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Lisp é uma família de linguagens de programação concebida por John McCarthy em 1958. Num célebre artigo, ele mostra que é possível usar exclusivamente funções matemáticas como estruturas de dados elementares (o que é possível a partir do momento em que há um mecanismo formal para manipular funções: o Cálculo Lambda de Alonzo Church). A linguagem Lisp foi projetada primariamente para o processamento de dados simbólicos. Ela é uma linguagem formal matemática. Durante os anos de 1970 e 1980, Lisp se tornou a principal linguagem da comunidade de inteligência artificial, tendo sido pioneiro em aplicações como administração automática de armazenamento, linguagens interpretadas e programação funcional.
O seu nome vem de List Processing (a lista é a estrutura de dados fundamental desta linguagem). Tanto os dados como o programa são representados como listas, o que permite que a linguagem manipule o código fonte como qualquer outro tipo de dados.
Existem diversos dialetos de Lisp, sendo os mais conhecidos: Common Lisp, Scheme e Clojure.
História
Lisp é uma família de linguagens que possui uma longa história. As primeiras ideias-chave para a linguagem foram desenvolvidas por John McCarthy em 1956, durante um projeto de pesquisa em inteligência artificial. A primeira implementação da linguagem se dá no inverno de 1958. A motivação de McCarthy surgiu da ideia de desenvolver uma linguagem algébrica para processamento de listas para trabalho em IA (inteligência artificial). Esforços para a implementação de seus primeiros dialetos foram empreendidos no IBM 704, IBM 7090, DEC PDP-1, DEC PDP-6 e DEC PDP-10. O dialeto principal entre 1960 e 1965 foi o Lisp 1.5.No início dos anos 1970, houve outros dois dialetos predominantes, desenvolvidos através de esforços anteriores: MacLisp e Interlisp.
Apesar das primeiras implementações do Lisp terem sido realizados nos IBM 704 e 7090, trabalhos posteriores concentraram-se nos DEC PDP-6 e PDP-10, este último sendo o baluarte do Lisp e das pesquisas em IA (inteligência artificial) em lugares como o MIT (Massachussets Institute of Tecnology) e as Universidades de Stanford e Carnegie-Mellon até metade dos anos 1970. O computador PDP-10 e seu antecessor, o PDP-6 eram por definição, especialmente adequados para o Lisp, por possuirem palavras de 36 bits e endereços de 18 bits. Esta arquitetura permitia um registro de um cons cell (par pontuado) em uma única palavra de memória, em instruções simples extraíam o seu car e cdr. Esses computadores possuíam também poderosas instruções de pilha, que proporcionavam rápida chamada a funções; porém suas limitações em 1973 eram evidentes: suportavam um pequeno número de pesquisadores utilizando o Lisp e seu endereçamento em 18 bits limitava o espaço dos programas. Uma resposta para o problema de endereçamento foi o desenvolvimento do "Lisp Machine",um computador dedicado especialmente à tarefa de trabalhar com a linguagem. Outra solução foi a utilização de computadores de uso geral com maior capacidade de endereçamento, como o DEC VAX e o S1 Mark IIA.
2000 até o presente
Depois de ter decaído um pouco nos anos 90, Lisp experimentou um ressurgimento de interesse após 2000. A maioria das novas atividades foi focada em implementações de Common Lisp, Scheme, Emacs Lisp, Clojure, e Racket, e inclui o desenvolvimento de novas bibliotecas e aplicativos portáteis.
Muitos novos programadores de Lisp foram inspirados por escritores como Paul Graham e Eric S. Raymond para buscar uma linguagem que outros consideram antiquada. Os programadores New Lisp frequentemente descrevem a linguagem como uma experiência de abrir os olhos e afirmam ser substancialmente mais produtivos do que em outras linguagens.[28] Esse aumento na consciência pode ser contrastado com o "Inverno da IA" e o breve ganho de Lisp em meados da década de 1990.
Dan Weinreb lista em sua pesquisa de implementações Common Lisp onze implementações de Common Lisp ativamente mantidas. Scieneer Common Lisp é uma nova implementação comercial da CMUCL com um primeiro lançamento em 2002.
A comunidade open-source criou uma nova infra-estrutura de suporte: o CLiki é um wiki que coleta informações relacionadas ao Common Lisp, o Common Lisp lista recursos, o #lisp é um canal IRC popular e permite compartilhar e comentar trechos de código (com suporte do lisppaste, um bot de IRC escrito em Lisp), Planet Lisp coleta o conteúdo de vários blogs relacionados a Lisp, no LispForum usuários discutem tópicos de Lisp, Lispjobs é um serviço para anunciar ofertas de emprego e há um serviço de notícias semanal, Weekly Lisp News. Common-lisp.net é um site de hospedagem para projetos Common Lisp de código aberto. QuickLisp] é um gerenciador de bibliotecas do Common Lisp.
Cinquenta anos de Lisp (1958–2008) foram celebrados em LISP50@OOPSLA. Há reuniões regulares de usuários locais em Boston, Vancouver e Hamburgo. Outros eventos incluem o European Common Lisp Meeting, o European Lisp Symposium e uma Conferênia Internacional de Lisp.
A comunidade Scheme mantém ativamente mais de vinte implementações. Várias novas implementações significativas (Chicken, Gambit, Gauche, Ikarus, Larceny, Ypsilon) foram desenvolvidas nos anos 2000. O Relatório Revisado sobre o Esquema de Linguagem Algorítmica padrão do Scheme foi amplamente aceito na comunidade Scheme. O processo Solicitações de implementação do Scheme criou muitas bibliotecas e extensões quase-padrão para o Scheme. As comunidades de usuários de implementações individuais do Scheme continuam a crescer. Um novo processo de padronização de linguagem foi iniciado em 2003 e levou ao padrão R6RS Scheme em 2007. O uso acadêmico do Scheme para o ensino de informática parece ter diminuído um pouco. Algumas universidades não estão mais usando Scheme em seus cursos introdutórios de ciência da computação; MIT agora usa Python em vez de Scheme para seu programa de ciência da computação e MITx massive open online course.
Existem vários novos dialetos de Lisp: Arc, Hy, Nu, Liskell e LFE (Lisp Flavored Erlang). O analisador para Julia é implementado em Femtolisp, um dialeto de Scheme (Julia é inspirada por Scheme e é frequentemente considerada um Lisp).
Dialetos historicamente significativos
LISP 1 – Primeira Implementação.
LISP 1.5 – Primeira versão amplamente distribuída, desenvolvida por McCarthy e outros do MIT. Assim chamada porque continha várias melhorias no interpretador "LISP 1" original, mas não foi uma grande reestruturação como planejado que fosse ser o LISP 2.
