes de responsabilidade aparecem na Lei 1.079/1950. Entre os crimes, estão o de proferir julgamento sob suspeição, exercimento de atividade político-partidária e quebra de decoro. Em dezembro de 2020, o então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), decidiu arquivar 35 denúncias contra ministros do STF apresentadas desde o início do mandato, em 2019. As justificativas dos pedidos iam do inquérito das fake news aos votos no julgamento que criminalizou a homofobia. Nas decisões, Alcolumbre citou ausência de requisitos formais, entendimentos do próprio Supremo sobre as condutas questionadas e impacto “drástico” do impedimento. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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2021-05-20
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ESTADAO_VERIFICA
Boato atribui declaração falsa sobre posse de armas ao Papa Francisco e usa foto de quartel para insinuar contradição
Não é verdade que pontífice tenha declarado que cristãos não devem possuir armamentos nem que mantenha um arsenal em seu 'porão' no Vaticano
2021-02-25
Não é verdade que o Papa Francisco tenha dito que “um bom cristão não deve possuir qualquer arma” ao mesmo tempo que mantém um arsenal em seu “porão”, como insinua postagem compartilhada mais de 20 mil vezes no Facebook recentemente. O conteúdo distorce um discurso antigo do chefe da Igreja Católica e tira de contexto uma foto que mostra os alojamentos da Guarda Suíça do Vaticano. Não é verdade que Papa Francisco tenha dito que ‘um bom cristão não deve possuir qualquer arma’, nem que foto mostre ‘porão’ do pontífice. Foto: Reprodução / Arte Estadão LEIA TAMBÉM Boato espalha foto adulterada do Papa fazendo gesto obsceno A peça é uma adaptação de um boato que circulou nos Estados Unidos a partir de 2018 e foi desmentido por agências de checagens como Politifact e Snopes. Na época, sites americanos sensacionalistas criaram uma narrativa falsa envolvendo uma conversa do Papa Francisco com jovens da cidade italiana de Turim, em 2015. Segundo essas postagens, o Papa teria afirmado que pessoas que possuem armas de fogo não podem se dizer cristãs, o que não é verdade. O que Francisco disse realmente naquele comício foi que fabricantes de armas estão sendo hipócritas ao se declararem cristãos. “Pessoas, gestores e empresários que se dizem cristãos e fabricam armas, isso leva a um tanto de desconfiança, não é?”, disse. Em seguida, o pontífice também criticou aqueles que investem na indústria armamentícia, dizendo que “a duplicidade é moeda corrente hoje… eles dizem uma coisa e fazem outra”. Ele não fala sobre indivíduos que possuem armas. As postagens falsas analisadas agora pelo Estadão Verifica sugerem que o Papa Francisco teria dito uma frase semelhante: “Um bom cristão não deve possuir qualquer arma”. Também não há registro dessa declaração em veículos de imprensa e outras fontes confiáveis de informação na internet. No máximo, o Papa defendeu recentemente que o dinheiro de armas seja investido no combate à pandemia de covid-19 e pediu que o mundo seja livre de armas nucleares. Foto é de quartel, não do ‘porão do Papa’ Nas postagens falsas, a frase é acompanhada por uma foto do arsenal da Guarda Suíça Pontifícia, erroneamente descrita como sendo do “porão do Papa”. O Estadão Verifica não conseguiu determinar a origem da fotografia, mas chegou até ela em um texto do site Newly Swissed, escrito em setembro de 2010, sobre a força de segurança que tem como missão proteger o líder máximo da Igreja Católica. Com essa imagem em melhor definição, é possível notar a presença ao fundo de um homem vestido com o uniforme clássico da Guardia Svizzera — uma malha colorida ao estilo renascentista, com faixas vermelhas, amarelas e azuis, geralmente usada pelos soldados durante cerimônias na Cidade do Vaticano. Além disso, o mesmo local aparece em vídeo do canal Vatican News sobre a história da Guarda Suíça e o significado dos equipamentos. Foto compartilhada em site em 2010 mostra guarda do Vaticano vestindo uniforme clássico ao fundo. Foto: Reprodução / Newly Swissed Essas filmagens mostram que o arsenal fica localizado no quartel-general da Guarda Suíça, o que também é confirmado em uma reportagem do portal de notícias Observador, de Portugal. Segundo a publicação, as reservas do armamento ficam em caves próximas à praça central do quartel e incluem “armas históricas e atuais, armaduras, capacetes e alabardas, a principal arma da guarda de honra”. O texto também descreve a localização do quartel como sendo uma pequena entrada à esquerda de quem passa pela Porta de Sant’Anna, vindo do bairro romano do Borgo Pio. Com base na descrição da reportagem do Observador e nas filmagens aéreas do Vatican News, o Estadão Verifica localizou o quartel da Guarda Suíça Pontifícia no Google Maps e comparou com a posição da residência oficial do Papa Francisco, a Casa Santa Marta. Os edifícios estão separados por toda a extensão da Praça de São Pedro — que é o local onde milhares de fiéis se juntam para acompanhar missas e outros eventos da Igreja em frente à Basílica de São Pedro. Residência do Papa Francisco fica distante do quartel da Guarda Suíça. Foto: Reprodução / Google Maps O quartel dos Suíços fica realmente próximo do Palácio Apostólico, que vinha sendo a residência oficial dos pontífices, incluindo a do anterior, o Papa Bento XVI. Porém, mesmo que Francisco fixasse residência por lá, continuaria sendo um erro chamar o arsenal militar de “porão do Papa”. Os alojamentos dos soldados permanecem separados do prédio do líder religioso, como mostra a imagem abaixo. Quartel da Guarda Suíça fica ao lado do Palácio Apostólico, mas ainda em separado. Foto: Reprodução / Google Maps De acordo com a Enciclopédia Britannica, a Guarda Suíça do Vaticano é “o menor exército do mundo” e protege o Papa desde 1506. Os soldados, independentes das Forças Armadas da Suíça, são contratados pela Igreja Católica e passam por uma rotina rígida de treinamentos para garantir a segurança do pontífice e das principais instalações religiosas do Vaticano, além da residência de verão do Papa em Castel Gandolfo. Os novos recrutas são exclusivamente homens, solteiros, cidadãos suíços, com idades entre 19 e 30 anos e altura mínima de 1,74 metro, entre outros requisitos. Boato circula no Brasil após decretos sobre armas As peças de desinformação sobre o Papa Francisco ganharam alcance nas redes sociais em meio a debates sobre o controle de armas de fogo, tanto nos Estados Unidos, em 2018, quanto agora no Brasil. No caso dos americanos, o boato apareceu poucos meses depois de um massacre em uma escola na Flórida que matou 17 pessoas, seguido de intenso debate na opinião pública sobre reformas na legislação. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro assinou quatro decretos que flexibilizam os limites para compra e estoque de armas e munição no Brasil por agentes de segurança e grupos de colecionadores, atiradores e caçadores. Os decretos regulamentam a Lei nº 10.826/2003, mais conhecida como Estatuto do Desarmamento. Segundo a Polícia Federal, 179.771 novas armas foram registradas no País no ano passado, o que representa aumento de 91% com relação ao número de 2019. Bolsonaro defendeu as medidas com base em referendo de 2005 e recebeu críticas da oposição e de entidades da sociedade civil. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]', 'papa francisco', 'religião', 'Igreja Católica', 'arma']
2021-05-20
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https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/boato-distorce-origem-valores-e-finalidade-de-projetos-da-fundacao-fhc-apoiados-atraves-da-lei-rouanet/
ESTADAO_VERIFICA
Boato distorce origem, valores e finalidade de projetos da Fundação FHC apoiados através da Lei Rouanet
Sete propostas da instituição captaram R$ 26,7 milhões para preservação de acervo histórico e outras atividades; recursos são obtidos de terceiros mediante incentivo fiscal do governo
2021-02-25
Checagem atualizada em 3/3/2021 para esclarecer as etapas do repasse de verbas da Lei Rouanet a projetos culturais. As modificações não alteraram o sentido da matéria, nem a classificação do conteúdo. Um boato nas redes sociais sugere que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) teria recebido uma “ajuda do governo” de R$ 17 milhões para ministrar “palestra e aulas”, por meio da Lei Rouanet. Além de distorcer os mecanismos da Lei de Incentivo à Cultura e a finalidade dos projetos da Fundação FHC, o conteúdo erra para menos a quantia envolvida e atribui ao tucano uma declaração da qual não há registro. Boato distorce origem, valores e finalidade de projetos da Fundação FHC apoiados através da Lei Rouanet. Foto: Reprodução / Arte Estadão Como explicado em outras checagens do Estadão Verifica, a Lei Rouanet funciona por meio de incentivos fiscais. Nessa modalidade de apoio, produtores culturais, artistas ou instituições submetem um projeto à Secretaria da Cultura, atualmente vinculada ao Ministério da Cidadania, que deve autorizar ou não a captação de recursos. Depois de aprovado, o projeto pode ser apoiado por qualquer pessoa ou empresa em troca de descontos no Imposto de Renda (IR). Para pessoas físicas, o abatimento é de até 6%, e para pessoas jurídicas, 4%. A proposta pode, inclusive, não vingar e ser arquivada sem receber nenhum centavo. Na prática, portanto, a lei sancionada em 1991 pelo governo de Fernando Collor de Mello faz com que a União deixe de receber parte do Imposto de Renda de cidadãos e empresas caso estes prefiram contribuir para algum projeto cultural específico de sua escolha. O dinheiro é depositado em uma conta vinculada ao governo federal que, posteriormente, autoriza o repasse. A Secretaria da Cultura exige prestação de contas e também contrapartidas sociais, como a distribuição gratuita de ingressos e a promoção de atividades de capacitação nas comunidades. Confira mais informações sobre a Lei Rouanet em sua página oficial. De acordo com a plataforma de acompanhamento da Secretaria Especial da Cultura, a Fundação Fernando Henrique Cardoso submeteu sete propostas até hoje para aprovação sob o amparo da Lei Rouanet. As duas primeiras foram ainda quando era conhecida como Instituto FHC, ou seja, antes de 2010, e as outras cinco como Fundação FHC. Os projetos conseguiram arrecadar juntos R$ 26.675.221,48 para financiar a preservação do acervo histórico, programações culturais e outras atividades (veja a lista completa abaixo). Procurada pelo Estadão Verifica, a Fundação FHC declarou que “todos os recursos captados por meio da Lei de Incentivo à Cultura destinaram-se a atividades do Acervo FHC, como exposições e outras ações para difusão documental” e que o “detalhamento completo pode ser facilmente consultado no portal da Secretaria de Cultura”. Em sua página na internet, a instituição diz contar com cerca de 115 mil documentos para consulta. Afirma ainda que publicou mais de 40 livros e organizou mais de 500 debates ao longo dos últimos 15 anos. Fundação FHC e Lei Rouanet Infogram Depoimentos de FHC a Sérgio Moro Para atribuir desconfiança sobre os valores obtidos através da Lei Rouanet, o boato alega que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria “confirmado” o suposto recebimento de R$ 17 milhões pela Lei Rouanet ao ex-juiz federal Sérgio Moro. O magistrado foi o responsável por julgar, em primeira instância, os crimes investigados pela Operação Lava Jato, em Curitiba, entre 2014 e 2018. FHC prestou dois depoimentos em audiências presididas por Moro, ambos como testemunha de defesa. Em 9 de fevereiro de 2017, ele foi ouvido a pedido dos advogados de Paulo Okamotto na ação penal do triplex do Guarujá. Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula, foi acusado de usar recursos repassados pela empreiteira OAS para armazenar bens que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou durante os oito anos em que ocupou o Palácio do Planalto. A defesa pediu ao tucano que contasse como fez para manter o acervo presidencial ao final do mandato, entre outros pontos. FHC declarou ter buscado recursos privados para manter os arquivos históricos, inclusive por meio da Lei Rouanet — mas em nenhum momento do depoimento de quase uma hora citou o suposto valor de R$ 17 milhões ou afirmou que esse tipo de ação seria uma “ajuda do governo”, como alega o boato. Pelo contrário, ele relatou que não existe nenhum apoio financeiro direto para manutenção do acervo, mesmo sendo de interesse público e com necessidade de manutenção prevista na legislação brasileira. “O que tem resolvido mais facilmente isso é que tem Lei Rouanet. E, como um acervo é de interesse público, você apela a terceiros para manter. Porque você é obrigado a manter e não tem bens para manter, é essa a situação”, disse FHC. “Aqui ninguém dá nada. Quem é que gasta? Através da Lei Rouanet você consegue recursos para o tratamento do material. E você consegue recursos não só através da Lei Rouanet, mas doações para auspiciar debates, seminários”, declarou, em outro trecho. O tucano lembrou a seguir que, quando deixou a Presidência, foi para a Europa, onde passou meses na França. “Certamente começamos (no início do funcionamento do Instituto FHC) a pedir alguns recursos, pequenos. Não sei de cabeça (os valores), mas está tudo registrado, e foram doados para poder fazer frente a essas despesas, porque, obviamente, o presidente sai de lá, se for correto, sem dinheiro”, afirmou o ex-presidente. Ao final do depoimento, Moro pergunta se a Fundação FHC recebeu “doações não registradas, por fora, contribuições escondidas”. O tucano responde: “Não, isso é absolutamente impossível. Está tudo registrado, tem publicação, tem um conselho fiscal a quem prestamos contas, por fora é zero. Não existe tal hipótese.” O segundo depoimento de Fernando Henrique a Moro foi prestado em 11 de junho de 2018, como testemunha do ex-presidente Lula no caso envolvendo obras no sítio de Atibaia. Nessa ocasião, a defesa de Lula perguntou a FHC de que maneira recebia dinheiro por suas palestras e como era a prestação de contas da Fundação. O tucano respondeu que era “tudo declarado e normal” e novamente citou a Lei Rouanet como uma forma de conseguir recursos para manutenção do acervo. Mais uma vez, não há registro das supostas declarações mencionadas no boato analisado pelo Estadão Verifica. Moro questionou o ex-presidente se este já havia recebido pagamentos de palestras e outros trabalhos “por fora” ou por meio de “reformas em alguma propriedade”. “Isso é feito através de um agente que faz o contrato e eu usualmente não conheço os donos ou representantes da empresa. Vou conhecer eles na hora. Nunca, jamais, nada disso, nem por fora, nem participar de nenhum momento de reforma. Eu não tenho muita coisa a reformar, só minha cabeça mesmo”, disse. Lei Rouanet é alvo constante de boatos O Estadão Verifica e o Projeto Comprova já desmentiram uma série de boatos nas redes sociais envolvendo a Lei Federal de Incentivo à Cultura. Recentemente, o blog investigou uma postagem falsa de que a atriz Maria Flor teria recebido R$ 10,47 milhões do governo federal por meio da Lei Rouanet. Outro conteúdo verificado neste ano alegava que a OAB teria pedido a liberação de R$ 790 mil para a esposa do atual presidente da entidade, Felipe Santa Cruz, o que também não é verdade. A Lei Rouanet costuma receber críticas de pessoas que entendem que o dinheiro que deixa de entrar nos cofres públicos para apoiar atividades culturais poderia ser melhor aplicado em outras áreas, como a saúde. Produtores rebatem com o argumento de que esse é o principal mecanismo de incentivo às artes hoje no Brasil e garante a sobrevivência de museus, orquestras, companhias de teatro e projetos musicais, entre outras atividades que geram empregos e movimentam a economia. Em 2018, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) publicou um estudo que mostra que a Lei Rouanet injetou R$ 49,78 bilhões na economia em 27 anos. Cada real investido por patrocinadores nesse período gerou retorno de R$ 1,59 para a sociedade. Na época, o Ministério da Cultura destacou que a renúncia fiscal no setor representava apenas 0,64% do total dos incentivos concedidos em nível federal. Ela está hoje em torno de R$ 1,5 bilhão ao ano, de acordo com relatórios do Ministério da Economia. A desinformação em torno da Lei Rouanet também é estimulada por políticos — entre eles o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, que já chamou a lei federal de “desgraça” e acusou governos anteriores de terem “cooptado a classe artística” em troca da liberação de verbas. Os projetos só recebem apoio se houver opção pelo contribuinte, conforme mencionado anteriormente. Bolsonaro alterou parte da legislação no primeiro ano de mandato. A principal novidade foi a redução do teto dos valores dos projetos para R$ 1 milhão, com algumas exceções. Na polêmica mais recente do Executivo sobre o assunto, mais de 200 projetos culturais foram barrados no ano passado por falta de autorização e publicação no Diário Oficial até 31 de dezembro. Aprovadas pela Secretaria Especial da Cultura anteriormente, essas propostas tinham captado R$ 500 milhões e perderam as destinações acertadas com o mecenato. O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciúncula, capitão da Polícia Militar da Bahia, respondeu no Twitter a uma notícia do jornal O Globo dizendo que só autorizaria a “exata quantidade de projetos que for possível auditar” e justificando que não era “mero carimbador” na pasta. Produtores culturais relataram ao jornal Folha de S. Paulo que o atraso poderia causar um “apagão” e aumentar o desemprego numa das áreas que mais sofreram com a paralisação econômica durante a pandemia. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…120220214145.png
null
['Samuel Lima']
[]
['estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]', 'fernando henrique cardoso', 'Lei Rouanet']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/postagem-infundada-inventa-risco-de-alteracoes-geneticas-para-fazer-campanha-contra-vacinas-armazenas-a-baixas-temperaturas/
ESTADAO_VERIFICA
Postagem infundada inventa risco de ‘alterações genéticas’ para fazer campanha contra vacinas armazenadas a baixas temperaturas
Texto viral falsamente atribui informação a ex-vice-presidente da Pfizer
2021-02-24
SAIBA MAIS É infundada uma publicação que circula em redes sociais sugerindo que vacinas armazenadas a baixas temperaturas têm capacidade de alteração genética e que são “agentes de transfecção”. O texto é acompanhado de uma fotografia do ex-vice-presidente da Pfizer Michael Yeadon, mas ele não é o autor da informação falsa. Leitores solicitaram a checagem deste conteúdo pelo WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. Temperatura baixa de conservação da vacina da Pfizer se deve a tecnologia utilizada no imunizante. Foto: Reprodução A postagem apresenta a seguinte mensagem: “O médico no Twitter (conta que foi removida) disse o seguinte: ‘Qualquer vacina que precise ser enviada e armazenada a -80ºC não é uma vacina. É um agente de transfecção, mantido vivo para infectar suas células e transferir material genético. Não os deixe enganar você. Isso é manipulação genética de humanos em grande escala’. Sabe quem é? Michael Yeadon falou tudo sobre o plano das vacinas e foi demitido. Ele era simplesmente o vice-presidente da Pfizer! A última dele foi essa que está na legenda e o que aconteceu!? Sua conta do Twitter foi deletada”. Apesar de não estar claro a qual vacina o texto faz referência, é possível relacioná-lo com os imunizantes contra a covid-19 que utilizam a tecnologia mRNA e, por isso, precisam ser armazenados em temperaturas muito baixas. Tal exigência ocorre devido à alta sensibilidade desse tipo de molécula, que pode ser facilmente degradada e perder a eficiência se exposta a outras condições. Segundo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19, elaborado pelo Ministério da Saúde, esse é o caso dos imunizantes apresentados pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna, que precisam, respectivamente, serem mantidos em torno de -70º C e – 20ºC para conservação. Documento PLANO NACIONAL DE VACINAÇÃO PDF “A vacina de RNA precisa ser ultracongelada porque o RNA é uma molécula muito frágil. Em laboratório, a gente costuma manter tudo que é de RNA estocado com o maior cuidado, porque são moléculas que degradam facilmente”, conta a doutora em microbiologia Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), em entrevista realizada por WhatsApp. A cientista ressaltou que o que determina a temperatura de armazenamento de um fármaco, seja ele um medicamento ou uma vacina, é a formulação utilizada. Por essa razão, imunizantes feitos a base de outras tecnologias não apresentam a mesma exigência. Vacinas não causam alterações genéticas Apesar de enfrentarem questões logísticas, as vacinas com base em RNA representam um avanço para ciência e podem abrir caminhos para tratamentos promissores contra câncer, problemas cardíacos e várias doenças infecciosas. Ainda que inovadores, os imunizantes não têm capacidade de causar “manipulação genética de humanos em grande escala”, como citado pela postagem. Segundo Natalia, com a vacina, fragmentos do material genético do vírus são introduzidos no citoplasma da célula humana, mas não chegam ao núcleo, onde o DNA está localizado. O que acontece simula uma infecção natural, como uma gripe, feita com menor quantidade de material viral. “O RNA nem chega ao núcleo, ele fica no citoplasma, onde é traduzido pelos ribossomos da célula em uma proteína viral, nesse caso, uma proteína do coronavírus. Essa proteína é apresentada ao sistema imune, que prepara uma resposta. A molécula de RNA que sobra é rapidamente degradada, depois de um tempo não sobra mais nada na célula”, explica a pesquisadora. O autor da falsa informação não é Michael Yeadon Essa não é a primeira vez que o nome do ex-vice-presidente da Pfizer Michael Yeadon aparece junto com informações falsas sobre a covid-19. Em dezembro, ele alegou que a pandemia havia acabado e relacionou imunizantes à infertilidade. Contudo, Yeadon não é o autor das informações apresentadas na postagem enviada ao WhatsApp do Estadão Verifica. Conforme apurado pela AFP Fact Check, o texto foi publicado em inglês pela primeira vez em novembro de 2020, no Twitter, por uma conta intitulada The Disruptive Physician. Atualmente, o usuário está suspenso na rede social. Foto: Reprodução A postagem que circula em português também erra ao identificar o ex-executivo da Pfizer como médico. De acordo com seu perfil no LinkedIn, Yeadon é, na verdade, bioquímico formado pela Universidade de Surrey, na Inglaterra. Este conteúdo também foi postado no Instagram e no Facebook, onde foi compartilhado ao menos 1,1 mil vezes. A Agência Lupa e a Reuters checaram conteúdo semelhante.
