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(, na numeração romana) foi um ano comum do século XI do Calendário Juliano, da Era de Cristo, a sua letra dominical foi C (52 semanas), teve início a uma sexta-feira e terminou também a uma sexta-feira. No território que viria a ser o reino de Portugal estava em vigor a Era de César que já contava 1091 anos. Eventos Haroldo Godwinson sucede a seu pai como conde de Wessex. Garcia Sanches III, rei de Pamplona, manda construir o Mosteiro de San Millán de Yuso. Badis ben Habus, rei zirida de Granada conquista a taifa de Málaga, possivelmente para o hamúdida . Badis assumiria o trono de Málaga em 1058. Nascimentos 7 de julho — Shirakawa, 72º imperador do Japão . Gémeos Raimundo Berengário II e — condes de Barcelona. Falecimentos Goduíno — conde de Wessex . 1053
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Espermatófitas, ou plantas com sementes, é um taxon, geralmente considerado ao nível taxonómico de subdivisão, que inclui as plantas cujos propágulos são sementes. Consoante o nível taxonómico em que é colocado, o táxon tem sido designado por Spermatophyta, Spermatopsida ou Spermatophytina. Descrição As espermatófitas, ou seja as plantas com semente, são principalmente plantas lenhosas cujo espessamento resulta de crescimento secundário, sendo as formas de crescimento herbáceo consideradas derivadas. Estas plantas produzem sementes que contêm o embrião protegido em tecido materno (revestimento da semente) e são em simultâneo um estágio de repouso no ciclo de vida da planta e os seus órgãos propagação (os propágulos ou diásporos). A fertilização é completamente independente da água, ao contrário dos musgos, hepáticas, antóceros e pteridófitos cuja fertilização é feita por anterozoides flagelados obrigados a nadar do anterídio até atingir o óvulo no arquegónio. Nas espermatófitas, os esporófilos são geralmente resumidos a flores ou cones. Tendo em conta as características atrás apontadas, na presente circunscrição taxonómica, as embriófitas são definidas como plantas com diferenciação morfológica e funcional em raiz, caule e folhas, com sistema vascular composto por xilema e floema e com alternância de gerações que segue o seguinte padrão: Geração constituída por um esporófito diplóide, originado a partir do embrião, com desenvolvimento completo, que produz dois tipos de gâmetas: o micrósporo (masculino) - o grão de pólen; o megásporo (feminino) - as células-mãe dos óvulos, produzidas no ovário; Geração constituída por um gametófito reduzido ao tubo polínico, que contém os gâmetas masculinos, e ao ovário, que contém os óvulos. As espermatófitas fazem parte do clado das embriófitas, também chamadas «plantas terrestres» (ao qual pertencem os fetos e os musgos) por terem desenvolvido características que lhes permitem viver fora da água, embora secundariamente muitas plantas deste grupo sejam actualmente aquáticas. Dentro deste grupo, as espermatófitas pertencem ao clado das traqueófitas, ou seja, as «plantas vasculares» (ao qual pertencem os fetos, mas não os musgos). Como todas as restantes plantas, as plantas com semente são haplo-diplontes pois apresentam uma alternância de gerações heterofásica, na qual as gerações diplóide e haplóide se alternam. Em contraste com as peteridófitas e musgos, a geração haplóide é de muito curta duração e muito pequena, geralmente restrita a algumas células, de modo que é dificilmente perceptível na simples observação do ciclo de vida da planta. A geração diplóide é representada pela planta, ocorrendo como árvore, arbusto ou erva, sendo designada por esporófito por corresponder à geração que nos pteridófitos e musgos produz os esporos. Os órgãos reprodutivos do esporófito são os carpelos e os estames. Os primeiros contêm o saco embrionário no qual se aloja o óvulo, razão pela qual é designado por gametófito feminino. Os grão de pólen são produzidos nos sacos polínicos dos estames, no interior dos quais está localizado o gametófito masculino. Os gametófitos representam a geração haplóide. Após a polinização, o gametófito masculino, o grão de pólen, germina formando um tubo polínico que se desenvolve através da abertura do saco embrionário, fertilizando o óvulo, momento em que os dois conjuntos de cromossomas se unem. A partir do zigoto assim formado desenvolve-se geração diplóide subsequente. Sistemática O agrupamento das plantas que se reproduzem através de um qualquer tipo de semente num taxon específico surgiu nos primórdios da moderna taxonomia vegetal. Entre as classificações baseadas na produção de sementes, uma das mais antigas, e mais duradouras, foi a que resultou da divisão das «plantas» (numa circunscrição taxonómica do «mundo vegetal» mais alargada que a actual) em dois grupos: As fanerogâmicas, também designadas por Phanerogamae ou Phenogamae, compreendendo todas as plantas que produzem sementes, razão pela qual o agrupamento é também frequentemente referido pela designação alternativa de «plantas com semente». O grupo foi definido como um subconjunto do agrupamento Embryophyta, ou das «plantas terrestres». O termo «Phanerogamae» tem etimologia neo-helénica , significando "visível", em conjunto com o sufixo , , "casar"; As criptogâmicas, ou Cryptogamae, agruparam as restantes plantas, ou seja as que não apresentam órgãos sexuais visíveis. O termo foi também derivado do grego = "escondido", com o mesmo sufixo , . A criação destes agrupamentos, ao distinguir as plantas com órgãos reprodutores visíveis (as fanerogâmicas) daquelas em que tal não ocorre (as criptogâmicas), abriu caminho para um conjunto de refinamentos, que associados à redefinição do conceito de «planta», com a autonomização das algas e fungos, conduziu ao presente conceito de espermatófita. Por sua vez, as plantas que produzem sementes foram tradicionalmente divididas em angiospérmicas, ou plantas com flor, e gimnospérmicas, um grupo heterogéneo que inclui as gnetófitas, as cicas, o ginkgo e as coníferas. As classificações filogenéticas de base morfológica propunham uma relação próxima entre as gnetófitas e as angiospérmicas, em particular devido à presença de células vasculares (elementos de vaso). Contudo, estudos moleculares, bem como alguns estudos morfológicos recentes e a descoberte de alguns fósseis, vieram em geral demonstrar a existência de um clado das gimnospérmicas, com as gnetófitas muito próximas das coníferas, ou mesmo nelas incluídas. Por exemplo, uma proposta de classificação recente, baseada numa relação que aceita a hipótese gne-pinhos, conduz ao seguinte cladograma: Na sua circunscrição actual, as espermatófitas extantes agrupam-se em 5 clados, considerados nas classificações clássicas como correspondentes ao nível taxonómico de divisão. Essas divisões repartem-se tradicionalmente entre as gimnospermas (com semente nua) e as angiospermas (as plantas com flor), embora essa repartição, baseada apenas na presença de um carácter, seja obviamente artificial, tanto mais que estudos recentes demonstraram que as angiospérmicas provavelmente têm um antepassado pertencente ao grupo das gimnospérmicas, o que o torna parafilético. Contudo, a relação entre estes agrupamentos continua a merecer investigação, não podendo ser considerada como consensualizada nem unanimemente aceite. O agrupamento Progymnospermae é presentemente aceite como grupo ancestral das plantas com semente. No entanto, existem essencialmente duas teorias: A que assume que as plantas com semente são monofileticamente derivadas de um ancestral que corresponde às Aneurophytales; Uma que supõe que as plantas com semente se desenvolveram de forma difilética, com os pteridófitos com semente a descenderem de Aneurophytales e os agrupamentos Cordaitales e Pinales a descenderem de Archaeopteridales. As duas hipóteses não podem ser directamente verificadas por estudos de genética molecular, uma vez que os grupos precursores em questão estão todos extintos. Pese embora essa contingência, os resultados dos estudos genética molecular realizados indicam que o grupo mais próximo são os pteridófitos. Algumas classificações agrupam todas as plantas com semente numa única divisão, com classes para cada um dos 5 agrupamentos: Divisão Spermatophyta Cycadopsida, as cícadas; Ginkgoopsida, o ginkgo Coniferopsida, as coníferas; Gnetopsida, os gnetófitos; Magnoliopsida, as plantas com flor (ou Angiospermopsida). Uma classificação mais recente, de base molecular, considera esses grupos ao nível taxonómico de divisão, integrados geralmente como divisões autónomas de uma superdivisão Spermatophytina. Nessas classificações, reconhecem-se quatro grupos extantes de espermatófitos, sendo três de semente nua, ou seja gimnospérmicas, e apenas um de angiospérmicas:: Cycadopsida Ginkgoopsida Coniferopsida, incluindo Gnetales Magnoliopsida (=Angiospermae) Outras classificações propõem o desdobramento das Coniferopsida, aceitando as Gnetales como Gnetophyta: Cycadophyta, as cicas; Ginkgophyta, o ginkgo; Pinophyta, as coníferas; Gnetophyta, as genetófitas; Magnoliophyta, as plantas com flor. Contudo, a classificação científica presentemente com mais generalizada aceitação, divide as espermatófitas (por vezes consideradas a superdivisão Spermatophyta) nos seguintes táxons: Gimnospermae — plantas vasculares que possuem sementes não protegidas por frutos (sementes nuas) ou sem flores verdadeiras, como os pinheiros (cerca de 700 espécies) Cycadophyta, as cicadáceas, um grupo de plantas das regiões subtropicais e tropicais; Ginkgophyta,o ginkgo, grupo que inclui uma única espécie extante incluída no género monotípico Ginkgo; Pinophyta, as coníferas, como o pinheiro e a araucária, um grupo de arbustos e árvores que produzem estróbilos (ou pinhas); Gnetophyta, os gnetófitos, espécies relíquia de plantas lenhosas pertencentes aos géneros Gnetum, Welwitschia e Ephedra. Angiospermae — plantas que produzem flor e sementes envolvidas por um fruto, constituuindo o maior e mais diverso grupo das espermatófitas (mais de 200 000 espécies): Magnoliophyta, as plantas que produzem flor que, por sua vez, se subdividem em: Magnoliopsida, as dicotiledóneas; Liliopsida, as monocotiledóneas. Além dos taxa citados acima, o registo fóssil contém evidências de múltiplos grupos de plantas com semente entretanto extintos. Os chamados "pteridófitos com semente" (Pteridospermae), por exemplo, foram um dos primeiros grupos bem sucedidos de plantas terrestres, a ponto de florestas dominadas por esse tipo de plantes terem sido muito comuns no Paleozóico tardio. O género Glossopteris era o mais notável desse grupo de árvores no super-continente meridional Gondwana durante o Permiano. Durante o Triássico, os pteridófitos com semente foram declinando em importância até ao Cretáceo, quando as plantas com flores e frutos, as Angiospermae, radiaram e se tornaram predominantes. Uma filogenia alternativa das espermatófitas, com base no trabalho de Novíkov & Barabaš-Krasni 2015 e de outros especialistas em taxonomia vegetal, permite estabelecer a posição dos clados extintos, nomeadamente com os pteridófitos com semente. Com essa base, uma árvore filogenética do agrupamento Spermatophytina identifica as seguintes relações: Parte importante dos clados basais atrás identificados (†Moresnetiopsida, †Lyginopteridopsida, †Pachytestopsida, †Callistophytales, †Peltaspermopsida e †Umkomasiales) corresponde a um grande agrupamento designado por pteridófitos com semente, hoje extinto. São ainda conhecidos do registo fóssil diversos agrupamentos taxonómicos de espermatófitas sobre os quais a informação disponível não permite a inclusão com razoável grau de certeza em qualquer dos clados propostos. Entre esses grupos, considerados como em incertae sedis, encontram-se os seguintes: †Avatiaceae Anderson & Anderson 2003 †Axelrodiopsida Anderson & Anderson †Alexiales Anderson & Anderson 2003 †Hamshawviales Anderson & Anderson 2003 †Hexapterospermales Doweld 2001 †Hlatimbiales Anderson & Anderson 2003 †Matatiellales Anderson & Anderson 2003 †Petriellales Taylor et al. 1994 †Arberiopsida Doweld 2001 †Czekanowskiales Taylor et al. 2008 †Iraniales E. Taylor et al. 2008 †Vojnovskyales E. Taylor et al. 2008 †Hermanophytales E. Taylor et al. 2008 †Dirhopalostachyaceae E. Taylor et al. 2008 A moderna filogenia com base na genética molecular parece indicar que as monocotiledóneas e as dicotiledóneas não são táxons irmãos, antes apontando para que as monocotiledóneas sejam descendentes de um ancestral primitivo das dicotiledóneas, o que tornaria o agrupamento num grupo parafilético. Nesse contexto, alguns autores afirmam que, sendo as Magnoliopsida um agrupamento parafilético, este deveria ser subdividido em pelo menos dois clados: (1) as palaeodicots, as dicotiledóneas primitivas (incluindo o género Magnolia); e (2) as eudicots, agrupando as famílias mais evoluídas. Neste esquema, as palaeodicots seriam ainda um táxon parafilético, que incluiria cerca de uma dezena de clados monofiléticos. Muitos sistemas de classificação modernos, incluindo as versões mais recentes propostas pelo Angiosperm Phylogeny Group, reconhecem as monocots e eudicots como clados e propõem a divisão das palaeodicots em vários grupos monofiléticos. Evolução Estudos de genética molecular indicam que há cerca de 319 milhões de anos ocorreu um evento de paleopoliploidia que conduziu à duplicação completa do genoma no ancestral comum das actuais plantas com semente. Esse evento deu origem a uma série de mudanças evolucionárias que resultaram no início do percurso evolutivo que conduziu ao aparecimento das actuais espermatófitas. Foi identificado no registo fóssil do Devoniano Médio da Bélgica (datado de há cerca de 385 milhões de anos) um fóssil de transição representativo de um precursor das actuais plantas com semente. Esse precursor antecede as mais antigas plantas com semente conhecidas em cerca de 20 milhões de anos. Incluída no género fóssil Runcaria, essa espécie apresentava um megasporângio pequeno e com simetria radial, integumentado e rodeado por uma cúpula. O megasporângio apresenta uma extensão distal não aberta que se estende e forma uma estrutura multilobada saliente sobre o integumento. Uma das explicações dessa estrutura é o surgimento da polinização anemófila (pelo vento). O estudo de Runcaria veio lançar nova luz na aquisição de características que conduzira ao aparecimento da semente, já que Runcaria exibe todas as qualidades das modernas sementes excepto um revestimento resistente e um sistema para guiar o pólen para o óvulo. Referências Bibliografia , in Peter Sitte, Elmar Weiler, Joachim W. Kadereit, Andreas Bresinsky, Christian Körner, Lehrbuch der Botanik für Hochschulen. Begründet von Eduard Strasburger (35.ª edição), pp. 750–783. Spektrum Akademischer Verlag, Heidelberg 2002 (ISBN 3-8274-1010-X). Ligações externas Infopédia: «espermatófitas» EducaBras: Espermatófitas, gimnospermas e angiospermas Reino vegetal: «espermatófitas» Plantas
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Gondoriz (Arcos de Valdevez) – freguesia no concelho de Arcos de Valdevez, Portugal Gondoriz (Terras de Bouro) – freguesia no concelho de Terras de Bouro, Portugal Desambiguações de topônimos
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Covide é uma freguesia portuguesa do município de Terras de Bouro, com 19,87 km² de área e 273 habitantes (censo de 2021) A sua densidade populacional é Localiza-se nas abas da serra do Gerês. Demografia A população registada nos censos foi: História Esta aldeia é atravessada pela Geira romana, prova disso são dois marcos miliários localizados dentro do perímetro da localidade. No início do século XX, está documentado que a gestão da freguesia era realizada através de um sistema de comunalismo. Existia um regedor, escolhido pelos povos da freguesia para fazer executar e cumprir os usos e costumes. O regedor chamava e convidava para a junta (ou sessão democrática) todas as cabeças de casal, fossem homens ou mulheres. Em Covide a junta fazia-se num local chamado "a Carreira", um largo ao centro do lugar. Ali discutia-se, faziam-se leis e impunham-se penas e multas. Para além disso, tratava-se de usos e costumes da freguesia como: Fazerem-se caminhos públicos e de utilidade; Concertar e limpar as levadas da água de cima para baixo; Concertar e preparar os fornos, as cabanas para as vigias dos gados se recolherem durante a noite, guardando os gados nos montes da Lama; Marcar o dia para entregar o gado à vezeira em Lamas; Fazer as segadas de todos os moradores; Apurar algum dinheiro como receita para as despesas da freguesia; Marcar o dia para fazer carvão. Património Igreja de Santa Marinha de Covide Capela de Santa Eufémea Capela de São Silvestre Marco miliário Ruínas da Calcedónia Penedo de Santa Eufémia Fontanário Moinho Cruzeiro Equipamentos Escola EB1 Junta de Freguesia Centro de Interpretação do Garrano Centro de Artes e Ofícios Tradicionais Campo de Futebol Ligações externas Fundação Calcedónia - Fundação para o desenvolvimento rural Freguesias de Terras de Bouro
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Vilar foi uma freguesia portuguesa do município de Terras de Bouro, distrito de Braga, com de área e 149 habitantes (2011). Densidade: . História A freguesia foi extinta (agregada) em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para em conjunto com Chamoim, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Chamoim e Vilar. População Património Igreja Paroquial de Santa Marinha de Vilar; Capela da Senhora do Livramento; Capela de São Bento. Antigas freguesias de Terras de Bouro
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Tomar é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Santarém, na província do Ribatejo na região do Centro e sub-região do Médio Tejo, tendo habitantes (1991). É sede do município de Tomar com de área e habitantes (2011), subdividido em 11 freguesias. A cidade tem diversos monumentos históricos, dos quais se destacam o Convento de Cristo, declarado Património Mundial, a Igreja de São João Batista, a Igreja de Santa Maria dos Olivais (onde se encontram os restos mortais de Gualdim Pais, grão-mestre templário e fundador da cidade) e a Ermida da Nossa Senhora da Conceição que foi construída com a função de panteão régio. Conta ainda com o Convento de São Francisco que tem uma capela maneirista, o Convento de Santa Iria e a Ermida de São Gregório que detém uma estrutura arquitectónica circular. Geografia O município de Tomar é limitado a norte pelo município de Ferreira do Zêzere, a leste por Abrantes, a sul por Vila Nova da Barquinha, a oeste por Torres Novas e a noroeste por Ourém. A cidade e o município de Tomar são atravessados pelo rio Nabão, que é um afluente do rio Zêzere, estando incluída na bacia hidrográfica do Tejo, o maior rio da Península Ibérica. Situa-se numa das zonas mais férteis de Portugal Continental para a produção de azeite, figo ou a vinha por exemplo. Economia O turismo constitui hoje uma atividade de primeira importância, já que o Convento de Cristo, principal Monumento da cidade foi considerado Património Mundial pela UNESCO em 1983. Foi outrora um centro industrial, com fábricas de papel, fiação, derivados de madeira e outras atividades. Comercialmente a cidade acolhe ainda a maior parte dos serviços ligados ao seu passado industrial mas vão surgindo as novas ofertas no nicho turístico, como o artesanato de nova geração, a gastronomia de qualidade e o acompanhamento turístico especializado. A terra é relativamente fértil acolhendo sobretudo a cultura de milho em regadio, o olival e a vinha. História Foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo a 8 de Junho de 1964. Cultura Cine-Teatro Paraíso, construído em 1926. Museu Fernando Lopes-Graça. Museu luso-hebraico Abraão Zacuto (sinagoga) Museu Municipal - Núcleo de Arte Contemporânea Museu dos Fósforos - doação de Aquiles de Mota Lima, conta com cerca de 43 mil espécimes Festividades Festa dos tabuleiros É uma festa realizada de 4 em 4 anos no início do mês de julho. É uma das manifestações mais antigas de Portugal e a sua origem encontra-se nas festas de colheita à deusa Ceres. A sua cristianização pode dever-se à Rainha Santa Isabel, tendo por base a Congregação do Espírito Santo. No Domingo de Pentecostes, juntavam-se ricos e pobres sem distinção, dia em que as línguas de fogo desceram sobre os Apóstolos simbolizando a igualdade de todos perante Deus. Esta festa manteve as suas características até ao . As mudanças feitas a partir daí permitiram uma maior grandiosidade à Festa. A tradição continua e as suas cerimónias permanecem: o Cortejo das chegadas dos Bois de nome Cortejo do Mordomo, o Cortejo dos Tabuleiros, a sua bênção, a forma do tabuleiro, os vestidos das raparigas que transportam os Tabuleiros e a Pêza ou distribuição do pão e da carne. A principal característica desta festa é o desfile ou procissão onde desfilam inúmeros tabuleiros que representam as dezasseis freguesias do concelho. Este percorre as principais ruas da cidade, num percurso de 5 km. As ruas enfeitam-se com colchas pendentes nas janelas, onde se encontram milhares de visitantes e são lançadas pétalas, entusiasticamente, sobre o Cortejo. O tabuleiro deve ter a altura da rapariga que o leva à cabeça, sendo constituído por trinta pães enfiados em cinco ou seis canas que partem de um cesto de vime ou verga e é rematado ao alto por uma coroa encimada pela Pomba do Espírito Santo ou pela Cruz de Cristo. Tabuleiros decorados com flores, pão e espigas de trigo desfilam pelas ruas de Tomar. Círio de Nª Senhora da Piedade O Círio de Nª Senhora da Piedade é uma festa que tem lugar nas ruas de Tomar no 1.º domingo de setembro. Um cortejo de oferendas realizado em carros típicos enfeitados com flores de papel percorre a cidade. Feira de Santa Iria É feito em honra da padroeira de Tomar (Santa Iria), e decorre normalmente entre a sexta-feira anterior ao dia 20 de outubro, até ao domingo a seguir a esta mesma data, que é o ponto alto das comemorações, quando se efectua a procissão. A feira realiza-se normalmente na Várzea Grande e nos arredores (perto da estação de caminhos-de-ferro e central de camionagem) mas pelo menos no ano de 2018 irá realizar-se no espaço envolvente ao mercado municipal de Tomar. Tem divertimentos, vendedores, exposição de automóveis, motos e tractores agrícolas, e conta ainda com a presença de tasquinhas onde se dá a conhecer alguns dos sabores da região. Freguesias do município O município de Tomar está dividido em 11 freguesias: Além da Ribeira e Pedreira Asseiceira Carregueiros Casais e Alviobeira Madalena e Beselga Olalhas Paialvo Sabacheira São Pedro de Tomar Serra e Junceira Tomar (São João Batista) e Santa Maria dos Olivais Política Eleições autárquicas Eleições legislativas Presidentes de Câmara Presidente da Comissão Administrativa: Manuel de Jesus Ferreira, 1935-1937. Presidentes efetivos: Samuel de Matos Agostinho de Oliveira, 1937-1940. Fernando Cláudio Mouzinho de Albuquerque Corte Real, 1940-1946. Fernando de Magalhães Abreu Marques e Oliveira, 1946-1957. Manuel Vieira Gonçalves da Silva, 1957-1959. Aurélio de Melo e Castro Ribeiro, 1959-1972. Manuel dos Santos Machado, 1972-1974. Presidentes de Comissões Administrativas: António Antunes da Silva, 1974-1976. Luís Carlos da Silva Bonet, 1976-1976. Presidentes efetivos: Luís Carlos da Silva Bonet, 1976-1979. Amândio Marques Murta, 1979-1985. José Jerónimo Ferreira da Graça, 1985-1989. Pedro Alexandre Ramos Marques, 1989-1997. António Paulino Silva Paiva, 1997-2009. Fernando Rui Linhares Corvêlo de Sousa, 2009-2012. Anabela Gaspar de Freitas, 2013- Evolução da população do município Os Recenseamentos Gerais da população portuguesa, regendo-se pelas orientações do Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas de 1853, tiveram lugar a partir de 1864, encontrando-se disponíveis para consulta no site do Instituto Nacional de Estatística (INE). {| |- ! colspan="14" style="font-size:111.111%"| Número de habitantes por grupo etário  |- !   ! 1900 ! 1911 ! 1920 ! 1930 ! 1940 ! 1950 ! 1960 ! 1970 ! 1981 ! 1991 ! 2001 ! 2011 ! 2021 |- ! 0-14 Anos | 10 554 | 12 344 | 12 019 | 12 355 | 13 691 | 12 098 | 11 360 | 10 495 | 10 324 | 7 645 | 6 226 | 5 262 | 3 791 |- ! 15-24 Anos | 5 460 | 6 522 | 6 898 | 7 591 | 7 830 | 8 663 | 7 024 | 5 770 | 7 206 | 6 449 | 5 590 | 4 269 | 3 554 |- ! 25-64 Anos | 12 232 | 14 239 | 14 714 | 16 511 | 18 132 | 20 356 | 21 230 | 19 635 | 21 526 | 21 483 | 21 887 | 20 852 | 17 929 |- ! >= 65 Anos | 2 076 | 2 120 | 2 404 | 2 808 | 3 358 | 3 873 | 4 547 | 4 850 | 6 616 | 7 562 | 9 303 | 10 294 | 11 139 |} Património Castelo de Tomar Convento de Cristo Aqueduto do Convento de Cristo Mata Nacional dos Sete Montes Igreja de São João Batista Igreja de Santa Maria dos Olivais (ou de Santa Maria do Olival) Igreja da Santa Casa da Misericórdia Capela e Convento e de Santa Iria Igreja de São Francisco Ermida de Nossa Senhora da Conceição Sinagoga de Tomar Capela de São Gregório Ermida de Nossa Senhora da Piedade Capela de São Lourenço e Padrão de D. João I Convento de São Francisco Museu dos Fósforos Ponte Velha (ou de D. Manuel I) Complexo Cultural dos Lagares del Rei (Antiga Levada) Personalidades ilustres Amândio Marques Murta (presidente da câmara e médico) Fernando de Almeida (compositor) Conde de Tomar e Marquês de Tomar Conde de Cabral Isabel Ruth (atriz) Eduardo de Arantes e Oliveira (engenheiro e político) Fernando Lopes-Graça (maestro e compositor) José Augusto Rodrigues França Manuel Nunes Formigão (1883 - 1958) - (Sacerdote e jornalista) Pacheco de Amorim Júlio das Neves Instituições de ensino Ensino Primário — 1.º Ciclo do Ensino Básico: EB 1 dos Templários — ex-Escola N.º 1 de Tomar. EB 1 Santo António — ex-Escola N.º 2 de Tomar. EB 1 Infante D. Henrique — ex-Escola N.º 3 de Tomar. Ensino Básico de 2.º e 3.º Ciclos: EB 2,3 D. Nuno Álvares Pereira — antigo edifício da secção masculina da entidade formadora privada, o Colégio Nun'Álvares, comummente conhecida como "Colégio". EB 2,3 Santa Iria — escola de 2.º e 3.º ciclos. EB 2,3 D. Gualdim Pais — escola de 2.º e 3.º ciclos, antiga escola preparatória. Ensino Secundário: Escola Secundária Jácome Ratton — antiga Escola Industrial e Comercial de Tomar. Escola Secundária de Santa Maria do Olival — escola secundária, comummente conhecida como "Liceu". Escola Secundária D. Nuno Alváres Pereira — também conhecida como Colégio, devido ao facto do edifício ter sido do Colégio Nun'Álvares. Ensino Público Politécnico e Universitário: Instituto Politécnico de Tomar — Sediado em Tomar, no qual há as seguintes escolas: Escola Superior de Gestão de Tomar Escola Superior de Tecnologia de Tomar Ensino Profissional: Escola Profissional de Tomar — escola de hotelaria, informática, artes gráficas etc. Escola do Emprego e Formação Profissional Infraestruturas Transportes Ferroviários A Estação Ferroviária de Tomar serve a cidade com comboios da CP Regional e CP InterRegional. Situando-se na cidade a estação terminal do Ramal de Tomar, o qual possui 4 apeadeiros e uma estação intermédia que servem diversos locais do concelho, e começando na Lamarosa (concelho de Torres Novas) próxima da cidade do Entroncamento, ligando este ramal à Linha do Norte (onde é servida pela estação de Fátima-Chão de Maçãs-Gare, na freguesia da Sabacheira). Projeto de funicular O projeto de um funicular ligando o castelo local à baixa da cidade junto à Capela de São Gregório foi proposto em 2010 por Vítor Silva, engenheiro e funcionário da Câmara Municipal — ainda que na qualidade de cidadão particular. Denominado Funicular da Anunciada', foi apresentado a 5 de Março, num ante-projeto da Efacec, numa sessão pública assistida por menos de vinte pessoas. Datado de setembro de 2007, o projecto apontava para um valor de investimento total de 3,5 M€, contemplando uma estimativa de 420 passageiros por hora e um trajecto ligeiramente superior a 300 m, atravessando a Quinta da Anunciada, a norte do castelo.Sebastião Barros: “Debates, tapetes rolantes e funiculares” Tomar a Dianteira 2010.03.14 O desinteresse do Município de Tomar, na pessoa do autarca Corvêlo de Sousa, foi noticiado na semana seguinte. Rodoviários É servida pelo IC9 e pela A23, construídas já no século XXI. De longo curso, regionais e suburbanos A exploração dos autocarros está a cargo da empresa Rodoviária do Tejo, que presta serviço na região. O terminal rodoviário situa-se na Avenida Combatentes da Grande Guerra ao lado da Estação Ferroviária de Tomar. Urbanos Os autocarros urbanos TUTomar prestam serviço na cidade desde 2005Elsa Ribeiro Gonçalves: “TuTomar” Jornalismo Regional 2005.09.19. Dez anos depois transportava em média 500 passageiros por dia. O serviço têm duas linhas (azul e verde) que efectuam um total de 76 paragens. Aéreos A cerca de 3 km ESE da cidade encontra-se o Aeródromo de Valdonas certificado para Aeronaves Ultraleves. Militares Na cidade encontra-se o Regimento de Infantaria N.º 15 e o Estabelecimento Prisional Militar. Filmes rodados em Tomar 2022 Damsel (Netflix), realizado por Juan Carlos Fresnalillo (com Millie Bobby Brown) 2017 The man who killed Don Quixote, realização de Terry Gilliam (rodado entre Abril e Maio de 2017) 2015 Cinzas e Brasas. Curta-metragem filmada em Montes (município de Tomar) e dirigida por Manuel Mozos, 2014 A Porta 21, realização de João Marco (com Mário Spencer, Pedro Monteiro, Pedro Viegas) 2011 Pão Nosso (documentário), realização de Mónica Ferreira, João Luz 2010 Beija-me Depressa (curta metragem), realização de José Ricardo Lopes (com Ana Guiomar, Rui Morrison, Fernando Pires) 2010 Património Mundial Português (documentário), realização de Dário Simãozinho (Filma e Vê) e Fernanda Fernandes (RTP) 2009 Juan de Castillo constructor del mundo (documentário), realização de Alberto Luna Samperio (Etnocantabria) 2009 La reine morte, realização de Pierre Boutron (com Michel Aumont, Gaëlle Bona, Thomas Jouannet) 2008 TravelChannel: World's Most Beautiful sites, Tomar, Portugal (ep. de série de TV), realização de Nicolas Tomă - Gedeon Programmes - NHK 2007 Teresa, el cuerpo de Cristo, realização de Ray Loriga (com Paz Vega, Leonor Watling, Geraldine Chaplin, Eusebio Poncela) 2007 Dot.com, realização de Luís Galvão Teles (com João Tempera, María Adánez, Marco Delgado) 2007 Infante D. Henrique (documentário), realização de José Francisco Pinheiro (com Gonçalo Cadilhe) 2006 Coach Trip (ep. de série de TV), realização de Amanda Wood (com Brendan Sheerin, Andy Love) 2005 Pedro e Inês, (ep. de série de TV) (com Pedro Laginha, Ana Moreira, Nicolau Breyner), rodado na Mata dos Sete Montes. 2004 O Quinto Império, realização de Manoel de Oliveira (com Ricardo Trêpa, Luís Miguel Cintra, Glória de Matos) 2003 Volpone, realização de Frédéric Auburtin (com Gérard Depardieu, Daniel Prévost, Gérard Jugnot, Robert Hirsch) 2001 Quem És Tu?, realização de João Botelho (com Patrícia Guerreiro, Suzana Borges, Rui Morisson, Rogério Samora, José Pinto, Francisco d’Orey e Bruno Martelo) 1985 Atlântida: do outro Lado do Espelho, realização de Daniel del Negro (com Luís Lucas, Teresa Madruga, Ruy de Carvalho) 1957 Les lavandières du Portugal (Lavadeiras de Portugal), realização de Pierre Gaspard-Huit (França), Ramón Torrado (Espanha) 1922 Sereia de Pedra'', realização de Roger Lion (filmado em junho e julho de 1922 no Convento de Cristo nas ruínas do Castelo dos Templários) Geminações Hadera, (desde 28 de junho de 1983) Vincennes, (desde 20 de outubro de 1998) Imprensa Jornais TomarOnline.pt (Agregador online de notícias) Jornal Cidade de Tomar (semanário) Jornal "O Templário" (semanário) Jornal Despertar do Zêzere (quinzenário) Jornal Online "Tomar na Rede" Rádios Rádio Hertz Rádio Cidade de Tomar Ligações externas Tomaronline.pt é um agregador de notícias que reúne as principais informações de diversos sites e portais de notícias Câmara Municipal de Tomar Memória Digital de Thomar. É constituído por diversos acervos municipais e de instituições, bem como por documentos partilhados pela comunidade. Jornal "O Templário" Jornal Cidade de Tomar Blog de informação "Tomar na Rede" Blog "Tomar a dianteira Tomar, Cidade dos Templários Como os Judeus viveram em Tomar até ao século XV, Visita Guiada - Sinagoga de Tomar, por Paula Moura Pinheiro, RTP, 2015 História de Tomar Blog "Freguesia Além da Ribeira e Pedreira, Tomar - Conhecer (e não só)" Grandes-Oficiais da Ordem Militar de Cristo
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Olalhas é uma freguesia portuguesa do município de Tomar, com 34,59 km² de área{{citar web|url= http://www.dgterritorio.pt/ficheiros/cadastro/caop/caop_download/caop_2013_0/areasfregmundistcaop2013_2 |título= Carta Administrativa Oficial de Portugal CAOP 2013 |publicado= IGP Instituto Geográfico Português|acessodata= 10 de dezembro de 2013|notas= descarrega ficheiro zip/Excel|arquivourl= https://web.archive.org/web/20131209063645/http://wwwdgterritoriopt/static/repository/2013-11/2013-11-07143457_b511271f-54fe-4d21-9657-24580e9b7023$$DB4AC44F-9104-4FB9-B0B8-BD39C56FD1F3$$43EEE1F5-5E5A-4946-B458-BADF684B3C55$$file$$pt$$1zip|arquivodata= 2013-12-09|urlmorta= yes}} e 1216 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . A freguesia é composta pelas aldeias de Olalhas, Montes e Alqueidão e por vários lugares. Entre os lugares desta freguesia, destacam-se pela sua antiguidade, Vale de Idanha e Vialonga, além das já referidas aldeias. Pela dimensão, destacam-se ainda os lugares de Cardal, Vendas do Rijo, Amêndoa e Aboboreiras. História Em 1159, Olalhas foi doada por D. Afonso Henriques aos Templários. D. Manuel I concedeu-lhe foral em 1514. A igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, foi sendo enriquecida em termos artísticos ao longo dos tempos. No século XVI, esta igreja teve a designação de Santa Maria da Piedade por ter sido edificada (1554) no local onde se encontrava outra igreja que se chamava Santa Maria da Piedade, construída pelos Templários. Posteriormente designou-se por Santa Maria da Olalha, por se encontrar na localidade com o mesmo nome. De acordo com o site'' da Diocese de Santarém, a igreja de Olalhas foi a primeira, após a freguesia das Pias, a que se deu licença para ter pia batismal e que se pudesse nela fazer o ofício das fontes na véspera da Páscoa, como o recorda à entrada, do lado direito, uma lápide que assinala a concessão da pia batismal, pelo Infante D. Henrique, em 1460. O pórtico da Igreja data de 1156 e a traça atual da igreja de 1554. Revestida interiormente de azulejos antigos do século XVIII e dotada de uma talha valiosa, imagens, alfaias e de uma arquitectura única, esta igreja é, decerto, a mais bela e rica da zona rural do concelho de Tomar. Esta localidade já foi sede de concelho. Havia nesta freguesia minas de ouro exploradas desde a Era Romana, entretanto extintas. O Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses refere que, no cimo de um pequeno outeiro, à cota de 285 m, situado na extrema nordeste da povoação de Olalhas, situado a 4 km a poente do Rio Zêzere e a 6,5 km a Sul da Vila de Ferreira do Zêzere, existem os vestígios de uma fortificação, o Castelo de Olalhas. Um castelo Solarengo construído, durante o reinado de D. Sancho I, pelo Alcaide-mor de Tomar. No lugar da Bairrada há uma antiga bateria (pequena fortificação de artilharia) de defesa contra as invasões francesas, visto que o Rio Zêzere aí apresentava uma travessia que poderia ser aproveitada pelas forças de Napoleão. Este curioso monumento escavado na rocha está localizado na Rua da Bateria no anexo recentemente construído junto à última casa à direita. Esta casa particular é facilmente identificável por apresentar quatro antigas cápsulas de artilharia servindo de suportes da tampa da chaminé. Pessoas ilustres D. Afonso de Noronha, Senhor e Comendador de Olalhas, foi o 5.º Vice-rei da Índia (1550-1554) após ter exercido funções como Capitão de Ceuta (1535-1549). Regressado ao Reino em janeiro de 1555, D. Afonso de Noronha ainda foi mordomo-mor da infanta D. Maria, filha do Rei D. Manuel I e da Rainha D. Leonor. Demografia A população registada nos censos foi: Património Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Olalhas Capela de Santa Sofia, de Montes Capela de Nossa Senhora da Assunção, de Cardal Capela de Nossa Senhora da Saúde, de Alqueidão Capela de Santo António, de Alqueidão Capela de Nossa Senhora da Penha, de Pelinos Capela de Santa Luzia, de Olalhas Armas Escudo de prata, faixa ondeada de azul, acompanhada de uma pomba do Espírito Santo, de púrpura e, em ponta, da cruz da Ordem de Cristo, bordadura verde carregada de sete pinhas de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: OLALHAS Ligações externas Freguesias de Tomar Antigos municípios do distrito de Santarém
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(, na numeração romana) foi um ano comum do século XIX do actual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, a sua letra dominical foi F (52 semanas), teve início a uma terça-feira e terminou também a uma terça-feira. Eventos Frédéric Bastiat publica o livro "A Lei" Fundação da Colônia São Paulo de Blumenau (hoje Blumenau) (Santa Catarina) O beisebol é introduzido no Brasil. A Escola Naval de Annapolis foi renomeada de Academia Naval. Pela primeira vez a população urbana supera a rural(GB). Fim do tráfico negreiro. Fim do reinado de Tashi Dorji, Desi Druk do Reino do Butão, reinou desde 1847. Início e fim do reinado de Wangchuk Gyalpo, Desi Druk do Reino do Butão. Início do reinado de Jigme Norbu, Desi Druk do Reino do Butão (reinou em Thimphu) até 1852. Lei Eusébio de Queirós: Proibia a entrada de africanos escravizados no Brasil. D. Pedro II aprovou a Lei de Terras: essa lei estabelecia que um indivíduo só poderia se tornar dono de terra por meio da compra. Descobriu-se ouro na Califórnia e teve início uma corrida do ouro, que acelerou ainda mais a Marcha para o Oeste. José Antônio Saraiva, fundador de Teresina, fora nomeado Governador da Província do Piauí. Problemas com o primeiro cemitério das Doze Ribeiras, ilha Terceira, que não respeitava as normas legais para inumação de cadáveres, levado a que a população em 1883 tivesse de construir outro. Abertura no Forte de São Sebastião de Angra de sistema subterrâneo de transporte de águas, que parte do Oeste e vai desaguar na rocha da costa, a Leste. Este túnel aberto pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para dar vazão às águas pluviais que de vários pontos elevados da cidade ali afluíam em grandes enxurradas. Com as dimensões de 1,5 a 2 metros de altura média e uma extensão ainda desconhecida, foi esquecido, só no Século XX foi identificado, encontrando-se em vias de recuperação para ser aberto ao turismo. À época de sua abertura, deu azo a polémicas, por poder ter utilizado como rota para a invasão do forte. Julho 5 de julho - Corumbá é elevado a categoria de Município. 9 de julho - O então Presidente dos Estados Unidos Zachary Taylor morre no cargo, sendo substituído pelo que seu Vice-presidente Millard Fillmore que assumiu o cargo no seu lugar. Setembro 5 de setembro - Amazonas é elevado a categoria de Província. 9 de setembro - Califórnia torna-se o 31º estado norte-americano. Outubro 17 de Outubro – Embarque de Ernesto do Canto, futuro historiador, bibliófilo e político Açoriano para Lisboa para inicio dos seus estudos. Nascimentos 15 de janeiro - Pierre Loti, escritor e oficial da Marinha francês (m. 1923). 15 de janeiro - Sofia Vasilyevna Kovalevskaja, matemática russa (m. 1891) 17 de janeiro - Cardeal Arcoverde, primeiro cardeal do Brasil e da América Latina. 27 de janeiro - Edward Smith, famoso capitão de navios do século XX. Comandou navios como o RMS Olympic e o RMS Titanic. (m. 1912). 8 de Maio - Almeida Júnior, pintor brasileiro. 21 de maio - Giuseppe Mercalli, vulcanólogo italiano. 3 de Julho - Alfredo Keil, pintor português (m. 1907) 25 de agosto - Charles Robert Richet, fisiologista francês. 17 de Setembro - Guerra Junqueiro, alto funcionário administrativo, político, deputado, jornalista, escritor e poeta português (m. 1923). José Bento, actor português (m. 1880) 13 de novembro - Robert Louis Stevenson, novelista, poeta e escritor de roteiros de viagem. Escreveu clássicos como A Ilha do Tesouro, O Médico e o Monstro e As Aventuras de David Balfour também traduzido como Raptado. 22 de Dezembro - Victoriano Huerta, presidente do México de 1913 a 1914 (m. 1916). Aimé Morot, pintor francês (m. 1913). Falecimentos 10 de Maio - Louis Joseph Gay-Lussac, químico francês. 9 de Julho - Zachary Taylor, militar e político estadunidense. 19 de Agosto - José de San Martín, general argentino. 24 de Dezembro - Frédéric Bastiat, economista francês.