Stanford LISP 1.6 – Este foi uma sucessora para o LISP 1.5 desenvolvida no Laboratório de IA de Stanford, e amplamente distribuída para sistemas PDP-10 rodando o sistema operacional TOPS-10. Se tornou obsoleta com o advento do Maclisp e do InterLisp.
MACLISP – Desenvolvido para o Projeto MAC do MIT (Não tem relaçãocom o Macintosh da Apple, nem com McCarthy), descendente direto do LISP 1.5. Rodou em sistemas PDP-10 e Multics. (MACLISP mais tarde começou a ser chamado de Maclisp, e geralmente é citado como MacLisp.)
InterLisp – desenvolvido na BBN Technologies para sistemas PDP-10 rodando o sistema operacional Tenex, mais tarde usado como Lisp "da costa oeste" para as máquinas Xerox Lisp como InterLisp-D Umaversão menor chamada "InterLISP 65" foi produzida para a linha base de computadores 6502 da Família Atari de 8 bits. Por bastante tempo Maclisp e Interlisp foram fortes competidores.
Franz Lisp – originalmente um projeto da Universidade da Califórnia, Berkeleyt; mais tarde desenvolvido por Franz Inc. O nome é uma piada com o nome de "Franz Liszt", e não se refere à Allegro Common Lisp, o dialeto de Common Lisp vendido por Franz Inc., em anos mais recentes.
Aplicabilidades
Lisp é uma linguagem madura, concebida atenciosamente, altamente portável, linguagem de força industrial. Suas características que mais chamam atenção são:
Ferramenta rápida e altamente personalizável para fazer coisas do dia a dia.
Aplicações grandes, complexas e críticas as quais seriam impossíveis desenvolver em outra linguagem.
Prototipação rápida e Rapid Application Development (RAD).
Aplicações de alta disponibilidade, principalmente aquelas que necessitam de mudanças após a etapa inicial.
A linguagem teve um grande sucesso em software do ramo de negócios, engenharia, processamento de documentos, hipermídia (incluindo a Web), matemática, gráficos e animação (Mirai), inteligência artificial e processamento de linguagem natural. Uma das grandes vantagens de Lisp é que ela trata o programa como dado, possibilitando assim um programa inteiro ser dado como entrada de um outro, coisa que não acontece em outras linguagens como C e Pascal. É usada algumas vezes para definir todos os aspectos de uma aplicação, ou apenas o motor de processamento interno, ou apenas a interface do usuário; e ainda é usada com rotina para prover linguagens de comando interativas, linguagens de macro ou script e linguagens extensoras de sistemas comerciais.
Características Técnicas
A linguagem LISP é interpretada, onde o usuário digita expressões em uma linguagem formal definida e recebe de volta a avaliação de sua expressão. Deste ponto de vista podemos pensar no LISP como uma calculadora, que ao invés de avaliar expressões aritméticas avalia expressões simbólicas, chamadas de expressões. Cada programa em LISP, é, portanto, uma expressão. As expressões são de tamanho indefinido e tem uma estrutura de árvore binária.
A estrutura de utilização da memória disponível é na forma de listas, pois livra o programador da necessidade de alocar espaços diferentes para o programa e para os dados, fazendo com que os dados e os programas sejam homogêneos, característica única da linguagem LISP.
Suas principais características são:
Tipos de dados: átomo e a lista. É com apenas esses dois tipos de dados que se constroem as expressões-S, as estruturas basilares de LISP.
Fraca Tipagem: LISP, em relação a outras linguagens funcionais mais recentes, é fracamente tipado, o que causa complicações, já que operações que acessam as suas estruturas de dados são tratadas como funções.
Funções de ordem elevada: Linguagens funcionais tipicamente suportam funções de ordem elevada (exemplo: função de uma função de uma função de uma…).
Avaliação Ociosa: É o que ocorre quando uma função aninhada executa uma computação desnecessária para a avaliação da função que a chama, aumentando o tempo de execução.
Concorrência (multitarefa): A concorrência nas linguagens imperativas tradicionais é relativamente complexa; o programador é o responsável pela sincronização de todas as tarefas (a multitarefa no paradigma procedural é tão sofisticada quanto um GOTO). Em contraste, as linguagens funcionais intrinsecamente nos oferecem oportunidades para a concorrência: A partir do momento em que uma função tem mais de um parâmetro, estes parâmetros devem em princípio ser avaliados simultaneamente (note que os parâmetros seriam as funções correspondentes às tarefas a serem executadas); A partir deste ponto, a responsabilidade pela sincronização das tarefas passa do programador para o compilador (as modernas linguagens funcionais orientadas a multitarefa dispõe de mecanismos através dos quais o programador pode guiar o compilador). Todavia, as linguagens funcionais orientadas a multitarefa permitem ao programador trabalhar em um nível muito mais elevado do que as linguagens imperativas destinadas a este mesmo fim.
Um alto nível de abstração, especialmente quando as funções são utilizadas, suprimindo muitos detalhes da programação e minimizando a probabilidade da ocorrência de muitas classes de erros;
A não dependência das operações de atribuição permite aos programas avaliações nas mais diferentes ordens. Esta característica de avaliação independente da ordem torna as linguagens funcionais as mais indicadas para a programação de computadores maciçamente paralelos;
A ausência de operações de atribuição torna os programas funcionais muito mais simples para provas e análises matemáticas do que os programas procedurais.
E como desvantagem, destacamos:
Uma menor eficiência para resolver problemas que envolvam muitas variáveis (ex. contas de banco) ou muitas atividades seqüenciais são muitas vezes mais fáceis de se trabalhar com programas procedurais ou programas orientados a objeto.
O Common Lisp permite várias representações diferentes de números. Estas representações podem ser divididas em 4 tipos: hexadecimais, octais, binários e decimais. Estes últimos podem ser divididos em 4 categorias: inteiros, racionais, ponto flutuante e complexos.
Implementação das Listas
Originalmente, em Lisp havia duas estruturas de dados fundamentais: o átomo e a lista; o átomo pode ser numérico, ou alfanumérico. Exemplos de átomos:
atomo1, a, 12, 54, bola, nil.
O átomo nil representa o valor nulo e ao mesmo tempo representa uma lista vazia.
A lista é a associação de átomos ou outras listas (numa lista chamamos de elementos a cada um dos itens) representandos entre parêntesis. Exemplo de lista:
(esta lista contém 5 átomos)
((jose (22 solteiro)) (antonio (15 casado)))
Normalmente a implementação de uma lista é um encadeamento de pares em que o ponteiro à esquerda do par aponta para o elemento correspondente da lista e em que o ponteiro à direita do par aponta para a restante lista.