https://politica.estadao…180220211845.png
null
['Marianna Gualter']
[]
['pfizer', 'fake news [notícias falsas]', 'coronavírus', 'coronavírus [vacina]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/onda-de-ataques-a-stf-inclui-boato-falso-de-que-ministros-recebem-r-90-mil-de-auxilio-alimentacao/
ESTADAO_VERIFICA
Onda de ataques a STF inclui boato falso de que ministros recebem R$ 90 mil de auxílio-alimentação
Benefício não é pago aos integrantes da Corte; remuneração pode ser consultada no Portal da Transparência
2021-02-23
Publicações nas redes sociais alegam que, enquanto a população “luta por um pão na chapa”, membros do Supremo Tribunal Federal (STF) recebem cerca de R$ 90 mil de auxílio-alimentação por mês. Essa informação foi negada pelo Poder Judiciário. LEIA TAMBÉM Boato deturpa frase de FHC sobre o eleito para a presidência da Câmara Na imagem, divulgada no Facebook e no Twitter, aparecem os ministros Cármen Lúcia (duas vezes), Ricardo Lewandowski, Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Marco Aurélio e Gilmar Mendes. Em resposta ao Estadão Verifica, a assessoria de imprensa do STF afirmou que nenhum ministro recebe auxílio-alimentação ou auxílio-moradia. No Portal da Transparência do STF consta a remuneração de cada ministro. O pagamento bruto mais recente a Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio e Rosa Weber foi de R$ 45.856,13. Já Kassio Nunes Marques, recém-chegado ao STF, indicado ao seu cargo em outubro de 2020, mas empossado em novembro, recebeu R$ 34.054,21. Veja na tabela abaixo o salário bruto e o salário líquido de cada ministro A Flourish data visualization Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Gabi Coelho e Marcos Leandro']
[]
['STF [Supremo Tribunal Federal]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/boato-toxico-espalha-informacao-falsa-sobre-mascara-tornar-o-sangue-acido/
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Boato tóxico espalha informação falsa sobre máscara tornar o sangue ácido
Grupos negacionistas e que não têm mais o que fazer da vida buscam desestimular uso de proteção comprovadamente efetiva contra coronavírus
2021-02-23
É falsa a afirmação de que máscaras de proteção individual podem fazer com que as pessoas respirem gás carbônico, o que deixaria o sangue ácido e causaria câncer ou outras doenças. O boato é de 2020 e voltou a circular nas redes sociais através de uma peça gráfica. Especialistas consultados pelo Estadão Verifica explicam que o material utilizado nas máscaras não permite a retenção de CO2. LEIA TAMBÉM Vídeo alarmista diz que atualização do WhatsApp permite ao Facebook ler e catalogar opiniões política de usuários; não é verdade Ao contrário do que diz a publicação, com o acessório no rosto, uma pessoa consegue respirar oxigênio e expirar gás carbônico sem qualquer dificuldade. “As máscaras cirúrgicas ou de tecido não fazem com que você retenha CO2, pois elas permitem uma troca gasosa entre a parte interna e a externa”, explica Alexandre Naime Barbosa, chefe da infectologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Segundo o especialista, o que pode acontecer é que a região interna da máscara fique mais quente, gerando um desconforto, mas isso não quer dizer que tem menos oxigênio. “Além disso, para acontecer o acúmulo de CO2, a máscara precisaria ser feita de um material específico para isso, o que não é o caso.” Na publicação, o gás carbônico que seria retido é classificado como “o próprio veneno” do corpo de uma pessoa. Para Alexandre, essa é uma expressão sensacionalista, uma vez que as máscaras permitem a dissipação dos gases. “É diferente de respirar com um saco plástico na cabeça”, pondera. Máscaras têm pequenos filtros que barram as gotículas transmissoras do vírus, porém não impedem a passagem de ar e nem bloqueiam a respiração. O infectologista Jean Gorinchteyn, atual secretário de Saúde do Estado de São Paulo, chama a atenção para o fato de que O2 e o CO2 são muito menores do que essas gotículas e, portanto, conseguem passar sem obstáculo pelos poros de uma máscara. Segundo o infectologista Leandro Curi, as máscaras são feitas com princípio na ergonomia e, por isso, se ajustam bem e são eficazes. “Mesmo as máscaras de pano caseiras garantem uma filtração muito boa se comparadas à eliminação de gotículas sem elas. As cirúrgicas e N95, então, nem se fala”, explica. Ele ainda afirma que as máscaras mantêm viável a troca de ar para a respiração. “Afirmar que o aumento da concentração de CO2 é alto ao se usar essas máscaras é perigoso, pois desestimula o uso desses equipamentos de proteção. Cirurgiões, enfermeiros e várias classes de trabalhadores utilizam máscaras diariamente há anos, e ninguém foi intoxicado ou asfixiado por isso.” Além disso, é infundado o boato de que usar máscaras pode levar alguém a ter tumores malignos. De acordo com o infectologista Alexandre Naime Barbosa, mesmo que as máscaras dificultassem a respiração, não existe qualquer relação com o surgimento de câncer. “Se fosse assim, locais com altitudes elevadas, que possuem menos oxigênio, teriam maior incidência da doença, o que não ocorre.” A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o uso de máscaras faz parte das medidas de prevenção para frear a propagação de doenças respiratórias virais, como a Covid-19, mas que somente isso não é suficiente. Além do equipamento de proteção individual, é recomendado higienizar as mãos e manter o distanciamento físico. Uso de máscaras na pandemia Não é a primeira vez que informações falsas sobre o uso de máscaras surgem em meio à pandemia do novo coronavírus. Em setembro de 2020, o Estadão Verifica desmentiu publicações que alegavam que o material de proteção não reduzia a transmissão da covid-19. Em dezembro do último ano, uma reportagem em parceria com o Projeto Comprova também esclareceu que o uso de máscaras impede a disseminação de gotículas no ambiente, e por isso é indicado para a proteção contra o coronavírus. A agência de checagens Aos Fatos e a revista Veja Saúde também desmentiram o boato sobre a máscara tornar o sangue ácido e causar câncer. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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null
['Gabi Coelho e Marcos Leandro']
[]
['covid-19', 'coronavírus', 'pandemia', 'máscaras', 'máscara respiratória']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/volta-a-circular-imagem-manipulada-de-protesto-da-cut/
ESTADAO_VERIFICA
Volta a circular imagem manipulada de protesto da CUT
Cartaz onde se lê ‘Não me obriguem a trabalhar’ foi alterado digitalmente
2021-02-23
Voltou a viralizar nas redes sociais uma foto modificada digitalmente de um protesto da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A imagem tem um cartaz onde se lê “Não me obriguem a trabalhar”, mas trata-se de montagem para atacar a entidade de representação sindical. Esta peça de desinformação circulou em 2019, mas ganhou impulso novamente e já foi compartilhada mais de 10,9 mil vezes no Facebook neste ano. Imagem foi alterada digitalmente. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica A foto original mostra que a faixa dizia “Não mexa nos meus direitos”. O registro mais antigo encontrado no Google é do site da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP em 13 de fevereiro de 2015. O crédito é de Viviane Barbosa, da Mídia Consulte, uma empresa de marketing político e sindical. Para fazer esta checagem, o Estadão Verifica utilizou o mecanismo de busca reversa do Google. Ele permite identificar as diferentes situações em que uma imagem foi postada na internet. Este conteúdo também foi checado por Agência Lupa e AFP Checamos. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Pedro Prata']
[]
['CUT [Central Única dos Trabalhadores]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/boato-resgata-falso-registro-de-arvore-que-da-flores-em-forma-de-mulher/
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Boato resgata falso registro de árvore que dá ‘flores em forma de mulher’
Botânicos não reconhecem espécie; imagem pode ser de escultura vendida a turistas na Tailândia
2021-02-20
Fotos de uma escultura estão sendo compartilhadas nas redes sociais com a falsa indicação na legenda de que são de uma espécie rara de flor em forma de mulher. O boato, que já circulou em outros idiomas, tem diversas versões em português e desde 2016 é atribuído a diferentes aldeias e regiões do planeta. Não é possível encontrar o primeiro registro da imagem na internet por ferramentas de busca reversa. De acordo com o site americano de fact-checking Hoax Slayer, a peça de desinformação começou a circular no dia 1° de abril de 2008, indício de que pode ter nascido como uma “pegadinha”. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica O Estadão Verifica também enviou a fotografia para a Sociedade Botânica do Brasil (SBB). A professora Milene Maria da Silva Castro, especializada em botânica e primeira secretária da SBB, respondeu em nota que de fato a imagem não é de nenhuma espécie de planta. Um site sobre cultura tailandesa indica que a “mulher fruta” na verdade é um tipo de tubérculo ou vagem encontrado no Laos que é seco, esculpido em formas humanas e vendido a turistas. A prática é inspirada em uma figura mitológica chamada Nareepol, descrita em textos religiosos da região. Este conteúdo também foi verificado pelo E-farsas e pelo Boatos.org. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://img.estadao.com.…617563593097.jpg
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['Tiago Aguiar e Victor Pinheiro']
[]
['fake news', 'Botânica']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/boato-inventa-que-pf-teria-descoberto-rombo-de-quase-r-1-trilhao-no-bndes/
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Boato inventa que PF teria descoberto ‘rombo de quase R$ 1 trilhão’ no BNDES
Não há registro de operação que tenha revelado prejuízo desse tamanho aos cofres públicos; banco desmente rumor
2021-02-19
Não é verdade que a Polícia Federal tenha descoberto um rombo de quase R$ 1 trilhão no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em razão de supostos desvios que teriam sido praticados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A alegação falsa aparece em um boato antigo, compartilhado inicialmente em abril de 2019, que voltou a viralizar no Facebook. Não há registro de nenhuma operação da PF que tenha revelado essa informação. O BNDES também nega qualquer rombo em suas contas. Em resposta ao Estadão Verifica, o banco disse que publica os resultados financeiros, a cada trimestre, seguindo normas internacionais de contabilidade. Além disso, destaca que as demonstrações financeiras incluem sempre parecer de auditoria independente atestando a confiabilidade das informações prestadas. “A título de exemplificação, no terceiro trimestre de 2020, o banco teve lucro de R$ 8,73 bilhões e possuía em tesouraria R$ 134,5 bilhões, conforme divulgado em relatório trimestral”, acrescenta o BNDES. Postagem falsa alega que PF teria descoberto rombo de quase R$ 1 trilhão no BNDES. Foto: Reprodução / Arte Estadão A agência de notícias da estatal desmentiu uma alegação semelhante em maio de 2019. Na época, circulava nas redes que uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), e não a Polícia Federal, teria constatado o “sumiço” de R$ 1,2 trilhão dos recursos do banco. O BNDES afirma no texto que “nenhum recurso some” de seus balanços financeiros e que o boato provavelmente estava distorcendo uma auditoria de conformidade do TCU, iniciada em 2014 “com o intuito de analisar os empréstimos e aportes em empresas realizados pelo Banco na última década — operações de apoio que somam, em valores nominais, aproximadamente o valor de que trata o boato”. Os valores, portanto, referem-se à soma das operações realizadas, e não a um rombo. A afirmação falsa analisada nesta checagem é acompanhada da reprodução do título de uma publicação do site “Jornal do País”. O Estadão Verifica procurou pelos termos na internet e chegou até o endereço da postagem, que atualmente está fora do ar. O título afirmava que Lula seria “o ex-presidente mais rico do País”, alegação que foi desmentida naquela época em checagem do UOL Confere. Esse boato também foi verificado pelo Aos Fatos, que classificou o conteúdo como falso, da mesma forma. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…050220210457.png
null
['Samuel Lima']
[]
['estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]', 'Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]', 'BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/grupos-antivacina-espalham-informacao-falsa-de-que-pastor-morreu-por-reacao-a-imunizante/
ESTADAO_VERIFICA
Grupos antivacina espalham informação falsa de que pastor morreu por reação a imunizante
Boatos enganosos distorcem contexto de imagem para sugerir que homem morreu devido aos efeitos da Coronavac; prefeitura e igreja de cidade do Tocantins negam ocorrência
2021-02-19
É falso que um pastor chamado Venceslau tenha morrido devido a reações da vacina Coronavac, imunizante contra covid-19 do laboratório chinês Sinovac que é importado e produzido no Brasil pelo Instituto Butantan. O boato circula nas redes sociais em diferentes versões e níveis de detalhamento. Todas as mensagens, porém, apresentam a foto de um homem ao lado da suposta data de nascimento e óbito. Uma série de posts enganosos afirma que falecido seria um pastor da cidade de Araguaína, no Tocantins. LEIA TAMBÉM É falso que governo de São Paulo tenha negado vacinas contra a covid-19 para Bauru A imagem, entretanto, foi copiada de perfis do Facebook de amigos e familiares de um homem que frequentava a cidade de Guarulhos, em São Paulo, e morreu no dia 20 de janeiro. Nas publicações originais não há menção a vacina. Comentários sugerem que a morte foi consequência de complicações de covid-19. A reportagem procurou a família do falecido para confirmar a causa do óbito, mas não obteve retorno. Não há registros de mortes provocadas por reações da Coronavac no Brasil. Em nota, a Prefeitura de Araguaína esclareceu que “nenhuma complicação após a aplicação da vacina foi registrada na cidade”. O comunicado também indica que algumas versões do boato atribuíram ao homem a ocupação de enfermeiro. A administração municipal ainda ressaltou que a data de falecimento indicada na imagem “é de um dia antes ao início da vacinação da cidade” e que o nome ‘Venceslau’ não consta nos registros de pessoas imunizadas do governo. A cidade recebeu 2.300 doses da Coronavac. Também mencionada em algumas das mensagens enganosas, a Assembleia de Deus do Ministério de Madureira de Araguaína desmentiu o boato. De acordo com a instituição religiosa, nenhum pastor da igreja morreu após tomar a vacina contra a covid-19. “O suposto pastor Venceslau que está sendo divulgado nas redes sociais não pertence ao nosso ministério em Araguaína e não temos conhecimento da sua existência”, afirmou a igreja. Documento NOTA DE ESCLARECIMENTO – ASSEMBLEIA DE DEUS ARAGUAÍNA TO PDF Uma matéria do site Boatos.Org mostra que as mensagens enganosas também circularam no WhatsApp em formato de áudio. Vale ressaltar ainda que a Coronavac recebeu autorização de uso emergencial da Anvisa após a agência avaliar os dados de segurança e eficácia obtidos em ensaios clínicos. Conforme bula divulgada pelo Instituto Butantan, os efeitos adversos registrados nos testes são de grau leve ou moderado – como dor no local da aplicação, náusea, dor de cabeça e diarreia. Não foram constatados eventos adversos graves. Documento BULA CORONAVAC PDF
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['Victor Pinheiro']
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['CoronaVac', 'coronavírus [vacina]', 'covid-19']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/meme-faz-comparacao-imprecisa-sobre-combate-a-pandemia-em-sp-e-mg-e-usa-dados-falsos-para-exaltar-desempenho-de-romeu-zema/
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Meme usa dados falsos para promover Romeu Zema e faz comparação imprecisa sobre combate à pandemia em SP e MG
Conteúdo viral exagera valor gasto por gestão Doria em ventiladores e subestima a taxa de mortes de mineiros em relação ao total do País
2021-02-16
Circula nas redes sociais uma imagem que faz comparações imprecisas sobre o combate à pandemia de covid-19 nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. O texto na imagem exagera o valor pago pelo governador João Doria (PSDB) por respiradores e subestima o impacto do número de óbitos em Minas Gerais no cenário nacional. Em resumo, a peça faz propaganda do governador mineiro, Romeu Zema, do partido Novo, enquanto ataca seu colega paulista. Leitores solicitaram a checagem deste conteúdo pelo WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Ao contrário do que afirma deputado, Doria não recebeu R$ 19 bilhões da União para o combate à covid-19 A imagem viral alega que o governo de São Paulo teria pago R$ 224 mil por cada respirador, enquanto Minas Gerais teria adquirido os equipamentos por R$ 25 mil. Para checar estes dados, o Estadão Verifica consultou o portal da transparência de ambos os Estados. O governo paulista contratou a compra de 1.280 aparelhos fabricados na China pelo preço total de R$ 234.847.094,00. Foram comprados dois modelos de aparelho: Aparelho de anestesia marca COMEN, modelo AX-400: 360 unidades, cada uma pelo preço de R$ 106.884,00. O contrato destaca que, embora seja inicialmente voltado para “atender pacientes no centro cirúrgico”, pode ser usado para “assistência ventilatória invasiva para tratamento de patologias pulmonares agudas”. Ventilador marca ETERNITY, modelo SH300: 920 unidades, cada uma pelo preço de R$ 213.429,88 Documento COMPRA DE RESPIRADORES POR SP PDF A intenção inicial do governo paulista era comprar 3.000 respiradores por US$ 100 milhões (cerca de R$ 542 milhões). No entanto, a demora na entrega dos equipamentos fez a gestão Doria limitar a compra aos 1.280 aparelhos por R$ 234 milhões. O governo de Romeu Zema (Novo), por sua vez, realizou duas compras de respiradores, em abril de 2020. Na primeira delas, adquiriu 747 equipamentos por R$ 43.965.000,00. Os equipamentos eram de dois modelos: Servoventiladores para pacientes adultos/pediátricos (modelo Carmel, marca KTK): 562 unidades, cada uma pelo preço de R$ 70 mil Ventiladores de transporte para pacientes adultos, pediátricos e neonatais (modelo Microtak Total, marca KTK): 185 unidades, cada uma pelo preço de R$ 25 mil Documento COMPRA DE VENTILADORES POR MG 1 PDF Numa segunda compra, o governo mineiro comprou 300 unidades de ventiladores pulmonares (Respironics E30, marca PHILIPS) por R$ 7.307.776,86. Cada unidade foi adquirida pelo valor de R$ 24.359,25. Documento COMPRA DE VENTILADORES POR MG 2 PDF Impacto da pandemia A imagem viral ainda compara equivocadamente o impacto da pandemia em São Paulo e Minas Gerais, ao apontar que os dois Estados concentram, respectivamente, 24% e 1% das mortes do País. A taxa atribuída a São Paulo está próxima da realidade, mas Minas responde por 7% dos óbitos, e não por 1%, segundo dados coletados até esta terça-feira, 16. A Flourish hierarchy chart Tamanho da população O Estadão Verifica também consultou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para checar as informações referentes aos dados populacionais dos dois Estados. A postagem quase acerta ao dizer que São Paulo responde por 20% da população brasileira (o correto seria 21,8%, com 46,2 milhões). Já Minas Gerais tem 10% da população do País (21,2 milhões), conforme informado no post. Este conteúdo foi postado no Facebook, onde foi compartilhado mais de 800 vezes. Também há registro de postagem no Twitter.
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['Pedro Prata']
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['fake news [notícias falsas]', 'coronavírus', 'São Paulo [estado]', 'joão doria']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-vacinas-contra-a-covid-19-utilizem-tecnologia-nunca-antes-testada-em-humanos/
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É falso que vacinas contra a covid-19 utilizem tecnologia nunca antes testada em humanos
Produtos passaram por etapas rigorosas de testes até a aprovação pelas autoridades sanitárias de diversos países, ao contrário do que afirma farmacêutica bioquímica em vídeo viral
2021-02-12
Um vídeo divulgado por uma página chamada “TVCH” viralizou nas redes sociais com uma série de alegações falsas sobre a segurança das vacinas contra a covid-19, entre elas a de que não foram “devidamente testadas” antes de serem aplicadas na população. Ao contrário do que sugere o conteúdo, os imunizantes passaram por testes rigorosos com milhares de pessoas até obter a aprovação de uso emergencial ou definitivo por órgãos regulatórios de diversos países. Especialistas também descartam a possibilidade de as vacinas causarem alterações genéticas, boato recorrente ao longo da pandemia. Vídeo viral sugere que vacinas contra a covid-19 não foram testadas, o que não é verdade. Foto: Reprodução / Arte Estadão LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica O vídeo mostra um diálogo entre duas pessoas e foi publicado no Facebook em 8 de janeiro. As afirmações partem de Patrícia Caram, que não é médica. Na internet, ela se apresenta como farmacêutica bioquímica e “especialista em suplementação, medicina preventiva, longevidade e epigenética”. Patrícia coloca em dúvida a segurança das vacinas aprovadas contra a covid-19 sob o argumento de que elas teriam sido feitas “numa forma de RNA trans, que é totalmente feito em laboratório, totalmente sintético, e que nunca foi testado em humanos”. Embora a tecnologia das chamadas vacinas mRNA esteja sendo usada em larga escala pela primeira vez na história no atual combate à pandemia de convid-19, a afirmação de que nunca houve testes em humanos é falsa. Desde 2011 pessoas são inoculadas com vacinas mRNA, em caráter experimental, para combater câncer, raiva, zika e outras doenças. Laboratórios de todo o mundo investem em diferentes tipos de vacinas contra a covid-19. Entre as 67 que já foram testadas em humanos, somente sete funcionam por meio da tecnologia de RNA mensageiro, ou mRNA, de acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). É o caso dos produtos da BioNTech/Pfizer e da Moderna, aprovados em caráter emergencial nos Estados Unidos pelo Food and Drug Administration (FDA) ainda em dezembro. A Coronavac, por outro lado, uma das vacinas que estão sendo usadas no Brasil, utiliza um método diferente para “ensinar” o sistema imunológico a combater o coronavírus. Os pesquisadores usam um vírus inativado, que não pode se replicar dentro das células, mas que continua sendo eficiente para gerar uma resposta imune do corpo. Essa é considerada uma abordagem tradicional, que aparece em vacinas desde a década de 1950 para diferentes tipos de doenças, como poliomielite, raiva e hepatite A. O fato é que todos os potenciais imunizantes, seja qual for a base de produção, passam obrigatoriamente por uma série de testes até a aprovação pelos órgãos de vigilância sanitária. O processo envolve a pesquisa inicial e testes em animais e em seres humanos, geralmente em três etapas, com milhares de voluntários. E, mesmo depois de aprovada, cientistas e autoridades de saúde continuam acompanhando a aplicação em larga escala da vacina para detectar possíveis efeitos adversos (veja nesta reportagem do Estadão o passo a passo). No caso das vacinas americanas, por exemplo, 15.210 voluntários receberam o produto da Moderna e 21.720 pessoas, a vacina da Pfizer, considerando apenas a etapa final de ensaios clínicos. Esses participantes foram monitorados, em média, por mais dois meses após a aplicação da segunda dose. As reações adversas mais comuns foram dores no braço, febre, cansaço, dores de cabeça e dores musculares — sintomas semelhantes aos causados por outras vacinas estabelecidas há décadas no mercado. Não foram registrados eventos inesperados. Os resultados foram publicados na revista científica The New England Journal of Medicine em dezembro. O mesmo vale para as duas vacinas que estão sendo aplicadas hoje no Brasil. A vacina de Oxford/Astrazeneca teve 23.848 participantes imunizados na etapa final das pesquisas, segundo artigo publicado na revista The Lancet. A Coronavac, do laboratório Sinovac, contou com a participação de 30 mil voluntários, conforme informações prestadas pelo Instituto Butantan, e cerca de 50% receberam de fato as doses do produto (os dados da fase 3 ainda não foram publicados em artigo científico). No início de janeiro, a Anvisa analisou os resultados clínicos de ambas e concluiu que são eficazes e seguras para a população, autorizando o uso em todo o território nacional no dia 17 de janeiro. Não há indícios de que vacinas possam causar alterações genéticas Em outro trecho do vídeo, Patrícia Caram diz conhecer pareceres de médicos e cientistas que concluíram que a tecnologia de RNA mensageiro jamais poderia interferir no DNA humano, mas que duvida disso. “Eu não sei, porque uma vacina de RNA trans entra em contato direto com o nosso DNA e algum tipo de alteração vai causar”, afirma ela. A alegação também não é verdadeira e já foi desmentida várias vezes pelo Estadão Verifica e por outras agências de checagem nos últimos meses. Não há qualquer evidência de que as vacinas contra a covid-19 possam causar alterações genéticas. As substâncias contidas nas vacinas de mRNA, por exemplo, sequer chegam perto do núcleo das células, onde fica armazenado o DNA. O RNA mensageiro é uma espécie de “receita” sintetizada em laboratório para que o organismo produza uma proteína do novo coronavírus chamada spike. A mensagem é lida por estruturas que ficam localizadas fora do núcleo das células, os ribossomos, em uma área denominada citoplasma, e se degrada rapidamente. Essas proteínas produzidas a partir das instruções acabam “treinando” o sistema imunológico a combater o vírus. É a primeira vez que esse tipo de vacina está sendo usada no mundo, mas a tecnologia é estudada há mais de duas décadas. Existe um outro tipo de vacina genética baseada em DNA que precisa, de fato, entrar no núcleo das células para funcionar. Nesse caso, a proteína spike está codificada em um gene e precisa antes ser transcrita em RNA mensageiro para ser produzida. Esse processo ocorre exclusivamente no núcleo das células. Depois disso, o processo é idêntico, com a fabricação da proteína a partir da “receita” fora do núcleo e a esperada resposta imunológica. Apesar da diferença, os especialistas destacam que a presença da sequência genética estranha no núcleo não significa que ele seja capaz de integrar o código genético humano. “Dentro do núcleo há uma série de enzimas que fazem, entre aspas, o patrulhamento da qualidade do nosso DNA para evitar exatamente que aconteçam mutações indesejadas”, explicou o virologista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Flávio Fonseca em checagem recente. O Estadão Verifica e o Projeto Comprova já conversaram com cinco especialistas sobre o mesmo assunto anteriormente e todos refutaram a possibilidade de as vacinas apresentarem algum risco de modificação do DNA. Leitores solicitaram a checagem deste conteúdo pelo WhatsApp do Estadão Verifica: (11) 9 7683-7490. A reportagem tentou contato com Patrícia Caram por e-mail nesta terça-feira, 9 de fevereiro, mas não obteve resposta. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Samuel Lima']
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['coronavírus [vacina]', 'coronavírus', 'fake news [notícia falsa]', 'estadão verifica']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/boato-deturpa-frase-de-fhc-sobre-o-eleito-para-a-presidencia-da-camara/
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Boato deturpa frase de FHC sobre o eleito para a presidência da Câmara
Post viral altera comentário do ex-presidente para dar a entender que ele teria considerado que alinhamento de Arthur Lira (PP-AL) ao presidente Jair Bolsonaro os levaria a votar 'projetos de interesse do Brasil'
2021-02-11
São falsas as postagens que afirmam que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria dito a colegas de partido que “(Arthur) Lira trabalhará em harmonia com Bolsonaro pautando projetos de interesse do Brasil”. Leitores solicitaram a checagem deste conteúdo pelo WhatsApp do Estadão Verifica, 11 97683-7490. O texto dentro da imagem viral é uma alteração do título de um blog que, por sua vez, já havia alterado a manchete de uma coluna do jornal Folha de S.Paulo. Boato inventa frase atribuída a FHC. Foto: Reprodução Em 19 de janeiro de 2021, a coluna Painel, da Folha, publicou o texto “FHC diz a tucanos que voto em Lira significa adeus às expectativas de ganhar as próximas eleições”. Ele traz uma mensagem encaminhada pelo ex-presidente aos colegas de partido, na qual diz: “Transmita à bancada meu sentimento: ou mostramos força e independência apoiando claramente o Baleia ou adeus às expectativas de sermos capazes de obter alianças e ganhar as próximas eleições. Se há algo que ainda marca o PSDB é a confiança que ele é capaz de manter e expressar. Quem segue a vida política estará olhando, que ninguém se iluda”. No dia 1º de fevereiro, Arthur Lira foi eleito presidente da Câmara dos Deputados. Ele era o candidato do governo federal, que abriu o cofre e distribuiu R$ 3 bilhões em recursos extraordinários para garantir apoio ao candidato. Também liberou R$ 504 milhões em emendas parlamentares ao Orçamento para o mês de janeiro. Um blog compartilhou a mensagem de FHC, citando a coluna Painel. Porém, seu título já era diferente do original: “FHC diz a tucanos que voto em Lira significa adeus às expectativas de ganhar as próximas eleições, pois Lira trabalhará em harmonia com Bolsonaro pautando projetos de interesse de Bolsonaro”. Foi esta a manchete utilizada pelo boato. Dessa vez, sofreu mais uma alteração antes de ser compartilhada: “FHC diz a tucanos que voto em Lira significa adeus às expectativas de ganhar as próximas eleições, pois Lira trabalhará em harmonia com Bolsonaro pautando projetos de interesse do Brasil”. Este conteúdo também foi compartilhado ao menos 1,7 mil vezes no Facebook.