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Castelões é uma freguesia portuguesa do município de Tondela, com 16,89 km² de área e 1414 habitantes (censo de 2021) A sua densidade populacional é . Demografia A população registada nos censos foi: Património Estação de arte rupestre de Alagoa Igreja de São Salvador (matriz) Santuário do Imaculado Coração de Maria Capela de Múceres Quinta da Cruz Vila de Rei Portela Trecho de calçada romana Ligações externas Freguesias de Tondela
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Parada de Gonta é uma freguesia portuguesa do município de Tondela, com 7,12 km² de área e 754 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 105,9 hab/km². População Criada por decreto de 29 de maio de 1884, com lugares desanexados da freguesia de S Miguel do Outeiro Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4% Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0% Património Ligações externas Freguesias de Tondela
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Tourigo é uma freguesia portuguesa administrativamente extinta do concelho de Tondela, com 8,90 km² de área e 512 habitantes (2011) que compreende as povoações de Tourigo e Pousadas. A sua densidade populacional era 57,5 hab/km². Com a reorganização administrativa de 2012, foi integrada na União das Freguesias de Barreiro de Besteiros e Tourigo. Situada a 15 km da cidade de Tondela, é uma vila constituída por um povo de gente alegre e hospitaleira que ao longo dos anos foi desenvolvendo ofícios e tradições ligadas, sobretudo, aos trabalhos agrícolas. Tourigo e Pousadas confinam em si a beleza e a rusticidade própria da vida agrícola onde predomina o verde floresta do sopé da Serra do Caramulo e dos inúmeros campos de pastorícia. É atravessado por duas linhas de água que em tempos foram de fulcral importância na implantação de moinhos de água. Faz parte, ainda da sua história, o histórico Rego do Esporão que continua a dar vida à agricultura local. No que respeita a serviços sociais a população é servida pelo Centro Social do Tourigo, do qual faz parte o Centro do Dia, com a valência de Apoio Domiciliário, por uma Escola Primária, um Jardim de Infância, uma Zona de Lazer, entre outros serviços e locais a visitar e instituições de distinguível valor. Apear de ser uma localidade afastada da cidade de Tondela (sede de concelho) e dos problemas que os meios rurais portugueses vivem devido ao decréscimo da população, o Tourigo, em comparação com povoações vizinhas, conserva muitos dos serviços básicos e alguns locais de trabalho. A nível cultural e associativo, o Tourigo além da paróquia, possui a AFERT (Associação Folclórica e Recreativa do Tourigo), o CCDT (Centro Cultural e Recreativo do Tourigo) e o Centro Social do Tourigo em cima descrito. Actualmente, os habitantes desta localidade trabalham essencialmente na madeira, construção civil, avicultura, tendo simultaneamente como ocupação a agricultura e pastorícia de subsistência. Serviços Bomba de gasolina Cabeleireiros Cafés Centro de dia, apoio domiciliário e infantil (IPSS) Centro social e desportivo Centro cultural Comercio e têxtil Diversos espaços para a prática de desporto Farmácia Junta de freguesia Materiais de construção Mercearia Multibanco Padarias Paróquia Parque de Lazer Posto Médico(enfermagem) Restaurante Serralharia História A luta da população do Tourigo e Pousadas para a conquista do estatuto de freguesia, já vem de longe. Em 1904, D. José Manuel de Carvalho, bispo de Macau e bispo de Angra, natural da povoação do Tourigo, começou dar os primeiros passos para que o Tourigo fosse freguesia. Para isso, mandou seu sobrinho Cónego Maximino para que desse ajuda material a fim de ser construído no Tourigo um cemitério e uma Igreja. Em 1946 esboçou-se a primeira tentativa de organização do processo para a elevação do Tourigo a freguesia, mas falhou assim como em 1967. Mas o povo do Tourigo não desistiu e em 1981 o Sr. Prof. Alberto Coimbra, deputado do CDS e vereador da câmara de Tondela, é abordado nesse sentido por uma comissão composta por habitantes do Tourigo. É formado um processo mas mais uma vez não se concretizou. Mas a luta continuou, e em 1985 algumas pessoas contactam o deputado do PSD à Assembleia da República, Luís Martins, a quem dão conhecimento dos factos. Verificando-se que ao abrigo da Lei 11/82, o Tourigo e Pousadas reuniam todas as condições necessárias, foi enviada à Assembleia da República uma proposta apresentando o projecto Lei 180/IV e votado, favoravelmente, na manhã do dia 13 de Julho de 1986. A nível administrativo e para descontentamento generalizado da população de ambas as freguesias, a freguesia do Tourigo e a de Barreiro de Besteiros formou a União de Freguesias de Barreiro de Besteiros E Tourigo, pela reorganização administrativa de 2012. Património Capela da Nossa Senhora da Conceição (Pousadas) Escola E.B.1 n.º1-Tourigo (Tourigo) Escola E.B.1 n.º2-Tourigo, desativada (Pousadas) Edifício do Jardim de Infância (Tourigo) Igreja de S. José Igreja de Santo Amaro (matriz-Tourigo) Junta de Freguesia Moinhos da Azenha (visitáveis na Zona de Lazer) (à beira do ribeiro a montante do "Esporão" e no "Patameiro") Rego do Esporão Zona de Lazer Campo de futebol Edifício destinado a museu Moinhos Piscina Polidesportivo Parque de lazer Zona do "Patameiro" (percursos BTT e beleza paisagística) Feira e Festividades Corpo de Deus* - Corpo de Deus Cortejo carnavalesco - Domingo de Carnaval Feira anual - Agosto Festival da Juventude - Agosto Nossa Senhora da Conceição (Padroeira das Pousadas) - 8 de dezembro São Luís de Gonzaga (Tourigo) - 21 de junho Santo Amaro (Padroeiro do Tourigo e da freguesia) - 15 de janeiro *Nota: construção da passadeira de vários kms à base de pétalas totalmente preenchida. População Criada pela lei nº 27/86, de 23 de Agosto, com os lugares Pousadas e Tourigo desanexados da freguesia de Barreiro de Besteiros Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4% Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0% Ligações externas Antigas freguesias de Tondela
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Cardanha é uma antiga freguesia portuguesa do município de Torre de Moncorvo, com 15,51 km² de área e 231 habitantes (2011). Densidade: 14,9 hab/km². Dista cerca de 19 km da sua sede de concelho. Desde 2013, faz parte da nova União das Freguesias de Adeganha e Cardanha. Cardanha está descrita como Área Predominantemente Rural, segundo a Tipologia de Áreas Urbanas. Para além do património arquitectónico e cultural que possui, na Cardanha podem ser visitados outros locais de interesse turístico como: a albufeira de Valcovo, a fraga encavalada e a paisagem natural. Nesta freguesia, as actividades económicas principais que podemos encontrar são: agricultura, pastorícia, serralharia e comércio. A origem do topónimo Cardanha é a mesma que a palavra casa e está relacionado com a raiz indo-europeia card* com o significado de «abrigo, lugar seguro». População Antigas freguesias de Torre de Moncorvo
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Peredo dos Castelhanos é uma antiga freguesia portuguesa do município de Torre de Moncorvo. Desde 2013, faz parte da nova União das Freguesias de Urros e Peredo dos Castelhanos. Geografia Situa-se no Alto Douro e está integrado na Região Demarcada do Douro, pertence ao denominado Douro Superior. O rio Douro avança em território nacional, desde a Barca d'Alva, em linha mais ou menos rectilínea, até que faz uma curva pronunciada para a direita no momento em que recebe as águas do rio Côa. É em frente, no contexto dessa curva em que desagua o rio Côa, o célebre "rio sagrado", que se localiza o Peredo. A aldeia de Peredo dos Castelhanos situa-se no extremo Oriente do concelho de Torre de Moncorvo. É banhada a sul e a poente pelo Rio Douro, em posição frontal para a cidade de Vila Nova de Foz Côa. Faz ainda fronteira a este com Urros e a Norte com a Açoreira. Os seus terrenos distribuem-se pelo planalto onde se situa a aldeia e pelas encostas ou ladeiras e vales apertados dessa Ribeira e do Rio Douro. O solo é xistoso, de relevo acidentado com muitos penhascos em muitas partes da encosta do rio e da ribeira, e planáltico nos campos que rodeiam a povoação. Da tradicional capela da Sr.ª da Glória pode-se avistar as altas e abundantes montanhas e vales em redor, pelas encostas íngremes, pelo Ribeiro do Gavião ou pelo Douro que passa lá bem no fundo. Também do Miradouro do Alto da Barca ou Fevereira, de onde se vê o Rio Douro e a Foz do Rio Côa. Este Miradouro está ainda ligado aos Caminhos Medievais de Santiago. História A partir das inquirições de 1258, esta aldeia começa a ser referida em vários documentos antigos. No século XIV, os seus habitantes são obrigados a trabalhar na construção do muro do Castelo de Moncorvo. Em 1370, perante as queixas dos moradores de estarem a ser diminuídos e despovoados com a criação do concelho de Vila Flor, D. Fernando enquadra Urros e Peredo no concelho de Moncorvo, cortando com a ligação anterior a Freixo de Espada à Cinta. Sem se saber bem os motivos, consta-se que os habitantes terão abandonado o local, para depois voltar a ser habitado, em 1530, por oito famílias espanholas. A origem do topónimo Peredo viria do latim que significaria um conjunto ou pomar de pereiras, o que significa que estas plantas eram muito comuns no Peredo. Citação de Virgilio Tavares, em Conheça Nossa Terra: Cultura Desporto Apesar do declínio da população a partir de 1960, o Peredo tem mantido uma intervenção desportiva rica, alimentada pela paixão e carinho dos que ficam, e dos que aparecem sempre que é necessário. Através do Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural de Peredo dos Castelhanos, desde os primeiros Jogos do Concelho, que se costumam realizar por volta das comemorações do 25 de Abril, que a aldeia tem estado representada em diversas modalidades. Nos desportos colectivos como futebol de salão e voleibol foi várias vezes campeão ou disputou os primeiros lugares. Nos jogos populares, fito, jogo do ferro, sueca, xincalhão, moeda, malha, entre outros, é comum os pedranos arrecadarem primeiros prémios. Nos últimos anos, é no futebol de salão que se tem investido mais e, quer nos Jogos do Concelho, quer nos torneios de Verão em Carviçais, Ligares, Moncorvo entre outros lugares é frequentemente convidada uma representação da aldeia. Por tudo isso se canta com orgulho "Ai quem vale são os do Peredo, pela mocidade que tem" (Extracto da canção do Peredo). Datas comemorativas A festa do Verão, comemorada a 15 de Agosto, é dedicada a Nossa Senhora da Glória. O dia é sempre marcado por uma alvorada de morteiros com a chegada da banda musical e a sua volta à aldeia. A procissão faz-se num ambiente de respeito e as oferendas e promessas são cumpridas ao longo do povo. Tem inicio na Igreja, e que segue somente com o andor de Nossa Senhora da Glória e São Sebastião até à Capela da Santa. No dia 16, o arraial é agora caracterizado pela confraternização entre os conterrâneos, e os que se tomam como tal, sendo marcada a festa pelo serviço de frangos assados, bebidas, caldo verde, e muito pé de dança. O Natal é comemorado de forma especial, os rapazes, os que têm idade para o serem, e os que na falta dos últimos, se prezam como tal, no dia 24 de Dezembro vão "buscar" a lenha para a fogueira do galo. Esta é depois acesa, e serve de aquecimento e de incentivo ao convívio de todos. Gastronomia Várias são as iguarias da terra, e orgulham-se os pedranos de não sair ninguém de lá sem ser a rebolar. Terra de bom vinho e gastronomia variada, uma das melhores da região transmontana. A destacar as chouriças, salpicões, morcelas pretas, alheiras, as migas de bacalhau, carne ou ovo. Os queijos igualmente famosos, querem-se feitos com as mãos frias a partir do coalho, e podem consumir-se frescos ou curados, sendo guardados a temperaturas fresca, ou em panelas de azeite, onde chegam a conservar-se mais de dois ou três anos. Os doces tradicionais são os almendrados, amêndoas cobertas, cavacas, canelões, económicos, e as súplicas. Em 1999 o Instituto de Emprego e Formação Profissional promoveu um curso de Gastronomia e Doçaria Tradicional no Peredo, tamanha a importância, e subtileza, da terra na confecção das iguarias. Canelões Tradicional doce da terra, tendo sido concorrente em 2019 a uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal. Referidos por Maria de Lurdes Modesto na sua Cozinha Tradicional Portuguesa. Demografia Património Igreja Matriz de São Julião de Peredo dos Castelhanos Igreja de planta retangular, cuja fachada é de gosto simples. Sobre a porta do lado Sul encontra-se uma inscrição numa laje de xisto em caracteres alfabéticos com várias abreviaturas, datável do séc. XVI. No interior apresenta 4 altares, todos de gosto rococó. Aquando de obras de restauro foram encontradas, por debaixo da cal das paredes, pinturas murais dos séculos XV-XVI. Capela da Santa Cruz Capela apresentando planta retangular, com um alpendre na fachada principal sustentado por dois grossos pilares. O interior, de uma só nave, apresenta o teto abobadado em madeira, com pinturas ao gosto popular alusivas à Paixão e Morte de Cristo. O retábulo é em talha dourada e pintada, atribuível ao séc. XVII, onde se encontra uma escultura de Cristo Crucificado, ladeado por Maria Madalena e S. João Evangelista, que se encontram pintados no retábulo. Recentemente foram descobertas pinturas murais do séc. XVI, por detrás do retábulo. Ligações externas Antigas freguesias de Torre de Moncorvo
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A Declaração da Maioridade de D. Pedro II, também referida na História do Brasil como Golpe da Maioridade, ocorreu em 23 de julho de 1840 com o apoio do Partido Liberal e pôs fim ao período regencial brasileiro. Os liberais agitaram o povo, que pressionou o Senado para declarar o jovem Pedro II maior de idade antes de completar 15 anos. Em 1834, o Parlamento Português já havia declarado maioridade para uma irmã de Pedro II, no caso, foi Maria II de Portugal, que com o ato, passou a reinar sem o regente. Esse ato teve como principal objetivo a transferência de poder para Dom Pedro II para que esse, embora inexperiente, pudesse pôr fim a disputas políticas que abalavam o Brasil mediante sua autoridade. Acreditavam que com a figura do imperador deteriam as revoltas que estavam ocorrendo no país, como a Guerra dos Farrapos, a Sabinada, a Cabanagem, a Revolta dos Malês e a Balaiada. Para auxiliar o novo imperador, foi instaurado o Ministério da Maioridade, de orientação liberal, conhecido como o Ministério dos Irmãos, pois era formado, entre outros, pelos irmãos Andrada — Antônio Carlos e Martim Francisco, de São Paulo — e os irmãos Cavalcanti — futuros Viscondes de Albuquerque e de Suassuna, de Pernambuco. Ascensão de Pedro II ao trono de jure Pressionado pela opinião pública e pelas elites agrárias, o Imperador D. Pedro I (1798 – 1834) abdicou o trono no dia 7 de abril de 1831, e deixou seu filho, Pedro de Alcântara (1825 – 1891), de seis anos como herdeiro brasileiro. Contexto de crise do 1º reinado Marcado por crises econômicas, sociais e políticas, o Primeiro Reinado antecedeu o período regencial e o Governo de D. Pedro II. Nesse período, foram definidas as regras do sistema eleitoral brasileiro, a partir da Constituição de 1824, também foi criada a Assembleia Geral, órgão máximo do poder Legislativo, e composta pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. Houve também uma aproximação entre o estado e a religião. A influência da Igreja Católica sobre as relações políticas nacionais refletiu na exigência de que os clérigos eram equiparados a funcionários públicos e receberiam renda do império. Além disso, as decisões tomadas pela Igreja deveriam passar pelo imperador.O declínio e o fim do Primeiro Império está relacionado com inúmeras situações, entre elas, estão a situação em Portugal, a oposição liberal brasileira e a perda da Cisplatina. Guerra da Cisplatina Quando uruguaios ocuparam a Província Cisplatina, com a ajuda do governo argentino, crises políticas agravaram o governo de D. Pedro I. Houve a perda da Província e uma crise econômica foi gerada a partir da recuperação da produção do açúcar pelas colônias espanholas. Além disso, as mesmas conseguiram sua independência e normalizaram a exportação. Visando sanar os déficits após a derrota na Guerra da Cisplatina (1825 – 1828), D. Pedro I desencadeou mais descontentamento ao emitir desenfreadamente papel-moeda. Assim, surgiu a inflação e as camadas mais pobres da população perderam o poder aquisitivo. Crise sucessória da coroa em Portugal Após a Guerra da Cisplatina D. João VI nomeou Pedro, seu sucessor em Portugal. D. Pedro I aceitou e retorna a Portugal para tornar-se D. Pedro IV de Portugal, em maio de 1826. Porém, com a nova constituição brasileira, era proibido que o novo imperador do país detivesse ao mesmo tempo o título regente de Portugal. Um mês depois de coroado rei português, Pedro I abdicou ao trono e garantiu a sucessão à sua primogênita, D. Maria II. Assim, o imperador retornou ao Brasil, onde encontrou um ambiente político desorganizado e enfraquecido. Oposições no Brasil Com seu envolvimento na linha sucessória de Portugal, D. Pedro I se viu perdido entre os povos. Para os portugueses, ele foi o herdeiro da Coroa, enquanto para os brasileiros, ele não deveria ter nenhum vínculo com o outro país. Mesmo após ter abdicado na linha do trono e passá-lo para sua filha mais velha, foi recebido por uma forte oposição no Brasil. Piorando após a perda da Província Cisplatina, a situação na qual o imperador se encontrava ia desde dificuldades financeiras, por conta da falência do primeiro Banco do Brasil (1829), até problemas pessoas. Com uma imagem cada vez mais desgastada, no país emergira inúmeras manifestações de protestos contra o Primeiro Reinado. A partir de 1835, começou a ganhar força a ideia de antecipar a ascensão do jovem Pedro de Alcântara ao trono imperial. Os grandes proprietários de terras e escravos viam com desconfiança o processo de descentralização político-administrativa iniciado pelas autoridades do período regencial. Ao mesmo tempo, as revoltas sociais que rebentaram em várias províncias exigiam alguma medida que garantisse a ordem e a paz social. Formava-se o consenso político de que somente o restabelecimento da autoridade monárquica poderia conter os excessos dos poderes locais e apaziguar as dissensões. Período regencial Com a maioridade inicialmente definida para 21 anos, de acordo com a Constituição de 1824, foi preciso esperar o novo Imperador atingir a maioridade. Esse período de espera foi nomeado Período Regencial. Entre 1831 e 1840, o Brasil passou por uma transição na qual o país foi governado por regentes, aguardando Pedro de Alcântara atingir a idade necessária. Considerado um dos períodos com mais crises do Império, o país passou por uma experiência de descentralização, grande polaridade partidária e experimentou diversas revoltas. Nesse meio tempo, Pedro de Alcântara recebeu ajuda de José Bonifácio (1763 — 1838), para subir ao trono. O Período Regencial, que durou nove anos pode ser dividido em Regência Trina Provisória (1831), Regência Trina Permanente (1831-1835), Regência Una de Feijó (1835-1837), Regência Una de Araújo Lima (1837-1840). Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira no Vale do Paraíba, com o surgimento dos “barões de café”. Com a finalidade de desenvolver uma política cultural para o país, são criados o Colégio de Pedro II e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Regência Trina Provisória (1831) Após um encontro entre deputados e senadores, no Rio de Janeiro, foi criada a primeira Regência, composta por Francisco de Lima e Silva, Nicolau Vergueiro e José Joaquim Carneiro dos Campos. Entre as principais medidas tomadas pelo novo Governo, foi decretado anistia para todos presos condenados ou sentenciados por crimes políticos, e foi aprovada uma lei que determinava limites ao poder dos regentes. Regência Trina Permanente (1831-1835) Composta também por Francisco de Lima e Silva, a nova Regência colocou os militares no poder e aprovou uma série de reformas na Constituição. Nesse período, surgiu o Código do Processo Criminal, a primeira medida inserida no chamado “avanço liberal”, em novembro de 1832. Regência Una de Feijó (1835-1837) Por conta do Ato Adicional, foi realizada uma eleição para escolher o candidato à Regente Único. Entre os candidatos com mais destaques, estavam o paulista Diogo Antônio Feijó e o pernambucano Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque. Com uma pequena diferença de votos, Feijó venceu Cavalcanti, e tomou posse em dia 12 de outubro de 1835. Ele e seus companheiros criaram um novo partido, o Progressista. Como oposição a ele, foi criado o partido Regressista, que desejava a situação anterior ao Ato Adicional. Nesse contexto, o partido Regressista deu origem ao partido Conservador, enquanto o partido do regente deu origem ao partido Liberal. O período foi caracterizado por instabilidades políticas, democracia e projeto de liberdade, e terminou com a renúncia de Feijó no dia 19 de setembro de 1837. Regência Una de Araújo Lima (1837-1840) A segunda eleição para Regente Único aconteceu em 1838, e o então Ministro da Justiça, Araújo Lima, é eleito com grande maioria dos votos. Assim, os regressistas se instalaram no poder. Para o partido, o objetivo era restaurar a autoridade estatal, fortalecer o Executivo e eliminar a desordem que se espalhava pelo país. Ao mesmo tempo, nesse período, a Sabinada estourava na Bahia, em 1837. Após a Balaiada, no Maranhão, os políticos sentiram a necessidade de fortalecer a autoridade e preservar a posição dos partidos. Com medo de perder espaço político para os opositores, os regressistas queriam a restauração da segurança pública e privada. A essa altura, já era grande o apoio popular à antecipação da maioridade. A imprensa participou do movimento e folhetos eram colados nos muros e espalhados pelo Rio de Janeiro. Um dos versos cantados nas ruas era: Ascensão de Pedro II ao trono de facto A manobra política aconteceu quando Pedro II não tinha ainda idade suficiente para ascender ao trono. Elaborou-se então, no Poder Legislativo, projeto antecipando a sua maioridade para pôr fim às disputas políticas que estavam em curso nesse período. A Campanha pela Antecipação da Maioridade Conhecido como o Clube da Joana, os grupos de "palacianos" exerceram influência sobre a família real e sobre o Príncipe herdeiro. Conservadores, para eles a desordem devia-se aos excessos de liberdade por conta do Ato Adicional. Em 1840, foi criada a Sociedade Promotora da Maioridade, que logo passou a se chamar Clube da Maioridade. Assim, a campanha ganhou a Câmara e o Senado. Além disso, havia diversas manifestações populares. Para antecipar o Governo de D. Pedro II, os representantes liberais apresentaram à Assembléia Geral um projeto de declaração da maioridade. Apesar de o Governo regencial ter tentado ganhar tempo, os deputados formaram uma comissão e pediram ao próprio imperador que concordasse em assumir. Após aceitar, em 23 de julho de 1840, prestou juramento à Assembleia Geral: Proclamação da Assembleia Geral ao povo sobre a maioridade Brasileiros! A Assembleia Geral Legislativa do Brasil, reconhecendo o feliz desenvolvimento intelectual de S.M.I. o Senhor D. Pedro II, com que a Divina Providência favoreceu o Império de Santa Cruz; reconhecendo igualmente os males inerentes a governos excepcionais, e presenciando o desejo unânime do povo desta capital; convencida de que com este desejo está de acordo o de todo o Império, para conferir-se ao mesmo Augusto Senhor o exercício dos poderes que, pela Constituição lhe competem, houve por bem, por tão ponderosos motivos, declará-lo em maioridade, para o efeito de entrar imediatamente no pleno exercício desses poderes, como Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Brasileiros! Estão convertidas em realidades as esperanças da Nação; uma nova era apontou; seja ela de união e prosperidade. Sejamos nós dignos de tão grandioso benefício. Paço da Assembleia Geral, 23 de julho de 1840.Nesta mesma data, o imperador realiza juramento perante a Assembleia Geral, nos seguintes termos:"Juro manter a religião Católica Apostólica Romana, a integridade e indivisibilidade do Império, observar e fazer observar a Constituição política da nação brasileira, e mais leis do Império, e prover ao bem geral do Brasil, quanto em mim couber."A coroação do novo imperador ocorreu no dia 18 de julho de 1841, na cidade do Rio de Janeiro. O evento encerrou apenas no dia 24 de julho. Consequências Com a antecipação do Governo, a Regência foi extinta. Além de tirar do poder a Regência do Partido Conservador, a centralização do poder nas mãos de Pedro II permitiu a estabilização política do país, canalizando as atenções na figura do jovem imperador. Das revoltas regenciais que ainda subsistiam, a Balaiada terminou em 1841 e a Farroupilha em 1845. O novo imperador do país nomeia, na sequência, seu primeiro Ministério, conhecido como Ministério da Maioridade ou Ministério dos Irmãos, formado pelos irmãos Antônio Carlos e Martim Francisco de Andrada, e pelos dois irmãos Cavalcanti, futuros Viscondes de Albuquerque e de Suassuna. O Ministério, formado por membros do Partido Liberal, foi responsável por dissolver a Câmara e convocar novas eleições ainda para o ano de 1840. Na eleição, na tentativa de derrubar a maioria conservadora, os apoiadores do Ministério da Maioridade não hesitaram em fazer uso da violência para garantir vitória, chamada pelos conservadores de "eleições do cacete". Ocorreram alterações no processo eleitoral e mesas eleitorais foram literalmente assaltadas. A fraude foi uma das principais características dessa eleição, na qual além de ter tido a contagem de votos alterada, também aceitava pessoas inexistentes e permitia e troca de identidade na hora de votar. O Ministério da Maioridade teve curta duração, principalmente por conta do agravamento da guerra dos Farrapos, no Sul do Brasil, além da pressão inglesa para a extinção do tráfico negreiro. Surpreendendo as elites do país, o imperador dissolveu o Ministério da Maioridade liberal e convocou um conservador em 1841. A derrota dos liberais estabeleceu as bases para as revoltas liberais de 1842, uma tentativa de tomar o poder pela luta armada. Após a derrota, a política conservadora se estabeleceu definitivamente. Ver também Golpes de Estado no Brasil Bibliografia CASTANHA, ANDRÉ PAULO. O Ato Adicional de 1834 na história da educação brasileira. Revista Brasileira de História da Educação, 2006 ELIZABETH GUIMARÃES TEIXEIRA ROSA, MARIA. A intervenção do Estado brasileiro e a política oligárquica na república velha. Revista de Informação Legislativa, 1995 MAZINI, ANDRÉ. A história da imprensa no contexto da historiografia brasileira. Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 01, n. 02 – edição especial, p. 297-304, nov 2012 BARBOSA CARVALHO DA COSTA, MARIANA. Golpe Parlamentar da Maioridade: construção da ordem Imperial. XIV encontro regional de história da anpuh rio, 2010 MARIA MARINHO DE AZEVEDO, CELIA. A recusa da "raça": anti-racismo e cidadania no Brasil dos anos 1830. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - IFCH-UFRGS, 2005 ALBERTO BANDEIRA RAMOS, JOSÉ. A insurgência escrava da Bahia. Anais do XXIX Simpósio de História Nacional, 2017 COMO DOM PEDRO II SE TORNOU IMPERADOR COM APENAS 14 ANOS?. Radioagência Nacional. Criado em 28/07/15, 11h19 AMARAL PEIXOTO MARTINS, MARCIA; OLGA PRUDENTE DE OLIVEIRA, ANNA. Dom Pedro II, Monarca-Tradutor. TradeTerm, 2010 CARLOS OLIVIERI, ANTONIO. Dom Pedro II. Editora Callis, 1999 LEITE ARUAUJO, ANDRÉ; LOPES, JULIO; PUH, MILAN; CARLI RAMOS DOS SANTOS, RAFAEL. A permanência das elites no poder e suas relações com o imperador. Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de História, São Paulo, 2015 Ligações externas O Golpe da Maioridade: texto do site "História do Brasil", mantido pela MultiRio. O Golpe da Maioridade: excerto do livro Brasil - História e Sociedade. São Paulo, Ática, 2000, de Francisco M. P. Teixeira. 1840 no Brasil História do Império do Brasil Golpes de Estado no Brasil Pedro II do Brasil
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O Sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755, ocorreu no dia 1 de novembro de 1755, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, especialmente na zona da Baixa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve e Setúbal. O sismo foi seguido de um maremoto - que se crê tenha atingido a altura de 20 metros - e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte muitos mais). Foi um dos sismos mais mortíferos da história, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os sismólogos estimam que o sismo de 1755 atingiu magnitudes entre 8,7 a 9 na escala de Richter. O sismo de Lisboa teve um enorme impacto político e socioeconómico na sociedade portuguesa do , dando origem aos primeiros estudos científicos do efeito de um sismo numa área alargada, marcando assim o nascimento da sismologia moderna. O acontecimento foi largamente discutido pelos filósofos iluministas, como Voltaire, inspirando desenvolvimentos significativos no domínio da teodiceia e da filosofia do sublime. O terramoto O terramoto fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro de 1755 às 9h30 ou 9h40 da manhã, dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos. A data contribuiu para um alto número de fatalidades, visto que ruas e igrejas estavam cheias de fiéis. O epicentro não é conhecido com precisão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa. Devido a um forte sismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, este local tem sido apontado como tendo forte probabilidade de aí se ter situado o epicentro em 1755. A magnitude pode ter atingido 9 na escala de Richter. Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. O padre Manuel Portal é a mais rica e completa fonte sobre os efeitos do terramoto, tendo descrito, detalhadamente e na primeira pessoa, o decurso do terramoto e a vida lisboeta nos meses que se seguiram. A intensidade do terramoto em Lisboa e no cabo de São Vicente estima-se entre X-XI na escala de Mercalli. Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, um tsunâmi, que atualmente se supõe ter atingido pelo menos seis metros de altura, havendo relatos de ondas com mais de 10 metros, fez submergir o porto e o centro da cidade, tendo as águas penetrado cerca de 250 m. Nas áreas que não foram afetadas pelo tsunâmi, o fogo logo alastrou-se, e os incêndios duraram pelo menos cinco dias. Todos tinham fugido e não havia quem o apagasse. Acerca do nível de destruição do terramoto, sem menção ao tsunâmi, e focando os incêndios, no Novo atlas para uso da mocidade portuguesa (1782), o tradutor corrige em nota o autor francês dizendo:O Autor, mal informado do que aconteceu a esta capital no referido Terramoto, asseverou que ela ficara inteiramente arrasada, quando é certo que em mais de duas partes ficou em pé, e que somente o incêndio, que lhe sobreveio, abrasou, e consumiu os edifícios, tesouros, móveis, riquezas, preciosidades, alfaias, etc. ficando unicamente as paredes. Porém, de tudo o mais raro, que se perdeu, foi a grande Livraria de Sua Majestade - rara pelos manuscritos e originais da Antiguidade que conservava - perda sem dúvida lamentável para os sábios. O tsunâmi Lisboa não foi a única cidade portuguesa afetada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Além da destruição causada pelo sismo, o tsunâmi que se seguiu destruiu no Algarve fortalezas costeiras e habitações, registando-se ondas com até 30 metros de altura. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África. As cidades marroquinas de Fez e Meknès sofreram danos e perdas de vida consideráveis. Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde do norte de África (como Safim e Agadir) até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia (através de seichas) e através do Atlântico, afetando os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados. Diversos locais em torno do golfo de Cádis foram inundados: o nível das águas subiu repentinamente em Gibraltar e as ondas chegaram até Sevilha através do rio Guadalquivir, Cádis, Huelva e Ceuta. De uma população de 300 mil habitantes em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram, 900 das quais vitimadas directamente pelo tsunâmi. Outros 10 mil foram vitimados em Marrocos. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico, causado por lareiras de cozinha, velas e mais tarde por saqueadores em pilhagens dos destroços. Na obra História Universal dos Terramotos, de Joaquim José Moreira de Mendonça (1758), que apresenta o primeiro balanço sistemático dos efeitos, refere-se que as águas alagaram o bairro de S. Paulo e que esse "espanto das águas" difundiu o perigo de que vinha o mar cobrindo tudo:A recém-construída Casa da Ópera, inaugurada apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo. O Palácio Real, que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunâmi. Dentro, na biblioteca, perderam-se 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos. O terramoto causou ainda danos, ou chegou a destruir completamente, as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a Sé de Lisboa, e as Basílicas de São Paulo, Santa Catarina, São Vicente de Fora e a da Misericórdia. As ruínas do Convento do Carmo ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O túmulo de Nuno Álvares Pereira, nesse convento, perdeu-se também. O Hospital Real de Todos os Santos foi consumido pelos fogos e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas (incluindo muitos exemplares da arquitectura do período Manuelino em Portugal). O Maremoto de 1755 foi resultado directo do grande sismo com epicentro no Atlântico Nordeste que a 1 de Novembro de 1755 destruiu a cidade de Lisboa e múltiplas outras localidades no litoral sul de Portugal e Espanha e na costa noroeste de Marrocos. Foi o maior maremoto de que há registo histórico no Oceano Atlântico, causando grande mortandade em todas as costas atingidas. Causado pelo simso de 1755 que a 1 de Novembro daquele ano destruiu Lisboa e várias outras cidades do sul de Portugal e do Norte de África gerou-se um poderoso maremoto que percorreu o Atlântico Norte causando danos na Madeira e Açores e ainda nas Caraíbas e na costa leste dos Estados Unidos. Causou ainda um Tsunâmi no Brasil: as ondas chegaram ainda altas no litoral pernambucano e na orla peninsular de Salvador, no Nordeste do Brasil. Relatos em Lisboa Na obra História Universal dos Terramotos, de Joaquim José Moreira de Mendonça (1758), que apresenta o primeiro balanço sistemático dos efeitos, refere-se que as águas "alagaram o bairro de S. Paulo" e que o "espanto das águas" difundiu o perigo de que "vinha o mar cobrindo tudo": Relatos nos Açores O texto que se segue, extraído dos Anais da Ilha Terceira, de Francisco Ferreira Drummond, edição da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, 1836, pp. 262-267, conta o sucedido na ilha Terceira, uma das mais atingidas: No 1º de Novembro deste ano fatal, das 9 para as 10 horas da manhã aconteceu a quase total ruína da famosa cidade de Lisboa, procedida de um horroroso terremoto, que demoliu a maior parte de seus edifícios, padecendo os templos mais sumptuosos, e palácios magníficos; e por fim pôs o elemento do fogo a última mão a este grande e tremendo feito, que se tornou por castigo. Em todas as ilhas dos Açores se alterou o mar àquela mesma hora, e nesta ilha Terceira houve uma enchente, que nas partes mais baixas do sul entrou por terra dentro, lançando nela muito peixe de diversas qualidades. No Porto Judeu subiu o mar à altura de 10 palmos na rocha mais elevada. Em Angra entrou até à praça chamada dos Cosmes, hoje — Praça Velha — ficando os navios boiando em seco, por se retirarem as águas quando quiseram fazer o acesso, e no refluxo levou o mar as muralhas da alfândega , muitas madeiras que por ali estavam, assim como todos os barcos varados no Porto de Pipas. Acha-se a fl. 211 do livro dos óbitos na igreja Matriz da vila da Praia a seguinte declaração: Em sábado 1º de Novembro, dia da festividade de todos os Santos do presente ano de 1755, pelas nove para as dez horas do dia, e a tempo que se cantava missa de Tércia, estando o mar em ordinária tranquilidade, se elevou tanto em três contínuas marés ficando quase seca a sua profundidade por largo espaço, e nunca visto de pessoas de maior idade: e com estas três elevações insólitas entrou pelo porto desta vila, inundou a lagoa dela, chamada o Paul da Praia, e todo o seu areal, desde o dito porto até o lugar da Ribeira Seca, demolindo 15 casas a fundamentis, e entre elas a ermida do Apostolo S. Tiago, sita no lugar do Porto Martins; areando terras e vinhas, derribando paredes, que ficaram cravadas nos prédios de seus donos, que com grandes despesas as não restituíram ao antigo estado; nem em muitos anos produziram os frutos que antes rendiam: neste admirável e inopinado acontecimento, que seria castigo da Divina Justiça contra os depravados costumes dos homens se recorreu logo à Divina Misericórdia, com preces em todas as igrejas e mosteiros desta vila, e no dito dia saio em procissão a milagrosa imagem do Santo Cristo da Casa da Misericórdia; e no 32 dia se fez segunda procissão por toda esta vila, com assistência do clero, e mais comunidades dela: e ainda se continuam outras deprecações à Senhora dos Remédios, Rosário, e Piedade, para que por sua intercessão possamos alcançar de Deus Senhor nosso e Cristo Jesus seu filho a suspensão deste castigo, e a reforma na vida dos homens. Deixo escrito neste livro a fatalidade deste caso sempre memorando, e não menos do que já aconteceu na mesma vila em 24 de Maio de 1614, que sempre será lembrado: e permita Deus que de um e outro se lembrem os homens, para comporem os seus procedimentos, e acções, regulando-as sempre pelas leis do mesmo Deus, e sua igreja. Neste naufrágio lamentável faleceram Mateus Teixeira, pescador, marido de Ignez da Conceição, morador desta ilha, que no dia seguinte foi achado defunto, e sepultado na igreja da Misericórdia. E também faleceu Simão Machado Evangelho, marido de Rosa Maria, que não apareceu depois da inundação; D. Catarina Teresa, mulher de Inácio Paim da Câmara , e Ana, menor, que se diz filha do mesmo, e Josefa Antónia, fâmula dos ditos, que todos três naufragaram na mesma casa, em que no dito tempo assistiam em o lugar do Cabo da Praia; mas ainda casa pertencente a esta paróquia. E ultimamente faleceu no dito dia Manoel Vieira Luiz, marido de Angela da Ascensão, nosso paroquiano, morador na Canada d’Angra, que também com os mais não saio do naufrágio, em que pereceram. E para que assim conste se fez este termo em 13 do dito Novembro de 1755, por se esperar poderem sair do mar os corpos de defuntos em alguns deles. Diz uma nota: O cadáver do dito Simão Machado apareceu depois de. um mês e 24 dias, e se achou o cadáver deste defunto no Paul, inteiro , e sem corrupção notável, e foi sepultado no hábito de S. Francisco na igreja da Misericórdia desta vila em 24 de Dezembro do dito ano. ---Godinho -- Christovão Borges da Costa, pelo mesmo António Gonçalves da Costa, que não assignou este termo assim os outros. Outro assento, e de não menos importância achei no livro do tombo da igreja paroquial de Santo António do Porto Judeu a fl. 304; eis aqui o seu texto: — In posteritatem — Em dia de Todos os Santos do ano de 1755, pelas 10 horas da manhã, pouco mais ou menos, aconteceu nesta ilha um enchente e vazante de maré extraordinário, e cá nunca visto, que no porto deste lugar chegou o enchente á altura de dez palmos da rocha, e vazou até o direito da fortaleza, principalmente três marés, e depois as seguintes foram moderando os acessos e recessos, até que foram ficando no seu natural pelo decurso da tarde. Na cidade foi esta cheia mais notável porque chegou a entrar acima do portão, levou o muro do caminho do matadouro: e o vazante foi tanto que chegaram a aparecer as ancoras da amarração dos navios, perigaram 3 ou 4 homens, que quiseram acudir a barcos, e deles está um enterrado no adro desta igreja, que saiu neste porto. Na vila da Praia ainda mais notável porque chegou com muita força ao paul, onde deixou enxurrado algum barco, e com grande admiração levou um de carregação por detrás da fortaleza, por cima daqueles grandes calhaus, e sempre direito, com três homens dentro, sem prejuízo atendível. Ainda que neste lugar e nesta ilha se não sentiu terremoto, foi a causa desta cheia um que no dia e hora houve na corte e cidade de Lisboa, que durando o espaço de 8 minutos pôs em terra com total ruína quase toda a corte, e edifícios sumptuosos dela, e ao mesmo tempo se conjuraram os quatro elementos porque a terra com aquele moto, nos nossos tempos nunca vistos, o ar com notável vento inquieto, a água com a cheia extraordinária e nunca vista, o fogo que incendiando toda a corte, o que sucedeu em muitas partes dela totalmente reduziu tudo a cinzas, em que se perdeu todo o precioso, e quantos corpos que ainda estavam vivos, que presos debaixo das ruínas não puderam fugir, assim de homens como de mulheres, e se abrasaram: que se reputou o número, à primeira consideração, a 30 mil pessoas, que nas ruínas, fogo e cheia morreram, depois com melhor exame, e por falta nos róis da igreja se disse serem mais de 50 mil. Proh dolor!?? Chegou este terremoto e cheia, não com notável espanto em França, Castela, e Roma, e consequentemente aos mais estados da Europa; porém no império Otomano se sentiu muito principalmente no Salé, Maníquez, e Marrocos, e em outras muitas cidades, e províncias suas com que morreram tantas mil pessoas, como também nas grandes cheias do mar tanto no terremoto do dia l.º de Novembro, que não foi 1á o maior, mas no do dia 18 do mês, que indo de Maniquez para outra cidade fugindo muitos com camelos e mulas carregadas do mais precioso, se abriu a terra e desapareceu e subverteu tudo, e em cerco em que estavam 16 mil Judeus só 8 escaparam; e estas e outras muitas que aqui se não podem relatar vieram e as vi escritas em uma carta que enviou o guardião do convento de Maniquez ao seu comissário de Castela. Aqui acaba a parte do assento relativo à enchente e sucessos deste ano, a segunda parte contém a notícia dos sucessos de 1757, onde a hei de transcrever. Parece que o mencionado ano de 1755 foi bastante calamitoso por contágio de graves moléstias nas pessoas de pouca idade como observei nos livros mortuários de algumas paróquias. Na de S. Sebastião, de 2 em 2 e de 3 em 3 dias havia enterros; a 3 de Agosto acha-se o termo 4 meninos, dos quais o maior tinha 5 anos, mas não achei menção da moléstia; o que certamente escapou à notória curiosidade do vigário Manuel de Sousa de Meneses. Finalmente, sendo tão notável o estrago feito por esta enchente na costa sul da ilha, que além de levar muitas casas, entulhar cerrados, obstruir estradas, derribar fortificações, não achei menção alguma dela nos livros das Câmaras, que tão pouco se fazia caso de transmitir à posteridade o conhecimento de tais fenómenos. Comparação com o Sismo de 1531 O Sismo de 1755 tendo apagado da memória o Sismo de Lisboa de 1531, não deixa de merecer que Joaquim José Moreira de Mendonça compare ambos na sua História Universal dos Terramotos (1758)ː O dia seguinte A família real portuguesa escapou à catástrofe. O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do terramoto. A ausência do rei na capital deveu-se à vontade das princesas de passar o feriado fora da cidade. Depois da catástrofe, D. José I ganhou uma fobia a recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda, denominado como Real Barraca da Ajuda, em Lisboa. Tal como o rei, o Marquês de Pombal, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto. Com o pragmatismo que caracterizou a sua futura governação, ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa. Conta-se que à pergunta "E agora?" respondeu "Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos" mas esse diálogo é provavelmente apócrifo. A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias. O ministro e o rei encomendaram aos arquitectos e engenheiros reais, e em menos de um ano depois do terramoto já não se encontravam em Lisboa ruínas e os trabalhos de reconstrução iam adiantados. O rei desejava uma cidade nova e ordenada e grandes praças e avenidas largas e rectilíneas marcaram a planta da nova cidade. Reza a lenda ter sido à época perguntado ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dia hão-de achá-las estreitas…. A maior parte da reconstrução foi paga com o ouro retirado da Capitania de Minas Gerais na colónia brasileira, que viu um aumento em seus impostos. Isso levou a uma alta insatisfação entre os habitantes, que eventualmente expulsaram a Companhia de Jesus e viram o arraial de Curvelo realizar duas inconfidências em protesto à coroa portuguesa. O novo centro da cidade, hoje conhecido por Baixa Pombalina é uma das zonas nobres da cidade. Serão dos primeiros edifícios mundiais a serem construídos com protecções à prova de sismos (anti-sísmicas), que foram testadas em modelos de madeira, utilizando-se tropas a marchar para simular as vibrações sísmicas. Impacto na sociedade O terramoto de Lisboa abalou muito mais que a cidade e os seus edifícios. Lisboa era a capital de um país católico, com grande tradição de edificação de conventos e igrejas e empenhado na evangelização das suas colónias. O facto do terramoto ocorrer em dia santo e destruir várias igrejas importantes, dentro das quais muitos fieis reuniam-se para celebrar a data, levantou muitas questões religiosas por toda a Europa. Para a mentalidade religiosa do , foi uma manifestação da ira divina de difícil explicação. Na política, o terramoto foi também devastador. O ministro do rei , o Marquês de Pombal era favorito do rei, mas não do agrado da alta nobreza, que competia pelo poder e favores do monarca. Depois do 1º de Novembro, a eficácia da resposta do Marquês do Pombal (cujo título lhe é atribuído em 1770) garante-lhe um maior poder e influência perante o rei, que também aproveita para reforçar o seu poder e consolidar o absolutismo. Isto leva a um descontentamento da aristocracia que iria culminar na tentativa de regicídio e na subsequente eliminação dos Távoras. Para além do agravamento das tensões políticas em Portugal, a destruição da cidade de Lisboa frustrou muitas das ambições coloniais do Império Português de então. O terramoto e a filosofia iluminista O ano de 1755 insere-se numa era fulcral de uma grande transformação social: a Revolução Industrial, o iluminismo, o capitalismo lançam as bases de uma sociedade moderna em alguns países da Europa Ocidental. O terramoto influenciou de forma determinante muitos pensadores europeus do Iluminismo. Foram muitos os filósofos que fizeram menção ou aludiram ao terramoto nos seus escritos, dos quais se destaca Voltaire, no seu Candide e no Poème sur le désastre de Lisbonne ("Poema sobre o desastre de Lisboa"). A arbitrariedade da sobrevivência foi, provavelmente, o que mais marcou o autor, que satirizou a ideia, defendida por autores como Gottfried Wilhelm Leibniz e Alexander Pope, de que "este é o melhor dos mundos possíveis"; como escreveu Theodor Adorno, o terramoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz" (Negative Dialectics, 361). Mais tarde, no século XX, também citando Adorno, o terramoto passou a ser comparado ao Holocausto - uma catástrofe de tais dimensões que só poderia ter um impacto profundo e transformador na cultura e filosofia europeias. Esta interpretação de Theodor Adorno serve de ilustração à sua interpretação da história, que é bastante crítica da sociedade. O Cavaleiro de Oliveira, convertido ao protestantismo, escreveu um panfleto, (“Discours pathétique au sujet des calamités présentes arrivées en Portugal. Adressé à mes compatriotes et en particulier a Sa Majesté Très-Fidèle Joseph I, Roi de Portugal. Par le Chevalier d’Oliveyra. A Londres. MDCCLVI”, 1756), em que atribui o terramoto à ira divina, desencadeada pela falta de conhecimento da palavra de Deus (uso do latim) e o consequente culto das imagens («a origem de todo o mal é que se fecharam em Portugal todas as entradas à Lei de Deus ao proibir aí o curso, leitura e meditação da Sua santa palavra») e o apoio à Inquisição e à perseguição contra os judeus («Lisboa estava inundada pelo sangue inocente que os inquisidores nela haviam derramando. É esta provavelmente uma das principais causas da ruína de Lisboa»). Tal ousadia valeu-lhe ser processado e julgado in absentia pela Inquisição, tendo a estátua do réu sido queimada no auto-da-fé que se celebrou no Claustro do Convento de S. Domingos em 20 de Setembro de 1761. O conceito do sublime, embora já tivesse sido formulado antes de 1755, foi desenvolvido na Filosofia e elevado a tema de maior importância por Immanuel Kant, em parte como resultado das suas tentativas para compreender a enormidade do terramoto de Lisboa e do tsunâmi. Kant publicou três textos distintos sobre o terramoto. O jovem Kant, fascinado com o fenómeno, reuniu toda a informação que conseguiu sobre o desastre, através de notícias impressas, servindo-se desses dados para formular uma teoria relacionada com a origem dos sismos. A teoria de Kant, que envolvia o deslocamento de enormes cavernas subterrâneas insufladas por gases a alta temperatura, foi, ainda que mais tarde se mostrasse falsa, uma das primeiras tentativas sistematizadas a tentar explicar os sismos através de causas naturais, em vez de causas sobrenaturais. De acordo com o filósofo marxista Walter Benjamin, no seu programa de rádio para crianças chamado "O terramoto de Lisboa", o pequeno caderno de Kant sobre o assunto representa, provavelmente, o início da Geografia científica na Alemanha. O mesmo autor chega a afirmar: "E foi, certamente, o início da Sismologia". O pensador pós-moderno Werner Hamacher chega a defender a tese de que as consequências do terramoto se estenderam ao vocabulário da Filosofia, transtornando as metáforas da "fundamentação" e dos "fundamentos" das teorias filosóficas, mostrando como estes podem ser facilmente "abalados" pela incerteza: "Sob a impressão exercida pelo terramoto de Lisboa, que tocou a mentalidade europeia numa das suas épocas mais sensíveis, as metáforas da fundamentação ("ground" = chão, em inglês) e dos abalos perderam totalmente a sua inocência aparente; deixavam de ser meras figuras de estilo" (pág. 263). Hamacher defende mesmo que a certeza fundadora da filosofia de Descartes sofreu um considerável abalo após o terramoto. O nascimento da sismologia A competência do ministro não se limitou à acção de reconstrução da cidade. O Marquês do Pombal ordenou um inquérito, enviado a todas as paróquias do país para apurar a ocorrência e efeitos do sismo. O questionário incluía as seguintes questões: Quanto tempo durou o sismo? Quantas réplicas se sentiram? Que tipo de danos causou o sismo? Os animais tiveram comportamento estranho? Que aconteceu nos poços? As respostas estão ainda arquivadas na Torre do Tombo. Através das respostas do inquérito foi possível aos cientistas da actualidade recolherem dados fiáveis e reconstituírem o fenómeno numa perspectiva científica. O inquérito do Marquês do Pombal foi a primeira iniciativa de descrição objectiva no campo da sismologia, razão pela qual é considerado um precursor da ciência da sismologia. As causas geológicas do terramoto e da atividade sísmica na região de Lisboa são ainda causa de debate científico, existindo indícios geológicos da ocorrência de grandes abalos sísmicos com uma periodicidade de aproximadamente 300 anos. Lisboa encontra-se junto de uma falha tectónica, mas a grande maioria dos sismos tão intensos como o terramoto de 1755 só acontece nas zonas de fronteira entre placas. Alguns geólogos portugueses avançaram a ideia de que o terramoto estaria relacionado com a zona de subducção do oceano Atlântico, entre as placas tectónicas euro-asiática e africana. Ver também Tsunâmi no Brasil em 1755 Lista de sismos Notas Ligações externas Terramoto de 1755: a tragédia que arrasou Lisboa e também mudou o mundo, Observador, 20 Janeiro 2018 Mapa da Baixa lisboeta antes e depois de 1755 Lisboa, Novembro de 1755, Maria Júlia Fernandes, RTP, 2005 Desenterrar testemunhos do terramoto de Lisboa, descobertas de ossadas do terramoto de Lisboa, por Filipa Costa, RTP, 2009 Efeitos do maremoto de 1755 na costa leste da América do Norte. Listagem dos maremotos mais destrutivos em cada oceano. Tsunâmis no Atlântico? Historical Depictions of the 1755 Lisbon earthquake Lisboa 1755 Lisboa 1755 em Portugal História de Lisboa 1755
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Egito (Egipto em português europeu antes do Acordo Ortográfico de 1990) pode referir-se a: Egito — país atual no continente africano Antigo Egito — civilização da Antiguidade Egito ptolemaico — Egito sob domínio helénico Egito (província romana) — província do Império Romano Egito Arcádio - outro nome para a província da Arcádia, no Egito romano Egito Hercúleo - nome antigo da província da Augustâmica, no Egito romano Diocese do Egito — subdivisão do Império Romano tardio Egito Otomano — Egito sob domínio otomano Quedivato do Egito — estado vassalo dos otomanos no final do e início do Reino do Egito — reino independente no início do século XX Egito (mitologia) — herói epónimo do país homónimo Desambiguações de topônimos
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Haile Selassie ou Hailé Selassié (em ge'ez: ኃይለ፡ ሥላሴ, "Poder da Trindade") batizado como Tafari Makonnen e posteriormente chamado por Rás Tafari (Ejersa Goro, 23 de julho de 1892 – Adis Abeba, 27 de agosto de 1975) foi regente da Etiópia de 1916 a 1930 e imperador de 1930 a 1974, Grã-Cruz das ordens GCTE e GCBTO, herdeiro de uma dinastia cujas origens remontam ao . Haile Selassie é uma figura crucial na história da Etiópia e da África. É considerado um símbolo religioso, o Deus encarnado, entre os adeptos do movimento rastafári, que contava com cerca de seiscentos mil a oitocentos mil adeptos (praticantes) a nível mundial em 2005. Se forem somados também os seguidores do estilo de vida, o número sobe para cerca de dois milhões de adeptos. Os rastafáris também o chamam de H.I.M., que significa "Sua Majestade Imperial" (do inglês: His Imperial Majesty). Haile Selassie nunca se afirmou como Deus encarnado, e muitos seguidores do Rastafari o consideram apenas uma pessoa iluminada, que nasceu para ensinar regras e compartilhar uma ideologia. Haile tentou modernizar o país por meio de uma série de reformas sociais, incluindo a introdução da primeira constituição escrita do país e a abolição da escravidão. Entretanto, ele fracassou nos esforços de defesa da Etiópia durante a Segunda Guerra Ítalo-Etíope e passou o período de ocupação italiana em exílio, na Inglaterra. Retornaria à Etiópia apenas em 1941, após o Império Britânico derrotar os italianos na Campanha da África Oriental, durante a Segunda Guerra Mundial. Ele dissolveu a Federação da Etiópia e Eritreia, que fora estabelecida por meio da Assembleia Geral da ONU, em 1950 e integrou a Eritréia como província da Etiópia durante a luta por se manter no poder. Durante o seu governo, a repressão a diversas rebeliões entre as etnias que compõem a Etiópia, além daquele que é considerado como o fracasso do país em se modernizar adequadamente, rendeu-lhe críticas de muitos contemporâneos e historiadores. Em 1936, fez um protesto na Liga de Nações, sobre o uso de armas químicas contra a Etiópia por parte da Itália. Representando não apenas um prenúncio do próximo conflito mundial que se seguiria, mas também o advento do chamado "refinamento tecnológico da barbárie", característica que veio a marcar as guerras do período. Selassie era um orador talentoso, e alguns de seus discursos foram considerados entre os mais memoráveis do . As suas visões internacionalistas levaram a Etiópia a tornar-se membro oficial das Nações Unidas, e a sua experiência e pensamento político ao promover o multilateralismo e a segurança coletiva provaram-se relevantes até os dias de hoje. Etimologia O termo Ras Tafari de origem Amárica, onde Ras significa “cabeça” (na Etiópia equivale a príncipe ou chefe), Tafari (Täfäri/teferi) significa "quem é respeitado/temido". Origens e ascensão Nascido Tafari Makonnen, casou-se em 1911 com Wayzaro Menen, filha do imperador etíope Menelik II, tornando-se o príncipe (ou Rás em amárico) Ras Tafari. O neto de Menelik II, Lij Iyasu (Iyasu V), tornou-se imperador em 1913, mas foi deposto por uma assembleia de nobres em conjunto com a Igreja Ortodoxa Etíope, por suspeita de conversão ao islamismo. Então assumiu Zewditu, filha de Menelik II, que morreria em 1930. Mesmo antes da imperatriz, em 1917 Rás Tafari assumiu a regência da Etiópia, e em 1928 foi coroado rei (Negus em amárico). Em abril de 1930, a imperatriz morreu, e em novembro do mesmo ano Ras Tafari tornou-se o 225º imperador na dinastia que reaparecia, segundo a crença, ao do Rei Salomão e a da Rainha de Sabá. Assim mudando novamente de nome, para Haile Selassie (O Poder da Divina Trindade em amárico) ou por completo Sua Majestade Imperial, Imperador Haile Selassie, Eleito de Deus, Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Leão Conquistador da Tribo de Judá. O primeiro império Iniciou então um governo que buscava modernizar a Etiópia, seguindo as linhas gerais traçadas por Menelik II: principalmente trazer tecnologia e inserir o país no contexto da comunidade das nações. O seu discurso na Liga das Nações, em junho de 1936, sobre a guerra em geral e sobre a invasão da Etiópia pela Itália (1935), é considerado um dos mais belos e coerentes pronunciados por um líder político (o país havia sido admitido na Liga das Nações em 1923, logo após abolir a escravatura). Selassie também deu a Etiópia a primeira constituição de sua história, em 1931. A invasão da Etiópia pela Itália em 1935 foi uma traição dos acordos celebrados entres esses países no ano de 1928. Também a Liga das Nações não fez sua parte, numa atitude muito semelhante àquela adoptada pela Inglaterra e pela França em face da invasão alemã na Checoslováquia — com a diferença de que o país invadido não pertencia à Europa, e sim à esquecida África. Benito Mussolini recebeu uma condenação formal da Liga, mas foi encorajado pela falta de atitudes desta para com seu acto injustificável. A invasão deflagrou a Segunda Guerra Ítalo-Etíope. Em 1936 Selassie viu-se obrigado a se retirar para o exílio na Inglaterra, deixando o posto de imperador. Exílio A Itália estabeleceu um governo na Etiópia e tentou controlar os movimentos de resistência através de massacres e segregação. Selassie tentava angariar simpatia pelo seu país, e só veio a consegui-lo quando a Itália se aliou, na Segunda Guerra Mundial, à Alemanha. Com o apoio da Inglaterra, mas contando essencialmente com forças de resistência etíopes e norte-africanas, Selassie retoma Adis Abeba em 5 de maio de 1941. Aos poucos conseguiu afastar-se da influência britânica, mas ao mesmo tempo vem do exílio com novas ideias inspiradas na evolução da Inglaterra. O segundo império Com a derrota da Itália na frente etíope, já durante a Segunda Guerra Mundial, Haile Selassie reassumiu o império. Havia tensões na Eritreia, que não se identificava com o restante da Etiópia e rejeitava a soberania desta. Selassie promove a reforma e recuperação da Etiópia, devastada pela guerra. Institui um imposto progressivo sobre a propriedade de terras. Em 1955 é promulgada uma nova constituição etíope, que institui, entre outras medidas, o voto universal, mas também concentra bastante o poder nas mãos do imperador. Enquanto em missão diplomática no Brasil, em 1960, Haile Selassie sofreu uma tentativa de golpe, organizada e dirigida por Germane Neway, que não teve sucesso, mas polarizou a Etiópia e preparou caminho para um segundo golpe alguns anos depois. Em 1963, Selassie participou da criação da Organização da Unidade Africana. O golpe militar O país enfrentou anos difíceis no início da década de 1970. A grande fome de 1972–1973 agravou a contestação ao governo imperial, somando-se aos problemas políticos, estudantes exigiam reformas para que as terras não pertencessem à nobreza. Em 12 de janeiro de 1974 registrou-se uma rebelião militar contra Selassie. Em junho, um grupo de cerca de 120 comandantes militares, formalmente fiéis ao imperador, formou um comité para exercer o governo. Em 27 de setembro Selassie foi deposto por um golpe militar de inspiração marxista, que instituiu um Conselho Provisório de Administração Militar. Preso pelo novo governo, Selassié morreu em 27 de agosto de 1975, oficialmente por complicações decorrentes de uma operação da próstata. Essa versão é contestada por seus apoiantes e familiares, que entendem que o ex-imperador foi assassinado na sua cama. Em 1991, após a queda de Mengistu Haile Mariam, foi revelado que os restos mortais de Selassié tinham sido conservados no porão do palácio presidencial. Finalmente, em 5 de novembro de 2000, receberam um funeral da Igreja Ortodoxa Etíope digno, sendo sepultados. A família do cantor Bob Marley esteve presente na cerimônia. Legado É reconhecida a influência que Haile Selassie teve sobre o movimento negro, em especial em lideranças como Martin Luther King e Nelson Mandela. Além disso, Selassie é encarado como um messias por parte de um movimento religioso de origem jamaicana, o rastafarianismo, que crê que Haile Selassie vive, conduzirá os negros de volta à África, e é Deus Vivo. Trecho de Discurso de Haile Selassie na Organização das Nações Unidas, em 1963 Reflexo Esse discurso serviu de inspiração para a canção "War", um dos maiores clássicos do cantor de reggae jamaicano Bob Marley. No Brasil Na visita de Haile Selassie ao Brasil, estourou em 13 de dezembro de 1960 um golpe de Estado em Adis Abeba. O embaixador Edmundo Barbosa da Silva, secretário-geral do Itamaraty, foi encarregado de transmitir ao imperador a notícia do golpe e levou-o ao aeroporto. Na ocasião, ouviu dele a garantia de que voltaria a seu país e debelaria a insurreição "sem derramar uma gota de sangue". Em Portugal Em 1925, Selassie foi agraciado com a insígnia de Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada de Portugal. Em 1957, realizou uma visita de estado a Portugal, e em 1959 foi novamente agraciado com a insígnia de Grã-Cruz da Banda das Três Ordens de Portugal. Outras Referências e Links Haile Selassie: O "Leão Etíope da Judeia" - DW África Doutores honoris causa da Universidade de Bonn Imperadores da Etiópia Primeiros-ministros da Etiópia Pessoas proclamadas messias Pessoas deificadas Cavaleiros da Ordem da Jarreteira Grã-Cruzes da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Oponentes internacionais do apartheid na África do Sul Grã-Cruzes da Banda das Três Ordens Governantes depostos por golpe de Estado Fundadores de religiões Doutores honoris causa da Universidade de Cambridge Pessoa do Ano
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As Cicadófitas (divisão Cycadophyta) são plantas tradicionalmente classificadas como gimnospérmicas, por produzirem sementes "nuas", ou seja, não encerradas num ovário. São plantas com folhas coriáceas que se assemelham às das palmeiras - as de maiores dimensões - ou aos fetos. Têm um caule lenhoso, denominado paquicaule, que pode ser aéreo ou subterrâneo, com um crescimento muito lento. Encontram-se neste grupo plantas muito apreciadas para ornamentação, como os Encephalartos e as "palmeiras-sago" ("sago palm" em inglês), não só pelo seu aspecto geral, mas também por as suas inflorescências serem, em geral, grandes cones com a mesma forma das pinhas, muitas vezes com belas cores vivas, entre o amarelo e o cor-de-laranja. Embora haja registos fósseis de cicadófitas desde o período Pérmico da era Paleozóica, elas foram especialmente abundantes na era Mesozóica, especialmente durante o período Jurássico - também conhecido como Idade das Cicadófitas. Actualmente encontram-se em todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo, mas com áreas de distribuição muito restritas. Biologia Apesar de tecnicamente serem consideradas plantas lenhosas, as cicadófitas possuem um paquicaule, um tronco grosso mas macio, formado principalmente por tecidos de reserva. As folhas são abastecidas em água e nutrientes através de nervuras que se separam do lado do tronco oposto ao seu ponto de inserção, cercando-o. Estas nervuras em cintura ocorrem em alguns fetos, mas não são conhecidas em mais nenhuma espermatófita. As raizes são heteromórficas - as cicadófitas possuem: Raízes contrácteis - presentes especialmente nas plantas juvenis e que servem para manter subterrâneo o sensível apex da planta em crescimento, dando-lhe assim protecção contra a secura ou os fogos que são frequentes em muitas regiões onde elas se desenvolvem; Raízes coralóides (por serem avermelhadas) - com curtas ramificações dicotómicas e crescimento apogeotrópico (que crescem em direcção à superfície do solo), que albergam as cianofíceas simbiontes que lhes ajudam a fixar o nitrogênio do ar, contribuindo assim, não só para a nutrição da planta, mas também para enriquecer o solo; e Raízes normais - que servem principalmente para fixar a planta ao solo. As cicadófitas são plantas dióicas, ou seja, as estruturas reprodutivas masculinas e femininas nascem em plantas separadas. Como já foi referido, estas estruturas são semelhantes às pinhas (excepto na família Cycadaceae), formados por folhas modificadas, abertas, onde se formam os óvulos e o pólen - os esporófilos. Os microsporófilos (as "flores" masculinas) formam os esporângios na sua face inferior (ou abaxial). Os esporângios deixam sair o pólen por fendas, que se abrem quando aquele está maduro. Os grãos de pólen são cimbiformes, monosulcados e apresentam simetria bilateral. Os anterozóides são grandes, multiflagelados e móveis. Os megasporófilos (as "flores" femininas) das Cycadaceae apresentam as folhas férteis organizadas em roseta, com crescimento contínuo. As sementes são grandes e têm um tegumento com duas camadas, uma interna, lenhosa e uma externa, muitas vezes colorida e carnuda. O endosperma é haplóide (derivado do gametófito) e o embrião tem dois cotilédones, geralmente unidos pelas extremidades; a germinação é criptocotular. Ecologia As cicadófitas desenvolvem-se em diferentes habitates, mas geralmente em regiões tropicais. Algumas espécies crescem no interior das florestas, tanto em florestas tropicais, como em florestas “secas”, ocasionalmente chegando à parte superior da floresta. Outras vivem em pequenos grupos em savanas e as espécies de Encephalartos, endémicas da África oriental, desenvolvem-se em regiões subáridas e podem suportar geada e até neve. As interacções biológicas entre as cicadófitas são muito importantes, uma vez que asseguram a polinização, dispersão das sementes e a aquisição de nutrientes nitrogenados. Durante muito tempo, pensou-se que a polinização das cicadófitas era anemófila e, portanto, um acontecimento difícil de acontecer nas plantas que vivem dentro de florestas onde sopra muito pouco vento. No entanto, investigaçõe recentes demonstraram que vários insetos pequenos são os responsáceis pela polinização e algumas espécies de cicadófitas produzem calor ou odores para atrair estes vectores animais. As sementes das cicadófitas são grandes e ostentam muitas vezes cores vivas, como vermelho, púrpura ou amarelas, que ficam patentes nos grandes cones onde podem ser atraídos por aves e mamíferos que ajudam na sua dispersão. Outra das interacções biológicas que as cicadófitas desenvolveram foi a associação com bactérias fotossintéticas, como a Anabaena. Estas cianobactérias encontram-se em raizes modificadas, com a aparência de coral, as raízes coralóides. Estas raízes crescem para fora do solo, ficando assim expostas à luz solar, que as cianobactérias usam na fotossíntese. Em contrapartida, as bactérias fornecem à planta os nutrientes nitrogenados de que ela necessita. Muitas cicadófitas encontram-se à beira da extinção Apesar de terem sido muito abundantes em tempos pré-históricos, actualmente existem muito poucas espécies de cicadófitas e algumas encontram-se à beira da extinção (como as Microcycas em Cuba). Os perigos que elas encaram são a destruição dos seus habitats, como as florestas tropicais, e o seu lento crescimento e reprodução infrequente. No entanto, como elas têm um aspecto atractivo, com as suas folhas grandes e lustrosas, muitas cicadófitas foram adoptadas por jardins públicos e privados em todo o mundo. Várias instituíções têm programas para a reprodução artificial de várias espécies, mas esse esforço não é suficiente, uma vez que é necessário manter a diversidade genética das populações naturais. Neste momento, de forma a proteger as populações naturais, cinco géneros estão cobertos por leis internacionais que proíbem o comércio de sementes selvagens. Famílias de cicadófitas Existem actualmente três famílias de cicadófitas, com as características listadas abaixo: Cycadaceae Esporófilos femininos não agregados em cones Folíolos com uma única nervura central, sem ramificações Germinação platispérmica Carpófilos multi-ovulados Óvulos ascendentes Estípulas ausentes Vernação circinada Zamiaceae Esporófilos femininos agregados em cones Folíolos com nervuras ramificadas Germinação radiospérmica Carpófilos bi-ovulados Óvulos invertidos Estípulas ausentes Vernação simples Stangeriaceae Esporófilos femininos agregados em cones Folíolos com nervuras ramificadas Germinação radiospérmica Carpófilos bi-ovulados Óvulos invertidos Estípulas presentes Vernação circinada Ver também Royal Botanic Gardens Sydney - Cicadófitas Fixação de nitrogênio Cycads Cycadophyta Divisões de plantas
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Brogueira foi uma freguesia portuguesa do concelho de Torres Novas, com 21,10 km² de área e 1 112 habitantes (2011). Densidade: 52,7 hab/km². Foi a freguesia de nascimento de Humberto Delgado. Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União das Freguesias de Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel. População Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4% Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0% Património Casa Memorial Humberto Delgado
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Salvador (oficialmente, Torres Novas (Salvador)) foi uma freguesia portuguesa do concelho e da cidade de Torres Novas, com 11,92 km² de área e 2 227 habitantes (2011). Densidade: 186,8 hab/km². Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União das Freguesias de Torres Novas (Santa Maria, Salvador e Santiago). Para além de parte da cidade de Torres Novas, pertenciam a esta antiga freguesia as localidades Alcorriol e Nicho do Rodrigo, entre outras. População Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4% Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0% Património Casa do Mogo de Melo ou Casa do Mogo Ermida de Nossa Senhora dos Prazeres ou Ermida de Nossa Senhora do Vale Antigas freguesias de Torres Novas
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Dois Portos foi uma freguesia portuguesa do município de Torres Vedras, com 36,58 km² de área e 1 995 habitantes (2016). Densidade: 54,5 hab/km². Foi sede, até 1855, do antigo concelho da Ribaldeira. A freguesia foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União das Freguesias de Dois Portos e Runa. População Património Igreja de São Pedro de Dois Portos Ermida de Nossa Senhora da Purificação Quinta do Hespanhol Antigas freguesias de Torres Vedras
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Runa foi uma freguesia portuguesa do município de Torres Vedras, com 6,65 km² de área e 977 habitantes (2016). Densidade: 146,9 hab/km². Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União das Freguesias de Dois Portos e Runa. População Património Edifício onde está instalado o Lar dos Veteranos Militares ou Asilo de Inválidos Militares de Runa Igreja Paroquial São João Baptista Colectividades Grupo Desportivo de Runa Dos poucos clubes portugueses que enviaram dois atletas a participar numa edição dos Jogos Olímpicos. António Margaça Galantinho e Adriano Morais foram os atletas que representaram Portugal nos Jogos Olímpicos de México 1968 na modalidade de luta greco-romana. Modalidades: Andebol; Luta Greco-Romana; Futsal; Ginástica. Palmarés: Sete vezes Campeão Nacional consecutivas por equipas na modalidade de luta greco-romana, relegando para segundo lugar durante estes anos um dos principais clube nacionais o Sporting Clube de Portugal. Corpo Nacional de Escutas - Agrupamento 898 Runa Fundado a 31 de Julho de 1988, contava em 2009 com cerca de 35 Jovens com idades compreendidas entre os seis e os vinte anos de idade.