[ . ]
| |
| +---- ponteiro para a restante lista (quando for o último, aponta para nil)
+-------- ponteiro para o conteúdo do elemento
[ . ] +→[ . ] +→[ . ] +→[ . ] +→[ . ]
| | | | | | | | | | | | | |
| +---+ | +---+ | +---+ | +---+ | +--> nil
esta lista contém 5 átomos
Avaliação dados: os átomos quando avaliados retornam eles mesmos. As listas, quando avaliadas, são funções, onde o primeiro elemento representa o nome da função e os elementos seguintes são os argumentos para esta função.
Exemplos de função:
(+ 3 4)
> 7
(* 5 (+ 2 5))
> 35
(car (quote (a b)))
> a
Normalmente, as implementações de Lisp providenciam um ambiente interactivo de avaliação de expressões. Os exemplos acima apresentam a interacção com uma implementação de Lisp. Como pode ser visto também, um programa Lisp pode confundir um programador inexperiente porque requer o uso de muitos parênteses, o que lhe rendeu um trocadilho anglófono para o nome da linguagem: LISP = Lots of Irritating Stupid Parentheses (tradução: Montes de Irritantes Parênteses Estúpidos), ou então LISP = Linguagem Infernal Somente de Parênteses.
Existe o mito de que Lisp é uma linguagem que só funciona com um interpretador. Na realidade, todos os dialetos relevantes de Lisp têm compiladores. Alguns dialetos, o compilador é uma função que se pode invocar a partir de código normal para transformar uma lista (que descreve uma função) numa função invocável. Programas Lisp comerciais são tipicamente compilados por motivos de eficiência, mas a semântica do Lisp permite que o programador possa usar programas interpretados e programas compilados ao mesmo tempo. A maioria dos usos interpretados ocorrem interativamente, para invocar programas compilados a partir de código escrito por um programador. Há exemplos disso acima onde se apresenta o resultado interactivo de invocar funções compiladas.
Exemplos de Funções
(quote expressão)
Retorna a expressão diretamente, sem tentar qualquer forma da avaliação. Ex: (quote jose) retorna jose, e (quote (jose silva)) retorna (jose silva).
'expressão
Significa o mesmo que (quote expressão). Ex: 'jose retorna jose, e '(jose silva) retorna (jose silva).
(eval expressão)
força a avaliar a expressão. Ex: Embora '(+ 3 4) simplesmente retorna (+ 3 4), (eval '(+ 3 4)) força a avaliar o (+ 3 4) e portanto retorna 7.
(car lista)
Retorna o primeiro elemento da lista. Ex: (car '(jose silva)) retorna jose. Entre os vários dialetos de Lisp, há alguns (por exemplo, ISLISP) que permitem o nome first como alternativa para car.
(cdr lista)
Retorna a lista sem o primeiro elemento. Ex: (cdr '(jose da silva)) retorna (da silva). Há dialetos que usam o nome rest como alternativa para cdr.
(cons atomo lista)
Adiciona átomo ao início da lista. Ex: (cons 'jose '(da silva)) retorna (jose da silva).
Funções matemáticas:
+ (Adição)
- (Subtração)
* (Multiplicação)
/ (Divisão)
Macros
O grande diferencial de Lisp são as macros. As macros são completamente diferentes das que se encontram em C, pois estas somente fazem substituição de texto, enquanto que em Lisp as macros são programas que geram programas.
Uso de Lisp
Lisp foi utilizado para desenvolver o primeiro sistema computacional de matemática simbólica, o Macsyma.
Ele também é utilizado como linguagem de extensão do software de CAD AutoCAD, desenvolvido pela AutoDesk. O editor de textos Emacs também utiliza Lisp como linguagem de extensão. Segundo o seu próprio autor, Richard Stallman, Lisp foi o responsável por tornar o Emacs tão popular, pois o fato da linguagem de extensão dele ser tão poderosa permite que ele seja estendido muito além do que se imaginava que ele originalmente poderia fazer.
A ITA software desenvolveu um sistema de reserva de passagens chamado Orbitz em LISP, ele é utilizado por diversas companhias aéreas. A Symbolics criou um sistema de modelagem 3D que depois foi adquirido pela IZWare e atualmente se chama Mirai, ele foi utilizado nos efeitos do filme Senhor dos Anéis.
O LISP foi utilizado pelo Paul Graham para desenvolver o sistema de e-commerce da Viaweb, que posteriormente foi vendido para o Yahoo por US$ 40 milhões, na época da bolha da internet.
Exemplos de código
Expressões Lambda
((lambda (arg) (+ arg 1)) 5)
Resultado: 6
Fatorial
Common Lisp:
(defun fatorial (n)
(if (= n 0)
1
(* n (fatorial (- n 1)))))
Scheme:
(define fatorial
(lambda (n)
(if (= n 0)
1
(* n (fatorial (- n 1))))))
Embora as definições acima pareçam correctas, para evitar o transbordamento da pilha pode ser preferível usar as seguintes.
Common Lisp:
(defun fatorial (n)
(do ((i n (- i 1))
(resultado 1 (* resultado i)))
((= i 0) resultado)))
Scheme:
(define fatorial
(lambda (n)
(let f ((i n) (resultado 1))
(if (= i 0)
resultado
(f (- i 1) (* resultado i))))))
Na maioria dos dialetos modernos de Lisp usam-se inteiros de precisão numérica indefinida:
(fatorial 40)
⇒ 815915283247897734345611269596115894272000000000
(length (write-to-string (fatorial 10000)))
⇒ 35660 ; dígitos no resultado de (fatorial 10000)
(/ (fatorial 10000) (fatorial 9998))
⇒ 99990000 ; resultado exato
Naqueles dialetos também usam-se números racionais de precisão numérica indefinida. Por exemplo, no Common Lisp se pode ter esta interacção:
pi
⇒ 3.141592653589793
(rationalize pi) ; aproximação do valor como número racional
⇒ 245850922/78256779
(* (rationalize pi) (fatorial 40)) ; o resultado é um número racional
⇒ 66864508220128937516859865761265220075208572928000000000/26085593
(- (/ (* (rationalize pi) (fatorial 40))
(fatorial 40))
(rationalize pi))
⇒ 0 ; o resultado da aritmética racional é exato
Ligações externas
http://www-formal.stanford.edu/jmc/history/lisp/lisp.html
http://www-formal.stanford.edu/jmc/lisp20th/lisp20th.html
http://www.gigamonkeys.com/book/
http://www.paulgraham.com/onlisp.html
Linguagem LISP (em Common Lisp)
Introdução à Linguagem Lisp
Grupo de usuários no Brasil
Usando Linguagem AutoLISP (Site em inglês da Autodesk)
https://cdn.knightlab.com/libs/timeline3/latest/embed/index.html?source=1fdIwf92qhQZ6UIPwjwYzwLq_cJ-PEruZtWhGRiQoFlU&font=Default&lang=en&initial_zoom=2&height=650 (timeline da linguagem LISP e suas derivadas)
Linguagens de programação funcionais | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Os Jogos Píticos foram uns dos jogos pan-helénicos da Antiga Grécia e realizavam-se de quatro em quatro anos em Delfos. A par com os jogos realizados em Olímpia foram antecessores dos modernos Jogos Olímpicos.