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['Pedro Prata']
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['fernando henrique cardoso']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/video-alarmista-diz-que-atualizacao-do-whatsapp-permite-ao-facebook-ler-e-catalogar-opinioes-politica-de-usuarios-nao-e-verdade/
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Vídeo alarmista diz que atualização do WhatsApp permite ao Facebook ler e catalogar opiniões política de usuários; não é verdade
Empresas não têm acesso ao conteúdo de mensagens, pois elas são protegidas por criptografia de ponta a ponta e só podem ser decifradas nos aparelhos dos usuários
2021-02-11
É falso que a nova atualização da política de privacidade do WhatsApp permitirá que a plataforma crie “listas públicas” sobre as preferências político-partidárias de usuários e as comercialize com outras empresas. Um vídeo enganoso que circula no próprio aplicativo e nas redes sociais espalha uma série de falsidades a respeito das novas diretrizes de compartilhamento de dados do WhatsApp com o Facebook. No vídeo, o apresentador afirma que, a partir da atualização, os conteúdos de áudios e mensagens de texto serão armazenados em bancos de dados do Facebook e poderão ser acessados e lidos pelas empresa. A alegação está incorreta, uma vez que as mensagens de conversas pessoais do WhatsApp são protegidas por criptografia de ponta a ponta. O recurso impede que a mensagem seja interceptada por alguém que não seja o remetente ou destinatário – nem mesmo o próprio WhatsApp tem acesso ao conteúdo. O material é protegido por um código que só pode ser “decifrado” com a combinação de chaves gravadas no aparelho de quem enviou e recebeu a mensagem. LEIA TAMBÉM Mensagem falsa tenta enganar usuário sobre alterações na política do WhatsApp De acordo com a política de privacidade atualizada do WhatsApp, arquivos não entregues e mídias encaminhadas com frequência podem ser armazenados temporariamente nos servidores da companhia, mas ainda são protegidos com a criptografia. Em nota ao Estadão Verifica, a empresa afirmou que o vídeo “contém muitas informações incorretas” e que a acusação de que o aplicativo comercializa dados dos usuários “é completamente falsa”. Mariana Rielli, coordenadora de projetos da Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, também diz que os apontamentos do vídeo não correspondem à realidade. Ela ressalta que, embora o WhatsApp não possa ler o conteúdo de mensagens, é importante ter atenção sobre a coleta de dados sobre as atividades do usuário no aplicativo. A política de privacidade da empresa revela que o serviço armazena informações como o tempo de uso, lista de contatos, marca do aparelho, operadora, endereço de IP e dados de transações de pagamentos via WhatsApp. O Estadão Verifica tentou contato com os gestores do canal em que o vídeo foi publicado, mas eles não se manifestaram até a publicação da reportagem. O que muda Apesar do tom alarmista do vídeo, as novas políticas de privacidade do WhatsApp não representam uma mudança significativa para usuários que utilizam a plataforma para fins pessoais, aponta Mariana Rielli. As novas diretrizes, segundo a especialista, somente explicitam o compartilhamento de dados do aplicativo com o Facebook que já acontece desde 2016. Naquele ano, o WhatsApp solicitou aos usuários consentimento para compartilhar dados com a rede social. Diante da repercussão negativa, porém, a atualização que ocorreria inicialmente em 8 de fevereiros, foi adiada para maio. De acordo com o próprio WhatsApp, a empresa já compartilha informações da conta, registros, dados de interação com outros usuários (incluindo empresas), bem como informações do aparelho com o Facebook. O impacto da atualização incide principalmente em um futuro serviço de hospedagem que o aplicativo deve oferecer, para que empresas possam terceirizar o relacionamento com clientes na plataforma. Dados de localização O vídeo enganoso diz ainda que, com as novas regras de privacidade, usuários poderão ser rastreados em tempo real. “Através do GPS do seu celular uma pessoa pode saber o endereço exato de onde você estava ao escrever uma mensagem”, afirma o apresentador. Ele acrescenta: “Pior, qualquer um pode saber onde você está agora!” Ao Estadão Verifica, o WhatsApp também negou essa informação. Em página informativa, a plataforma diz utilizar “dados precisos” de localização com a permissão do usuário quando o último recorre a recursos como o compartilhamento da localização em tempo real com um outro contato. “Mesmo se você não utiliza nossos recursos relacionados à localização, usamos endereços IP e outros dados como códigos de área de número de telefone para calcular sua localização geral (por exemplo, cidade e país).”, complementou o WhatsApp. Em nota, a empresa destacou que o compartilhamento de localização com outros usuários “é protegido pela criptografia de ponta a ponta e ninguém, além das pessoas que você selecionou, nem mesmo o WhatsApp, pode ver sua localização em tempo real”. A assessoria de imprensa também garantiu que os dados de localização gerais não são compartilhados com terceiros. Audiência de Zuckerberg no Senado americano O vídeo ainda cita que o Mark Zuckerberg, presidente-executivo e fundador do Facebook, teria sido convocado pelo Senado americano a dar explicações sobre uma venda indireta de dados de usuários para outras empresas. A afirmação, no entanto, carece de contexto. Em 2018, o empresário respondeu a perguntas de parlamentares após a imprensa estrangeira revelar um escândalo de coleta e uso indevido de dados por parte da companhia de consultoria Cambridge Analytica. Estima-se que dados de 50 milhões de usuários tenham sido coletados por meio de um jogo de perguntas e respostas no Facebook, elaborado por um pesquisador de uma universidade britânica. Ele alegou inicialmente que o questionário fazia parte de uma investigação acadêmica. As informações, no entanto, foram repassadas à Cambridge Analytica, sem o consentimento dos usuários.
https://img.estadao.com.…610662242607.jpg
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['Victor Pinheiro']
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['whatsapp']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/boato-que-ataca-pt-cita-falsa-doacao-de-r-14-bilhoes-para-angola-por-meio-do-bndes-emprestimo-foi-quitado-em-2019/
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Boato que ataca PT cita falsa ‘doação’ de R$ 14 bilhões para Angola por meio do BNDES; empréstimo foi quitado em 2019
Postagem dissemina desinformação sobre mecanismo que estimula exportação de serviços ao conceder financiamento para obras de empresas brasileiras no exterior
2021-02-11
Uma postagem antiga sugerindo que o PT “doou” R$ 14 bilhões a Angola por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltou a circular no Facebook. O conteúdo distorce os mecanismos de crédito para exportação de bens e serviços operados pelo banco de fomento. O dinheiro público não é doado, mas emprestado para que empresas brasileiras realizem obras no exterior. No caso de Angola, a dívida foi quitada integralmente em dezembro de 2019. Postagem no Facebook fala em suposta doação de R$ 14 bilhões do governo brasileiro a Angola. Foto: Reprodução / Arte Estadão LEIA TAMBÉM BNDES investiu mais em obras no Brasil do que no exterior, ao contrário do que diz postagem Procurado pelo Estadão Verifica, o BNDES afirmou que “nunca houve doação a Angola ou a qualquer país” e que os detalhes desse tipo de operação podem ser consultados em uma página criada pela instituição financeira para explicar como funcionam os contratos de exportação firmados a partir de 1998. A maior parte dos empréstimos foi concedida entre 2007 e 2015, durante os governos Lula (2003-2011) e Dilma Rousseff (2012-2016). O texto mostra que, nesse tipo de financiamento, o BNDES desembolsa os recursos exclusivamente para a empresa brasileira que vende ou presta o serviço no exterior. Esse dinheiro serve para viabilizar obras de engenharia como a construção de estradas, usinas hidrelétricas e casas populares, por exemplo — mas não cobre todo o empreendimento, apenas os bens e serviços brasileiros exportados para uso naquela obra. Depois, fica sob responsabilidade dos países estrangeiros fazer o pagamento da dívida com o banco. Essa devolução é feita com juros, em prazo determinado nos contratos. A União é quem estabelece as operações, países de destino, principais condições contratuais e mitigadores de risco, cabendo ao banco a análise e a execução delas. O BNDES informa que, entre 1998 e 2017, emprestou US$ 10,5 bilhões nesse modelo de crédito para exportação (veja a lista de países e obras nesta reportagem do Estadão de outubro de 2019). Angola foi o principal destino dos financiamentos, que somaram US$ 3,2 bilhões. Segundo o Ministério da Economia, o país africano quitou as parcelas integralmente, de forma antecipada, em dezembro de 2019. Um painel de monitoramento do BNDES, atualizado em setembro de 2020, mostra que, entre todos os empréstimos, o banco já havia recebido US$ 12,2 bilhões em pagamentos e ainda tinha US$ 1,5 bilhão em aberto. US$ 57 milhões estavam atrasados naquele momento. Portanto, a afirmação de que o Brasil teria “dado” ou “doado” dinheiro público para Angola na postagem analisada pelo Estadão Verifica não procede, assim como o valor indicado, de R$ 14 bilhões. A dívida foi contraída e paga em dólares, com desembolso de US$ 3,2 bilhões pelo BNDES. A taxa de câmbio variou ao longo do período de empréstimo. A imagem usada no post cita ainda que Angola tem o mesmo presidente há 37 anos. A informação está desatualizada: depois de 38 anos no poder, José Eduardo dos Santos abriu mão de tentar a reeleição em 2017. João Lourenço é o atual presidente. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Samuel Lima']
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['estadão verifica', 'fake news [notícia falsa]', 'BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]', 'PT [Partido dos Trabalhadores]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/apos-criticar-bolsonaro-atriz-e-produtora-maria-flor-e-alvo-de-campanha-de-desinformacao/
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Após criticar Bolsonaro, atriz e produtora Maria Flor é alvo de campanha de desinformação
Postagens em redes sociais exageram valores de captações para projetos culturais
2021-02-08
É falso que a atriz Maria Flor tenha recebido R$ 10,47 milhões do governo federal entre 2013 e 2018, valor citado em postagens em redes sociais. Desde sua fundação, em 2008, a produtora audiovisual Fina Flor Filmes, empresa de que a atriz é uma das sócias. captou R$ 4,9 milhões, por meio de patrocínios, editais e programas de renúncia fiscal. Os valores são nominais, ou seja, não foram atualizados pela inflação. Diversas versões do boato utilizam informações erradas e confundem os valores e a natureza das captações da produtora. Algumas versões do boato também dizem que ela arrecadou todos esses recursos a partir da Lei Rouanet, o que também é falso. As primeiras postagens identificadas pelo Estadão Verifica a respeito surgiram no último dia 22, alguns dias depois que Maria Flor defendeu em público o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Foram divulgadas capturas de tela de documentos públicos entre 2013 e 2018. Muitas das postagens e textos que fazem referência aos “10 milhões” partem da mesma conta errada. Esses números diferem dos verdadeiros porque o cálculo foi feito com base nos “valores aprovados” para captação, e não nos efetivamente captados. Além disso, há valores contabilizados duas vezes nos boatos. LEIA TAMBÉM Gasto de R$ 15,6 milhões em leite condensado é de todo o Executivo, não de Bolsonaro Os dados corretos estão disponíveis no site da Agência Nacional do Cinema (Ancine), pelo Sistema Ancine Digital (SAD). Segundo o SAD, oito projetos da Fina Flor tiveram captações aprovadas, entre programas de TV e filmes, detalhados no final deste texto. No entanto, somente quatro foram de fato beneficiários de incentivos. Além disso, também há um patrocínio da Caixa Econômica Federal para uma exposição. A Ancine escolhe projetos de artistas amigos? As postagens que atacam a atriz Maria Flor insinuam que ela foi beneficiada por governos anteriores, e que isso explicaria a oposição dela a Bolsonaro. Os projetos da produtora da atriz se utilizaram de três mecanismos de incentivo cultural: um mecanismo de renúncia fiscal, um patrocínio de empresa pública e editais do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que preveem investimento em troca de participação nos resultados da exploração comercial do projeto. O mecanismo de renúncia fiscal usado não tem relação com a Lei Rouanet. Conhecido no setor como 3º A, é baseado na Lei 8.685, de 20 de julho de 1993, que determina que empresas podem direcionar 70% do Imposto de Renda de transações específicas para a produção audiovisual. Não existe favorecimento do governo nesses casos, pois basta que uma produtora cumpra determinados requisitos legais para que possa captar recursos a partir de mecanismos de renúncia fiscal como ART 3º A. Não há discricionariedade da Ancine ou de qualquer órgão da administração pública. O patrocinador é quem decide para quem faz o repasse. Já chamadas de patrocínios para empresas públicas possuem regulamentos próprios que variam de acordo com a empresa e o programa. No site da produtora Fina Flor há 14 obras audiovisuais já veiculadas em que não consta recebimento ou incentivo do governo federal. Nos editais em que a produtora se inscreveu, em 2013, há mecanismos de aprovação indireta: se uma emissora de TV se compromete a veicular a obra, por exemplo, não há escolha por banca indicada ou pela própria Ancine. Ancine de 2019 em diante Algumas versões do boato ainda acrescentam que a Fina Flor não recebeu recursos desde que Bolsonaro assumiu a Presidência, o que é verdade. Segundo informações obtidas pelo Ministério Público Federal, entre janeiro e setembro de 2020, apenas 24 projetos audiovisuais foram encaminhados para contratação, sendo que outros 782 aguardavam aprovação. Também não foram abertos novos editais de financiamento nos anos de 2019 e 2020. Viralização Flor publicou um vídeo em seu perfil no Instagram no último dia 18 pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A peça ganhou repercussão nas redes. Alguns dias após a publicação, os boatos começaram a circular. De acordo com a plataforma de monitoramento CrowdTangle, no Facebook, publicações com o boato superaram as 50 mil interações. Os números corretos Filme No Ano que Vem: R$ 100 mil captados através de edital do FSA, aprovados em 2015. R$ 3,8 milhões, através de edital do FSA, aprovados este ano, mas ainda não transferidos. O responsável pelo investimento, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, afirmou ao Estadão Verifica que houve a aprovação do projeto e que “o recurso ainda não foi liberado, pois há diligências em cumprimento”. Projeto Inclassificáveis: R$ 100 mil captados através de edital do FSA Documento ATA RESULTADO FINAL PRODAV – 05/2016 PDF Série documental MMA em Família: R$ 294 mil através de renúncia fiscal pelo mecanismo “ART 3º A”. Filme Ensaio: R$ 230 mil através de renúncia fiscal pelo mecanismo “ART 3º A”. Documentário Samuel Wainer: R$ 200 mil captados através de renúncia fiscal pelo mecanismo “ART 3º A”. Exposição Assíntotas 148 mil reais, conforme constado no Diário Oficial da União e um documento de lista de projetos patrocinados da Caixa Cultural, complexo de centros culturais mantidos pela Caixa. Portanto, foram R$ 724 mil captados através de renúncia fiscal e R$ 4 milhões através de editais de investimento, além de R$ 148 mil através de patrocínio, totalizando cerca de R$ 4,9 milhões. O que dizem Procurada pelo Estadão Verifica, a atriz disse que “as alegações e montagem feitas com meu nome sugerindo qualquer tipo de captação indevida através de leis de incentivo são falsas”. Ela também reiterou que a empresa nunca captou recursos através da Lei Rouanet. Procuradas, a Ancine e a Secretaria Especial de Cultura e a Caixa não responderam até a publicação deste texto. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…270120213907.png
null
['Tiago Aguiar', 'Alessandra Monnerat']
[]
['Maria Flor', 'Lei Rouanet']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/ao-atacar-politica-externa-do-governo-lula-texto-confundir-cidades-com-paises-e-distorce-informacao-sobre-fechamento-de-embaixadas/
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Ao atacar política externa do governo Lula, texto confunde cidades com países e distorce informação sobre fechamento de embaixadas
Corrente compartilhada por aplicativos de mensagem e no Facebook distorce notícia de 2019, quando o ministro Ernesto Araújo reduziu a estrutura diplomática do Brasil no Caribe
2021-02-08
Voltou a circular nas redes sociais um texto com informações distorcidas sobre o fechamento de cinco embaixadas em países do Caribe. A mensagem inicia afirmando: “Você já ouviu falar nesses países? ROSEAU… ST JOHN’S… ST GEORGE’S… BASSETERRE… KINGSTOWN… São países que a maioria dos brasileiros nunca ouviu falar, países em que Lula abriu embaixadas”. O texto é falso. Os nomes não são de países e sim, das cidades onde se localizam as embaixadas. Outro trecho da publicação relata que a abertura das embaixadas seria para viabilizar “propinas e boquinhas pros cumpanheiros delirantes do PT” (sic). Não há denúncias de fraudes nos locais citados. Como parte da política externa do governo do ex-presidente Lula, foram abertas 67 novas embaixadas, incluindo as caribenhas, como noticiou o Estadão, O projeto foi liderado pelo ex-chanceler Celso Amorim (PT). LEIA TAMBÉM Simpatizantes do governo divulgam dados falsos sobre aprovação de Bolsonaro no Ibope No dia 4 de junho de 2019, o Ministério das das Relações Exteriores, comandado por Ernesto Araújo, fechou as cinco embaixadas citadas no texto que circula nas redes sociais, nas cidades de Roseau (na Dominica), St. John’s (em Antígua e Barbuda), St. George’s (em Granada), Basseterre (em São Cristóvão e Névis) e Kingstown (em São Vicente e Granadinas). Um link com a notícia original da Veja, que acompanha o texto falso em algumas versões do boato, explica a questão corretamente logo no primeiro parágrafo. No Facebook o primeiro registro da publicação falsa é no dia 10 junho de 2019. Pela ferramenta CrowdTangle foi possível detectar que o boato estava presente em 833 posts na rede social. Em 2019, o assunto foi desmentido pelo Correio Braziliense e pelo Boatos.org. Não é a primeira vez que embaixadas são tema de desinformação. O Projeto Comprova já desmentiu uma corrente que acusava a embaixada do Brasil nos EUA de ser um reduto do PT. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…040220210828.png
null
['Jefferson Perleberg']
[]
['Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]', 'Ministério das Relações Exteriores']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/foto-de-metro-lotado-em-madri-e-tirada-de-contexto-para-criticar-quarentena-em-sao-paulo/
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Foto de metrô lotado em Madri é tirada de contexto para criticar quarentena em São Paulo
Imagem mostra situação de colapso nos transportes causada por nevasca histórica na Espanha, no início de janeiro
2021-02-05
Uma foto mostrando um grande número de pessoas no metrô de Madri, na Espanha, está sendo usada fora de contexto nas redes para questionar as restrições impostas pelo governo de São Paulo ao comércio e outras atividades não essenciais durante a pandemia. “E o problema está só no comércio? Hipócrita! #ForaDoria”, afirma uma das postagens enganosas com mais de 12 mil compartilhamentos até a tarde desta sexta-feira, 5 de fevereiro. Foto de aglomeração em metrô de Madri, na Espanha, é usada para criticar gestão em São Paulo. Foto: Reprodução / Arte Estadão LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica Essa imagem, porém, é de três semanas atrás e mostra uma situação anormal no transporte público da capital espanhola. A postagem original é do perfil do Twitter @Maribel_db, em 11 de janeiro (veja abaixo). O Estadão Verifica chegou ao conteúdo a partir de uma pesquisa reversa no Google. Entre os resultados, estava uma notícia da agência Sputnik sobre a superlotação do metrô de Madri em meio aos transtornos causados pela tempestade Filomena. Sinceramente, era más segura la conga de la puerta de sol que montar en @metro_madrid para ir a trabajar. Tú, @IdiazAyuso , bien con tu chófer?? pic.twitter.com/qWnvchWZ9B — Maribel (@Maribel_db) January 11, 2021 De acordo com a notícia, o metrô era o único meio de transporte público em operação naquele momento em função da neve acumulada nas principais ruas e avenidas da cidade. “Ainda que o metrô tenha oferecido o serviço por mais de cem horas de forma ininterrupta, usuários reclamam que a demora para a chegada dos trens vem provocando grandes aglomerações nas plataformas e vagões, situação nada recomendável diante do aumento dos casos de coronavírus”, informou a agência. O jornal espanhol El Mundo também noticiou o problema naquele mesmo dia. Segundo a publicação, um porta-voz do governo local revelou que houve alta de 21% no número de passageiros no horário de pico, enquanto 98 dos 300 trens não puderam circular por conta do acúmulo de neve nos depósitos onde normalmente ficam armazenados. A tempestade Filomena foi a maior nevasca em 50 anos na Espanha e deixou ao menos cinco mortos. O fenômeno foi seguido de uma onda de frio extrema no dia 12, quando os termômetros registraram mínima de 10 graus negativos em Madri e -25ºC em outras localidades do País, petrificando a neve que caiu durante o final de semana. Houve paralisação de estradas, suspensão das aulas, fechamento de aeroportos e falta de água nas residências, entre outros incidentes. Essa mesma foto circulou fora de contexto na Itália e trazia legendas semelhantes, contendo críticas a restrições impostas pelos governos ao funcionamento do comércio em Roma. No Brasil, os conteúdos de maior alcance foram compartilhados a partir de 26 de janeiro, com a suposta denúncia direcionada ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB). No dia anterior, 25 de janeiro, o Estado entrou na fase vermelha, a mais restritiva do plano de combate à covid-19. A medida prevê a abertura apenas de serviços essenciais entre 20h e 6h e também nos finais de semana em todo o território paulista. Depois de enfrentar protestos e descumprimento de empresários e prefeitos que culminaram em ações na Justiça, o governo Doria anunciou o relaxamento das restrições, com o retorno à fase amarela. Essa não é a primeira vez que o Estadão Verifica identifica posts usando imagens fora de contexto para criticar medidas de isolamento social para conter o avanço da pandemia. O blog já desmentiu legendas enganosas em fotos da Cracolândia, de uma agência da Caixa e de jornalistas e autoridades, entre outras. Nenhuma dessas postagens indicava fonte — um dos principais sinais de alerta quanto à veracidade desse tipo de conteúdo nas redes. Na dúvida, pesquise sempre antes de compartilhar. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…020220210100.png
null
['Samuel Lima']
[]
['estadão verifica', 'coronavírus', 'fake news [notícia falsa]', 'joão doria']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/nao-nestle-nao-anunciou-doacao-de-8-mil-latas-de-leite-condensado-para-forcas-armadas/
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Não, Nestlé não anunciou doação de 8 mil latas de leite condensado para Forças Armadas
Texto falso inventa informação sobre empresa alimentícia e associa caso a polêmica do governo federal
2021-02-02
É falso que a Nestlé tenha anunciado a doação de oito mil latas de leite condensado para as Forças Armadas do Brasil. Um texto, falsamente atribuído à empresa, circula pelas redes sociais e associa a “doação” à “excelente campanha de propaganda” em torno dos R$ 15,6 milhões gastos pelo governo federal na compra do produto em 2020. O caso ganhou repercussão após reportagem do site Metrópoles. Texto falsamente atribuído à Nestlé circula nas redes sociais. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica “A Nestlé esclarece que a informação que circula nas redes sociais sobre uma suposta doação de 8 mil latas de leite condensado às Forças Armadas Brasileiras é falsa”, declarou a transnacional em nota. Leitores solicitaram a checagem deste conteúdo pelo WhatsApp do Estadão Verifica: 11 97683-7490. O texto apresenta diversas características de uma peça de desinformação, sobretudo a grande quantidade de erros de ortografia e de gramática, incomuns em um comunicado oficial de uma grande empresa. No trecho inicial, por exemplo, o autor usa uma vírgula para separar o sujeito do predicado e coloca um acento agudo inadequado no verbo “anunciou”. Além disso, é possível checar que a Nestlé não publicou o conteúdo no site oficial da empresa nem nas redes sociais. A atriz Regina Duarte, ex-secretária de Cultura do governo de Jair Bolsonaro, compartilhou a desinformação em sua conta no Instagram. “A empresa Nestlé, anúnciou hoje através de seu departamento de relações institucionais e de relações públicas, que devido a grande repercussão de sua marca registrada leite condensado ‘MOÇA’, que fará a doação de 8 mil caixas do produto as Forças armadas que será distribuída em partes iguais entre às 3 forças de segurança Nacional brasileira. Pela excelente campanha de propaganda divulgado em âmbito nacional sua marca mundial, sem custos a empresa. Ass. NESTLÉ DO BRASIL”, diz o texto falso. A divulgação do valor gasto pelo Executivo na compra de leite condensado em 2020 rendeu uma onda de publicações enganosas nas redes sociais. Postagens tiraram a informação de contexto ao afirmar que o leite condensado adquirido por R$ 15,6 milhões se destinava integralmente ao presidente Jair Bolsonaro e a sua família. Na verdade, todos os órgãos da administração federal, incluindo ministérios e autarquias, entram na conta.