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Trancoso é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito da Guarda, na província da Beira Alta, região do Centro (Região das Beiras) e sub-região da Beira Interior Norte, com cerca de habitantes (2011), situada num planalto em que o ponto mais alto tem de altitude. É sede do município de Trancoso com de área e habitantes (2011), subdividido em 21 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Penedono, a nordeste por Mêda, a leste por Pinhel, a sul por Celorico da Beira, a sudoeste por Fornos de Algodres, a oeste por Aguiar da Beira e a noroeste por Sernancelhe. Trancoso é um dos poucos municípios de Portugal territorialmente descontínuos, estando uma das suas freguesias (Guilheiro) separada do resto do município por uma estreita faixa de território pertencente à freguesia de Arnas, do município de Sernancelhe; uma vez que este último município pertence ao distrito de Viseu, isto torna territorialmente descontínuo o distrito da Guarda (existência de um exclave), criando um enclave no interior do distrito de Viseu, casos únicos em Portugal. Freguesias Aldeias anexas À-dos-Ferreiros (Cótimos) Aldeia de Santo Inácio (São Pedro) Ameal (São Pedro) Avelal (São Pedro) Boco (Santa Maria) Broca (Vilares) Carigas (Vale do Seixo) Castaíde (Santa Maria) Courelas (São Pedro) Dominga Chã (Granja) Falachos (Tamanhos) Freixial (Vila Garcia) Garcia Joanes (Feital) Maçal da Ribeira (Vilares) Miguel Choco (Santa Maria) Moitas (Valdujo) Montes (Santa Maria) Quintã do Cabeço (Valdujo) Quintã do Curral (Valdujo) Quintã da Igreja (Valdujo) Ribeira do Freixo (Vale do Seixo) Rio de Moinhos (Santa Maria) São Martinho (São Pedro) Sintrão (Santa Maria) Vale de Mouro (Tamanhos) Venda do Cepo (Santa Maria) Vendinha (Granja) População Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram. De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente. Política Eleições autárquicas Eleições legislativas Topónimo A origem do nome "Trancoso" motiva hoje em dia a especulação e a imaginação. Existem pelo menos duas explicações, ambas de pendor mitológico. Tais explicações, contudo, poderão não ser tão fantasiosas como à partida seríamos levados a pensar. Uma destas explicações refere que o nome deriva de "troncoso", ou seja, o nome ficaria a dever-se ao facto de existirem árvores de grande porte na região em que a cidade foi fundada. De facto, Artur Taborda de Morais, no estudo "As árvores notáveis de Portugal", descreve individualmente o "Castanheiro do Campo – Castanea sativa Mili" e o "Freixo Grande de Trancoso – Fraxinus oxicarpa Willd". O segundo, que foi considerado por Charles Joly (1818-1902), em 1893, uma das maiores árvores da Europa, já não existe, mas ainda hoje é possível observar árvores impressionantes como a "Tília Grande de Trancoso". Outra explicação, que específica concretamente um ato de fundação, um pouco à semelhança de Roma (cf. Fundação de Roma), refere que a cidade terá sido fundada por um emissário vindo do Egito ou da Etiópia. O nome do emissário seria Awseya Tarakos, que mais tarde viria a ser rei da Etiópia, da dinastia salomónica. Existem, também, outras cidades europeias cujos nomes têm algumas semelhanças com Trancoso, podendo haver alguma relação entre eles (Tarragona, Tarascon, etc.). Em Portugal, atualmente, é possível encontrar a designação Trancoso para outras localidades e lugares. Existe, ainda, um rio no norte de Portugal, afluente do rio Minho, que tem esse nome. História Com os seus numerosos monumentos, da arquitetura civil, religiosa e militar constitui um dos mais expressivos e belos centros históricos do país, visitado anualmente por muitos milhares de pessoas. Estes monumentos distribuem-se um pouco por todo o município. Na arquitetura religiosa, destacam-se na sede de município as igrejas paroquiais de Santa Maria e de São Pedro e a igreja da Misericórdia. Na arquitetura civil, encontramos a Casa dos Arcos, do século XVI, a Casa do Gato Preto (um curioso edifício do antigo bairro judaico), e o Pelourinho, bela peça do mais puro estilo manuelino. Nesta cidade nasceram também o profeta e sapateiro António Gonçalves Annes Bandarra e o Padre Francisco Costa. Pré-história e Antiguidade A cidade de Trancoso, devido à sua localização, entre os rios Douro, Côa e Mondego, faz parte de um conjunto de fortalezas situadas junto da serra da Estrela e da fronteira com Espanha. A sua localização privilegiada constitui um importante ponto de observação por sobre algumas das principais vias romanas que cruzam a região, nomeadamente aquela que fazia a ligação entre Braga e Mérida. Em todo o caso, este é um assunto até agora pouco aprofundado, tanto mais que, numa época mais próxima de nós, até mesmo o estudo das vias de comunicação existentes no Portugal da Idade Média se encontra ainda numa fase embrionária. Assim, dada a sua localização, compreende-se a importância que esta cidade já tinha antes da fundação de Portugal. Durante a Reconquista trata-se de umas das praças fortes que mais disputa suscitou. Luís de Camões refere que a conquista de Beja, por D. Afonso Henriques, correspondeu a uma espécie de vingança pelo facto de Trancoso ter sido destruída ("Já na cidade Beja vai tomar / Vingança de Trancoso destruída"). Não muito longe da cidade, encontra-se um importante sítio arqueológico considerado Património Mundial: sítios de arte rupestre do Vale do Côa. Desse modo, somos levados a pensar que toda esta região é habitada desde tempos imemoriais. Época Medieval Trancoso encontra-se hoje rodeada de muralhas, da época dionisiana, com um belo castelo, também medieval, a coroar esse majestoso conjunto fortificado. Aqui se travaram importantes batalhas, entre as quais a de Trancoso, em 1385, num planalto a poucos quilómetros do centro histórico, que impôs pesada derrota às tropas invasoras e que antecipou o resultado da batalha de Aljubarrota. Trancoso Contemporâneo Trancoso foi elevada a cidade em 9 de Dezembro de 2004. Não esquecendo a antiguidade, porém, Trancoso mantém traços medievais no centro histórico quase inalteráveis, sendo o exterior um meio urbano já moderno e planeado. Na contemporaneidade, o município de Trancoso tem vindo a estabelecer diversas parcerias com outros municípios aos níveis nacional e internacional. No caso de ligações diretas com outros municípios destacam-se as geminações. Neste caso, até ao presente momento, constata-se que a cidade de Trancoso encontra-se geminada com outros municípios em Portugal, Brasil e Cabo Verde. No caso de ligações envolvendo diversos municípios, o município faz parte da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE). A nível internacional, no âmbito dos projetos de cooperação transfronteiriça, o município integra a comunidade de trabalho Beira Interior Norte - Diputación de Salamanca (BINSAL), constituindo esta comunidade uma das regiões transfronteiriças entre Portugal e Espanha. Este espaço pode ser brevemente descrito nos seguintes termos: Curiosidades Histórias de Trancoso O contista Gonçalo Fernandes Trancoso, considerado um dos primeiros contistas da língua portuguesa, escreveu os Contos & Histórias de Proveito & Exemplo (1575). Este livro foi editado também no Brasil e está na origem de uma expressão brasileira para designar uma série de contos infantis e, de um modo geral, a literatura fantástica de tradição popular. Alguns exemplos da presença da expressão no Brasil:"As histórias de Trancoso são uma tradição popular que permanece viva até os dias de hoje na região do Cariri. Isabel Maria é uma contadora de histórias da cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, que resgata os contos e histórias de antigamente".A única cópia da primeira edição do livro de Gonçalo Fernandes Trancoso encontra-se em Washington, DC:"A primeira edição dos Contos & Histórias de Proveito & Exemplo data do ano de 1575, altura em que foram impressos por António Gonçalves. O texto foi adquirido no ano de 1923 pelo historiador e diplomata brasileiro Manuel de Oliveira Lima. Falecendo em 1928, nos E.U.A., terá legado este volume juntamente com a sua biblioteca, à biblioteca da Universidade Católica da América, a qual integra atualmente a Biblioteca Oliveira Lima, em Washington, DC (DUARTE, 2008: 97-98)".No começo do século XX, em 1921, Agostinho de Campos reeditou o livro das Histórias de Trancoso, denominando-as "Antologia Portuguesa". Mais recentemente, em 1982, Irene Avilez Teixeira, uma antiga professora primária, legou para a posterioridade um livro intitulado Trancoso – Terra de Sonho e Maravilha, que pode ser considerado uma versão contemporânea dos contos de Trancoso. Esta tradição, por assim dizer, ainda está de algum modo patente na recente apresentação da peça O Segredo da Arca de Trancoso, de Luiz Felipe Botelho, no Teatro Nacional D. Maria II. Um exemplo típico do que poderia ser uma verdadeira História de Trancoso: Terras de D. Urraca D. Pedro Afonso Viegas nascido em 1130 e neto de D. Egas Moniz foi Tenente na localidade de Trancoso em 1184 e na localidade de Neiva em 1187. Pedro Viegas era possuidor de extensos domínios ao Sul do rio Douro. Naquele tempo de guerras e vida atribulada era o noivo quem dava o dote à noiva, como garantia de segurança, em caso de morte. Foi assim que D. Urraca, filha do rei D. Afonso Henriques e dos seus amores com D. Elvira Gualter recebeu muitos terrenos com a morte do marido. Essas terras, atualmente, pertencem ao município da Mêda e continuam conhecidas por Terras de D. Urraca. As condições climáticas e a situação na transição do granito para o xisto, permitiram que nessas terras se produzisse um vinho famoso, que se destaca pelas suas qualidades. Transportes Acessos Ferroviários O único centro ferroviário do município fica em Vila Franca das Naves, na Linha da Beira Alta. Desse modo, por essa mesma linha, é possível, por um lado, em direção ao litoral, viajar de comboio entre Trancoso, Coimbra e Lisboa, e por outro, na direção da fronteira, a cidade é ligada à Guarda, a Salamanca e Madrid, existindo ainda uma ligação até Paris através do Sud Expresso. Na década de 1930 esteve planeada uma linha férrea de via estreita entre as estações da Régua, na Linha do Douro, e de Pinhel, passando por Trancoso e Vila Franca das Naves. Rodoviários A recente conclusão da auto-estrada que liga Trancoso à A25 veio mitigar as deficiências existentes nas vias de comunicação, mas a situação está longe de ser resolvida. Economia Relativamente aos sectores de atividade, os empregos ligados ao sector terciário representam 64,5% do total da população empregada do município, tendência que se mantém ao nível distrital e nacional. A forte representatividade do setor terciário face ao setor primário, justifica-se em grande medida pela debilidade que do setor primário atravessa, justificada, entre outros aspetos, pela dificuldade em tornar a agricultura numa atividade económica rentável, já que a atividade agrícola é encarada não como fonte de rendimento, mas como ocupação parcial, maioritariamente com carácter familiar e para consumo próprio. O município de Trancoso caracteriza-se por ser um dos maiores produtores de castanha, atividade agrícola que tem grande peso na economia das populações. O castanheiro faz parte da paisagem trancosense. Tradicionalmente é uma região de referência na produção de castanha e madeira de castanheiro. Para o futuro, a Câmara Municipal tem apoiado alguns jovens empresários com projetos novos, sobretudo na área dos castanheiros, pecuária e queijarias. Feiras de Trancoso As feiras de Trancoso, desde a Idade Média, têm uma expressão significativa na região, inclusivamente em Castela, na vizinha Espanha. Feira de São Bartolomeu Esta feira realiza-se em Trancoso durante o mês de agosto, desde 1273:"Apresenta inclusa carta de D. Afonso, feita pelo notário Pero Pais, em Lisboa, a 8 de Agosto de 1311 E. C. [1273 d. C.], mandando fazer uma feira anual na vila de Trancoso. A feira deverá começar oito dias antes do dia de S. Bartolomeu e durar 15 dias".Outras feiras no município: Feira de Santa Luzia Feira Medieval de Trancoso Feira do Fumeiro de Trancoso Feiras de Vila Franca das Naves: São José (19 de março), São Pedro (29 de junho) e São Martinho (11 de novembro). Há ainda um mercado semanal, à sexta-feira, em Trancoso e, um mercado bimensal, em Vila Franca das Naves, na 2ª e 4ª quarta-feira de cada mês. Turismo A cidade de Trancoso mantém ainda a traça de um centro histórico medieval, que outras cidades portuguesas, como por exemplo Viseu, por virtude dos processos de crescimento da cidade durante o século XIX, não preservaram. Desse modo, uma visita a Trancoso constitui uma viagem no tempo e permite ao visitante apreender e questionar a evolução das cidades e das suas formas ao longo do tempo. Contudo, apesar de ter preservado grande parte da sua cintura amuralhada, uma visita à cidade de Trancoso, ao seu centro histórico, revela alterações na sua morfologia e arquitetura. Ora, estes são sinais da existência ainda hoje de um espaço histórico vivo e dinâmico, que distingue a cidade doutros dos núcleos urbanos da rede de Aldeias Históricas de Portugal. O turismo cultural em Trancoso possibilita incursões em universos do saber que estão relacionados com a própria história da cidade (ex.: Medievalística, etc.). A cidade, procurando desenvolver o turismo de natureza cultural, tem estabelecido algumas parcerias com outras cidades. Em Portugal, como foi referido acima, faz parte da rede de Aldeias Históricas. Em termos europeus, existem condições para o estabelecimento de novas parcerias e redes que possam contribuir para o desenvolvimento do potencial turístico da cidade. Neste último caso, por exemplo, encontram-se a Associação Europeia de Cidades e Regiões Históricas, a associação internacional Cidades Europeias Amuralhadas e o Fórum Ibérico de Cidades Amuralhadas. Cultura e Património Gastronomia ( Doce Regional ) Feito por Senhoras de Trancoso – Sardinhas Doces de Trancoso ( Não pela Casa da Prisca ) Monumentos Monumentos Nacionais Castelo de Trancoso (desde 1921) Castelo de Moreira de Rei (desde 1932) Igreja de Sta. Marinha – Moreira de Rei (desde 1932) Planalto da Batalha de São Marcos (desde 2004) Pelourinho de Trancoso (desde 1910) Pelourinho de Moreira de Rei (desde 1932) Muralhas de Trancoso (desde 1921) Sepulturas Antropomórficas de Moreira de Rei (desde 1932) Imóveis de Interesse Público Capela Sta. Luzia – Trancoso (desde 1953) Igreja Matriz – Torre do Terrenho (desde 1977) Igreja Nossa Sra. da Fresta – Trancoso (desde 1944) Pelourinho de Guilheiro (desde 1933)  Sepulturas Antropomórficas – Trancoso (desde 1978)  Solar dos Brasis – Torre do Terrenho (desde 1977)  Via antiga do Sintrão (desde 1997) Judiaria de Trancoso e Cótimos Existia na cidade de Trancoso uma importante judiaria ou bairro judeu. No centro da cidade é possível observar alguns edifícios com características da arquitetura judaica. Casa do Gato Negro Centro de Interpretação Isaac Cardoso Marcas da Judiaria de Trancoso Freguesia de Cótimos Educação Agrupamento de Escolas de Trancoso Escola Profissional de Trancoso Desporto No município de Trancoso praticam-se diversas modalidades desportivas. O Grupo Desportivo de Trancoso foi fundado em 1964. Personalidades ilustres Marquês de Trancoso Conde de Trancoso Eduarda Lapa Fausto Bordalo Dias Gonçalo Annes Bandarra Gonçalo Fernandes Trancoso Isaac Cardoso João de Lucena Simão Nunes Santiago Geminações A cidade de Trancoso é geminada com as seguintes cidades: Castelo de Vide, Portugal Ribeira Grande de Santiago, Cabo Verde Fotografias Panorâmicas de Trancoso Ligações externas Câmara Municipal de Trancoso Enclaves e exclaves de Portugal
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Granja é uma freguesia portuguesa do município de Trancoso, com 9,26 km² de área e 109 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . População Freguesias de Trancoso
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Santa Maria é uma antiga freguesia portuguesa do município de Trancoso, com 36,53 km² de área e 1 577 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 43,2 hab/km². Desde 2013, faz parte da nova União das Freguesias de Trancoso (São Pedro e Santa Maria) e Souto Maior. População Por idades em 2001 e 2021 Património Pelourinho de Trancoso Castelo de Trancoso e muralhas Conjunto de sepulturas escavadas em rocha Capela da Santa Luzia Via Antiga do Sintrão, Fraga do Ladrão ou Via dos Almocreves (estrada romana)
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Vale do Seixo é uma antiga freguesia portuguesa do município de Trancoso, com 7,24 km² de área e 127 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 17,5 hab/km². Desde 2013, faz parte da nova União das Freguesias de Vale do Seixo e Vila Garcia. População Por idades em 2001 e 2021 Património Igreja Matriz de Vale do Seixo. Antigas freguesias de Trancoso
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Tamboril - peixe Tamboril (planta) - árvore Tamboril (Ceará) - município brasileiro Tambor - instrumento musical Desambiguação
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Santo António de Vagos é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Vagos, com 9,64 km² de área e 1 753 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 181,8 hab/km². Desde 2013, faz parte da nova União das Freguesias de Vagos e Santo António. População Criado pela lei nº 78/85, de 04 de Outubro, com lugares da freguesia de Vagos Antigas freguesias de Vagos
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Guilherme II (; Berlim, 27 de janeiro de 1859 – Doorn, 4 de junho de 1941) foi o último Imperador alemão e Rei da Prússia de 1888 até sua abdicação em 1918 no final da Primeira Guerra Mundial. Era o filho mais velho do imperador Frederico III e sua esposa Vitória, Princesa Real do Reino Unido. Era neto da rainha Vitória do Reino Unido e parente de várias casas reais europeias, como o rei Jorge V do Reino Unido e o czar Nicolau II, seus primos. Guilherme dispensou o chanceler Otto von Bismarck, em 1890, e liderou o Império Alemão para uma política bélica, que ficou conhecida internacionalmente como "Novo Rumo", culminando no seu apoio a Áustria-Hungria, durante a crise política de julho de 1914, que levou à Primeira Guerra Mundial. Bombástico e impetuoso, por vezes Guilherme pronunciava-se de forma pouco cuidadosa sobre assuntos de grande sensibilidade, sem consultar os seus ministros, uma atitude que culminou numa entrevista desastrosa ao Daily Telegraph em 1908, e custou-lhe grande parte de sua influência, autoestima e manchando sua imagem em toda Europa. Paul von Hindenburg e Erich Ludendorff ficaram como os responsáveis políticos do país durante a guerra e deram pouca importância ao governo civil. Guilherme era um líder pouco eficiente, levando a perder o apoio do exército e à sua abdicação em novembro de 1918. Passou os seus restantes anos de sua vida em exílio, nos Países Baixos. Biografia Guilherme nasceu a 27 de janeiro de 1859, no Kronprinzenpalais, em Berlim, sendo o primeiro filho do príncipe Frederico Guilherme da Prússia (futuro imperador Frederico III) e de sua esposa, a princesa Vitória do Reino Unido. Foi o primeiro neto da rainha Vitória e do príncipe Alberto, mas, ainda mais importante, sendo o primeiro filho do príncipe-herdeiro da Prússia. Guilherme passou a ocupar, a partir de 1861, o segundo lugar na linha de sucessão ao trono da Prússia e também, a partir de 1871, ao trono do Império Alemão que, segundo a constituição, era governado pelo rei da Prússia. Era parente de muitas figuras da realeza europeia e, antes de rebentar a Primeira Guerra Mundial, em 1914, tinha uma relação de amizade com os seus primos, o czar Nicolau II da Rússia e o rei Jorge V do Reino Unido. No entanto, frequentemente tratava mal seus parentes. O parto de Guilherme foi complicado, uma vez que ele ainda se encontrava em posição pélvica, e deixou-lhe o braço esquerdo inválido com paralisia de Erb, o que levou o seu braço esquerdo ser cerca de 15 centímetros mais curto do que o direito, algo que ele tentou esconder durante toda a vida com algum sucesso. Em muitas fotos é possível observar Guilherme a segurar um par de luvas brancas com a mão esquerda, algo que faz com que o seu braço parecesse mais longo, a segurar a mão esquerda com a direita ou com o braço afectado a segurar uma espada ou uma bengala, para proporcionar o efeito de um membro normal a fazer pose de um ângulo digno. Alguns historiadores sugeriram que esta pequena deficiência afectou o desenvolvimento emocional de Guilherme. Primeiros anos Desde os seis anos de idade, Guilherme recebeu as suas lições e foi fortemente influenciado pelo seu professor Georg Hinzpeter, que tinha então 39 anos. Quando era adolescente, foi educado em Kassel, no Friedrichsgymnasium e na Universidade de Bonn, na qual se juntou à Associação Estudantil de Bonn. Guilherme era inteligente e captava as coisas rapidamente, mas suas capacidades intelectuais eram ofuscadas pelo seu feitio intratável. Como herdeiro da Casa de Hohenzollern, Guilherme conviveu desde cedo com a sociedade militar da aristocracia prussiana. Este convívio teve um grande impacto no futuro imperador e, a partir do momento em que atingiu a maioridade, era raro ser visto sem o seu uniforme. A cultura geral da Prússia durante este período contribuiu muito para moldar as suas ideias políticas e suas relações pessoais. Guilherme via o seu pai, o príncipe-herdeiro Frederico, com muito amor e respeito. O estatuto do pai como herói das guerras de unificação foi o principal responsável por esta atitude de Guilherme enquanto mais novo, uma vez que, nas circunstâncias nas quais foi criado, o contacto emocional próximo entre pais e filhos não era encorajado. Mais tarde, quando começou a confraternizar mais com os opositores políticos do pai, Guilherme começou a adoptar uma atitude mais ambivalente em relação a ele, tendo em conta a influência na mãe de Guilherme numa figura que devia possuir independência e forças masculinas. Guilherme também idolatrava o seu avô, Guilherme I, e foi um dos responsáveis pelas tentativas que se realizaram mais tarde para criar um culto do primeiro imperador alemão como Guilherme, o Grande. Guilherme foi, em vários sentidos, uma vítima da herança das maquinações de Otto von Bismarck. Antepassados seus de ambos os lados da família tinham sofrido doenças mentais e este facto pode explicar a sua instabilidade emocional. Quando Guilherme tinha pouco mais de 20 anos, Bismarck tentou separá-lo dos seus pais (que se opunham a Bismarck e às suas políticas) com algum sucesso. O chanceler pretendia utilizar o jovem príncipe como arma de arremesso contra os seus pais para manter o seu domínio político. Assim, Guilherme começou a ter uma relação pouco funcional com os pais, mas principalmente com a sua mãe inglesa. Numa explosão de raiva em abril de 1889, Guilherme afirmou furiosamente que foi um médico inglês que matou o meu pai e um médico inglês que me deixou aleijado - e tudo isto foi por culpa da minha mãe que nunca deixou os médicos alemães cuidarem dela nem da família mais chegada. Herdeiro do trono O imperador Guilherme I morreu em Berlim a 9 de março de 1888 e o pai de Guilherme foi proclamado imperador, como Frederico III. Na altura já sofria de um cancro incurável na garganta e passou todos os 99 dias de reinado a lutar contra a doença, acabando por morrer. A 15 de junho do mesmo ano, o seu filho de 29 anos sucedeu-o como imperador da Alemanha e rei da Prússia. Apesar de ter admirado Otto von Bismarck quando era mais jovem, a impaciência característica de Guilherme não demorou a colocá-lo em oposição ao Chanceler de Ferro, figura dominante na criação do seu império. O novo imperador opunha-se à política estrangeira cuidadosa de Bismarck, preferindo uma expansão vigorosa e rápida para proteger o lugar ao sol da Alemanha. Além do mais, o jovem imperador tinha chegado ao trono com a determinação de governar além de reinar, ao contrário do avô, que tinha deixado grande parte da administração do reino para Bismarck. Os conflitos entre Guilherme II e o seu chanceler começaram quase imediatamente e envenenaram a relação entre os dois homens. Bismarck achava que Guilherme era um peso morto que podia ser dominado e mostrou pouco respeito pelas suas políticas no final da década de 1880. A gota de água entre os dois estadistas ocorreu quando Bismarck tentou implementar uma lei abrangente anti-socialista no início da década de 1890. Separação de Bismarck na política de trabalho Foi durante esta época que Otto von Bismarck, depois de obter a maioria absoluta a favor das suas políticas no Reichstag, decidiu tornar as leis anti-socialistas permanentes. O seu Kartell, a maioria da coligação entre o Partido Conservador e o Partido Nacional Liberal, era a favor de tornar estas leis permanentes com apenas uma excepção: o poder policial para expulsar revoltosos socialistas das suas casas. Este poder tinha sido utilizado de forma excessiva, por vezes contra opositores políticos e o Partido Nacional Liberal não queria aprovar a cláusula de expulsão logo desde o início. Bismarck não queria aceitar um projecto de lei modificado, por isso o Kartell dividiu-se neste problema. Os conservadores apenas aceitariam o projecto de lei integral e ameaçou vetá-lo, o que acabaria mesmo por acontecer. À medida que o debate continuava, Guilherme começou a interessar-se cada vez mais pelos problemas sociais, principalmente o tratamento dado aos trabalhadores mineiros que fizeram greve em 1889. Seguindo a sua política de participação activa no governo, o kaiser interrompia sistematicamente Bismarck no Conselho para clarificar qual era a sua posição em relação à política social. Bismarck discordava por completo da política de Guilherme e esforçou-se por evitá-la. Mesmo com Guilherme a apoiar a cláusula anti-social, Bismarck pressionou-o para apoiar o veto de todo o projecto, mas quando os seus argumentos não conseguiram convencer o kaiser, o chanceler (de forma pouco característica) deixou escapar o seu motivo para querer que o projecto falhasse: queria que os socialistas se revoltassem até ocorrer um confronto violento que poderia ser utilizado como pretexto para os destruir. Guilherme respondeu que não queria começar o seu reinado com uma campanha sangrenta contra os seus súbditos: "Mas seria terrível se tivesse de manchar os primeiros anos do meu reinado com o sangue dos meus súbditos. Todos os que me querem bem farão os possíveis para evitar uma catástrofe dessas. Quero ser le roi des gueux! (o rei da Multidão!) Os meus súbditos vão saber que o seu rei se preocupa com o seu bem-estar." No dia seguinte, quando se apercebeu do seu erro, Bismarck tentou chegar a acordo com Guilherme, concordando com a sua política social para trabalhadores industriais e até chegou a sugerir a organização de um conselho europeu para discutir as condições dos trabalhadores dirigido pelo imperador alemão. Apesar disso, uma viragem nos acontecimentos acabou por levar ao seu afastamento de Guilherme. Sentindo a pressão e falta de apreço de Guilherme e enfraquecido por conselheiros ambiciosos, Bismarck recusou-se a assinar uma proclamação relacionada com a protecção dos trabalhadores juntamente com Guilherme, tal como exigia a Constituição da Alemanha. Esta decisão foi um protesto contra a interferência crescente de Guilherme na autoridade de Bismarck que nunca tinha sido questionada anteriormente. Bismarck também conspirou discretamente para separar o conselho que Guilherme estimava tanto. O golpe final ocorreu quando Bismarck tentou conquistar uma nova maioria parlamentar e o seu Kartell acabou por perder o poder por completo devido ao fiasco do projecto anti-socialista. Os poderes que permaneceram no Reichstag foram o Partido Católico de Centro e o Partido Conservador. Bismarck queria formar um novo bloco com o Partido Central e convidou Ludwig Windthorst, o líder parlamentar do partido, para discutir uma coligação. Guilherme ficou furioso quando soube da visita de Windthorst. Num Estado parlamentarista, o chefe do governo depende da confiança da maioria parlamentar e tem o direito de formar coligações para garantir uma maioria às suas políticas, mas, na Alemanha, o chanceler tinha de depender da confiança do imperador e Guilherme acreditava que tinha o direito de ser informado antes de os ministros se encontrarem. Depois de uma discussão acesa na casa de Bismarck sobre a autoridade imperial, Guilherme saiu furioso. Pela primeira vez na vida, Bismarck viu-se embrenhado numa situação que não podia utilizar em seu benefício e escreveu uma carta intensa de demissão, onde depreciava a interferência de Guilherme nas políticas estrangeiras e internas e que apenas veio a público após a morte do chanceler. Quando Bismarck compreendeu que estava prestes a ser dispensado: Apesar de Bismarck ter apoiado leis de segurança social históricas, em 1889-90, estava desiludido com a atitude dos trabalhadores. Opunha-se particularmente ao aumento de salários, ao melhoramento das condições de trabalho e à regulação de relações de trabalho. Além do mais, o Kartell, a coligação política mutável que Bismarck tinha conseguido fomentar desde 1867, tinha perdido a maioria no Reichstag. Bismarck também tentou sabotar o conselho que o kaiser estava a organizar. Em março de 1890, o afastamento de Bismarck coincidiu com a abertura da Conferência dos Trabalhadores em Berlim pelo kaiser. Assim, na abertura do Reichstag a 6 de maio de 1890, o kaiser afirmou que o problema que exigia mais atenção era o aumento do projecto sobre a protecção dos trabalhadores. Em 1890, o Reichstag aprovou os Actos de Protecção dos Trabalhadores que melhorou as condições de trabalho, protegeu mulheres e crianças e regulou as relações de trabalho. Guilherme no controle Bismarck é dispensado Bismarck demitiu-se por insistência de Guilherme II em 1890, aos 75 anos de idade, para ser sucedido por Leo von Caprivi que se tornou chanceler da Alemanha e ministro-presidente da Prússia. Este, por sua vez, foi substituído por Chlodwig, Príncipe de Hohenlohe-Schillingsfürst, em 1894. Após a dispensa de Hohenlohe em 1900, Guilherme nomeou o homem que considerava ser o seu próprio Bismarck, Bernhard von Bülow. Na política estrangeira, Bismarck tinha conseguido obter um equilíbrio frágil entre os interesses da Alemanha, França e Rússia - a paz estava ao seu alcance e Bismarck tentou mantê-la apesar do crescimento de um sentimento popular contra a Grã-Bretanha (devido à questão das colónias) e principalmente contra a Rússia. Agora, com o afastamento de Bismarck, os russos esperavam uma reviravolta na política de Berlim, por isso chegaram rapidamente a acordo com a França, iniciando o processo que, em 1914, deixaria a Alemanha praticamente isolada. Quando nomeou Caprivi e depois Hohenlohe, Guilherme estava a iniciar aquele que ficou para a História como "o novo rumo", no qual o kaiser esperava exercer uma influência decisiva no governo do império. Os historiadores ainda não chegaram a um consenso em relação quanto ao nível de sucesso que Guilherme teve ao implementar o "governo pessoal" durante esta época, mas é claro que havia uma dinâmica diferente entre a coroa e o seu político principal (o chanceler) durante a era guilhermina (ver guilherminismo). Estes chanceleres eram mais vistos como criados civis de grande importância do que propriamente estadistas e políticos experientes como Bismarck. Guilherme queria impedir o aparecimento de outro Chanceler de Ferro, uma figura que Guilherme acabaria por detestar e considerar um desmancha-prazeres velho e aborrecido que não tinha permitido que nenhum ministro se aproximasse do imperador a não ser que estivesse na sua presença, estrangulando o poder político efectivo. Após a sua reforma forçada e até à sua morte, Bismarck tornou-se um duro crítico das políticas de Guilherme, mas sem o apoio do arbitro supremo de todas as nomeações políticas (o imperador) havia poucas hipóteses de Bismarck poder exercer uma influência decisiva na sua política. Algo que Bismarck realmente conseguiu foi a criação do "mito Bismarck". Tal tratava-se da opinião, defendida por alguns e que seria confirmada por eventos futuros, de que, com o afastamento do Chanceler de Ferro, Guilherme II destruiu efectivamente qualquer hipótese que a Alemanha tinha de criar um governo estável e efectivo. Segundo esta opinião, o "novo rumo" de Guilherme foi caracterizado mais como um navio de estado alemão a descontrolar-se, acabando por levar a uma série de crises até à carnificina na Primeira e da Segunda Guerras Mundiais. No início do século XX, Guilherme começou a concentrar-se mais no seu verdadeiro objectivo: a criação de uma marinha alemã que rivalizasse com a da Grã-Bretanha que pudesse fazer com que a Alemanha se declarasse uma potência mundial. Ordenou que os seus líderes militares lessem o livro do almirante Alfred Thayer Mahan, The Influence of Sea Power upon History ("A Influência do Poder Marítimo na História"), e passava horas a fazer esboços dos navios que queria construir. Bülow e Bethmann Hollweg, os seus chanceleres leais, tratavam dos assuntos internos e Guilherme começou a preocupar outros governos europeus com as suas visões casa vez mais excêntricas sobre a política estrangeira. Patrocinador da arte e das ciências Guilherme II promovia entusiasticamente as artes e as ciências, bem como a educação pública e o bem-estar social. Patrocinava a Sociedade Kaiser Guilherme para a promoção da investigação científica; criada por doadores privados abastados e pelo estado, incluía vários institutos de investigação dedicados tanto às ciências puras como às aplicadas. A Academia de Ciências da Prússia conseguiu evitar a pressão do kaiser e perdeu alguma independência quando foi forçada a incorporar novos programas de engenharia e a premiar novas irmandades nas ciências da engenharia em consequência de um presente oferecido pelo kaiser em 1900. Guilherme II apoiava os modernizadores que tentavam reformar o sistema prussiano da educação secundária que era rígido, tradicional, elitista, autoritário politicamente e inalterado pelo progresso das ciências naturais. Como protector hereditário da Ordem de São João, encorajou as tentativas da ordem cristã para colocar a medicina alemã na linha da frente da prática medicinal moderna através do seu sistema de hospitais, irmandades de freiras enfermeiras e lares por todo o Império Alemão. Guilherme continuou a ser protector desta ordem mesmo após 1918, uma vez que a posição estava essencialmente ligada ao chefe da Casa de Hohenzollern. Personalidade Os historiadores destacam com frequência o papel da personalidade de Guilherme no rumo que o seu governo tomou. Assim, Thomas Nipperdey conclui que o kaiser era: O historiador David Fromkin afirma que Guilherme tinha uma relação de amor-ódio com a Grã-Bretanha. Segundo Fromkin: Langer et al. (1968) destaca as consequências internacionais negativas da sua personalidade errática: Relação com os parentes estrangeiros Como neto da rainha Vitória, Guilherme era primo direito do rei Jorge V do Reino Unido, bem como da rainha Maria da Roménia, a rainha Maud da Noruega e da rainha Vitória Eugénia de Espanha, assim como da imperatriz Alexandra da Rússia, e também primo da rainha da Suécia Vitória de Baden (filha de sua tia Luisa da Prússia, irmã de seu pai). Em 1889, a irmã mais nova de Guilherme, Sofia, casou-se com o futuro rei Constantino I da Grécia. Guilherme ficou furioso quando a irmã mais nova se converteu à Igreja Ortodoxa Grega e tentou bani-la da Alemanha. Contudo, as duas relações mais controversas eram com os seus parentes ingleses. Guilherme ansiava pela aceitação da sua avó, a rainha Vitória, e dos seus parentes ingleses. Apesar do facto de a sua avó o tratar com cortesia e afeição, os seus outros parentes achavam-no arrogante e insuportável e negavam-lhe aceitação. Tinha uma relação particularmente má com o seu tio Bertie, o príncipe de Gales e, mais tarde, rei Eduardo VII. Entre 1888 e 1901, Guilherme nutriu um ressentimento pelo seu tio, um mero herdeiro ao trono, que não o tratava como imperador da Alemanha, mas simplesmente como seu sobrinho. Pelo seu lado, Guilherme zombava do tio com frequência, chamando-lhe o velho pavão e dominava-o com a sua posição de imperador. No início da década de 1890, Guilherme realizou algumas visitas a Inglaterra para a Semana de Cowes na Ilha de Wight e era frequente competir contra o seu tio nas corridas de iate. A esposa de Eduardo, Alexandra, que era dinamarquesa de nascença, também não gostava de Guilherme, tanto como princesa de Gales como depois como rainha, uma vez que nunca tinha perdoado a conquista de Schleswig-Holstein por parte do Reino da Prússia à Dinamarca na década de 1860. Além disso, também não gostava da forma como Guilherme tratava a mãe. Apesar da fraca relação que mantinha com os seus parentes ingleses, quando recebeu a notícia de que a sua avó Vitória estava a morrer em Osborne House em janeiro de 1901, viajou para Inglaterra e estava ao seu lado quando ela morreu, tendo ficado no país para o funeral. Também esteve presente no funeral de Eduardo VII em 1910. Em 1913, o kaiser Guilherme organizou um grande casamento para a sua única filha, a princesa Vitória Luísa, em Berlim. Entre os convidados estavam o czar Nicolau II, que também não gostava de Guilherme, e o seu primo inglês, o rei Jorge V com a sua esposa, a rainha Maria. Antissemitismo O biografo Lamar Cecil tinha identificado o curioso, mas bastante desenvolvido antissemitismo de Guilherme. Cecil refere que, em 1888, um amigo de Guilherme, declarou que o jovem kaiser não gostava dos seus súbditos hebreus, uma impressão que se baseava na percepção que estes possuíam uma influência arrogante na Alemanha e que era tão forte que não podia ser ultrapassada. Cecil conclui que: A 2 de dezembro de 1919, Guilherme escreveu ao marechal-de-campo August von Mackensen para denunciar a sua abdicação como a vergonha mais profunda, mais repugnante alguma vez perpetrada a uma pessoa na História, os alemães fizeram isto a eles próprios, incitados e enganados pela tribo de Judas (...) que nenhum alemão alguma vez se esqueça disto, nem descanse enquanto estes parasitas não forem destruídos e exterminados do solo alemão! Defendia um progrom à la Russe regular, à letra e internacional como a melhor cura e ainda acreditava que os judeus eram um incómodo do qual a humanidade tem de se livrar de uma maneira ou outra. Acredito que a melhor forma seria com gás! Política estrangeira A política estrangeira sob Guilherme II enfrentou vários problemas significativos. Talvez o mais aparente fosse o facto de Guilherme ser um homem impaciente, subjectivo nas suas reacções e fortemente influenciado pelos seus sentimentos e impulsos. Era uma pessoa pouco preparada para liderar a política estrangeira num rumo racional. Hoje em dia reconhece-se de forma geral que os muitos actos espetaculares que Guilherme realizou na esfera internacional eram muitas vezes encorajados pela elite alemã da política estrangeira. Houve vários exemplos notórios, tal como o telegrama Kruger em 1896, no qual Guilherme deu os parabéns ao presidente Paul Kruger da República Sul-Africana, pela supressão do Raide Jameson britânico, revoltando assim a opinião pública britânica. Guilherme inventava e espalhava o medo do perigo amarelo, para despertar o interesse de outros governantes europeus em relação ao perigo que corriam ao invadir a China; mas poucos líderes lhe deram atenção. Sob a liderança de Guilherme, a Alemanha investiu no fortalecimento das suas colónias em África e no Pacifico, mas poucas se tornaram lucrativas e foram todas perdidas, anos depois, durante a Primeira Guerra Mundial. Na Namíbia, uma revolta dos nativos contra o governo alemão levou ao genocídio dos hererós e namaquas, apesar de Guilherme ter, com o tempo, ordenado que este parasse. Uma das poucas vezes que Guilherme teve sucesso na diplomacia pessoal aconteceu quando apoiou o arquiduque Francisco Fernando da Áustria para o seu casamento com Sofia Chotek em 1900 contra a vontade do imperador Francisco José. Também conseguiu obter um triunfo na política interna quando a sua filha Vitória Luísa se casou com o duque de Brunsvique em 1913. Esta união ajudou a curar uma zanga entre a Casa de Hanôver e a Casa de Hohenzollern que durava desde a anexação do Reino de Hanôver pela Prússia em 1866. O discurso do huno A Rebelião dos Boxers, uma revolta antiocidental na China, foi controlada em 1900 por uma força internacional composta pela Grã-Bretanha, França, Rússia, Estados Unidos da América, Japão e Alemanha. Contudo, os alemães perderam qualquer prestígio que poderiam ter ganho pela sua participação quando chegaram já depois de as forças britânicas e japonesas terem conquistado Pequim, o local onde a luta era mais feroz. Além do mais, a má impressão que as tropas alemãs provocaram por terem chegado tarde foi ainda piorada pelo discurso mal pensado do kaiser para a despedida das tropas, no qual comandou as suas tropas, no mesmo espírito dos hunos, a não mostrar misericórdia na batalha. Guilherme II proferiu este discurso a 27 de julho de 1900. Dirigia-se às tropas alemãs que estavam de partida para suprimir a Rebelião dos Boxers na China. O discurso estava impregnado da retórica fogosa e chauvinista de Guilherme e expressava claramente a sua visão do poder imperial da Alemanha. Houve duas versões do discurso. O Ministério dos Negócios Estrangeiros publicou uma versão editada onde omitiu um paragrafo particularmente controverso que viram como um embaraço diplomático. A versão editada era a seguinte: A versão oficial omitiu a seguinte passagem a partir da qual o discurso retirou o seu nome (o negrito foi acrescentado): O termo huno tornou-se mais tarde uma alcunha preferida da propaganda anti-alemã dos aliados durante a Primeira Guerra Mundial. Crise marroquina Uma das gafes diplomáticas de Guilherme levou à crise marroquina de 1905, quando Guilherme realizou uma visita espectacular a Tânger, em Marrocos. A presença de Guilherme foi vista como uma afirmação dos interesses alemães em Marrocos, competindo directamente com a França. No seu discurso, o kaiser chegou mesmo a fazer algumas declarações a favor da independência de Marrocos. Esta atitude levou a uma fricção com a França que tinha vindo a aumentar os seus interesses em Marrocos e levou também à organização da Conferência de Algeciras que serviu para isolar ainda mais a Alemanha na Europa. O caso Daily Telegraph Talvez a gafe que mais prejudicou Guilherme, lhe tenha custado mais prestigio e poder e teve um impacto maior dentro da Alemanha do que no resto da Europa. O caso Daily Telegraph de 1908 foi causado pela publicação em alemão de uma entrevista com um jornal britânico diário que incluía afirmações muito controversas e observações diplomáticas prejudiciais. Guilherme tinha considerado a entrevista como uma oportunidade de promover as suas opiniões e ideias sobre a amizade anglo-germânica, mas os seus ataques de raiva emocionais durante a entrevista acabaram por afastar ainda mais não só os britânicos mas também os franceses, os russos e os japoneses. Entre outras coisas, Guilherme deu a entender que os alemães não queriam saber dos britânicos; que os franceses e os russos tinham tentado incitar a Alemanha a intervir na Segunda Guerra dos Bôeres e que o aumento da construção naval alemã tinha como alvo os japoneses e não os britânicos. Uma das citações mais memoráveis da entrevista foi: Vocês, os ingleses, são loucos, loucos, loucos como as lebres em março. O efeito na Alemanha foi muito significante com muita a gente a pedir seriamente a abdicação do kaiser. Guilherme manteve uma conduta discreta durante muitos meses após o fiasco do Daily Telegraph, porém mais tarde vingou-se ao forçar a demissão do chanceler, o príncipe Bülow, que tinha abandonado o imperador à zombaria do povo quando não editou a transcrição da entrevista antes da sua publicação na Alemanha. A crise do Daily Telegraph magoou profundamente a auto-confiança de Guilherme que nunca tinha sido afectada anteriormente. Pouco depois viria a sofrer de uma forte depressão da qual nunca recuperou completamente. Perdeu muita da influência que, até aí, tinha exercido na política interna e externa. Durante os primeiros 12 anos de reinado de Guilherme, a opinião pública britânica tinha sido bastante favorável em relação a ele, mas tal acabaria por mudar no final da década de 1890. No início da Primeira Guerra Mundial, o kaiser tornou-se o centro da propaganda anti-alemã como a personificação do inimigo odiado. Expansão naval Nada do que Guilherme fazia na arena internacional teve mais influência do que a sua decisão de seguir uma política de construção naval massiva. O projecto favorito de Guilherme era criar uma marinha poderosa. Tinha herdado da mãe a paixão pela Marinha Real Britânica que, na altura, era a maior do mundo. Em certa ocasião chegou mesmo a confidenciar ao seu tio, o rei Eduardo VII, que o seu sonho era ter a minha própria frota um dia. A frustação de Guilherme perante o fraco desempenho da sua frota na Revista da Frota durante as celebrações do Jubileu de Diamante da sua avó, a rainha Vitória, juntamente com a incapacidade de exercer uma influência alemã da África do Sul, após o envio do telegrama Kruger, levou Guilherme a tomar passos decisivos na construção de uma frota que rivalizasse com a dos seus primos britânicos. Guilherme teve a sorte de conseguir obter os serviços do dinâmico oficial Alfred von Tirpitz a quem nomeou chefe do Ministério da Marinha Imperial em 1897. O novo almirante concebeu aquela que ficaria conhecida como a "Teoria do Risco" ou o Plano Tirpitz, através do qual a Alemanha poderia forçar a Grã-Bretanha a cumprir as exigências alemãs na arena internacional através da ameaça que uma frota de batalha poderosa concentrada no mar do Norte representava. Tirpitz tinha todo o apoio de Guilherme na sua defesa de sucessivos projectos navais em 1897 e 1900, através dos quais a marinha alemã foi aumentada para rivalizar com a do Reino Unido. A expansão marítima sob as Leis da Marinha acabou por levar a grandes sacrifícios económicos na Alemanha em 1914 uma vez que, a partir de 1906, Guilherme tinha empenhado a sua marinha a construir um tipo de navio de combate couraçado muito maior e mais caro. Em 1889, Guilherme reorganizou o nível mais alto de controlo da marinha ao criar o Gabinete da Marinha (Marine-Kabinett), equivalente ao Cabinet da Marinha Imperial que tinha funcionado anteriormente na mesma capacidade tanto para exército como da marinha. O chefe do cabinet era responsável por promoções, nomeações, pela administração e por dar ordens às forças navais. O capitão Gustav von Senden-Bibran foi nomeado o seu primeiro chefe e permaneceu nesta posição até 1906. O Almirantado Imperial que existia foi abolido e as suas responsabilidades divididas entre as duas organizações. Foi criada uma nova posição (equivalente ao comandante supremo do exército) chamada chefe do alto comando do almirantado (Oberkommando der Marine) e quem a detivesse era responsável pelos destacamentos, estratégias e tácticas dos navios. O vice-almirante Max von der Goltz foi nomeado em 1889 e permaneceu no posto até 1895. A construção e manutenção e navios, bem como obter mantimentos eram responsabilidades do secretário de estado do Ministério da Marinha Imperial (Reichsmarineamt) reportava ao chanceler e aconselhava o Reichstag em assuntos navais. O seu primeiro nomeado foi o vice-almirante Eduard Heusner seguido pouco tempo depois pelo vice-almirante Friedrich von Hollmann entre 1890 e 1897. Cada um destes três chefes de departamento reportava em separado a Guilherme II. Além do aumento da frota, em 1895, o canal de Kiel foi aberto e permitiu movimentos mais rápidos entre o mar do Norte e o mar Báltico. Primeira Guerra Mundial A crise de Sarajevo Guilherme era amigo do arquiduque Francisco Fernando da Áustria e ficou profundamente chocado com o seu assassinato a 28 de junho de 1914. Guilherme ofereceu-se para apoiar o Império Austro-Húngaro na sua luta contra a Mão Negra, a organização secreta que tinha planeado o assassinato, e até sancionou o uso de violência por parte da Áustria contra aquela que se pensava ser a fonte do movimento - a Sérvia (esta atitude é muitas vezes chamada "o cheque em branco"). Guilherme queria permanecer em Berlim até se resolver a crise, mas os seus cortesãos aconselharam-no a realizar o seu cruzeiro anual pelo mar do Norte a 6 de julho de 1914. Guilherme fez todos os esforços para se manter informado da crise por telegrama e quando a Áustria entregou o seu ultimato à Sérvia, voltou rapidamente a Berlim. Chegou à cidade a 28 de julho, leu uma cópia da resposta da Sérvia e escreveu na mesma: O que o kaiser não sabia era que os ministros e generais austríacos já tinham convencido o imperador Francisco José I da Áustria, com 84 anos, a assinar uma declaração de guerra contra a Sérvia. A consequência directa desta atitude foi a mobilização geral da Rússia contra a Áustria em defesa da Sérvia. Julho de 1914 Na noite de 30 de julho, quando recebeu o documento a informá-lo que a Rússia não iria cancelar a sua mobilização, Guilherme escreveu um longo comentário que incluía as seguintes observações: Alguns autores britânicos mais actuais afirmaram que o que Guilherme II disse realmente foi: Quando se tornou claro que a Alemanha iria enfrentar uma guerra em duas frentes e que o Reino Unido iria entrar na guerra se a Alemanha decidisse atacar a França através da Bélgica, que permanecia neutra, Guilherme, em pânico, tentou direccionar o ataque principal contra a Rússia. Quando Helmuth von Moltke (o jovem), que tinha escolhido o velho plano de 1905, realizado pelo general alemão von Schlieffen para a possibilidade de uma guerra contra a Alemanha em duas frentes, disse-lhe que tal era impossível, Guilherme respondeu: O seu tio teria-me dado uma resposta diferente! Também se pensa que Guilherme terá dito: E pensar que o Jorge e o Nicky me enganaram! Se a minha avó estivesse viva, nunca teria permitido tal coisa. No plano original de Schlieffen, a Alemanha deveria atacar o inimigo supostamente mais fraco primeiro, ou seja, a França. O plano suponha que a Rússia iria demorar muito mais tempo a preparar-se para a guerra. Derrotar a França tinha sido fácil para a Prússia durante a Guerra Franco-Prussiana de 1870. Na fronteira de 1914 entre a França e a Alemanha, um ataque nesta parte mais a sul de França poderia ser travado pelo forte francês construído ao longo da fronteira. Contudo, Guilherme II conseguiu convencer von Moltke (o jovem) a não invadir também os Países Baixos. O kaiser-sombra O papel de Guilherme durante a guerra foi perdendo cada vez mais importância, limitando-se a pouco mais do que cerimónias de entrega de prémios e deveres honoríficos. O alto comando continuou com a sua estratégia mesmo quando se tornou claro que o plano Schlieffen tinha falhado. Em 1916, o império tinha-se tornado efectivamente uma ditadura militar liderada pelo marechal-de-campo Paul von Hindenburg e pelo general Erich Ludendorff. Cada vez mais alienado da realidade e das decisões políticas, Guilherme vacilava entre o derrotismo e os sonhos de vitória, dependendo da sorte dos seus exércitos. Apesar de tudo, Guilherme continuava a deter a última palavra em assuntos de nomeações políticas e foi apenas depois de dar o seu consenso que se realizaram grandes mudanças no alto comando. Guilherme era a favor do afastamento de Helmuth von Moltke, em setembro de 1914, e da sua substituição por Erich von Falkenhayn. Em 1917, Hindenburg e Ludendorff decidiram que Bethman-Hollweg já não era aceitável para eles como chanceler e pediram ao kaiser que nomeasse outra pessoa. Quando perguntou quem iriam eles aceitar, Ludendorff recomendou Georg Michaelis, um homem insignificante que ele mal conhecia. O kaiser não conhecia Michaelis, mas aceitou a sugestão. Em julho de 1917, depois de saber que o seu primo Jorge V tinha mudado o apelido da família real para Windsor, Guilherme afirmou que tinha planos para ver a peça de Shakespeare As Alegres Comadres de Windor. O apoio ao kaiser caiu por completo entre outubro-novembro de 1918, no exército, governo civil e entre a opinião pública alemã quando o presidente Woodrow Wilson deixou bem claro que o kaiser não poderia participar nas negociações de paz. Nesse ano, Guilherme também foi afectado pela pandemia de gripe espanhola, mas sobreviveu. Abdicação e luta Guilherme estava no quartel-general do Exército Imperial em Spa (Bélgica), quando foi surpreendido pelas revoltas em Berlim e noutros centros urbanos do império rebentaram em finais de 1918. Os motins entre as fileiras da sua adorada Kaiserliche Marine, a marinha imperial, deixaram-no profundamente chocado. Após o rebentar da Revolução Alemã, Guilherme não se conseguia decidir se o melhor seria abdicar ou não. Até certo ponto, aceitou que o mais provável era ter de prescindir da coroa imperial, mas ainda tinha esperanças de conseguir manter o trono da Prússia. Esta crença tornou-se irreal quando, na esperança de preservar a monarquia perante crescente agitação revolucionária, o chanceler, o príncipe Max de Baden, anunciou que Guilherme iria abdicar de ambos os títulos a 9 de novembro de 1918. Até o príncipe Max foi forçado a abdicar do seu título nesse mesmo dia quando se tornou claro que apenas Friedrich Ebert, líder do Partido Social-Democrata, conseguia exercer algum tipo de controlo efectivo. Guilherme apenas aceitou abdicar depois que o substituto de Ludendorff, o general Wilhelm Groener, o informou de que os oficiais e soldados do exército voltariam a marchar ordenadamente sob o comando de Paul von Hindenburg, mas nunca lutariam pelo trono de Guilherme na frente doméstica. O último e mais forte apoiante da monarquia tinha sido perdido e, finalmente, até o próprio Hindenburg, defensor da monarquia toda a vida, foi forçado, com algum embaraço, a aconselhar o imperador a desistir da sua coroa. O facto de que o alto comando poderia vir a abandonar o kaiser um dia tinha sido algo previsto em dezembro de 1897, quando Guilherme visitou Otto von Bismarck pela última vez. Bismarck voltou a avisar o kaiser da influência crescente dos militaristas, principalmente dos almirantes que estavam a pressioná-lo para a construção de uma frota de batalha. O último aviso de Bismarck foi: Posteriormente, Bismarck previu com razão: A 10 de novembro, Guilherme (agora chamado Guilherme Hohenzollern, cidadão privado) entrou a bordo do comboio que o levou para o exílio nos Países Baixos, um país que se manteve neutro durante a guerra. Quando o Tratado de Versalhes foi concluído em inícios de 1919, o artigo 227 ordenava expressamente a criminalização de Guilherme por ofensa suprema contra a moral internacional e santidade dos tratados, mas a rainha Guilhermina recusou-se a extraditá-lo, apesar dos pedidos dos Aliados. O rei Jorge V escreveu que via o seu primo como o maior criminoso da História, mas opôs-se à proposta do primeiro-ministro David Lloyd George para enforcar o kaiser. O presidente dos Estados Unidos da América, Woodrow Wilson, rejeitou a extradição, afirmando que castigar Guilherme por ter encetado a guerra iria desestabilizar a ordem internacional e colocar a paz em causa. Inicialmente, Guilherme estabeleceu residência em Amerongen, onde, a 28 de novembro, publicou a sua declaração de abdicação oficial e dispensou os seus soldados e oficiais do juramento que lhe tinham prestado, terminando assim o reinado de 400 anos dos Hohenzollern na Prússia. Posteriormente, comprou uma casa de campo no município de Doorn, conhecida como Huis Doorn, a 16 de agosto de 1919 e mudou-se para lá a 15 de maio de 1920. Esta seria a sua última casa para o resto da vida. Apesar de ter abdicado, nunca deixou formalmente os seus títulos e tinha esperança de poder regressar à Alemanha no futuro. A República de Weimar deu permissão a Guilherme para retirar 59 vagões, sendo 23 de mobília, 27 com embalagens de todos os tipos, um deles com um carro e outro um barco do Novo Palácio de Potsdam. Vida no exílio Em 1922, Guilherme publicou o primeiro volume das suas memórias - um volume muito fino onde insistia que não era culpado pelo rebentar da Grande Guerra e defendia a sua conduta ao longo do reino, especialmente no que dizia respeito à política estrangeira. Durante os seus 20 anos de exílio, recebeu convidados (frequentemente importantes) e manteve-se informado sobre os acontecimentos na Europa. Deixou crescer a barba e permitiu que o seu famoso bigode perdesse volume. Também aprendeu a falar holandês. O antigo kaiser também ganhou um gosto por arqueologia durante o tempo em que residiu no Palácio de Achilleion em Corfu, na Grécia, e escavou o local do Templo de Artemisa na mesma ilha. Foi uma paixão que durou ao longo de todo o seu exílio. Guilherme tinha comprado este palácio, antiga residência da imperatriz Isabel da Áustria, após o seu assassinato em 1898. Também fez planos para grandes edifícios e navios de batalha quando estava aborrecido. Durante o exílio, uma das suas maiores paixões era a caça e empalhou milhares de animais, tanto mamíferos como pássaros. Grande parte do seu tempo era passado a cortar madeira e milhares de árvores foram abatidas durante a sua estadia em Door. No início da década de 1930, Guilherme esperava que, de alguma forma, o sucesso do Partido Nazi Alemão fosse estimular o interesse pela restauração da monarquia na figura do seu neto mais velho que se tornaria no quarto kaiser. A sua segunda esposa, Hermínia (ver abaixo), fez vários pedidos ao governo nazi em nome do seu marido. No entanto, Adolf Hitler, que era, ele próprio, um veterano da Primeira Guerra Mundial, e os nazis apenas sentiam desprezo pelo homem que culpavam pela maior derrota da Alemanha e os pedidos foram ignorados. Apesar de ter recebido Hermann Göring pelo menos uma vez em Door, Guilherme começou a desconfiar de Hitler. Quando soube do assassinato da esposa do antigo chanceler Kurt von Schleicher escreveu: Guilherme também ficou chocado com a Noite dos cristais de 9-10 de novembro de 1938, dizendo: Acabei de esclarecer a minha opinião ao Auwi [o seu quarto filho] na presença dos irmãos. Ele teve a coragem de dizer que concordava com as perseguições aos judeus e compreendia o motivo pelos quais estavam a acontecer. Quando lhe disse que qualquer homem decente descreveria estas ações como banditismos, parecia completamente indiferente. Está completamente perdido para a nossa família. Também afirmou: Pela primeira vez na vida tenho vergonha de ser alemão. Após a vitória da Alemanha sobre a Polónia em setembro de 1939, o ajudante de Guilherme, o general von Dommes, escreveu em seu nome a Hitler, afirmando que a Casa de Hohenzollern permanecia leal e chamou a atenção para o facto de nove príncipes prussianos (um filho e oito netos) estarem a combater na frente, concluindo que devido às circunstâncias especiais que exigem a residência num país estrangeiro neutro, Sua Majestade vê-se forçado a recusar fazer comentário acima mencionado. Assim, o imperador incumbiu-me de realizar esta comunicação. Guilherme admirava muito o sucesso que Hitler conseguiu obter nos primeiros meses da Segunda Guerra Mundial e enviou pessoalmente um telegrama de parabéns na altura da queda de Paris, afirmando: Parabéns, venceu utilizando as minhas tropas. Numa carta dirigida à sua filha Vitória Luísa, a duquesa de Brunsvique, escreveu triunfalmente: Esta é a Entente Cordiale perniciosa do tio Eduardo VII reduzida a nada. Apesar de tudo, quando os nazis conquistaram os Países Baixos em 1940, Guilherme, já debilitado, retirou-se completamente da vida pública. Em maio de 1940, quando Hitler invadiu os Países Baixos, Guilherme recusou um convite de asilo para o Reino Unido de Churchill e preferiu morrer em Huis Doorn. Durante o seu último ano em Doorn, Guilherme, já idoso, debilitado e com sua saúde mental em estado questionável, acreditava que a Alemanha era a terra da monarquia e, por isso, de Cristo enquanto que a Inglaterra era a terra do liberalismo e por isso pertencia a Satanás e ao Anti-Cristo. Defendia que as classes governantes britânicas pertenciam à maçonaria e estavam completamente infetadas por Judas. Guilherme afirmou que o povo britânico deve ser libertado do Anti-Cristo Judas. Temos de tirar Judas de Inglaterra tal como este foi expulso do continente. Acreditava que a Maçonaria e os Judeus tinha sido os responsáveis pelas duas guerras mundiais com o objetivo de criar um Império Judaico mundial com ouro britânico e americano, mas que o plano de Judas tinha sido completamente destruído e eram eles próprios quem estava a ser limpo do continente europeu!. Agora, segundo Guilherme, a Europa continental estava a consolidar-se e a afastar-se da influência britânica após a eliminação dos britânicos e dos judeus!. O resultado final seriam os Estados Unidos da Europa!. Numa carta dirigida à sua irmã Margarida em 1940, Guilherme escreveu: A mão de Deus está a criar um novo mundo e a fazer milagres (...) Estamos a tornar-nos os Estados Unidos da Europa sob a liderança da Alemanha, um continente europeu unido. E acrescentou: Os Judeus estão a ser afastados das suas posições nefastas em todos os continentes que levaram à hostilidade durante séculos. Em 1940 também se comemoraria o 100.º aniversário da sua mãe e, sobre esta ocasião, Guilherme escreveu de forma irónica a um amigo: Hoje é o 100.º aniversário da minha mãe. Ninguém na Alemanha reparou! Não houve missas nem (...) nenhum comité para recordar o seu trabalho maravilhoso para o (...) bem-estar do nosso povo alemão (...) Ninguém da nova geração sabe alguma coisa dela. Esta simpatia pela mãe contrasta fortemente com o ódio intenso que expressou por ela enquanto esta estava viva. Morte Guilherme II morreu de uma embolia pulmonar em Doorn, Países Baixos, a 4 de junho de 1941, aos 82 anos de idade, a escassas semanas da invasão alemã da União Soviética. Havia soldados alemães a guardar o seu velório. No entanto, Adolf Hitler não terá ficado satisfeito por um antigo monarca ter a honra de ter soldados alemães presentes em tal cerimónia e quase despediu o general que ordenou a sua presença lá quando este foi descoberto. Apesar de não gostar pessoalmente de Guilherme, Hitler queria que o seu corpo fosse levado para Berlim para um funeral de estado, uma vez que Guilherme tinha sido o símbolo da Alemanha e dos alemães durante a Primeira Guerra Mundial. Hitler achava que tal atitude iria mostrar aos alemães a sucessão direta do Terceiro Reich a partir do velho Kaiserreich (Império Alemão). Contudo, Guilherme tinha expressado que não queria regressar à Alemanha enquanto a monarquia não fosse restaurada e os seus desejos foram respeitados, sendo que as autoridades da ocupação nazi se encarregaram de organizar um pequeno funeral militar com a presença de algumas centenas de pessoas, entre as quais se encontrava August von Mackensen, vestido com o seu antigo uniforme de hussardo imperial, o almirante Wilhelm Canaris e o Reichskommissar dos Países Baixos, Arthur Seyss-Inquart, juntamente com alguns conselheiros militares. O pedido de Guilherme para que a suástica e outros símbolos nazi não fossem exibidos durante as suas exéquias fúnebres foi ignorado e estas surgem em fotografias do funeral tiradas por um fotografo holandês. Guilherme foi enterrado num mausoléu nos jardins de Huis Doorn que, a partir de então, se tornou um local de peregrinação para monarquistas alemães. No aniversário da sua morte, pequenos mas fiéis grupos de monárquicos reúnem-se em Huis Door para prestar homenagem ao último imperador da Alemanha. Historiografia Até aos dias de hoje, surgiram três modas que caracterizam os trabalhos escritos sobre Guilherme. A primeira surgiu de escritores inspirados na corte que o consideravam um mártir e um herói. Estes aceitavam muitas vezes sem criticas as justificações fornecidas nas memórias do kaiser, apesar do fato de que na mídia da Entente ele era demonizado. A segunda partiu daqueles que consideravam Guilherme completamente incapaz de lidar com as grandes responsabilidades da sua posição, viam-no como um governante demasiado imprudente para lidar com poder. Na terceira, que surgiu após a década de 1950, os intelectuais procuraram transcender as paixões da década de 1910 e tentaram retractar Guilherme e o seu reinado de forma mais objctiva. A 8 de junho de 1913, antes do início da Primeira Guerra Mundial, o New York Times publicou um suplemento especial dedicado ao 25.º aniversário da coroação do kaiser. A manchete principal dizia o seguinte: Kaiser, governante há 25 anos, louvado como principal instigador da paz. A história que acompanhava este título chamava-o o fator mais importante para a paz que o nosso tempo consegue mostrar e declarava que Guilherme era responsável por ter salvo muitas vezes a Europa da guerra iminente. Até finais da década de 1950, o kaiser era visto pela maioria dos historiadores como um homem de grande influência. Em parte, tal era uma representação dos oficiais alemães. Por exemplo, o presidente Theodore Roosevelt acreditava que o kaiser controlava a política estrangeira da Alemanha porque Hermann Speck von Sternburg, o embaixador alemão em Washington e amigo pessoal do presidente, lhe apresentava mensagens do chanceler von Bülow como se tivessem sido escritas pelo kaiser. Posteriormente, os historiadores diminuíram a importância do seu papel, argumentando que os oficiais mais experientes aprenderam a controlá-lo. Mais recentemente, o historiador John C. G. Röhl retratou Guilherme como uma figura-chave para a compreensão da imprudência e queda do Império Alemão. Assim, coloca-se o argumento de que o kaiser teve um papel muito importante na promoção das políticas de expansão naval e colonial que levaram à grande deterioração das relações da Alemanha com a Grã-Bretanha antes de 1914.Berghahn 2003, pp. 281–93. Títulos, estilos e brasões Títulos e estilos 27 de janeiro de 1859 – 9 de março de 1888: Sua Alteza Real, o príncipe Guilherme da Prússia 9 de março de 1888 – 15 de junho de 1888: Sua Alteza Imperial e Real, o Príncipe Herdeiro Alemão, Príncipe Herdeiro da Prússia 15 de junho de 1888 – 18 de novembro de 1918: Sua Majestade Imperial e Real, o Imperador Alemão, Rei da Prússia 18 de novembro de 1918 - 9 de junho de 1941: Sua Majestade Imperial e Real, Guilherme II Brasões Casamentos e descendência Guilherme casou-se com a sua primeira esposa, a princesa Augusta Vitória de Schleswig-Holstein, 27 de Fevereiro de 1881. Augusta e Guilherme eram primos em segundo grau, por ela ser filha de uma sobrinha da rainha Vitória, a princesa Adelaide de Hohenlohe-Langenburg (prima direta da mãe de Guilherme), que por sua vez, era filha da irmã da rainha Vitória, a princesa Feodora de Leiningen. Portanto, Augusta era sobrinha-neta da rainha Vitória. Juntos tiveram sete filhos: Guilherme da Alemanha (6 de maio de 1882 - 20 de julho de 1951), príncipe-herdeiro da Alemanha e da Prússia desde o nascimento até à implantação da República de Weimar; casado com a duquesa Cecília de Mecklemburgo-Schwerin; com descendência. Eitel Frederico da Prússia (7 de julho de 1883 - 8 de dezembro de 1942), casado com a duquesa Sofia Calota Holstein-Gottorp de Oldenburgo em 1906 de quem se divorciou em 1926; sem descendência. Adalberto da Prússia (14 de julho de 1884 - 22 de setembro de 1948), casado com a princesa Adelaide de Saxe-Meiningen; com descendência. Augusto Guilherme da Prússia (29 de janeiro de 1887 - 25 de maio de 1949), era membro das SA e um grande apoiante de Hitler; casou-se com a princesa Alexandra Vitória de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg; com descendência. Óscar da Prússia (27 de julho de 1888 - 27 de janeiro de 1958), casado com a condessa Ina-Maria von Bassewitz; com descendência; Joaquim da Prússia (17 de dezembro de 1890 - 18 de julho de 1920), considerado para o trono da Irlanda; casado com a princesa Maria-Augusta de Anhalt; com descendência. Vitória Luísa da Prússia (13 de setembro de 1892 - 11 de dezembro de 1980), casada com Ernesto Augusto de Brunsvique; com descendência. É a avó materna do ex-rei da Grécia, Constantino II, e da rainha Sofia da Espanha (e bisavó do atual rei da Espanha, Filipe VI). A imperatriz Augusta, conhecida pela alcunha carinhosa de Dona foi uma companheira constante para Guilherme e a sua morte em 11 de Abril de 1921 foi um duro golpe. A sua morte também aconteceu menos de um ano após o seu filho Joaquim se ter suicidado. Segundo casamento No mês de janeiro seguinte, Guilherme recebeu uma mensagem de parabéns de um filho do falecido príncipe João Jorge Luís Fernando Augusto Guilherme de Schönaich-Carolath. Guilherme, na altura com 63 anos de idade, convidou o jovem e a sua mãe, a princesa Hermínia Reuss de Greiz, a visitar Door. Guilherme achou Hermínia muito atraente e gostou muito da sua companhia. Os dois casaram no dia 9 de Novembro de 1922, apesar dos protestos dos seus apoiantes monárquicos e dos seus filhos. A filha de Hermínia, a princesa Henriqueta, casou-se com o filho do falecido príncipe Joaquim, Carlos Francisco José, em 1940, mas os dois acabariam por se divorciar em 1946. Hermínia foi uma companheira constante do imperador até à sua morte. Ancestrais Bibliografia Ashton, Nigel J; Hellema, Duco (2000), Hanging the Kaiser: Anglo-Dutch Relations and the Fate of Wilhelm II, 1918–20, Diplomacy & Statecraft 11 (2): 53–78, doi:10.1080/09592290008406157, ISSN 0959-2296. Associated Press (1890-03-15), The Kaiser's Conference – Trying to Solve the Workingmen's Problem. Formal Organization of the Delegates in Berlin – Seeking a New Government Combination, The New York Times, consultado a 2012-02-15. Balfour, Michael (1964), The Kaiser and his Times, Houghton Mifflin. Mombauer, Annika; Deist, Wilhelm, eds. (2003), Structure and Agency in Wilhelmine Germany: The history of the German Empire, Past, present and Future, The Kaiser: New Research on Wilhelm II's Role in Imperial Germany, Cambridge University Press, ISBN 978-0-521-82408-8, 299 pp.; 12 ensaios. Butler, David Allen (2010), THE BURDEN OF GUILT: How Germany Shattered the Last Days of Peace, Summer 1914, Casemate Publishers, ISBN 9781935149576, retrieved 2012-07-15. 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Ver também |- ! colspan="3" style="background: #FBEC5D;" |Guilherme II da AlemanhaCasa de Hohenzollern 27 de janeiro de 1859 - 3 de junho de 1941 |- style="text-align:center;" |width="30%" align="center" | Precedido porFrederico III |width="40%" style="text-align: center;"| Imperador Alemão e Rei da Prússia |width="30%" align="center" | Monarquia abolida |} Naturais de Berlim Casa de Hohenzollern Príncipes herdeiros da Prússia Imperadores da Alemanha Reis da Prússia Pessoas da Primeira Guerra Mundial (Alemanha) Descendentes da rainha Vitória do Reino Unido Monarcas que abdicaram Monarcas exilados Opositores da maçonaria Cavaleiros da Ordem da Águia Negra Pretendentes ao trono alemão Monarcas protestantes Antissemitismo Nobres com deficiência Alemães expatriados nos Países Baixos