Os Jogos Píticos realizavam-se em honra a Apolo dois anos depois (e dois anos antes) dos Jogos Olímpicos e entre cada Jogos Nemeus e Ístmicos. Foram iniciados cerca do século VI a.C. e, ao contrário dos Jogos Olímpicos, também incorporavam competições de música e poesia. As competições de música e poesia são anteriores à parte atlética dos jogos, tendo começado, segundo a lenda, após Apolo ter matado e dividido o corpo da serpente Píton e instalado o oráculo de Delfos. Fora essa diferença, os eventos eram semelhantes aos dos jogos Olímpicos, excepto por não haver corridas de carros com quatro cavalos.
Os vencedores das provas recebiam uma coroa de louros da cidade de Tempe na Tessália.
Locais dos Jogos
Em frente ao Monte Parnaso, existia um teatro de um estádio, onde se realizavam os famosos Jogos Píticos; para atingi-lo subia-se 500 degraus. Aí a juventude grega se entregava ao culto da saúde, da coragem e da beleza, de 4 em 4 anos, coincidindo, sempre, com o 3° ano, depois de cada olímpíada.
Origem dos Jogos
Segundo Pausânias, os primeiros jogos consistiam apenas de cantar hinos ao deus. Os três primeiros vencedores foram o cretense Crisótemis, filho de Carmanor, Filamon e Tâmiris, filho de Filamon, porém Orfeu, um homem orgulhoso e secretivo, e Museu, que copiava Orfeu em tudo, se recusaram a competir.
Diz-se, que voltando Diomedes da guerra de Troia, em 1194 a.C., instituiu, em Delfos, os Jogos Píticos, em honra da Apolo, que matara a Serpente Pítia, celebrados de 8 em 8 anos; segundo outros fora o próprio Apolo que, em 582 a.C., instituiu-os para celebrar a sua vitória. Porém, documentos desse mesmo ano nos informam terem sido instituídos pela Liga Anfietônica, realizando-se, com grande solenidade, na primavera. Tanto que uma das principais funções da Liga de Delfos era dirigir:
as festividades de Deméter, celebradas nas Termópilas, durante as colheitas;
a proteção e vigilância do santuário délfico;
dar maior incremento aos jogos Píticos.
Derrotados que foram os criseus, em 585, pelos anfitriões, as festas foram celebradas com mais opulência; daí passaram a realizar-se de quatro em quatro anos, à semelhança das Olimpíadas; foram os mais célebres e solenes depois destas, para as quais foi composto um hino guerreiro, o Pean.
Provas
As competições constavam de:
No estádio: Jogos ginásticos (corridas etc.); lançamento de flecha, de barra e a luta do pugilato; corrida de cavalos, à semelhança dos que se realizavam em Olímpia.
No teatro: Concursos de poesia, de canto (recitações de hinos e poesias), de música (cítara e o aulo); dança de meninos em roda do altar que simbolizava a vitória de Apolo sobre a serpente.
Prêmios: Em princípio constavam de bens materiais tais como: dinheiro, coroa de ouro, coroa de louro ou ramo de carvalho.
Vencedores píticos: Píndaro, nas suas Odes Píticas, relacionou alguns vencedores: Hieron de Etna, corrida de carros (tomou este 2° nome, em honra à cidade de Etna); Arcesilas de Cirene, corrida de carros; Megales de Atenas, corrida de quadrigas; Aristómenes de Egina, luta; Telesxicrato de Cirene, corrida armada.
Ver também
Competições artísticas nos Jogos Olímpicos
Jogos délficos da era moderna
Piticos
Delfos
Apolo | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Urbano Augusto Tavares Rodrigues GCSE • GCIH (Lisboa,Portugal, — Lisboa, Portugal, ) foi um escritor e jornalista português.
Biografia
Primeiros anos e formação
Urbano Tavares Rodrigues nasceu na cidade de Lisboa, em 6 de Dezembro de 1923, filho do escritor Urbano da Palma Rodrigues, de uma família de grandes proprietários agrícolas. Passou a infância e a adolescência na região do Alentejo, tendo frequentado a escola primária em Moura. Estudou depois no Liceu de Camões, em Lisboa, com o seu irmão Miguel Urbano Rodrigues. Tirou a licenciatura em filologia românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Embora tivesse sido educado num ambiente católico tradicional, abandonou a religião durante a sua adolescência, por motivos morais.
Carreira profissional e artística
Exerceu como professor, primeiro no Liceu de Camões e a partir de 1957 na Faculdade de Letras, a convite de Vitorino Nemésio, onde ensinou Literatura Francesa e Portuguesa. No ano seguinte, apoiou a candidatura de Humberto Delgado a presidente da república, tendo sido por esse motivo interdito de trabalhar como professor em estabelecimentos de ensino do estado. Esteve preso em Caxias, tendo-se depois exilado em França. Na cidade de Paris, esteve com algumas das figuras intelectuais mais marcantes dos anos 50, como Albert Camus, que o influenciaram no Existencialismo francês. Foi leitor de português nas Universidades de Montpellier, Aix-en-Provence e Sorbonne, em Paris, entre 1949 e 1955.
No Regresso a Portugal, ensinou no Colégio Moderno e no Liceu Francês. Começou igualmente a trabalhar em publicidade e no jornalismo, tendo escrito para os periódicos Artes e Letras, Jornal do Comércio, O Século e Diário de Lisboa, onde fez crítica teatral, Bulletin des Études Portugaises, Colóquio-Letras, Jornal de Letras, Vértice e Nouvel Observateur. Ocupou igualmente a posição de director na revista Europa, e escreveu crónicas de viagens de várias partes do mundo para o jornal Diário de Lisboa, que foram compiladas nos volumes Santiago de Compostela (1949), Jornadas no Oriente (1956) e Jornadas na Europa (1958).