https://politica.estadao…010220212902.png
null
['Guilherme Bianchini']
[]
['Nestlé', 'jair bolsonaro']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/postagem-exagera-ao-dizer-que-curativo-custa-r-2-mil-nos-eua/
ESTADAO_VERIFICA
Postagem exagera ao dizer que curativo custa R$ 2 mil nos EUA
Tuíte divulga valor de um atendimento padrão em hospital de Connecticut de forma enganosa
2020-10-30
Uma postagem compartilhada no Facebook exagera ao afirmar que um curativo na rede privada de saúde dos Estados Unidos custa R$ 2 mil reais. O post se refere a um episódio que ocorreu 2016, em Connecticut, quando um hospital cobrou US$ 629 (cerca de R$ 2 mil, na conversão da época) para lavar um ferimento e colocar o curativo no dedo de uma criança de um ano. A unidade esclareceu, porém, que apenas US$ 7 eram referentes ao curativo. No episódio do curativo, o hospital esclareceu que a parte majoritária (US$ 622) do valor cobrado representava uma taxa básica que incluía a recepção, o atendimento e a consulta. O diretor da unidade alegou que se trata do valor mínimo de atendimento. LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica A publicação, com mais de 1,5 mil compartilhamentos no Facebook, diz o seguinte: “‘Ah, mas se privatizar o SUS melhora o serviço’. Sabe onde o serviço é privatizado? Nos EUA. Sabe o que acontece? 370 dólares (R$ 2.109) DEZ ML de insulina. 1 em cada 4 diabéticos raciona insulina e morre. R$ 2 MIL um band-aid”. Valor do band-aid citado, na verdade, foi de um atendimento em hospital dos EUA. Foto: Reprodução De fato, existe um racionamento de insulina nos Estados Unidos e, de acordo com levantamento da T1International, 25% dos diabéticos racionam o medicamento. No entanto, o estudo não aponta relação entre essa taxa e o número de mortes. O estudo cita que a prática do racionamento é arriscada para pacientes da diabetes tipo 1, mas sem fazer qualquer citação a porcentagem de mortes. Documento ESTUDO T1INTERNATIONAL PDF O valor de dez mililitros de insulina citado na publicação está dentro da faixa de alguns dos medicamentos listados pela GoodRx. Os preços variam entre US$ 107 e US$ 1,1 mil, com média de aproximadamente US$ 402. As comparações entre os sistemas de saúde do Brasil e dos Estados Unidos viraram assunto frequente nas redes sociais após um decreto polêmico de Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente autorizou estudos que abriam caminho para a privatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Depois de forte reação negativa, já que a medida foi vista como o início da privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), o governo revogou o decreto. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…091120200012.jpg
null
['Guilherme Bianchini']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'Estados Unidos [América do Norte]', 'diabetes']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/denuncia-contra-oms-e-baseada-em-declaracoes-infundadas-de-advogado-alemao/
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‘Denúncia’ contra OMS é baseada em declarações infundadas de advogado alemão
Posts nas redes sociais se referem a ação coletiva de grupo da Alemanha sem atuação científica que espalha desinformação sobre exames RT-PCR
2020-10-30
Uma série de publicações no Facebook afirmam que um “comitê alemão” denunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por crimes contra a humanidade e fraudes na pandemia do novo coronavírus. As postagens, no entanto, se baseiam em declarações infundadas do advogado alemão Reiner Fuellmich, cujo vídeo foi retirado do YouTube por ferir normas de serviço da plataforma. O advogado diz representar o braço alemão do “Comitê Investigativo Corona”. O grupo propõe apresentar uma ação coletiva contra a OMS e o virologista Christian Drosten, do Hospital Charité, de Berlim. Como aponta uma verificação do Comprova, o comitê não tem qualquer atuação científica e busca atrair a adesão de empresas e empreendedores para receber compensação financeira. Ao contrário do que a postagem analisada sugere, a denúncia ainda não foi protocolada. Em seu site, o grupo alemão afirma que decidiu esperar até novembro para iniciar o processo, que pode ocorrer na Alemanha, Estados Unidos e Canadá. Para aderir à iniciativa, os interessados devem assinar um contrato com os advogados do comitê, que inclui cobranças de uma taxa fixa de US$ 800 e mais 10% de eventuais ganhos da causa. RT-PCR são confiáveis Um dos principais objetos da acusação elaborada pelo grupo de Fuellmich aponta que exames moleculares RT-PCR seriam ineficazes para detectar o novo coronavírus. Trata-se do teste laboratorial aplicado a partir de amostras das vias respiratórias do paciente coletadas com um cotonete. O exame é considerado padrão de referência pela OMS e é recomendado para diagnóstico nos estágios iniciais da covid-19. Fuellmich afirma que a técnica pode identificar fragmentos de moléculas e sinalizar apenas que o sistema imunológico da pessoa testada superou um resfriado comum no passado. O argumento enganoso é utilizado para sustentar a falsa ideia de que não existe uma pandemia. Ao Estadão Verifica, o professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) Carlos Frederico Menck explicou que essa concepção é equivocada. Ele afirma que o RT-PCR é plenamente confiável para detectar se uma pessoa está infectada com o vírus da covid-19. Segundo o pesquisador, os exames moleculares voltados ao novo coronavírus analisam as sequências específicas do SARS-CoV-2 e não sofrem interferências de outros patógenos. Isso porque a técnica analisa as bases de nucleotídeos do RNA Viral. “O vírus, por exemplo, tem cerca de 30 mil bases. A gente analisa, às vezes, 150 ou 250 dessas bases apenas. Isso basta porque elas são muito específicas”, afirmou. Menck destaca ainda que a técnica já é utilizada há pelo menos 25 anos para diagnosticar quadros infecciosos. Estudos apontam excesso de mortes O advogado alemão também faz afirmações insustentáveis de que não houve excesso de mortes durante a pandemia do novo coronavírus. O conceito de excesso de mortes se refere à diferença entre a quantidade de mortes naturais observadas em um período e os números esperados de óbitos nesse mesmo intervalo, calculado a partir de estatísticas de anos anteriores. Um estudo recentemente publicado na revista Nature Medicine analisou o excesso de mortes em 21 países entre a metade de fevereiro e maio de 2020. Os números de óbitos esperados consideraram os registros de 2010 a 2020. A pesquisa concluiu que houve 206 mil mortes adicionais, que não teriam acontecido sem a pandemia. A Espanha apresentou a principal variação, com uma diferença de 38% entre os óbitos registrados e os esperados. Na Inglaterra e País de Gales foi detectado um acréscimo de 100 mortes por 100 mil habitantes, o um crescimento equivalente a 37%. O estudo indica também que não houve mudanças significativas em uma porção de países, como Bulgária, Nova Zelândia, Eslováquia, Austrália, Polônia, Dinamarca e Finlândia. Já uma análise do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) publicada no último dia 23 estima quase 300 mil mortes excessivas entre os períodos de 26 de janeiro e 3 de outubro no país. A pesquisa aponta que um total de 198 mil óbitos, ou 66% dos excessos de mortes, podem ser atribuídos à covid-19. Outro estudo, este divulgado na revista científica de medicina JAMA, estima o excesso de 225 mil mortes nos Estados Unidos — 150 mil foram associados ao novo coronavírus. No Brasil, um estudo da Vital Strategies indica que, entre 16 de março até 6 de junho, ocorreram 22% mais mortes do que o esperado para o período, o que corresponde a 62.490 óbitos. A pesquisa utiliza dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que é a fonte oficial para os estudos epidemiológicos sobre mortalidade no país, e do Portal da Transparência do Registro Civil. As informações sobre o excesso de mortes desde o início do ano estão disponíveis em um painel do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass). Documento ESTUDO VITAL STRATEGIES PDF “A partir da semana epidemiológica 12 de 2020 [15/03 a 21/03], observou-se no país um excesso de óbitos sustentado em relação ao esperado, acentuando-se drasticamente a partir da SE 17 [19/04 a 25/04] e atingindo o pico na SE 19 [03/05 a 09/05] com 32% (9.057) de mortes a mais do que esperado para a respectiva semana do ano corrente”, diz o estudo. O documento pontua que o cálculo usa dados preliminares e deve ser refeita após a disponibilização de dados consolidados do SIM para o ano de 2020. Como mostrou o Estadão Verifica, os dados do Portal da Transparência do Registro Civil estão sujeitos a atualizações constantes, em meio a exceções no prazo legal para informe do óbito durante a pandemia do novo coronavírus. Tedros Adhanom Ghebreyesus. Foto: EFE/EPA/Salvatore Di Nolfi OMS não alterou definição de pandemia Fuellmich ainda acusa a OMS de ter alterado a definição de pandemia antes do surto de H1N1, em 2009. O advogado insinua que a entidade mudou a concepção de pandemia de “uma doença que se espalha globalmente e causa muitas infecções e mortes” para “uma doença que apenas se espalha globalmente”. Ele diz que a suposta mudança teria permitido à organização classificar a crise do novo coronavírus como uma pandemia para atender a interesses da indústria farmacêutica. Uma verificação da AFP aponta, no entanto, que a própria OMS negou ter alterado a definição de pandemia “pela simples razão de nunca ter definido formalmente uma pandemia de influenza”. Segundo a reportagem, porta-vozes disseram que o órgão ainda não possui uma definição oficial para o termo e que a organização se baseia em um documento de 2017 com diretrizes para países enfrentarem pandemias. O guia é uma atualização de outros documentos publicados em 1999, 2005 e 2009. Os relatórios descrevem as fases de uma pandemia, e não apresentam uma definição específica do termo. Mesmo considerando os conceitos de período pandêmico, a acusação de Fuellmich e seu grupo ainda é infundada. Documento GUIA 2005 PDF Documento GUIA 2009 PDF No documento de 2005 a OMS classifica como período pandêmico um “aumento e transmissão sustentada na população em geral”. A entidade ainda explica em observações que a diferença para estágios anteriores depende de uma série de fatores que podem incluir taxa de transmissão, localização geográfica e propagação, gravidade da doença; presença de genes de estirpes humanas, se derivadas de estirpe animal; e outras informações do genoma viral. No relatório de 2009, a definição de fase pandêmica é caracterizada “por surtos a nível comunitário em pelo menos um país de regiões diferentes”, para além dos critérios da fase anterior, que considera a disseminação de humano para humano em dois ou mais países de uma mesma região. Novamente, não há o destaque a “muitas infecções e mortes” como sugere enganosamente Fuellmich. Em seu site, a OMS destacou que a revisão das fases da pandemia no documento de 2009 tiveram como objetivo transformar as diretrizes mais precisas e simples de entender.
https://politica.estadao…301020201825.png
null
['Victor Pinheiro']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'OMS [Organização Mundial de Saúde]', 'coronavírus']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-exercito-realize-obras-de-pavimentacao-na-br-319/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que Exército realize obras de pavimentação na BR-319
Última intervenção feita pelas Forças Armadas na rodovia que liga o Amazonas a Rondônia ocorreu em dezembro de 2007
2020-10-29
É falso que o Exército Brasileiro esteja realizando obras de pavimentação na BR-319, estrada que liga a cidade de Porto Velho, em Rondônia, a Manaus, no Amazonas. Um post com mais de 15 mil compartilhamentos no Facebook exibe a imagem de uma rodovia com asfalto aparentemente novo que, segundo a postagem, teria custado 40% a menos que o valor cobrado por empreiteiras. No entanto, as Forças Armadas negaram atuar em obras nessa rodovia. Esse boato também viralizou em 2019 e voltou a circular recentemente. LEIA TAMBÉM Carne com bolhas brancas está contaminada e deve ser descartada, dizem especialistas A mesma imagem utilizada no post do Facebook também circulou no Twitter em 2019. Porém, o último registro de obras de recuperação realizadas pelo Exército na BR-319 é de dezembro de 2007, no trecho que liga Humaitá a Manaus, no Amazonas, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Agência Lupa, que também checou este conteúdo, apurou que na época houve repasse de R$ 31 milhões para execução do serviço pelas Forças Armadas, como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em 2019, o Estadão publicou uma reportagem que explica que, desde 2009, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aguarda complementos de um Estudo de Impacto Ambiental (Eia-Rima) para dar continuidade às obras em um trecho de 400 km da BR-319. Também em 2009, o Ibama solicitou que novos estudos fossem efetuados pelo Ministério da Infraestrutura, através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão responsável por obras em estradas federais. Documento ANÁLISE DA VIABILIDADE AMBIENTAL DAS OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO/RECONSTRUÇÃO DA RODOVIA BR-319 PDF Em 2010, o Tribunal de Contas da União (TCU) publicou um documento afirmando que houve irregularidades no andamento das obras. Os responsáveis por executar as atividades eram o 5º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) do Exército e o 7º Batalhão. O texto detalha que houve problema na qualidade e na consistência do asfalto usado no lote 3 (km 763,6 a 813,6), maior que o projeto original. Já no lote 5 (km 655,7), que liga a região de Humaitá, o TCU alega que não havia estrutura da instituição contratada para realizar a fiscalização das obras. O Exército enviou ao Estadão Verifica uma planilha que detalha quais obras estão em andamento nas estradas federais do País. Atualmente, são quase 30 sob o comando do Dnit. Entre os projetos, estão obras de restauração e conservação rodoviária, obras de construção ferroviária e outras. Documento PLANILHA DE OBRAS DE INFRAESTRUTURA PDF A Agência Lupa também checou esse boato. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…281020200208.png
null
['Gabi Coelho']
[]
['exército brasileiro', 'Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis]', 'Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes]', 'obras']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/embalagem-de-vacina-em-teste-traz-data-de-fabricacao-por-exigencia-da-anvisa/
ESTADAO_VERIFICA
Embalagem de vacina em teste traz data de fabricação por exigência da Anvisa
Imunizante produzido pela Sinovac começou a ser testado em humanos em abril, assim como outros quatro candidatos contra a covid-19
2020-10-28
A foto de uma caixa da vacina contra a covid-19 CoronaVac tem sido compartilhada no Facebook com uma legenda enganosa. Na imagem, é destacada a data de produção do imunizante, de abril. As postagens sugerem que a vacina já estava pronta para a distribuição no Brasil há seis meses, o que não é verdade. A embalagem com descrição em português, com indicação de data de fabricação e de validade, atende a um formato exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produtos em desenvolvimento. A Sinovac, farmacêutica responsável pelo desenvolvimento da Coronavac, obteve autorização para realizar testes em humanos na China em abril — o que condiz com a data de fabricação mostrada na embalagem brasileira. Vacinas precisam passar por três fases de testagem em voluntários antes de serem distribuídas à população. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica Procurado para esclarecer o porquê da embalagem com data de fabricação, o Instituto Butantã respondeu ao Estadão Verifica que “mesmo sendo um produto em desenvolvimento, essas informações são exigidas pela Anvisa a partir de regulamentações e como parte da rastreabilidade do material. Portanto, a data de fabricação não só existe como é obrigatório constar na embalagem dentro do estudo clínico.” Em abril deste ano diversas vacinas já estavam sendo produzidas para testagem. O imunizante com desenvolvimento liderado pela Sinovac Biotech foi o terceiro a ter testes clínicos autorizados na China. No dia 27 de abril, já eram ao todo cinco imunizantes contra o novo coronavírus sendo testados em humanos, com ensaios clínicos na China, na Coreia do Sul e nos Estados Unidos. Em desenvolvimento pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantã, a CoronaVac está desde julho deste ano na fase III dos estudos clínicos. Nesta etapa, o objetivo é testar a segurança e eficácia em condições naturais de presença da doença, normalmente com milhares de voluntários. Segundo a entidade brasileira, a foto que circula na postagem foi registrada em julho deste ano, durante a chegada das doses para o início dos estudos clínicos de fase III. Se a vacina obtiver sucesso nos testes da fase III, ela é submetida à autoridade regulatória — no Brasil, a Anvisa. Somente após essa aprovação que a produção em larga escala ocorre e, ainda assim, com controle de qualidade e acompanhamento para detectar possíveis efeitos adversos. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://img.estadao.com.…617563593097.jpg
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['Tiago Aguiar']
[]
['coronavírus [vacina]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/medico-distorce-informacoes-sobre-efeitos-colaterais-da-coronavac/
ESTADAO_VERIFICA
Médico distorce informações sobre efeitos colaterais da CoronaVac
De acordo com Instituto Butantan, apenas 0,03% dos voluntários chineses que receberam imunizante tiveram reações adversas como perda de apetite, dor de cabeça e cansaço
2020-10-28
Não é verdade que efeitos colaterais da CoronaVac possam ser piores do que a própria covid-19. A alegação falsa foi feita pelo neurocirurgião Paulo Porto de Melo em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. Ele fazia comentários sobre o imunizante contra coronavírus produzido pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan, testado em São Paulo. De acordo com as informações sobre a vacina disponíveis até o momento, reações adversas mais graves, como perda de apetite, dor de cabeça e cansaço, foram observados em apenas 0,03% dos 50 mil voluntários chineses que receberam o imunizante. As informações sobre efeitos colaterais foram divulgadas pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, em coletiva de imprensa feita pelo governo de São Paulo, no dia 23 de setembro. De acordo com ele, os 9 mil voluntários que participaram dos testes com o imunizante no Brasil não tiveram sintomas adversos significativos após sete dias de acompanhamento. LEIA TAMBÉM Médico faz comparação insustentável entre número de mortes por HIV e por covid-19 “Todas (as outras vacinas testadas no mundo) tiveram efeitos colaterais grau três, que são os mais importantes. A vacina do Butantan não teve”, disse Covas. “Febre é outro indicativo importante, e na do Butantã foi de apenas 0,1%. Em febre acima de 38 graus, foi zero. É a vacina mais segura neste momento, não só no Brasil, mas no mundo”. Ainda segundo o diretor do Butantan, os efeitos colaterais registrados foram apenas dores na região em que a vacina foi aplicada, febre, dor muscular, fadiga e calafrios. Essas reações são consideradas comuns por profissionais da saúde. Segundo dados do instituto, a incidência de eventos adversos entre os voluntários brasileiros foi de 35%. Em quatro vacinas testadas no Brasil — Moderna, Pfizer/BioNTech, AstraZeneca e CanSino — esse índice foi de cerca de 70%, afirma o Butantan. Durante a entrevista ao programa Pânico, o neurocirurgião compara de forma incorreta dados de letalidade da covid-19 e efeitos colaterais da vacina em teste. Ele indica que um estudo publicado em outubro, produzido por um pesquisador da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, aponta que a doença causada pelo coronavírus mata menos de 1%. Já o índice de voluntários chineses que testaram a vacina do Sinovac e apresentaram efeitos colaterais adversos foi de 5,36%. Documento ESTUDO STANFORD PDF O que não fica claro pela fala do médico é que nenhum dos voluntários que recebeu a vacina na China morreu. Além disso, apenas 0,03% dos chineses que participaram do teste tiveram reações consideradas mais graves, como perda de apetite, dor de cabeça e fadiga. De acordo com o virologista Flávio Guimarães da Fonseca, do Centro em Tecnologia em Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a vacina produzida em parceria pela Sinovac e pelo Butantan usa o vírus inativado. É a mesma estratégia usada nos imunizantes de tétano, coqueluche, ACWYB, pneumocócica, hepatites A e B, gripe e HPV. “Uma vez que o vírus está morto não tem nenhuma possibilidade de desenvolver problemas de ordem patológica, mais severa, que se tenha notícia, que seja cientificamente conhecido”, comentou o virologista. Na entrevista da Jovem Pan, o neurocirurgião Paulo Porto de Melo também distorce dados publicados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. Ele afirma que o órgão do governo dos Estados Unidos contabilizou mais de 200 mil óbitos e concluiu que apenas 6% dos casos eram mortes por covid-19. Na realidade, porém, o que o CDC divulgou foi que, entre as mortes causadas pela coronavírus, apenas 6% não estavam relacionadas a outras comorbidades. “Em 94% das mortes por covid-19, outras condições foram detectadas para além dela. Estas condições vão desde doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, até condições agudas que ocorreram como consequência da covid-19, como pneumonia e insuficiência respiratória”, informou o CDC ao Estadão Verifica em setembro. Em setembro, o CDC publicou um levantamento que estimou que, em pessoas de 0 a 19 anos, a letalidade da covid-19 é de 0,002%. Em maiores de 70 anos, esse índice pode chegar a 9,3%. Quem é Paulo Porto de Melo O médico neurocirurgião possui uma atuação ativa nas redes sociais. Sua página no Facebook contabiliza mais de 60 mil curtidas, na qual ele compartilha análises pessoais dos últimos números e notícias sobre a pandemia. Na última segunda-feira, 27, Paulo Porto de Melo divulgou um texto em sua página que faz críticas às agências de checagem que esclareceram os dados apresentados de forma distorcida por ele no programa Pânico. A Agência Lupa e o Aos Fatos também checaram as falas do neurocirurgião. O Estadão Verifica entrou em contato com o médico, mas não obteve resposta. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…271020202523.jpg
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['Gabi Coelho', ' especial para o Estadão', ' e Tiago Aguiar']
[]
[]
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/post-distorce-dados-de-cartorios-para-desqualificar-medidas-de-combate-a-covid-19/
ESTADAO_VERIFICA
Post distorce dados de cartórios para desqualificar medidas de combate à covid-19
Publicação compara períodos não equivalentes e omite que registros de óbitos nos cartórios pode ser adiado em razão da pandemia
2020-10-28
Uma publicação divulgada no Facebook e compartilhada em outras redes sociais distorce dados sobre registros de óbitos do Portal de Transparência de Registro Civil com a intenção de desqualificar medidas de combate à pandemia do novo coronavírus. A postagem, publicada na sexta-feira, 23, compara o número de mortes contabilizadas de janeiro a outubro de 2020 com o total registrado em anos anteriores. Além de contrapor períodos não equivalentes, o post omite diversos aspectos sobre a disposição dos dados na plataforma. O autor da postagem reconhece que “restam 2 meses” para completar os números de 2020, mas ainda assim sugere que é improvável que as estatísticas deste ano superem o patamar registrado no ano passado. Segundo dados do portal da transparência, no entanto, isso já acontece ao comparar períodos correspondentes. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica De janeiro a setembro de 2019, foram emitidas 952.352 certidões de óbitos. No mesmo período, em 2020, foram registradas 1.074.647 emissões — um acréscimo de quase 120 mil certidões de óbito. Uma checagem anterior do projeto Comprova aponta, no entanto, que as medidas de combate ao novo coronavírus podem ter impacto sobre outras mortalidades, como acidentes de trânsito e episódios de violência. Na reportagem, o epidemiologista da Universidade Federal da Bahia Fernando Carvalho afirma que os dados do Registro Civil devem ser analisados com desconfiança e que as informações mais adequadas para analisar os números da pandemia são os dados compilados pelas secretarias estaduais de Saúde e pelo Ministério da Saúde. O post analisado ignora que os dados do portal são atualizados continuamente e estão sujeitos a prazos legais. A família do falecido tem até 24 horas após o óbito para registrar a ocorrência no cartório. A instituição tem até cinco dias para emitir o registro e enviar o ato feito à Central Nacional de Informações do Registro Civil, que então inclui as informações no portal de transparência. Na impossibilidade da família cumprir o prazo legal, a Lei de Registros Públicos prevê um prazo máximo de quinze dias, que pode ser ampliado para “três meses para os lugares distantes mais de trinta quilômetros da sede do cartório”. A assessoria da ARPEN-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo), que administra a plataforma, explicou ao Estadão Verifica, que, diante da pandemia do novo coronavírus, autoridades estaduais ainda instituíram exceções para os registros. A Corregedoria-Geral da Justiça do Ceará, por exemplo, publicou em maio, uma portaria que estabeleceu o prazo de 60 dias para o registro de óbitos. De acordo com assessoria da Arpen, alguns estados permitem o sepultamento com a guia funerária e depois a família tem um prazo posterior para ir ao cartório e efetuar o registro. Documento PORTARIA CE PDF Até mesmo os registros de anos anteriores podem ser atualizados. Os cartórios de cada Estado cumprem cronogramas próprios para registrar documentos de outros anos, informou a assessoria. Isso explica porque os dados consultados pelo Estadão Verifica são diferentes, embora próximos, daqueles expostos na publicação enganosa. Os dados do Portal da Transparência do Registro Civil tem sido frequentemente compartilhados fora de contexto nas redes sociais. Veja alguns exemplos checados pelo Estadão Verifica: Publicação engana ao dizer que pandemia está em declínio após ‘zerar excesso de mortes’ Julho de 2020 tem mais óbitos do que o mesmo mês de 2019, ao contrário do que diz boato Posts distorcem dados de 2019 e 2020 para negar as mais de 100 mil mortes por covid-19 Boato distorce dados de cartórios para desacreditar contagem de mortes por covid-19 Registros de óbitos em cartórios confirmam dados da pandemia no Brasil Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://img.estadao.com.…617563593097.jpg
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['Victor Pinheiro']
[]
['coronavírus', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/video-de-investigacao-sobre-fraude-fiscal-nao-e-relacionado-com-pandemia-de-covid-19/
ESTADAO_VERIFICA
Vídeo de investigação sobre fraude fiscal não é relacionado com pandemia de covid-19
Imagens de apreensão de maços de dinheiro circulam fora de contexto nas redes sociais
2020-10-27
Um vídeo que mostra a apreensão de maços de dinheiro em uma operação contra sonegação fiscal viralizou fora de contexto nas redes sociais. “R$ 8 milhões, desviados dos medicamentos para a o tratamento da covid-19”, diz uma postagem compartilhada no Facebook ao menos 151 mil vezes em outubro. Na realidade, a investigação que resultou na apreensão começou em 2013. Trata-se da segunda fase da Operação Monte Cristo, deflagrada em 1º de outubro deste ano pelo Ministério Público de São Paulo em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado e Receita Federal. A ação focou em um esquema de fraudes fiscais bilionárias operacionalizado por empresas do ramo farmacêutico. Foto: Reprodução As investigações começaram em 2013 e resultaram em uma primeira fase ostensiva, em 2017. Portanto, é equivocado afirmar que o dinheiro mostrado no vídeo seria proveniente de medicamentos para a covid-19, como é dito no post analisado. Na primeira fase, a Promotoria identificou parte de um grupo que atuava na região do Vale do Paraíba e litoral Norte e Sul paulista. Alguns dos alvos fecharam acordos de colaboração premiada, o que permitiu aos investigadores identificar uma rede de 100 empresas farmacêuticas envolvidas no esquema de sonegação. O dinheiro que aparece no vídeo foi encontrado em Santana do Parnaíba na casa de um ex-sócio de uma das farmacêuticas investigadas. A contagem inicial apontava um montante de R$ 8 milhões, mas conferência posterior mostrou que na verdade eram R$ 9 milhões.