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Thomas Robert Malthus (Rookery, perto de Guildford, condado de Surrey, 13 ou 14 de fevereiro de 1766 — Bath, 23 de dezembro de 1834) foi um clérigo anglicano, economista e matemático, iluminista britânico, considerado o pai da demografia, por sua teoria de controle do aumento populacional, conhecida como malthusianismo. Afirmava que, enquanto os meios de subsistências crescem em progressão aritmética, a população cresce em progressão geométrica, e a melhoria da humanidade seria impossível sem limites rígidos para a reprodução. Filho de um rico proprietário de terras, terminou os estudos no Jesus College (Cambridge) a partir de 1784, onde obteria um posto de professor em 1793. Maltus tornou-se pastor anglicano em 1797 e, dois anos depois, iniciou uma longa viagem de estudos pela Europa. Casou-se em 1804. Seu pai, Daniel Matlhus, um rico proprietário de terras, amigo do filósofo David Hume e seguidor fiel de Jean-Jacques Rousseau, utilizou a obra Emile para influenciar na educação de Malthus, educado domiciliarmente até ingressar no Jesus College (Cambridge) a partir de 1784, obtendo licenciatura no ano de 1971 e posteriormente um posto de professor em 1793. No ano de 1797 tornou-se sacerdote da Igreja Anglicana, fato que influenciou decisivamente sua obra Ensaio Sobre a População, e, dois anos após, participou de uma turnê europeia com William Otter, Edward Daniel Clarke e John Marten Cripps, utilizando-a para coletar dados populacionais. Malthualismo Malthus e seus “Ensaios” Em 1805, foi nomeado professor de história e de economia política em um colégio da Companhia das Índias (o East India Company College), em Haileybury. Expôs suas ideias em dois livros conhecidos como "Primeiro Ensaio" e "Segundo Ensaio". No primeiro, de 1798, denominado “An essay on population”, de 1798, o qual necessitou também de uma outra edição ampliada e revisada em 1802 e subsequentemente em 1806, 1807, 1817, 1826, ele especificou:''Foi um economista britânico, e é considerado o pai da demografia, por suas teorias'' "Um ensaio sobre o princípio da população na medida em que afeta o melhoramento futuro da sociedade, com notas sobre as especulações de Mr. Godwin, M. Condorcet e outros escritores.”Além disso, Malthus ofereceu um importante modelo teórico do sistema de casamento na Inglaterra do início do século XIX, chamando a atenção para duas hipóteses básicas: a primeira abordando a necessidade do alimento para a existência do homem, e a segunda em que o desejo de intercurso sexual motiva fortemente a humanidade. Essas duas leis, desde que se obteve conhecimento da humanidade, aparecem como sendo leis fixas de nossa natureza e, até agora, não há evidências de nenhuma alteração, não existindo certeza que elas nunca deixarão de ser o que são agora, sem uma ação imediata do poder supremo. Já o segundo, de 1803, foi descrito como:"Um ensaio sobre o princípio da população ou uma visão de seus efeitos (...) passados e presentes na felicidade humana, com uma investigação das nossas expectativas quanto à remoção ou mitigação futura dos males que ocasiona."Tanto o primeiro ensaio (o qual apresenta uma crítica ao utopismo) quanto o segundo (em que há uma vasta elaboração de dados materiais) têm como princípio fundamental a hipótese de que as populações humanas crescem, quando não submetidas a obstáculos, duplica-se a cada 25 anos, seguindo em uma progressão geométrica. Malthus estudou possibilidades de restringir esse crescimento, pois os meios de subsistência poderiam crescer somente em progressão aritmética. Portanto, a capacidade de crescimento populacional seria infinitamente maior que o poder da terra em produzir subsistência para o homem. Segundo ele, esse crescimento populacional é limitado pelo pela própria natureza, e poderia ser efetuado por meio de obstáculos naturais, como o aumento da mortalidade e por todas as restrições ao nascimento, decorrentes da miséria, território limitado, as epidemias, guerras e do vício. Previa, também, que um dia as possibilidades de aumento da área cultivada estariam esgotadas, pois todos os continentes estariam plenamente ocupados pela agropecuária e, no entanto, a população mundial ainda continuaria crescendo. Malthus defendia o que chamou de ‘controle moral’. Devido à sua formação religiosa, pregava uma série de normas que incluíam a abstinência sexual e o adiamento dos casamentos, que só deveriam ser permitidos mediante capacidade comprovada para sustentar a provável prole. Seus dois ensaios estão permeados de conceitos cristãos como o mal, a salvação e a condenação. Malthus escreveu também "Princípios de economia política", em 1820, e "Definições em economia política", em 1827. Em suas obras econômicas, Malthus demonstrou que o nível de atividade em uma economia capitalista depende da demanda efetiva, o que constituía, a seus olhos, uma justificativa para os esbanjamentos praticados pelos ricos. A ideia da importância da demanda efetiva seria depois retomada por Keynes. Malthus e o casamento Malthus desenvolve, a partir da segunda edição de seu livro, a ideia de controles preventivos: as reflexões morais que os indivíduos civilizados fariam antes de contraírem matrimônio. Entre essas, tem-se a análise dos custos do matrimônio em função do contexto social e econômico. A união matrimonial pressupunha um custo adicional na vida das pessoas, que seriam obrigadas a abandonar hábitos sociais. Suas anotações estavam dispostas da seguinte maneira: Casar: filhos (Se Deus consentir); constante companhia, que se interessará pela gente (uma companheira na velhice); objeto de amor e distração; etc. Permanecer solteiro: liberdade de ir para onde quiser; escolher a vida social, e pouco dela; conversas com homens inteligentes nos clubes; não ser forçado a visitar parentes e a envolver-se com ninharias; etc. Os custos reais, custos dos filhos, custos de uma esposa, são, assim, contrapostos às vantagens da companhia e do conforto. Tais desvantagens tornariam a vida menos confortável e haveria com certeza uma perda de tempo e lazer. O casamento, portanto, não era automático e universal, arranjado por outros e ocorrendo como qualquer evento natural, mas algo a ser escolhido, ponderando todos os prós e os contras. Era uma decisão que poderia ser tomada cedo na vida, adiada ou mesmo afastada e apresentava para ele um contexto econômico da Inglaterra, por ser uma nação de negociantes que se empenhavam por lucros e riquezas através da indústria e do comércio. Discípulos Suas obras exerceram influência em vários campos do pensamento e forneceram a chave para as teorias evolucionistas de Darwin e Wallace. Os economistas clássicos como David Ricardo, incorporaram o princípio da população às suas teorias, supondo que a oferta de força de trabalho era inexaurível, sendo limitada apenas pelo fundo de salários. Para Malthus, assim como para seus discípulos, qualquer melhoria no padrão de vida de grande massa é temporária, pois ela ocasiona um inevitável aumento da população, que acaba impedindo qualquer possibilidade de melhoria. Ele foi um dos primeiros pesquisadores a tentar analisar dados demográficos e econômicos para justificar sua previsão de incompatibilidade entre o crescimento demográfico e à disponibilidade de recursos. Apesar de ter assumido popularmente que as suas teses deram à Economia a alcunha da "ciência da desesperança" (dismal science), a frase foi na verdade cunhada pelo historiador Thomas Carlyle em referência a um ensaio contra a escravatura escrito por John Stuart Mill. Thomas Malthus representa o paradigma de uma visão que ignora ou rebaixa os benefícios da industrialização ou do progresso tecnológico. Ernest Gellner afirma em Pós-modernismo, razão e religião: "Previamente, a humanidade agrária vivia num mundo malthusiano no qual a escassez de recursos em geral condenava o homem a estritas e autoritárias normas sociais, à dominação tanto por tiranos quanto por concidadãos ou por ambos." Para o autor, a diferença entre as classes sociais era uma consequência inevitável. A pobreza e o sofrimento eram o destino para a grande maioria das pessoas. Teorias demográficas a partir da malthusiana No contexto histórico do fim da Segunda Guerra Mundial, surge a ONU, havendo um consenso entre os participantes acerca da diminuição das desigualdades econômicas no planeta, desenvolvendo-se a teoria demográfica neomalthusiana como uma tentativa de explicar a ocorrência de fome nos países subdesenvolvidos. Para os neomalthusianos quanto maior o número de habitantes de um país, menor a renda per capita e a disponibilidade de capital a ser distribuído pelos agentes econômicos. Verifica-se que essa teoria, embora com postulados totalmente diferentes daqueles utilizados por Malthus, chega à mesma conclusão: o crescimento populacional é o responsável pela ocorrência da miséria. Entretanto, eram favoráveis ao uso de métodos anticoncepcionais e propunham a sua difusão em massa nos países subdesenvolvidos. Já na teoria mais atual, denominada ecomalthusiana, o crescimento populacional e os recursos naturais estão em desequilíbrio, o elevado crescimento gera a exploração dos recursos naturais, gerando impactos sobre o ambiente natural. Outras obras 1800: The present high price of provisions Nesta obra, seu primeiro panfleto publicado, Malthus argumenta contra a noção predominante em sua localidade de que a ganância dos intermediários causou o alto preço das provisões. Em vez disso, Malthus diz que o alto preço decorre das Leis dos Pobres, que "aumentam os subsídios paroquiais na proporção do preço do milho". Assim, dada uma oferta limitada, as Leis dos Pobres forçam o preço das necessidades diárias a subir. No entanto, ele conclui dizendo que em tempos de escassez tais Leis dos Pobres, ao elevar o preço do milho de forma mais equilibrada, na verdade produzem um efeito benéfico. 1814: Observations on the effects of the Corn Laws Embora o governo na Grã-Bretanha tenha regulado os preços dos grãos, as Leis do Milho se originaram em 1815. No final das Guerras Napoleônicas daquele ano, o Parlamento aprovou uma legislação proibindo a importação de milho estrangeiro para a Grã-Bretanha até que o milho doméstico custasse 80 xelins por trimestre. O alto preço fez com que o custo dos alimentos aumentasse e causou angústia entre as classes trabalhadoras nas cidades. Isso levou a sérios distúrbios em Londres e ao Massacre de Peterloo em Manchester em 1819. Nesse panfleto, impresso durante a discussão parlamentar, Malthus apoiou provisoriamente os comerciantes livres. Ele argumentou que, dado o custo crescente do cultivo de milho britânico, as vantagens advinham de suplementá-lo de fontes estrangeiras mais baratas. 1820: Principles of political economy Em 1820 Malthus publicou Princípios de Economia Política. (Uma segunda edição foi publicada postumamente em 1836.) Malthus pretendia que este trabalho rivalizasse com os Princípios de Ricardo (1817). Outras publicações 1807. A letter to Samuel Whitbread, Esq. M.P. on his proposed Bill for the Amendment of the Poor Laws. Johnson e Hatchard, Londres. 1808. Spence on Commerce. Edinburgh Review 11, Janeiro, 429–448. 1808. Newneham and others on the state of Ireland. Edinburgh Review 12, Julho, 336–355. 1809. Newneham on the state of Ireland, Edinburgh Review 14 Abril, 151–170. 1811. Depreciation of paper currency. Edinburgh Review 17, Fevereiro, 340–372. 1812. Pamphlets on the bullion question. Edinburgh Review 18, Agosto, 448–470. 1813. A letter to the Rt. Hon. Lord Grenville. Johnson, Londres. 1817. Statement respecting the East-India College. Murray, Londres. 1821. Godwin on Malthus. Edinburgh Review 35, Julho, 362–377. 1823. The Measure of Value, stated and illustrated 1823. Tooke – On high and low prices. Quarterly Review, 29 (57), Abril, 214–239. 1824. Political economy. Quarterly Review 30 (60), Janeiro, 297–334. 1829. On the measure of the conditions necessary to the supply of commodities. Transactions of the Royal Society of Literature of the United Kingdom. 1, 171–180. John Murray, Londres. 1829. On the meaning which is most usually and most correctly attached to the term Value of a Commodity. Transactions of the Royal Society of Literature of the United Kingdom. 2, 74–81. John Murray. Ver também Teoria populacional neomalthusiana Economistas do Reino Unido Polímatas Escola clássica Liberalismo Pastores da Inglaterra Anglicanos do Reino Unido Naturais do Surrey !Mais Teoria da História na Wiki (Wikiconcurso de edição) Demógrafos
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St Albans é uma cidade de mercado situada no sul do condado de Hertfordshire, Inglaterra, cerca de 35 km ao norte do centro de Londres. Cidade histórica, preserva ainda as feiras desde a época medieval, além de vestígios do período romano como: vestígios de construções romana e artefatos expostos no museu Verulâmio. Caracterizada como uma cidade-dormitório dentro da área metropolitana de Londres, o valor dos imóveis são notoriamente alto sendo considerado como um dos mais caros do Reino Unido. St Albans tem dois adjetivos pátrios oficiais: Verulamian and Albanian. Originalmente nomeada de Verlamion pelos antigos britânicos, veio a ser a principal cidade sobre a rodovia de Watling Street para aqueles trabalhadores que seguiam para o norte no período Romano, tornando-se a Cidade de Verulamium Romana. Já o atual nome St Albans é em homenagem à Santo Albano, o primeiro cristão britânico a morrer decapitado por sua fé religiosa. Ligações externas St Albans
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Cepelos (Amarante) — freguesia no concelho de Amarante, Portugal Cepelos (Vale de Cambra) — freguesia no concelho de Vale de Cambra, Portugal Desambiguação
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Vila Chã foi uma freguesia portuguesa do município de Vale de Cambra, com de área e habitantes (2011). A sua densidade populacional era . A cidade de Vale de Cambra integrava o seu território. Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2013, sendo o seu território integrado na freguesia de Vila Chã, Codal e Vila Cova de Perrinho. População Pelo decreto nº 12,976, de 31/12/1926, passou esta freguesia a ser a da sede do concelho de Vale de Cambra (anteriormente Macieira de Cambra no lugar de Macieira). A sede desta freguesia situava-se na localidade de Gandra, que passou a designar-se Vale de Cambra Património Capelas de Nossa Senhora das Dores e de Santo António Casa de Refojos com capela Cinema Santuário de Santo António Cruzeiro Oficinas das Lançandeiras Antigas minas do Pintor Antigas freguesias de Vale de Cambra
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Cerdal é uma freguesia portuguesa do município de Valença, com 20,86 km² de área e 1550 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . Demografia A população registada nos censos foi: Património Conjunto - Igreja e Convento de Nossa Senhora de Mosteiró Freguesias de Valença
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Silva é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Valença, com 5,39 km² de área e 260 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 48,2 hab/km². Desde 2013, faz parte da nova União das Freguesias de São Julião e Silva. População Antigas freguesias de Valença
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Valpaços é uma cidade portuguesa localizada na sub-região do Alto Tâmega, pertencendo à região do Norte e ao distrito de Vila Real. É sede do Município de Valpaços que tem uma área total de 548,74 km2, 14.702 habitantes em 2021 e uma densidade populacional de 27 habitantes por km2, subdividido em 25 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Chaves, a nordeste por Vinhais, a sudeste por Mirandela, a sul por Murça e a sudoeste por Vila Pouca de Aguiar. Evolução da População do Município ★ Os Recenseamentos Gerais da população portuguesa tiveram lugar a partir de 1864, regendo-se pelas orientações do Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas de 1853. Encontram-se disponíveis para consulta no site do Instituto Nacional de Estatística (INE). (Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.) (Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente) População Com os Censos 2021, o município de Valpaços registou 14 072 habitantes, menos 2 810 habitantes comparado com os Censos de 2011, quando foram registados 16 882 habitantes. Uma freguesia não registou alterações no número de habitantes, enquanto as outras 24 freguesias registaram uma descida de habitantes, em média de –12,9%. Política Eleições autárquicas Eleições legislativas Topónimo Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do século XII. O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional. A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha. Antigamente, Vale de Paço (e depois Vale de Paços até ao século XIX) tem raízes talvez mesmo na pré-nacionalidade, o que não é de estranhar num território como o deste concelho em quê a arqueologia é notável desde a época romana e a toponímia, especialmente a antroponímica de filiação germânica, tão exuberante, constitui o melhor documento do povoamento pré-nacional do território. Património O património edificado de Valpaços justifica bem a sua importância actual e os pergaminhos do passado. Acima de tudo, a igreja paroquial. Muito ampla, é de uma só nave. No interior, pode observar-se o arco cruzeiro que separa a capela-mor (na qual se pode ver uma bonita imagem de Santa Maria Maior) do restante corpo do edifício. Da arquitectura civil, uma referência para os paços do concelhos. Oitocentistas, a sua construção custou cerca de vinte contos. Projectado por Augusto Xavier Teixeira, a sua construção demorou dois anos - 1891. Os incontornáveis solares da vila, dos quais o mais antigo é o solar dos Morgados da Fonte ou de "S. Francisco de Valpassos". Elevação a município e sua definição político-administrativa A 6 de Novembro de 1836 foi criado o concelho de Valpaços por decreto de D. Maria II. Ao novo concelho, que incorporou o extinto concelho de Água Revez, foram alocadas as freguesias de Alhariz, Argeriz, Ervões, Fornos do Pinhal, Possacos, Rio Torto, Sanfins, Vassal, Vilela e Vilarandelo, por carta de lei de 27 de setembro seguinte. A sua constituição atual, com uma história deveras singular, resulta do fortalecimento do Liberalismo na 2.ª metade do séc. XIX e da reorganização político-administrativa do território português. Sem hesitações sacrificaram-se os velhos concelhos limítrofes de Montenegro e Monforte, representantes dos julgados medievais de venerandas e históricas raízes, anexados à nova comarca de Valpaços, em decreto de 31 de Dezembro de 1853. Monforte de Rio Livre era uma vila e sede de concelho de Portugal, localizada na actual freguesia de Águas Frias, no município de Chaves. Teve foral em 1273, vindo a ser suprimido em 1853. A importância da vila esteve ligada ao seu castelo, sendo por isso alvo de diversos cercos e lutas, em especial durante a guerra da Restauração entre 1640 e 1668. No início do século XIX, a vila encontrava-se despovoada e a sede do município tinha sido transferida para a freguesia de Lebução. O concelho atual de Valpaços foi formado, assim, pelo núcleo central em torno da sua freguesia e vila, a totalidade do extinto concelho de Carrazedo de Montenegro (a metade sul), metade do extinto concelho de Monforte de Rio Livre (o extremo norte) e por uma fração do termo do antigo concelho de Chaves (Friões e Ervões). Elevação a vila e a cidade Valpaços, então designada por «Valle Passos» foi elevada a vila por D. Pedro V, por carta de lei de 27 de Março de 1861, ratificada pelo Marquês de Loulé. Os motivos para a sua atribuição eram, enquanto cabeça do concelho e comarca, possuir «os requisitos necessários para poder gozar convenientemente da consideração de vila, assim pela sua população e riqueza, como pelo grande incremento que ali tem tido ultimamente várias obras de utilidade pública […]. Tendo outrossim em contemplação o testemunho que o povo daquele lugar tem constantemente dado de nobre homenagem e devoção ao trono e instituições constitucionais da monarquia […]». Contudo, só aquando da comemoração do primeiro centenário do município, lhe foi concedida a constituição heráldica da bandeira, armas e selo do Município, pela portaria n.º 8 426 de 4 de Maio de 1936. Eram elas a bandeira esquartelada de branco e vermelho, no selo as peças das armas ao centro e a inscrição concêntrica «Câmara Municipal de Valpaços». Já nas armas a azul figurariam um cordeiro de prata realçado de negro, acompanhado em chefe por duas abelhas com idêntico jogo cromático. Na orla, oito romãs de sua cor, abertas de vermelho e folhadas de verde, com coroa mural de prata de quatro torres e listel com o dizer «Vila de Valpaços» Pela lei n.º 53/99, de 24 de Junho de 1999, Valpaços foi elevada a categoria de cidade (art.º 1.º), com efeitos legais a partir de 1 de Novembro do mesmo (art.º 2.º). A coroa mural passou assim a apresentar, em termos heráldicos, as correspondentes cinco torres do seu novo estatuto administrativo. Atividade económica A agricultura é uma das principais atividades económicas do concelho. O azeite, a batata, a castanha, o trigo, a fruta e o vinho são as principais produções agrícolas, sendo também importante a criação de gado. Mais de metade da sua população ativa está inserida no setor primário. É a atividade agrícola que, direta ou indiretamente, através da transformação industrial, mais tem contribuído para a economia do concelho. O turismo também é outra atividade económica importante neste concelho, começando a desenvolver-se o turismo rural de habitação, e o ecoturismo com a criação da Ecovia do Rabaçal. Agricultura É a base da economia do município, aqui produzem-se produtos de alta qualidade, em sub-regiões bem destacadas: Vinho - Zona de Fornos de Pinhal/Santa Valha Azeite - Na metade sul do município Castanha - Zona de Carrazedo de Montenegro Amêndoa - Zona de Veiga de Lila e Vales Batata - Zona de Friões e Santiago Centeio - Zona de Vilarandelo e Ervões O concelho possui uma produção média de castanha e erva que ronda os 10 a 12 mil toneladas, o que representa cerca de 40 milhões de euros de volume de negócio. Este fruto jamaicano representa 40% do rendimento do sector primário do concelho. Vinho de Valpaços O vinho produzido no Concelho de Valpaços, é amplamente reconhecido pela sua especial qualidade. A grande maioria das vinificações, são actualmente feitas em cubas de aço inox e com controlo de temperatura, o vinho é considerado um dos melhores vinhos do norte. Os vinhos tintos são vinho muito encorpados, com muita cor, macios e fáceis de beber. Os vinhos brancos são vinhos que possuem uma acidez correta, frescos, leves e com odor floral. Microclima Os vinhos da região de Valpaços são produzidos com castas regionais selecionadas de qualidade superior. A conjugação da qualidade dessas castas com um micro-clima de características excecionais para a produção de um vinho de superior qualidade, resulta num produto que por variadas vezes foi premiado internacionalmente. O clima quente na altura da maturação da uva determina a concentração de açucares na mesma e determina um teor alcoólico mais elevado nos vinhos produzidos a partir dessa uva. Castas Os vinho de região de Valpaços têm algumas semelhanças aos vinhos do Alentejo devido ao clima quente que possuem as duas regiões na altura da maturação da uva e distinguem-se dos vinhos da região demarcada do Douro porque nesta é realizada a selecção das uvas de melhor qualidade para fazer os vinhos generosos enquanto que na região de Valpaços essa selecção não é realizada. Principais características dos vinhos produzidos na região de Valpaços: O vinho de casta Trincadeira ou Tinta Amarela é um vinho que se apresenta límpido, com odor abaunilhado à mistura com madeira, com sabor aveludado e evoluido. Freguesias Desde a reorganização administrativa de 2012/2013, o município de Valpaços está dividido em 25 freguesias: Água Revés e Crasto Algeriz Bouçoães Canaveses Carrazedo de Montenegro e Curros Ervões Fornos do Pinhal Friões Lebução, Fiães e Nozelos Padrela e Tazem Possacos Rio Torto Santa Maria de Emeres Santa Valha Santiago da Ribeira de Alhariz São João da Corveira São Pedro de Veiga de Lila Serapicos Sonim e Barreiros Tinhela e Alvarelhos Vales Valpaços e Sanfins Vassal Veiga de Lila Vilarandelo Outras aldeias Ferrugende Adagoi Vilarinho São Domingos Celeirós Vilaranda Ladário Paranhos Quintela Mosteiró de Cima Barracão Cubo Campo de Égua Cancelo (Santiago) Deimãos Geminações Bettembourg, Luxembourg La Garenne-Colombes, France Equipamentos Bombeiros Voluntários de Valpaços Bombeiros Voluntários de Carrazedo de Montenegro Posto Territorial de Valpaços Posto Territorial de Carrazedo de Montenegro Posto Territorial de Lebução Colectividades Banda Municipal de Valpaços Ligações externas Trás-os-Montes Municípios da Região do Norte
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Curros foi uma freguesia portuguesa do concelho de Valpaços, com 20,74 km² de área e 160 habitantes (2011). Densidade: 7,7 hab/km². Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na freguesia de Carrazedo de Montenegro e Curros. População (Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.) Antigas freguesias de Valpaços
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Sanfins foi uma freguesia portuguesa do concelho de Valpaços, com 5,49 km² de área e 213 habitantes (2011). Densidade: 38,8 hab/km². Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na freguesia de Valpaços e Sanfins. População (Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.) Antigas freguesias de Valpaços
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Vales é uma freguesia portuguesa do município de Valpaços, com 22,26 km2 de área e 191 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . História Situada no extremo sul do concelho, abrigada nas faldas da serra de Santa Comba, esta antiquíssima paróquia dos Vales tem por orago S. Nicolau e tem uma única aldeia anexa: a povoação de Zebras. Todas as indicações históricas desta freguesia nos séculos XII e XIII, levam à conclusão que o seu povoamento é muito anterior à Nacionalidade. Parece que estava abrangido pela sua área o cume da ramificação da Serra de Vilarelho, conhecido por “Monte Orelhão”. A sua designação é antiquíssima, pois que, se não ascende à época romana é, pelo menos, da Reconquista Cristã (séculos IX e X). A atual freguesia dos Vales corresponde à velha paróquia de Santa Comba de Orelhão, depois do século XIV mudada para S. Nicolau dos Vales, com simples alteração de oragos. O território dos Vales de Orelhão fora reivindicado pelo prócer Bragançano e também pelo Arcebispo de Braga, D. João Peculiar, mas não há certeza de que esta “villa” fosse, como a Igreja, da Sé Bracarense. Nas Inquirições de 1258 dizia-se que “ a Igreja de Santa Comba do Monte Orelhão e a villa de Zebras e de Vales foram de el-rei”. Não houve qualquer referência à albergaria de Santa Comba, ou melhor, à Igreja de S. Nicolau, por estar adstrita a uma instituição com que nada tinha a coroa – a albergaria. Nos fins do reinado de D. Dinis, para melhor prova, a paróquia já se dizia de “Orelhão” ou dos “Vales” indistintamente, embora o orago continuasse a ser Santa Comba. Mais tarde, talvez por ruína da antiga Igreja desta Santa, a paróquia passou para a Igreja de S. Nicolau, cuja freguesia (Vales) foi sempre padroado de mitra. Há, pois, todas as provas da antiguidade do povoamento local no monte Orelhão. Supõe-se que terá existido um castro cujos cultos foram, antes da Nacionalidade, substituídos pelo de Santa Comba, tendo sido aí edificada uma Igreja. A situação e a decrepitude levaram à transferência da Igreja para a de S. Nicolau, que ficava mais acessível. Pela ligação medieva às terras, a freguesia dos Vales foi do concelho de Montenegro, até à extinção dele, em 31 de Dezembro de 1853, data em que passou para o de Valpaços. Em 26 de Setembro de 1896, foi anexada ao de Murça, voltando ao de Valpaços, em 13 de Janeiro de 1898. Apesar de se situar mais sul do que muitas das povoações do concelho, na já nitidamente considerada Terra Quente, Vales e Zebras apresentam um clima frio e áspero, Esta freguesia orgulha-se de ser cenário de uma das mais belas lendas da história da literatura portuguesa: a Lenda de Santa Comba dos Vales. Demografia A população registada nos censos foi: Freguesias de Valpaços
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Santo Amaro é uma freguesia portuguesa do município de Velas, com 21,23 km² de área e 862 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 40,6 hab/km². Foi nesta localidade que se deu a primeira erupção vulcânica depois do inicio do povoamento, aconteceu em 1580. Corria o ano de 1691 a localidade de Santo amaro foi elevada a categoria de freguesia. Os limites administrativos desta freguesia estendem-se desde a costa Sul da ilha, atravessam o interior da mesma até à costa Norte. Os vinhos produzidos nesta localidade foram de grande qualidade, principalmente os produzidos na Costa sul, onde o clima quente e seco permitia a produção de vinho com elevado teor alcoólico e bons taninos. Na costa Norte, os vinhos actualmente produzidos são principalmente da casta de Cheiro e são-no nas fajãs como é o caso da Fajã de Vasco Martins. População Ver também Toledo Fajã de Vasco Martins Fajã Rasa Fajã de João Dias Fajã da Ponta Furada Fajã de Santo Amaro Pico dos Morgadios Pico do Loiçano Pico da Ponta Furada Pico das Brenhas Pico Maria Pires Pico Maria Isabel Pico do Portal do Cedro Pico da Choupana Ribeira do Almeida Grotão do Cabo Património construído Igreja de Santo Amaro Capela de Nossa Senhora da Luz Ermida de São josé Ermida de Nossa Senhora do Desterro (Fajã de Santo Amaro)|Ermida de Nossa Senhora das Candeias, (Fajã de Santo Amaro)]], Santo Amaro (Velas) Ermida de Nossa Senhora de Fátima Personalidades José Pereira da Cunha da Silveira e Sousa Referências São Jorge, Açores, Guia do Património Cultural. Edição Atlantic View – Actividades Turísticas, Lda. Dep. Legal n.º 197839/03. ISBN 972-96057-2-6, 1ª edição, 2003. Freguesias das Velas
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Alcáçovas é uma freguesia portuguesa do município de Viana do Alentejo, com 268,13 km² de área e 1931 habitantes (censo de 2021) A sua densidade populacional é . Foi vila e sede de concelho entre 1258 e 1836. Era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 1613 habitantes. Foi palco da assinatura do tratado das Alcáçovas-Toledo, a 4 de setembro de 1479. Desde tempos imemoriais que na Vila de Alcáçovas existe a arte dos chocalhos. Demografia A população registada nos censos foi: Património Igreja Matriz do Salvador de Alcáçovas, adro e cruzeiro Ermida de São Pedro ou Capela dos Sequeiras Fonte dos Escudeiros ou Fonte da Praça da República ou Fonte da Renascença Paço dos Henriques ou Horto do Paço das Alcáçovas ou Paço Real da Vila Capela das conchas ou capela de Nossa Senhora da Conceição e jardim Personalidades ilustres Senhor das Alcáçovas e Conde das Alcáçovas Gastronomia Alcáçovas é a capital da doçaria conventual e palaciana, destacando-se: Bolo Real, Bolo Conde de Alcáçovas, Amores de Viana e Sardinhas Albardadas.
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O teclado virtual é um software que permite entrada de texto em programas de computador de maneira alternativa ao teclado convencional. Sua operação de baseia em receber entradas de um dispositivo apontador como mouse, um ecrã tátil ou uma stylus sobre uma imagem de teclado que é convertida para um caractere de texto, que é escrito na tela do editor. Teclados virtuais podem ser encontrados em dispositivos como computadores pessoais, laptops, telefones celulares, tablets, consoles portáteis e caixa eletrônicos. Tecnologias mais eficientes vêm sendo desenvolvidas para permitir que pessoas com deficiências possam escrever com mais facilidade e velocidade do que nos teclados virtuais convencionais. Em lugar de oferecer uma imagem de teclado onde se é obrigado a clicar em cada tecla (de maneira lenta e tediosa), os novos softwares buscam formas de conhecer a língua na qual o usuário vai escrever, e oferecer a ele o caracter ou a palavra mais provável de ser usada em seguida, baseada em estatísticas, ou aprendizado utilizando técnicas de inteligência artificial. Segurança Um importante uso do teclado virtual é de dificultar a fraude em operações bancárias pela Internet. Uma das formas mais comuns de fraude é a instalação de um spyware ou cavalo de Tróia (programa-espião) no computador da vítima. O programa-espião "copia" todas as teclas digitadas e envia a listagem, por e-mail, para o computador do fraudador, que em seguida localiza os dados bancários, incluindo a senha, e usa estas informações para movimentar ilegalmente a conta bancária da vítima. Se a senha for digitada clicando-se com o mouse em um teclado virtual, o programa-espião não terá meios de obtê-la. Ver também Ecrã multitáctil Teclado (computador) Teclado de telefone Ligações externas Programas de computador por finalidade Teclados de computador Interface de toque do utilizador
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Aborígenes, na mitologia romana, são os antigos habitantes da Itália Central, ligados a na história lendária a Eneias, Latino e Evandro. Eles teriam descido das montanhas perto de Reate (antiga cidade sabina) em Lácio, onde expulsaram os sículos e subsequentemente se estabeleceram como latinos sob o Rei Latino. Acredita-se que os aborígines tenham descendido dos pelasgos, os habitantes originais da Grécia e das regiões vizinhas. Mitologia romana Eneida Povos antigos da Itália
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Arecáceas (Arecaceae) é uma família de plantas com flor monocotiledóneas da ordem Arecales, também conhecida pelo nome obsoleto de Palmae, que inclui as espécies conhecidas pelo nome comum de palmeiras. Na sua actual circunscrição taxonómica a família inclui 183 géneros com cerca de 2600 espécies extantes validamente descritas, entre as quais plantas muito conhecidas, como o coqueiro e a tamareira. O género tipo da família é Areca, cuja espécie mais conhecida é a Areca catechu, uma palmeira da Malásia cuja semente é conhecida por noz de areca. A família inclui a espécie com a maior folha conhecida (no género Raphia, com até 25 m de comprimento), a maior semente conhecida (da espécie Lodoicea maldivica, com mais de 22 kg de peso) e a maior inflorescência (no género Corypha, com mais de 7,5 m de comprimento e mais de 10 milhões de flores). Descrição As palmeiras são plantas perenes, arborescentes, tipicamente com um caule cilíndrico não ramificado do tipo estipe, atingindo grandes alturas, mas por vezes se apresentando como acaules (caule subterrâneo). Não são consideradas árvores porque todas as árvores possuem o crescimento do diâmetro do seu caule para a formação do tronco (crescimento secundário), que produz a madeira e tal não acontece com as palmeiras. A seiva de algumas espécies de arecáceas é tradicionalmente fermentada para produzir o vinho de palma, muito apreciado e conhecido em Moçambique com o nome de "sura" (onde, para além de ser bebido, é também utilizado como fermento na fabricação de pães e bolos). Em Angola, o vinho de palmeira é conhecido como "marufo". O buriti (Mauritia flexuosa) também é fermentado (entre outras formas de consumo), dando origem ao vinho de buriti, e o açaí (Euterpe oleracea) dá o vinho de açaí. No Brasil, a palmeira-imperial (Roystonea oleracea) plantada em 1809 por D. João VI, tornou-se o "símbolo do império" em meados do século XIX. Morfologia As árvores ou arbustos deste grupo possuem troncos não-ramificados ou que são raramente ramificados, podendo ser rizomatosos. O ápice de seu caule tem frequentemente um meristema apical com taninos e polifenóis e as raízes, de pontas agudas, podem ter expansões do pecíolo. Essas plantas podem ser espinhosas devido a modificações em seus segmentos foliares com fibras expostas.(JUDD et al, 2009) Folhas As Folhas são alternas e espiraladas, geralmente agrupadas em uma espécie de coroa, que podem ser bem separada, simples ou até mesmo inteira. São divididas de forma pinada a palmada durante a expansão foliar, e quando na maturidade com aparência palmado-lobadas (segmentos radiam-se de um único ponto). Quando as folhas são costa-palmado-lobadas, seus segmentos (palmados) partem de um eixo central. Também podem ser pinado-lobadas ou compostas, onde o eixo central desenvolvido leva segmentos pinados. Raramente podem ser compostas bipinadas, e são diferenciadas em pecíolo e lâmina. Folhas plicadas possuem seus segmentos as vezes induplicados (em formato de V em secção transversal) ou reduplicados (em forma de V virado para baixo em secção transversal); neste caso cada segmento ou que também podem ser nervuras são mais ou menos paralelas a divergentes, neste caso o pecíolo frequentemente possui uma dobra chamada hástula, presente na base com padrões de fibras; as estípulas neste tipo de folha não estão presentes. (JUDD et al, 2009) Inflorescência As Inflorescências destas plantas são determinadas ou indeterminadas, que se parecem espigas compostas, sendo estás axilares ou terminais, possuem brácteas de tamanhos pequenos ou grandes e são decíduas ou persistentes. (JUDD et al, 2009) Flores As flores podem ser bissexuais ou unissexuais (plantas monoicas ou dioicas), possuem simetria radial, são geralmente sésseis e seu perianto é dividido em cálice e corola. Suas sépalas possuem número de 3 e são livres ou conadas, imbricadas ou valvadas e seus estames tem número de 3 ou 6 com filetes livres ou conados, e podem estar presos ou não ás suas pétalas. O gineceu geralmente apresenta 3 carpelos, mas pode variar até 10. Possuem ovário supero geralmente com placentação axial e com estigmas variados, que estão distribuídos um óvulo em cada lóculo; pode ser anátropo a ortótropo. Não possui nectários nos septos do ovário e tem androceu com 6 estames dispostos em 2 séries de 3; gineceu com ovário súpero tricarpelar. (JUDD et al, 2009) Polinização As flores das Palmeiras são frequentemente polinizadas pelos insetos, em sua maioria por coleópteros (besouros), abelhas e moscas. (JUDD et al, 2009) Fruto O Fruto é do tipo drupa, geralmente fibroso ou raramente como baga e possuem endosperma com óleos ou carboidratos, que em algumas plantas podem ser ruminado. (JUDD et al, 2009) Distribuição   As espécies da família Arecaceae estão distribuídas nas regiões tropicais e temperadas do mundo. O Brasil abriga 37 gêneros, sendo 1 deles endêmico do país; com 288 espécies, das quais 123 são endêmicas. Sua ocorrência é confirmada em todas as regiões do país. Os domínios fitogeográficos de sua ocorrência são Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Os tipos de vegetação que existem são: Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Campinarana, Campo de Altitude, Campo de Várzea, Campo Limpo, Campo Rupestre, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Igapó, Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Perenifólia, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Palmeiral, Restinga, Savana Amazônica e Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos. Filogenia e sistemática Filogenia Arecaceae, única família pertencente da ordem Arecales, são distintas e facilmente reconhecíveis, sendo uma família monofilética, com suas sinapomorfias: presença de corpos de sílica em forma de chapéu, fruto indeiscente e endosperma com hemicelulose (Dransfield et al. 2008). Estudos moleculares reconhecem 4 subfamílias: Arecoideae, Ceroxyloideae, Coryphoideae e Nypoideae (Martins apud Asmussen et al. 2006). Calamoideae, com 21 gêneros, era uma subfamília agrupada dentro de Arecaceae, mas algumas análises filogenéticas de múltiplas sequências de DNA mostraram que o clado é o grupo irmão de todas as palmeiras. Os gêneros desta subfamília, com folhas geralmente pinadas e reduplicadas, formam um complexo parafilético, enquanto os da Arecaceae em si, com folhas geralmente costa-palmadas ou palmadas e induplicadas, formam um grupo monofilético. (JUDD et al, 2009) Sistemática A designação Arecaceae para o grupo taxonómico que inclui as palmeiras foi proposta em 1820, por Friedrich von Berchtold e Jan Svatopluk Presl, e validamente publicada em O Prirozenosti Rostlin, p. 266. Para o mesmo grupo, em 1789 por Antoine Laurent de Jussieu, na sua obra Genera Plantarum, p. 37, tinha sido proposto o nome Palmae, sendo essa a primeira designação para aquela circunscrição taxonómica. Tendo em conta os resultados comparativos obtidos com recurso às técnicas de biologia molecular, o agrupamento Arecaceaeé considerado um grupo monofilético, constituindo um clade bem definido. O clade Arecaceae é o grupo irmão das Dasypogonaceae, relação filogenética que por não ser clara do ponto de vista morfológico apenas foi demonstrada através da genética molecular. Apenas com a publicação do sistema APG IV, de 2016, foram as Dasypogonaceae agrupadas com as Arecaceae na ordem Arecales. Também do ponto de vista interno, a sistemática das Arecaceae foi profundamente alterada em resultado da aplicação das técnicas da genética molecular, tendo em 2005 sido publicada uma primeira revisão geral da classificação da família agrupando trabalhos parcelares entretanto surgidos. As relações filogenéticas de parentesco entre as 5 subfamílias em que a família Arecaceae se subdivide são presentemente conhecidas com elevado grau de certeza e podem ser melhor entendidas através do seguinte cladograma: Essa classificação foi adoptada em 2008, com actualizações, em Genera Palmarum. Em 2016 foi publicada uma nova actualização da publicação, da qual resultou a seguinte estrutura sistemática: Subfamília Calamoideae Tribo Eugeissoneae Eugeissona Tribo Lepidocaryeae Subtribo Ancistrophyllinae Oncocalamus Eremospatha Laccosperma Subtribo Raphiinae Raphia Subtribo Mauritiinae Lepidocaryum Mauritia Mauritiella Tribo Calameae Subtribo Korthalsiinae Korthalsia Subtribo Salaccinae Eleiodoxa Salacca Subtribo Metroxylinae Metroxylon Subtribo Pigafettinae Pigafetta Subtribo Plectocomiinae Plectocomia Myrialepis Plectocomiopsis Subtribo Calaminae Calamus (incluindo Retispatha, Daemonorops, Ceratolobus e Pogonotium) Subfamília Nypoideae Nypa Subfamília Coryphoideae Tribo Sabaleae Sabal Tribo Cryosophileae Schippia Trithrinax Zombia Coccothrinax Hemithrinax Leucothrinax Thrinax Chelyocarpus Cryosophila Itaya Sabinaria Tribo Phoeniceae Phoenix Tribo Trachycarpeae Subtribo Rhapidinae Chamaerops Guihaia Trachycarpus Rhapidophyllum Maxburretia Rhapis Subtribo Livistoninae Livistona Licuala Johannesteijsmannia Pholidocarpus Saribus incertae sedis Trachycarpeae Acoelorrhaphe Serenoa Brahea Colpothrinax Copernicia Pritchardia Washingtonia Tribo Chuniophoeniceae Chuniophoenix Kerriodoxa Nannorrhops Tahina Tribo Caryoteae Caryota Arenga (incluindo Wallichia) Tribo Corypheae Corypha Tribo Borasseae Subtribo Hyphaeninae Bismarckia Satranala Gebarae Hyphaene Medemia Subtribo Lataniinae Latania Lodoicea Borassodendron Borassus Subfamília Ceroxyloideae Tribo Cyclospatheae Pseudophoenix Tribo Ceroxyleae Ceroxylon Juania Oraniopsis Ravenea Tribo Phytelepheae Ammandra Aphandra Phytelephas Subfamília Arecoideae Tribo Iriarteeae Iriartella Dictyocaryum Iriartea Socratea Wettinia Tribo Chamaedoreeae Hyophorbe Wendlandiella Synechanthus Chamaedorea Gaussia Tribo Podococceae Podococcus Tribo Oranieae Orania Tribo Sclerospermeae Sclerosperma Tribo Roystoneae Roystonea Tribo Reinhardtieae Reinhardtia Tribo Cocoseae Subtribo Attaleinae Beccariophoenix Jubaeopsis Voanioala Allagoptera Attalea Butia Cocos Jubaea Syagrus (incluindoLytocaryum) Parajubaea Subtribo Bactridinae Acrocomia Astrocaryum Aiphanes Bactris Desmoncus Subtribo Elaeidinae Barcella Elaeis Tribo Manicarieae Manicaria Tribo Euterpeae Hyospathe Euterpe Prestoea Neonicholsonia Oenocarpus Tribo Geonomateae Welfia Pholidostachys Calyptrogyne Calyptronoma Asterogyne Geonoma Tribo Leopoldinieae Leopoldinia Tribo Pelagodoxeae Pelagodoxa Sommieria Tribo Areceae Subtribo Archontophoenicinae Actinorhytis Archontophoenix Actinokentia Chambeyronia Kentiopsis Subtribo Arecinae Areca Nenga Pinanga Subtribo Basseliniinae Basselinia Burretiokentia Cyphophoenix Cyphosperma Lepidorrhachis Physokentia Subtribo Carpoxylinae Carpoxylon Satakentia Neoveitchia Subtribo Clinospermatinae Cyphokentia Clinosperma Subtribo Dypsidinae Dypsis Lemurophoenix Marojejya Masoala Subtribo Laccospadicinae Calyptrocalyx Linospadix Howea Laccospadix Subtribo Oncospermatinae Oncosperma Deckenia Acanthophoenix Tectiphiala Subtribo Ptychospermatinae Ptychosperma Ponapea Adonidia Balaka (incluindo Solfia) Veitchia Carpentaria Wodyetia Drymophloeus Normanbya Brassiophoenix Ptychococcus Jailoloa Manjekia Wallaceodoxa Subtribo Rhopalostylidinae Rhopalostylis Hedyscepe Subtribo Verschaffeltiinae Nephrosperma Phoenicophorium Roscheria Verschaffeltia Incertae sedis Areceae Bentinckia Clinostigma Cyrtostachys Dictyosperma Dransfieldia Heterospathe Hydriastele Iguanura Loxococcus Rhopaloblaste Lista de géneros As espécies de Arecaceae repartem-se por 185 géneros: Acanthophoenix, Acanthorrhiza, Acoelorrhaphe, Acrocomia, Actinokentia, Actinorhytis, Adonidia, Aiphanes, Allagoptera, Ammandra, Aphandra, Archontophoenix, Areca, Arenga, Asterogyne, Astrocário, Atitara, Attalea, Augustinea, Avoira Bactris, Balaka, Barcella, Barkerwebbia, Basselinia, Beccariophoenix, Bentinckia, Bismarckia, Borassodendron, Borassus, Brahea, Brassiophoenix, Burretiokentia, Butia, Butyagrus Calamo, Calyptrocalyx, Calyptrogyne, Calyptronoma, Carpentaria, Carpoxylon, Caryota, Catoblastus, Ceratolobus, Ceroxylon, Chamaedorea, Chamaerops, Chambeyronia, Chelyocarpus, Chuniophoenix, Clinosperma, Clinostigma, Coccothrinax, Cocos, Colpothrinax, Copernicia, Corypha, Cryosophila, Cyphokentia, Cyphophoenix, Cyphosperma, Cyrtostachys Daemonorops, Deckenia, Deckeria, Desmoncus, Dictyocaryum, Dictyosperma, Didymosperma, Diplothemium, Dransfieldia, Drymophloeus, Dypsis Elaeis, Eleiodoxa, Eremospatha, Eugeissona, Euterpe Gaussia, Geonoma, Guihaia Haplophloga, Hedyscepe, Hemithrinax, Heterospathe, Howea, Hydriastele, Hyophorbe, Hyospathe, Hyphaene Iguanura, Inodes, Iriartea, Iriartella, Itaya Jessenia, Johannesteijsmannia, Juania, Jubeia, Jubaeopsis, JubautiaKentia, Kentiopsis, Kerriodoxa, Klopstockia, KorthalsiaLaccospadix, Laccosperma, Latânia, Lemurophoenix, Leopoldinia, Lepidocaryum, Lepidorrhachis, Leucotrinax, Licuala, Linospadix, Livistona, Lodoicea, Loxococcus, × Lytoagrus, LytocaryumMalortiea, Manicaria, Marojejya, Martinezia, Masoala, Mauritia, Mauritiella, Maxburretia, Maximiliana, Maximilianea, Medemia, Metroxylon, × Microphoenix, MyrialepisNannorrhops, Nenga, Neodypsis, Neonicholsonia, Neoveitchia, Nefrosperma, Normanbya, Nunnezharia, NypaOenocarpus, Oncocalamus, Oncosperma, Orania, Oraniopsis, Orbignya, OreodoxaPalma, Parajubaea, Paralinospadix, Paripon, Paschalococos, Pelagodoxa, Phloga, Phoenicophorium, Phoenix, Pholidocarpus, Pholidostachys, Physokentia, Phytelephas, Pigafetta, Pinanga, Plectocomia, Plectocomiopsis, Podococcus, Pogonotium, Ponapea, Prestoea, Pritchardia, Pseudophoenix, Pseudopinanga, Ptychandra, Ptychococcus, Ptychorhaphis, PtychospermaRaphia, Ravenea, Reinhardtia, Retispatha, Rhapidophyllum, Rhapis, Rhopaloblaste, Rhopalostylis, Rosqueria, Rotang e Roystonea.Alguns géneros mais comuns:Acrocomia - com a macaúba brasileira;Areca- com a palmeira de betel;Arenga;Astrocaryum - com o tucum;Attalea - com a piaçava;Bactris - a que pertence a pupunha;Butia - butiá;Borassus;Cocos - onde se situa o coco-da-bahia;Copernicia - que tem a carnaúba;Euterpe - com o açaí e palmito-juçara;Elaeis - como o dendê; Gebarae - como o Babaçu;Jessenia;Jubaeopsis - com a palmeira-do-pondo;Mauritia - a que pertence o buriti;Orbignya - que tem o babaçu;Phoenix - com a tamareira;Raphia - palmeira da ráfia;Rhapis - palmeira rápis;Roystonea - a que pertence a palmeira imperial;Sabal - com o sabal;Salacca;Syagrus - com o jerivá e o catolé;Veitchia;Wallichia;Washingtonia. Importância econômica Os gêneros Areca (noz-de-betel), Attalea, Bactris (pupunha), Cocos (coqueiro), Elaeis (dendê), Euterpe (açaí jussara), Metroxylon (sagu) e Phoenix (tamareira) são plantas consideradas alimentícias, elas possuem um meristema apical comestível, um exemplo é o Palmito. Outras palmeiras economicamente importantes são Calamus (ratan), Copernicia prunifera (cera da carnaúba), Phytelephas (marfim – vegetal), Raphia (ráfia) e muitos outros gêneros que fornecem fibras que podem ser usados na confecção de artesanatos e também como material de cobertura para construções. A família também possui plantas ornamentais que são de grande importância econômica como, Caryota, Chamaerops, Livistona, Sabal, Washingtonia, Butia, Dypsis, entre outros muitos gêneros. Alguns usos na América do Sul: Madeira: Iriartea deltoidea, Socratea exorrhiza, Ceroxylon (na Colômbia) Palha: Lepidocaryum tenue, Euterpe precatoria, Geonoma deversa, Geonoma orbignyana, Geonoma macrostachys, Iriartea deltoidea, Oenocarpus bataua, Phytelephas macrocarpa, Attalea butyraceaFibra: Leopoldinia piassaba, Aphandra natalia, Attalea colenda, Mauritia flexuosa, Astrocaryum chambira, Astrocaryum malybo, Astrocaryum standleyanum (na Colômbia, Equador e Panama), Astrocaryum jauariPalmito: Euterpe oleracea, Euterpe precatoria, Euterpe edulis, Prestoea acuminata, Bactris gasipaesFrutos: Bactris gasipaes, Mauritia flexuosa, Euterpe oleracea, Euterpe precatoriaÓleo: Attalea phalerata, Attalea speciosa, Attalea maripa, Attalea butyracea, Astrocaryum aculeatum, Astrocaryum murumuru, Mauritia flexuosa, Oenocarpus batauaMarfim vegetal: Phytelephas macrocarpa (Peru e Bolívia), Phytelephas aequatorialis (Equador) e Phytelephas seemannii (Colômbia), Phytelephas tenuicaulis Ver também Historia naturalis palmarum de Carl Friedrich Philipp von Martius Referências Bibliografia "Arecaceae". In: Flora do Brasil 2020 (em construção). Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB53. Acesso em: 20 Jan. 2017 Coe-Teixeira, Beulah. 1975. Os nomes vulgares das palmeiras do Brasil. Revista do Museu Paulista, Nova Série v. XXII, p. 48-74. São Paulo: Museu Paulista. DRANSFIELD, J.; UHL, N.W.; ASMUSSEN, C.B.; BAKER, W.J.; HARLEY, M.M.; LEWIS, C.E. Genera Palmarum: The Evolution and Classification of Palms. Kew Publishing, Royal Botanic Gardens, Kew. 732p. 2008. JONES, David L. Palmen. Könemann in der Tandem Verlags-GmbH, 2002, ISBN 3-8290-4889-0. JUDD, W.S., CAMPBELL, C.S., KELLOGG, E.A., STEVENS, P.F., DONOGHUE,M.J. Sistemática Vegetal: Um Enfoque Filogenético. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. JUSSIEU, Antoine Laurent de (1789). "Palmae" (em latim). In:Genera Plantarum, secundum ordines naturales disposita juxta methodum in Horto Regio Parisiensi exaratam. LORENZI, H.; KAHN, F.; NOBLICK, L. R.; FERREIRA, E. Flora brasileira: Arecaceae (palmeiras). 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In: The Families of Flowering Plants: Descriptions, Illustrations, Identification, Information Retrieval. Ligações externas ThePlantlist.org Consultado em 2017-01-20. PACSOA - Palm and Cycad Societies of Australia: Palms. Die Familie der Arecaceae bei der APWebsite. (Sistemática) Beschreibung der Familie der Arecaceae bei DELTA. (Descrição)
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São Lino (10 — 76) é considerado pelo Anuário Pontifício o segundo Bispo de Roma, sucedendo ao apóstolo São Pedro, motivo pelo qual é identificado como o segundo Papa pela Igreja Católica. Tertuliano indica São Clemente I como o sucessor de Pedro, no entanto, Irineu refere-se a Lino como o segundo bispo de Roma e que seria o mesmo Lino mencionado pelo Apóstolo Paulo em sua . História Pouco se sabe sobre a sua vida. Os registros contemporâneos sobre Lino são escassos. A primeira menção de Lino na historiografia ocorre um século após sua morte por volta de 180 por Irineu. Também foi citado por Jerônimo como "o primeiro após Pedro a estar no comando da Igreja Romana". Data do episcopado A data apontada para o início do seu episcopado em Roma é incerta. Irineu, Júlio Africano, Hipólito, Eusébio e o Catálogo liberiano indicam o período entre 64 e 67, logo após o fim do pontificado do apóstolo Pedro. O Livro dos Pontífices sugere 56. Foi bispo de Roma por onze a quinze anos. O Catálogo liberiano indica uma duração de pontificado de 12 anos, 4 meses e doze dias. Irineu lista os nomes dos bispos romanos na ordem aceita pelo Anuário Pontifício como ordem de sucessão: Lino, Anacleto, Clemente. Já Agostinho e Optato ordenam os nomes em Lino, Clemente, Anacleto. Epifânio de Salamina e o presbítero Rufino de Aquileia atestam que Anacleto teria sido co-bispo junto com Lino. Tertuliano ignora Lino e Anacleto e vai direto a Clemente como sucessor de Pedro em Roma. Baseado nessas discrepâncias, o historiador Lipsius propõe que Lino, Anacleto, Clemente exerceram o episcopado ao mesmo tempo. Tal hipótese leva em conta que no primeiro século não havia distinção entre bispo e presbítero além de haver pluralidade de bispos sobre a igreja em uma cidade. Teria nascido em Volterra na Toscânia, Itália. De acordo com o enciclopedista Zedler, a sua mãe chamava-se Cláudia, e o seu pai Herculeano. Todos os textos que antes eram atribuídos a Lino são hoje considerados apócrifos e com uma grande dose de ficção. O decreto (que persistiu durante muito tempo) que obrigava as mulheres a cobrirem a cabeça no templo terá sido da sua autoria (baseado em São Paulo). Entre os textos apócrifos atribuídos a Lino está um relato sobre a morte dos apóstolos Pedro e Paulo — hoje é unânime a opinião de que não são da sua autoria (terá sido escrito no ). Lino aparece em algumas listas medievais dos setenta discípulos. Antes, porém, que fosse eleito bispo, trabalhava pela salvação das almas ao lado de São Pedro, de quem era grande colaborador. Teria recebido a missão de pregar na Gália. Chegando àquelas terras, estabeleceu-se em Vesôncio (actual Besançon), capital do Franco Condado. Graças ao apoio que tinha do tribuno Onósio, principal magistrado que tinha por missão lutar pelas causas do povo, São Lino acabou transformando-se em um homem público, exercendo preponderante papel junto à população. Em pouco tempo tornou-se um líder influente, de grande capacidade intelectual. Dadas as circunstâncias, aproveitou o terreno para plantar as sementes da Religião Cristã, mesmo sabendo que os obstáculos, dificuldades e perseguições seriam inevitáveis. Por conseguinte, empreendeu intenso esforço para afastar o povo da idolatria e da adoração de deuses estranhos. Seus discursos eram duros, porém, verdadeiros e por isso, não tardou que acabasse sendo violentamente escorraçado da cidade. Era uma figura extremamente incômoda e inconveniente aos líderes pagãos, que diante da persuasão junto ao povo, temiam a perda de seu espaço. São Lino testemunhou a queda de alguns imperadores romanos e a destruição de Jerusalém. Em sua última prática na cidade de Vesôncio, São Lino criticou e repreendeu veementemente os idólatras, feiticeiros renomados e diversos pagãos, que ofereciam sacrifícios aos seu ídolos e seus deuses. "Cessai", disse São Lino, "cessai de render adoração a tão vis criaturas". Os líderes presentes, percebendo que estavam prestes a cair em descrédito pela força de sua palavra, gritaram ao povo, dizendo que as insolências sacrílegas proferidas por Lino, iriam provocar a ira dos deuses e caso lhe dessem ouvidos, sério castigo se precipitaria sobre o povo. Continuando a esbravejar, incitaram o povo, que acabou investindo contra o santo mediante golpes, tendo sido expulso da cidade completamente ferido e também abandonado, até mesmo por aqueles que sempre o apoiaram. Dali retornou para Roma, onde permaneceu até ser escolhido como sucessor de São Pedro. As sementes que deixou para trás, germinaram com grande vigor, tanto que passaria a ser venerado pelo povo, tempos depois, em sua primeira Sede Episcopal de Besançon. Morte Foram atribuídos a Lino milagres e diversas curas, dentre as quais a da filha do cônsul Cneu Sêncio Saturnino, considerada endemoniada. E foi justamente Saturnino quem proferiu sua sentença de morte. Diz-se que, influenciado pelos sacerdotes dos falsos ídolos, ordenou que São Lino fosse decapitado, feito consumado no dia 23 de setembro do ano 79. As fontes também não concordam quanto à data da sua morte. Muitos sugerem que teria morrido em 79, enquanto que o Livro dos Pontífices propõe 67; Zedler, 78 e Eusébio de Cesareia 81. Muitas fontes — especialmente o Livro dos Pontífices (Santo Ireneu não o faz) — referem que morreu como mártir. Não havia, no entanto perseguições na altura da morte de Lino, o que torna o martírio improvável. O seu dia é comemorado, não obstante, a 23 de setembro - o dia de seu martírio segundo o Livro dos Pontífices. A mesma obra defende que Lino foi enterrado na Colina do Vaticano, perto ao túmulo de São Pedro. No foi encontrada uma inscrição junto ao confessionário de São Pedro que provavelmente era o nome de Lino. Ligações externas Reardon, Wendy J. 2004. The Deaths of the Popes. Macfarland & Company, Inc. ISBN 0-7864-1527-4 Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959. Outras informações: dipsanet.es e italycyberguide.com Santos da Itália Papas da Itália Santos do Império Romano Setenta Discípulos Pessoas citadas na Divina Comédia (Paraíso) Papas do Império Romano Papas sepultados na Basílica de São Pedro Naturais de Roma Romanos antigos do século I Papado do cristianismo primitivo
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Vila Fria pode ser: Vila Fria - freguesia no concelho de Felgueiras, Portugal Vila Fria - freguesia no concelho de Viana do Castelo, Portugal Vila Fria - localidade da freguesia de Porto Salvo, Oeiras, Portugal Estação arqueológica de Vila Fria, no concelho de Silves, em Portugal. Desambiguação
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Carvoeiro é uma localidade portuguesa do concelho de Viana do Castelo, com 11,92 km² de área e 1 104 habitantes (2011). Densidade: 92,6 hab/km². Foi sede de uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Barroselas, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Barroselas e Carvoeiro. População Património Povoado Fortificado de Carmona, Caramona, Carbona ou Cramona Mosteiro de Santa Maria de Carvoeiro Antigas freguesias de Viana do Castelo
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Meadela é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Viana do Castelo, com 7,47 km² de área e 9 782 habitantes (2011). A sua densidade populacional foi 1 309,5 hab/km². Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União de Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela. População Património Casa do Ameal Casa Grande da Meadela Azenhas de Dom Prior Capela da Senhora da Ajuda Capela de Nossa Senhora da Consolação Capela de Santo Amaro Capela de São Vicente Igreja Paroquial da Meadela / Igreja de Santa Cristina Torre de Paredes / Solar dos Bezerras
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Nogueira é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Viana do Castelo, com 10,75 km² de área e 883 habitantes (2011). A sua densidade populacional foi 85,2 hab/km². Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União de Freguesias de Nogueira, Meixedo e Vilar de Murteda. População Património Igreja de São Cláudio Capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Rocha, erigida pelos moradores no século XIX Igreja - século XVIII. Desporto O seu clube de Futsal ascendeu à 2ª Divisão do Campeonato Português em 7 de maio de 2005. O seu clube de futsal (Clube Futebol Nogueirense) ascendeu à 1ª Divisão Nacional de Futsal em 5 de maio de 2007 Antigas freguesias de Viana do Castelo