Urbano Tavares Rodrigues foi um defensor dos ideais democráticos, tendo sido em grande parte influenciado pelo seu pai, de índole republicana, que apoiou a candidatura de Manuel Teixeira Gomes à presidência da República. Lutou contra o governo ditatorial, tendo enfrentado a polícia de choque duas vezes, uma delas em meados da década de 1960, contra a deportação de um amigo, tendo ficado com um dos braços fracturado. Foi atacado pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado desde a sua juventude, tendo chegado a ser preso em 1963 e 1968. Era amigo de Mário Soares, ligação que esmoreceu com a integração de Urbano Tavares Rodrigues no Partido Comunista Português. Com efeito, fez parte da direcção intelectual do partido, embora tenha-se recusado a utilizar as suas obras como um instrumento de propaganda, e tenha fortemente criticado, em diversas ocasiões, a linha estalinista. Autoclassificou-se como um comunista heterodoxo, ideais que se reflectiram no seu estilo literário. Devido às suas diferenças culturais em relação à linha comunista, chegou a ter problemas dentro do partido, embora tenha permanecido como militante. Segundo o próprio, foi devido aos seus ideais políticos que nunca chegou a receber o Prémio Camões.
Urbano Tavares Rodrigues destacou-se igualmente como crítico literário e como escritor, tendo publicado principalmente obras de romance, prosa poética, conto, poesia e ensaios. O seu primeiro livro foi a colectânea de novelas e contos A Porta dos Limites, em 1952, que foi bem recebido pela crítica. Apesar dos problemas que enfrentou durante a ditadura, ainda escreveu cerca de vinte obras de ficção durante esse período, tendo a última sido Estrada de Morrer, em 1972.
Continuou a escrever após a restauração da democracia em 1974, tendo publicado cerca de um livro por ano até ao seu falecimento, totalizando mais de quarenta obras. Ainda em 1974 publicou a obra Dissolução. O seu último livro antes de falecer foi A Imensa Boca dessa Angústia e Outras Histórias, tendo a editora D. Quixote editado postumamente a sua obra Nenhuma Vida, e em 2007 iniciou a publicação das suas obras completas. Também apoiou as carreiras de vários escritores, tendo escrito prefácios ou feito apresentações públicas de diversas obras. Um dos seus poemas foi musicado pelo cantor Adriano Correia de Oliveira.
Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, que restaurou a democracia em Portugal, Urbano Tavares Rodrigues retomou a sua carreira docente na Faculdade de Letras, onde se doutorou em 1984 com a tese Manuel Teixeira Gomes: O Discurso do Desejo. Jubilou-se em 1993 com a posição de professor catedrático.
Esteve muito ligado ao Algarve, tendo retratado a região em várias obras, nomeadamente Nunca diremos quem sois e Os Cadernos Secretos do Prior do Crato. Também participou em diversas iniciativas no Algarve, incluindo uma entrevista filmada com o director do Museu do Traje de São Brás de Alportel sobre o professor Estanco Louro.
Falecimento e família
Nos seus últimos anos de vida, sofreu de uma insuficiência cardíaca, que o deixou cada vez mais enfraquecido, embora continuasse a sua carreira literária. Em 6 de Agosto de 2013, foi internado no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, onde faleceu três dias depois, aos 89 anos de idade. O corpo foi colocado em câmara ardente na sede da Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, tendo depois seguido para o Cemitério do Alto de São João
Estava casado com Maria Judite de Carvalho (1921 - 1998). Era pai de Isabel Fraga e António Urbano.
Homenagens e condecorações
Aquando do seu falecimento, Urbano Tavares Rodrigues foi homenageado pelos meios de comunicação, incluindo os jornais A Voz do Operário e o Postal de Tavira.
A FENPROF, em colaboração com a SABSEG – Corretor de Seguros, criou, em 2012, o Prémio Urbano Tavares Rodrigues, um prémio literário destinado a Professores. O Prémio é anual de ficção. O seu nome foi colocado na Biblioteca de Moura, e numa sala da Biblioteca de Silves. Também foi homenageado pela Biblioteca Nacional de Portugal na exposição O Homem de Letras, entre 1 de Abril e 28 de Junho de 2014.
A 19 de Janeiro de 1994 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e a 6 de Junho de 2008 com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Também recebeu a Legião de Honra, o Prémio Ricardo Malheiros pela obra Uma Pedrada no Charco, Prémio da Imprensa Cultural, Prémio Aquilino Ribeiro, Prémio Jacinto do Prado Coelho de ensaio , Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, Prémio da Crítica, Grande Prémio Vida Literária, e o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários.
Obras literárias
Viagens
1949 - Santiago de Compostela
1956 - Jornadas no oriente
1958 - Jornadas na Europa
1963 - De Florença a Nova Iorque
1973 - Viagem à União Soviética e outras páginas
1973 - Redescoberta da França
1976 - Registos de outono quente
1999 - Agosto no Cairo:1956
Ensaios
1950 - Manuel Teixeira Gomes
1954 - Présentation de Castro Alves
1958 - O tema da morte na moderna poesia portuguesa (Nota: Integrado depois em O tema da morte: ensaios)
1960; 1981 - O mito de don Juan
1960 - Teixeira Gomes e a reacção antinaturalista
1961 - Noites de teatro
1962; 2001 - O Algarve na obra de Teixeira Gomes
1964 - O romance francês contemporâneo
1966; 1978 - Realismo, arte de vanguarda e nova cultura
1966; 1978 - O tema da morte: ensaios
1968 - A saudade na poesia portuguesa
1969 - Escritos temporais
1971; 2001 - Ensaios de escreviver
1977 - Ensaios de após-Abril
1980 - O gosto de ler
1981 - Um novo olhar sobre o neo-realismo
1984 - Manuel Teixeira Gomes: o discurso do desejo
1993 - A horas e desoras
1994 - Tradição e ruptura
1995 - O homem sem Imagem
2001 - O texto sobre o texto
2003 - A flor da utopia - álbum com ilustrações de Rogério Ribeiro
2005 - O mito de don Juan e outros ensaios de escreviver
2011 - A natureza do acto criador
Romances/Novelas
1952; 1990 - A porta dos limites
1955; 1985 - Vida perigosa
1956; 1982 - A noite roxa
1957; 1998 - Uma pedrada no charco
1959; 2012 - As aves da madrugada
1959; 1994 - Bastardos do Sol
1960; 1978 - Nus e suplicantes
1961; 2003 - Os insubmissos
1962; 1982 - Exílio perturbado
1963; 2000 - As máscaras finais
1964 - A samarra
1964; 2001 - Terra ocupada
1966; 1988 - Imitação da felicidade