https://politica.estadao…271020201703.png
null
['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/cristal-gigante-foi-extraido-em-minas-gerais-nao-na-amazonia/
ESTADAO_VERIFICA
Cristal gigante foi extraído em Minas Gerais, não na Amazônia
Foto foi tirada de contexto nas redes para atacar pressão internacional sobre preservação do bioma brasileiro
2020-10-27
Uma postagem tira de contexto a foto de um cristal de quartzo de quatro toneladas para dizer que o mineral teria sido extraído na Amazônia por estrangeiros. A pedra, na verdade, foi extraída em Minas Gerais e comercializada por uma empresa brasileira de cristais. A postagem checada pelo Estadão Verifica já foi compartilhada ao menos 13 mil vezes no Facebook. “Gigantesco cristal de quartzo de quatro toneladas extraído no Brasil pelos gringos. Essa é somente uma das ‘girafas’ da Amazônia que a França e outros países bonzinhos querem tanto ‘proteger’!”, diz a postagem. Foto: Reprodução O mecanismo de busca reversa do Google permitiu encontrar outras vezes em que a mesma imagem foi publicada. A primeira versão da foto foi postada pela página Earths Rare Minerals em 2 de fevereiro de 2018. A postagem dá conta da dimensão do cristal e afirma que a pedra foi extraída no Brasil, além de informar que pertence a uma empresa brasileira. Por e-mail, o proprietário da empresa confirmou ao Estadão Verifica que o cristal era seu. Disse que as pedras que comercializa possuem documentação e são oriundos de “um garimpo que faz parte de uma cooperativa no interior de Minas Gerais”. Assim, negou que o cristal tivesse sido extraído na Amazônia e que tivesse sido comercializado por milhões de dólares. Ele também disse que entrou em contato com a autora do post para resolução de forma “rápida e extrajudicial” do ocorrido. Do contrário, pensa em tomar as medidas judiciais cabíveis. “O post teve mais de 13 mil compartilhamentos até agora, o que nos causa prejuízos de ordem material e moral, face abalo na credibilidade perante os nossos clientes, fornecedores, familiares e amigos”, disse. A imagem viralizou fora de contexto em um momento em que o Brasil sofre pressão internacional para tomar medidas de preservação do meio ambiente. O governo federal adota postura de acusar os outros países de protecionismo e de interesse em explorar a Amazônia. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…271020201038.png
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['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'floresta amazônica']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/boato-tira-artigo-do-codigo-civil-de-contexto-para-defender-carater-voluntario-da-vacinacao/
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Boato tira artigo do Código Civil de contexto para defender caráter voluntário da vacinação
Especialistas afirmam que imunização é tema de saúde coletiva, não individual
2020-10-27
Uma postagem viral no Facebook tira de contexto um artigo do Código Civil para dizer que não é possível tornar obrigatória a vacinação. De acordo com especialistas ouvidos pelo Estadão Verifica, a legislação citada nas redes não se aplica a vacinas. Este conteúdo foi compartilhado ao menos 1,2 mil vezes. “Vacina obrigatória? Pelo visto a lei não ampara tal obrigatoriedade”, diz o boato. O post traz uma reprodução do artigo 15 do Código Civil brasileiro. Ele diz: “Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.” Especialistas destacam que a vacinação é tema de saúde coletiva, não apenas individual. Foto: Reprodução O artigo 15 do Código Civil é taxativo quanto ao constrangimento ilegal sob o risco de vida ligado a procedimentos médicos, ressalta Marcus Vinicius Macedo Pessanha, especialista em direito público administrativo. Por isso, ele avalia que o texto não engloba as vacinas, tendo em vista que elas são seguras. “A vacinação é um processo seguro e amplamente utilizado para a prevenção ou atenuação dos efeitos de uma determinada doença infecciosa, e quando um elevado percentual de uma população é vacinado, desenvolve-se a imunidade de grupo”, disse Pessanha. “Desta forma, as questões ligadas à vacinação superam o mero interesse individual, compreendendo autêntico direito difuso e público de toda a coletividade”. O Ministério da Saúde é o responsável por estipular quais são as vacinações que devem ser consideradas obrigatórias no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esta competência foi estipulada pela Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975. “A legitimidade dessa delegação pode ser analisada criticamente, mas atualmente presume-se legítima”, disse ao Estadão Verifica Saulo Stefanone Alle, especialista em Direito Constitucional. No caso de uma futura vacina contra a covid-19, ele defende que a determinação para a obrigatoriedade deva possuir fundamentação técnica. “É importante que o debate público sobre esse assunto envolva especialistas em saúde pública, e que fique claro que a questão é de saúde pública, coletiva, e não de interesse meramente individual.” Lei nº 6.259, de 1970, dá ao Ministério da Saúde a competência para decidir quais vacinas devem ser obrigatórias. Foto: Reprodução A ex-juíza federal Cecilia Mello pontua que o PNI “está em plena consonância com os preceitos constitucionais da universalidade do direito à saúde”. Ela também diz que uma possível obrigatoriedade da vacina para a covid-19 estaria amparada pela lei. “Primeiro, há necessidade de os ensaios clínicos serem finalizados e comprovarem a segurança e a eficácia (da vacina)”, explica Mello. “Se a doença efetivamente puder ser controlada pela vacinação, o Ministério da Saúde poderá determinar a sua inclusão no calendário e tal providência estaria em conformidade com os preceitos legais que tratam da matéria”. O Estatuto da Criança e do Adolescente também prevê a obrigatoriedade da vacinação. Ele diz no parágrafo primeiro do artigo 14 que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”. O Estadão Verifica e o Projeto Comprova mostraram que os ex-ministros Henrique Mandetta (Saúde) e Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) editaram um projeto de lei, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, com medidas para o enfrentamento da pandemia de covid-19. Em seu artigo 3º, inciso III, ele traz a possibilidade de “determinação de realização compulsória de vacinação e outras medidas profiláticas”. Lei com possibilidade de obrigação da imunização foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro. Foto: Reprodução Mello explica que o eventual caráter obrigatório da vacinação contra a covid-19 não quer dizer que as pessoas seriam levadas coercitivamente a receber o imunizante. Em vez disso, o Poder Público poderia criar “mecanismos de controle paralelos”, como a exigência da carteira de vacinação em dia para fins de matrícula em creches ou escolas. Também lembra a possibilidade de inclusão do imunizante no Regulamento Sanitário Internacional, o que implicaria controle nas fronteiras. O Estadão mostrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve adotar uma posição favorável à obrigatoriedade da vacinação em dois julgamentos que devem ser analisados no Plenário nos próximos meses. O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, rebateu que o tema é de saúde, e não de Justiça. Este assunto também foi checado pelo Aos Fatos. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…271020204541.png
null
['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'Código Civil', 'vacina', 'coronavírus [vacina]', 'coronavírus']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/denuncia-infundada-feita-por-pms-sobre-fraude-em-urnas-volta-a-circular-nas-redes/
ESTADAO_VERIFICA
Denúncia infundada feita por PMs sobre fraude em urnas volta a circular nas redes
Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal apurou acusação feita por policiais em 2018 e concluiu não ter comprovação de erro na contagem dos votos
2020-10-27
SAIBA MAIS Uma denúncia infundada feita em 2018, sobre uma suposta fraude em urnas eletrônicas, voltou a circular nas redes sociais. Em vídeo publicado no Facebook, dois policiais militares do Distrito Federal dizem ter encontrado urnas com votos registrados antes mesmo do início das eleições. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF apurou o caso e concluiu que a pessoa responsável por enviar os dados de votação ao fim do dia fez uma leitura equivocada de um relatório de funcionamento da urna. Tanto o TRE-DF quanto a Polícia Federal (PF) indicaram não haver comprovação de fraude. LEIA TAMBÉM Horário de votação de 7h às 10h é preferencial, e não exclusivo, para idosos Esse caso já foi apurado pelo Projeto Comprova em 2018. Os policiais que aparecem no vídeo foram acompanhar o depoimento na sede da PF de um homem que disse ter encontrado um suposto mau funcionamento em urnas eletrônicas na região de Guará, parte da 9ª Zona Eleitoral. O denunciante trabalhou como “servidor de transmissão” nas eleições — um cidadão convocado pela Justiça Eleitoral para trabalhar no dia das eleições, assim como os mesários. O tribunal regional afirmou que o homem fez uma interpretação errada de um relatório de funcionamento, que é impresso às 12h para indicar o bom desempenho do equipamento de votação. “Ele não tem o conhecimento para dizer o que estava dizendo. Ele não soube interpretar os dados. O policial agiu de maneira irresponsável”, disse à época a presidente do TRE-DF, Carmelita Brasil, sobre o caso. Como mostrou o Comprova, o TRE-DF informou ainda que tanto o boletim de urna quanto a chamada zerésima foram emitidos sem qualquer alteração. O primeiro documento traz, ao final do dia, as informações de total de votos recebidos por cada candidato, partido político, votos brancos, votos nulos, número da seção, identificação da urna e a quantidade de eleitores que votaram. Já a zerésima é um relatório assinado no início da votação pelo presidente da seção, os mesários e os fiscais dos partidos ou coligações – ali se pode encontrar a identificação da máquina e a comprovação de que nela estão registrados todos os candidatos e que não há nenhum voto computado. No Facebook, o vídeo com os policiais militares voltou a circular como se mostrasse um fato recente. A AFP também checou este conteúdo e apurou que os agentes que aparecem na gravação foram posteriormente condenados pelo crime de perturbação dos trabalhos eleitorais. Eles tiveram que pagar um salário mínimo a uma instituição de caridade. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…271020201434.jpg
null
['Alessandra Monnerat']
[]
['eleições 2020', 'fake news [notícia falsa]', 'voto eletrônico']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-montagem-passaporte-da-mumia-do-farao-ramses-ii/
ESTADAO_VERIFICA
É montagem ‘passaporte’ da múmia do faraó Ramsés II
Imagem de documento é meramente ilustrativa, e remete a fato que ocorreu em 1976, quando o corpo foi transportado para Paris para reparos
2020-10-26
É montagem a foto de um suposto passaporte da múmia do faraó Ramsés II, que viralizou nas redes sociais. As publicações afirmam que o documento — falso — foi emitido para transportar o corpo do egípcio para um reparo em Paris, na França, na década de 1970. A viagem realmente aconteceu, mas a imagem do passaporte é meramente ilustrativa, criada pelo site HeritageDaily. Imagem de suposto passaporte do faraó Ramsés II é montagem. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica “Em 1974, foi emitido um passaporte para o lendário Faraó Ramesses II para que a sua Múmia de 3.000 anos pudesse voar para Paris e realizar um necessário reparo”, dizem as postagens no Instagram. A data também está errada, pois a viagem da múmia ocorreu dois anos depois, em 1976. No artigo do site HeritageDaily, cujo endereço está escrito abaixo do código de barras, a legenda da imagem esclarece o objetivo da montagem: “Uma criação artística do passaporte. A imagem é para propósitos ilustrativos. O passaporte verdadeiro não é acessível publicamente”. Além da consulta à fonte original, é possível identificar que se trata de uma montagem ao observar o modelo do passaporte. De acordo com o site do Conselho da União Europeia, a primeira emissão de um documento desse tipo no Egito aconteceu em 27 de janeiro de 2008, mais de 30 anos depois da viagem da múmia a Paris. Este conteúdo também foi checado pela AFP Checamos. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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['Guilherme Bianchini']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'Ramsés II', 'Egito']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/fotos-de-lula-e-bolsonaro-na-transposicao-do-sao-francisco-foram-tiradas-em-cidades-diferentes/
ESTADAO_VERIFICA
Fotos de Lula e Bolsonaro na transposição do São Francisco foram tiradas em cidades diferentes
Postagem no Facebook compara avanço nas obras entre as duas gestões, mas usa imagens de trechos distintos
2020-10-26
Duas fotos que mostram o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visitas a obras de transposição do Rio São Francisco tem sido compartilhadas no Facebook para exaltar uma inauguração feita pela gestão atual em junho deste ano. As duas imagens, no entanto, foram feitas em cidades diferentes. Lula foi fotografado em Cabrobó, no Pernambuco, em 2009. Já Bolsonaro inaugurou uma comporta responsável por trazer águas ao reservatório da cidade de Jati, no Ceará. Uma foto em que Lula usa camisa vermelha e caminha sobre um canal vazio foi tirada em outubro de 2009 pelo então fotógrafo da Presidência, Ricardo Stuckert. O Estadão cobriu a viagem do petista às obras de transposição do São Francisco, que ainda não estavam concluídas. O fotógrafo Dida Sampaio fez fotos semelhantes de Lula no canal. Na ocasião, o ex-presidente visitou obras do Eixo Leste da transposição. O Eixo Leste foi inaugurado em março de 2017, na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB). Página do Estadão de 17 de outubro de 2009. Foto: Acervo Estadão Neste ano, Bolsonaro inaugurou uma obra da transposição do Velho Chico em Jati, no Ceará. A foto em que o presidente comemora com os braços para cima foi divulgada em seu Twitter oficial. Na ocasião, se acionou a comporta que libera água da barragem de Jati para o Cinturão das Águas do Ceará. O trecho faz parte do Eixo Norte das obras. Desde a visita do presidente ao São Francisco, diversas postagens nas redes sociais passaram a disputar a “paternidade” das obras de transposição. O Estadão Verifica checou vários posts relacionados ao assunto. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…261020201107.png
null
['Alessandra Monnerat']
[]
['rio são francisco', 'Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]', 'jair bolsonaro', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/decisao-do-stf-sobre-prisao-domiciliar-so-vale-para-presos-nao-violentos-e-que-sao-os-unicos-responsaveis-por-seus-filhos/
ESTADAO_VERIFICA
Decisão do STF sobre prisão domiciliar só vale para presos não-violentos e que são os únicos responsáveis por seus filhos
Postagens no Facebook espalham informação falsa de que Supremo teria libertado todos os presos que têm crianças
2020-10-26
É falso que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha concedido prisão domiciliar a todos os presos do País com filhos menores de idade. “Por unanimidade, a Segunda Turma do STF libera toda a bandidagem, basta ter um filho menor”, diz uma postagem no Facebook, omitindo que a decisão vale apenas para prisões cautelares e para crimes sem violência ou que não tenham sido praticados contra os próprios filhos. O conteúdo checado pelo Estadão Verifica foi compartilhado ao menos 855 vezes. A medida foi solicitada pela Defensoria Pública da União (DPU) em habeas corpus coletivo, depois que o STF já havia tomado decisão semelhante, de transferir para o regime domiciliar gestantes ou mãe de crianças até 12 anos ou de pessoas com deficiência no contexto da pandemia do novo coronavírus. Para a DPU, a medida discriminava as crianças que não eram criadas pelas mães. Presos que tenham cometido crimes com violência não podem ser beneficiados. Foto: Reprodução Os juízes devem julgar caso a caso e podem negar a medida em casos de crimes cometidos com violência ou contra o próprio dependente. Os presos também deverão provar que são os únicos responsáveis pela criança menor de 12 anos ou pela pessoa com deficiência. O art. 318 do Código de Processo Penal já permite ao juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar nos seguintes casos: maior de 80 (oitenta) anos; extremamente debilitado por motivo de doença grave imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência; gestante; mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos; homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos. Já o art. 318-A expressa que não poderá ser concedida a prisão domiciliar quando o preso tiver cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa, ou quando o crime tiver sido cometido contra o filho ou dependente. Art. 318 do Código de Processo Penal. Foto: Planalto/Reprodução Para o ministro Gilmar Mendes, relator do caso, a situação de risco e urgência na mudança de regime de prisão é reforçada pela atual pandemia da covid-19 no Brasil. A Resolução 62/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomenda a adoção de medidas preventivas por juízes e tribunais, entre elas a reavaliação das prisões provisórias de gestantes, lactantes, mães ou pessoas responsáveis por criança de até 12 anos ou por pessoa com deficiência. A decisão unânime foi tomada pela Segunda Turma em 20 de outubro. Compõem o colegiado os ministros Gilmar Mendes (presidente), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Este conteúdo também foi checado pela agência AFP Checamos. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…261020201811.png
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['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'STF [Supremo Tribunal Federal]', 'sistema penitenciário']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/boato-espalha-foto-adulterada-do-papa-fazendo-gesto-obsceno/
ESTADAO_VERIFICA
Boato espalha foto adulterada do Papa fazendo gesto obsceno
Pontífice é alvo de desinformação após declarar apoio a legislação de união civil entre pessoas do mesmo sexo
2020-10-26
É montagem uma foto do Papa Francisco fazendo um gesto obsceno com as mãos. A imagem original mostrava o pontífice acenando para fiéis, mas foi alterada digitalmente. A foto editada foi compartilhada ao menos 6,3 mil vezes no Facebook. O Estadão Verifica utilizou o mecanismo de busca reversa de imagens do Google para identificar outras vezes em que a foto foi publicada. O registro original foi publicado no banco de imagens Getty Images, clicada pelo fotógrafo Franco Origlia em 24 de dezembro de 2014. Foto foi alterada digitalmente. Foto: Reprodução A legenda informa que a foto foi feita “durante ato em que profere a mensagem de Natal da Basília de São Pedro no Vaticano”. Alguns detalhes, como uma pessoa que aparece lado do pontífice, permitem concluir se tratar da mesma imagem utilizada no boato. O Papa Francisco se tornou alvo de uma campanha de desinformação depois que um documentário mostrou que o líder da Igreja Católica aprova a união civil entre pessoas do mesmo sexo. “Eles são filhos de Deus”, disse. O Estadão Verifica já checou um boato que dizia que o Papa estaria portando um crucifixo com as cores LGBT. Também desmentimos que um homem que aparece de mãos dados com o pontífice seja um ativista gay. Este boato também foi checado pela Agência Lupa. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…241020205630.png
null
['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'papa francisco']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/postagem-cria-falsa-relacao-entre-apreensao-de-r-15-mi-em-ouro-ilegal-e-atuacao-de-ongs-na-amazonia/
ESTADAO_VERIFICA
Postagem cria falsa relação entre apreensão de R$ 15 mi em ouro ilegal e atuação de ONGs na Amazônia
Polícia Federal informou que operação combateu garimpos no Pará
2020-10-23
Um post no Facebook engana ao associar a atuação de ONGs na Amazônia com uma apreensão de R$ 15 milhões em ouro ilegal pela Polícia Federal. A PF negou que haja participação de ONGs no esquema investigado. Este conteúdo foi compartilhado ao menos 13,2 mil vezes. PF negou relação de ONGs com os crimes investigados. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica O boato se baseia na deflagração da operação Ouro Frio em 9 de outubro. A investigação apura a extração ilegal de ouro em garimpos clandestinos e a tentativa de “esquentamento” do mineral, nome dado à fraude para dar aparência de legalidade ao minério ilícito. Foram apreendidas 4 aeronaves e 72 barras de ouro na casa de um dos investigados, com valor estimado em R$ 14,8 milhões. Cerca de 30 policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão no Pará. Portanto, a informação da peça de desinformação de que se trataria de ação no Amazonas está incorreta. A assessoria de imprensa da PF ainda negou que a ação tenha relação com ONGs que atuem na região. A Polícia Federal tem competência para “prevenir e reprimir o contrabando e o descaminho”. Também cabe à PF apurar infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços e interesses da União, como é o caso de garimpos ilegais em terras indígenas. Apreensão de ouro ilegal não é novidade A postagem também questiona se “Você já tinha ouvido falar de alguma vez na história do Brasil de apreensão de ouro ou diamante de garimpo?”, sugerindo que este tipo de ação seria novidade. Na verdade, o Estadão Verifica encontrou no acervo do Estadão diversos registros antigos de combate a este tipo de crime pela PF, o que comprova que este tipo de operação não é recente. Em 2015, o alvo da PF foi um grupo de policiais civis da ativa, um oficial da Polícia Militar da reserva e um vereador que comandavam a exploração ilegal de ouro em Pontes Lacerda, no Mato Grosso. Dois anos depois, a PF deflagrou a Operação Crisol contra uma gigante do ramo de distribuição de valores mobiliários. Segundo os policiais, o esquema de envio de ouro ilegal extraído no Pará e enviado para São Paulo movimentava 180 kg de ouro por semana, o que geraria cerca de R$ 27 milhões semanais aos investigados. Durante as investigações foram apreendidos 70 kg do minério. Já a Operação Muiraquitã, em 2018, teve como objetivo acabar com as atividades de um garimpo ilegal do tamanho de 50 campos de futebol na terra indígena Kayapó, no sudoeste do Pará. O garimpo ilegal contava ainda com duas pistas de pouso ilegais. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…231020203205.png
null
['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'floresta amazônica', 'ouro', 'polícia federal', 'ONG [Organização Não Governamental]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/postagens-usam-numeros-descontextualizados-de-igrejas-queimadas-no-chile/
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Postagens usam números descontextualizados de igrejas queimadas no Chile
Protestos recentes no país causaram incêndios em dois templos religiosos, e não em 15, como afirmam boatos nas redes sociais
2020-10-23
Publicações virais nas redes sociais exageram o número de igrejas queimadas em protestos no Chile. No último domingo, 18, manifestantes colocaram fogo em dois templos, e não em 13 ou 15, como afirmam os boatos compartilhados no Facebook. Os números citados tiram de contexto outros episódios de incêndios em igrejas chilenas, que nada tiveram a ver com os atos do último fim de semana, que marcaram o aniversário de um ano da onda de protestos civis no país em 2019. Postagens exageram número de igrejas queimadas em protestos chilenos recentes. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica As postagens usam os números distorcidos para questionar a postura do Papa Francisco, que ainda não se manifestou sobre os incêndios nas igrejas São Francisco de Borja e Assunção — ambas na capital Santiago. Bispos do Chile e episcopados da América Latina, no entanto, já se pronunciaram em tom de repúdio aos acontecimentos. Algumas das postagens analisadas fazem referência a ataques em série a igrejas chilenas que ocorreram em janeiro de 2018. Na época, a população protestou contra os gastos com a visita do Papa ao país, estimados em US$ 18 milhões — financiados pelo governo local e pela Igreja Católica. Segundo o Vatican News, portal oficial do Vaticano, houve ataques com bombas incendiárias a 13 igrejas em um período de 11 dias. Dois anos antes, outra onda de vandalismo no Chile registrou o número de 13 igrejas queimadas, sem qualquer relação com os protestos mais recentes. Em 2016, houve uma série de incêndios em templos católicos e evangélicos na região da Araucanía, em decorrência de conflitos do povo indígena mapuche, que luta pela posse de terras no local. O Estadão Verifica já checou outros boatos que citam o Papa Francisco. Não é verdade que o pontífice tenha sido fotografado de mãos dadas com um ativista gay, que ele tenha dialogado com o presidente Jair Bolsonaro sobre a Amazônia ou que ele tenha usado um crucifixo representando a bandeira LGBT. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…221020205932.png