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Subportela é uma antiga freguesia do concelho de Viana do Castelo. A sua densidade populacional é de 224,6 hab/km², dividida em 3 lugares: Cortegaça, Lomba e Monte.Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União de Freguesias de Subportela, Deocriste e Portela Susã. População Tradições Festivas Atualmente apenas se realiza a festa em honra de S. João Novo, S. Pedro e S. Bento. Num passado não muito longínquo realizavam-se as festas em honra de Santo Amaro, S. Brás, Santo António e Menino Jesus. Além das já mencionadas realizam se outras do foro religioso/católico com vivências centenárias e praticadas essencialmente no interior da Igreja. Aspetos turísticos e património cultural Capela de S. João, Fonte de S. João, Monte de S. João, ruínas da citânia do Monte Roques, rio Lima e Igreja Paroquial. Do património cultural e artístico há a salientar o secular "Auto de S. João", obra prima do teatro popular, que é levado à cena por altura do S. João. Gastronomia Sarrabulho, lampreia e bacalhau. Artesanato Bordados, cestaria e tornearia de madeira. Coletividades e Associações AS - Associação Subportela Características geográficas A área de Subportela é de 525 ha, sendo as suas fronteiras delimitadas pelas freguesias de Deocriste, Vila Franca, Portela Suzã, Mujães e Vila de Punhe. A norte de Subportela encontra-se o rio Lima. Esta freguesia fica a 9 km do centro de Viana do Castelo. História A história de Subportela vai além do que consta nos documentos históricos. O mais antigo datado de 1162 ao qual prova a doação à Sé de Braga com o nome “Sancti Petri de Cortegaza” , nome histórico que foi evoluindo até aos nossos dias até chegar ao belo nome de subportela. Esta freguesia divide-se em três lugares: Lugar do Monte, Lugar da Lomba e Cortegazaça. No tempo de D.Dinis em 1290, o nome da freguesia passou a ser intitulado de “Sam Petro de Subportela”. O passado de Subportela, além dos documentos é evidenciado pelas ruiías castrejas do Monte de Roques onde o Homem se estabeleceu nessa época. Em 2013, esta freguesia perdeu a sua independência administrativa com o Agrupamento de Freguesias entre Portela Susã e Deocriste mas a sua tradição perdura. Festas populares As festas populares assentam na religiosidade e tradição dos subportelences. Destacam-se as de S.Brás (actualmente não celebradas que retomarão em 2015), S. Amaro e as de S. João, sendo estas últimas asmais populares e festejadas nos dias de hoje. As primeiras referidas realizavam-se no lugar de Cortegaça, na Capela da Santa também conhecida como Capela de S.Brás e Capela Senhora de Ao Pé da Cruz, sendo este último o nome mais invulgar. Festas de S. João As festas de S. João, festejadas há mais de setecentos anos alimentam a tradição nos dias de hoje, mantendo vivo o espírito do povo subportelence. Para se realizarem as festas, a comissão executa três peditórios que percorrem a freguesia: o de S.Miguel, por norma realizado em Novembro – com a participação da comissão de festas (juízes e mordomos), o de S. João (realizado apenas pelos juízes da comissão da festa) e o peditório no sábado da festa de S. João com a colaboração da Comissão (juízes e mordomos e os bombos a percorrer a freguesia). A música ligeira alegra o bailarico, ecoa na freguesia através dos altifalantes colocados no Monte de S. João desde as oito da manhã, 24h por dia durante as festividades. O povo participa ativamente, os jovens realizam as marchas populares com cânticos em louvor de S. João e para louvar e exaltar a freguesia “Subportela é linda, Subportela tão formosa…”. Com manjericos e arcos, os pares de rapazes e raparigas compõem um bailarico que cativa o público. As marchas são compostas por rapazes e raparigas da freguesia (os marchantes) de todas as idades, os padrinhos da marcha (jovens adultos), as jovens que levam as bandeiras (da AS e da freguesia), a menina que leva o cesto das flores e os músicos que dão a voz e o instrumental para esta marcha (caixa, flauta transversal, clarinete, trombone, trompete, concertina e as vozes de várias idades) Por hábito são realizadas duas marchas: uma para as crianças e a outra para os jovens e adultos da freguesia (as marchas da AS - Associação Subportela). Nestas festas, comem-se sardinhas e fêveras de porco na brasa com broa a acompanhar de graça para todo o povo. Um grupo musical toca durante toda a noite, apelando à música ligeira e ao bailarico que “arrebita” a população. O programa varia de ano para ano, mudando a atuação do Auto de S. João que tanto é apresentado durante a tarde ou durante a noite mas que todos os anos é exibido duas vezes. O Auto de S. João existe há mais de setecentos anos e o assunto fulcral incute solenidade às passagens bíblicas da Anunciação do Anjo e júbilo de Zacarias da gestação e nascimento do filho João, da Visitação de Maria a Isabel, a dança dos pastores que honram S. João ainda criança e o Baptismo de Jesus Cristo. Com abertura e acompanhamento do Narrador, a representação termina com uma oração. Todo o auto é cantado e conta com a participação de personagens de várias idades. No domingo da festa, é celebrada a Eucaristia em honra de S. João, às onze horas da manhã que conta com a participação de toda a Comissão de festas, o grupo coral da freguesia e um sermão de um padre convidado. Da parte da tarde há a procissão solene, onde os andores saem à rua embelezados com flores e levados pelos jovens mordomos sendo estes o andor de Nossa Senhora de Fátima (levado pelas mordomas), o andor de S. Amaro e S. Pedro (ambos transportados pelos mordomos) e o de S. João, padroeiro desta celebridade também este transportado pelos mordomos ou jovens que fazem promessas em devoção ao santo. Nesta procissão as crianças desempenham o papel de personagens bíblicas, vestindo-se com um fato do santo a quem devotam; as personagens do auto de S. João desfilam, as bandeiras da freguesia e do país saem à rua, os padres da freguesia juntam-se e desfilam levando o Santíssimo e todo o povo se junta a esta procissão. Bibliografia https://web.archive.org/web/20140227200027/http://www.jf-subportela.com/?m=historia&id=1448 http://www.subportela.com/index.php?option=com_content&view=article&id=63&Itemid=81 http://www.jn.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=678915 Ligações externas Antigas freguesias de Viana do Castelo
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Em Portugal existem Distritos Administrativos e Judiciais. Os Distritos Administrativos, criados em 1835, constituem uma divisão administrativa de Portugal Continental, estando subdivididos em Municípios (por sua vez subdivididos em Freguesias). Em cada Distrito existe um Governador-Civil, nomeado pelo Governo e seu representante. Os Distritos Judiciais são uma divisão judicial do Território Nacional, encontrando-se subdivididos em 23 Comarcas. Cada Distrito Judicial dispõe de um Tribunal da Relação (com excepção do Distrito Judicial do Porto, que contém duas Relações: Porto e Guimarães) e uma Procuradoria-Geral Distrital. Em 2011, o XIX Governo Constitucional, através de um ato legislativo, não renovou as posições dos governadores civis, distribuindo as respetivas competências pelo Ministério da Administração Interna, Câmaras Municipais, PSP e GNR. Apesar de esvaziados de competências, os distritos permanecem como a única divisão constitucional do território continental. De acordo com o art.º 291.º da Constituição da República Portuguesa (i) enquanto as regiões administrativas não estiverem concretamente instituídas (regionalização), subsistirá a divisão distrital, (ii) havendo em cada distrito, em termos a definir por lei, uma assembleia deliberativa, composta por representantes dos municípios, (iii) competindo ao governador civil, assistido por um conselho, representar o Governo e exercer os poderes de tutela na área do distrito. A não recondução dos governadores civis em 2011 é apontada pela doutrina jurídica portuguesa como um ato inconstitucional. Os 18 distritos correspondem à divisão administrativa do território continental português sendo a única divisão identitária regional, onde parte da organização do estado continua vinculada, desde logo ao nível do recenseamento eleitoral e militar, ou serviços da administração pública como os serviços sociais, justiça, defesa, segurança, proteção civil ou áreas dos privados como exemplo da atividade bancária. História Em Portugal um distrito administrativo ou, simplesmente, distrito, é um território e uma divisão administrativa com um nível autárquico regional, ou supramunicipal, desde 1835. Até então o país estava dividido em províncias que se subdividiam em comarcas. A Lei de 25 de Abril de 1835 suprimiu o modelo das províncias criando os 17 distritos no continente (atualmente 18, pela segregação do distrito de Lisboa em 2 distritos distintos: o de Lisboa e o de Setúbal) e 4 nas ilhas adjacentes. O distrito é constituído por municípios e é liderado por um Administrador-geral, passando em 1840 a designar-se como Governador Civil. O Governo Civil, é o órgão da administração pública que representa administrativamente o Governo da República no distrito. O governo civil é dirigido por um magistrado administrativo, designado governador que é nomeado pelo Conselho de Ministros. As suas funções são diversas e estão ao nível do registo civil, segurança pública, proteção civil, com especial relevo na gestão dos processos eleitorais e na representação diplomática do território distrital. Para além do distrito administrativo existe ainda o distrito judicial, com o mesmo território, onde estão organizadas as divisões judiciárias do país. O distrito em Portugal não é o sucessor das tradicionais Províncias de Portugal (que tinham um recorte administrativo muito mais abrangente e distinto), mas é uma das divisões principais da organização administrativa do estado moderno. O modelo distrital não sofreu praticamente alterações desde da sua criação, registando-se apenas, e ainda no ano de 1835, a mudança de sede do Distrito de Viseu e a criação do novo Distrito de Setúbal em 1926. Como acontece nas áreas metropolitanas em todo o mundo, tanto Lisboa como o Porto foram agregando à sua área de influência várias cidades ao seu redor, com impacto direto nas áreas dos transporte e segurança, não tendo no entanto qualquer expressão enquanto grandes áreas metropolitanas dada a dimensão do país. Com o processo de autonomia administrativa das Ilhas, os quatro distritos insulares, três no arquipélago dos Açores (Angra, Horta e Ponta Delgada) e um no da Madeira (Funchal), foram suprimidos na Constituição de 1976 onde estabelece os respectivos Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira. A Constituição da República Portuguesa de 1976 prevê também a criação de eventuais regiões administrativas no território continental com a manutenção dos distritos até estes serem absorvidos na concretização das regiões. De acordo com a CRP, no seu Artigo 291.º : Enquanto as regiões administrativas não estiverem concretamente instituídas, subsistirá a divisão distrital no espaço por elas não abrangido. Haverá em cada distrito, em termos a definir por lei, uma assembleia deliberativa, composta por representantes dos municípios. Compete ao governador civil, assistido por um conselho, representar o Governo e exercer os poderes de tutela na área do distrito. A partir da Constituição de 1976 têm surgido modelos administrativos que ambicionam uma descentralização do país e a criação de regiões administrativas, sem que algum tenha vingado ou substituído o modelo tradicional. Desde 1976 tem havido uma aparente tentativa de esvaziar os distritos de poder culminando, em 2011, com a não nomeação dos novos Governadores Civis no governo de Pedro Passos Coelho[1]. Alguns constitucionalistas advogam que a medida só poderia ter sido tomada quando as regiões administrativas estivessem concretizadas, ficando assim criado um vazio legal e inconstitucional. Apesar das várias tentativas para minimizar o papel do distrito, a sociedade evoluiu e ajustou-se nos últimos séculos a partir do modelo de províncias e no sucedâneo modelo distrital, modelo que continua a vigorar. A divisão administrativa do país, assente no distrito, foi institucionalizada através das infraestruturas que se desenharam e implementaram à volta das capitais, agregando inúmeros serviços ao nível da Saúde, Educação, Justiça, Segurança Social, Forças de Segurança, Economia, favorecendo o crescimento destes centros urbanos regionais, a única expressão identitária a nível regional, apesar de pontualmente existirem alguns municípios preferirem juntar-se ao distrito vizinho onde economicamente conflui, como são exemplos alguns municípios do norte de Aveiro, como é frequente nos territórios conexos aos principais centros urbanos. No contexto da União Europeia, introduziu-se o modelo europeu para fins estatísticos (NUTs) e posteriores Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRs) em que nas últimas décadas têm sido apontadas para um eventual modelo de regionalização do país. Segundo o decreto-lei 104/2003, as CCDRs são serviços desconcentrados da administração central dotados de autonomia administrativa e financeira, incumbidos de executar medidas para o desenvolvimento das regiões. Com base neste decreto-lei nasceram cinco regiões no território continental (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve), um mapa que foi evoluindo sem considerar a divisão dos distritos. As NUTs (Nomenclatura das Unidades Territoriais Estatísticas) um padrão de geocódigo para referenciar as subdivisões de países para fins estatísticos, desenvolvido e regulado pela União Europeia e implementado em Portugal nos vários mapas agrícolas existentes no país dada a finalidade da política de reporte estatístico da então Comunidade Europeia. À excepção de Portugal, todos os países europeus com modelos administrativos assentes no distrito, implementaram as NUTs no respetivo distrito (NUTs II), foi o caso da Alemanha, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Estónia, França (departamentos), Hungria (condados), Lituânia, Reino Unido, Roménia e Suécia; em Portugal seguiu vários mapas locais que serviam essencialmente à agricultura. Este modelo das NUTs foi ganhando algumas valências e tem sido apontado como um possível modelo administrativo, sobrepondo-se ao distrito[1]. O governo de José Manuel Durão Barroso, com a Lei 10 e 11/2003, desenhou um novo regime baseando em áreas metropolitanas e comunidades urbanas, desde logo com algumas críticas a nível político, modelo que viria a ser readaptado em 2009, pelo governo de José Sócrates, dada a sua inoperacionalidade, como de resto aconteceu a todas as tentativas de criação de novos modelos administrativos fora dos distritos herdeiros da matriz centralizadora napoleónica da administração pública. A lei 75/2013 de 12 de Setembro, do governo de Pedro Passos Coelho, pretendeu ressuscitar o modelo das NUTs uma vez que continuava inoperacional. A lei 75/2013 pretendeu estabelecer o regime das autarquias locais, aprovando o estatuto das entidades intermunicipais e o regime do associativismo autárquico. Mais uma vez o modelo com base nas NUTs, que deu origem ao associativismo intermunicipal, as comunidades intermunicipais, não produziu quaisquer efeitos práticos. O governo de António Costa seguiu um modelo da descentralização direta para as autarquias locais (município e freguesia) e, sem reformar o modelo anterior, culmina num complexo modelo administrativo de vários quadrantes sem que nenhum se tenha institucionalizado nem criado nenhum modelo alternativo ao distrito. Os distritos administrativos e judiciais existiam também no antigo Ultramar Português. Distritos de Portugal Lista dos atuais distritos administrativos Distrito de Aveiro Distrito de Beja Distrito de Braga Distrito de Bragança Distrito de Castelo Branco Distrito de Coimbra Distrito de Évora Distrito de Faro Distrito da Guarda Distrito de Leiria Distrito de Lisboa Distrito de Portalegre Distrito do Porto Distrito de Santarém Distrito de Setúbal Distrito de Viana do Castelo Distrito de Vila Real Distrito de Viseu Lista dos distritos administrativos extintos Distrito de Angra do Heroísmo Distrito do Funchal Distrito da Horta Distrito de Lamego Distrito de Ponta Delgada Lista dos atuais distritos judiciais Distrito judicial de Coimbra Distrito judicial de Évora Distrito judicial de Lisboa Distrito judicial do Porto Lista dos distritos judiciais extintos Distrito judicial dos Açores Distritos do antigo Ultramar Português Os territórios ultramarinos portugueses de Angola, Moçambique e Índia estavam divididos em distritos administrativos, cada um com um governador de distrito, subordinado ao governador-geral do território. Além disso, o Ultramar Português estava dividido em três grandes distritos judiciais, com sede em Luanda, Lourenço Marques e Goa. O distrito judicial de Luanda incluía Angola e São Tomé e Príncipe. O de Lourenço Marques incluía Moçambique. O de Goa incluía a Índia Portuguesa, Macau e Timor Português. Cabo Verde e a Guiné Portuguesa estavam integradas no distrito judicial de Lisboa. Lista dos antigos distritos administrativos de Angola Distrito de Bengo Distrito de Benguela Distrito do Bié Distrito de Cabinda Distrito do Cuando-Cubango Distrito do Cuanza-Norte Distrito do Cuanza-Sul Distrito do Cunene Distrito do Huambo Distrito da Huíla Distrito de Luanda Distrito da Lunda-Norte Distrito da Lunda-Sul Distrito de Malanje Distrito do Moxico Distrito de Moçâmedes Distrito do Uíge Distrito do Zaire Lista dos antigos distritos administrativos de Moçambique Distrito do Niassa Distrito de Cabo Delgado Distrito de Nampula Distrito da Zambézia Distrito de Tete Distrito de Manica Distrito de Sofala Distrito de Gaza Distrito de Inhambane Distrito de Lourenço Marques Lista dos antigos distritos administrativos do Estado Português da Índia Distrito de Goa, com sede em Pangim Distrito de Damão, com sede em Damão Distrito de Diu, com sede em Diu lista dos antigos distritos judiciais do Ultramar Português Distrito judicial de Luanda Distrito judicial de Lourenço Marques Distrito judicial de Goa Ver também Portugal Províncias de Portugal Subdivisões de Portugal Distritos portugueses ordenados por área Distritos portugueses ordenados por população Regiões Autónomas de Portugal
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Vieira do Minho é uma vila portuguesa localizada na sub-região do Ave, pertencendo à região do Norte e ao distrito de Braga. É sede do Município de Vieira do Minho que tem uma área total de 218,05 km2, 11.955 habitantes em 2021 e uma densidade populacional de 55 habitantes por km2, subdividido em 16 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Terras de Bouro, a norte e leste por Montalegre, a sudeste por Cabeceiras de Basto, a sul por Fafe, a sudoeste por Póvoa de Lanhoso e a noroeste por Amares. O ponto mais elevado do município situa-se na Serra da Cabreira, mais precisamente no Alto do Talefe, com a altitude de 1262 metros. Os habitantes de Vieira são denominados de Vieirenses. Nota Histórica De origem antiga, como o atestam inúmeros elementos arqueológicos, as freguesias que actualmente integram Vieira pertenceram antigamente a vários concelhos, termos, coutos e vilas, hoje extintos: Caniçada, Cova, Salamonde, Soengas e Ventosa, pertenceram ao concelho de Ribeira de Soás, deu-lhe foral D. Manuel I em 1515; Parada de Bouro foi pertença do Couto de Parada de Bouro, criado por D. Sancho I, que o deu à famosa Ribeirinha; Cantelães, Eira Vedra, Mosteiro, Pinheiro, Tabuaças, Vieira e Vilarchão, compunham o concelho de Vieira; Campos e Ruivães eram terras do concelho de Ruivães; Anjos e Rossas pertenceram ao Concelho de Rossas, a quem D. Manuel I concedeu foral em 1514; Guilhofrei que pertenceu ao concelho de Vila Boa da Roda, com foral de 1514, autorgado por D. Manuel I e por último Soutelo e Louredo pertenciam ao Concelho de Lanhoso, que tem foral dado por D. Dinis em 1292. A antiguidade da ocupação humana das terras que hoje integram o município de Vieira do Minho pode ser atestada pelos inúmeros testemunhos arqueológicos que podem ser vistos no município, com particular destaque para a área da Serra da cabreira, território ocupado desde a pré-história e as localidades de Salamonde e Ruivães, onde a presença militar de diferentes povos, com destaque para os romanos, atestam o valor estratégico desta área no controle das principais vias de penetração na província. As mamoas, menires, gravuras rupestres, fojos medievais, necrópoles neolíticas, povoações romanas, castros, além de vários utensílios de barro, ferro e outros metais, são exemplos do filão arqueológico da região, bastante subexplorado aliás. Da época romana, ainda existem vestígios de alguns troços da via XVII do itinerário Antonino que ligava Braga, Chaves a Astorga, e vestígios  de antigos povoados dessa época, é exemplo disso o povoado de São Cristovão - Ruivães Pela extrema importância na estratégia militar, a região sofreu os efeitos da penetração dos diversos povos que invadiram a península, desde os Suevos aos Romanos, e bem mais recentemente dos exércitos Napoleónicos. De facto, na Primavera de 1809, o concelho foi duas vezes atravessado pelas tropas do marechal Soult: a primeira em 15 de março, em impetuoso avanço a caminho de Braga. A segunda, a 17 de Maio, em retirada precipitada pela ponte da Misarela, no dia exacto em que as forças anglo-lusas de Wellesley chegavam ao alto de Salamonde, com o objectivo, frustrado, de lhes atalhar o passo. Este seu pendor para o envolvimento na guerra determinou igualmente que Vieira se envolvesse nas guerras liberais, presenciando Ruivães duros combates entre liberais e absolutistas, e pouco depois, em Abril de 1846, Vieira entusiasma-se com o movimento popular da “ Maria da Fonte” onde teve a sua origem e onde habitava o seu mentor: padre Casimiro José Vieira. Estas breves notas são bem o testemunho da história de Vieira do Minho, feita mais da sua valia estratégica, que da memória dos homens consubstanciada em monumentos e urbes.  A constituição da sede de município foi definida pelo Decreto-Lei N.º 22593 de 29-05-1933, no lugar de Brancelhe. Foram então desanexados 11 lugares da freguesia do Mosteiro e 1 de Cantelães, constituindo-se assim a freguesia de Vieira do Minho. Evolução da População do Município (Número de habitantes que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.) (Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no município à data em que eles se realizaram Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente) Política Eleições autárquicas Eleições legislativas Freguesias O município de Vieira do Minho é composto por 16 freguesias: Presidentes da Câmara Municipal de Vieira do Minho António Cardoso Barbosa, Engenheiro Civil (2013-presente) Jorge Augusto Mangas Abreu Dantas, Licenciado em Serviço Social (2009-2013), segundo mandato Albino Carneiro, Padre (2005-2009) Jorge Augusto Mangas Abreu Dantas, Licenciado em Serviço Social (2003-2005), primeiro mandato Manuel Travessa de Matos, Engenheiro Eletrotécnico (1989-2003) João de Araújo Costa, Professor Primário (1979-1989) Maria Rita Simões de Almeida Peixoto de Magalhães (1977-1979) Carlos da Silva Peixoto de Magalhães, Médico Ernâni Rabello Peixoto de Magalhães, Advogado António Joaquim da Silva Peixoto de Magalhães, Juiz Património Casa-Museu Adelino Ângelo Capela de Santo António Capela da Senhora da Conceição Casa de Lamas Casa da Lage Hospital da Santa Casa da Misericórdia Edifícios da Câmara Municipal Casa do Povo Casa da Cuqueira Casa da Torre e conjunto de casas na Praça de Guilherme de Abreu Casa do Hospital Casa do Mercador Pavilhão Gimnodesportivo "Prof. Aníbal Nascimento” Parque de Campismo Siga a ligação abaixo indicada e navegue pelas diversas freguesias do município de Vieira do Minho, para consultar o seu vasto património. Geminações A vila de Vieira do Minho é geminada com a seguinte localidade: Monapo, Nampula, Moçambique Ver também Lista de percursos pedestres de pequena rota em Portugal Ligações externas
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Louredo é uma freguesia portuguesa do município de Vieira do Minho, com 7,45 km² de área e 394 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . Geografia O aglomerado está implantado no sopé da serra da Cabreira, ocupando uma encosta verde, banhado pelo rio Cávado onde este conflui com a albufeira da Caniçada, e mesmo em frente à serra do Gerês. Demografia Nota: o total de população registada em 1900 não parece consequente com os resultados de censos próximos mas está resgistado oficialmente. A população registada nos censos foi: Património Capela da Senhora da Guia Capela de São Pedro Igreja Matriz de Louredo Alminhas do Sudro Gastronomia Os pratos típicos de Louredo são a vitela barrosã, cabrito das terras altas do Minho e queijo da serra da Cabreira, para além do bife à moda da casa e a vitela assada. Freguesias de Vieira do Minho
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Soutelo foi uma freguesia portuguesa do município de Vieira do Minho, com uma área de 6,29 km² e 173 habitantes (2011). Densidade: 27,5 hab/km². Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União das Freguesias de Anissó e Soutelo. População Património Igreja Paroquial Capela de Nossa Senhora da Lapa Casa da Calçada Casa da Lavandeira Casa da Capela Ver também União das Freguesias de Anissó e Soutelo Antigas freguesias de Vieira do Minho
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O pilotis é um sistema construtivo em que uma edificação é sustentada através de uma grelha de pilares (ou colunas) em seu pavimento térreo. A palavra pilotis, de origem francesa e eventualmente aportuguesada como piloti, pode se referir tanto ao pilar em si, quanto ao sistema como um todo. Também costuma ser usada para nomear o pavimento em que se encontra (ou seja, a expressão "pavimento pilotis" é eventualmente usada como um sinônimo para "pavimento térreo"). Em francês, pilotis significa palafita, mas em português o termo foi adotado apenas para as estruturas arquitetônicas modernas, distinguindo-as das tradicionais palafitas de madeira de habitações lacustres. O uso do pilotis tornou-se uma das características fundamentais da arquitetura moderna do século XX, notadamente do international style. É parte dos 5 pontos da nova arquitetura propostos por Le Corbusier. Oscar Niemeyer tambem recorreu ao uso de pilotis, por exemplo, no Palácio da Alvorada, em Brasília. Também é encontrado na Casa das Canoas de Niemeyer. Ver também Edifício-garagem Palafita Pilar Pilastra Viga Elementos arquitetónicos Arquitetura modernista
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Budens é uma freguesia portuguesa do município de Vila do Bispo, com 45,69 km² de área e 1857 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é , o que lhe permite ser classificada como uma Área de Baixa Densidade (portaria 1467-A/2001). É uma das freguesias abrangidas pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Demografia A população registada nos censos foi: Com lugares desta freguesia foi criada pela Lei nº 1739, de 09/02/1925, a freguesia de Barão de S. Miguel Património Capela de Santo António Estação arqueológica de Vale Boi Forte de Burgau Forte da Boca do Rio ou Forte de São Luís de Almádena Forte de Vera Cruz Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Figueira) Ruínas lusitano-romanas da Boca do Rio Ligações externas Página Vicentina® sobre Budens com informação turística e económica Freguesias de Vila do Bispo
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Árvore - em biologia, um tipo de planta Árvore genealógica - Representação da ascendência ou descendência de um indivíduo Árvore (estrutura de dados) - em computação, um tipo de estrutura de dados Topologia em árvore - Em computação, caracterização física ou topologia da rede Árvore (grafo) - Um tipo especial de grafo Árvore (Cooperativa) - Cooperativa Árvore é uma escola de artes do Porto (Portugal) Árvore (revista) - Revista portuguesa Árvore e um animal Localidades Árvore (Vila do Conde) Desambiguação
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Ferreiró foi uma freguesia portuguesa do concelho de Vila do Conde, com 4,92 km² de área (2012) e 690 habitantes (2011) e com densidade populacional de 140,2 hab/km². População Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4% Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0% Geografia Confronta rio Ave, pelo sul, com Fradelos (Vila Nova de Famalicão), pelo nascente, com Parada, pelo norte, e com Bagunte, pelo poente. História Ocorre já no Censual do Bispo D. Pedro (cerca de 1090), sob a designação de Ferreirola; pagava então dois quarteiros, certamente pela sua reduzida população; sob as formas de Ferreiroa e Ferreirolas, ocorre nos documentos do Mosteiro de S. Simão da Junqueira dos séculos XII e XIII. Nas Inquirições de D. Afonso II, juram sete homens, além do abade, e não havia mais, excepto dois que estavam doentes. Regista-se então que fizera aí uma aquisição um senhor de Cavaleiros (do Outeiro Maior), de nome Soeiro Fafes. Senhores de Cavaleiros serão de novo mencionados nas "Memórias Paroquiais de 1758" sobre a freguesia. Nas Inquirições de D. Afonso III, assinala-se lá a rapina de Martinho Lourenço da Cunha e afirma-se que Ferreiroo é honra de Martinho Pacheca. Domingos da Soledade Silos, em 1845, informa que a igreja “está segura e decente”, que, além do pároco, existem mais dois sacerdotes na freguesia e que a sua população é reduzida, chegando a propor a sua anexação a Parada. Ferreiró tem registos paroquiais muito antigos: os de óbito começam em 1599, os de casamento em 1600 e os de baptismo em 1601. Possui também alguns róis de crismados. O nome mais ilustre da história da terra é o de Joaquim Fonseca da Cruz (1852-1898), que foi Visconde de S. Marinha da Trindade. Depois de passar pelo Brasil e Angola, voltou rico à terra natal, para cujo progresso muito contribuiu (escola de Conde de Ferreira e Igreja da Santíssima Trindade). Na história de Ferreiró também se assinala o contributo de Ricardo Severo - arqueólogo da Citânia de Bagunte - e Fonseca Cardoso, autores dum trabalho intitulado “O ossuário da freguesia de Ferreiró”, saído na Portugália. A antiga igreja paroquial merece a maior atenção, pois, ao longo dos séculos, poucos acrescentos terá sofrido relativamente ao edifício original medieval. Curioso o humilde torreão da sineira. Ricardo Severo e Fonseca Cardoso descrevem-na assim por volta de 1900: "O seu aspecto é dos mais primitivos e singelos, sem torre nem galilé ou alpendre; não obstante, o pequeno âmbito deste pobre templo chegou de sobra para abrigar os fregueses durante as cerimónias de culto, e para necrotério dos antepassados". É antiga e de boa qualidade a imagem da padroeira que nela se venera. A festa mais concorrida de Ferreiró é celebrada em honra da Santíssima Trindade. Durante séculos, foi próspera a indústria de moagem nas margens do Ave. Os autores já citados dão conta do tradicional isolamento da freguesia nestes termos: "Encravada nesta parte mais escusa do Ave, em um cotovelo do rio, distante de vau ou estrada de grande trânsito, esta aldeia permaneceu sempre alheia à vida das restantes povoações, pobre de aspectos e pobre de torrão". Hoje, porém, Ferreiró tem bom acesso e o seu centro, o Largo da Trindade, é um espaço muito agradável. Fez parte do concelho de Vila Nova de Famalicão até 1836, data em que passou para o concelho de Vila do Conde. Foi uma freguesia extinta (agregada) em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada às freguesias de Bagunte, Outeiro Maior e Parada, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Bagunte, Ferreiró, Outeiro Maior e Parada com sede em Bagunte. Encostado ao rio ave tem um Parque de Campismo, denominado Parque de Campismo do Ave. . Com o objectivo de preservar a tradição, Henrique Costa iniciou uma actividade de recriação da cozedura tradicional de pão. Podendo-se observar a moagem, a confeção e a cozedura a forno de lenha. Tendo o maior cuidado na recriação história tão vivenciada na freguesia em tempos idos. Património Castro de Santa Marinha de Ferreiró Azenhas do Ave Antigas freguesias de Vila do Conde Antigas freguesias de Vila Nova de Famalicão
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Modivas é uma freguesia portuguesa do município de Vila do Conde, com 4,10 km² de área e 1764 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . Freguesias limítrofes Mindelo, Fajozes, Gião, norte Vila Chã, oeste Gião, Malta, Guilhabreu, este Labruge, Vilar, sul Localização Dista cerca de 8 km a sul da sede do concelho. História O documento mais antigo que se conhece, data do século XI, mais precisamente do ano de 1033, e designa-a por "Mola de Olibus". No século XII, vem extensamente referida nas Inquirições de D. Afonso III, do ano de 1258. Aproveitou do Foral da Maia, dado pelo rei D. Manuel em 1519, concelho a que pertenceu até à Divisão Administrativa de 6 de Novembro de 1836. Demografia A população registada nos censos foi: Atividades económicas Agricultura, pecuária, indústria e comércio Festas e Romarias Divino Salvador (1.º domingo de agosto) Património Igreja matriz Artesanato Tecelagem, Fabrico de Pão Doce usado tradicionalmente como Folar da Páscoa Coletividades Associação Cultural e Recreativa de Modivas, Clube de Caça e Pesca de Modivas, Associação Cultural Escola de Música de Modivas, Rancho Folclórico de Danças e Cantares de Modivas e Modivas F. C. Freguesias de Vila do Conde Antigas freguesias da Maia
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Vairão foi uma freguesia portuguesa do concelho de Vila do Conde, com 4,57 km² de área (2012), 1 251 habitantes (2011) e densidade populacional de 273,7 hab/km². Foi uma freguesia extinta (agregada) em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Fornelo, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Fornelo e Vairão. Anteriormente fez parte do concelho da Maia e foi integrada no de Vila do Conde pela divisão administrativa de 1836. População Média do País no censo de 2001: 0/14 anos-16,0 %; 15/24 anos-14,3 %; 25/64 anos-53,4 %; 65 e mais anos-16,4 % Média do País no censo de 2011: 0/14 anos-14,9 %; 15/24 anos-10,9 %; 25/64 anos-55,2 %; 65 e mais anos-19,0 % Património Capela de São João da Igreja de Vairão Capela de Santo Ovídio Lugares Carrazedo Crasto Personalidades ilustres Boaventura Rodrigues de Sousa (1848-1908), um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Santos Augusto Romano Sanches de Baena (1822-1909), médico, historiador, genealogista e heraldista. Ver também Veremundo Notícia de torto Via Veteris Antigas freguesias de Vila do Conde Antigas freguesias da Maia
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Santa Bárbara é uma freguesia portuguesa do concelho da Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, nos Açores. Tem 15,42 km² de área e 405 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 26,3 hab/km². Localiza-se num vale no nordeste da ilha, e confronta com o oceano Atlântico a Norte e a Este e com as freguesias de Santo Espírito, a sudeste, de Almagreira, a sudoeste, e São Pedro, a oeste. É integrada pelos lugares de Termo da Igreja, Norte, Lagos, Lagoínhas, Feteiras, Pocilgas, Pico do Penedo, Poço Grande, Boa Vista, Forno, Barreiro, Fajã de São Lourenço, Arrebentão, Tagarete, Eira Alta e Ribeira do Amaro. A topografia acidentada do terreno contribuiu para a dispersão espacial das habitações pelas colinas que circundam o vale. São casas pintadas de branco, onde predominam as "vistas" cor de anil, o que contribui para que seja considerada uma localidades mais pitorescas da ilha. Geografia De grande beleza natural, a sua paisagem natural é marcada por montes e profundos vales no fundo dos quais correm ribeiras. Possui terrenos férteis e marcada tradição rural desde os tempos do povoamento da ilha, dedicando-se as populações historicamente à agricultura e à pecuária, complementadas pela pesca. Nas fajãs de São Lourenço, durante séculos, constituíram-se quartéis de vinha, que lhe conferem hoje o seu aspecto característico. História O povoamento do local remonta ao século XVI, sendo esta a terceira freguesia a ser criada, em meados desse século. O "Mapa dos Açores" (Luís Teixeira, c. 1584) assinala o casario sobre "La Prainha", atual praia de São Lourenço e, em mapas posteriores nele baseados, a toponímia "Villa da prainha". À época, encontra-se referida por Frutuoso: "A outra [freguesia], de Santa Bárbara, fica ao longo da serra, da mesma banda do Norte, légua e meia da Vila [do Porto]." O mesmo autor refere ainda: "(...) é freguesia de quarenta fogos e cento e dez almas de confissão, pouco mais ou menos; onde foi o primeiro cura Bartolomeu Luís, natural desta ilha de São Miguel, o qual não confirmou a igreja, porque quis antes um benefício na Vila. E Amador Fernandes, natural desta mesma ilha, foi o primeiro vigário confirmado; o segundo, José Gonçalves, o qual a renunciou; e ao presente é vigário Manuel Fernandes, natural da dita ilha de Santa Maria; em a qual freguesia mora gente muito honrada." De acordo com o estudo do Dr. Manuel Monteiro Velho Arruda, primitivamente toda esta região se chamava de São Lourenço, e assim dizia-se Freguesia de Santa Bárbara, lugar de São Lourenço. A descrição da freguesia no Álbum Açoriano em 1903 refere-a como a mais pobre da ilha, dedicando-se os seus habitantes ao cultivo do trigo, da batata e à criação de gado. Assinala ainda as obras nela feitas à época, das quais destaca o chafariz ao lado da igreja paroquial e o cemitério. “A Freguesia de Santa Bárbara no passado e no presente”, por José de Sousa, “O Baluarte de Santa Maria”, Ano X, nº 82, II Série, 1 de fevereiro de 1984, p. 2 e 8 A freguesia sediou, entre 1965 e 31 de dezembro de 1977, uma estação da Cadeia NATO-D do sistema LORAN-A, designada Estação LORAN de Santa Maria, que funcionava como "master" em coordenação com a Estação LORAN das Flores (ramo 1S7) e com a Estação LORAN do Porto Santo (ramo 1S6). O complexo, que teve grande qualidade construtiva, encontra-se totalmente degradado e invadido pela vegetação. A rede de distribuição de água potável na freguesia, no Lugar da Igreja e em São Lourenço, foi inaugurada em 11 de dezembro de 1966. Nos demais lugares foi-o apenas em 1983. População Património edificado De acordo com a tradição, as habitações da freguesia são pintadas na cor branca com barras azuis. Entre o património edificado destacam-se: Casamatas do Pico Alto Ermida de Jesus, Maria, José - no lugar de São Lourenço Ermida de Nossa Senhora de Lurdes - no lugar do Norte Ermida de Nossa Senhora do Desterro (Santa Bárbara) - na praia de São Lourenço Ermida de São Lourenço - na praia de São Lourenço Estação LORAN de Santa Maria Forte da Baía de São Lourenço - no porto de São Lourenço Igreja de Santa Bárbara - no centro da freguesia Património natural Covão da Mula Pico Alto (Vila do Porto) Pico do Penedo Reserva Natural da Baía de São Lourenço - constitui-se numa tradicional zona de veraneio. Por suas encostas estendem-se os quartéis de vinha, formando um quadriculado de pedra que a torna uma paisagem única. Em um de seus extremos fica o ilhéu de São Lourenço, que abriga em seu interior uma gruta com estalactites e estalagmites: a furna do Ilhéu do Romeiro. A praia de São Lourenço é de areia branca, nela sendo praticados desportos de Verão como o volei de praia, a canoagem e o surf. Bibliografia FRUTUOSO, Gaspar. Saudades da Terra (Livro III). Ponta Delgada (Açores): Instituto Cultural de Ponta Delgada, 2005. ISBN 972-9216-70-3 GOMES, Isabel. Santa Bárbara: do mar ao céu. Vila do Porto (Açores): Câmara Municipal de Vila do Porto; ARDE, 2012. Ligações externas Freguesias de Vila do Porto
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Benlhevai é uma freguesia portuguesa do município de Vila Flor, com 12,34 km² de área e 235 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . Demografia A população registada nos censos foi: Aldeias nos arredores Santa Comba (3 km); Trindade (3 km); Vale Frechoso (3 km); Vale de Sancha (3 km); Valbom (3 km); Macedinho (3 km). Freguesias de Vila Flor
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Sampaio é uma freguesia portuguesa do município de Vila Flor, com 8,92 km² de área e 159 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 17,8 hab/km². Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. Era composto pelas freguesias da sede e de Lodões. Tinha, em 1801, 336 habitantes e 17 km². Em 1457, era uma honra, chamada Honra de Sampaio da Vilariça, que estava sobre a jurisdição de Vasco Fernandes (de Sampaio), neto de Vasco Peres (de Sampaio). População No censo de 1864 figura com o nome de S. Paio Freguesias de Vila Flor Antigos municípios do distrito de Bragança Sampaio
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Nabo — planta da espécie Brassica rapa Rabanete — planta da espécie Raphanus sativus, cuja variedade branca é popularmente como nabo Nabo (Vila Flor) — freguesia portuguesa Desambiguações de vegetais
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Póvoa de Santa Iria é uma cidade sede da antiga freguesia homónima portuguesa do município de Vila Franca de Xira, com 9,16 km² de área e 29 348 (2011) habitantes. A sua densidade populacional era 4 410,9 hab/km². Foi desmembrada da vizinha freguesia de Santa Iria de Azóia, no concelho de Loures, em 13 de Abril de 1916 , tendo permanecido integrada nesse concelho até 8 de Novembro de 1926, altura em que transitou para o município de Vila Franca, por decreto do governo da ditadura militar . Foi unida à freguesia de Forte da Casa, formando a União das Freguesias de Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa com sede em Póvoa de Santa Iria. Um surto de desenvolvimento industrial associado a um forte crescimento populacional contribuíram para a sua elevação a vila em 24 de Setembro de 1985, à qual se seguiu, volvidos poucos anos, a atribuição do estatuto de cidade, em 24 de Junho de 1999. Tem por oragos Santa Iria e Nossa Senhora de Fátima. As grandes festas da cidade ocorrem no primeiro fim-de-semana de Setembro e são em honra de Nossa Senhora da Piedade. População Por decreto de 22 de julho de 1886 esta freguesia passou a fazer parte do concelho de Loures., aparecendo nos censos de 1890 a 1911 incluída na freguesia de Santa Iria de Azóia. ; ; ; Geografia e Clima A Póvoa de Santa Iria faz fronteira com Santa Iria de Azóia (Loures) a Sul, Vialonga (Vila Franca de Xira) a Oeste, Forte da Casa (Vila Franca de Xira) a Norte e com o Rio Tejo a Este. A cidade possui um clima temperado com Invernos chuvosos e suaves e Verões quentes e secos, típico da Região Centro de Portugal. As principais fases e bairros em que se divide são: Quinta da Piedade I Fase Quinta da Piedade II Fase (situada entre a I fase e os Caniços) Casal da Serra Bolonha Morgado Santo António de Bolonha I fase Morgado Santo António de Bolonha II fase (Tágides), também conhecida como Courela da Pedreira Bragadas Quintais Caniços História 1461 - O Rei D. Afonso V, faz doação a D. Gonçalo Vaz de Castelo Branco, das marinhas de sal da Póvoa até à Verdelha. 1476 - D. Gonçalo distingue-se na batalha de Toro, em que comandava 180 homens a cavalo, todos por ele armados e equipados. Em recompensa foi nomeado donatário de Vila Nova de Portimão. 1521 - D. Martinho Vaz de Castelo Branco, 1 ° Conde de Vila Nova de Portimão, comanda a frota nupcial que conduziu Dª. Beatriz, Princesa de Portugal, a Sabóia. 1578 - Morrem na Batalha de Alcácer Quibir, D. Martinho de Castelo Branco Valente, 9° Senhor da Póvoa e o seu irmão, D. Diogo de Castelo Branco, combatendo valorosamente junto do Rei D. Sebastião. 1647 - Detidos na Póvoa de Santa Iria, Domingos Leite Pereira e Roque da Cunha, que a soldo do rei de Espanha, pretendiam assassinar o rei D. João IV de Portugal. 1807 - D. Pedro de Lencastre, 16° Senhor do Morgado da Póvoa, foi nomeado Presidente e membro da Regência do Reino, durante a ausência do Rei D. João VI de Portugal. 1859 - Primeira fábrica de adubos químicos instalada na Póvoa. 1912 - Alberto Sanches de Castro, realiza no Mouchão da Póvoa, o primeiro voo em aeroplano com motor, realizado em Portugal. 1916 - Criada a freguesia de Póvoa de Santa Iria. 1934 - A "Solvay" funda na Póvoa de Santa Iria a "Soda Póvoa", criando mais de 1.200 postos de trabalho. 1956 - Dedicação da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. 1976 - Primeiras eleições autárquicas livres e democráticas. Eleitos: Vítor Hugo Bernardino; Amândio Gonçalves Amaro; Joaquim António Baião; Manuel Fiúza Costa; Casimiro Rei; António da Silva Godinho; António Diamantino Nabais; Alfredo Lopes Duarte e Guilherme Pereira Gomes. 1985 - A povoação é elevada à categoria de Vila. 1986 - Início das festas anuais comemorativas de elevação a Vila, sendo presidente da Junta de Freguesia, Rui Rafael Mateus Araújo. 1998 - Aprovação e publicação oficial do Brasão da Póvoa de Santa Iria. 1999 - Elevação da Vila a Cidade. 2013 - Após a Reorganização Administrativa do Território das Freguesias, a Póvoa de Santa Iria passa a partilhar a Junta de Freguesia com a vila vizinha do Forte da Casa. Património religioso Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Igreja Matriz) Igreja de Nossa Senhora da Piedade Igreja de Nossa Senhora da Paz Igreja de Santo António (Bragadas) Oratório de São Jerónimo Santuário do Senhor Morto (Quinta Municipal da Piedade) Equipamentos Junta de Freguesia Correios Quartel dos Bombeiros Piscinas Municipais Centro de Saúde Estação de comboios Forno crematório Esquadra da PSP Principais festividades Comemorações do Carnaval - Fevereiro ou Março - Grémio Dramático Povoense Aniversário da Tertúlia Passe Por Alto - Associação Cultural Comemoração do 25 de Abril - 25 de Abril Festas em honra de Nossa Senhora do Rosário de Fátima - Fim-de-semana mais próximo do 13 de Maio Festas em honra de Santo António, no bairro das Bragadas - Junho Festas em honra de Santo António - Grémio Dramático Povoense - Junho Arraial da Quintinha - Festa de referência na Quinta Municipal da Piedade - São Pedro - Agrupamento 773 Corpo Nacional de Escutas - Junho Festejos dos Santos Populares - São Pedro e São João - Tertúlia Passe Por Alto - Associação Cultural. Junho Festas das Bragadas - Agosto Festas em honra de Nossa Senhora da Piedade (Festa anual) - 1º Fim-de-semana de Setembro Dia da cidade - 1 de Novembro Ligações externas (requer flash, sem alternativa)
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O Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) é uma unidade da Universidade de São Paulo. Voltada à pesquisa, à docência e à difusão cultural e científica. Foi criado em 1989, a partir do desmembramento dos setores de arqueologia e etnologia do Museu Paulista, aos quais se fundiram as coleções do Instituto de Pré-História da USP, do antigo museu homônimo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e do Acervo Plínio Ayrosa. Está localizado na Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo. O museu possui um dos maiores acervos de artefatos arqueológicos e etnográficos do Brasil, composto por mais de cento e cinquenta mil (150.000) peças, formado por meio de coletas de campo, escavações, compras, permutas, comodatos e doações, desde o fim do século XIX. A coleção arqueológica abrange os povos e civilizações do Mediterrâneo e do Oriente Médio, da América pré-colombiana e, sobretudo, do Brasil pré-colonial. A coleção etnográfica abrange peças relativas às populações africanas e afro-brasileiras e aos povos indígenas de todas as regiões do Brasil. Possui ainda uma vasta biblioteca, com cerca de 60 mil volumes, entre livros, catálogos, teses, periódicos e obras raras. O MAE oferece cursos de extensão e disciplinas optativas para estudantes de graduação. Em nível de pós-graduação, mantém o Programa de Arqueologia para graduados em geral, formando profissionais nas áreas de arqueologia pré-histórica e histórica e arqueologia clássica. Promove exposições e programas educativos voltados à comunidade em geral. A pesquisa é desenvolvida na forma de atividades de gabinete, campo e laboratório, em convênio com diversas instituições brasileiras e estrangeiras. Mantém o Centro Regional de Pesquisas Arqueológicas Mário Neme, na cidade de Piraju, e o Museu Regional de Iguape, no Vale do Ribeira, como núcleos de apoio logístico e operacional para pesquisas de campo. Também possui vínculos com o Centro de Arqueologia Biomas da Amazônia, no município de Iranduba, em conjunto com a Universidade do Estado do Amazonas. Entre 1991 e 2011, publicou regularmente a Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, em formato impresso e com periodicidade anual, mas desde 2012, a Revista do MAE passou ser semestral, em formato eletrônico e de acesso aberto através do Portal de Revistas da USP. História As coleções arqueológicas e etnográficas do Museu Paulista A formação do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP está intrinsecamente relacionada ao processo histórico de desenvolvimento dos setores de arqueologia e etnologia do Museu Paulista, uma vez que o MAE é herdeiro direto destas coleções. É do Museu Paulista que procedem alguns dos objetos mais antigos e raros do acervo do MAE. Já na coleção inicial do Museu Paulista, composta por objetos provenientes do vasto e eclético acervo particular amealhado em meados do século XIX pelo comerciante Joaquim Sertório, ao qual se juntou o acervo do extinto Museu Provincial da Associação Auxiliadora do Progresso da Província de São Paulo (fundado em 1877), existiam peças etnográficas e arqueológicas, além de outros objetos de naturezas diversas, como itens históricos, zoológicos e botânicos, seguindo o modelo de museu enciclopédico, de cunho naturalista, típico das instituições museológicas do século XIX, e refletindo o caráter de gabinete de curiosidades da referida coleção Sertório. Instalado no palácio do Ipiranga, o Museu Paulista demonstra interesse pela pesquisa arqueológica e pela etnografia desde a sua inauguração em 1895, como atesta o primeiro volume da Revista do Museu Paulista, deste mesmo ano, que traz um artigo assinado por Hermann von Ihering, primeiro diretor do museu, intitulado "A civilização pré-histórica do Brasil meridional", versando sobre aspectos etnográficos das populações indígenas do sul do Brasil. Durante toda a gestão de Ihering, o museu lograria ampliar consideravelmente as coleções de arqueologia e zoologia, principalmente por meio de permutas com instituições congêneres. Após a saída de Ihering, entretanto, o museu começaria a ceder à tendência internacional de especialização dos museus enciclopédicos, abandonando aos poucos o perfil de museu de história natural: em 1927, a seção de botânica foi transferida para o recém-criado Instituto Biológico da Defesa Agrícola e, em 1939, as coleções zoológicas passam para a guarda da Secretaria da Agricultura, que pouco depois as utiliza como acervo base do Museu de Zoologia. Permanecem no palácio do Ipiranga as coleções arqueológicas, etnográficas e históricas, conferindo ao Museu Paulista o caráter de "museu de memória", seguindo o projeto elaborado por Afonso d'Escragnolle Taunay. Essa nova configuração, entretanto, não trouxe prejuízos para as atividades científicas do museu, uma vez que o mesmo encontrava-se vinculado à Universidade de São Paulo desde a fundação desta, em 1934, na condição de Instituto Complementar. A partir de 1963, o museu é definitivamente incorporado à universidade, como órgão de integração. Uma outra importante fase de mudanças no Museu Paulista se daria a partir de 1946, quando a instituição passou a ser dirigida pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda. O novo diretor criou a Seção de Etnologia, deixada aos cuidados de Herbert Baldus, um dos precursores da etnologia no Brasil, e passou a realizar pesquisas nos domínios da antropologia e da arqueologia como suas atividades principais. Baldus ficou encarregado de dar início às primeiras expedições científicas de trabalho de campo e de coleta sistemática de artefatos etnográficos junto às populações indígenas. Estas expedições, das quais participaram o pesquisador Harald Schultz e o indianista Curt Nimuendaju, entre muitos outros, dirigiam-se a diversas partes do território brasileiro, retornando com grandes lotes de objetos, incluindo cerâmicas, tecidos, exemplares da arte plumária e artefatos arqueológicos em geral. Sobre os frutos dessas expedições, Baldus comentaria, em 1953: "Posso afirmar que a atual Secção de Etnologia do Museu paulista, no sétimo ano de sua existência, já não faz má figura ao lado dos museus etnológicos do velho e do Novo Mundo. E verdade que, em tamanho, continua sendo um anão entre gigantes. Mas, já se está aproximando do fim para o qual a orientei desde sua criação: tornar-se, dentro do organismo do Museu Paulista, um museu sui-generis, o "Museu do Índio Brasileiro". Ainda que estejamos longe de possuir o número de peças do Museu de Gotemburgo ou do nosso Museu nacional, andamos em bom caminho para satisfazer, como poucos museus do mundo, as exigências científicas modernas. Nossas expedições foram organizadas sempre no sentido de colher, não tanto peças espetaculares, mas todo e qualquer objeto que possa contribuir para ilustrar a cultura material de uma tribo em sua totalidade." Na era pós-Baldus, o Museu Paulista buscaria manter o rigor científico das pesquisas. A partir de 1968, com o provimento das funções de arqueólogo, o museu passa a realizar pesquisas sistemáticas em sítios arqueológicos, em conformidade com as modernas concepções científicas da época. As coleções arqueológicas são reorganizadas e desmembradas da Seção de Etnologia, passando a compor um departamento próprio. Multiplicam-se a partir de então os programas de pesquisa abrangendo diferentes regiões do território brasileiro, na maior parte das vezes em convênio com outras instituições. Têm início, entre outros, o Projeto Paranapanema, coordenado por Luciana Pallestrini, visando o levantamento e a análise dos sítios arqueológicos do trecho paulista do rio Paranapanema, o Projeto Anhanguera, sob direção de Margarida Andreatta, que realiza prospecções e escavações no estado de Goiás, em cooperação com a Universidade Federal de Goiás, e o Projeto Piauí, coordenado por Niède Guidon, responsável por uma série de pesquisas no município piauiense de São Raimundo Nonato, cujos achados arqueológicos culminariam na criação do Parque Nacional Serra da Capivara, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991. Além das peças reunidas em escavações, coletas, expedições científicas e doações, compras eventuais de coleções privadas contribuiriam para a expansão quantitativa e qualitativa do acervo arqueológico do Museu Paulista. É o caso da altamente relevante coleção de cerâmica arqueológica tapajônica, adquirida em 1971 com recursos providos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Trata-se de uma coleção de mais de 8.000 peças cerâmicas, estatuetas e objetos líticos, formada a partir da agregação de duas coleções particulares, pertencentes a Ubirajara Bentes e José da Costa Pereira, coletadas ao longo de mais de vinte anos em uma área que se estende de Santarém até o rio Xingu. O Acervo Plínio Ayrosa Um segundo núcleo importante de objetos hoje conservados no Museu de Arqueologia e Etnologia tem sua origem no extinto Museu de Etnografia fundado em 1935 pelo professor Plínio Ayrosa, regente da Cadeira de Etnografia e Línguas Tupi-Guarani da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. O acervo do Museu de Etnografia começou a ser formado na década de 1930, por meio de coletas e doações. Parte considerável desse acervo, por sua vez, tem origem nas coleções do Centro de Documentação Etnográfica e Social do Instituto de Educação da USP, destacando-se a Coleção Ramkokamekra-Canela. Essa preciosa coleção, composta por 391 objetos, fora formada por Curt Nimuendajú e doada por ele ao Centro de Documentação Etnográfica e Social em 1936. Com a extinção do centro, em 1938, todas as suas coleções foram transferidas para o Museu de Etnografia. A partir da década de 1970, em consonância com o maior desenvolvimento da etnologia no Brasil, o acervo do Museu de Etnografia registraria uma expressivo crescimento, chegando a 4.000 peças na época de sua incorporação ao MAE. Em função dessa conjectura histórica, a maioria dos objetos procedentes do Museu de Etnografia é composta por materiais relativamente recentes, coletados por pesquisadores do Departamento de Antropologia da USP e de outras instituições. Há, entretanto, pouca documentação histórica a respeito do Museu de Etnografia e muitos dos documentos são contrastantes entre si, a começar pela denominação da instituição, por vezes chamada de "Museu de Etnologia". Os registros internos da Universidade de São Paulo referem-se à coleção, desde ao menos o ano de 1975, sob a denominação "Acervo Plínio Ayrosa". O Instituto de Pré-História O Instituto de Pré-História (IPH) foi estabelecido em 1952 pelo intelectual Paulo Duarte, após o seu retorno ao Brasil, quando do fim do Estado Novo. Inicialmente denominado Comissão de Pré-História, o instituto esteve a princípio vinculado à Casa Civil. Inspirado na instituição homônima parisiense e contando com o apoio de Paul Rivet, então diretor do Museu do Homem, o IPH foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da arqueologia acadêmica brasileira, além de realizar inúmeras escavações e pesquisas científicas em diversas partes do território nacional. Entre seus feitos mais importantes, destacou-se a descoberta, em um sambaqui da Ilha de Santo Amaro, dos mais antigos restos mortais humanos até então conhecidos na América do Sul, o "Homem de Maratu", com cerca de oito mil anos, medidos pelo carbono-14. Atuaram no instituto profissionais como Joseph Emperaire e Annette Laming-Emperaire, responsáveis por formar parcela considerável dos primeiros arqueólogos acadêmicos do Brasil. O Instituto de Pré-História se estabeleceu como um dos centros difusores da chamada "escola francesa" de arqueologia, cuja minuciosa metodologia de trabalho de campo iria se chocar, pouco tempo depois, com a prática generalista da "escola norte-americana", adotada pelo regime militar, financiada pelos Estados Unidos e posta em prática pelo Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (PRONAPA). Em 1962, o instituto foi incorporado à Universidade de São Paulo. Paulo Duarte permaneceu em sua direção até 1969. Sua posição crítica à metodologia científica do PRONAPA, que classificava como superficial e desumanizada, e, sobretudo, sua oposição frontal ao regime militar e ao aparelhamento da Universidade de São Paulo pelo aparato repressivo do Estado levaram ao seu afastamento da USP, pouco tempo após a promulgação do AI-5. À sua cassação, seguiu-se uma tentativa infrutífera de extinguir o Instituto de Pré-História, incorporando-o ao antigo Museu de Arqueologia e Etnologia. O antigo Museu de Arqueologia e Etnologia Em 1963, foi fundado o Museu de Arte e Arqueologia da Universidade de São Paulo, renomeado Museu de Arqueologia e Etnologia após a reforma universitária de 1970. O museu fora criado para abrigar as coleções arqueológicas relativas às das civilizações do Mediterrâneo e do Oriente Médio pertencentes à universidade. Funcionou durante muitos anos, ainda que sempre em caráter provisório, no edifício do Departamento de História e Geografia, sendo posteriormente transferido para o 5º andar de um dos edifícios do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo. Parte significativa do acervo do antigo MAE consistia em peças adquiridas por meio de doações e permutas, destacando-se, entre essas, a doação de 536 artefatos arqueológicos mediterrâneos e médio-orientais feita por museus italianos à Universidade de São Paulo em 1964. Outras peças foram doadas por Ciccillo Matarazzo, na mesma ocasião em que doou à USP o acervo de obras de arte que pertenciam ao Museu de Arte Moderna (acervo base do Museu de Arte Contemporânea da USP), por Vera Maluf, Edgardo Pires Ferreira, Ciro Flamarion Santana Cardoso, Oscar Landmann, entre outros. A maior parte da coleção, entretanto, foi adquirida com auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, visando consolidar um núcleo de pesquisas científicas em arqueologia mediterrânea e médio oriental. É o caso da coleção egípcia pertencente a Vera Bezzi Guida, disputada pelo MAE e pelo Museu Britânico, comprada pela USP em 1976. Além de artefatos da arqueologia clássica e médio-oriental, o museu se dedicou à colecionar peças africanas e pré-colombianas. O atual Museu de Arqueologia e Etnologia O atual Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo foi oficialmente constituído em 12 de agosto de 1989, por meio da resolução n.º 3.560, emitida durante o reitorado de José Goldemberg. A medida foi tomada após apresentação de um relatório preparado por uma comissão presidida pelo professor José Jobson de Andrade Arruda, acerca do conceito de curadoria científica e de sua função organizadora em um museu universitário. A criação do novo MAE consistia, efetivamente, na incorporação dos acervos antropológicos dispersos em órgãos de integração e unidades de ensino em um novo centro científico-cultural. Foram fundidos o Instituto de Pré-História, o antigo Museu de Arqueologia e Etnologia (cujo nome a nova instituição manteve), os setores de arqueologia e etnologia do Museu Paulista (que passou a ter atuação exclusiva no campo da história, em conformidade com o perfil esboçado por Taunay na primeira metade do século XX) e o Acervo Plínio Ayrosa (APA). O processo consistia não apenas na fusão dos acervos museológicos e bibliográficos dessas instituições, mas também de seus corpos docentes e técnico-administrativos. Assim, embora relativamente recente, o museu já surgiu como detentor de um amplo patrimônio, composto por mais de 120 mil peças, constituindo-se em um dos mais importantes centros de preservação da memória arqueológica e etnográfica existentes no Brasil. Na condição de museu universitário, o MAE foi estruturado de forma a atender aos pilares fundamentais da vida acadêmica, isto é, a pesquisa, o ensino e a extensão. No campo da pesquisa, o museu concentra atualmente o maior grupo de pesquisadores de arqueologia no país, dedicando-se, sobretudo, à arqueologia brasileira, responsáveis por projetos em diferentes regiões do território nacional, em convênio com outras instituições. A docência abrange disciplinas optativas de graduação, cursos de extensão universitária e o mais antigo curso de pós-graduação em arqueologia do país, além do maior número de mestrandos e doutorandos na área. O setor de difusão cultural é responsável pela condução de pesquisas aplicadas na área de museologia e educação, pela elaboração de exposições de curta e longa duração e pelas mostras itinerantes sediadas no próprio museu, bem como pela política de empréstimo de peças do acervo para outras instituições. As obras do MAE já foram expostas em diversas instituições de São Paulo, como o Centro Universitário Maria Antônia, a Estação Ciência, o Instituto Itaú Cultural, o Centro Cultural São Paulo e o Conjunto Nacional, entre outros. O MAE foi responsável pela curadoria científica dos módulos de arqueologia brasileira e de arte afro-brasileira da Mostra do Redescobrimento, organizada em comemoração aos 500 anos da descoberta do Brasil e sediada em diversas capitais brasileiras e em outros países. Peças do museu também integraram a exposição Brasil, A Herança Africana sediada no Museu Dapper de Paris. Entre 2001 e 2002, o MAE organizou, pela primeira vez fora de São Paulo, uma mostra exclusiva de peças do seu acervo, sediada em Brasília, no Superior Tribunal de Justiça, intitulada Brasil 50 mil anos. Instalações Desde 1993, o MAE está instalado em um edifício de aproximadamente metros quadrados, ao lado da Prefeitura da Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira, localizada na Zona Oeste da capital paulista. O local, anteriormente pertencente ao BID-Fundusp, foi reformado e ampliado para recepcionar o museu durante o reitorado de Roberto Lobo. O espaço é equipado com laboratórios de conservação e restauro, pesquisa e fotografia, arquivo, biblioteca, áreas para ação educativo-cultural, espaços expositivos e reserva técnica. É, entretanto, considerado insuficiente para as necessidades do museu. Em função da falta de espaço físico, somente 1% de todo o acervo encontra-se em exposição permanente. Em 1999, a Universidade de São Paulo apresentou projeto de construção de um complexo arquitetônico de de metros quadrados, de autoria do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, conhecido como "Praça dos Museus", para onde seriam transferidos o MAE, o Museu de Zoologia e o Museu de Ciências, mas não foi levado adiante. Em 2010, o projeto foi retomado, com base num acordo de compensação da dano de um sítio arqueológico no Itaim Bibi entre o Ministério Público Federal, a USP, o IPHAN e os empreendedores responsabilizados. Desse modo, o agora futuro "Parque dos museus" está sendo construído na Cidade Universitária, com 53 mil m², incluindo apenas o MAE e o Museu de Zoologia, com finalização prevista para 2015. Acervo O acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP é composto por mais de 150.000 peças, provenientes de escavações realizadas em sítios arqueológicos brasileiros, de coletas realizadas por etnólogos desde o fim do século XIX, bem como por compras, permutas, comodatos e doações. O acervo abrange artefatos arqueológicos (cerâmicos, líticos e ósseos, humanos e animais) relativos às civilizações do Mediterrâneo, do Oriente Médio, da América pré-colombiana e, sobretudo, do Brasil pré-colonial. A coleção etnográfica é constituída por objetos relativos às populações africanas, afro-brasileiras e indígenas do Brasil. Arqueologia brasileira O MAE possui uma dos maiores acervos de artefatos arqueológicos existentes no Brasil, sendo particularmente rico no que se refere ao patrimônio arqueológico do estado de São Paulo e à arqueologia amazônica. O acervo é composto por mais de 50 coleções científicas, e é constantemente acrescido, uma vez que novas peças são incorporadas a ele à medida que se iniciam novas pesquisas. Aborda questões como a ocupação humana da América e do Brasil, as bases de diversificação cultural (grupos pescadores, caçadores, coletores), a organização social e a cultura material dos povos nativos. Os mais antigos vestígios da presença humana em território brasileiro documentados no acervo datam de, ao menos, 10.000 anos antes do presente. São artefatos feitos de material lítico (arenito, sílex, granito, basalto, etc.), atestando a evolução biológica e cultural do homem, das pontas de projéteis de pedra lascada às lâminas de machado polidas. No que se refere ao território paulista, os registros do domínio da tecnologia do trabalho em material lítico datam de até 5.000 anos, no caso da pedra lascada, e até 1.000 anos, no caso da pedra polida. Outros artefatos líticos mais elaborados incluem mãos de pilão e almofarizes, estatuetas antropomorfas (destacando-se o "Ídolo de Iguape"), zoólitos representando peixes, aves, mamíferos e outros animais, adornos líticos (tembetás, placas pendentes, pedras ovóides perfuradas em colares, etc.) e muiraquitãs produzidos em suportes minerais esverdeados (nefrita, amazonita, esteatita) ou em pedra-sabão. Embora os exemplares sejam provenientes de todo o território nacional, é possível observar a concentração de certas tipologias em determinadas regiões, como os zoólitos, provenientes do Brasil meridional em sua maioria, e as lâminas de machado polidas, encontradas principalmente no Norte e no Centro-Oeste. Nas coleções de cerâmicas arqueológicas, destacam-se os expressivos núcleos de artefatos amazônicos. A coleção de cerâmicas marajoaras inclui urnas funerárias, figuras antropomorfas, vasos, vasilhas, taças, pratos, chocalhos, tangas e baixelas, entre outros objetos. Os exemplares mais antigos possuem datação situada ao redor do ano 700 d.C. A coleção de cerâmica tapajônica é composta por mais de 8.000 peças, dentre as quais se destacam estatuetas antropomorfas, vasos ornitomorfos, figuras zoomorfas, fragmentos, etc. Também estão repesentadas no acervo as tradições konduri e guarita, igualmente na região amazônica, as tradições tupi, uru e aratu, no Brasil central, a tradição itararé, no Brasil meridional e outros artefatos cerâmicos de procedência desconhecida. No que se refere ao território paulista, há coleções de cerâmicas provenientes de sítios arqueológicos em Iguape, Itapeva, Itaberá (sítio José Fernandes) e Santa Bárbara d'Oeste (sítio Caiuby), entre outras localidades, datando de até mais de 1.000 anos. O museu também conserva artefatos da indústria óssea, principalmente pontas e furadores, produzidos a partir de ossos e dentes de animais. A maioria é proveniente de sambaquis, uma vez que as condições desfavoráveis do clima tropical brasileiro e a acidez do solo são um empecilho à sua preservação em outras condições. Arqueologia americana O acervo de arqueologia americana do Museu de Arqueologia e Etnologia é majoritariamente composto por artefatos provenientes das civilizações que viveram na América do Sul no período pré-colombiano. Destacam-se, entre outras, a coleção Max Uhle, altamente representativa das culturas incas, adquirida pelo Museu Paulista no começo do século XX, a coleção Oscar Landmann, formada por tecidos e fragmentos andinos doados por Landmann ao antigo Museu de Arte e Arqueologia, e a coleção Gilbert C. Y. Asmar. Diversas civilizações do Peru pré-hispânico estão representadas no acervo, tais como os chimus, os incas, os mochicas, os nazcas, os chancay e os waris, entre outros. Em menor escala, estão representadas a cultura arica do Chile e civilizações não identificadas da Argentina e dos países andinos. A coleção de cerâmicas inclui vasos, vasilhas, tigelas, aríbalos e estatuetas, com decorações de motivos antropomorfos, zoomorfos, etc. O museu também conserva uma ampla coleção de têxteis, composta por bolsas, atiradeiras, fragmentos e faixas de tecido em geral, usando sobretudo o algodão como matéria-prima. Há ainda artefatos de madeira (instrumentos, placas), cobre (braceletes, pesos, macanás), prata (fusos, pratos, pinças, cilindros, prendedores, anéis), pedra e osso. Arqueologia mediterrânica e médio-oriental O MAE possui um importante acervo de artefatos arqueológicos produzidos pelas culturas que se desenvolveram nas proximidades do Mar Mediterrâneo e do Oriente Médio, abrangendo questões ligadas à subsistência, à organização econômica, à tecnologia relacionada à elaboração de artefatos, à religião e aos ritos funerários, ao cotidiano e à produção material em geral. Estão representadas civilizações como a egéia, a grega, a etrusca, a romana, as mesopotâmicas e a egípcia. Trata-se de um dos mais significativos acervos dessa natureza na América Latina. O núcleo de arqueologia egípcia foi formado por aquisições efetuadas pela Universidade de São Paulo com auxílio da FAPESP e por doações. Destaca-se a coleção de 36 objetos que pertenceu a Vera Bezzi Guida, adquirida em 1976, composta majoritariamente por shabtis, destacando-se um, em madeira recoberta por resina preta, provavelmente proveniente da tumba do faraó Seti I, além de amuletos, estatuetas em bronze de divindades e um vaso canópico com tampa em forma de cabeça humana. Outro grupo importante é composto por 27 objetos que pertenceram a Hermann Tapajós Hipp, que inclui escaravalhos, amuletos, shabtis e um importante fragmento de relevo com rosto feminino, representando a princesa Maketaton, uma das filhas do faraó Aquenáton, proveniente da tumba real de Amarna. Na coleção Vera Maluf, destacam-se uma máscara de cartonagem e um falcão mumificado do Período Romano. Do acervo egípcio do Museu Paulista provém aproximadamente 50 objetos, entre amuletos, shabtis, faianças, estatuetas em bronze representando animais e terracotas. Destaca-se ainda uma tampa de esquife em madeira policromada da XXII Dinastia. Das culturas mesopotâmicas (sumérios, acádios, assírios e babilônios) o museu conserva um conjunto de tabletes de argila e pedra com escrita cuneiforme, os mais antigos datando do IV milênio e os mais recentes do I milênio a.C.., além de sinetes e selos cilíndricos, utilizados na administração palacial e no registro documental mesopotâmico. A coleção greco-romana é composta por artefatos líticos, cerâmicos, objetos de metal, moedas, estatuária em terracota, mármore e outros materiais. Destaca-se a vasta coleção de cerâmicas gregas, itálicas, etruscas, campânicas, púnicas e romanas, de grande valor artístico e documental. A coleção de estatuetas de terracota abrange diversos exemplares de Tânagras e outras peças provenientes das colônias gregas na Itália e na Sicília, destacando-se uma peça do século VI a.C., proveniente de Selinunte. A coleção de artefatos de bronze (vasilhames, armas, armaduras, etc.) abrange peças provenientes da Grécia arcaica e outros exemplares romanos. Destacam-se ainda as coleções de vidros antigos e exemplares isolados da estatuária de grande porte. Informações A entrada é franca para todos os visitantes do Museu, que funciona de terça a sexta das 10h às 12h e das 13h30 às 17h, e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 16h. Ver também Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo Museu de Geociências do IG-USP Bibliografia Gomes, Denise Maria Cavalcante. "Cerâmica arqueológica da Amazônia: Vasilhas da Coleção Tapajônica MAE-USP". In: Revista de Antropologia, São Paulo, Edusp, 2002, v. 45 nº 2. Ligações externas Página oficial do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP Página da Biblioteca do MAE-USP Página da Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia Página do Centro de Arqueologia dos Biomas da Amazônia Arqueologia Etnologia Museus de história do Brasil Museus de ciência do Brasil Museus de arqueologia do Brasil Museus de etnologia do Brasil Museus fundados em 1989 Museus da cidade de São Paulo