1967; 1974 - Despedidas de verão
1968; 1987 - Casa de correcção
1968 - Tempo de cinzas
1971; 1996 - Estrada de morrer
1972 - A impossível evasão
1972 - Esta estranha Lisboa
1974; 1999 - Dissolução
1976; 1987 - Viamorolência
1977; 1985 - As pombas são vermelhas
1979; 1986 - Desta água beberei
1982; 1992 - Fuga imóvel
1985 - Oceano oblíquo
1986; 1987 - A vaga de calor
1989 - Filipa nesse dia
1991 - Violeta e a noite
1993 - Deriva
1995 - A hora da incerteza
1997 - O ouro e o sonho
1998 - O adeus à brisa
1999 - O último dia e o primeiro
2000 - O supremo interdito
2002 - Nunca diremos quem sois
2005 - O eterno efémero
2006 - Ao contrário das ondas
2007 - Os cadernos secretos do Prior do Crato
2013 - Nenhuma Vida (Póstuma)
Contos
1970; 1992 - Contos da solidão
1977 - Estórias alentejanas
2003 - A estação dourada
2008 - A última colina
Antologia
1958 - O Alentejo
1966 - O mundo do toureio na literatura de língua portuguesa
1968 - A Estremadura
2003 - O Algarve em poemas
2004 - Poemas da minha vida
Narrativa
1969; 1973 - Horas perdidas
Crónicas
1970; 1974 - A palma da mão
1971; 1976 - Deserto com vozes
1974 - As grades e os rio
2003 - God bless América
Teatro
1971; 2001; 2012 - As torres milenárias
Texto e fotografia
1996 - A luz da cal
1998 - Margem da ausência
Outros
1965; 1998 - Dias lamacentos
1966 - Roteiro de emergência
1974 - Perdas e danos
1975 - Diário da ausência
1975 - Palavras de combate
1998 - Os campos da promessa
Bibliografia
Naturais de Lisboa
Comunistas de Portugal
Escritores de Portugal
Jornalistas de Portugal
Romancistas de Portugal
Ensaístas de Portugal
Contistas de Portugal
Cronistas de Portugal
Professores universitários de Portugal
Académicos de Portugal
Alumni da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Alumni da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Grã-Cruzes da Ordem do Infante D. Henrique
Grã-Cruzes da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada
Prémio de Consagração de Carreira da SPA
Políticos do Partido Comunista Português
Mortes por insuficiência cardíaca | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Cluj-Napoca (pronúncia em : ; , aportuguesado para Clausemburgo; ; ; ), até 1974 Cluj, nome ainda usado atualmente, é a terceira maior cidade da Romênia, capital do județ (distrito) de Cluj, no noroeste da Transilvânia. Geograficamente, está situada a uma distância igual das três principais capitais nacionais da região, Bucareste (498 km), Budapeste (354 km), e Belgrado (327 km). A cidade se localiza no vale do rio Someșul Mic e também é a capital da província histórica da Transilvânia.
A cidade se estende a partir da Igreja de São Miguel, na Piața Unirii ("Praça União"), construída no e que recebeu o nome de São Miguel Arcanjo, padroeiro da cidade. O município tem de área e segundo o censo de 2011 tinha habitantes. Em 2016 estimava-se que tivesse habitantes. A tem e em 2015 tinha habitantes. Uma análise realizada por uma agência imobiliária romena em 2007 indicou que, devido ao desenvolvimento da infraestrutura, comunas como Feleacu, Mărtinești, Jucu e Baciu ou a aldeia de Mărtinești eventualmente se tornarão bairros da cidade, o que ampliará ainda mais a sua área.
Hoje em dia a cidade é um dos principais centros acadêmicos, culturais, industriais e comerciais da Romênia. Entre outras instituições, ela hospeda a maior universidade do país, a Universidade Babeș-Bolyai, com o seu famoso jardim botânico; instituições culturais de renome nacional, assim como o maior banco privado romeno. Em 2008, de acordo com a revista americana InformationWeek, Cluj-Napoca estava se tornando rapidamente o "tecnopolo" da Romênia.
Etimologia
A primeira menção escrita do nome — como um Distrito Real — foi data de 1213, sob o nome latino Castrum Clus. No entanto, apesar do fato de Clus, como nome do condado, ter sido registrado anteriormente, no documento Thomas comes Clusiensis, de 1173, acredita-se que o nome do condado venha do nome do castrum - que poderia ter existido já antes de sua primeira menção, em 1213 - e não vice-versa. Quanto ao nome do campo, já há um certo consenso de que é uma derivação do termo latino clausa – clusa, com o significado de "lugar fechado", "estreito", "ravina". Significados similares são atribuídos ao termo eslavo kluč e ao alemão Klause – Kluse ("desfiladeiro"). Uma hipótese alternativa relaciona o nome da cidade ao seu primeiro magistrado, Miklus – Miklós / Kolos.
A forma em húngaro do nome da cidade, registrado pela primeira vez em 1246, como Kulusuar, passou por diversas mudanças fonéticas ao longo dos anos (uar/vár significa "castelo" em húngaro); a variante Koloswar apareceu pela primeira vez num documento de 1332. O nome da cidade, Clusenburg/Clusenbvrg, apareceu em 1348, e em 1408 a forma Clausenburg foi usada. O nome romeno da cidade costumava ser grafado de maneira alternada, tanto como Cluj como Cluș – esta última tendo sido utilizada por Mihai Eminescu em sua obra Poesis. O nome da cidade foi mudado oficialmente para Cluj-Napoca em 1974 pelas autoridades comunistas romenas. Entre as possíveis etimologias de Napoca ou Napuca estariam o nome de algumas tribos dácias, como os Naparis ou Napaei, o termo grego napos (νάπος), que significa "vale arborizado", ou ainda da raiz indo-europeia *snā-p- (Pokorny 971-2), "fluir", "nadar", "molhar". Independentemente destas hipóteses, os acadêmicos concordam que o nome do assentamento é anterior à conquista romana, ocorrida no ano de 106.
Em eslovaco a cidade é conhecida como Kluž. Em iídiche é conhecida como (Klazin) ou (Kloyznburg).
História
O Império Romano conquistou a região da Dácia em 101 e 106, durante o reinado do imperador Trajano, e Napoca, o povoado romano fundado pouco depois, foi registrado num marco miliário descoberto em 1758 nas vizinhanças da cidade. O sucessor de Trajano, Adriano, garantiu a Napoca o estatuto de município, e deu-a o nome de Município Élio Adriano Napocense (). Mais tarde, no , a cidade ganhou o estatuto de colônia, e passou a se chamar Colônia Aurélia Napoca (. Napoca tornou-se a capital da província da Dácia Porolissense, e passou a ser a sede do procurador romano. A colônia foi abandonada em 274 pelos romanos, e não existem mais referências a quaisquer assentamentos urbanos na região por boa parte do milênio seguinte.