null
['Guilherme Bianchini']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'papa francisco', 'Igreja Católica', 'Chile [América do Sul]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/homem-de-maos-dadas-com-papa-francisco-e-padre-presidente-de-organizacao-anti-mafia/
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Homem de mãos dadas com Papa Francisco é padre presidente de organização antimáfia
Foto de 2014 viralizou em publicações no Facebook que inventam que dom Luigi Ciotti é 'ativista gay'
2020-10-22
Uma foto de 2014 em que o Papa Francisco segura a mão do padre Luigi Ciotti tem sido compartilhada fora de contexto no Facebook. Postagens afirmam que Ciotti é um “ativista gay, financiado pelos Rockefellers”, o que não é verdade. Na realidade, o religioso italiano é presidente de uma ONG antimáfia chamada Libera. Na imagem, ele e o Papa participavam de uma vigília pelas vítimas do crime organizado. Nesta quarta-feira, 21, estreou um documentário no Festival de Cinema de Roma em que Francisco reconhece o direito de pessoas do mesmo sexo à união civil. “Os homossexuais têm o direito de ter uma família. Eles são filhos de Deus”, disse o pontífice em uma das entrevistas para o filme. “O que precisamos ter é uma lei de união civil, pois dessa maneira eles estarão legalmente protegidos.” LEIA TAMBÉM Papa aprova união civil entre pessoas do mesmo sexo: 'Eles são filhos de Deus' Depois da divulgação da fala do Papa, postagens nas redes sociais passaram a atacar o líder da Igreja Católica e a população LGBTQIA+. O post analisado pelo Estadão Verifica foi compartilhado mais de 2,9 mil vezes em 18 horas. Qual o contexto da foto? A foto em que Francisco segura a mão de Luigi Ciotti foi tirada em 21 de março de 2014, em Roma, durante vigília pelas famílias de vítimas da máfia italiana. Na imagem, os dois religiosos chegam juntos à igreja San Gregorio Settimo. Foi um gesto simbólico do pontífice: até então, a organização antimáfia Libera nunca tinha conseguido apoio do Vaticano. Embed from Getty Images Naquele dia, Francisco fez um discurso em que pediu a conversão dos mafiosos: “Convertei-vos, peço-vos de joelhos, é para o vosso bem! Esta vida que levais agora não vos dará prazer, nem alegria, nem felicidade!”. Ainda em 2014, o Papa afirmou que os integrantes de organizações criminosas são excomungados, o que quer dizer o banimento completo da Igreja. Quem é Luigi Ciotti? Luigi Ciotti fundou as ONGs Libera e Grupo Abele. O Estadão Verifica não encontrou evidências que ele participe diretamente de grupos de ativismo da comunidade LGBTQIA+. Na década de 1980, o religioso participou da fundação da Liga Italiana da Luta contra a Aids (Lila), organização que presidiu entre 1987 e 1988. A Libera foi criada em 1994, uma “associação contra a máfia”. A ONG milita pelo fim da corrupção e do crime organizado na Itália e no mundo. Atualmente, há 278 escritórios no território italiano, com organizações filiadas em outros 35 países. Nos demonstrativos financeiros mais recentes da ONG, não há indicativo de financiamento “pelos Rockefellers”, ao contrário do que afirmam as postagens no Facebook. Também não há registros de doação à Libera no site da Rockefeller Foundation, entidade de filantropia. Nas passeatas organizadas pela Libera pelo fim da máfia, é comum o uso da bandeira pacifista — um arco-íris com a palavra “Pace”, paz em italiano. As postagens no Facebook que atacam o Papa Francisco parecem confundir a bandeira pacifista com a bandeira do movimento LGBT. As duas têm cores semelhantes. Sono oltre 70 milioni le persone nel mondo che fuggono da guerre, disastri ambientali, conflitti e persecuzioni. È il livello più alto registrato dall'Unhcr negli ultimi 70 anni. Non possiamo stare a guardare. È il momento di #schierarsi #3ottobre#libera2020 pic.twitter.com/dHOO9gtKXn — libera contro mafie (@libera_annclm) October 3, 2019 Ecco l'elenco dei luoghi di memoria dove si svolgeranno letture o iniziative in ricordo delle vittime innocenti delle mafie #memoriaeimpegno #21marzo #21marzonordest https://t.co/j0MLXPuNXW pic.twitter.com/sdEmoYwmLJ — libera contro mafie (@libera_annclm) March 15, 2019 Luigi Ciotti também fundou o Grupo Abele em 1965, uma ONG que trabalha com comunidades vulneráveis, como dependentes químicos, imigrantes, pessoas em situação de pobreza e outras. Na semana passada, o Estadão Verifica desmentiu uma postagem que afirmava que o Papa Francisco usou um crucifixo com as cores da bandeira LGBT. A agência de checagem espanhola Maldita.Es publicou uma checagem semelhante sobre a foto em que o pontífice dá as mãos a Luigi Ciotti. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://img.estadao.com.…603294849124.jpg
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['Alessandra Monnerat']
[]
['papa francisco', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/tabela-traz-valores-errados-de-salarios-minimos-na-america-do-sul/
ESTADAO_VERIFICA
Tabela traz valores errados de salários mínimos na América do Sul
Ao contrário do que afirmam postagens no Facebook, Venezuela não tem mínimo maior do que o do Brasil
2020-10-21
Uma tabela divulgada em postagens do Facebook usa dados errados para comparar os salários mínimos na América do Sul. No ranking publicado nas redes sociais, Argentina, Venezuela e Equador aparecem como os países com remunerações mais altas na região, enquanto o Brasil está em último lugar, entre 12 nações. Isso não é verdade: em valores convertidos em dólares, o salário mínimo mais alto da região é o do Chile, seguido por Equador e Uruguai. O Brasil está na 10ª posição entre os 12 países citados. Por último, vêm Suriname e Venezuela, com mínimos muito abaixo de outros estados sul-americanos. O ranking feito nas postagens também não leva em conta que o poder de compra nos países mencionados é diferente, o que dificulta a comparação por valores nominais. A tabela que foi compartilhada no Facebook contém ainda outro erro: a Bolívia é citada duas vezes, com valores diferentes de salário. As postagens analisadas no Facebook citam como fonte o Banco Mundial. Não encontramos qualquer estudo ou divulgação recente da instituição sobre os salários mínimos na América do Sul. O Estadão Verifica pesquisou os salários mínimos na América do Sul e encontrou os valores listados na tabela abaixo. As fontes das informações são os sites do governo de cada país. As conversões foram feitas na ferramenta do Banco Central brasileiro. A Flourish data visualization E-Farsas e Boatos.Org também checaram este conteúdo. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…211020203418.png
null
['Alessandra Monnerat']
[]
['Uruguai [America do Sul]', 'Equador [América do Sul]', 'Chile [América do Sul]', 'Venezuela [América do Sul]', 'Argentina [América do Sul]', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-fotos-mostrem-o-encontro-de-dois-oceanos-no-golfo-do-alasca/
ESTADAO_VERIFICA
É falso que fotos mostrem o encontro de dois oceanos no Golfo do Alasca
Apenas uma das imagens divulgadas em postagem viral foi feita no local e mostra, na verdade, o derretimento de uma geleira
2020-10-21
Uma publicação com três fotos viralizou no Facebook por supostamente mostrar o encontro das águas de dois oceanos no Golfo do Alasca, nos Estados Unidos. O Estadão Verifica conseguiu identificar que apenas uma das fotos foi tirada no local — e não mostra o encontro de dois oceanos. Esta postagem foi compartilhada ao menos 5,8 mil vezes nas últimas 24 horas. Águas não se misturam porque possuem características físico-químicas diferentes. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica “Este é o Golfo do Alasca, onde dois oceanos se encontram mas não se unem”, diz a legenda. Uma das fotos realmente foi clicada no local, de acordo com o seu fotógrafo. Ela foi publicada por Kent Smith no banco de imagens Flickr, em 4 de julho de 2010, inicialmente com o título “O Encontro de dois oceanos”. Foto clicada por Kent Smith. Foto: Flickr/@kentsmith9/Reprodução Na descrição da foto, Smith volta atrás e esclarece que acredita ter fotografado “o resultado (do encontro) de água doce proveniente de geleiras derretidas e da água salgada do mar. A diferença de densidade entre os dois torna mais lenta a sua mistura”. O banco de imagens Flickr possui uma funcionalidade de georreferenciamento que permite visualizar a localização da foto. Esta ferramenta comprova que ela foi clicada no Golfo do Alasca, pertencente ao Oceano Pacífico. Ferramente de geolocalização mostra que foto realmente foi clicada no Golfo do Alasca. Foto: Flickr/@kentsmith9/Reprodução Foto mostra o rio Mississipi desaguando no Golfo do México A publicação ainda acompanha duas outras fotos de encontro de águas com características físico-químicas diferentes, motivo pelo qual não se misturam. A agência AFP Canadá identificou a segunda imagem, desta vez mostrando barcos passando ao longo de uma grande mancha marrom em alto-mar. Trata-se de um frame de um vídeo publicado pela revista de pesca Marlin Magazine, em 13 de novembro de 2015, em seu canal no YouTube. A revista afirmou à AFP se tratar de um vídeo na foz do rio Mississippi. Tradução: ‘Uma verdadeira exibição de cores quando o Golfo do México encontra o rio Mississippi’. Foto: YouTube/MarlinMagazine/Reprodução “Uma verdadeira exibição de cores quando o Golfo do México encontra o rio Mississippi”, diz a legenda. A agência aeroespacial Nasa já publicou imagens de satélite nas quais é possível ver que, mesmo após chegar ao Golfo do México, no Oceano Atlântico, as águas do Mississippi percorrem um longo caminho antes de se misturarem totalmente com a água salgada. Segundo a Nasa, o fenômeno é resultado da diferença na composição físico-química entre a água doce do rio e a salgada do mar. Estudo de 2005 mostra percurso das águas do rio Mississippi no Golfo do México. Foto: Nasa/Divulgação De acordo com o National Park Service dos Estados Unidos, o rio Mississippi é o segundo maior rio do país. Nasce no estado de Minnesota, na região norte, e segue até o Golfo do México, no litoral da Louisiana, ao sul do território norte-americano. O Estadão Verifica não conseguiu identificar a origem da terceira foto utilizada no post. Ela mostra um oceano de águas escuras ao lado de outra massa de água clara, quase branca. Uma das fotos também foi checada pela agência americana de verificação Snopes. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…211020203423.png
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['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'Oceano Atlântico', 'Oceano Pacífico']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/para-atacar-psb-e-pt-postagem-tira-de-contexto-foto-de-carreata-de-2018/
ESTADAO_VERIFICA
Para atacar PSB e PT, postagem tira de contexto foto de carreata de 2018
Publicação viral usa imagem de campanha da eleição anterior para questionar postura de políticos pernambucanos na pandemia
2020-10-20
SAIBA MAIS Uma foto de uma carreata de setembro de 2018, na cidade pernambucana de Santa Cruz do Capibaribe, circula sem contexto nas redes sociais para atacar políticos do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e do Partido dos Trabalhadores (PT). Uma publicação no Facebook dá a entender que a imagem é recente, para questionar o posicionamento durante a pandemia do deputado federal e candidato a prefeito do Recife João Campos, do governador Paulo Câmara, do deputado estadual Diogo Moraes — todos do PSB — e do senador Humberto Costa (PT). LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica “Esses são os mesmos que diziam, fiquem em casa. Hoje, eles estão todos na rua e você desempregado”, diz o texto da imagem, sem citar que a foto é da campanha para as eleições de 2018, em 23 de setembro daquele ano. A postagem viralizou no Facebook e já recebeu mais de dez mil compartilhamentos. Imagem de carreata em Pernambuco é de setembro de 2018. Foto: Reprodução O Estadão Verifica utilizou o mecanismo de busca reversa do Google para encontrar a origem da foto. Na ocasião, os políticos da esquerda pernambucana faziam campanha para ocupar os cargos em que estão atualmente. Nos perfis do Instagram de Paulo Câmara e de Diogo Moraes, também há imagens da carreata de setembro de 2018 em Santa Cruz do Capibaribe. Líder da corrida pela prefeitura do Recife, segundo pesquisa mais recente do Ibope, João Campos tem ido às ruas para fazer campanha corpo a corpo, mas sempre de máscara. O deputado retira a proteção apenas na hora de fazer discursos. Não há registros, porém, de carreatas do socialista para a eleição de 2020. Humberto Costa, por sua vez, não concorre a cargo público neste ano, mas também está participando de campanha na rua, para apoiar candidatos do PT no Recife. Seu filho, Henrique Costa, disputa vaga de vereador; e Marília Arraes, prima de João Campos, pleiteia a prefeitura pelo partido. Filho do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, morto em acidente de avião em 2014, João Campos já foi alvo de outros boatos nas redes sociais. Uma frase sobre legítima defesa, de 2019, foi tirada de contexto em postagem viral no Facebook. Uma outra publicação inventou declaração sobre o fundo partidário nunca feita pelo parlamentar. Este conteúdo também foi checado pela Agência Lupa. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…091120200012.jpg
null
['Guilherme Bianchini']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'João Campos', 'eleições 2020', 'Pernambuco [estado]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/medico-tira-de-contexto-dados-de-estudo-com-americanos-infectados-para-sugerir-que-mascaras-sao-ineficientes/
ESTADAO_VERIFICA
Médico tira de contexto dados de estudo com americanos infectados para sugerir que máscaras são ineficientes
Pesquisa mostra que frequentadores de bares e restaurantes estão mais propensos ao contágio por não poderem consumir alimentos e bebidas usando equipamento de proteção
2020-10-20
Esta checagem foi produzida pela coalizão do Comprova. Leia mais aqui. Conteúdo verificado: Post no Twitter cita dados sobre uso de máscara por pacientes com sintomas de covid-19 nos Estados Unidos para insinuar que a proteção é ineficaz É enganoso um tuíte insinuando que o uso de máscara é ineficaz contra o novo coronavírus com base em dados de 154 pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus nos Estados Unidos coletados no mês de julho deste ano. O tuíte compartilha parte de uma tabela publicada em um artigo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e destaca os dados sobre o uso de máscara: 85% dos novos casos eram pacientes que usavam a máscara sempre ou com frequência nos 14 dias que antecederam o início da doença, 7% usavam eventualmente e 8% usavam raramente ou nunca. LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica O tuíte, contudo, omite a informação de que a tabela foi publicada em um estudo que afirma que a exposição da comunidade e o contato próximo entre as pessoas contribui para a disseminação de covid-19. O artigo leva em conta o processo de reabertura em bares e restaurantes e conclui que os pacientes infectados tinham, aproximadamente, duas vezes mais chances de frequentar estes locais, onde é mais difícil manter o uso de máscaras e outros tipos de cobertura facial. Ou seja, quando as pessoas tiram a máscara, aumenta o risco de contaminação. O autor do post não respondeu às tentativas de contato do Comprova até o fechamento desta verificação. Tuíte omite que tabela foi publicada em estudo que afirma relação entre exposição da comunidade e disseminação da covid-19. Foto: Projeto Comprova/Reprodução Como verificamos? Primeiramente, buscamos o artigo original que contém a tabela compartilhada pelo usuário do Twitter @AlessandroLoio2. Na rede social ele não cita sua formação, mas a imagem de capa do perfil mostra a ‘orelha’ de um livro de sua autoria em que ele afirma ser médico, formado em 1996 pela Escola de Medicina da Santa Casa, no Espírito Santo, e ex-coordenador da Secretaria Especial da Cultura do governo federal. Em seguida, buscamos por registros com o nome de Alessandro Loiola no Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo e por menções a seu cargo como coordenador na Secretaria Especial de Cultura. Procuramos ainda os responsáveis pela publicação do artigo onde consta a tabela publicada no Twitter, o autor do tuíte, além dos médicos infectologistas Edimilson Migowski, que é professor de Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Alberto Chebabo, diretor médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho/UFRJ. Até o fechamento desta verificação, os responsáveis pelo artigo não tinham respondido aos e-mails enviados pelo Comprova. Procurado através de seu e-mail pessoal e de outro contato usado em seu portal, Alessandro Loiola também não retornou. O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 19 de outubro de 2020. Verificação Os dados são reais? As informações do tuíte são verdadeiras, mas foram tiradas de contexto para levar a uma conclusão enganosa. Os dados constam em uma tabela que faz parte de um artigo publicado no dia 11 de setembro no site do CDC. A Documento PUBLICAÇÃO PDF original, no entanto, não faz menção a uma eventual ineficácia do uso de máscaras. Pelo contrário: os pesquisadores mostraram que, entre as pessoas que relataram exposições semelhantes durante os 14 dias antes do início da doença, aquelas que testaram positivo tinham aproximadamente duas vezes mais chances de terem frequentado bares ou restaurantes neste período. O problema é que, nestes lugares, apontam os pesquisadores, não se pode usar máscaras com eficácia durante refeições e ingestão de bebidas. “Relatos de exposições em restaurantes foram relacionados à circulação de ar. A direção, a ventilação e a intensidade do fluxo de ar podem afetar a transmissão do vírus, mesmo se medidas de distanciamento social e uso de máscara forem implementados de acordo com as orientações atuais. As máscaras não podem ser usadas com eficácia durante as refeições e bebidas, ao passo que fazer compras e muitas outras atividades internas não impedem o uso da máscara”, diz um trecho do artigo assinado por 24 pesquisadores, incluindo Kiva Fisher, da Escola de Saúde Pública de New Orleans e membro da Equipe de Resposta CDC Covid-19. Ida a restaurantes, bares e cafés Os pesquisadores ouviram 314 pacientes adultos com mais de 18 anos atendidos em 11 unidades de saúde ambulatoriais dos Estados Unidos no mês de julho. Do total, 154 testaram positivo para a covid-19. Os números destacados pelo tuíte aparecem na continuação de uma tabela que mostra as características desses pacientes. Sobre o uso de máscaras, eles relataram o seguinte: 70,6% disseram ter usado máscara sempre nos 14 dias que antecederam o início da doença; 14,4% afirmaram que usaram frequentemente; 7,2% usaram algumas vezes; 3,9% usaram raramente e outros 3,9% disseram não ter usado. O que o tuíte não mostra é que, destes mesmos 154 pacientes que testaram positivo, 40,9% disseram ter ido a restaurantes neste mesmo intervalo de 14 dias e 8,5% afirmaram ter ido a bares ou cafés. É um percentual maior do que os outros 160 pacientes entrevistados e que testaram negativo. Entre eles, 27,7% foram a restaurantes e 5% a bares e cafés. Esses dados significam que o uso de máscaras é inútil? A conclusão do artigo aponta que a frequência em locais onde não é possível manter o uso de máscaras corretamente é um fator de risco para contaminação, e é necessário fazer uma avaliação contínua sobre os vários tipos de exposição aos vírus, à medida que locais reabrem – como bares, restaurantes, escolas e igrejas. “Exposições e atividades nas quais o uso de máscara e o distanciamento social são difíceis de manter, incluindo ir a locais que oferecem refeições e bebidas no local, podem ser fatores de risco importantes para infecção por SARS-CoV-2. A implementação de práticas seguras para reduzir a exposição ao coronavírus durante as refeições e bebidas no local deve ser considerada para proteger os clientes, funcionários e comunidades e retardar a disseminação da covid-19”, conclui o artigo. Para o infectologista Alberto Chebabo, diretor médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, os dados não apontam que o uso de máscaras seja ineficaz. “Não tem o menor sentido isso que o tuíte afirma. O estudo prova exatamente o contrário. Nos momentos em que tiramos a máscara estamos mais expostos e com maior risco de nos infectarmos. O estudo recomenda o uso da máscara e distanciamento social em suas conclusões”, afirma. O também infectologista Edmilson Migowski, professor de doenças Infecciosas da UFRJ, explica que a máscara só oferece risco se for mal utilizada. “Por exemplo, eu peguei uma máscara, espirrei, tossi, estou com a covid-19, coloco a minha mão na máscara de uma forma errada, contamino as coisas. Quando a máscara é utilizada dentro dos critérios de utilização, ela é protetora. Ela não seria e não vai ser uma ameaça para as pessoas”, explica. A própria página do CDC recomenda o uso de máscaras para proteger as pessoas e tem postagens indicando os melhores tipos de máscara e como se proteger, o que inclui cobrir a boca e o nariz com a proteção quando estiver próximo de outras pessoas. Quem é Alessandro Loiola Alessandro Lemos Passos Loiola nasceu em 1971, é médico formado pela Escola de Medicina da Santa Casa, no Espírito Santo, e possui dois registros ativos em conselhos regionais de medicina no Brasil: Minas Gerais e São Paulo. Isso é comum porque um médico precisa ter registro em cada estado em que atua. O registro mais antigo é de Minas Gerais, feito em 7 de fevereiro de 1997 – a foto foi apresentada ao Conselho em 2008. Nele, constam duas especialidades, ou áreas de atuação: cirurgia geral e coloproctologia. O segundo registro é de 18 de março de 1999, feito no Conselho Federal de Medicina do Espírito Santo, com as mesmas especialidades. Este registro, no entanto, consta como ‘Transferido’. O terceiro registro, ainda ativo, é do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, feito em 7 de janeiro de 2010, mas não há especialidades ou áreas de atuação cadastradas. A exibição de telefones e endereços onde ele poderia trabalhar não foi autorizada pelo usuário e, por isso, eles não aparecem em suas fichas profissionais. O Comprova não conseguiu encontrar um currículo do médico na Plataforma Lattes, que reúne pesquisadores do país. Em sua conta no Twitter, ele publica o link para um site com conteúdo de direita voltado para o público masculino, como um curso para discutir “as falácias esquerdistas”. Entre as publicações, há outras que se posicionam contra o uso de máscaras de pano. A imagem de capa do perfil mostra a ‘orelha’ de um livro de sua autoria, em que, além de se apresentar como médico, ele diz que foi, também, coordenador da Secretaria Especial de Cultura do governo federal. A nomeação para o cargo foi publicada no Diário Oficial da União de 27 de novembro de 2019. Alessandro Loiola foi nomeado pelo ministro do Turismo, Marcelo Henrique Teixeira Dias, para exercer o cargo de Coordenador-Geral de Empreendedorismo e Inovação, do Departamento de Empreendedorismo Cultural, da Secretaria da Economia Criativa, da Secretaria Especial da Cultura. Menos de dois meses depois, no dia 24 de janeiro, ele foi exonerado do cargo também pelo ministro. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União no dia 27 de janeiro de 2020. No mesmo dia, foram exonerados também outros dois funcionários da Secretaria Especial da Cultura que eram próximos e tinham sido nomeados pelo ex-secretário Roberto Alvim. Este havia sido demitido dez dias antes, após fazer um pronunciamento oficial com referências nazistas, como mostra esta reportagem publicada por O Globo. Por que investigamos? Em sua terceira fase, o Comprova checa conteúdos virais que possam espalhar desinformação nas redes sociais sobre a pandemia da covid-19. O tuíte investigado pelo Comprova teve mais de 4 mil interações na rede social até o dia 19 de outubro. Conteúdos com alegações enganosas, como essas feitas pelo médico, questionando o uso de máscaras, enfraquecem a confiança da população em instituições sanitárias e podem dificultar os esforços de combate à pandemia. Autoridades médicas e acadêmicas defendem o uso de máscara como uma das formas de se voltar à normalidade sem aumentar a disseminação da doença. Esta não é a primeira vez que as máscaras foram alvo de desinformação. O Comprova já checou boatos que negavam a eficácia das máscaras em proteger as pessoas, outros afirmavam que seu uso era nocivo à saúde e até que insinuavam que a máscara tinha sido responsável pela morte de uma estudante na Alemanha. Também verificamos postagens alarmistas com alegações de que máscaras exportadas pela China estariam contaminadas. Tais alegações não encontram respaldo científico. Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; conteúdo que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.