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Cassini é uma família de cientistas, astrônomos e geodesistas, ítalo-francesa Giovanni Domenico Cassini (1625 - 1712, francês: Jean-Dominique) Jacques Cassini (1677 - 1756) César François Cassini de Thury (1714 - 1784) Jean Dominique Comte de Cassini (1748 - 1845) ver também: Observatório de Paris uma sonda espacial com o nome completo Cassini-Huygens, que chegou em julho de 2004 no planeta Saturno. Desambiguação
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Balbino Daniel de Paula ou Balbino de Xangô ou Obaraí - é o babalorixá do Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas, Bahia. Biografia Foi iniciado por Mãe Senhora do Ilê Axé Opô Afonjá, um dos maiores conhecedores de sua religião. Fez inúmeras viagens à África (Benin e Nigéria) para aperfeiçoar seus conhecimentos. Foi incentivado e acompanhado por Pierre Fatumbi Verger, para abrir seu próprio Terreiro em Lauro de Freitas. Participou de vários seminários no exterior, de exposições sobre o Candomblé, sendo que a mais recente foi na Alemanha com o titulo de Black Gods in Exile. As festas em seu Terreiro em homenagem aos Orixás, são famosas pelo rigor da liturgia e beleza. Babalorixás Ilê Axé Opô Aganju
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Ribeira das Tainhas é uma freguesia portuguesa do município de Vila Franca do Campo, com 9,91 km² de área e 640 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . Foi criada a 15 de setembro de 1980 pelo Decreto Regional nº 24/A/80, de 15/09/1980, em território anteriormente pertencente à freguesia de São Miguel e tem como padroeiro o Bom Jesus em Menino, a que foi dedicada a Igreja do Bom Jesus Menino. Esta localidade tem a origem do seu nome ligado a uma das maiores Ribeiras da ilha de São Miguel, a Ribeira das Tainhas. Demografia A população registada nos censos foi: Ver também Praia da Baixa da Areia Praia Leopoldina Mapa dos Açores, Série Regional, 5º Edição ISBN 978-989-556-071-4. Freguesias de Vila Franca do Campo
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Candemil (Amarante) — freguesia no concelho de Amarante, Portugal Candemil (Vila Nova de Cerveira) — freguesia no concelho de Vila Nova de Cerveira, Portugal Desambiguações de topônimos
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Loivo é uma freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Cerveira, com 5,15 km² de área e 834 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . Demografia A população registada nos censos foi: Freguesias de Vila Nova de Cerveira Freguesias fronteiriças de Portugal
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Vila Nova de Cerveira foi uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Nova de Cerveira, com de área e habitantes (2011). Densidade: . Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2013, sendo o seu território integrado na freguesia de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe. População (Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.) Património Castelo de Vila Nova de Cerveira Pelourinho de Vila Nova de Cerveira Igreja da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira Solar dos Castros
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Avidos é uma antiga freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Famalicão, com 2,80 km² de área e 1 742 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 622,1 hab/km². Foi unida à freguesia de Lagoa, formando a União das Freguesias de Avidos e Lagoa com sede em Avidos. A sua população distribui-se principalmente pelos sectores primário e terciário (agricultura, comércio e serviços). Durante muito tempo teve uma grande pujança na indústria têxtil, a qual tem vindo a ser substituída por pequenas indústrias emergentes (alumínios, fabrico de órgãos de tubos e outras) as quais absorvem grande parte da actividade laboral dos cidadãos. A antiga freguesia de Avidos faz fronteira com o vizinho concelho de Santo Tirso e confina com as freguesias de Lagoa, Landim, Cabeçudos, São Miguel de Seide, Areias (Santo Tirso) e Palmeira (Santo Tirso). O seu orago é São Martinho e festeja anualmente, no último fim-de-semana de Agosto, o Santo Ovídio. Esta festividade atrai regularmente milhares de romeiros, devotos do Santo protector dos ouvidos. Atravessam a freguesia dois cursos de água: o rio Pele e a ribeira de Gerém. A ribeira de Gerém desagua no rio Pele na zona sudoeste da freguesia. Ambos estão a ser objecto de despoluição, integrado no programa de despoluição da bacia do rio Ave. Avidos possui uma situação geográfica estratégica e privilegiada. Dista 5 km de dois grandes centros urbanos (Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso) a partir da EN 204. A EN 204-5 liga Avidos à freguesia de Delães e, consequentemente, a Riba de Ave e Guimarães. Está servida por rede de auto estradas (A3 e A7) que a liga ao resto do país e à Europa. As estações ferroviárias mais próximas e de maior importância são a de Estação Ferroviária de Santo Tirso (4,8 km), Estação Ferroviária de Famalicão (6,0 km) e Estação Ferroviária de Lousado (6,9 km). Possui várias carreiras de autocarros, que ligam Avidos diretamente à cidade de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Paços de Ferreira, vila de Riba de Ave, entre outros. Existem três áreas industriais, e está próxima de áreas comerciais. O local de maior interesse é a zona da Igreja e toda a área envolvente. População História A antiga freguesia de São Martinho de Avidos era denominada, no início do século XIII, por “Sancto Martino de Avidos”, mas em 1258 já vem escrita como “Avidus” e, em 1371 é denominada “Sancti Martini de Ouvidos”. Avidos era uma Abadia de Concurso de Apresentação do Ordinário, no termo de Barcelos, e parte integrante do Julgado de Vermoim. Foi sua donatária a Sereníssima Casa de Bragança, uma vez que o Julgado de Vermoim fora doado ao filho de D. João, Conde de Barcelos. Em Avidos, não se encontram factos ou acontecimentos históricos de significativa relevância, ou não estão documentados. Fala-se no entanto, entre o povo, que por baixo do altar da Capela de São João, perto do Colégio das Caldinhas, existe uma coluna aberta por dentro sem que se saiba o que lá existe. E dizem que antigamente um padre a quis examinar e que ao abri-la ficou cego. População O primeiro dado acerca do número de habitantes de Avidos é relativo a 1758, no "Dicionário Geográfico de Portugal Luís Cardoso" contabilizando 240 habitantes. No "Cadastro de Villas Boas", de 1794, Avidos é referido como tendo 344 habitantes. Na tabela abaixo, estão contabilizados os habitantes de Avidos de acordo com o Recenseamento Geral da População. Património e Locais de Interesse Igreja A Igreja Paroquial de Avidos, lugar mais importante da freguesia, já existia na altura das inquirições de 1220. Está situada no alto de uma colina, aproximadamente no centro-oeste da freguesia. Em finais do século XIX, sofreu algumas obras de beneficiação, tendo sido concluídas em Agosto de 1891. Já no século XX, nos anos 30, o Conde de S. Bento, proprietário de muitas quintas e terrenos da região, uma delas a Quinta das Devesas, mandou pintar o tecto da Igreja e construir um altar a Santo Ovídio, cuja festa em sua honra se realiza no último domingo de Agosto. Em 1936, constituiu-se uma comissão com a finalidade de se levar a efeito a construção da torre da igreja. O sino foi pago por um industrial de Avidos. Em 1993 e 1994, procedeu-se ao restauro da igreja, obra feita com o apoio dos habitantes da aldeia, sendo seu pároco Joaquim da Silva Freitas. Cemitério Até 1835, os enterros eram feitos nas igrejas, reservando-se a capela-mor para os sacerdotes. O primeiro cemitério existente na freguesia ficava mesmo junto ao adro, cuja primeira referência surge em acta da junta de freguesia de 21 de Outubro de 1883. Em 1966, iniciaram-se as obras de alargamento para poente. O cemitério actual fica próximo da igreja, e foi inaugurado em 30 de Junho de 1991, sendo o antigo demolido em 2002 e os corpos transladados. Cruzeiros Esta freguesia, tal como o resto do povo minhoto, era e é muito religiosa. Em Avidos, há quatro cruzeiros mais importantes. Na rua Pe. José Mendes de Carvalho, a poucos metros do cemitério actual, existe um cruzeiro simples. O material usado mostra um grande carácter e harmonia com a Natureza. No início da Rua Manuel Correia Marques, localiza-se o cruzeiro que existia no cemitério antigo, demolido em 2002. É feito de granito e constituído por uma cruz sobre um pedestal. A data nele inscrita, um pouco ilegível, coloca algumas dúvidas, 1880 ou 1885 No lado direito da Avenida Comendador José da Costa Oliveira, o acesso principal à Igreja (visto por quem está na Estrada Nacional 204-5) foi colocado um cruzeiro novo e moderno assente numa plataforma de dois degraus lisos e rectos, no âmbito das obras de requalificação dessa avenida. O Cruzeiro da Quinta de Penso, situado junto à entrada da quinta, é o mais imponente de todos os cruzeiros. É constituído por granito de grão médio. O cruzeiro, anteriormente localizado junto à capela do Bom Jesus, foi mudado por volta de 1975, para o local actual, devido ao alargamento da rua de acesso à Quinta de Penso. Capelas A Capela da Quinta de Penso encontra-se na casa da mesma quinta. O altar, em talha renascença, é revestido a folha de ouro. O pavimento é em madeira e possui um silhar em azulejo moderno. A Capela do Bom Jesus situa-se na rua de Bom Jesus de Penso, foi fundada por António Gonçalves e pela sua esposa Maria Antónia, e existe desde 1681. É constituída por granito, com uma imagem do Bom Jesus, que actualmente se festeja no primeiro domingo de Maio. A Capela de S. João Baptista, de escultura barroca, actualmente pertence à família Sousa Fernandes. É em 1758 que se encontra o primeiro documento que fala sobre esta capela. A Capela de S. José possui arquitectura e execução cuidada. No litel da porta principal encontra-se gravada a data de 1792. Localiza-se ao lado direito da fachada principal da Quinta de Penso e pertencente aos proprietários da quinta. Alminhas e outros locais de culto religioso As duas alminhas desta freguesia localizam-se no cruzamento da Estrada Nacional 204 com a Estrada Nacional 204-5. Distanciadas apenas alguns metros, mostram o carácter religioso da população. Um nicho está embutido no exterior da casa de Mário Pereira Sampaio. É em granito e possui uma cruz cimeira. Em lugar de relevo, está Nossa Senhora do Carmo. Data de 1898. Embutido na parede da Casa Carvalho, vemos outro nicho, que no interior apresenta um painel em azulejo, com a figura de Santa Filomena. No lado direito da avenida principal, que permite o acesso à Igreja Paroquial, foi construído e inaugurado, em 2004, um nicho em honra a Nossa Senhora de Fátima. Escolas A primeira e atual escola da freguesia, a Escola EB1 de Avidos, foi inaugurada em 1900, cujo primeiro professor foi Manuel José Nogueira, que aí ensinou durante 34 anos. Os custos da sua construção foram suportados por António da Silva Freitas, herdeiro do Conde de S. Bento, tendo também cedido o terreno para o efeito. Localiza-se em frente à EN204, no entanto a entrada faz-se pela Rua da Escola. Possuía sala de aulas e residência para o professor, com cozinha, três quartos, sala de jantar, sala de visitas, etc. Devido à popularidade e prestígio desta escola, muitos alunos de freguesias vizinhas também aqui aprenderam as primeiras letras. Na atualidade, possui 4 salas de aula para os 4 anos de escolaridade do 1º Ciclo, casas de banho, recreio coberto, arrecadação, cozinha e sala de professores e auxiliares. A escola do sexo feminino foi construída em 1924, a mando do professor António Arrais Torres de Castro. Localiza-se na EN 204-5, ao lado do Nicho de Nossa Senhora de Fátima. Possui uma sala de aula, casas de banho e recreio. Atualmente está desativada, estando os alunos de ambos os sexos na Escola EB1 de Avidos. O Jardim de Infância da Ponte, como é designado, foi constituído na década de 90, funcionando numa das salas da Escola. A 8 de setembro de 2002, foi lançada a primeira pedra do edifício do Jardim de Infância, tendo sido concluído em Novembro de 2003. Este edifício possui sala de atividades, com computadores, biblioteca e mesas de trabalho; sala para prolongamento e sala de descanso; casa de banho adaptada para as crianças; casa de banho para adultos; sala para os educadores; refeitório, onde são servidos os almoços, tanto para as crianças do Jardim de Infância, como para as da Escola EB1 de Avidos; entrada, com vestiários; recreio. Outras Infraestruturas O Auditório António Gomes é um auditório polivalente, localizado no Largo da Igreja, inaugurado a 6 de julho de 2013. Trata-se de um equipamento que serve as várias associações da freguesia, para as mais diversas atividades. Com capacidade para 270 lugares sentados, o espaço é composto por palco, camarins, coro e arrumos. No seu exterior, possui zona de estacionamento, jardim, um palco, e um espaço amplo para a realização de outro tipo de eventos ao ar livre. Locais de Lazer O Parque de Lazer de Avidos, inaugurado a 30 de julho de 2011, possui palco para espetáculos com espaço coberto para o público, mesas e bancos de pedra para piqueniques, grelhadores, espaço de quiosque, casas de banho, ciclovia, parque infantil e equipamentos de ginástica de manutenção. É um espaço amplo, agradável, muito utilizado nos dias de verão pelas famílias e pelas associações de dentro e de fora da freguesia. O Campo do Passal é um campo aberto ao público, com piso impermeabilizado, ideal para a prática de futebol de 5, entre outros desportos. Localiza-se no Loteamento do Passal. Ao lado da igreja e do Centro Social e Paroquial, localiza-se o Jardim Baden-Powell, em homenagem ao fundador do movimento escutista, existente há 45 anos na freguesia. Quintas Existiam várias quintas em Avidos, muitas das quais já desintegradas e divididas. Aqui estão várias, algumas delas já inexistentes: de Penso, das Devesas, de Serufe, da Laje, de Castelãos, de Prazins, dos Moinhos, dos Pereiras, do Forno, das Casas Novas, dos Carvalhos, dos Reis, do Passal, do Ribeiro, da Ribeira, dos Paulinhos e da Corredoura. A Quinta de Penso aparece referenciada pela primeira vez em 3 de Novembro de 1820, quando faleceu D. Quitéria Maria Bastos, mulher de José Correia de Faria, os primeiros proprietários. Foi formada pela compra de vários terrenos no lugar de Penso, por José Correia de Faria, nascido a 20 de fevereiro de 1778. Os seus avós paternos, casados a 6 de abril de 1715, fixaram residência aqui. Atualmente, o seu proprietário é o Comendador José da Costa Oliveira, que a comprou na década de 30 do século XX. A Quinta das Devesas já existia na primeira metade do século XVIII. Os primeiros proprietários documentados foram Francisco José dos Santos Araújo Sampaio e Clementina Rosa, casados em Avidos a 8 de fevereiro de 1836, cuja quinta pertencia aos pais da esposa. Foi comprada pelo Conde de São Bento, António José Ribeiro, no século XIX. Devido às suas grandes dimensões (vai desde a ponte de Avidos até à ponte de Serufe, pelos vales e campos férteis da Ribeira de Gerém e do Rio Pele), possuía vários caseiros em várias casas. Com a morte do Conde, as suas quintas foram divididas pelos herdeiros, sendo que esta passou a pertencer a Maria Rosa Ribeiro, sobrinha do conde, casada com António da Silva Freitas. Esta propriedade está dividida em três, a Quinta das Devesas (família Cardoso), a Quintinha, e a Quinta das Devesas de Baixo (família Freitas). Na Quinta das Devesas, existe um moinho de pedra, perto da ponte de Avidos, que usa as águas da Ribeira de Gerém para moer os cereais. Foi restaurado em 1930, passando a ter duas mós. PAIVA, ODETE. S. Martinho de Avidos, Comunidade Rural do Vale do Ave - Demografia e Sociedade (1599-1995). Vila Nova de Famalicão: NEPS e C. M. V. N. F., 2001 Antigas freguesias de Vila Nova de Famalicão
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São Tiago da Cruz é uma freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Famalicão, com 3,82 km² de área e 1 738 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 455 hab/km². População História A freguesia de Santiago da Cruz situa-se a cinco quilómetros a norte da sede do concelho de Vila Nova de Famalicão, no qual se integra, fazendo fronteira com as freguesias vizinhas de Jesufrei, Mouquim, Gavião, São Martinho do Vale e São Cosme do Vale, tendo como referência a saída da A3 (Porto – Braga). Na sua área de 382 hectares, compreende os lugares de Agra, Atafona, Boavista, Bouça, Casilio, Chãzinha, Cima da Veiga, Fonte Coberta, Gavinho, Godinho, Grilo, Igreja, Moldes, Outeiro, Pindela, Pinheiral, Pousada, Ribela, Seara, Soutelo, Veiga e Venda. Habitualmente designada por Santiago da Cruz, esta Freguesia já recebeu, em tempos recuados, as denominações de Molnes e Forca, nomeadamente nas Inquirições de 1220 - “De Santo Jacobo de Forca” - e nas de 1258 - “In Molnes solebat intrare maiordomus”. Em documentos oficiais de 1528, surgia ainda com a designação de São Tiago da Forqua. No final do século XVI, o topónimo Forca foi substituído por Cruz. Molnes, também mencionado desde 1220, corresponde ao actual lugar de Moldes. Santiago da Cruz pertenceu ao julgado de Vermoim, no Termo de Barcelos. Era Abadia de apresentação da Casa de Bragança, ou seja, o Abade (que tinha 400$000 réis de rendimento) era apresentado pelo Duque. Em Cruz, situava-se o Morgadio de Pindela, cijo titular foi posteriormente elevado a visconde de Pindela. O primeiro visconde de Pindela foi João Machado Pinheiro Correia de Melo. Na povoação ainda hoje se ergue o Solar de Pindela, brasonado, com a sua majestosa torre. Terra de extraordinárias tradições, Santiago da Cruz reuniu um espólio de interesse cultural significativo, nomeadamente a nível religioso, com a edificação de vários templos e cruzeiros, que honram e justificam o topónimo da freguesia. Património A Igreja Matriz, muito antiga, foi restaurada em finais do século XVIII e merece destaque devido à existência de vários túmulos, no interior e no exterior do seu edifício, bem como pelo antiquíssimo púlpito, com base em pedra e parte superior gradeada a madeira, peça de uma rara beleza. A Capela do Senhor dos Aflitos situa-se no lugar da Boavista. Erigida no século XIX, o seu interior reveste-se de magnífica talha dourada. A Capela de Santo António, no lugar do Pousada, é um pequeno templo em granito, embora o exterior esteja revestido a cal. O átrio e o altar são de estilo renascentista. O tecto do átrio é suportado por seis colunas redondas e por duas de forma paralelepédica. A Capela do Solar de Pindela é românica. Restaurada em 1661, guarda, no interior, o brasão de armas da família de Pindela. À entrada da Capela, existe um arco, também românico. O Solar foi construído junto à Capela, em 1456. Beneficiou de obras de restauro e aumento, durante o século XIX. A parte da origem da casa é manuelina e a parte acrescentada manteve o mesmo estilo manuelino. Também fazem parte do património edificado de Cruz, o Cruzeiro da Igreja, o Cruzeiro da Capela de Santo António, o Cruzeiro do Cemitério, a Cruz da Quinta da Fonte Coberta, as Alminhas do lugar da Boavista, os Nichos da Terra da Capela do Senhor dos Aflitos e a Ponte do Grilo. Casa e Vincondes de Pindela, Quinta e mata de Pindela Freguesias de Vila Nova de Famalicão
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Bairro — divisão de uma cidade Bairro (Vila Nova de Famalicão) — freguesia portuguesa Bairros — freguesia portuguesa de Castelo de Paiva Desambiguações de topônimos
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Pedome é uma freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Famalicão, com 2,66 km² de área e 1 996 habitantes (2021). A sua densidade populacional é de 750,4 hab/km². História Segundo consta nos registos históricos da Península Ibérica, a freguesia de Pedome já surge citada em documentos do período em que os Mouros dominavam a parte que atualmente corresponde a Portugal. De facto, uma carta datada de 1033 já faz referência à povoação de Pedomen, pelo que esta localidade é anterior à fundação da própria nacionalidade. Além desta documentação escrita do século XI, as referências a Pedome também avultam em vários documentos até ao século XVI, embora sejam diferentes as designações que lhe são atribuídas. Na verdade, denominações como Podami, Pedami, Padami, Pedome, Podome e Pondomi são aplicadas, a esta região do extremo Leste do Concelho de Vila Nova de Famalicão, com alguma frequência. Também num documento datado do século XVI um dos cónegos da congregação de S. João Evangelista, do Porto, o Reitor de Santo Eloy, apresentava a quantia de 100$000 reis como rendimento do vigário de Pedome. Até 1835 a freguesia de Pedome é apresentada como pertencente ao julgado de Vermoim, Termo de Barcelos, tendo depois passado a fazer parte do concelho de Vila Nova de Famalicão. Em finais do século XIX, o papel desta freguesia na industrialização do Médio Ave foi marcante, pois possuía seis entidades fabris, o que correspondia a 22,2% dos estabelecimentos do concelho. Nos alvores do século XX, esta era uma aldeia rural dependente sobretudo da agricultura, mas seria com a égide dos têxteis nas décadas de 30 e 40 que a freguesia prosperaria. O Santo padroeiro é S. Pedro. População Património Igreja Matriz de Pedome Personalidades destacadas Narciso Ferreira, empresário têxtil (1862 - 1933) Freguesias de Vila Nova de Famalicão
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Santa Maria de Arnoso é uma antiga freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Famalicão, com 3,38 km² de área e 2 008 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 594,1 hab/km². Foi unida às freguesias de Santa Eulália de Arnoso e Sezures, formando a União das Freguesias de Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures com sede em Santa Maria de Arnoso. População Antigas freguesias de Vila Nova de Famalicão Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures
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Sezures é uma antiga freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Famalicão, com 2,26 km² de área e 497 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 219,9 hab/km². Foi unida às freguesias de Santa Eulália de Arnoso e Santa Maria de Arnoso, formando a União das Freguesias de Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures com sede em Santa Maria de Arnoso. População Festividades Festa em Honra de São Vicente - 22 de janeiro e domingo seguinte; Festa em Honra do Padroeiro São Mamede - 17 de agosto e domingo seguinte. Antigas freguesias de Vila Nova de Famalicão Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures
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Joiner é uma linguagem de programação do padrão xBase, semelhante ao Clipper. Desenvolvida na década de 80 por uma empresa brasileira Tuxon que tinha como principais vantagens permitir que um mesmo fonte pudesse ser compilado e executado em ambiente DOS e Unix. Assim como o Clipper, vem se tornando obsoleta (na opinião de alguns) devido a novas tecnologias disponiveis nas linguagens orientadas a objeto, como o Delphi. O Joiner oferecia muitas vantagens em relação ao Clipper e outro xBase's, além de rodar perfeitamente em Unix e Dos, em redes locais e servidores, tinha muita estabilidade. O banco de dados nativo era o mesmo do dBase e Clipper, arquivos.DBF, com pequenas diferenças nos índices e cabeçalhos, que podiam ser transformados sem recriar as tabelas. Foi, por muito tempo uma das melhores opções para desenvolver aplicativos gerenciais e utilitários mais críticos, que podiam intercalar C e assembler no mesmo projeto, tornando possível fazer praticamente qualquer tarefa com ele. Linguagens de programação
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Remment Lucas "Rem" Koolhaas, nascido Remko L. Olhaas, IPA:'rɛm 'kɔːlhas, (Roterdão, 17 de Novembro de 1944) é um arquiteto, urbanista e teórico da arquitetura neerlandês. É professor de arquitetura e desenho urbano na Universidade Harvard. Koolhaas estudou na Nederlandse Film en Televisie Academie (Academia Neerlandesa de Cinema e Televisão), em Amsterdam. Em 1968 começou a estudar arquitetura, na Architectural Association School of Architecture, em Londres. Em 1972 prosseguiu seus estudos na Cornell University em New York e foi aluno de Peter Eisenman. Começou a chamar a atenção do público e da crítica a partir de 1975, quando, juntamente com os arquitetos Madelon Vriesendorp (sua esposa), Elia Zenghelis e Zoe Zenghelis fundou em Londres, o OMA - Office for Metropolitan Architecture e, posteriormente, a sua contraparte orientada para a pesquisa, a AMO, atualmente baseada em Rotterdam. Mais tarde, juntaram-se a eles Zaha Hadid, uma das alunas de Koolhaas, e outros parceiros como a Columbia Laboratory for Architectural Broadcasting Um dos primeiros trabalhos que iria marcar a diferença do grupo do então dominante "classicismo pós-moderno" do final dos anos 1970, foi a contribuição para a Bienal de Veneza de 1980, sob a curadoria de Paolo Portoghesi, denominada Presença do Passado. Cada arquiteto tinha que projetar uma rua interna típica para uma "vila de Potemkin" - uma espécie de vila cenográfica - e o esquema do OMA foi a única proposta modernista. Outros projetos recebidos com reservas, embora não construídos, incluem a proposta para o Parc de la Villette, em Paris (1982), e a residência do Presidente da Irlanda (1981). O primeiro grande projeto do OMA a ser construído foi o Kunsthal, em Rotterdam (1992), que expressava uma tentativa de colocar em prática vários dos achados de Koolhaas, contidos no seu livro Delirious New York (1978), escrito quando o arquiteto atuava como professor visitante no Institute for Architecture and Urban Studies em Nova York, dirigido por Peter Eisenman. No âmbito do OMA e juntamente com Mark Wigley e Ole Bouman, criou, em 2005, a revista Volume Magazine, especializada em arquitetura e design. Sua produção bibliográfica é extensa, e tem entre diversas obras consideradas relevantes para o pensamento do espaço social posterior à década de 1960. Koolhaas faz análises do urbanismo da pós-modernidade (ainda sem nome melhor) das formas de coabitação humana caótica. Para tal, firma o conceito do JunkSpace, descrevendo uma entrada de check-in em um aeroporto qualquer: uma cena com vidros blindados, paredes com frisos em gesso, orquídeas indonésias e um estofado de latex chinês. Uma de suas frases mais famosas é "Coelho é o novo bife." São leituras determinantes, especialmente o livro S,M,L,XL, em colaboração com o designer Bruce Mau) e o já citado Delirious New York. Em 2000, Rem Koolhaas foi laureado com o Prémio Pritzker de Arquitectura. Em 2008 foi incluído pela revista Time entre as 100 pessoas mais influentes do mundo. O trabalho de Koolhaas varia desde o desenho de pontos de ônibus para uma universidade holandesa até a loja de Nova York da italiana Prada. Além de teórica, a razão de ser hoje em dia um dos mais respeitados arquitetos urbanos é por não ver limites entre estéticas, áreas e eras, entendendo que um bom projeto de vida cruza fronteiras próximas entre urbanismo, pintura e até literatura, uma vez que as possibilidades da arte, quando vinculadas ao urbanismo, passam pelo rigor da experimentação. No plano das estruturas, Koolhaas acredita que não haja fronteiras, sendo mais importante a estética final do que os meios que a interligam. Principais Projectos Nederlands Danstheather (Haia, 1987) Patio Villa Parada de ônibus com tela vídeo (Groningen, 1990) Villa Dall'Ava (Paris, 1991) Nexus Housing (Fukuoka, 1991) Museu Kunsthal (Roterdã, 1992) Masterplan Euralille (Lille, 1995) Biblioteca Central de Seattle Educatorium (Utrecht, 1997) Prada (Nova-Iorque, 2001) McCormick Tribune Campus Center, IIT (Chicago, 2003) Casa da Música (Porto, inaugurada em 2005) Central Chinese Television (Pequim, Inaugurada em 2012) Embaixada dos Países Baixos (Berlim, inaugurada em 2004) Galeria Ligações externas Página oficial da OMA en facebook (actualizações diárias) Entrevista em 18/07/2008 a Der Spiegel Prémio Pritzker Medalha de Ouro do RIBA Cavaleiros da Ordem Nacional da Legião de Honra Arquitetos dos Países Baixos Arquitetura desconstrutivista Urbanistas dos Países Baixos Teóricos da arquitetura Alunos da Universidade Cornell Professores da Universidade Harvard Naturais de Roterdã
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Os indígenas americanos, ameríndios ou ainda índios americanos são os habitantes indígenas da América antes da chegada dos europeus, e os seus descendentes atuais. Seus ancestrais vieram da região do Nordeste da Ásia e chegaram à América há aproximadamente 20 mil anos, provavelmente pela travessia a pé da massa de terra da Beríngia, onde atualmente está o Estreito de Bering. O termo "índio" provém do fato de que Cristóvão Colombo, quando chegou à América, estava convencido de que tinha chegado à Índia, haja vista que o gentílico em espanhol para a pessoa nativa da Índia é indio e dessa maneira chamou os povos indígenas que ali encontrou. Por essa razão também, ainda hoje se refere às ilhas do Caribe como Índias Ocidentais. Mais tarde, estes povos foram considerados uma raça distinta e também foram apelidados de "peles vermelhas". A denominação "índio" atualmente pode ser considerada pejorativa. Na América do Norte, estes povos são conhecidos também pelas expressões "povos aborígenes", "índios americanos", "primeiras nações" (principalmente no Canadá), "nativos do Alasca" ou povos indígenas da América. No entanto, os esquimós (inuit, yupik e aleutas) e os métis (mestiços) do Canadá, que têm uma cultura e genética diferente dos restantes, nem sempre são considerados naqueles grupos. Estes termos compreendem um grande número de distintos povos, estados e grupos étnicos, muitos dos quais vivendo como comunidades com um estatuto político. Histórico Origem Os ancestrais dos povos indígenas das Américas eram caçadores-coletores do leste da Sibéria que chegaram à América do Norte há aproximadamente 20 mil anos, provavelmente por meio da travessia da Beríngia, mas também é proposta uma migração alternativa por navegação próxima à costa. Rapidamente, ao longo dos milênios seguintes, os descendentes desses asiáticos seguem cada vez mais ao sul, povoando o continente americano. Apesar disso, os povos falantes de línguas na-dene e esquimó-aleutinas possuem uma parte de sua ancestralidade derivada de migrações posteriores também vindas da Sibéria. A tese da origem siberiana dos ancestrais dos ameríndios já foi comprovada por diversos estudos genéticos. Diversos crânios de paleoíndios (como o de Luzia e o do Homem de Kennewick) e os de algumas poucas populações indígenas encontradas pelos europeus (como os fueguinos da Terra do Fogo e os pericúes da Baja California Sur) apresentam uma morfologia atípica para os ameríndios e, com isso, foram elaboradas teorias que os indivíduos de tais crânios tinham uma ascendência diferente da dos indígenas contemporâneos, possivelmente relacionada a australo-melanésios, polinésios, europeus ou ainus. No entanto, estudos genéticos concluíram que as citadas morfologias cranianas anormais de paleoindígenas se devem à população pré-histórica dos Antigos Eurasiáticos do Norte (aparentados com as Múmias de Tarim, seus representantes mais recentes), da qual os ameríndios parcialmente descendem e, portanto, foi descartada qualquer origem alternativa dos povos indígenas da América ou de seus ancestrais. Os habitantes da América no Paleolítico Superior não tinham tecnologia de confecção de artefatos líticos muito evoluída, pois há indícios de que seus instrumentos de caça eram pedras aos e cachorros domesticados para este fim. Os caçadores e coletores, tiveram um rápido avanço em direção ao sul, e tinham instrumentos de caça mais evoluídos, como por exemplo projéteis pontiagudos. Genética De acordo com um estudo genético autossômico de 2012 e depois outros mais tarde, os ameríndios descendem de pelo menos três correntes provenientes do leste asiático. A grande maior parte dos ameríndios descende de uma população única ancestral, chamada 'primeiros americanos'. Contudo, os que falam as línguas esquimó do Ártico herdaram quase metade da sua ancestralidade de uma segunda corrente vinda do leste asiático, e os que falam as línguas na-dene, no Canadá, por sua vez, herdaram a décima parte da sua ancestralidade de uma terceira corrente. O povoamento inicial seguiu uma expansão para o sul, pela costa, com pouco fluxo gênico posterior, especialmente na América do Sul. Uma exceção a isso são os que falam a língua chibcha, que têm ancestralidade tanto do norte como do sul da América. Um outro estudo realizado, focado no DNA mitocondrial (aquele que é herdado pela linhagem materna), revelou que os nativos do continente americano têm sua ancestralidade materna traçada a um pequeno número de linhagens do leste asiático, que teria chegado pelo estreito de Bering. Análises linguísticas corroboram os estudos genéticos, tendo sido encontradas antigas relações e padrões de similaridade entre as línguas faladas na Sibéria e aquelas faladas no continente americano. Principais nações e povos Brasil Línguas Cultura Técnicas agrícolas O desenvolvimento da agricultura das sociedades pré-colombianas pode se comparar ao europeu, pois esta era desenvolvida há mais de 7 000 anos, baseada nas culturas de milho, abóbora e feijão, todos naturais da América, além da mandioca, que era plantada nas áreas de floresta tropical. O desenvolvimento de outras culturas além destas foi limitado, pois havia poucos animais domesticáveis, como a lhama para puxar o arado. Isto fez com que o desenvolvimento de outras diversas culturas. Apesar de os viquingues, ou nórdicos, terem explorado e estabelecido bases nas costas da América do Norte a partir do século X e terem aí deixado marcas, como a runa de Kensington, estes exploradores aparentemente não colonizaram a América, limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região. Por outro lado, a colonização europeia das Américas mudou radicalmente as vidas e culturas dos nativos americanos. Entre os séculos XV e XIX, estes povos viram as suas populações devastadas pelas privações da perda das suas terras e animais, por doenças e, em muitos casos por guerra. O primeiro grupo de nativos americanos encontrado por Cristóvão Colombo, estimado em 250 mil aruaques do Haiti, foram violentamente escravizados e apenas 500 tinham sobrevivido no ano 1550; o grupo foi extinto antes de 1650. No século XV, os espanhóis e outros europeus trouxeram cavalos para as Américas e alguns destes animais escaparam e começaram a reproduzir-se livremente. Ironicamente, o cavalo tinha originalmente evoluído nas Américas, mas extinguiu-se na última idade do gelo. Os europeus também trouxeram com eles doenças contra as quais os nativos americanos não tinham imunidade, tais como a varicela e a varíola que, muitas vezes são fatais para estas pessoas. É difícil estimar a percentagem de nativos americanos mortos por estas doenças, mas alguns historiadores estimam que cerca de 80% da população de alguns povos foi extinta por doenças europeias. A dívida histórica dos colonizadores para com os povos nativos é imensa. Cresce a discussão sobre formas de compensação pelos danos causados e outros assuntos indígenas, a nível internacional, como atesta o grande número de organizações que se dedica ao tema, por exemplo: International Work Group for Indigenous Affairs; Cultural Survival; Abya Yala Net – NativeWeb; Native Americans e Australian Institute of Aboriginal and Torres Strait Islander Studies. Tabus e crenças alimentares Embora os ameríndios tivessem a disposição uma grande variedade de fontes de alimentos animais, vegetais e até minerais, alguns eram vedados em determinas circunstâncias. A proibição podia ser imputada ao sexo masculino ou feminino ou à idade da pessoa devido a: a algum rito de passagem; aos parentes com o nascimento ou falecimento de algum membro da família; em casos de doenças; nos períodos de parto, menstruação e gravidez; quando o animal é venenoso ou por ter um gosto ruim; por ser animal de estimação; pelo fato do animal ser fêmea grávida; a rituais de caça, pesca ou guerra e em várias outras situações. Nas suas atividades de caça, pesca, coleta e preparo de alimentos os indígenas das Américas obedeciam as regras ditadas pelas crenças e por tabus. Algumas dessas proibições tinham motivo lógico para existirem como, por exemplo, por se tratar de alimentos venenosos ou que causavam problemas no organismo. Contudo, muitos se enquadravam na classe de tabus mágicos ou crenças. É importante ressaltar que vários povos ao longo da história impunham e ainda impõe restrições e permissões alimentares, valendo lembrar que há vários exemplos na Bíblia como a proibição de vários alimentos que Moisés prescreveu ao seu povo. Alguns alimentos são entendidos como representativos de coisas e entidades como, por exemplo, o pão e o vinho que na liturgia da Igreja Católica são vistos respectivamente como a carne e o sangue de Jesus Cristo. Indígenas do Brasil e Colômbia da região do rio Uaupés diziam que antes eram vegetarianos e nunca adoeciam. Os problemas de saúde apareceram quando começaram a comer caça e peixe. Quando alguém contraía determinada doença, o pajé privava-o da ingestão de carne de alguns animais. Puberdade e menstruação Quando se entrava na puberdade havia um ritual chamado Kariamã entre os povos do baixo Rio Içana da Colômbia e Brasil. Nele a pessoa ficava cerca de quinze dias em reclusão, findo os quais era trazida para a casa do pai e colocada ao lado de um recipiente com beijus, outro com quinhampira, outro com dois tipos de peixe cozido, uma cabeça de peixe cru e uma minhoca. Alguém da família fazia um longo discurso permeado de conselhos, no fim do qual fazia o(a) iniciado(a) tocar com os dedos e depois com os lábios a cabeça de peixe e depois a minhoca. A pessoa podia então provar os alimentos dos recipientes, que lhe eram dados por quem fez o discurso. Outra pessoa adulta fazia novo discurso e nova prova dos alimentos. Por fim o pai servia um pouco do alimento à pessoa e depois a açoitava. Quando a iniciada era moça, podia, a partir deste dia, preparar e se alimentar de peixe e caça (embiara) sem sofrer nenhum mal. Os Kamaiurá do Mato Grosso ofereciam aos jovens na puberdade, que ficavam reclusos por dois ou três meses, apenas água, cauim (sem fermentar) e peixes não ofensivos. Entre os Tuyuca mulheres menstruadas e homens que participavam de rituais deviam restringir seus hábitos alimentares. Quando as meninas entravam na puberdade entre os Maué da Amazônia seguiam um ritual que durava dez meses, durante os quais só comiam inhambu, tucano, urubu e formigas.Às moças menstruadas eram servidas urupês (cogumelo orelha-de-pau) pelos pais. As parturientes com os respectivos maridos passavam o primeiro mês após o parto alimentando-se apenas de mingau e çapó. Passado este período, comiam inhambu. Para que o parto não fosse doloroso, os quadris da mulher eram banhados com casca de ovos de aves e cinzas de caveira de paca. No processamento do azeite de andiroba não podia participar mulher menstruada senão ele não ficaria bom. Entre os Ipurucotó de Roraima, quando a moça menstruava pela primeira vez, era colocada em uma rede suspensa bem alto e lá ficava até o término do período. Então a rede era abaixada e a moça descansava três dias, findos os quais era agarrada e recebia três chibatadas do pai para em seguida ter colado nos seus seios um pary (esteira) saturado das ferozes formigas apará que, com seus temíveis ferrões, provocam muita dor e sangramento. Repetiam a operação no abdômen, depois nas costas e depois a deixavam em dieta restrita, acreditando que todo o ritual proporcionava à mulher coragem e forças para enfrentar os trabalhos mais penosos. Índias Cahuilla, da Califórnia, evitavam a ingestão de sal, gordura e carne durante o período menstrual. As moças de alguns povos amazônicos, pouco antes da primeira menstruação, deviam tomar sopa de aipim para aquecer a vagina, comer carne de tartaruga branca e os peixes mandi e aracu e beber chibé. A moça menstruada dos Uitoto, do médio Rio Solimões no Amazonas, só podia comer beiju e o peixe mandubi. Não podia falar com adultos senão os dentes destes apodreceriam. A ela era proibido tocar em objetos ou comidas de outras pessoas. Mulheres Yanomámi do Amazonas não comiam carne de paca e veado e quando estavam menstruadas eram-lhes vedadas carnes de macaco, anta, porco e outros animais para que não sentissem dores nas costas. Moças menstruadas dos Uanana do Amazonas podiam se alimentar da formiga maniuara e do beiju. O peixe jeju ou carne de tatu eram os alimentos indicados após o rito de flagelação. Acreditavam que a carne do tatu era composta pelas carnes de todos os outros animais. Rapazes, durante o rito de iniciação, só podiam comer ovos de marimbondo assados e beijus, além de não poderem ver mulher nesta fase que antecedia o açoite, pancadas e jejum no rito de iniciação. Acreditavam também que seus alimentos eram soprados pelo Jurupari, espírito do mal, para dar valentia aos homens e bondade às mulheres. Aos meninos eram dados os corações do jabuti para que se tornassem valentes. Durante a primeira menstruação, indígenas Tupi (várias povos litorâneos do Rio Grande do Sul até a Bahia) deviam jejuar por três dias e depois só podiam comer farinha e raízes cozidas. Outros primeiro submetiam a adolescente na sua primeira menstruação a uma série de cerimônias e depois prendiam a moça em uma gaiola, que era erguida até próximo ao teto e as moças tinham de jejuar por alguns dias. Neste período, dependendo do costume vigente, podiam ingerir um pouco de mingau feito de farinha e água. Durante as menstruações posteriores abstinham-se de qualquer alimento. Mulheres menstruadas dos Pomo, da Califórnia, e seus maridos não podiam tocar plantas a serem coletadas e nem mesmo adentrar nas áreas onde estas plantas estivessem. Moça dos Maués do Amazonas só podia comer urupês, tucano e inhambu durante sua primeira menstruação. Após o parto, só podiam ingerir depois da menstruação seguinte a bebida çapó e mingau e depois de quinze dias inhambu. Diversas etnias indígenas da Amazônia acreditavam que o líquido catamenial, expelido durante a menstruação, outras secreções femininas e mesmo a urina eram excelente remédios contra picada ou ferroada de animais peçonhentos. Quando se queria enfeitiçar alguém fazendo com que ficasse perdidamente apaixonado, adicionava-se na bebida algumas destas secreções. Quando uma indígena virgem andina era violentada, ela fazia um retiro e se alimentava apenas de comida e argila benzidas pelo feiticeiro. Acreditava que assim seu espírito seria curado e sua virgindade restaurada. Casamento, gravidez e parto As mulheres casadas dos Guaicurus do Mato Grosso e Paraguai eram proibidas as carne de anta e capivara. Nativos da região acreditavam que as recém-casadas do rio Uaupés, que traiam o marido, à noite transformavam-se em antas e saiam para pastar, mas deixavam suas pernas na rede e voltavam de madrugada. Se o marido colocasse as pernas da esposa no lado oposto da rede, no outro dia a adúltera iria sentir fortes dores nos quadris. Índias dos Guayquirie da Venezuela eram submetidas por quarenta dias antes do casamento a uma ração diária de três frutos de palmeira, cerca de noventa gramas de um tipo de beiju de mandioca e um pequeno pote de água. No dia do casamento uma vasilha de comida era colocada na mata para que o espírito do mal não atrapalhasse a festa. Mulheres grávidas dos Tukano do Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia e Equador não deviam comer peixes pescados em cacuris, armadilhas em forma de currais circulares. Já as grávidas do rio Uaupés não deveriam comer peixes pescados com o espinhel, caso contrário nenhum peixe seria depois fisgado. Da mesma forma, o primeiro peixe pescado no espinhel não poderia ser comido por ninguém. Grávidas e animais prenhes não podiam entrar na água que ia receber o timbó. Durante a gravidez das esposas dos Tupinambá da Bahia seus homens evitavam caçar ou pescar animais fêmeas, porque acreditavam que seus filhos morreriam. Entre os Maués do Amazonas mulheres grávidas não podiam tocar nas armas e nem nas caças. Entre alguns povos amazônicos, na fabricação da canoa não podia participar quem tivesse esposa grávida, já que acreditavam que o trabalho desandaria. Entre vários grupos indígenas o marido ficava sujeito a restrições alimentares quando a esposa dava à luz. No parto dos Bororó do Mato Grosso os pais deviam jejuar por uma semana ou cinco dias e não tomar água fresca. Esta devia ser morna e durante os cinco dias só podiam mastigar folhas de certas plantas e engolir o sumo resultante. Os Saliva da Venezuela tinham o costume de acreditar que dar à luz gêmeos consistia em desonra e os pais eram alvos de chacotas. Quando, ao parir, desconfiasse que iria parir gêmeos matava e enterrava o primeiro a nascer. Entre os Chun da Guatemala havia a crença de que a ingestão de pupas de vespas do gênero Polistes spp. faria com que seus filhos nascessem com os olhos grandes, uma vez que as pupas têm olhos pigmentados de preto. Mulheres grávidas dos Maia do México comiam larvas de um tipo de vespa bravia e agressiva para que seus filhos também o fossem. Entre os Surui de Rondônia os futuros pais faziam festa servindo bebida feita de mandioca, açaí e mel aos convidados, mas os anfitriões não podiam bebê-la. No século XVI era costume em vários povos homens não manterem relações sexuais com suas esposas enquanto estivessem grávidas. Se na ausência do marido ela fizesse sexo com outra pessoa e isto fosse descoberto, a criança era enterrada viva ao nascer e a mulher morta. Quando os dois fossem mantidos vivos, a mulher só servia para satisfazer sexualmente jovens e outras pessoas solteiras e o filho bastardo era impedido de participar da rotina da aldeia e da guerra e todo alimento que ele tocasse era evitado por todos. Os Uru-eu-wau-ewau de Rondônia incorporavam vários tabus alimentares como: o recém nascido gemeria e perderia o cabelo se seus pais comessem alimentos quentes; a pessoa ficaria tonta e morreria devagar se comesse animais considerados como gente, tipo veado roxo e jacu; se a pessoa tinha dois filhos pequenos e comesse jacamim eles não parariam de chorar; os peixes curimbatá e pirarucu davam coceira no corpo; paca dava mancha preta no corpo. Após o parto a placenta era enterrada dentro da maloca, já que os Tenetehára do Maranhão acreditavam que se ela fosse comida por algum animal o recém-nascido morreria. Já os Macuchy, ou Macuxi, de Roraima amarravam o cordão umbilical do recém-nascido no pulso do bebê, onde ficava por trinta dias, para evitar que ele pegasse tétano. Para tornar o filho inteligente, as mães dos Surui de Rondônia davam-lhes chá de peri-pirioca (Cyperus piperioca). Os Xamacoco do Mato Grosso do Sul acreditavam que se um jovem comesse anta envelheceria depressa; se um adulto comesse veado ou ema ficaria covarde; se comesse ovos de ema perderia a esposa; se comesse tartaruga ficaria vulnerável na guerra e o contrário ocorreria se comesse jacaré. Tanto o marido como a esposa grávida entre os indígenas do rio Uaupés, da Amazônia, não comiam umas frutinhas pretas da planta por eles chamadas de kã’rá puri para evitar que o filho nascesse com o pescoço comprido. As folhas desta planta eram usadas para enxugar as mãos e os futuros pais tinham o cuidado de aparar o ápice da folha antes de usá-la, evitando assim que o filho nascesse com pelos no rosto. Para que o filho não nascesse chorão, a gestante não fazia barulho enquanto trabalhava. Mulheres gestantes dos Yanomámi do Amazonas não comiam cutia para a criança não nascer com o rosto deformado; jacaré para que não se parecesse como este animal; macaco causaria dores no útero; jabuti era proibido para o marido, do contrário a criança nasceria com deformação nos pés e mãos; cogumelo também vedado ao marido, para que a criança não nascesse com orelhas grandes. Os Tenetehara do Maranhão não abatiam nem ingeriam, durante a gravidez de sua esposa, animais com espírito porque este se incorporaria nos seus filhos e traria conseqüências danosas, de acordo com o animal. O filho nasceria louco se fosse carne de arara-preta, jacamim, gavião ou de onça-pintada; perturbado e com cara de onça se fosse de onça-preta; louco e com rabo se fosse de onça-parda; louco e com movimentos lentos se fosse de bicho-preguiça; com nariz quase inexistente se fosse de tamanduá-bandeira; narigudo se fosse de tucano; de cabelo branco se fosse de jacu; com os dedos feios se fosse de japu, com o nariz vermelho se fosse de mutum-fava; com a cabeça chata se fosse de jibóia; com as mãos fracas se fosse de maracajá; com bico se fosse de arara-vermelha; com as mãos para trás e palmas invertidas se fosse de ariranha. Logo após o nascimento, os pais entre os Sirionó da Bolívia não comiam carne de onça ou quati para que a criança não ficasse coberta de feridas. Se comessem carne de paca, acreditavam que haveria queda dos cabelos do recém-nascido. Temiam o nascimento de gêmeos e para evitá-lo não comiam grãos duplos de milho e pelo mesmo motivo as mulheres dos Urubu-Kaapor, do Maranhão, desde criança evitavam comer frutas duplas. Quando nascia um menino no século XVI, em alguns povos eram feitas oferendas de garras de onça e de aves de rapina para que ele crescesse virtuoso e com grande coragem. O pai ficava três dias alimentando-se apenas de farinha de mandioca e água pura e colocava o filho dentro de armadilhas de caça, atirava pequenas flechas e lançava sobre ele redes de pesca, para que o menino crescesse tendo o dom de caçar, pescar e guerrear. Enquanto não secasse o umbigo do bebê Juruna, do Mato Grosso e Pará, o pai não podia atirar flechas, caso contrário haveria sangramento no umbigo. Entre os Tupinambá que habitavam o litoral brasileiro de São Paulo à Bahia, o pai dava ao filho recém-nascido garras de onça para que ele fosse um bom caçador. Com o mesmo objetivo os Kaapor (Urubu) do Maranhão davam aos filhos colares feitos de ossos de mutum e, para que também fossem fortes, acrescentavam ossos de jibóia. Ver também Anti-indigenismo Cultura Clóvis Guerras indígenas nos Estados Unidos História demográfica dos povos indígenas das Américas História genética dos povos indígenas da América Línguas indígenas da América Medicina indígena Nativos americanos nos Estados Unidos Bibliografia Donato, Hernâni. 1973. Dicionário das mitologias americanas. São Paulo: Cultrix/Instituto Nacional do Livro - MEC. Ligações externas Povos Indígenas no Brasil - Instituto Socioambiental ! Antropologia !Mais Teoria da História na Wiki (Povos originários)
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Seixas pode ser: Raul Seixas - cantor de rock brasileiro, popular nos anos 70 e 80. Seixas - freguesia no concelho de Caminha, Portugal Seixas - freguesia no concelho de Vila Nova de Foz Côa, Portugal Carlos Seixas - um compositor português do século XVIII. Ponta do Seixas - cabo da cidade de João Pessoa Praia do Seixas - uma praia da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba Desambiguação
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Freixo de Numão é uma vila e freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Foz Côa, com 36,35 km² de área{{citar web|url= http://www.dgterritorio.pt/ficheiros/cadastro/caop/caop_download/caop_2013_0/areasfregmundistcaop2013_2 |título= Carta Administrativa Oficial de Portugal CAOP 2013 |publicado= IGP Instituto Geográfico Português|acessodata= 10 de dezembro de 2013|notas= descarrega ficheiro zip/Excel|arquivourl= https://web.archive.org/web/20131209063645/http://www.dgterritorio.pt/static/repository/2013-11/2013-11-07143457_b511271f-54fe-4d21-9657-24580e9b7023$$DB4AC44F-9104-4FB9-B0B8-BD39C56FD1F3$$43EEE1F5-5E5A-4946-B458-BADF684B3C55$$file$$pt$$1.zip|arquivodata= 2013-12-09|urlmorta= yes}} e 519 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . A atual freguesia incorpora, desde 2013, o território da então extinta freguesia de Murça. Toponímia De acordo com o linguista português José Pedro Machado, o nome «Numão», presente no topónimo de «Freixo de Numão», advém do antropónimo árabe Nu'man. Portanto, «Freixo de Numão» resultará plausivelmente da alusão a um freixo, que dalgum modo estará associado a uma figura muçulmana de nome Nu'man,'' que ficou a servir de marco topográfico daquela localidade. Houve documentos do séc. XVII que, por gralha, se referiram indevidamente a esta localidade como «Freixo do Alemão». Demografia A população registada nos censos foi: População antes da agregação com a freguesia de Murça População após a agregação com a freguesia de Murça À data da junção das freguesias, a população registada no censo anterior (2011) foi: História São muito antigos os vestígios da ocupação humana na área e termo da freguesia de Freixo de Numão. Investigações arqueológicas que se têm levado a efeito desde 1980, têm posto à luz do dia vestígios milenares. No Castelo Velho, (localizado na estrada de Santo Amaro, por cima das Ameixoeiras e Vale da Rata), escavações têm permitido um estudo aprofundado da ocupação, fauna e flora da região. Há cerca de cinco mil anos um grupo de pessoas ali construiu um castelo, com duas linhas de muralhas e uma torre central. Pode-se falar de um povoado fortificado do Calcolítico (Idade do Cobre), onde estariam alojadas cerca de 40 pessoas! Depois de um provável abandono, em data não determinada, volta a ser ocupado no 2º. milénio antes de Cristo, em plena Idade do Bronze. As cerâmicas decoradas com cordões e mamilos, características destes povos, são abundantes neste nível de ocupação. As casas seriam de madeira revestida com barro e cobertura de colmo, localizadas encostadas às muralhas, até para abrigo dos ventos fortes que ali se fazem sentir todo o ano. A investigadora Professora Drª. Suzana Oliveira Jorge tem uma vasta equipa a trabalhar nos diversos domínios da investigação, prevendo-se a apresentação de conclusões bastante detalhadas sobre o lugar. Do mesmo período serão as ocupações no Monte de Santa Eufémia, que funcionaria como Atalaia no Calcolítico e no Bronze; os abrigos pré-históricos do Vale Ferreiro, o Alto dos Barreiros, (por cima da Capela de Nossa Senhora da Carvalha). Desconhece-se, até ao momento, o início da ocupação na área que hoje constitui o núcleo urbano que se chama freguesia de Freixo de Numão. No entanto, possuímos já materiais e datações de carvões pelo método do Carbono 14 que apontam para uma grande ocupação durante a Idade do ferro (1º. milénio antes de Cristo). Materiais do Ferro têm sido provenientes da zona da Casa Grande e da zona do Castelo. Outros estudos estão previstos dentro da área urbana de Freixo de Nurnão, com o fim de obter novas datações. Os soldados de Roma devem ter chegado e facilmente dominado os povos autóctones. A freguesia de Freixo de Numão, em toda a denominada área antiga, que é delimitada pela Casa Grande e Devesa, Paçal, Carrascal, Castelo, Açougue, Lages e mesmo Cabo Lugar, possui vestígios de uma provável Civitas Romana, uma provável Fraxinum ignorada pelos investigadores, adormecida pelos ventos da história. Escavações arqueológicas nas zonas da Casa Grande, Adro da Igreja, Largo de S. João, bem como o acompanhamento da rede de esgotos da freguesia, permitiram-nos delimitar a zona de interesse arqueológico. A Igreja Matriz deve ter sido, entre os séculos I e V depois de Cristo, um templo Romano. Uma ara votiva, muita pedra de aparelho e um cipo funerário em mármore, recolhidos na própria Igreja ou área envolvente, certificam-nos tal. São às dezenas os lugares com vestígios da ocupação Romana no termo da freguesia de Freixo de Numão, uns simples Casais (casas de campo) outros importantes villas onde a atividade agrícola e mineira sobressaem. Lagaretas e lagares já inventariados certificam-nos a importância do vinho nos primeiros séculos da nossa era, nesta região. Escavações arqueológicas no Zimbro II, Salgueiro (oficina de canteiro ligada a exploração do granito branco), Rumansil, Colodreira e Prazo, tem permitido reconstruir um pouco do Rural Romano nas terras quentes do Douro. Desconhece-se qualquer vestígio de ocupação dos denominados povos bárbaros (Suevos, Visigodos, Árabes). Se não nos restam materiais, muito menos a toponímia e, dai, uma provável não dominação destas terras por esses povos. No século XII, em plena Reconquista, Numão e o seu Castelo ganharam proeminência a daí a subjugação de uma grande área do atual concelho de Vila Nova de Foz Côa ao Senhor de Numão. No entanto, entre os séculos XIII a XIV vai Numão perdendo o domínio sobre algumas terras, o que veio a acontecer com Horta, Touça a Freixo de Numão (por vezes citada apenas como S. Pedro de Freixo). Estas terras vieram a ser autónomas, com jurisdição própria. Primeiro o município de Numão renunciou, a favor da Coroa, o padroado da Igreja de S. Pedro de Fraxino. Este ato foi sancionado pelo bispo de Lamego, D. Vasco, em 5 de janeiro de 1302. Posteriormente, em 12 de março de 1372, Freixo de Numão obtém a categoria de vila. D. Fernando, na carta de outorgamento, declara que a rogo de Fernando Afonso de Zamora, Senhor de Valença, a quem doara o lugar, e «querendo fazer graça e mercê aos moradores e vizinhos de Freixo de Numão» houve por bem fazer «de vila que era termo da dita vila de Numão», com jurisdição própria, como qualquer vila ou castelo não sujeitos a outro lugar. Dos acontecimentos ocorridos ao longo do século XVI, destacam-se a construção de uma capela dedicada ao Divino Espírito Santo, culto que supomos ser raro na região, e a anexação da Igreja à Universidade de Coimbra, através de uma Bula datada do 14 do Março de 1583. Assim, as rendas da Igreja freixiense e das suas anexas passaram a reverter para os cofres universitários. Nos princípios do século XVI era já Freixo de Numão a terra mais populosa da região, para isso tendo contribuído, certamente, uma grande fixação de famílias judaicas vindas da Espanha recém-unificada pela acção dos Reis Católicos (Fernando e Isabel). Esse crescimento populacional veio permitir uma reanimação que apenas havia tido paralelo durante o período de ocupação romana (como demonstram os materiais exumados em escavações já realizadas). Os detentores dos cargos públicos e políticos da época foram, aos poucos, trocando a agressividade do morro de Numão pelo planalto de Freixo de Numão. Pelo menos em 1601 tinha já esta localidade Tribunal (conforme o demonstra a inscrição que ainda ali se encontra), se bem que a transferência do Juiz de Fora de Numão para Freixo se venha a verificar apenas na segunda metade do século XVII. Entre os Séculos XVII e XVIII encheu-se Freixo de belas casas apalaçadas, construíram-se Capelas, reconstruiu-se a Igreja e a Ermida de Nossa Senhora da Carvalha, a casa da Câmara (nova) e o Pelourinho, entre outras iniciativas como construção de fontes, caminhos e pontões. Em 1836, pela reforma liberal, vê acrescentada a área do concelho com a extinção pura e simples dos concelhos de Cedovim, Sebadelhe e Touça. O concelho de Horta já havia sido anexado em 22 de Junho de 1682. Ate 1853 é concelho com 11 freguesias. Por decreto de 31 de Dezembro desse ano, é extinto o concelho de Freixo de Numão e integrado, com todas as suas freguesias, no concelho do Vila Nova de Foz Côa. Foi decaindo e apenas estrebuchando com iniciativas dos Maçónicos e Republicanos locais, casos da Família Castro Mesquita e Meneses, e Família Vasconcelos. Durante o Estado Novo vê criarem-se alguns serviços como Posto Médico, Casa do Povo, Posto da Guarda Nacional Republicana, Delegação da Casa do Douro, Adega Cooperativa, construção do edifício da Escola Primária, cobertura do ribeiro da Devesa, ligação das águas da Carvalha, ligação com a estação de Freixo, energia elétrica, entre outros benefícios. Após o 25 de Abril, novo surto de progresso se fez sentir ao nível de melhoria de serviços e criação de outros. A ACDR local tem desenvolvido uma acção importante do domínio da Defesa, Preservação e Divulgação do vasto e rico Património Arquitetónico e Arqueológico da Freguesia e mesmo da região. Foi sede de concelho entre 1372 e 1855. Era constituído pelas freguesias de Custóias, Freixo de Numão, Horta, Mós, Murça, Numão, Vale de Boi, Sebadelhe e Seixas. Em 1836 foram-lhe anexadas as freguesias de Cedovim e Touça. Tinha 2 750 habitantes em 1801 e 4 519 em 1849. Em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, foi-lhe anexado o território da então extinta freguesia de Murça. ACDR de Freixo de Numão Até 1980 toda a atividade Cultural e Desportiva passava pela Casa do Povo de Freixo de Numão e pelo Grupo Desportivo (Até a 1980, equipa de futebol chamava - se Grupo Desportivo de Freixo de Numão). A própria Banda Musical estava ligada à citada Casa do Povo. Em 19 de maio de 1980 é criada, por escritura pública, a Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão (mais conhecida pela a.C.D.R.). Ao longo de mais de vinte anos a sua acção é tão vasta que se pode considerar o motor de toda a dinâmica do Turismo Cultural da região. Construiu um estádio, um centro de juventude (com serviço de refeições e alojamentos), um polidesportivo, uma área de autocaravanas. Recupera um solar do século XVIII e transforma-o em museu. Adquire terrenos de valor arqueológico. Recupera cerca de 100 fachadas de habitações no centro histórico da Vila de Freixo de Numão. Mantém uma atividade desportiva permanente, atividades sazonais de preservação de tradições, cria e mantém uma feira de artesanato e produtos regionais (EXPO-RURAL), cria em 1982 e ainda mantém um mensário regionalista com a denominação de "Notícias de Freixo de Numão". No ano de 1996 abre ao público um Circuito Turístico - Arqueológico, Posto de Turismo e o Museu da Casa Grande (de Arqueologia e Etnografia). Também a partir desse ano, dá-se o apoio a grupos de escolas que visitam o Vale do Côa, complementando com visitas a Freixo de Numão, alimentação e alojamentos. Festas e romarias No primeiro domingo do mês de setembro celebra-se a festa anual em honra de Nossa Senhora da Carvalha. Património Capela de Nossa Senhora da Conceição Capela de Santa Bárbara Casa Grande de Freixo de Numão Fonte da Bica Fonte da Carvalha Moinho das Regadas Pelourinho de Freixo de Numão Ponte sobre a ribeira de Teja Castelo Velho de Freixo de Numão Estação ferroviária de Freixo de Numão - Mós do Douro (Linha do Douro) Villa Romana de Zimbro I Villa Romana de Zimbro II Prazo de Freixo de Numão Vendada I Vendada II Vendada III Vendada IV Núcleo Museológico Casa Moutinho Santuário Da Nossa Senhora da Carvalha Transportes Comboio A poucos quilómetros da localidade, passa a histórica Linha do Douro, que permite a ligação da freguesia com o resto do país. Em tempos servia também de ligação a Espanha. Partilha a estação com a freguesia vizinha de Mós do Douro.