No início da Idade Média, dois grupos de edifícios existiam no local ocupado pela cidade hoje em dia: a fortaleza de madeira em Cluj-Mănăștur (Kolozsmonostor), e o povoado civil que se desenvolveu em torno da atual Piața Muzeului ("Praça do Museu"), no centro da cidade. Embora a data precisa da conquista da Transilvânia pelos magiares não seja conhecida, os primeiros artefatos deste povo encontrados na região datam da primeira metade do . De qualquer maneira, depois deste período, a cidade passou a fazer parte do Reino da Hungria. O rei fez da cidade a sede do condado-castelo de Kolosz, e o rei-santo Ladislau fundou a abadia de Cluj-Mănăștur (Kolozsmonostor), destruída durante as invasões tártaras de 1241 e 1285. Um castelo e uma aldeia foram construídos a noroeste da antiga Napoca no fim do ; esta nova vila foi colonizada por numerosos grupos de saxões transilvanos, encorajados a fazê-lo durante o reinado do príncipe-herdeiro Estevão, Duque da Transilvânia. As primeiras menções confiáveis ao povoado datam de 1275, num documento do rei Ladislau IV, quando a vila (Villa Kulusvar) foi doada ao Bispo da Transilvânia. Em 19 de agosto de 1316, já durante o reinado de , Cluj recebeu o status de cidade (em latim: civitas), como recompensa pela contribuição dos saxões à derrota do voivode rebelde da Transilvânia, László Kán.
Muitas corporações de ofício foram estabelecidas na cidade, na segunda metade do , e um substrato burguês, baseado no comércio e na produção de artefatos retirou a liderança da cidade das mãos da elite mais antiga, proprietária de terras. Através dos privilégios concedidos por imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Sigismundo de Luxemburgo, em 1405, a cidade optou por ficar fora da jurisdição dos voivodes, vice-voivodes e juízes reais, obtendo o direito de eleger um júri de doze membros todo ano. Em 1488 o rei Matias Corvino (nascido em Klausenburg, em 1440) ordenou que o centunvirato—o conselho da cidade, que consistia de cem homens—tivesse uma de suas metades composta por homines bone conditiones ("homens de boas condições", os ricos), e a outra composta por artesãos e comerciantes; juntos, elegeriam o presidente do júri e o próprio júri. Enquanto isso, um acordo foi assinado que estabeleceu que metade dos representantes do conselho da cidade deveriam ser escolhidos entre os húngaros, metade da população saxã, enquanto os cargos judiciais seriam ocupados em sistema de rodízio. Em 1541, Klausenburg se tornou parte do Principado da Transilvânia, que conquistou a independência depois que os turcos otomanos ocuparam a parte central do Reino da Hungria; seguiu-se um período de relativo florescimento econômico e cultural. Embora Alba Iulia tenha servido como capital política para os príncipes da Transilvânia, Klausenburg pode gozar de muito da atenção destes, que estabeleceram ligações entre a cidade e os principais centros da Europa Oriental na época, como Košice, Cracóvia, Praga e Viena.
Em termos de religião, as ideias reformistas apareceram pela primeira vez no meio do . Durante o serviço de Gáspár Heltai como pregador, a tendência ao luteranismo cresceu em importância, assim como a doutrina suíça do calvinismo. Em 1571 a Dieta de Turda adotou uma religião mais radical, o unitarianismo de Ferenc Dávid, caracterizado pela interpretação livre da Bíblia e pela negação do dogma da Trindade. Estevão Báthory fundou uma academia jesuíta em Klausenburg, para promover o movimento anti-Reforma, sem obter, no entanto, muito sucesso. Por um ano, entre 1600 e 1601, Cluj se tornou parte da união pessoal de Miguel, o Valente. Com o Tratado de Karlowitz, em 1699, Klausenburg passou a fazer parte da Monarquia de Habsburgo.
No Cluj sofreu com grandes calamidades, sofrendo com a praga e com incêndios devastadores. O fim do século trouxe o fim da ocupação turca, porém viu a cidade ser esvaziada de muito de sua riqueza, de sua liberdade municipal, de sua posição central em termos de cultura, de sua significância política e até mesmo de sua população. Gradualmente ela reconquistou a sua posição importante dentro da Transilvânia como quartel-general do Gubernium e das Dietas entre 1719 e 1732, e depois de 1790 até a revolução de 1848, quando o Gubernium foi movido para Hermannstadt. Em 1791 um grupo de intelectuais romenos organizou uma petição, conhecida como Supplex Libellus Valachorum, que foi enviada para o imperador, em Viena; a petição exigia a igualdade da nação romena na Transilvânia, com relação às outras nações governadas pelo Unio Trium Nationum, porém acabou sendo rejeitada pela Dieta de Cluj.
A partir de 1830 a cidade se tornou o centro do movimento nacional húngaro dentro do principado. Este movimento teve como consequência a Revolução Húngara de 1848, que explodiu num confronto militar em que os austríacos ganharam o controle da Transilvânia, aprisionando os húngaros entre dois flancos. O exército húngaro, no entanto, comandado pelo general polonês Józef Bem, lançou uma ofensiva que recapturou Klausenburg no Natal daquele ano. Após as revoluções de 1848 um regime absolutista foi estabelecido, sucedido por um regime liberal, em 1860. Foi neste período que a igualdade de direitos foi concedida aos romenos, ainda que apenas brevemente, já que em 1865 a Dieta de Cluj aboliu as leis votadas em Sibiu, e proclamou a Lei de 1848, garantindo a união da Transilvânia com a Hungria. Antes de 1918, as únicas instituições de ensino que lecionavam em romeno na cidade eram duas escolas elementares geridas pela igreja. Os primeiros periódicos no idioma apareceram em 1903.
Depois do Compromisso Austro-Húngaro de 1867, Klausenburg e toda a Transilvânia estavam novamente integrados ao Reino da Hungria. Durante este período, Kolozsvár esteve entre as maiores e mais importantes cidades do reino, e foi a capital do condado de Kolozs. A situação dos romenos na Transilvânia, no entanto, ainda era ruim, devido à opressão e perseguição que sofriam. Esta situação encontrou expressão no Memorando Transilvano, uma petição enviada em 1892 pelos líderes políticos dos romenos transilvanos ao imperador austríaco, Franz Joseph. A petição pedia por igualdade de direitos com os húngaros, e exigia um fim às perseguições e tentativas de magiarização. O imperador repassou o memorando para Budapeste, e seus autores, entre eles Ioan Rațiu e Iuliu Coroianu, foram julgados e condenados a longas sentenças de prisão por "alta traição", em Kolozsvár/Cluj, em maio de 1894. Durante o julgamento, aproximadamente pessoas foram a Cluj demonstrar seu apoio aos réus pelas ruas da cidade.