https://politica.estadao…091120200012.jpg
null
['Projeto Comprova']
[]
['máscara respiratória', 'coronavírus', 'Estados Unidos [América do Norte]', 'fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/sara-giromini-divulga-informacoes-falsas-sobre-nova-portaria-de-aborto-apos-estupro/
ESTADAO_VERIFICA
Sara Giromini divulga informações falsas sobre nova portaria de aborto após estupro
Não é verdade que portaria do Ministério da Saúde retire necessidade de comprovação de violência sexual
2020-10-19
Em live publicada no Instagram, a ativista de extrema-direita Sara Giromini, que se apresenta como Sara Winter, compartilhou informações falsas sobre os procedimentos de aborto legal durante o governo Bolsonaro. Em vídeo com quase 16 mil visualizações, Sara afirma que o Ministério da Saúde teria retomado uma “portaria petista” que permite que mulheres terminem a gravidez apenas alegando terem sido estupradas, sem apresentar comprovação. A portaria citada por ela, porém, ainda prevê a necessidade de realizar diferentes exames médicos para confirmar a violência sexual. O texto também diz que os médicos responsáveis devem comunicar as autoridades policiais. LEIA TAMBÉM Postagem exagera número de ONGs no Amazonas em comparação com o Nordeste A “portaria petista” a que Sara se refere é, na verdade, a portaria nº 1.508, que foi promulgada em 2005, durante o governo Lula. O documento define normas para realização do aborto em casos de estupro, e estabelece que as mulheres devem assinar um Termo de Relato Circunstanciado, além de passar por exames ginecológicos, ultrassom e avaliação da equipe médica. A norma não cita a necessidade de comunicação da violência sexual a autoridades policiais. Em agosto de 2020, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, publicou uma nova portaria com procedimentos para aborto em caso de estupro. O texto passou a incluir a obrigatoriedade de a equipe médica informar a polícia sobre o caso de violência sexual, mesmo que a vítima não queira fazer a denúncia. Também houve alterações no termo de consentimento que deveria ser assinado pela mulher. Antes, o documento informava uma lista de riscos e desconfortos do procedimento médico, e passou a detalhar outros efeitos no corpo da mulher. A edição da portaria trouxe repercussão negativa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chamou o documento de “ilegal” e “absurdo”. Especialistas indicaram que as novas normas dificultariam o acesso ao aborto legal. Dez deputadas do PCdoB, PSOL e PT apresentaram projetos de decreto legislativo para suspender as novas regras. O senador Humberto Costa (PT-PE) fez uma proposta semelhante. A portaria também foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) em duas ações, movidas pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) e pelos partidos PT, PCdoB, PSB, PSOL e PDT. As matérias seriam analisadas pelo ministro Ricardo Lewandowski no dia 25 de setembro. No entanto, no dia 24, Pazuello editou nova portaria para retirar a menção à palavra “obrigatoriedade”. O texto manteve a orientação de que a equipe médica informasse a polícia sobre a violência sexual e realizasse exames ginecológicos para comprovar se a gestante foi vítima de estupro. Com a nova portaria, o STF retirou as ações da pauta. Na live no Instagram, Sara reclama do documento editado no dia 24, e diz acreditar que a nova norma legalizaria o aborto no País. Ativista antiaborto, Giromini foi responsável por divulgar o local onde uma menina de 10 anos faria um procedimento para interromper a gravidez, após ter sido estuprada pelo próprio tio. Sara, que lidera o movimento chamado “300 do Brasil” e foi presa em junho de 2020 em investigação da Polícia Federal sobre propagação de desinformação e ações antidemocráticas, também divulgou o nome da menina. De acordo com o Código Penal brasileiro, o aborto só é garantido por lei caso a gravidez seja decorrente de estupro ou apresente risco de morte para a mãe e o bebê. Em 2012, o STF abriu a possibilidade de interromper a gestação quando o feto é anencéfalo. Em outros casos, o aborto é punido com até três anos de prisão, para a mulher, e até dez anos, para o médico. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…051020205826.png
null
['Gabi Coelho']
[]
['ministério da saúde', 'aborto']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/frase-de-enviado-da-oms-e-retirada-de-contexto-para-sugerir-que-entidade-condena-lockdown/
ESTADAO_VERIFICA
Frase de enviado da OMS é retirada de contexto para sugerir que entidade condena lockdown
Organização admite que há impactos econômicos e sociais negativos com fechamento de estabelecimentos, mas isso não significa que tenha mudado de opinião
2020-10-16
Conteúdo verificado: Post da deputada federal Major Fabiana usa fala de um representante da OMS para afirmar que a entidade jamais defendeu o lockdown como principal meio de controle do vírus da covid-19 É enganoso o tuíte de uma deputada federal do PSL que imputa à Organização Mundial de Saúde (OMS) uma mudança de posição a respeito da utilização de lockdowns no controle da pandemia da covid-19. Em seu post, a parlamentar tira de contexto uma frase de um representante da OMS proferida durante entrevista a um site britânico em 9 de outubro. LEIA TAMBÉM Conselho Regional de Medicina do DF publica nota contrária ao lockdown Na ocasião, David Nabarro – que é enviado especial da organização e não seu diretor, como afirma a deputada –, de fato destacou os impactos econômicos e sociais negativos dos lockdowns. Isso não significa, no entanto, que a OMS tenha mudado de posição. Na mesma entrevista, Nabarro afirmou que os lockdowns são justificados em momentos de crise, para reorganizar os sistemas de saúde e proteger os profissionais que estão na linha de frente do combate à doença. A ideia desta prática é “achatar a curva” de contágio, evitar a superlotação de hospitais e, depois, permitir a reabertura das economias. Nas redes sociais, a declaração crítica aos lockdowns de Nabarro foi utilizada para referendar de maneira retroativa a posição de determinados líderes políticos que eram contrários a esta prática mesmo nos momentos iniciais de crise da pandemia, quando as autoridades sanitárias recomendavam o fechamento de diversos setores da economia. A deputada federal cujo tuíte foi verificado é major da Polícia Militar do Rio de Janeiro e se define como “deputada federal da base do presidente” Jair Bolsonaro (sem partido). Três dias depois da entrevista de Nabarro, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou a dicotomia entre o fechamento das economias por tempo indeterminado e deixar a circulação do vírus livre – defendida por Bolsonaro e também por Donald Trump nos Estados Unidos, por exemplo. De acordo com Tedros, a entidade recomenda como forma principal de combate à pandemia medidas como detecção de casos, testagem em massa, rastreamento de contatos, quarentena para os infectados, higienização e máscaras. Ao Comprova, a epidemiologista Denise Garrett, que atua no Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, destacou que os lockdowns e essas medidas de contenção citadas pelo diretor da OMS são parte da mesma estratégia. “O que precisamos é um plano, uma estratégia e articulação, de preferência a nível nacional, o que infelizmente não temos no Brasil”, afirmou. Como verificamos? Inicialmente, fizemos uma busca no Google para saber se algum representante da OMS havia falado recentemente sobre os lockdowns como uma estratégia de enfrentamento à pandemia. Por meio de uma matéria da revista Veja, descobrimos que a declaração havia partido de David Nabarro, enviado especial da OMS para lidar com a crise da covid-19, em uma entrevista ao site The Spectator. A partir daí, localizamos uma matéria do site britânico e um vídeo da entrevista, por meio do qual foi possível saber exatamente o contexto em que Nabarro usou a frase. Paralelamente, conseguimos confirmar as credenciais de Nabarro no site oficial da OMS. A partir daí, enviamos questionamentos à assessoria de imprensa da OPAS, entidade que representa a OMS nas Américas, para saber qual o posicionamento da entidade sobre o uso de lockdowns e quais são as estratégias recomendadas pela entidade para enfrentar o novo coronavírus. Também buscamos no site da OMS o último comunicado sobre as estratégias para conter o SARS-CoV-2 divulgado pelo diretor da entidade, Tedros Adhanom. Entrevistamos a epidemiologista Denise Garrett, que há mais de 20 anos é afiliada ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e o mestre em saúde pública Márcio Sommer Bittencourt, pesquisador do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP (CPCE-USP) e membro do grupo de pesquisa Infovid, sobre a adoção de lockdowns e medidas de fechamento das atividades econômicas adotados no Brasil. Também procuramos a assessoria da deputada federal Major Fabiana, que publicou o tuíte, mas ela não respondeu até a publicação desta verificação. O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 16 de outubro de 2020. Bandeira na sede da OMS em Genebra, Suíça. Foto: U.S. Mission Photo by Eric Bridiers Verificação A fala de Nabarro Embora esteja ligado à OMS, David Nabarro não é um dos diretores da organização. Ele atua como enviado especial da OMS para assuntos relacionados à pandemia. Nabarro e outras cincos pessoas integram um grupo de enviados especiais da OMS que tem por objetivo promover conselhos estratégicos a governos. O anúncio com os nomes dessa equipe ocorreu em 21 de fevereiro de 2020. No vídeo da entrevista, a resposta de Nabarro sobre o tema lockdown na pandemia é um pouco mais completa do que a transcrição que viralizou. Ele diz que o lockdown deveria ser usado para ganhar tempo até que os governos desenvolvam estratégias melhores de controle do vírus. Em tradução livre, a fala do enviado especial começou assim: “Um ponto realmente importante (…). Eu gostaria de afirmar novamente: nós, da Organização Mundial de Saúde, não defendemos o lockdown como o primeiro meio de controle do vírus. O único momento em que nós acreditamos que o lockdown é justificado é para ganhar tempo para reorganizar, reagrupar e rebalancear seus recursos; proteger seus profissionais de saúde que estão exaustos. Mas, em geral, nós preferimos não fazer isto”. Nabarro segue sua resposta pedindo para que se olhe “o que está acontecendo com a indústria do turismo no Caribe ou no Pacífico porque as pessoas não estão tirando suas férias”. Ele também menciona a situação dos “pequenos proprietários agrícolas em todo o mundo porque seus mercados foram fechados” e os níveis de pobreza, que segundo ele, em 2021, podem dobrar no mundo. Na sequência, ele reforça que talvez dobremos também o número de crianças mal nutridas “porque as crianças não estão se alimentando nas escolas e os seus pais, nas famílias mais pobres, não são capazes de pagar por isso”. Ele define a situação como “uma terrível e medonha catástrofe global”. Ele finalizou dizendo: “Nós realmente pedimos a todos os líderes mundiais: parem de usar o lockdown como o seu primeiro método de controle. Desenvolvam sistemas melhores para fazer isso. Trabalhem juntos e aprendam uns com os outros. Mas se lembrem que lockdowns têm uma consequência que você nunca deve menosprezar. E ela é fazer pessoas pobres ainda mais pobres.” O que a OMS pensa sobre lockdown Quatro dias após a entrevista de Nabarro, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, leu um comunicado criticando a ideia de deixar as pessoas expostas ao vírus para atingir a imunidade de rebanho. “Não é uma escolha entre deixar o vírus livre para circular ou fechar nossas sociedades. O vírus é transmitido entre contatos próximos e causa surtos que podem ser controlados através de medidas direcionadas. Prevenir eventos amplificadores; proteger os mais vulneráveis; empoderar, educar e engajar comunidades. E persistir com as mesmas ferramentas que nós temos defendido desde o primeiro dia: encontrar, isolar, testar e cuidar dos casos, encontrar e pôr em quarentena seus contatos”, afirmou. No mesmo comunicado, também disponível em vídeo no site da entidade, ele lembrou que há várias ferramentas disponíveis para combater a pandemia. “A OMS recomenda a identificação dos casos, isolamento, testagem, cuidado compassivo, rastreamento de contatos, quarentena, distanciamento físico, higienização das mãos, máscaras, etiquetas respiratórias, ventilação, evitar multidões e mais”, afirmou. Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Foto: REUTERS/Denis Balibouse Adhanom também disse reconhecer que, em certos momentos, alguns países não tiveram escolha a não ser emitir ordens para que as pessoas permanecessem em casa como uma medida para ganhar tempo. “Muitos países usaram esse tempo para desenvolver planos, treinar profissionais de saúde, distribuir suprimentos, aumentar a capacidade de testagem, reduzir o tempo dos testes e melhorar o cuidado com os pacientes. A OMS está esperançosa que os países irão utilizar as intervenções onde e quanto necessárias, baseados em suas situações locais”, prosseguiu. Procurada pelo Comprova, a OPAS enviou uma nota por e-mail afirmando que os lockdowns voltaram a ser um tópico de discussão no momento em que os países voltam a enfrentar picos da covid-19. Embora veja essa medida como “não sustentável”, a OMS entende que ela pode ser necessária para suprimir rapidamente o vírus e evitar que o sistema de saúde do país seja sobrecarregado. “Lockdowns não são soluções sustentáveis devido a seus impactos econômicos, sociais e de saúde mais amplos. No entanto, durante a pandemia de covid-19, houve momentos em que as restrições foram necessárias e pode haver outros momentos no futuro”, afirma a OMS. A entidade defende que, por causa dos seus impactos econômicos e sociais, os lockdowns precisam ter duração limitada e devem ser utilizados para que o país possa preparar medidas de saúde pública de longo prazo e buscar soluções mais sustentáveis. A OPAS também enviou ao Comprova uma lista de orientações e precauções relacionadas à pandemia que devem ser seguidas por cidadãos e governos. Orientações da OMS: Identificar casos da covid-19 Isolar pessoas com casos confirmados Testar e cuidar de cada pessoa com caso confirmado Rastrear e colocar em quarentena todos os contatos dessas pessoas Equipar e treinar profissionais de saúde Educar e capacitar as comunidades a protegerem a si e aos outros Precauções relacionadas à covid-19: Distanciamento físico (pelo menos 1 metro) Lavar/higienizar as mãos Usar uma máscara quando o distanciamento físico não for possível Tossir e espirrar a uma distância segura das outras pessoas Evitar aglomerações Manter as janelas e portas abertas quando você não puder encontrar amigos e familiares do lado de fora O que dizem os especialistas A epidemiologista Denise Garrett, que atua há mais de 20 anos no Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em Atlanta, nos Estados Unidos, explicou por que as adoções de lockdowns foram importantes no início da pandemia: “Foram importantes para nos dar mais tempo de aprender a tratar melhor os pacientes e preparar o sistema de saúde. Salvaram milhões de vidas e temos vários estudos científicos mostrando esse impacto.” Garrett, que também é vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, reforçou que o lockdown não é uma medida a ser adotada por longo tempo. “Essa é uma medida temporária para criarmos uma estratégia de controle e nos prepararmos”, disse. “Mas também não podemos simplesmente deixar o vírus correr solto. O que precisamos é um plano, uma estratégia e articulação, de preferência a nível nacional, o que infelizmente não temos no Brasil.” Para a médica é preciso ‘abordagens mais diferenciadas e direcionadas usando dados sobre nossas epidemias locais’, o que consequentemente exigirá investimentos, sobretudo, em testes. Desta maneira é possível elaborar intervenções para abordar o que está acontecendo nas comunidades, adaptando as intervenções e realizando alterações necessárias à medida que as evidências também mudam. Ela finalizou enfatizando que, “até termos uma vacina efetiva e segura, nós precisamos desacelerar a transmissão com medidas restritivas planejadas e direcionadas”. O Comprova ouviu também o mestre em saúde pública Márcio Sommer Bittencourt, pesquisador do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP (CPCE-USP) e membro do grupo de pesquisa Infovid. Ele acredita que as pessoas estão usando o lockdown de forma política, até mesmo porque não se tem uma definição homogênea da OMS do que é o lockdown. “Lockdown é uma expressão que as pessoas inventaram e que não tem uma definição tão clara do que é. Em alguns países está se chamando de lockdown uma intervenção muito mais intensa que em outros países que também estão adotando lockdown com uma intervenção muito menos intensa”. Bittencourt explicou que a OMS propõe uma “estratégia multifacetada de intervenções comunitárias, também chamada de intervenções não-farmacológicas, que atuam em várias direções”. Ele também expôs quais são os pilares dessa estratégia. “O primeiro pilar é o isolamento de caso, depois vem a quarentena de contatos, seguido das medidas de bloqueio físico e bloqueio químico e o quarto pilar é evitar medidas de super disseminação”. Ele reforçou que os quatro pilares são a parte principal da estratégia de manutenção de controle para Covid-19. E que existe um quinto pilar, o do distanciamento físico, que segundo ele é mais flexível. “Nele você inclui desde pedir para as pessoas ficarem a dois metros umas das outras até pedir para fechar estabelecimentos, proibir viagem, reduzir o número de pessoas no restaurante e etc. Ou num caso muito extremo, particular e por período curto de tempo, quando está muito intenso, pedir até fechamento completo de uma cidade e todo trânsito não essencial”. O pesquisador enfatizou que a adoção de lockdown não é a primeira estratégia, não é primordial e não é obrigatoriamente necessária. “É uma medida de exceção, quando os outros quatro pilares não podem ser implementados adequadamente ou ainda não foram implementados adequadamente. Ou até mesmo, quando já foram e não estão dando conta, você vai intensificando as medidas de distanciamento. Idealmente, você não deveria chegar num lockdown ou num fechamento tão extremo. Essa seria uma medida de último recurso que pode sim ser necessária e que é sim eficaz”. Por que investigamos? Em sua terceira fase, o Comprova investiga conteúdos suspeitos que tenham viralizado nas redes sociais sobre a pandemia e sobre políticas públicas do governo federal. Quando esses conteúdos tratam de formas de prevenção ou de tratamento da doença causada pelo novo coronavírus, a checagem se torna ainda mais importante, já que a desinformação pode levar as pessoas a deixarem de se proteger e se expor a riscos desnecessários, durante uma doença que já causou 152,4 mil mortes e infectou 5,1 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A publicação da deputada federal Major Fabiana teve 1,1 mil compartilhamentos e 5,8 mil curtidas no Twitter. Conteúdo similar publicado no site Frontliner teve 3 mil interações nas redes sociais, segundo a plataforma de monitoramento CrowdTangle. O tema também tem importante repercussão política, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro e diversos governadores entraram em atrito durante a pandemia por causa de medidas de fechamento da economia para conter a propagação do Sars-CoV-2. Recentemente, o Comprova mostrou que um tuíte enganou ao questionar a compra de vacinas pelo governo de São Paulo; queum post distorceu informações para insinuar que China não usará a própria vacina; queum estudo distorce dados para dizer que países que usaram a hidroxicloroquina tiveram 75% menos mortes pela covid-19; e quevacinas contra o novo coronavírus não serão capazes de provocar danos genéticos nem vão monitorar a população. Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; ou que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.