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Touça é uma vila e freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Foz Côa, com 9,89 km² de área e 188 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . História Foi vila e sede de concelho, constituído por uma freguesia, até ao início do século XIX. Tinha, em 1801, 230 habitantes. Após a extinção do município, foi integrada no concelho de Freixo de Numão. Na aldeia existe um forno comunitário que, até às décadas de 1960/1970, serviu para a feitura de telha para a cobertura das casas da região. Fica sito junto à sede da Junta de freguesia no lugar denominado de "Lameira". Demografia A população registada nos censos foi: Festas e romarias A 13 de junho celebra-se a festa anual em honra de Santo António. Património Igreja de Touça; Pelourinho de Touça. Freguesias de Vila Nova de Foz Coa Antigos municípios do distrito da Guarda
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Oliveira do Douro (Cinfães) - freguesia no concelho de Cinfães, Portugal Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia) - freguesia no concelho de Vila Nova de Gaia, Portugal Ver também Desambiguação
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Lever é uma antiga freguesia, atual vila portuguesa do concelho de Vila Nova de Gaia, Distrito do Porto, com 6,88 km² de área e 2 794 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 406,1 hab/km². Foi elevada a vila em 12 de Julho de 2001. A partir de 29 de Setembro de 2013, Lever passou a integrar a União de Freguesias de Sandim, Olival, Lever e Crestuma. População Nos censos de 1864 a 1920 figura no concelho da Feira. Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4% Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0% História O topónimo Lever tem a sua origem na "Villa Liberii", isto é, a quinta de Liberius, sendo assim um antropónimo latino. A Vila de Lever é secular, mais antiga que a Nação A primeira referência a esta freguesia remonta a 12 de Junho de 922, inscrevendo-se numa doação de D. Gomado, bispo de Coimbra, que tendo renunciado ao bispado com consentimento de Ordonho II, fez-se religioso no mosteiro de Crestuma, que enriqueceu de bens. Neste documento Lever é referido a respeito das "heredes de Leverri", do "terminum de Leveri". Em 1608 é demarcada como Freguesia e mais tarde, em 1758, era Termo da Feira. A freguesia de Santo André de Lever era reitoria da apresentação da Mitra da Sé do Porto no termo da vila da Feira. Pertenceu ao concelho de Santa Maria da Feira, até que a 11 de Outubro de 1926 passou a integrar o concelho de Vila Nova de Gaia. Beneficiou do foral da Feira, atribuído por D.Manuel I a 10 de Fevereiro de 1514, em Lisboa. Arcediagado de Santa Maria (século XII). Comarca eclesiástica da Feira - 2º distrito (1856;1907). Primeira vigararia de Vila Nova de Gaia (1916;1970). A paróquia de Santo André de Lever faz parte do concelho de Vila Nova de Gaia, da Região Pastoral Porto Aro-Sul, da segunda Vigararia de Vila Nova de Gaia, da Diocese e do Distrito do Porto, e da Região Militar Norte. O padroeiro da freguesia, Santo André, é invocado no Inverno e os leverenses apelam à sua protecção, em virtude dos Invernos rigorosos que se sentem na vila. As condições naturais foram um incentivo aos povos para se fixarem, desde tempos longínquos. Documentos comprovam a existência de mamoas, monumentos funerários do neolítico, há cinco milénios: "A 10 de Dezembro de 1608, (…) foi dito que elles aviam e pessuião hum casal e prazo da igreja e comenda de Lever: eito onde chamão a mamoella”. Há também a informação da existência de um castro no território da freguesia. Um elemento interessante do seu património é a Barragem de Lever-Crestuma, inaugurada em 1985. Uma infraestrutura fundamental para o aproveitamento hidroeléctrico do rio Douro e que foi construída ao longo de nove anos. A albufeira que resultou do seu enchimento proporciona belas paisagens. No campo da arqueologia industrial, referência para as antigas instalações da secular Companhia de Fiação de Crestuma, que, apesar deste nome, se encontra na área da Vila de Lever. Este complexo actualmente designa-se por Quinta da Fiação de Lever. No ano de 2007 foi inaugurado o Centro de Educação Ambiental, uma infraestrutura da Águas do Douro e Paiva também localizada em Lever, e que tem como principal missão a estimulação de uma maior e melhor consciência ambiental. Anualmente recebe inúmeras visitas de várias faixas etárias. Lever, com perto de três mil habitantes, tem hoje o setor secundário como base da sua economia, depois de outrora ter uma forte tradição nas áreas da tecelagem, curtumes e pescas. Desde 29 de Setembro de 2013, a Vila de Lever integra a União de Freguesias de Sandim, Olival, Lever e Crestuma. Património Igreja de Santo André (actual matriz) Antiga Igreja Matriz Capela mortuária Biblioteca Cónego Agostinho Cunha Barragem de Lever-Crestuma (travessia rodoviária e pedonal que estabelece a ligação entre as margens de Lever e de Foz do Sousa) Albufeira de Lever ETA de Lever ETAR Lever Ponte rodoviária da CREP (ponte sobre o rio Douro que liga a vila de Lever, concelho de Vila Nova de Gaia, à freguesia de Medas, concelho de Gondomar.) Escolas primárias: EB1/JI das Hortas, EB1/JI de Painçais e EB1/JI da Portelinha. Posto Territorial de Lever - GNR Mamoas Castro Quinta da Fiação de Lever (antiga CFC) Antiga praia fluvial (património submerso, por via da construção da Barragem de Lever-Crestuma) Geografia Trata-se da vila mais oriental e distante do centro concelhio, afastando-se aproximadamente 18 km. Lever integra o grupo de vilas a Sul que define a linha de fronteira entre o distrito do Porto (Vila Nova de Gaia) e o distrito de Aveiro (Santa Maria da Feira), sendo portanto uma das portas de entrada do concelho de Gaia e do distrito do Porto. A vila é banhada pelo rio Douro, e um dos seus afluentes, o rio Uíma, faz parte do seu percurso neste território. Lugares A Vila é formada por uma série de lugares: Igreja, Santo, Pinhal, Hortas, Painçais, Cruz, Arnal, Chelo, Mata, Libais e Portelinha. Características Do património edificado em Lever, destaca-se a antiga Igreja Matriz, de linhas muito simples e de pretensões muito limitadas, construída aquando da integração da freguesia no Concelho de Vila Nova de Gaia, encerrando algumas esculturas religiosas de elevada antiguidade, e o actual templo, construído entre 1969 e 1977. Um cruzeiro, alminhas, casas de xisto do século XIX e uma casa senhorial, alguns moinhos de cereal, a pequena capela de S. Sebastião, segundo a tradição mandada erigir por Pedro Hispano, o futuro Papa João XXI e, por último, a Barragem sobre o Rio Douro, edificada entre 1978 e 1985, a mando da Companhia Portuguesa de Produção de Electricidade. Menciona-se a existência de mamoas no território que hoje constitui a freguesia, como se comprova através da referência toponímica documentada no Tombo da Comenda de Lever, nos termos seguintes: "A 10 de Dezembro de 1608, (..) foi dito que elles aviam e pessuião hum casal e prazo da igreja e comenda de Lever: eito onde chamão a mamoella". As mamoas eram monumentos funerários do neolítico, quando o Homem se fez pastor e começou a agricultar, há cerca de cinco mil anos. Mais tarde, e dada a persistência do povoamento, há referências documentais e vestígios arqueológicos que nos dão conta da presença da civilização romana nesta zona. No espaço da vila há também relato da existência de um castro, com a expressiva localização do chamado Castelinho de Lever que continua pelos outeiros de Labude. No tombo de Lever surge esta significativa informação: "o monte do Carreiro do Pereira e partia pelo valle a riba chamado a do castelejo". Infraestruturas e transportes A Barragem de Lever-Crestuma, construída em território da vila de Lever, assegura a ligação pedonal e rodoviária com a outra margem do Douro, na freguesia de Foz do Sousa, concelho de Gondomar. A exploração dos autocarros está a cargo da empresa MGC, que assegura os percursos de ligação com o centro concelhio e com a cidade do Porto. Colectividades Clube União Desportivo Leverense Banda Musical Leverense Academia de Música da Banda Musical Leverense Rancho Folclórico Lírios de Lever Rancho Folclórico de Lever Rancho Folclórico Santo André de Lever Fanfarra de Lever Columbofilia de Lever Associação De Solidariedade Social de Lever Comissão de Festas de S. Tiago e Sta. Apolónia de Lever Centro Educacional e Ambiental da Águas do Douro e Paiva Clube de Caçadores de Lever Associação Caminheiros de Lever Grupo Coral da Paróquia de Lever
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São Pedro da Afurada é uma antiga freguesia portuguesa do município de Vila Nova de Gaia, com 1,00 km² de área e 3568 habitantes (2011). Fica na margem esquerda {Sul} do rio Douro; na margem direita do rio Douro {lado Norte} localiza -se a cidade do Porto. A sua densidade populacional era 3568 hab/km². A partir de 29 de Setembro de 2014, São Pedro da Afurada passou a fazer parte integrante da União de Freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada. São Pedro da Afurada é uma das três antigas freguesias urbanas da cidade de V.ª N.ª de Gaia, juntamente com Mafamude e Santa Marinha. É uma localidade bastante ligada à tradição piscatória. O seu santo padroeiro é o São Pedro. A sua festa principal é o São Pedro da Afurada. População Criada pelo decreto lei nº 38.637, de 09/02/1952, com a povoação de Afurada, que foi desanexada da freguesia de Santa Marinha Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4% Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0% Festa de São Pedro Gente de grande devoção, todos os anos os pescadores prestam a devida homenagem ao santo, com toda a pompa e circunstância onde, para além das cerimónias religiosas, não falta a tradicional sardinha assada, com a típica Broa de Avintes e o fogo de artifício. Esta festa atinge o seu auge aquando da saída da procissão, cujos andores transportam imagens de santos e santas, sendo alguns de tamanho natural, seguidos pelos seus fiéis trajados com as tradicionais vestes das gentes da pesca. À passagem defronte ao Rio Douro, procede-se à bênção dos barcos, acompanhada pelo toque das sirenes e morteiros. Durante as Festas de São Pedro da Afurada, são colocadas na Praça de São Pedro as imagens da N.ª Sr.ª de Fátima, N.ª Sr.ª do Carmo (padroeira dos homens do mar) e de São Miguel Arcanjo. A imagem de São Pedro (padroeiro dos pescadores) é permanente neste local, pois aqui existia a antiga Igreja da Afurada, cuja fotografia está patente no restaurante "A Casa do Pescador", mesmo ao lado deste largo. Essa igreja foi destruída pelas enchentes do Douro. Data: 29 de junho e 1.º domingo de julho Local: Freguesia de São Pedro da Afurada Escolas EB1/JI da Afurada de Baixo EB1/JI da Afurada de Cima Antigas freguesias de Vila Nova de Gaia
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Gandhi pode se referir a: Pessoas Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como Mahatma Gandhi, líder da independência da Índia. Indira Gandhi, primeira-ministra indiana. Rajiv Gandhi, filho de Indira, e primeiro-ministro indiano. Outros Gandhi (filme), filme de Richard Attenborough. Desambiguação
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Freixianda é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Ourém, província da Beira Litoral, na região do Centro (Região das Beiras) e sub-região do Médio Tejo, com 30,16 km² de área e 2 474 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 82 hab/km². Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais.. Dentro do Concelho de Ourém, fez fronteira com as freguesias de Casal dos Bernardos, Formigais, Ribeira do Fárrio e Rio de Couros. Do lado nascente faz fronteira com a freguesia da Pelmá do concelho de Alvaiázere. Pelo norte faz fronteira com a freguesia de Abiul do concelho de Pombal. População Com lugares desta freguesia foi criada em 1964 a freguesia de Casal dos Bernardos e em 1989 a freguesia de Ribeira do Fárrio Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4% Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0% História A Freixianda é referida pela primeira vez num documento medieval de 1159, por D. Gilberto, bispo de Lisboa, com a forma Fraxineta. Nesse documento não se refere a uma povoação, mas a um rio, que corresponde ao actual Nabão. O texto indica os limites territoriais do castelo de Ceras, na perspectiva do referido bispo. No que diz respeito à Freixianda, diz, em tradução, "passa pela ribeira da Murta (Rego da Murta) conforme desce para a (ribeira da) Freixianda e daí vem ao Porto de Tomar que é na estrada de Coimbra que vai para Santarém". Nesta passagem do texto, Tomar tem de ser tomado no seu significado Medieval, o Rio Tomar, que era a designação de parte do actual Rio Nabão. O referido Porto de Tomar corresponde a uma passagem desse rio, provavelmente entre Formigais e a Sandoeira, da freguesia de Rio de Couros. A primeira vez que é mencionada a igreja das Freixiandas é em 1304, na nomeação do clérigo Domingos Peres. Em 28 de Março de 1376 foi nomeado João Afonso para a igreja da Freixianda. (Cristino 1982) Em 1445, a instituição da Colegiada de Ourém, por vontade de D. Afonso, 4.º Conde de Ourém, 1.º Marquês de Valença, determinou a extinção o priorado das Freixiandas. (Couseiro 213-215) A partir do seu território original foram criadas, ao longo dos séculos, novas freguesias. Assim, em 1729 foi desanexada a freguesia de Rio de Couros. A 18 de Abril de 1964, através do Decreto-Lei n° 45669 foi criada a freguesia do Casal dos Bernardos. Por fim, em 1989, surgiu a freguesia da Ribeira do Fárrio. Em 1995, pela Lei nº 55/95 de 30 de Agosto, a sede da freguesia foi elevada a vila. Na vila da Freixianda funciona desde 1991 a Escola de Ensino Básico 2,3. Lugares Na freguesia da Freixianda, onde o povoamento é bastante disperso, contam-se várias dezenas de lugares habitados, de que se destacam: Abades Aldeia de Santa Teresa Arneiro Avanteira Besteiros Casal do Pinheiro Casal da Sobreira Charneca Cumeada Fárrio Fonte Fria Freixianda Granja Junqueira Lagoa de Santa Catarina Lagoa do Grou Malaguarda Parcerias Perucha Porto do Carro Póvoa Ramalheira São Jorge Vale do Carro Várzea do Bispo Vale da Meda Do ponto de vista religioso, além da igreja matriz, há capelas de maior ou menor dimensão nos lugares de Avanteira, Charneca, Cumeada, Perucha, Ramalheira e São Jorge. Ligações externas Antigas freguesias de Ourém Vilas de Portugal Paróquias de Portugal com orago de Maria
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Urqueira é uma freguesia portuguesa do município de Ourém, com 31-06 km² de área e 1401 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . A freguesia foi criada pelo decreto nº 15.286, de 27/03/1928, com lugares da freguesia de Olival. Demografia A população registada nos censos foi: Freguesias de Ourém
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Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é uma instituição privada brasileira de interesse público, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado, estando fora da administração pública. Foi apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014 como uma das principais instituições educacionais do Hemisfério sul. Compõe o chamado Terceiro Setor. Seu principal objetivo é apoiar 281 áreas industriais por meio da formação de recursos humanos e da prestação de serviços técnicos e tecnológicos. Os programas de capacitação profissional são viabilizados por meio das modalidades de aprendizagem, habilitação, qualificação, aperfeiçoamento, técnico, superior e pós-graduação. Também presta serviço tecnológico – assessoria, consultoria, pesquisa aplicada, design, serviço laboratorial, informação tecnológica. Muitos cursos são ministrados de forma presencial ou a distância. História O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) foi criado pelo decreto-lei 4.048 de 22 de janeiro de 1942. No início a arrecadação do SENAI era de dois mil réis mensais por empregado das empresas filiadas à Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esse sistema foi alterado em 5 de fevereiro de 1944 quando a arrecadação passou a corresponder a 1% do valor total da folha de pagamento das indústrias (decreto-lei n° 6.246). Mas a Formação Profissional no Brasil tem seu primeiro registro em 1874 quando o presidente da província de Pernambuco Henrique Pereira de Lucena obrigou as fábricas nacionais a se encarregarem do preparo do seu pessoal, levando as empresas a fundarem o SENAI. Já em 4 de julho de 1934 foi criado o antigo Centro Ferroviário de Ensino e Seleção Profissional (CFESP) por Armando de Salles Oliveira, na época interventor federal no estado de São Paulo e pelo engenheiro Roberto Mange, professor da Escola Politécnica de São Paulo. O Centro Ferroviário, como era conhecido o Geison, é considerado marco inicial na evolução de conceitos e métodos da formação profissional no SENAI. Logo em seguida, já em setembro de 1942, o SENAI iniciava suas atividades no Estado de São Paulo, providenciando a compra de terrenos e prédios onde seriam instaladas suas escolas, realizando o cadastramento das indústrias existentes, bem como a quantidade de pessoas empregadas nestas empresas. Tão antiga quanto o próprio SENAI-SP, em 2 de agosto de 1943, a Escola SENAI “Roberto Simonsen” (Brás) iniciava suas atividades em dois endereços próximos ao atual. Ela já nascia com grandes proporções para o atendimento das largas demandas que caracterizam São Paulo como centro econômico e pólo tecnológico do País. Dois líderes industriais da época foram determinantes na fundação do SENAI: Euvaldo Lodi e Roberto Simonsen, presidentes da CNI e da FIESP, respectivamente. Era o início da confirmação do compromisso da CNI junto as suas federações em assumir a responsabilidade pela organização e direção de um organismo próprio, que pudesse desenvolver um sistema de educação profissional no Brasil. A ideia foi acolhida pelo governo na gestão do presidente Getúlio Vargas. Existem 738 unidades operacionais e 320 kits didáticos de educação profissional (que funcionam como oficinas móveis) em 25 diferentes ocupações. O SENAI está presente em todo o território brasileiro, oito países e três organismos internacionais. O SENAI Santa Catarina foi eleito pelo Great Place to Work Institute (GPTW) como uma das cem melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Forma de organização O SENAI Nacional, também chamado de SENAI Departamento Nacional (DN), integra o Sistema CNI (Confederação Nacional da Indústria) e tem as suas ações subordinadas ao Conselho Nacional do SENAI. Em cada unidade da federação o SENAI possui um Departamento Regional (DR) onde o seu diretor é nomeado pelo presidente da Federação Industrial local. A rede SENAI é formada por 27 DRs, além do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (CETIQT) formando o maior complexo de educação profissional e tecnológica da América Latina. Parte dos recursos do SENAI são provenientes da indústria por meio da contribuição de 1% sobre o total da folha de pagamento mensal. O restante é proveniente de venda de produtos como cursos e serviços técnicos. Rede de Bibliotecas O SENAI, através do Programa de Transformação do Sistema CNI, possui um setor chamado Área Compartilhada de Informação e Documentação (ACIND) que é responsável por coordenar as ações de informação e documentação referentes às 4 entidades nacionais do Sistema CNI e a interagir, sob demanda, com as Entidades Regionais do Sistema Indústria. Possui mais de 150 Unidades espalhados pelo Brasil, podendo ser considerada a maior rede de bibliotecas privada do país (somando com o SESI 134, as Federações 13 e o IEL 5, são 302 unidades). Na maioria das unidades possuem diversos serviços à população como editoração e diagramação de trabalhos, serviço de pesquisa especializada, normalização de publicações, resposta técnica e materiais para consulta. Podem ser consultados em suas unidades catálogos, CD-ROM/CARDs, fitas de vídeo, livros (monografias, relatórios técnicos e teses), materiais didáticos (cartilhas e/ou apostilas), normas técnicas, obras de referência, periódicos e DVDs. Projetos e programas de atuação Ações inclusivas Em 1999 o SENAI criou a Unidade de Educação Profissional (UNIEP) que é um projeto estratégico nacional de "Inclusão das pessoas com necessidades especiais nos programas de Educação profissional". Ele estabeleceu o amplo atendimento a deficientes físicos, mentais, auditivos, visuais e múltiplos, bem como, superdotados (altas habilidades) nas unidades operacionais dos seus 27 departamentos regionais. Atualmente ele é chamado de Programa SENAI de Ações Inclusivas (PSAI) que além de atender ao contingente de pessoas com necessidades especiais, promove o acesso aos cursos do SENAI para mulheres, negros e índios e a requalificação profissional de pessoas idosas. O grande foco é oportunizar a educação profissional para todos os cidadãos que por algum motivo sociocultural, econômico ou por preconceito, são tolhidos de exercer esse Direito constitucional. Ações móveis Para atender a centenas de comunidades desassistidas, nos mais distantes pontos do Brasil, o programa transforma exclusão social e desemprego em cidadania e empreendedorismo. Por meio de cursos rápidos, o programa capacita profissionais nas mais diferentes áreas de ensino. O Programa de Ações Móveis (PAM) prepara pessoas para exercerem atividades produtivas de forma autônoma. Geralmente usando um kit de ensino é realizado uma capacitação dentro de comunidades no interior do país. Este kit pode ser simplesmente enviado para localidade ou instalado em um caminhão, barco ou ônibus. Certificação profissional Com as inovações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, é possível que empresas certifiquem seus colaboradores de acordo com algum nível de conhecimento específico. Para atender à Norma ABNT NBR ISO/IEC 17024:2004 - Critérios de Credenciamento de Organismos de Certificação de Pessoas, o SENAI criou uma rede de certificação por competência nos diversos estados da federação. Neste caso, uma pessoa com um grau de conhecimento específico pode receber um certificado de conhecimento através de avaliações nestas unidades certificadoras. Educação a distância Com o objetivo de sistematizar e estimular a oferta dos cursos a distância, o SENAI criou, em 2004, uma rede que apresenta mais de 250 cursos de educação profissional a distância, distribuídos em mais de 20 áreas tecnológicas. São usadas diferentes tecnologias educacionais que dão suporte para cursos técnicos, de pós-graduação, de formação profissional e de educação continuada, sendo alguns totalmente a distância e outros com momentos presenciais (blended learning). Educação articulada Apesar do SENAI não fornecer educação básica ele fornece educação a jovens e adultos de formação integral aliando a educação básica à educação profissional através de parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI) em algumas unidades do SENAI. A articulação da educação básica do SESI com a educação profissional do SENAI é uma iniciativa estratégica do Sistema CNI, alinhada às políticas públicas nacionais. Inovação Desde 2009 o SENAI, junto com o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) leva para a sociedade edital para estimular possibilidades de soluções inovadoras dentro das empresas. Para apresentar os resultados dos projetos foi criado, em diferentes estados, um evento chamado de INOVA. Mundo SENAI O Mundo SENAI é um evento anual, gratuito, onde as unidades do SENAI abrem suas portas para que estudantes, professores e a comunidade local, em todo o País, possam conhecer mais sobre a indústria da região. Por meio de palestras, minicursos, mostras tecnológicas, orientação profissional e visitas aos laboratórios que simulam o dia a dia da indústria, o evento visa familiarizar os participantes com o ambiente de trabalho que encontrarão. O Mundo SENAI acontece em meados do final de setembro e início de outubro, em todos os estados do País e no Distrito Federal. Era o antigo SENAI Casa Aberta. Parcerias Para realizar treinamento em todo território do Brasil, entidades buscam o SENAI para realizar parcerias de capacitações estratégicas, como o fez a prefeitura de Feira de Santana para o ensino do curso técnico de química. Proklima Proklima, Programa Nacional de Treinamento de Mecânicos Refrigeristas, é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, junto com o SENAI, para promover a eliminação de CFCs para cumprimento das metas propostas pelo Protocolo de Montreal. Soldado Cidadão Para facilitar o acesso ao mercado de trabalho do contingente de jovens que deixa o serviço militar do exército brasileiro, o SENAI promove cursos de qualificação profissional de acordo com demandas locais em áreas com carencia de profissionais como telecomunicações, automotivo, alimentos, construção civil, artes gráficas, confecção, eletricidade, mecânica e refrigeração. Empreendedores eletricistas Em convênio com o SEBRAE, o SENAI preparou eletricistas de 2006 a 2008, para implementar ações de eficiência energética e de empreendedorismo nas empresas. Os cursos foram realizados em todo território nacional de forma padronizada com duração de 40 horas. Diretores-gerais Participação em competições Nacionais Promovida a cada dois anos, a Olimpíada do Conhecimento é a maior competição de educação profissional das Américas. Realizada no Brasil, há mais de 20 anos, a Olimpíada congrega alunos de várias ocupações profissionais do SENAI e desde 2008 do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Para participar, são promovidos torneios nas diversas unidades da federação do Brasil e os melhores são classificados para uma etapa nacional. Em 2008, a Olimpíada do Conhecimento foi realizada simultaneamente em três estados: Santa Catarina (Blumenau), Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e Paraná (Curitiba). Em 2010, foi realizada no Rio de Janeiro, no ano de 2012 em São Paulo e em 2014 foi em Belo Horizonte. Em 2016, a Olimpíada do Conhecimento mudará de formato e terá provas que exigem habilidade técnica e conhecimento sobre o mercado de trabalho. A competição será em Brasília e os estudantes terão que apresentar soluções e produtos para empresas e para a comunidade, além de participar de provas individuais que exigem precisão e raciocínio rápido. Internacionais O SENAI, representando o Brasil, é considerado uma das melhores entidades de educação profissional do mundo segundo o presidente da World Skills, Tjerk Dusseldorp. Ele também realiza uma conexão importante do World Skills com os países da América Latina. No 40° World Skills realizado no Canadá, o SENAI conquistou três medalhas de ouro, quatro de prata, duas de bronze e quatro diplomas de excelência levando o Brasil a se posicionar como o terceiro país em medalhas. O SENAI conseguiu trazer para o Brasil 519,20 pontos ficando em quarto lugar no quadro geral, atrás apenas da Coreia do Sul (524,62), Suíça (520,09) e República da Irlanda (519,64). Em 2015 o Senai alcançou o mérito de melhor escola de ensino técnico do MUNDO após ser a campeã mundial da World skills E cada estado Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (CETIQT) Centro de Tecnologias do Gás (CTGás) SENAI Ceará Ver também Confederação Nacional da Indústria (CNI) Serviço Social da Indústria (SESI) Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Olimpíada do Conhecimento Lista dos Presidentes da CNI e do Conselho Nacional do SENAI Lista dos diretores gerais do SENAI Nacional Ligações externas Organizações fundadas em 1942
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Ilexá () é uma cidade localizada no sudoeste da Nigéria, tem cerca de 594 mil habitantes. Foi ocupada pelos britânicos entre 1893 e 1960. é também o nome de um estado histórico (também conhecido como Ijexá) centrado em torno da cidade. O Estado era governado por um monarca com o título de Owa Obokun Adimula de Ijexalândia. O estado de Ilexá consistiu na própria Ilexá e uma série de pequenas cidades vizinhas. Ligações externas Ijesa Network Ilexá Grammar School Ilesha Grammar School - North America//www.famousomoleIlexá.org Localidades de Oxum
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Alhais é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Vila Nova de Paiva, com 12,85 km² de área e 522 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 40,6 hab/km². A partir de 29 de Setembro de 2014, Alhais passou a fazer parte integrante da União de Freguesias de Vila Nova de Paiva, Alhais e Fráguas. A antiga freguesia de Alhais está situada no extremo oriental do concelho de Vila Nova de Paiva, no limite com o município vizinho de Moimenta da Beira. É a mais pequena freguesia deste concelho. Alhais de Cima, Alhais de Baixo e Vila Garcia são os seus principais lugares. O povoamento da área em que se integra a freguesia remonta à época pré-histórica, como o atestam os vestígios arqueológicos. É o caso do Dólmen de Aboleiro, datado do período Neolítico. O tumulus em terra, de planta circular, tem dezoito metros de diâmetro e metro e meio de altura. Cinco esteios da câmara central são ainda visíveis. O Dólmen de Orca do Porto Lamoso data do período Neo-Calcolítico. Dele resta actualmente o dólmen de câmara e o corredor. No sítio arqueológico do Cavalinho, a norte de Alhais de Cima, foi encontrada uma inscrição de origem possivelmente romana. Trata-se de um grande penedo isolado no cimo de um cabeço, no qual se encontra a inscrição FINIS. Alhais foi vila e sede de concelho entre 1514, data do foral manuelino, e 1836, data em que perdeu a autonomia administrativa, a exemplo de centenas de outros concelhos. Passou então a fazer parte do concelho de Vila Nova de Paiva. O Pelourinho, classificado como Imóvel de Interesse Público, é o símbolo dessa autonomia municipal de outrora. É um pelourinho de roca prismática, de fuste cilíndrico liso, encimado por dois elementos boleados. Destaque-se ainda, em termos de motivos de interesse turístico, a praia fluvial da Quinta da Azenha População Património cultural edificado Igreja Matriz; Pelourinho; Penedo da Forca; Orca do Porto Lamoso; Cruzeiros; Edifício sede da Freguesia; Capela de Sto. António; Capela Na. Sra. da Graça; Tanques Públicos; Fontanário da Maria da Fonte; Fonte da Preguiça; Fonte Grande; Escola primária; Alminhas. Património Paisagístico Serra da Lapa; Alto da Pargalé. Festas e Romarias Festa em honra de Sto. António em Alhais de Baixo no dia 13 de Junho; Festa em honra de Na. Sra. da Graça em Alhais de Cima no dia 15 de Agosto; Festa em honra do Mártir S. Sebastião no dia 20 de Janeiro. Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima no dia 13 de Maio Gastronomia Fumeiros com os derivados do porco; Papas de Milho. Locais de lazer e espaços lúdicos Quinta da Azenha com parque de merendas; Praia Fluvial. Campo de futebol "Estádio do Cadarrinho". Artesanato Trabalhos em palha e junco; Palheiras de Alhais em junco. Principais actividades económicas Agricultura; Pecuária; Comércio; Serviços. Colectividades Grupo Folclórico, Cultural e Recreativo de Alhais; Associação Cultural e Recreativa de Alhais. Ligações externas Antigas freguesias de Vila Nova de Paiva Antigos municípios do distrito de Viseu
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Delta (Δ ou δ; ) é a quarta letra do alfabeto grego. Devido ao formato de triângulo da letra maiúscula, diversas denominações que possuem algum tipo de semelhança ou afinidade com esse formato recebem o nome da letra, como é o caso da asa-delta e da delta de um rio. Na matemática e nas ciências aplicadas, é comum o uso da letra maiúscula para representar a diferença entre duas variáveis, como "ΔS", que identifica o resultado da diferença entre a variável "S" em duas situações distintas. A escolha desse símbolo tem lastro no fato de que a palavra para diferença é, . Em mineralogia óptica, a letra maiúscula é utilizada para simbolizar a birrefringência máxima de um cristal. O delta também é muito utilizado na química sendo ΔH o representante das variações de entalpia das reações químicas por exemplo. Pronúncia Em grego antigo, delta representava uma plosiva dentária sonora / d /. No grego moderno, ele representa uma fricativa dental expressa / ð /, como do inglês "th" em "that" ou "this" (enquanto / d / em palavras estrangeiras é comumente transcrito como ντ). Delta é romanizado como d ou dh Classificação Alfabeto – Alfabeto grego Fonética – /De/, Letra D Alfabeto grego
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Hermione Jean Granger é uma personagem fictícia na série Harry Potter de J. K. Rowling. Aparece pela primeira vez em Harry Potter e a Pedra Filosofal, como uma nova estudante em direção a Hogwarts. Depois de Harry e Ron a salvarem de um troll de montanha no wc feminino, torna-se a melhor amiga deles e costuma usar seu raciocínio rápido, lembrança rápida e conhecimento enciclopédico para ajudar em situações terríveis. J. K. Rowling afirmou que Hermione se assemelha a uma jovem garota, com sua insegurança e medo de falhar. A personagem foi imensamente popular. A versão de Hermione interpretada por Emma Watson durante os oito filmes de Harry Potter desde Harry Potter e a Pedra Filosofal em 2001 até Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2 em 2011, foi eleita a melhor personagem feminina de cinema de todos os tempos em uma pesquisa realizada por profissionais de Hollywood pela The Hollywood Reporter em 2016. Características Hermione Jean Granger é membro da casa Grifinória nascida trouxa, que se tornou a melhor amiga de Harry Potter e Ron Weasley. Nasceu em 19 de setembro de 1979 e quando tinha quase doze anos começou a frequentar Hogwarts. É uma aluna que se destaca academicamente e é descrita por J. K. Rowling como "muito lógica, correta e do bem". Os pais de Hermione são dois dentistas muggles, estão confusas com as diferenças de sua filha, mas "muito orgulhosos por ela do mesmo jeito". Eles conhecem o mundo bruxo e visitaram o Beco Diagonal com ela. Hermione é filha única. Rowling classifica a personagem de Luna Lovegood como "anti-Hermione" já que elas são muito diferentes. A principal inimizade de Hermione em Hogwarts é Pansy Parkinson. Rowling começou a personagem de Hermione com várias influências autobiográficas "Eu não pretendia que Hermione gostasse de mim, mas ela é... ela é um exagero de como eu era quando jovem". Lembrou ter sido chamada de "um pouco de tudo" na sua juventude. Além disso, afirmou que não é muito diferente de si mesma, "quando se é um pouco insegura e um grande medo de falhar", ela pode ser usada como forma de explicar o universo de Harry Potter. Rowling também começou a resgatar uma consciência feminista com Hermione, "quem é a bruxa mais brilhante de sua idade" e uma "personagem feminina muito forte". O primeiro nome de Hermione foi retirado da personagem de William Shakespeare, The Winter's Tale, embora Rowling tenha dito que os dois personagens têm pouco em comum. Rowling disse que queria que seu nome fosse incomum, pois se menos garotas compartilhassem seu nomes, menos garotas se sentiriam incomodadas por ele e parecia que "um casal de dentistas, que gostam de provar o quão inteligentes são... deu a ela um nome incomum que ninguém poderia pronunciar". Seu sobrenome originalmente era "Puckle", mas Rowling sentiu que o nome "não combinava com ela" e optou pelo menos frívolo Granger. Desenvolvimento ao longo dos livros Harry Potter e a Pedra Filosofal A primeira aparição de Hermione é em Harry Potter e a Pedra Filosofal quando ela conhece Harry e Ron no Expresso de Hogwarts, quando ela percebe a inabilidade para a performance do último em transformar seu rato em amarelo. Ela prova o quanto sabe, declarando que memorizou todos os livros de cor e executando o feitiço "oculus reparo" em Harry para consertar seu óculos quebrado. Ela constantemente irrita seus colegas com seu conhecimento, então Harry e Ron inicialmente a consideram arrogante, especialmente depois dela criticar a invocação do Feitiço Leviosa. Eles a detestam de coração até que conseguem a resgatar de um troll (trasgo) montanhês, quando ela fica agradecida que ela mente para os proteger de uma punição, conquistando assim sua amizade. O talento de Hermione para a lógica mais tarde permite que o trio resolva um quebra-cabeça essencial para recuperar a Pedra Filosofal. Hermione é o cérebro por trás dos planos de entrar no lugar onde a Pedra está escondida. Ela responde à cautela de Harry com o Professor Severus Snape e também suas suspeitas sobre ele. Ela revela a Harry e Ron que ela pesquisou muito na biblioteca, que ajudou a derrotar a Armadilha do Diabo e a descobrir a lógica das poções. Rowling disse em seu site que ela resistiu aos pedidos dos editores para remover a cena do troll, afirmando que "Hermione é muito arrogante e irritante na parte inicial de Pedra Filosofal que eu realmente senti que precisava de algo (literalmente) enorme para uni-la com Harry e Ron". Harry Potter e a Câmara Secreta Hermione tem um interesse no professor de Defesa contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart, pois ele havia escrito todos os livros necessários para a Defesa Contra as Artes das Trevas em Harry Potter e a Câmara Secreta. Durante um confronto pela manhã entre as equipes de Quadribol de Grifinória e Sonserina, uma briga quase ocorre depois de Draco Malfoy a chama de "Sangue ruim", um insulto para um bruxo nascido trouxa quando ela defende o time de Quadribol de Grifinória. Ela faz a Poção Polissuco necessária para disfarçar o trio entre o grupo de Draco para se obter informações sobre o Herdeiro de Sonserina que reabriu a Câmara Secreta. No entanto, ela acaba por não ajudar Harry e Ron na investigação depois de coletar o cabelo na veste da estudante de Sonserina, Millicent Bulstrode, que era de gato, adotando sua aparência em sua forma humana. Hermione é Petrificada pelo basilisco depois de identificar com sucesso a criatura em suas pesquisas na biblioteca. Apesar de estar incapacitada na área hospitalar, as informações que ela obteve foram cruciais para Harry e Ron terem sucesso em sua missão para desvendar o mistério da Câmara Secreta. Hermione é revivida depois de Harry matar o basilisco, mas ela fica pertubada ao descobrir que todos os exames de final de ano haviam sido cancelados como um presente da escola. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban Hermione compra um gato chamado Bichento, que persegue o rato de estimação de Ron, Perebas. Antes do início do semestre, a professora McGonagall secretamente revela a Hermione o Vira-Tempo, um dispositivo que permite voltar no tempo e lidar com seu horário pesado de aula. Muito tensão entra em jogo entre Hermione e seus dois melhores amigos; Harry está furioso com ela porque ela contou a McGonagall que ele recebeu uma Firebolt, que foi confiscada para ser inspecionada por traços de magia negra. Ron está bravo porque ele acredita ser Bichento o responsável pelo desaparecimento de Perebas, enquanto Hermione sustenta ferozmente que seu gato é inocente. Enquanto Remus Lupin se torna o professor das aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas, Snape classifica ela como "irritante sabe tudo" e aplica penalidades a Grifinória depois que ela fala inesperadamente sobre descrever um lobisomem quando ninguém mais o faz. Ela corretamente deduz o segredo de Lupin depois de terminar a tarefa de casa de Snape. Bichento é a prova vital para expor que Perebas é Pedro Pettigrew, um amigo de Tiago Potter e Lilian Potter, que revelou seu paradeiro a Lord Voldemort na noite de seus assassinatos, e foi capaz de acusar Sirius Black da morte dos Potter. O Vira-Tempo auxilia Hermione e Harry a resgatarem Sirius e o hipogrifo. Harry Potter e o Cálice de Fogo Hermione fica terrivelmente horrorizada com a crueldade que os elfos-domésticos são tratados e cria a F.A.L.E., o Fundo de Apoio à Liberação dos Elfos, com um esforço para obter direitos básicos para eles. Ela é cortejada pelo prodígio do Quadribol Búlgaro, Viktor Krum, que veio participar o Torneio Tribruxo. A pronúncia correta de seu nome é demonstrada na trama quando ela ensina para Krum; o melhor que ele fala é "Herm-own-ninny", mas ela não tem problemas com isso. Ela depois tem um discussão com Ron depois de ele acusar ela de "confraternizar com o inimigo" sobre sua amizade com Krum. No livro, Hermione os sentimentos de Hermione em relação a Ron são sugeridos que ela diz que Ron não consegue a ver "como uma menina", mas Krum consegue. Ela apoia Harry no Torneio Tribruxo, ajudando ele a se preparar para cada etapa. No fim do segundo desafio, Krum pede que ela o visite no verão na Bulgária, mas ela recusa educadamente. Perto do final do torneio, ela para a fraudulenta repórter e Animago não registrado, Rita Skeeter, que tinha publicado uma matéria difamatória sobre Hermione, Harry e Hagrid durante o Torneio Tribuxo, mantendo sua forma de animago (um besouro) preso em uma jarra. Neste filme a personagem tinha por volta dos 14 anos segundo a saga. Harry Potter e a Ordem da Fénix Hermione torna-se inspetora de Grifinória junto com Ron e amiga de Luna Lovegood, mas sua amizade somente tem início após Hermione classificar a publicação do pai de Luna "The Quibbler's lixo, mas todo mundo sabe disso". Ela também critica a colega de casa Lavender Brown por acreditar nas alegações do Profeta Diário contra Harry que está inventando histórias do retorno de Voldemort. Ron e Hermione passam a maior parte do tempo brigando, provavelmente devido aos crescentes sentimentos românticos de um contra o outro, mas eles continuam sendo leais a Harry. Depois, a nova diretora a Professora Umbridge tenta banir The Quibbler de Hogwarts. Mas seus esforços tornam-se me vão depois da entrevista de Harry sobre o retorno de Voldemort que se espalha rapidamente pela escola. Uma mudança começa na série quando Hermione tem a ideia de Harry secretamente ensinar magia defensiva para um pequeno grupo de estudantes que desafiam o ditado do Ministério de Magia para ensinar somente os princípios básicos através do livro didático, mas sem aulas práticas. Hermione recebe uma resposta inesperada, quando o grupo torna-se a Armada de Dumbledore. Ela se envolve na batalha do Depatarmento de Mistérios e é feriada seriamento por um feitiço do Comensal da Morte Eater Antonin Dolohov, mas ela se recupera. Harry Potter e o Príncipe Misterioso O novo professor de Poções Horace Slughorn convida Hermione para se juntar ao seu "Clube do Slug" e ela ajuda Ron a manter sua posição no time de Quadribol da Grifinória quando ela lança um feitiço de confusão em Cormac McLaggen, fazendo com que ele não consiga fazer sua última defesa durante os testes Keeper. Hermione continua com os seus sentimentos aumentando em relação a Ron e ela decide fazer uma mudança, convidando-o para a Festa de Natal de Slughonr, mas ele começa um relacionamento do Lilá em retaliação por acreditar que Hermione tenha beijado Krum anos antes. Ela tenta se vingar namorando McLaggen na festa de Natal, mas seu plano dá errado e ela o abandona no meio da festa. Ron e Hermione continuam brigando continuamente um com o outro até ele sofre um envenenamento quase fatal por hidromel contaminado, o que a assusta o suficiente para se reconciliar com ele. Depois da morte de Dumbledore, Harry e Hermione tornam-se rivais em Poções, pois Hermione está acostumada a ser a primeira em seus assuntos e fica irritada porque Harry a supera imerecidamente, seguindo dicas e instruções diferentes escritas em um livro de poções pelo seu dono anterior. Hermione também é a única do trio a ter sucesso no teste de Aparatar. Harry Potter e os Talismãs da Morte Hermione acompanha Harry na sua missão para destruir as Horcruxes restantes de Voldemort. Mas antes de partir na missão, ela busca proteger seus pais e lança um feitiço da falsa memória, fazendo eles acreditarem que são Wendell e Monica Wilkins, que tem como meta de vida se mudar para a Austrália. Ela herda a cópia de Dumbledore de Os Contiso de Beedle, que a permite decifrar alguns dos segredos das Relíquias da Morte. Ela se prepara para a partida e jornada com um Feitiço de Extensão Indetectável em uma pequena bolsa que ela pode colocar diversas coisas. O feitiço de Hermione salva Harry de Lord Voldemort e de sua cobra Nagini em Godric'Hollow, apesar do ricochete destruir a varinha de Harry. Quando ela, Ron e Harry são capturados pelos Comensais, que estão em busca dos nascidos trouxas seguindo ordens do Ministério, Hermione disfarça Harry temporariamente desfigurando seu rosto com um Stinging Jinx. Ela também tenta se passar pela antiga estudante de Hogwarts Penelope Clearwater e mestiça para evitar perseguições, mas eles são reconhecidos e levados para a Mansão Malfoy. Bellatrix Lestrange a tortura com a Maldição Cruciatus na tentativa de extrair informações sobre como Hermione, Harry e Rory conseguiram tomar posse da espada de Godric Gryffindor (quando estava supostamente no cofre de Lestangre no Gringotts). Bellatrix ordena que Griphook, o duende, examine a espada para saber se é falsa ou real. Para salvar Hermione, Harry o convence a mentir para Bellatrix que a espada é uma farsa. Quando os outros escapam da cela, Bellatrix ameaça cortar a garganta de Hermione. Esta, Harry, Ron e os outros prisioneiros são resgatados da Mansão Malfoy por Dobby. Mais tarde, Hermione usa a Poção Polissuco para se passar por Bellatrix quando o trio tenta roubar a taça de Hufflepuff do Gringotts. Ela, Harry e Ron se juntam a Armada de Dumbledore na Batalha de Hogwarts, quando Hermione destrói a taça de Lufa-Lufa na Câmara Secreta com a presa do basilisco, eliminando outra Horcrux. Hermione e Ron também dão seu primeiro beijo durante a batalha. No final da batalha no Grande Salão, Hermione luta com Bellatrix com a ajuda de Ginny Weasley e Luna Lovegood. No entanto, os três são incapazes de derrotar Bellatrix e somente param de lutar contra ela quando Molly Weasley ordena que elas se retirem. Epílogo Dezenove anos depois da morte de Voldemort, Hermione e Ron tem dois filhos, Rose e Hugo. O epílogo não diz explicitamente que Hermione e Ron são casados, artigos e outros fontes consideram isso como um fato. Arrependimento da Autora Em 2014, a autora J. K. Rowling disse em uma entrevista que se arrependeu de fazer com que a Hermione e o Ron ficassem juntos no final da saga e que a Hermione deveria ter ficado com o Harry. Personagens da série Harry Potter Estudantes fictícios Feiticeiros fictícios Ingleses fictícios Bruxas fictícias
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Capeludos é uma freguesia portuguesa do município de Vila Pouca de Aguiar, com 22,27 km² de área e 440 habitantes (2011) (densidade populacional: 19,8 hab/km²), situada no extremo norte do concelho, a 20 km da sede. Capeludos, sede da segunda Freguesia do concelho de Vila Pouca de Aguiar, situa-se ao centro de um triângulo que tem por vértices Boticas, Pedras Salgadas (Bornes de Aguiar) e Vidago. Separada das outras duas vilas, Boticas fica para lá do Rio Tâmega o que torna difícil o acesso à terra, “do vinho dos mortos” mas comunicando por estâncias termais referidas por estradas, muito embora de fraca qualidade. Inclui no seu territórios os seguintes lugares: Adagoi, Bulhão, Capeludos de Aguiar, Freixeda da Cabugueira, Lama da Bouça, Paço, Carrazedo da Cabugueira e Vilarinho de São Bento. A sua população em decréscimo, a envelhecer nitidamente nos últimos anos, vive do trabalho ingrato e nada lucrativo da lavoura em crise profunda nesta região. A sua gente jovem sem possibilidades de aqui levar uma vida melhor, agarrou-se à emigração abalando sobretudo para a Suíça, em busca de francos que possam contribuir para a construção de uma casa. Isso já se verifica, pois já são muitos os prédios que se erguem e transformam a paisagem e dando vida a morros ou a qualquer sítio, abraçando já toda a aldeia de novas moradias. Moradias que acabam, afinal, por ficar fechadas a maioria dos meses do ano, apenas em Agosto, os emigrantes aparecem a matar saudades do ninho onde nasceram, dos pais que lhes deram a vida ou ao convívio de amigos de infância. Os que por lá ficaram tentam ganhar algum dinheiro na construção civil. Os mais velhos, passam o tempo ao calor do sol ou num entretenimento de sueca à mesa do café. A aldeia de Capeludos foi a residência do Professor Aníbal Ferreira do Espírito Santo, escritor e poeta que durante dezenas de anos leccionou na Escola Primária da aldeia, que faleceu em 29 de janeiro de 2011. É considerado como uma referência entre as personalidades de Trás-os-Montes, surgindo no "Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses". População (Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.) História Nas Terras de Capeludos por lá andaram povos antigos, os árabes e romanos que vinham à conquista da Península, provam-no as noras de poços de rega que os primeiros construíram na necessidade de promoverem a agricultura, de irrigar os campos valiosos que se estendiam aos pés do lugar do Castelo, num morro alto donde se desfruta um horizonte largo que se perde até ao Vidago, e onde certamente se aninharam, os primeiros habitantes desta zona do concelho de Aguiar. As fontes e os caminhos romanos que levavam ao Tâmega, o castro, as casas brasonadas, tudo se conjuga para atestar a passagem por estas bandas dos invasores da Península. Os túmulos feitos nas rochas, uns com sinais de serem cobertos e outros não, onde os mortos eram expostos ao sol de Verão, à chuva dos Invernos rigorosos e sobretudo à voragem dos corvos, vão desaparecendo com camadas de cimento. O mesmo vai acontecendo aos lugares onde se sacrificavam animais. Do Castro ou Castelo atinge-se uma vista de sonho até Vidago, do concelho de Chaves, até Pinho, do concelho de Boticas. O Tâmega empresta à paisagem uma nota deslumbrante que embebeda o nosso olhar de beleza sem igual. Capeludos foi vila e sede de concelho, a que Dom Afonso III concedeu carta de foral em 12 de Julho de1255, confirmado a 30 de Agosto desse mesmo ano. Beneficiou também do foral novo, concedido por Dom Manuel, a Aguiar de Pena, em 22 de Junho de 1515. Casas Duas casas brasonadas em Capeludos e uma mais em Freixeda, são sinal evidente de antiga realeza ou fidalguia- diz-se que vinda de Braga- os três solares a degradarem-se dia a dia, mesmo já em completa ruína um deles, pois os actuais proprietários já não os habitam. Foi primeiro fidalgo do solar sito em Cimo de Vila, Gonçalo Fontes. No brasão podem ver-se as armas dos Sampaios, dos Carneiros, dos Canavarros e dos Teixeira. O primeiro senhor da casa da Lage, no largo de S. José, de nome Álvares, e a primeira morgada Maria Leonor de Almeida Andrade. O escudo está dividido em pala com as armas dos Almeida e dos Chaves. No solar da Freixeda, sito no largo principal da aldeia, ainda conservado, foi primeira senhora Maria de Sousa Machado Canavarro Gomes de Carvalho Morais e a última Maria Zulmira de Sousa Canavarro Gomes de Carvalho Morais, ainda viva e residente na cidade de Coimbra. No brasão pode ver-se o escudo dividido em quatro quartéis com as armas dos Sousas, dos Machados, dos Teixeira e dos Leites. Monumentos Podem ainda encontrar mais alguns monumentos antigos nesta aldeia. É digna de se visitar a Igreja construída em 1726 e apreciar a talha magnífica do altar- mor, os dois altares laterais, um deles, o das Almas, com uma tela valiosa. Ao fundo do templo, bem trabalhada em pedra granítica, está a pia baptismal. Na frontaria simples, colocaram um relógio que canta toda a Ave-Maria. O Santo padroeiro é São João Baptista, mas a festa anual da aldeia era feita em Honra de Santa Bárbara, que se realiza no mês de Agosto. Aqui existem mais três Capelas, uma é da Nossa Senhora das Necessidades, a outra é da Nossa Senhora da Conceição e por fim a de São Gonçalo. É feita a festa em honra a São Gonçalo no mês de Janeiro, à Nossa Senhora da Conceição dia 8 de Dezembro e no último domingo de Maio. É pároco, há cerca de quarenta anos, o Dr. António Garcia Fernandes. Festas e Romarias Luís Negro, de Capeludos De nome completo Luís António Alves dos Santos (1806-1873), era também conhecido por "Luiz Negro", por usar no exercício da sua profissão o seu "Gabão" preto (GABÃO - s.m., do Persa "Kába", manto, capote com capuz, mangas e cabeção). Para a fama de Luís Alves,«o Negro», sinistro funcionário do Magistério Público, muito teria concorrido o facto do Conde de Ouguela o ter entrevistado na prisão do Limoeiro e Leite Bastos haver escrito um romance histórico e biográfico sobre tal personagem com o título O Último Carrasco de Portugal e ainda ser referenciado por Camilo Castelo Branco em Noites de Insónia. Luís foi preso em Vila Pouca de Aguiar onde respondeu por dezoito crimes que se lhe atribuíram, mas que ele sempre contestou. Confessou, isso sim, que só matara por duas vezes, mas em legítima defesa. Com dezasseis anos apenas, em 1822, alistou-se no regimento de Cavalaria e logo que acabou a recruta, viu-se envolvido na revolução iniciada pelo General Silveira, servindo o exército dos realistas. Ao voltar à sua aldeia, Capeludos de Aguiar, depressa a deixou não sem lutar contra trinta soldados do Regimento n.º 9 que vinham para o levar, vivo ou morto. Era o dia 23 de dezembro de 1835. Cercada a sua casa feriu três soldados e um Sargento. Andou então fugido por montes de Redubas sendo de uma vez convidado para uma pescaria no Tâmega por um amigo do seu tio Caetano Pereira. Mas tratou-se de uma emboscada, pois saltaram-lhe ao caminho três homens de arma aperrada, mas o Negro conseguiu vencê-los a murro, fugindo de seguida para longe . Em 11 de maio de 1836 foi finalmente preso e quase o levaram morto para Chaves onde foi posto a ferros. Julgado sete meses depois foi provado que estava livre das culpas que lhe imputaram no processo. Mesmo assim ficou preso mais dezassete meses conseguiu fugir e voltar a Capeludos, sua aldeia natal. Sempre perseguido, tomou a resolução de ir para o Rio de Janeiro mas foi denunciado por um amigo traiçoeiro e de novo deu entrada na cadeia de Chaves carregado de ferros. Em quarenta dias de calabouço foi interrogado de dois em dois dias para dizer o nome de quem o tinha ajudado na fuga da prisão. Revelado o segredo, foi detido mais três anos a ferros. Foi nesta ocasião que lhe instauraram os já citados dezoito processos. Numa das audiências sentindo a falsidade das testemunhas e perdido o sangue frio de que sempre dera mostras, atirou o banco em que estivera sentado à cara do supremo magistrado que o julgava. Foi, por isso, condenado à morte. Entretanto evitaria essa pena com a condição de exercer o cargo de executor de alta justiça e com o soldo de 4,100 reis verba que sempre recebeu até que a pena de morte foi extinta em Portugal. O ex-soldado dos Dragões de Portugal tornara-se, desta maneira, o Último Carrasco de Portugal. A Morte de Luís Negro No ano de 1873 os jornais diários davam a notícia em primeira página: Luís Alves, o Negro, falecia, aos sessenta e sete anos, depois de uma vida atribulada, na cadeia do Limoeiro aos 18 de agosto, cerca das nove horas da manhã. Não soube vencer os ataques epilépticos e asmáticos que lhe foram fatais. Em todo o tempo em que vigorou a pena de morte apenas encarregue de uma execução, na cidade de Tavira, no Algarve, em 1845. Mas sem coragem para matar a sangue frio, deu ao seu imediato todo o dinheiro que tinha- três pintos- para o substituir nas funções do cargo de carrasco. Luís Negro teve sempre bom comportamento na cadeia. Esse soldado dos Dragões de Chaves, condecorado em campanha, esteve em todas as acções militares em volta do Porto, nas batalhas de Almoster e Asseiceira. Era um valente, de raça, mas bulhento e terrível quando ofendido, chegando ao ponto de cobrir o corpo ao seu companheiro Simões, ajudante no ofício de algoz, só por ele dizer que Luís era um cobarde, sem coragem para fazer execuções! Em Portugal, disse-se então que num país de brandos costumes, nem mesmo o carrasco enforcava os condenados à morte! Luís Alves de seu nome, fez ainda parte da Legião Ligeira que veio a Lisboa em 1833 e ganhou três condecorações. Acabou pobre. Mas a sua longa folha de serviços militares justificava que, em lugar de carrasco, fosse antes invejado por muitos heróis. Bairros Bulhão Lama da Bouça Paço Touça Cimo de Vila Eirô Toital Presa Senhor do Bonfim Aldeias Capeludos de Aguiar Adagoi ou Adagói Vilarinho de São Bento Freixeda da Cabugueira Personalidades Luís Alves, o Negro, nasceu em Capeludos e foi o Último Carrasco de Portugal. Professor Aníbal Ferreira do Espírito Santo, escritor e poeta que durante dezenas de anos leccionou na Escola Primária da aldeia, que faleceu em 29 de janeiro de 2011. Ligações externas Freguesias de Vila Pouca de Aguiar