https://politica.estadao…161020202148.png
null
['Projeto Comprova']
[]
['OMS [Organização Mundial de Saúde]', 'coronavírus', 'coronavírus [prevenção]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/multa-de-ate-r-5-mil-para-som-alto-e-lei-municipal-de-bertioga/
ESTADAO_VERIFICA
Multa ‘de até R$ 5 mil’ para som alto é lei municipal de Bertioga
Postagem viral confunde norma de cidade paulista com legislação federal de contravenção penal
2020-10-16
Uma lei de Bertioga, na Baixada Santista, em São Paulo, que prevê multa para som alto, circula sem contexto nas redes sociais. A publicação não especifica que a legislação se aplica apenas ao município paulista, e é compartilhada por pessoas de diferentes regiões do Brasil. O valor máximo citado na imagem, de R$ 5.184, também está desatualizado, pois não contém o reajuste da Unidade Fiscal de Bertioga (Ufib), utilizada para calcular a pena. O limite atual é de R$ 7.215. Lei de som alto mostrada em imagem é do município de Bertioga. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica A única lei federal que trata do assunto é de quase 80 anos atrás. Municípios, porém, costumam aplicar regras próprias, como no caso de Bertioga. O artigo 42 da Lei de Contravenções Penais, de 3 de outubro de 1941, dispõe sobre “perturbar o sossego alheio” com gritaria ou algazarra; profissão incômoda ou ruidosa; abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; e permissão de barulho produzido por animal de que tem guarda. A pena estipulada é de prisão simples, de 15 dias a três meses, ou multa, de 200 mil réis a dois contos de réis — sem conversão estabelecida para reais. Não há, portanto, relação entre a contravenção penal, mencionada no texto da postagem, e a lei municipal de Bertioga, mostrada na imagem. Documento LEI 1.101/2014 DE BERTIOGA PDF Na legislação bertioguense, existe um limite de decibéis (db) para cada período do dia, referente à “emissão de sons, ruídos e vibrações provenientes de fontes fixas ou móveis”. O diurno, das 7h01 às 19h, é de 70 db; o vespertino, das 19h01 às 22h, é de 60 db; e o noturno, das 22h01 às 7h, permite até 50 db. Às sextas-feiras, aos sábados e em vésperas de feriados, o período vespertino se estende até as 23h. A pena varia de acordo com o nível em que o ruído excede o volume permitido, e é calculada em cima da Ufib, fixada em R$ 3,6076 para 2020. Uma infração leve, por exemplo, é quando o som ultrapassa o limite em até 20%, com multa entre R$ 360,76 (100 Ufibs) e R$ 721,52 (200 Ufibs). Já a gravíssima, quando o ruído supera em mais de 40% o limite, requer pagamento que pode chegar até R$ 7.215,20 (2000 Ufibs). Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…161020202708.png
null
['Guilherme Bianchini']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'Bertioga']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/bndes-investiu-mais-em-obras-no-brasil-do-que-no-exterior-ao-contrario-do-que-diz-postagem/
ESTADAO_VERIFICA
BNDES investiu mais em obras no Brasil do que no exterior, ao contrário do que diz postagem
Valor de contratos firmados durante governos petistas para realização de serviços de engenharia em países estrangeiros é de R$ 9,6 bilhões
2020-10-16
Postagens que viralizaram no Facebook acusam o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de ter investido “mais em países comunistas do que no próprio Brasil” durante os governos do PT. A alegação é falsa porque, em qualquer período analisado dos governos petistas, o BNDES desembolsou mais para apoiar a infraestrutura dentro do território brasileiro do que no exterior. As publicações checadas também enganam ao sugerir que o financiamento para exportação de serviços e bens brasileiros é equivalente a “investir em outros países”. Na verdade, o banco tem três linhas de financiamento para estimular operações de comércio entre empresas brasileiras e importadores estrangeiros. Não há remessa de divisas para o exterior — quem fica com o dinheiro financiado pelo BNDES é a empresa brasileira, e quem tem que pagar a dívida ao banco é o importador estrangeiro. LEIA TAMBÉM Veja todas as checagens sobre coronavírus publicadas pelo Estadão Verifica As operações de financiamento também podem incluir empréstimo de recursos para que uma empresa de engenharia brasileira execute obras no exterior. Nesse caso, o importador é o governo do país estrangeiro, que torna-se o responsável pelo pagamento ao BNDES. O BNDES financia a exportações de bens e serviços realizados por empresas brasileiras desde 1998. O maior importador do Brasil de bens financiados pelo BNDES são os Estados Unidos — US$ 17,8 bilhões nos últimos 22 anos. Qual o valor emprestado para realização de serviços de engenharia no exterior? O cálculo do valor total de financiamento pelo BNDES de exportações de serviços de engenharia depende dos critérios usados. Utilizamos como referência as datas da contratação entre 1º de janeiro de 2003 (quando o ex-presidente Lula assume o primeiro mandato) e 12 de maio de 2016 (data do afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff ), já que as publicações referem-se a “160 meses de governos PT”. O valor total dos contratos de financiamento para exportação de serviços de engenharia firmados no período é de U$ 9,67 bilhões (aproximadamente R$ 54,3 bilhões na cotação desta quinta-feira, 15). No mesmo período, as operações de crédito do BNDES com governos municipais e estaduais do Brasil chegaram a R$ 75,6 bilhões. Ou seja, mesmo com uma conta que exclui milhares de operações indiretas domésticas, o valor de crédito para exportação já é superado. Os dados para estas contas foram obtidos na Central de Downloads do BNDES. Países comunistas receberam dinheiro? Os países contratadores de serviços de engenharia brasileiros por meio do BNDES são os seguintes: Angola, Argentina, Costa Rica, Cuba, Equador, Gana, Guatemala, Honduras, México, Moçambique, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. As postagens no Facebook não deixam claro a quais países fazem referência. A seção de perguntas e respostas do banco afirma que há duas razões para que os maiores clientes sejam países latinos e africanos. “São regiões em desenvolvimento e, nessa condição, têm obras complexas de infraestrutura a serem realizadas, com poucas empresas locais aptas a executá-las. E é nesses mercados que as empresas exportadoras brasileiras conseguem ser mais competitivas”, explica o BNDES. Em maio de 2016, o BNDES suspendeu os desembolsos para exportações de bens e serviços de engenharia de empreiteiras envolvidas em casos de corrupção e estabeleceu critérios adicionais para que fossem retomadas. O que diz o BNDES? Procurado pelo Estadão Verifica, a assessoria do BNDES negou o conteúdo da postagem e destacou que desde o início dos programa de apoio à exportação, em 1998, o banco “desembolsou o equivalente a US$ 274 bilhões para apoiar a infraestrutura no Brasil, em torno de 27 vezes o valor destinado a financiar vendas de bens e serviços usados em obras de empreiteiras brasileiras no exterior (US$ 10,5 bilhões).” Qual a origem da foto compartilhada no Facebook? A imagem usada nas publicações com o conteúdo falso não tem relação com nenhuma atividade do BNDES. De autoria do fotógrafo Ricardo Stuckert e divulgada pelo Instituto Lula, a foto foi tirada em Cuba em dezembro de 2016, quando figuras políticas brasileiras e representantes políticos de países latino-americanos prestaram homenagens nas cerimônias fúnebres a Fidel Castro. Na ocasião, o candidato a prefeito em São Paulo pelo PSOL Guilherme Boulos, destacado na legenda de algumas publicações, estava representando o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Ano passado, o Projeto Comprova verificou uma publicação que misturava dados verdadeiros com números incorretos sobre financiamentos do BNDES nos governos do PT. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://img.estadao.com.…617563593097.jpg
null
['Tiago Aguiar']
[]
['BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]', 'guilherme boulos']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-de-fevereiro-foto-da-reuniao-de-trump-com-personalidades-negras/
ESTADAO_VERIFICA
É de fevereiro foto da reunião de Trump com personalidades negras
Imagem é compartilhada fora de contexto para simular apoio às vésperas das eleições presidenciais
2020-10-16
É de fevereiro uma foto que mostra personalidades norte-americanas negras em reunião com o presidente Donald Trump. A imagem viralizou fora de contexto no Facebook: postagens afirmam que, no dia 13 de outubro, “evangélicos negros rezaram pela vitória de Donald Trump”. Este conteúdo foi compartilhado pelo menos 34,7 mil vezes. Foto é de fevereiro. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica “Faltam exatamente 3 semanas para as eleições nos EUA”, reforça a postagem. Apesar disso, o Estadão Verifica identificou a foto no banco de imagens Getty Images em 27 de fevereiro deste ano. Ela foi clicada pelo fotógrafo Nicholas Kamm. Evento ocorreu na Casa Branca, em fevereiro. Foto: Getty Images/Reprodução A legenda da foto original informa: “Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio a um círculo de orações durante encontro com líderes afro-americanos na Casa Branca, em Washington, D.C., em 27 de fevereiro de 2020”. O evento foi promovido para marcar o mês da História Negra dos Estados Unidos. Entre os participantes havia lideranças sociais, religiosas e funcionários da Casa Branca. Em sua maioria eram apoiadores abertos de Trump, como o comediante Terrence K. Williams. Em outras fotos do mesmo evento, há informações de que Trump teria falado de políticas econômicas para a comunidade negra durante sua administração, sobre o sistema de Justiça e sobre sua gestão da crise causada pelo novo coronavírus. Também não faltaram ataques à imprensa. O discurso de Trump foi disponibilizado na íntegra pela Casa Branca. Ao final da reunião, todos se juntaram para fazer uma prece pelo presidente: “Deus, em nome de Jesus nós lhe agradecemos por estar aqui segurando no braço do presidente. Um presidente que apoia não só os negros, mas todos os americanos. Nós pedimos que ele tenha saúde e força. Agradecemos pela sua força em protegê-lo e proteger sua família. E agradecemos pelo que você já fez e pelo que ainda vai fazer por meio desse vassalo.” Religiosos negros rezaram por Trump em 13 de outubro? O Estadão Verifica buscou notícias que falassem de outro encontro de lideranças negras com o presidente Donald Trump em 13 de outubro, mas não encontrou nenhum indício de isso que tenha ocorrido. Naquele dia, a rede de notícias inglesa BBC publicou a reportagem “Eleições nos EUA: Os evangélicos africanos que rezam pela vitória de Trump”. O texto fala de lideranças cristãs em países como Nigéria e Quênia que simpatizam com o posicionamento conservador de Trump. Segundo a notícia, tais lideranças se incomodavam, durante a gestão Obama, com o apoio do governo norte-americano dado a ONGs e instituições que atuam no continente africano, com iniciativas para entrega de contraceptivos a mulheres e a realização de abortos seguros. Nos Estados Unidos, Donald Trump enfrenta altos índices de rejeição entre a população negra. O país já observa longas filas para votar de forma antecipada e a presença da comunidade afro-americana é grande. A discussão sobre o racismo ganhou papel central no pleito eleitoral este ano após a morte de George Floyd e os protestos do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em tradução livre). No único debate em rede nacional até o momento, Trump foi duramente criticado por não condenar grupos de supremacistas brancos. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…161020200243.png
null
['Pedro Prata']
[]
['Estados Unidos [eleições 2020]', 'Donald Trump', 'fake news [notícias falsas]']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/imagem-de-campanha-do-pt-em-cor-verde-e-de-2018-e-nao-das-eleicoes-atuais/
ESTADAO_VERIFICA
Imagem de campanha do PT em cor verde é de 2018, e não das eleições atuais
Postagens no Facebook tiram de contexto análise sobre estratégia de candidato petista ao governo do Acre
2020-10-15
SAIBA MAIS Postagens no Facebook usam a imagem de uma campanha de 2018 para afirmar que candidatos do PT têm evitado usar o vermelho e a estrela símbolos do partido nas eleições atuais. As publicações na rede social reproduzem o título e a imagem de um artigo do site Jornal da Cidade Online de dois anos atrás; o texto afirmava que o candidato a governador do Acre petista naquele ano, Marcus Alexandre, evitava usar a cor vermelha no material de campanha. Nos posts do Facebook, não fica claro que o artigo não é recente. Em 2018, a campanha de Marcus Alexandre de fato usou várias cores no material de propaganda. Na imagem compartilhada no Facebook, o nome do candidato e o número da legenda estão em verde. Na época, o petista negou insinuações de que estaria escondendo o vermelho característico do partido. “Acreditamos em uma campanha colorida, feita com alegria, carinho, compromisso e trabalho, por isso, decidimos brincar com os diversos tons e disponibilizar para vocês”, escreveu ele no Twitter. Marcus ficou em terceiro lugar na corrida ao governo do Estado e não foi para o segundo turno. Naquele ano, a campanha do petista Fernando Haddad à Presidência apostou em reduzir o vermelho e aumentar o verde e amarelo no material de divulgação no segundo turno. Em 2020, alguns candidatos a prefeito do PT optaram por reduzir o uso da imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como mostrou uma reportagem da revista Veja no início do mês. O texto indica que no Recife a candidata à prefeitura Marília Arraes causou desconforto por “esconder” símbolos do PT na campanha. Ainda assim, a cor vermelha segue presente nas principais imagens nas suas redes sociais e de propaganda eleitoral. Em 2016, uma reportagem do G1 apontou que parte dos candidatos a prefeito pelo partido estava reduzindo o vermelho e o tamanho da estrela, símbolo da legenda. Naquele ano, segundo o Datafolha, o partido atingiu a sua menor preferência na série histórica, de 9%, desde 1990. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…151020205134.png
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['Tiago Aguiar']
[]
['PT [Partido dos Trabalhadores]', 'eleições 2020']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/shopping-abandonado-mostrado-em-foto-viral-fica-nos-eua-e-nao-na-venezuela/
ESTADAO_VERIFICA
Shopping abandonado mostrado em foto viral fica nos EUA, e não na Venezuela
Imagem foi tirada de contexto em postagens contrárias aos candidatos Manuela D'Ávila (PCdoB) e Eduardo Paes (DEM)
2020-10-15
A foto de uma escada rolante em um shopping abandonado viralizou no Facebook com legendas que afirmam se tratar de um local na Venezuela. Na realidade, a imagem é de um centro comercial no estado americano de Ohio, que ficou vazio em 2013 e foi demolido em 2017. No Facebook, a foto foi compartilhada com legendas que afirmam que “em breve os (shoppings) do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro estarão assim, se votarem em Manuela D’Ávila e Eduardo Paes, respectivamente”. Os dois são candidatos do PC do B e do DEM às prefeituras de Porto Alegre e do Rio, nessa ordem. LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica Com as ferramentas de busca reversa de imagens do Google e do TinEye, que identificam sites que publicaram fotos semelhantes, encontramos postagens nas redes sociais Reddit e Pinterest que afirmavam que o shopping registrado é o Rolling Acres Mall, em Akron, Ohio. Ao comparar a foto da escada rolante com outras imagens publicadas pela imprensa americana do shopping abandonado (1, 2, 3) é possível concluir se tratar da mesma localização. O Rolling Acres Mall foi inaugurado em 1975, com mais de 140 lojas. Quatro décadas depois, com a diminuição do número de clientes, espaços no shopping começaram a ser fechados. Uma loja da Target fechou em 2006 e, pouco a pouco, o lugar foi se esvaziando até ser fechado completamente em 2013. O prédio abandonado foi alvo de vandalismo e virou cena de crimes. Em 2016, foi começou a ser demolido pela prefeitura de Akron. Nos Estados Unidos, muitos shoppings como esse foram fechados em meio à crise do varejo nos anos 2010 e ao crescimento do comércio eletrônico. Esse conteúdo também foi checado por AFP, Aos Fatos e Lupa. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…091120200012.jpg
null
['Alessandra Monnerat']
[]
['fake news [notícia falsa]']
2021-05-20
['FORA DE CONTEXTO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/tecnica-ensinada-em-post-viral-para-evitar-envenenamento-de-pets-nao-e-recomendada-por-veterinarios/
ESTADAO_VERIFICA
Técnica ensinada em post viral para evitar envenenamento de pets não é recomendada por veterinários
Postagem no Facebook aconselha usar mistura de azeite e carvão, mas especialistas alertam que isso pode fazer mal à saúde dos animais
2020-10-14
Um post com mais de 31 mil compartilhamentos no Facebook recomenda oferecer uma mistura de azeite de oliva e carvão ativado a animais de estimação que tiverem sido envenenados. Especialistas consultados pelo Estadão Verifica, no entanto, não recomendam tentar a técnica ensinada na postagem. O melhor a fazer em caso de suspeita de envenenamento é levar os pets ao veterinário. LEIA TAMBÉM É falso que Russomanno tenha votado contra Ficha Limpa De acordo com a mestranda em Patologia Animal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bárbara Ribeiro de Souza, o carvão ativado de fato é usado em alguns casos de animais intoxicados. No entanto, o carvão é utilizado no processo de lavagem estomacal, que deve ser feito somente por profissionais. “As indicações para o uso do produto (carvão ativado) são delicadas, e uma pessoa que não tem conhecimento não vai saber se é indicado à situação em que o animal se encontra”, explica ela. “A lavagem (estomacal) é feita por um veterinário, sob anestesia geral e com uma sonda gástrica. Não é simplesmente dar o carvão ativado pela via oral”. O veterinário e integrante da Comissão de Medicina Veterinária de Minas Gerais José Lasmar explica que o carvão ativado é usado por profissionais em casos específicos, e deve ser combinado com outros tratamentos contra o envenenamento. “O carvão ativado só deve ser utilizado até no máximo uma hora após a ingestão do produto tóxico, e por um profissional”, diz ele. “Após isso, a eficácia diminui consideravelmente. E essa mistura é feita somente com água, não com azeite ou outra substância oleosa. Isso pode prejudicar a saúde do animal”. A publicação no Facebook recomenda oferecer o carvão com azeite, para que o animal ingira a mistura com mais facilidade. Bárbara esclarece que usar esse preparado não é a forma correta de desintoxicar animais e que a técnica não é adotada por clínicas especializadas. “Ingerir vários líquidos na boca do animal de forma forçada pode fazer esse líquido entrar nas vias pulmonares, ainda mais se ele estiver com sintomas de envenenamento”, alerta ela. Alguns desses sintomas incluem diminuição da sensibilidade e do movimento, convulsões e tremedeiras. Bárbara reforça que forçar a ingestão de carvão pode prejudicar a saúde dos animais — possíveis consequências incluem pneumonia gangrenosa e até a morte. Recomendações em caso de envenenamento A orientação da especialista para casos de envenenamento é, em primeiro lugar, observar se existiam produtos tóxicos ao alcance do animal antes de ele se sentir mal. Quando houver convulsão, não é recomendado forçar o cão ou o gato a vomitar, pois eles podem se engasgar. Se o animal estiver calmo, faça uma solução de 200 ml de água com três colheres de sal para ajudá-lo a expelir o veneno. Essa dose serve para animais de médio porte e deve ser ajustada conforme o tamanho do pet. Mesmo com essas recomendações, Bárbara reforça que o mais adequado é buscar um veterinário. “Só (seguir essas recomendações) não vai ajudar”, diz ela. “Essas ações precisam ser feitas em até 1 hora após o envenenamento, e mesmo assim só vai eliminar uma parte do que estiver no estômago do pet. O restante precisa ter um acompanhamento médico”. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…131020201458.png
null
['Gabi Coelho']
[]
['animal de estimação']
2021-05-20
['ENGANOSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/onu-oab-e-ongs-estiveram-presentes-em-brumadinho-ao-contrario-do-que-afirma-post/
ESTADAO_VERIFICA
ONU, OAB e ONGs estiveram presentes em Brumadinho, ao contrário do que afirma post
Publicação viral no Facebook engana ao negar participação de organizações na contenção de danos após tragédia
2020-10-14
A Organização das Nações Unidas (ONU), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), organizações não governamentais (ONGs) e grupos de direitos humanos estiveram presentes em Brumadinho após o desastre ambiental na cidade mineira. Uma publicação viral no Facebook replica um boato que circulou na época do rompimento da barragem da Vale, em janeiro de 2019, e engana ao negar a participação de tais organizações na contenção de danos da tragédia. Organizações citadas em postagem participaram ativamente das ações em Brumadinho. Foto: Reprodução LEIA TAMBÉM Recebeu algum boato? Envie para checagem do Estadão Verifica Cinco dias após a catástrofe, a ONU pediu uma “investigação imediata” do caso. Além disso, um relator das Nações Unidas revelou ao Estadão que fez muitos pedidos para visitar e avaliar barragens da região, depois do desastre de Mariana, em 2015, mas não recebeu autorização do governo brasileiro. Em fevereiro deste ano, a ONU enviou um diplomata a Brumadinho. Representante na América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos, Jan Jarab visitou a cidade e se reuniu com a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos. A OAB, por sua vez, esteve presente em Brumadinho no dia seguinte ao rompimento da barragem. O presidente da Ordem em Minas, Raimundo Cândido Júnior, e a presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB Federal, Marina Gadelha, foram à cidade para acompanhar os desdobramentos. A entidade criou uma comissão especial e lançou uma cartilha para orientar as vítimas. Com o objetivo de reunir informações, monitorar e cobrar empresas e o poder público sobre a tragédia, ONGs ligadas à área ambiental criaram uma plataforma chamada Gabinete de Crise. Outras organizações não governamentais, como a Federação Humanitária Internacional Fraternidade e a Arca da Fé, participaram do resgate de animais na lama da barragem. O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) também esteve em Brumadinho, em missão emergencial realizada quatro dias após o desastre. O órgão, vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, apresentou relatório que destacou a negligência de empresas e do Estado em ações de prevenção. O boato analisado teve grande repercussão logo depois da catástrofe. Até mesmo a atriz Regina Duarte compartilhou o conteúdo falso, em publicação de 29 de janeiro de 2019 no Instagram. Na época, Regina ainda não havia assumido a Secretaria Especial da Cultura, cargo que ocupou por três meses em 2020. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…141020202158.png
null
['Guilherme Bianchini']
[]
['fake news [notícia falsa]', 'brumadinho', 'meio ambiente', 'ONG [Organização Não Governamental]', 'ONU [Organização das Nações Unidas]', 'OAB [Ordem dos Advogados do Brasil]', 'direitos humanos']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/foto-de-flavio-bolsonaro-vestindo-camiseta-com-ofensa-a-nordestinos-e-montagem/
ESTADAO_VERIFICA
Foto de Flávio Bolsonaro vestindo camiseta com ofensa a nordestinos é montagem
Na imagem original, de 2016, peça de roupa usada pelo senador não tem nenhuma inscrição
2020-10-14
Uma foto que mostra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) vestindo uma camiseta azul foi alterada digitalmente para incluir na peça de roupa uma mensagem com ofensas a nordestinos. Esta peça de desinformação circulou nas redes sociais pela primeira vez dias antes das eleições de 2018, quando o político concorria ao Senado, mas voltou a viralizar no Facebook nos últimos dias. “Leiam o que está escrito na camisa do filho do ‘Bozo’”, convida a legenda da imagem fraudulenta. “Movimento nordestinos voltem para casa — o Rio não é lugar para jegue.” Imagem foi postada dias antes do primeiro turno das eleições 2018, mas voltou a viralizar. Foto: Reprodução A foto original foi publicada pelo portal G1 em 2 de outubro de 2016. Ela mostra Flávio acompanhado de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, indo votar na Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Naquele ano, Flávio era candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Na imagem, clicada por Fernanda Rouvenat, é possível ver que a camiseta azul-marinho de Flávio é lisa e não contém nenhuma inscrição. Na verdade, ele usa um adesivo com o número de sua campanha, 20, que foi excluído na edição da foto. Alguns elementos em comum entre a foto do G1 e o boato permitem concluir se tratar da mesma imagem: um bandeira atrás de Flávio, os detalhes no portão de uma casa e um prédio ao fundo. da imagem. A foto original foi publicada pelo portal G1 em 2 de outubro de 2016. Foto: Reprodução | G1/Reprodução Em seu Twitter, Flávio Bolsonaro denunciou a montagem em 2018: Mais uma Fake News! Me ajudem a divulgar, por favor!#FlavioBolsonaroSenador177 pic.twitter.com/L1Lq7vItDu — Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) October 5, 2018 A imagem voltou a viralizar no momento em que o presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, procura aumentar suas popularidade e influência sobre o Nordeste. O Estadão Verifica já checou uma peça de desinformação relacionada à inauguração de um poço pelo presidente no Rio Grande do Norte. O Estadão Verifica já havia verificado essa imagem em 2018, em parceria com o Projeto Comprova. Este conteúdo também foi checado por Aos Fatos, Boatos.org, E-Farsas, Agência Lupa e Fato ou Fake. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…141020201605.png
null
['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'flavio bolsonaro', 'região nordeste']
2021-05-20
['FALSO']
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/postagem-cita-compra-de-caixoes-iniciada-antes-da-pandemia-de-covid-19/
ESTADAO_VERIFICA
Postagem cita compra de caixões iniciada antes da pandemia de covid-19
Processo de licitação da Prefeitura de São Paulo começou em 2019 e segue padrão anual do serviço funerário municipal
2020-10-13
Uma postagem engana ao afirmar que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), teria comprado 38 mil caixões exclusivamente para enfrentar a pandemia de covid-19. A aquisição das urnas funerárias já havia sido realizada antes mesmo da pandemia chegar ao Brasil. Além disso, número não foge do padrão anual de compras do serviço funerário municipal. Este conteúdo foi compartilhado mais de 8,3 mil vezes no Facebook. “Covas comprou 38 mil caixões em abril. 20 mil estão empilhados no depósito”, diz a postagem. O post recebeu comentários que questionam a real dimensão da pandemia, como “não canso de dizer que todas essas mortes são uma mentira dos políticos”. Compra dos caixões foi feita antes mesmo da pandemia. Foto: Reprodução O site do serviço funerário da Prefeitura de São Paulo traz informações de todas as contratações feitas pelo órgão. Em abril, de fato houve a assinatura do contrato de compra de 37.109 urnas funerárias no valor total de R$ 11.213.087,01. Os caixões estavam previstos para serem entregues de forma gradual entre abril e outubro de 2020. Como pode ser observado nos contratos, dois deles receberam aditamento para aumento de 25% dos valores em função da pandemia do novo coronavírus: Documento CONTRATO Nº 14/SFMSP/2020 PDF Documento CONTRATO Nº 15/SFMSP/2020 PDF Documento CONTRATO Nº 16/SFMSP/2020 PDF Documento CONTRATO Nº 17/SFMSP/2020 PDF O processo de licitação está disponível no portal e-negócioscidadesp. A consulta ao site permite ver que o processo foi declarado aberto no Diário Oficial do Município em 13 de dezembro de 2019, ocorreu em 6 de janeiro deste ano, as empresas vencedoras foram convocadas em 22 de janeiro e a nota de empenho foi emitida em 21 de março. Isto é, a maior parte do processo foi feita antes mesmo do primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil, ocorrido em 26 de fevereiro. O número alto de urnas funerárias adquiridas pela Prefeitura não é novidade. A assessoria de comunicação da Secretaria de Subprefeituras paulistana informou ao Estadão Verifica e ao Projeto Comprova que, em 2019, o Serviço Funerário comprou 72.579 urnas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de óbitos registrados em São Paulo variou entre 84 mil e 86 mil entre 2015 e 2018. A Flourish chart Entrega dos caixões foi antecipada A Prefeitura divulgou, em 23 de abril, um Plano de Contingenciamento Funerário com uma série de medidas para garantir o funcionamento adequado do Serviço Funerário Municipal durante a pandemia de covid-19. Entre as medidas, foram anunciadas a ampliação no horário de sepultamentos diários e a abertura de 13 mil covas em três cemitérios. Foi neste contexto que a Prefeitura antecipou a entrega dos 37.109 caixões. A Secretaria de Saúde do Estado informa que até esta segunda-feira, 13, a cidade de São Paulo havia registrado 13.134 óbitos por covid-19. Subtraindo-se este número de 37 mil, chega-se aos 24 mil caixões citados pelos boatos e que supostamente estariam sem utilidade. São Paulo foi a unidade da federação mais afetada pelo coronavírus em números absolutos. O Estado registrou 1,039 milhão de casos e responde sozinho a um quinto do número de infectados no País. Foram 37.314 óbitos até esta terça-feira, 13. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
https://politica.estadao…131020203832.png
null
['Pedro Prata']
[]
['fake news [notícias falsas]', 'São Paulo [cidade SP]', 'coronavírus', 'Bruno Covas']
2021-05-20
['ENGANOSO']