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Valoura é uma freguesia portuguesa do município de Vila Pouca de Aguiar, com 14,40 km² de área e 295 habitantes (censo de 2021). A sua densidade populacional é . Está situada na encosta da Serra da Padrela, 13 km a nordeste da sede do concelho. Inclui no seu território os seguintes lugares: Cubas, Valoura e Vila do Conde. É sobretudo notável a típica aldeia de Cubas, com a sua igrejinha de Santa Bárbara e São Luís, e a Casa Grande da Morgada de Cubas, ou Casa dos Alferes e dos Capitães. Em Valoura, o Solar dos Sousas Machados e a igreja paroquial de Santa Iria Mártir. Demografia A população registada nos censos foi: Património Igreja Matriz de Valoura Capela de Santa Bárbara, de Cubas Capela em Vila do Conde Freguesias de Vila Pouca de Aguiar
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A História da Grécia compreende o estudo dos gregos, as áreas por eles governadas e o território da atual Grécia. O âmbito da habitação e governo do povo grego sofreu várias mudanças através dos anos e, como consequência, a história da Grécia reflete essa elasticidade. Cada período tinha seus próprios interesses. Os primeiros gregos chegaram à Europa pouco antes de , e durante seu apogeu, a civilização grega governara tudo o que se incluía entre a Grécia, o Egito e o Indocuche. Os gregos estabeleceram tradições de justiça e liberdade individual, que viriam a se estabelecer como as bases da democracia contemporânea. A sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais. Os gregos da antiguidade chamavam a si próprios de helenos (todos que falavam grego, mesmo que não vivessem na Grécia), e davam o nome de Hélade à sua terra. Os que não falavam grego eram chamados de bárbaros. Durante a antiguidade, nunca chegaram a formar um governo nacional, ainda que estivessem unidos pela mesma cultura, religião e língua. Do passado remoto grego até o mundo atual, grande parte das minoridades gregas permaneceram em seus territórios gregos anteriores (Turquia, Itália, Líbia, Levante), e os emigrantes gregos assimilaram-se a diferentes sociedades por todo o globo (América do Norte, Austrália, norte da Europa, África do Sul e outros). Atualmente, contudo, a maioria dos gregos vive nos Estados da Grécia contemporânea (independente desde 1821) e do Chipre (independente desde 1960). Civilização do Egeu: Grécia pré-histórica A primeira civilização a aparecer na Grécia foi a Civilização Minoica (ou minoana, ou mínia) no mar Egeu. Essa cultura tomou lugar aproximadamente entre e Comparativamente a períodos mais recentes da história grega, pouco se sabe a respeito dos minoanos, de quem até mesmo o nome é um termo moderno, provindo de Minos, lendário rei de Creta. Aparentemente, os minoanos eram um povo pré-Indo-Europeu. Sua língua, conhecida como Eteocretense e desprovida de relação com o idioma grego, é provavelmente o que se vê no sistema de escrita denominado Linear A, encontrado na ilha, mas que ainda não se conseguiu decifrar. Os minoicos eram um povo principalmente mercante, engajados no comércio marítimo, isto é, eram de cultura talassocrática. Características da vida religiosa minoica incluem principalmente o simbolismo, a ausência de templos e a proeminência de divindades femininas. Apesar das causas da queda desse povo serem incertas, é sabido que terminaram por serem invadidos pelos micênicos, um povo da Grécia continental. Período Micênico (Idade do Bronze) A Grécia Micênica, também conhecida como "Grécia da Idade do Bronze", é o nome dado à civilização da Idade do Bronze do período Heládico Antigo (este último, geralmente estabelecido como o intervalo ). A cultura grega desse período durou desde a chegada dos gregos ao Egeu, por volta de até o colapso de sua civilização da Idade do Bronze por volta de É a esse período que refere-se o trabalho épico de Homero, bem como muito da mitologia grega. O período Micênico teve seu nome adotado a partir do sítio arqueológico de Micenas, cidade situada no nordeste da Argólida, uma região do Peloponeso (enorme península no sul da Grécia). Atenas, Pilos, Tebas e Tirinto também são importantes sítios arqueológicos do período micênico grego. A Civilização Micênica era dominada por uma aristocracia guerreira. Por volta de os micênios estenderam seu controle a Creta, o centro da Civilização Minoica (cf. item anterior, Civilização do Egeu), e adotaram uma forma da escrita minoica para que pudessem registrar sua primitiva variante da língua grega. Ao novo sistema de grafia (símbolos minoicos representando a nova língua grega), o sistema de escrita micênico, se convencionou chamar de Linear B. Os micênicos enterravam seus nobres em tolos (; singular thólos; literalmente "cúpula" ou "em forma de cúpula"), grandes câmaras de sepultamento circular com um alto teto abobadado e uma passagem de entrada aberta em forma retangular, alinhada com as pedras das quais era feito o sepulcro. Mário Giordani define um exemplo clássico de tolo como sendo "a tumba encontrada em Micenas e conhecida como Tesouro de Atreu." Era comum enterrarem adagas ou qualquer outro equipamento militar com o falecido. A aristocracia era frequentemente enterrada com máscaras de ouro, tiaras, armaduras e armas incrustadas de jóias. Os micênios eram enterrados na posição sentada, e alguns indivíduos da aristocracia foram mumificados. Por volta de a Civilização Micênica entrou em festa pois a vida estava ótima e muito calma. Várias cidades foram saqueadas e a região entrou no que os historiadores denominam Idade das Trevas. Durante esse período, a Grécia viveu um declínio tanto populacional como literário. Os próprios gregos costumavam atribuir a causa desse declínio à invasão duma nova vaga de gregos, os Dórios. Todavia, as evidências arqueológicas que poderiam comprovar esse ponto de vista são escassas. Idade das Trevas A Idade das Trevas na Grécia () refere-se ao período da pré-história grega começando com a presumida invasão dórica, ocasionando o fim da Civilização Micênica no , e terminando na ascensão das primeiras cidades-estados gregas no , com os poemas épicos de Homero e com as primeiras instâncias da escrita alfabética grega no O colapso dos micênicos coincidiu com a queda de vários outros grandes impérios no Oriente Próximo, especialmente o império hitita e o egípcio. O motivo pode ser atribuído a uma invasão da população talassocrática de posse de armas de ferro. Quando os dórios apareceram na Grécia, também eles estavam equipados com armas de ferro de qualidade superior, facilmente dando cabo dos já fracos micênicos. O período que se seguiu a esses acontecimentos é chamado de Idade das Trevas na Grécia ou Idade das Trevas Grega. A arqueologia mostra que a civilização do mundo grego sofreu um colapso nesse período. Os grandes palácios e cidades dos micênicos foram destruídos ou abandonados. A língua grega deixou de ser escrita. A arte cerâmica da Grécia durante a idade das trevas mostra desenhos geométricos simplistas, desprovida da rica decoração figurativa dos produtos micênicos. Os gregos do período da idade das trevas viviam em habitações menores e mais esparsas, o que sugere a fome, escassez de alimentos e uma queda populacional. Não foram encontrados em sítios arqueológicos nenhum artigo importado, mostrando que o comércio internacional era mínimo. O contato entre poderes do mundo exterior também foi perdido durante essa época, resultando num progresso cultural vagaroso, bem como uma atrofia em qualquer tipo de crescimento. Os reis desse período mantiveram sua forma de governo até que foram substituídos por uma aristocracia. Mais tarde, nalgumas áreas, essa aristocracia foi substituída por um setor aristocrático dentro de si próprio - a elite da elite. As técnicas militares de guerra tiveram seu foco mudado da cavalaria para a infantaria, e devido ao barato custo de produção e de sua disponibilização local, o ferro substituiu o bronze como metal, sendo usado na manufatura de ferramentas e armas. Lentamente a igualidade cresceu entre os diferentes estratos sociais, resultando na usurpação de vários reis e na ascensão do geno (γένος, genos), ou seja, família. As famílias, chamadas genos , começaram a reconstruir seu passado, na tentativa de traçar suas linhagens a heróis da Guerra de Troia, e ainda mais além - principalmente a Hércules. Enquanto a maior parte daquelas histórias eram apenas lendas, algumas foram separadas por poetas da escola de Hesíodo. Alguns desses "contadores de histórias", como eram chamados, incluíam Hecateu de Mileto e Acusilau de Argos, mas a maioria desses poemas foram perdidos. Acredita-se que os poemas épicos de Homero contêm um certo montante de tradição preservada oralmente durante o período da Idade das Trevas. A validade histórica dos escritos de Homero têm sido disputada vigorosamente (cf. a "questão homérica"). Ao fim desse período de estagnação (uma das principais características da Idade das Trevas) a civilização grega foi tomada por um período de renascença que se espalhou pelo mundo grego chegando até o mar Negro e a Península Ibérica. A escrita foi reintroduzida pelos fenícios, retomada e modificada pelos gregos e, depois, pelos romanos e pelos gauleses. Período arcaico O período arcaico vai do ao Geralmente chama-se "Grécia Antiga" a todo o período da história grega anterior ao Império Romano, enquanto "Grécia Arcaica", termo usado pelos historiadores, refere-se especificamente a um dos períodos da antiguidade grega. Alguns escritores incluem as eras das civilizações minoica e micênica no período arcaico grego, enquanto outros defendem a tese de que essas civilizações eram tão diferentes das culturas gregas posteriores que deveriam ser classificadas separadamente. Tradicionalmente convencionou-se afirmar que o período arcaico grego teve início com a data dos primeiros Jogos Olímpicos em , mas a maioria dos historiadores atualmente retrocedem esse intervalo até o ano de aproximadamente. A data de transição para o fim desse período é a morte de Alexandre, o Grande em , que marcou o início do período classificado como Helenístico. Todavia, nem todos observam essa regra de distinção entre a Grécia Arcaica e a Helenística: alguns escritores preferem considerar a civilização grega antiga como um continuum estendendo-se até o advento do Cristianismo no A Grécia arcaica é considerada pela maioria dos historiadores como uma cultura que representou o fundamento da civilização ocidental. A cultura grega foi uma influência poderosa no Império Romano, que levou a muitas partes da Europa uma versão dessa cultura. A civilização da Grécia arcaica foi de influência pujante no mundo moderno, em diversos aspectos culturais, como língua, política, educação e escolaridade, filosofia, arte e arquitetura, principalmente durante o Renascimento na Europa Ocidental, e, novamente, durante vários períodos revivalistas neoclássicos no séculos XVIII e XIX tanto na Europa como nas Américas. A unidade política básica na Grécia arcaica era a pólis (πόλις), geralmente traduzida como cidade-estado. A própria palavra "política" ) significa "assuntos da pólis". Cada cidade era independente, ao menos em teoria. Algumas cidades poderiam ser subordinadas a outras (como uma colônia tradicionalmente acedendo à sua cidade-mãe), outras poderiam adotar formas de governo inteiramente dependentes de outras cidades (os Trinta Tiranos de Atenas foram impostos por Esparta ao fim da Guerra do Peloponeso), mas o título de poder supremo de cada cidade encontrava-se nelas próprias. Isso significa que quando a Grécia entrava em guerra (p.ex., contra o Império Aquemênida), era como se uma aliança entrasse em guerra. Tal característica, por outro lado, também deu ampla oportunidade para guerras dentro da própria Grécia, entre cidades diferentes. A maioria dos nomes gregos conhecidos de leitores de mundo atual vem dessa época. Entre os poetas, Homero, Hesíodo, Píndaro, Ésquilo, Sófocles, Eurípedes, Aristófanes e Safo eram ativos. Políticos famosos incluem Temístocles, Péricles, Lisandro, Epaminondas, Alcibíades, e seu filho Alexandre, o Grande. Ainda neste período, Sócrates, Platão e Aristóteles deixaram seu legado, bem como Heráclito de Éfeso, Parmênides, Demócrito, Heródoto, Tucídides e Xenofonte. Quase todo o conhecimento e estudo matemático formalizado em Os Elementos de Euclides, publicado no período Helenístico, foi desenvolvido durante a era arcaica. Duas guerras de importância-mor marcaram o mundo grego antigo: as Guerras Médicas e a Guerra do Peloponeso. As Guerras Médicas () são contadas em "Histórias" de Heródoto. As cidades gregas jônicas revoltaram-se contra o Império Persa e foram apoiadas por algumas cidades do continente, por fim sendo lideradas por Atenas (as batalhas mais memoráveis dessa guerra incluem a Batalha de Maratona, a Batalha das Termópilas, a Batalha de Salamina e a Batalha de Plateia). Em função de levar a cabo a guerra - e, subsequentemente, de defender a Grécia de ataques posteriores por parte dos Persas - Atenas fundou a Liga, ou Confederação de Delos em Inicialmente cada cidade da confederação contribuiria com soldados e navios a um exército grego comum, mas, com o passar do tempo, Atenas permitiu (e, depois, obrigou) cidades menores a contribuir com capital em vez de construir navios. Qualquer revolução com o intuito de deixar ou modificar a confederação seria punida. Após os conflitos com os persas, o tesouro terminou por ser transferido de Delos para Atenas, o que resultou no fortalecimento dessa cidade sob o controle da confederação. A Liga de Delos terminou sendo referida pejorativamente como "o Império Ateniense". Em , mesmo enquanto as Guerras Médicas ainda tomavam lugar, irrompeu-se a guerra entre a Confederação de Delos e a Confederação do Peloponeso, que compreendia Esparta e seus aliados. Depois de batalhas inconclusivas, os dois lados assinaram um tratado de paz em Estipulara-se que o tratado deveria durar trinta anos, mas, em vez disso, sobreviveu apenas até , quando estourou a temível Guerra do Peloponeso, que mudaria para sempre o mundo grego. As fontes principais acerca do ocorrido nessa famosa guerra são a "História da Guerra do Peloponeso" de Tucídides e a "Helênica" de Xenofonte. Tucídides relata que uma das causas primeiras da guerra foi a disputa entre Córcira e Epidamno. Essa última era uma cidade de estatura menor, que o próprio Tucídides considera necessário informar o leitor acerca de onde se localiza. Corinto, que também reclamava controle sobre a cidade (Epidamno), interveio na disputa, tomando o lado dos epidamnienses. Receosa de que Corinto pudesse capturar a marinha corcireia (que, em tamanho, ficava atrás somente da ateniense), Córcira buscou a ajuda de Atenas, que terminou por intervir, impedindo Corinto de desembarcar na Córcira durante a Batalha de Sibota, sitiando Potideia e proibindo todo e qualquer comércio de Corinto com Mégara, sua mais próxima aliada (cf. decreto megárico). Houve desacordo entre os gregos quanto a que partido teria violado o tratado entre as confederações de Delos e do Peloponeso, devido a fato de Atenas estar defendendo uma aliada (que o próprio tratado de paz permitia). Os coríntios pediram ajuda a Esparta. Com receio do poder crescente de Atenas, e observando como os atenienses estavam dispostos a usar-se desse poder para subjugar os megáricos (o embargo ateniense do decreto megárico teria arruinado o estado), Esparta finalmente declarara que o tratado de paz havia sido violado, dando início à Guerra do Peloponeso. A primeira fase da guerra (conhecida "Guerra dos Dez Anos" ou, menos frequentemente, como "Guerra de Arquídamo", devido ao rei espartano ) estendeu-se até , quando tomou lugar a Paz de Nícias. O general e líder ateniense Péricles afirmava que sua cidade lutava uma guerra defensiva, evitando a batalha contra as forças terrestres de força superior dos espartanos, importando todo o necessário através da poderosa marinha ateniense: o plano era simplesmente resistir por mais tempo do que Esparta podia lutar - os espartanos temiam ausentar-se de sua cidade por muito tempo devido às revoltas suscitadas pelos hilotas. Para que essa estratégia funcionasse, Atenas teve que aguentar sítios regulares, até que em a cidade sofreu com o aparecimento duma praga terrível, que terminou por dizimar aproximadamente um quarto de sua população, incluindo o próprio Péricles. Com a ausência de Péricles no governo e na liderança militar, elementos menos conservadores ganharam poder e Atenas partiu para a ofensiva. A cidade capturou cerca de 300 a 400 hoplitas espartanos na Batalha de Pilos. Essa quantia representava uma fração significante da força ofensiva espartana, que terminou por decidir que não poderiam se dar ao luxo de perder. Enquanto isso, Atenas havia sofrido derrotas humilhantes em Decélia e em Anfípolis. O Tratado de Nícias foi concluído com a recuperação espartana de seus reféns e a recuperação ateniense da cidade de Anfípolis. Atenas e Esparta assinaram o Tratado de Nícias em , prometendo mantê-lo por cinquenta anos. A segunda fase da Guerra do Peloponeso teve início em , quando Atenas embarcou na Expedição à Sicília () para apoiar Segesta, cidade que pedira a ajuda ateniense ao ser atacada por Selinunte, líder da cidade de Siracusa, que tentava obter a hegemonia sobre a Sicília. Inicialmente, Esparta estava disposta a não ajudar sua aliada siracusana, da mesma forma que Nícias pedira a Atenas para não se intrometer no assunto, uma vez que o tratado de paz ainda estava de pé. Porém, Alcibíades, general ateniense de grande influência entre os jovens da época, terminou por convencer os atenienses a intervir no conflito, resultando na inflamação de Esparta, que o acusou de atos ímpios incrivelmente grosseiros e terminou por tomar parte, ela também, no conflito, uma vez que não poderia permitir que Atenas subjugasse Siracusa (isso acarretaria no domínio ateniense sobre o mercado ocidental de cereais, além de abrir caminho para a Etrúria). A campanha terminou sendo um completo desastre, e provavelmente a maior derrota sofrida pelos atenienses até então, com Nícias morto e Alcibíades desertando Atenas e juntando forças com Esparta. Com o apoio do novo general espartano Alcibíades, as possessões jônicas de Atenas rebelam-se. Em , por meio duma revolução oligárquica em Atenas, chegou a entrever-se paz, mas a marinha ateniense, que permanecia fiel ao sistema democrático de governo, recusou-se a aceitar a mudança e continuou lutando em nome de Atenas. Alcibíades, que desejava voltar a Atenas, planejava aliar-se aos persas para derrotar os espartanos, mas, como não havia meios, e, mais tarde, devido à suposta tentativa de seduzir a mulher do rei , rei espartano, terminou deixando Esparta, dirigindo-se às forças atenienses estacionadas em Samos, onde foi acolhido como general. A oligarquia em Atenas terminou por ruir e Alcibíades entrou em marcha para reconquistar o que havia sido perdido. Em , contudo, Alcibíades seria substituído devido a uma derrota naval na Batalha de Nócio. O general espartano Lisandro, fortalecendo o poder naval de sua cidade, conquistou vitória atrás de vitória. Depois da Batalha de Arginusa, nas ilhas Arginusas, cuja vitória pertenceu aos atenienses, mas que, devido ao mau tempo, teve suas tropas navais impedidas de resgatar alguns de seus náufragos e feridos, Atenas cometeu o erro de executar e ostracizar oito de seus melhores comandantes. Lisandro obteve uma vitória esmagadora na Batalha de Egospótamo (Rio das Cabras) em , que virtualmente destruiu a frota ateniense. Atenas terminou por render-se um ano depois, finalmente colocando um fim à Guerra do Peloponeso. A guerra deixou um rastro de devastação. Descontentes com a hegemonia espartana que se seguiu (incluindo o fato de que Esparta havia cedido a Jônia e o Chipre ao Império Aquemênida com o fim da Guerra Corintiana (); cf. Tratado de Antálcidas), Tebas resolveu atacar. Seu general, Epaminondas, esmagou Esparta na Batalha de Leuctra em , inaugurando o breve período do dominação tebana na Grécia. Em , incapaz de prevalecer em seu conflito com a Fócida, que já durava dez anos, Tebas pediu auxílio a , o que resultou no rápido domínio macedônico sobre grande parte da Grécia, que estava enfraquecida depois de 27 anos de luta entre si. A unidade política básica daquele momento em diante foi o império, que terminou por dar início ao período helenístico grego. Período helenístico O período helenístico da história grega começa com a morte de Alexandre em e termina com a anexação da península e ilhas gregas pela República Romana em . Apesar do fato de que o estabelecimento do governo romano não quebrou a continuidade da sociedade e cultura helenísticas - que permaneceram essencialmente as mesmas até o advento do cristianismo -, ele marcou, contudo, o final da independência política grega. Durante o período helenístico, a importância da Grécia "em si" (ou seja, o território representado pela Grécia atual) dentro do mundo grecófono delineou nitidamente. Os grandes centros de cultura helenística eram Alexandria e Antioquia, capitais do Egito ptolemaico e da Síria selêucida respectivamente. Outros centros importantes eram Esmirna, Selêucia do Tigre, Éfeso e Pérgamo, todas fora da Grécia continental (cf. Civilização Helenística para a história da civilização grega fora da Grécia durante esse período.) Atenas e suas aliadas (todas as populações da Grécia Central e do Peloponeso, com exceção de Esparta), ao receberam notícia da morte de Alexandre, revoltaram-se contra a Macedônia, mas foram derrotadas dentro de um ano, na Guerra Lamíaca. Enquanto isso, uma contenda pelo poder deixado por Alexandre irrompeu entre seus generais, resultando no desmembramento de seu império e no estabelecimento dum número de novos reinos (cf. Diádocos). Ptolomeu ficou com o Egito, Seleuco com o Levante, a Mesopotâmia e algumas cidades a leste. O controle da Grécia, Trácia e Anatólia foi contestado, mas por volta de a dinastia antigônida suplantara a antipátrida. O controle macedônio das cidades-estados gregas foi intermitente, com o aparecimento de revoltas. Atenas, Rodes, Pérgamo e outros estados gregos mantiveram uma independência substancial, juntando-se à Confederação da Etólia (ou "Liga da Etólia") com a intenção de defender essa independência. A Confederação da Acaia (ou "Liga da Acaia") ainda que teoricamente sujeita à dinastia ptolemaica (também chamada de dinastia lágida), agia, de fato, independentemente, controlando a maioria do sul da Grécia. Esparta também continuou independente, mas recusou-se a fazer parte de confederações. Em , persuadiu as cidades gregas a revoltarem-se contra a Macedônia, resultando na Guerra de Cremônides, assim chamada devido ao líder ateniense . As cidades gregas foram derrotadas e Atenas perdeu sua independência, bem como suas instituições democráticas. Isso marcou o fim de Atenas como agente política, ainda que continuasse sendo a maior, mais rica e mais cultivada cidade da Grécia. Em , a Macedônia derrotou a frota egípcia em Cós e estendeu seu domínio à todas as ilhas do Egeu, com exceção de Rodes. Esparta continuou hostil aos Aqueus, e em terminou por invadir a Acaia, ganhando o controle da Confederação. Os aqueus restantes preferiram distanciar-se da Macedônia e aliar-se a Esparta. Em , o exército macedônio derrotou os espartanos e anexou a cidade - era a primeira vez que Esparta era ocupada por um poder estrangeiro. foi o último governante grego a dispor tanto de talento como de oportunidade para unir a Grécia e preservar sua independência contra o poder de Roma, mas morreu com um machucado que não parava de crescer. Sob seus auspícios, a Paz de Naupacto () Nesse momento ele possuía o controle de toda a Grécia, excetuando-se Atenas, Rodes e Pérgamo. Em , contudo, Filipe forjara uma aliança com o inimigo romano, Cartago. Imediatamente, Roma seduziu as cidades aqueias, fazendo com que abandonassem a antiga lealdade a Filipe, e fez alianças com Rodes e Pérgamo - esse último, o maior poder da Ásia Menor. A Primeira Guerra Macedônica eclodiu em , terminando inconclusivamente em . A Macedônia, contudo, havia sido marcada como inimigo de Roma. Em , Roma derrotou Cartago, ficando livre para dar atenção ao oriente. Em estourou a Segunda Guerra Macedônica — por razões ainda obscuras, mas basicamente porque Roma via a Macedônia como um aliado em potencial dos Selêucidas, o maior poder do oriente. Os aliados de Filipe na Grécia deserdaram-no, e em ele foi finalmente derrotado na Batalha de Cinoscéfalos pelo cônsul romano Tito Quíncio Flaminino. Para a sorte dos gregos, Flamínio era um homem de moderação e um confesso admirador da cultura grega, além de conhecer e falar o idioma - razão pela qual, na verdade, muitos dos aliados de Filipe haviam se aliado a Flamínio. Filipe teve que capitular sua frota e tornar-se um aliado romano, de forma que foi poupado. Durante os Jogos Ístmicos, realizados no istmo de Corinto em , Flamínio declarou, em meio ao entusiasmo geral, a independência das cidades gregas, tornando-as livres, apesar de guarnições romanas ainda se encontrarem em Corinto e na Calcídica. A liberdade prometida por Roma, contudo, era uma ilusão. Todas as cidades, exceto Rodes, faziam parte duma nova Confederação controlada pela própria Roma, e a democracia foi substituída por regimes aristocráticos aliados a Roma. Período Greco-romano Militarmente, a Grécia havia entrado num declínio tal que os romanos conquistaram todo o seu território ( em diante) - ainda que a cultura grega, em contrapartida, houvesse "conquistado" os romanos. Apesar do início do governo romano sobre a Grécia ser datado convencionalmente com o saque de Corinto por Lúcio Múmio em , no fim da Guerra Aqueia, a Macedônia já havia caído sob o controle romano com a derrota de seu rei, Perseu, por Lúcio Emílio Paulo Macedônico na Batalha de Pidna, em , no final da Terceira Guerra Macedônica. Os romanos dividiram a região em quatro repúblicas menores, e em , a Macedônia se tornou oficialmente uma província romana, fazendo de Salonica sua capital. O restante das cidades-estados gregas gradualmente, e por fim, prestaram homenagem a Roma, finalmente enterrando sua autonomia de jure. Os romanos deixaram a administração local ao encargo dos gregos sem nem tentar abolir o padrão de política tradicional. A ágora em Atenas continuou a ser o centro da vida civil e cultural. O édito de Caracala em , chamado de Édito de Caracala, concedia a cidadania romana a pessoas nascidas fora da península itálica a todos os adultos do sexo masculino em todo o Império Romano, de forma que populações provinciais tiveram seu status igualado ao da própria cidade de Roma. A importância desse decreto é histórica, mais que política: ele serviu de base para a integração onde os mecanismos econômicos e judiciais do estado poderiam ser aplicados através de todo o Mediterrâneo da mesma forma como houvera sido com o Lácio, em toda a península Itálica. Na prática, naturalmente, a integração não ocorreu de maneira uniforme. As sociedades já integradas a Roma, como a Grécia, foram favorecidas pelo edito, comparadas às sociedades mais distante, às muito pobres ou às que simplesmente eram muito diferentes, como a Britânia, a Dácia e a Germânia. O édito de Caracala não colocou em movimento o processo que levou à transferência de poder da Itália e do Ocidente à Grécia e ao Oriente, mas sim, acelerou-o, estabelecendo a base para a ascensão da Grécia como poder maior na Europa e no Mediterrâneo durante a Idade Média. Durante este período, o cristianismo, vindo da Palestina, foi introduzido na Grécia na metade do por Paulo de Tarso. Diversas das epístolas do Novo Testamento foram dirigidas a cidades gregas como Corinto, Tessalônica, Filipos e Éfeso. Decorridos cerca de 200 anos, a religião cristã tornara-se predominante em toda a Grécia e exerceria uma influência maior no Império Bizantino. Período bizantino A história do Império Bizantino é descrita pelo acadêmico August Heisenberg como a história "do Estado romano da nação grega que se tornou cristão." A divisão do império em ocidente e oriente e o subsequente colapso do Império Romano do Ocidente foram desenvolvimentos que acentuaram constantemente a posição dos gregos no império e terminaram permitindo que fossem identificados com ele de forma completa. O papel principal de Constantinopla começou quando Constantino transformou Bizâncio na nova capital do Império Romano, cujo nome veio a ser mudado para Constantinopla. A cidade, localizada no coração do helenismo, tornou-se um ponto de referência para os gregos até a era moderna. Os imperadores Constantino e Justiniano exerceram seu domínio sobre Roma durante o período de 324 a 610. Assimilando a tradição romana, os imperadores buscavam prover a base para subsequente melhorias e para a formação do Império Bizantino. Esforços para salvaguardar as fronteiras do império e para restaurar os territórios romanos marcaram os primeiros séculos. Ao mesmo tempo, a formação definitiva e o estabelecimento da doutrina ortodoxa, bem como uma série de conflitos resultantes de heresias desenvolvidas nas fronteiras do império, marcaram o período inicial da história bizantina. No primeiro período da metade da era bizantina (610-867) o império foi atacado tanto por antigos inimigos (persas, lombardos, ávaros e eslavos) como por novos grupos que apareciam pela primeira vez na história (árabes, búlgaros). A principal característica desse período consiste no fato de que os ataques inimigos não se resumiam às áreas fronteiriças do estado, mas estendiam-se muito além, chegando a ameaçar a própria capital. Ao mesmo tempo, tais ataques perdiam seu caráter periódico e temporário, transformando-se em instalações permanentes que se tornavam novos estados - claro, hostis ao Império Bizantino. Mudanças também podiam ser observadas na estrutura interna do império, ditadas por condições tanto externas como internas. A predominância dos pequenos agricultores livres, a expansão dos estados militares e o desenvolvimento do sistema de temas deram o toque final ao processo evolutivo que começara no período anterior. Mais mudanças também podiam ser vistas no setor administrativo: a administração e a sociedade tinham se tornado gregas de forma imiscível, enquanto o processo de restauração da ortodoxia após o movimento iconoclástico permitiu com sucesso a retomada de ações missionárias entre os povos vizinhos e seus posicionamentos na esfera de influência cultural bizantina. Durante esse período o Estado foi geograficamente reduzido e economicamente prejudicado, uma vez que haviam perdido regiões produtoras de riquezas; o Estado obteve, contudo, uma homogeneidade linguística, dogmática e cultural muito maior. O ano de 1204 marca o início do período bizantino tardio, quando teve lugar o acontecimento de maior importância para o império. Constantinopla foi perdida pelos gregos pela primeira vez, e o império houvera sido conquistado por cruzados do mundo latino, sendo substituído por um novo império onde o latim seria a língua do governo, período que perdurou por 57 anos. Além disso, o período de ocupação latina influenciou de forma definitiva os desenvolvimentos internos do império, uma vez que elemento feudais começaram a fazer parte do modo de vida bizantino. Em 1261, o império grego encontrava-se dividido entre os membros da antiga dinastia Comneno greco-bizantina (Despotado de Epiro) e entre a dinastia Paleólogo (a última dinastia até a queda de Constantinopla). Após o enfraquecimento gradual das estruturas do estado grego bizantino e a redução de seu território devido às invasões dos turcos, o Império Bizantino Grego veio finalmente ao fim nas mãos dos otomanos, em 1453, data considerada como o fim do período bizantino. É importante notar que o termo "bizantino" é uma ideia contemporânea, convencionado por historiadores. O povo da época costumava chamar o império do em diante simplesmente como "Império Grego", bem como "Império Romeo-Grego" antes disso. Por esta razão, os gregos às vezes chamam-se a si próprios de "Romioí" (Ρωμιοί) numa forma coloquial. O termo "romeo" ('relacionado a Roma') era por vezes usado devido à tradição legada a muitos aspectos da administração política do império. Deve-se dizer também que muitos impérios em toda a Europa usaram-se do termo, além dos bizantinos gregos, como por exemplo os carolíngios ou o Sacro Império Romano-Germânico (Latin Sacrum Romanum Imperium) germânico, que se consideravam como herdeiros legítimos do Império Romano. Período otomano Quando os otomanos chegaram, duas migrações gregas tiveram lugar. A primeira compreendia a camada intelectual grega, que migrou para a Europa ocidental, influenciando o advento do Renascimento. A segunda migração foi a dos gregos deixando as planícies da península da Grécia e instalando-se nas montanhas. O país, formado, em sua maior parte, por terrenos montanhosos, impediu a conquista pelos otomanos de toda a península grega, uma vez que não chegaram a desenvolver uma presença militar ou administrativa nas montanhas. Houve muitos clãs gregos das montanhas por toda a península e pelas ilhas. Os esfaquiotas de Creta, os suliotas do Epiro e os maniotas do Peloponeso estavam entre os clãs das montanhas mais resilientes durante toda o período do Império Otomano. Entre final do e o , muitos gregos começaram a migrar das montanhas para as planícies. O sistema do millet contribuiu para a coesão étnica dos gregos ortodoxos ao segregar a população do império otomano de acordo com a religião de cada um. A Igreja Ortodoxa Grega, uma instituição etno-religiosa, prestou auxílio aos gregos de todas as áreas geográficas da península (i. é, montanhas, planícies e ilhas) para que preservassem sua herança étnica, cultural, linguística e racial durante os severos anos de domínio otomano. Os gregos que viviam nas planícies durante a ocupação otomana eram ou cristãos que sofriam com o governo estrangeiro ou criptocristãos (muçulmanos gregos que praticavam em segredo a fé da igreja ortodoxa). Muitos gregos tornaram-se criptocristãos com o intuito de evitar pesadas taxações, enquanto, ao mesmo tempo, expressavam sua identidade por manter relações com a igreja ortodoxa grega em segredo. Contudo, os gregos que convertiam-se ao Islã e que não eram criptocristãos eram considerados turcos aos olhos dos gregos ortodoxos, ainda que não adotassem a língua turca. Por outro lado, a camada convertida teve imenso papel na criação da cultura grega moderna, uma vez que tradições e costumes turcos foram aprendidos durante todo o período ocupacional. Os traços mais óbvios da influência turca sobre a cultura grega atual pode ser vista na música e na cozinha gregas. Período moderno O Império Otomano dominou a Grécia até o início do . Em 1821, os gregos insurgiram-se, declarando sua independência na Guerra de Independência da Grécia, apesar de só conseguiram real emancipação em 1829. As elites das nações europeias viram a guerra de independência grega - devidamente acompanhada dos exemplos de atrocidades cometidas pelos turcos - de modo romântico (cf. o quadro "Massacre de Quios" de 1824, por Eugène Delacroix). Uma grande quantidade de voluntários não-gregos lutou pela causa (incluindo, por exemplo, Lord Byron) e, ainda assim, por vezes os otomanos encontravam-se a ponto de suprimir a revolução grega de maneira quase total, não fosse a intervenção da França, Inglaterra e Império Russo. Ioánnis Kapodístrias, o ministro russo de relações exteriores, ele próprio um grego, retornou à pátria-mãe como presidente da nova república, após a oficialização da independência grega. A república desapareceu alguns anos depois, quando poderes ocidentais ajudaram a transformar a Grécia numa monarquia, cujo primeiro rei veio da Baviera, e o segundo, da Dinamarca. Durante o e o começo do , numa série de guerras contra os otomanos, a Grécia buscou estender suas fronteiras a fim de incluir a população étnica grega do Império Otomano, lentamente alargando seu território e população até alcançar sua configuração atual em 1947. Na Primeira Guerra Mundial a Grécia juntou-se aos poderes da Tríplice Entente para lutar contra o Império Otomano e a Tríplice Aliança. Depois da guerra foram concedidas a Grécia partes da Ásia Menor, incluindo a cidade de Esmirna, cuja população era, em grande parte, grega. Na época, porém, os nacionalistas turcos liderados por Mustafa Kemal Atatürk derrubaram o governo otomano, organizaram um ataque militar às tropas gregas e derrotaram-nas. Imediatamente, centenas de milhares de turcos vivendo no território da Grécia continental deslocaram-se, indo para a Turquia, numa troca de centenas de milhares de gregos vivendo na Turquia, que deveriam ser mandados à Grécia. Apesar das forças armadas do país serem numericamente pequenas e mal equipadas, a Grécia contribuiu de forma decisiva com os Aliados na Segunda Guerra Mundial. No início da guerra, a Grécia juntou-se aos Aliados e recusou-se a atender as exigências do Reino de Itália. Em 28 de outubro de 1940, a Itália invadiu a Grécia, mas as tropas gregas expulsaram os invasores após sangrenta batalha (cf. Guerra Greco-Italiana), marcando a primeira vitória dos Aliados na guerra. Hitler envolveu-se relutantemente, com o objetivo principal de garantir o domínio sobre o seu flanco sul: tropas da Alemanha, Hungria, Bulgária e Itália invadiram a Grécia com sucesso, obtendo triunfo sobre as unidades gregas, britânicas, australianas e neo-zelandesas. Contudo, quando os alemães tentaram tomar Creta num ataque maciço de paraquedistas - com o objetivo de reduzir a ameaça dum possível contra-ataque das forças aliadas no Egito - os Aliados, bem como os cretenses, ofereceram feroz resistência. Apesar da resistência cretense terminar vindo por terra, a batalha retardou os planos alemães de maneira significativa, de modo que a invasão alemã direcionada à União Soviética teve seu início fatalmente próximo do inverno. Um viés alternativo recente acerca do acontecimento é que as tropas alemãs envolvidas na batalha de Creta não eram tão numerosas a ponto de trazerem impacto ao ataque de proporções muito maiores contra a União Soviética. Durante muitos anos da ocupação nazista, milhares de gregos morreram em combate direto, em campos de concentração ou por pura inanição. Os ocupantes assassinaram grande parte da comunidade judaica apesar das tentativas da Igreja Ortodoxa Grega e de muitos gregos cristãos de proteger os judeus. A economia assumiu ares de languidez. Após a libertação, a Grécia viveu uma guerra civil - entre comunistas e realistas (monarquistas) - igualmente cruel, que durou três anos . Durante as décadas de 1950 e 1960 a Grécia continuou em lenta evolução, primeiramente com o auxílio dos Estados Unidos, mediante doações e empréstimos do Plano Marshall, e, posteriormente, com o aumento do setor turístico. Em 1967, as forças armadas gregas tomaram o poder através dum golpe de estado, derrubando o governo de direita de Panayiotis Kanellopoulos e estabelecendo a junta militar grega de 1967-1974, que viria a se tornar um regime de coronelismo. Suspeito-se inclusive que a Agência Central de Inteligência (CIA) estaria envolvida no golpe, e o novo regime em Atenas foi apoiado pelos Estados Unidos. Em 1973, o regime aboliu a monarquia grega. Em 1974, o ditador Papadopoulos negou ajuda aos Estados Unidos, conjecturando-se que, como resultado, este país, através da cooperação de Henry Kissinger, teria organizado um segundo golpe de estado. O coronel Demétrios Ioannides foi apontado como novo chefe de estado. Muitos consideram Ioannides responsável pelo golpe contra o presidente do Chipre - o golpe seria um pretexto para a primeira onda de invasões turcas ao Chipre em 1974 (cf. a crise de 1974 entre Grécia e Turquia). Os acontecimentos no Chipre e as manifestações que se seguiram à violenta repressão da insurreição da Politécnica (Η Εξέγερση του Πολυτεχνείου) de Atenas levaram à eclosão dum regime militar. Um carismático político exilado, Konstantínos G. Karamanlís, retornou de Paris como primeiro-ministro interino e depois ganhou nas re-eleições para dois mandatos como líder do partido conservador Nova Democracia . Em 1975, após o plebiscito que confirmou a deposição do rei , uma constituição republicana democrática foi estabelecida. Outro político previamente exilado, Andreas Papandreou, também retornou à Grécia e fundou o partido socialista PASOK, que ganhou as eleições em 1981, dominando o curso político do país por quase duas décadas. Desde a restauração da democracia a estabilidade e a prosperidade econômica da Grécia tem crescido. O país tornou-se parte da União Europeia em 1981 e adotou o Euro como moeda em 2001. Novas infraestruturas, fundos da UE e rendimentos turísticos em ascensão, sua marinha mercante, seus serviços, suas indústrias elétrica e de telecomunicações trouxeram aos gregos um padrão de vida sem precedente. Tensões continuam a existir entre a Grécia e a Turquia acerca do Chipre e da delimitação de fronteiras no mar Egeu, mas as relações entre esses dois países degelaram consideravelmente depois de uma série de terremotos - primeiro na Turquia e depois na Grécia - e de frequentes amostras de simpatia e generosa assistência pela parte de ambos os lados. Ver também Bibliografia Giordani, Mário Curtis. História da Grécia - Antigüidade Clássica I, 3ª edição, editora Vozes, Petrópolis, RJ, 1984. cf. A República de Platão, 407d. Giordani, Mário Curtis. História da Grécia - Antigüidade Clássica I, 3ª edição, editora Vozes, Petrópolis, RJ, 1984, p. 126. Chadwick, John. The Mycenaean World, Cambridge UP. ISBN 0-521-29037-6. Mountjoy, P.A. (1986). Mycenaean Decorated Pottery: A Guide to Identification, Studies in Mediterranean Archaeology 73. Göteborg: Paul Åströms Forlag. ISBN 91-86098-32-2. Mylonas, George E. (1966). Mycenae and the Mycenaean Age, Princeton UP. ISBN 0-691-03523-7. Latacz, J. Between Troy and Homer. The so-called Dark Ages in Greece, in: Storia, Poesia e Pensiero nel Mondo antico. Studi in Onore di M. Gigante, Rome, 1994. Podzuweit, Christian (1982). "Die mykenische Welt und Troja". In: B. Hänsel (ed.), Südosteuropa zwischen 1600 und 1000 v. Chr., 65-88. Ramou-Hapsiadi, Anna. , Atenas, 1982. Taylour, Lord William (1964). The Mycenaeans, Revised edition (1990). London: Thames & Hudson. ISBN 0-500-27586-6. Ligações externas
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Campeã é uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Real, com 24,05 km² de área e 1 375 habitantes (2011), ocupando a maior parte da região com o mesmo nome, entre as serras do Marão e do Alvão. Das 20 freguesias do concelho resultantes da reorganização administrativa de 2012/2013, é a 7.ª em área, a 13.ª em população residente e a 16.ª em densidade populacional (57,2 hab/km²). A Campeã disputa com Mouçós e Lamares o título de freguesia do concelho com mais lugares. Devido à contiguidade de muitos destes, nem sempre é possível estabelecer inequivocamente o seu número; uma lista possível será: Aveção do Cabo, Aveção do Meio, Aveçãozinho, Balsa, Boavista, Carvalheira, Chão Grande, Cotorinho, Cruz, Espinho, Estalagem Nova, Parada, Pêpe, Pereiro, Pousada, Montes, Seixo, Vendas (sede), Viariz da Poça, Viariz da Santa e Vila Nova. História O mais antigo documento conhecido que lhe faz referência data de 1091 («in terrotoris Pannoniarum… subtus mons Campelana»). Em 1134, foi por D. Afonso Henriques concedida carta de couto à chamada «albergaria do Marão», aí situada. Segundo as Memórias de Vila Real, em 1530 a freguesia é denominada de Santo André, mas na Relação de Vila Real e seu Termo (1721) já surge com o nome actual. Tal como todas as demais terras pertencentes aos Marqueses de Vila Real, a Campeã passou em 1641 para a posse da Coroa, quando o Marquês e o seu herdeiro foram executados sob acusação de conjura contra D. João IV. Em 1654, passou a integrar o património da recém-criada Sereníssima Casa do Infantado, situação que se manteve até à extinção desta, aquando das reformas do Liberalismo (1836). Com estas, a região da Campeã passou a pertencer ao antigo concelho de Ermelo, tendo sido de novo transferida para o de Vila Real pelo decreto de 31 de Dezembro de 1853 que extinguiu aquele. Em 1958, um avião pilotado por Pierre Clostermann foi obrigado a fazer uma aterragem de emergência na Campeã. O piloto, que terá saído ileso dessa arriscada aterragem, foi para Vila Real, onde se hospedou por uns dias no Hotel Tocaio. A cidade pacata que Vila Real então era ficou em polvorosa com a presença de Clostermann. Ligações externas Freguesias de Vila Real
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Lordelo é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Vila Real. A freguesia, de perfil urbano, tem 5,16 km² de área e 3 169 habitantes (2011). Das 20 freguesias do concelho resultantes da reorganização administrativa de 2012/2013, é a 18.ª em área, a 4.ª em população residente e a 3.ª em densidade populacional (614,1 hab/km²). Inclui no seu território as seguintes localidades: Cales, Laverqueira, Lordelo (sede) e Petisqueira. Nela se situam ainda o Hospital de Vila Real, a Escola Superior de Enfermagem de Vila Real e a Feira de Levante. É uma das freguesias periurbanas de Vila Real (confronta com a freguesia urbana de Vila Real) e um dos eixos de expansão da cidade. História A história de Lordelo perde-se no tempo e toda ela envolta em intensa neblina, com documentação pouco convincente em termos históricos corretos e absolutos, e a que existe pouco comprova a veracidade de certos factos e de certas afirmações. Lordelo é antiquíssima povoação, que tomou este nome de outrora vila e couto Lordello, pois já era " Honra dos Lordellos" em tempo do Rei D.Dinis. Os tais Lordellos tinham aqui uma grande quinta, chamada mesmo " Quinta dos Lordello", donde tiraram o apelido. Desta linhagem que parece já ter existido no tempo do Lavrador, apenas se conhece a família individualmente a partir do reinado de D. Afonso V, nomeadamente Lopo Dias de Lordello, provedor das capelas desse príncipe, com descendência; Duarte Dias de Lordello, seu irmão, casado com Francisca Mendes de Brito, com descendência; Vasco Martins de Lordello casado com N. de Góis, de quem teve descedência;João de Lordelo, escudeiro de D.Fernando, Duque de Guimarães que depois foi de Bragança, cunhado de D.Manuel I, o qual teve o privilegio de fidalgo, por carta de 30 de Outubro de 1475; Brites de Lordello, talvez irmã deste ultimo, que obteve, por seus serviços, mercê de quinze mil reais de tença cada ano, para si e seus herdeiros, por graça do Africano, de quem era criada. Tal dádiva foi feita em 1475. Estes ricos fidalgos apregoavam em suas armas a " Honra dos Lordello". Descrevem-se estas armas da seguinte maneira: campo verde, banda de prata carregada de três quadripólios vermelhos e acompanhados por seis cordeiros passantes de prata, postos em duas bandas e dispostos no sentido um, dois, dois, um. O timbre do brasão tem um cordeiro de prata com um quadripólio vermelho na boca. D. Manuel I deu-lhe foral, muito semelhante ao de Alijó, a 12 de Novembro de 1519, ao mesmo tempo que o de muitas outras povoações de Trás-os- Montes e todos no mesmo documento. Provavelmente deu-lhe a categoria de vila. A partir de certa altura e no decorrer dos tempos Lordelo foi feudo dos Távoras . Em 1759, com a extinção da Casa dos Távoras por acusação de conjura contra D. José. Lordelo é integrado na Coroa e Fazenda Régia da benfeitoria do Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, pertença da Abadia de Vila Marim, mais tarde Junta Paroquial Autónoma e, por fim, Junta de Freguesia. A 6 de Novembro de 1836, o concelho foi extinto e a freguesia integrada no município de Vila Real. A 12 de Junho de 2009, a sede da freguesia foi novamente elevada à categoria de vila. A 11 de Outubro de 2012 a Assembleia Municipal de Vila Real aprovou a proposta de Reorganização Administrativa Territorial do Município apresentada pela Câmara Municipal. Com o intuito de evitar a sua eventual agregação com outras freguesias vizinhas, a freguesia de Lordelo foi reclassificada, em contradição com os dados estatísticos, como «não urbana». Património Pelourinho de Lordelo Ligações externas Lordelo Freguesias de Vila Real Antigos municípios do distrito de Vila Real Vilas de Portugal
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