Em 26 de setembro de 1895 o imperador Franz Joseph visitou a cidade vizinha de Bánffy-Hunyad (atual Huedin, com o fim das manobras do exército húngaro na Transilvânia, e recebeu entusiásticas boas-vindas do povo local, que construiu um arco decorado com as flores e plantas da região especialmente para a ocasião. Em 1897 o governo húngaro decidiu que apenas topônimos húngaros deveriam ser usados, e passou a proibir o uso de versões alemãs ou romenas do nome da cidade nos documentos oficiais.
No outono de 1918, à medida que a Primeira Guerra Mundial chegava ao seu fim, Cluj se tornou um centro de atividade revolucionária, encabeçada por Amos Frâncu que, no dia 28 de outubro de 1918 fez um apelo pela "união de todos os romenos". Trinta e nove delegados foram eleitos na cidade para comparecer à proclamação da união com o Reino da Romênia, em Alba Iulia, em 1 de dezembro do mesmo ano, posteriormente reconhecida pelo Tratado de Trianon. O período entre-guerras viu as novas autoridades embarcarem numa campanha de "romenização": uma , doada por Roma, foi erguida em 1921; em 1932 uma placa escrita pelo historiador Nicolae Iorga foi colocada na estátua de Matias Corvino, enfatizando a sua herança (paterna) romena; e uma imponente catedral ortodoxa começou a ser construída, numa cidade onde apenas um décimo dos habitantes pertencia à igreja estatal. Esta empreitada, no entanto, teve pouca efetividade: em 1939, os húngaros ainda dominavam a economia, assim como (até um certo ponto) a vida cultural local—por exemplo, Cluj tinha cinco jornais diários em húngaro e apenas um em romeno. Em 1940 Cluj, juntamente com o resto da Transilvânia do Norte, foi devolvida à Hungria, através da Segunda Arbitragem de Viena, imposta pela Alemanha nazista e pela Itália fascista. Depois da ocupação da Hungria pelos alemães, em março de 1944, um governo-fantoche foi instalado, sob Döme Sztójay, e medidas anti-semitas foram implementadas em grande escala na cidade. O quartel-general local da Gestapo localizava-se no Hotel New York. Em maio do mesmo ano as autoridades começaram a transportar os judeus para o Gueto de Cluj-Napoca. O extermínio dos judeus enclausurados ocorreu através de seis deportações para Auschwitz, entre maio e junho de 1944. Apesar de correrem o risco de sofrer severas punições da administração húngara de Miklós Horthy, muitos judeus conseguiram cruzar a fronteira para a Romênia com a ajuda de intelectuais como Emil Hațieganu, Raoul Șorban, Aurel Socol e Miskolczy Dezső, além de diversos camponeses locais de Mănăștur. Em 11 de outubro de 1944 a cidade de Cluj foi capturada pelas tropas romenas e soviéticas, e foi formalmente reintegrada ao Reino da Romênia pelos tratados de Paris em 1947. Em 24 de janeiro, 6 de março e 10 de maio de 1946, os estudantes romenos que haviam voltado para Cluj após a reintegração da Transilvânia do Norte se insurgiram contra as pretensões de autonomia de húngaros nostálgicos e contra as novas imposições dos soviéticos, o que resultou em distúrbios e violência nas ruas.
A Revolução Húngara de 1956 teve um efeito poderoso na cidade; e houve a possibilidade real de que as demonstrações feitas por estudantes simpatizantes com seus companheiros do outro lado da fronteira pudesse escalar e virar uma revolta. Os protestos deram às autoridades um pretexto para acelerar o processo de "unificação" das universidades locais, Babeș (romena) e Bolyai (húngaro), que supostamente já era planejado antes dos eventos daquele ano. Os húngaros continuaram formando a maioria da população da cidade até a década de 1960, quando o número de romenos ultrapassou o de húngaros, devido ao influxo populacional ocorrido como consequência das políticas de industrialização forçada da cidade implementadas pelo governo socialista. Durante o período comunista a cidade experimentou um significativo desenvolvimento industrial, assim como um estímulo ao setor de construção civil. Em 16 de outubro de 1974, quando a cidade celebrou 1850 anos desde sua primeira menção, como Napoca, o governo alterou oficialmente o nome da cidade, adicionando "Napoca" a ele.
Durante a Revolução Romena de 1989, Cluj-Napoca foi um dos cenários da rebelião: 26 pessoas morreram e aproximadamente 170 ficaram feridas. Com o fim do regime totalitário, o político nacionalista Gheorghe Funar elegeu-se prefeito, e governou a cidade pelos próximos 12 anos. Seu mandato foi marcado por uma forte presença de nacionalismo romeno e por atos de provocações étnicas contra a minoria húngara da cidade. Esta situação turbulenta afastou os investimentos estrangeiros; no entanto, em junho de 2004 um novo governo assumiu o cargo, e a cidade entrou num período de rápido crescimento, tanto em termos econômicos quanto demográficos—e projeta-se que a população da cidade dobre de tamanho no fim da década de 2010. Desde 2004 o prefeito tem sido Emil Boc, presidente do Partido Democrata.
Geografia
Localizada na parte central da Transilvânia, Cluj-Napoca tem uma área de 179,5 km². A cidade está exatamente no ponto onde se encontram as montanhas Apuseni, o planalto de Someș e a planície transilvana. Ela se estende pelos vales dos rios Someșul Mic e Nadăş, chegando até mesmo aos vales secundários dos rios Popeşti, Chintău, Borhanci e Popii. A parte sul da cidade ocupa as partes mais altas das encostas norte do Monte Feleac, e está cercada em três lados por morros e montanhas com alturas que variam de 500 a 700 metros de altura. O planalto de Someș se situa a leste, enquanto a parte norte da cidade inclui Dealurile Clujului ("os morros de Cluj"), com seus picos Lombului (684 m), Dealul Melcului (617 m), Techintău (633 m), Hoia (506 m) e Gârbău (570 m). Outras montanhas se localizam nos distritos a oeste, e os montes de Calvaria e Cetăţuia (Belvedere) localizam-se próximo ao centro da cidade.
Construída nas margens do rio Someșul Mic, a cidade também é cruzada por riachos e canais, tais como o Pârâul Ţiganilor, Pârâul Popeşti, Pârâul Nădăşel, Pârâul Chintenilor, Pârâul Becaş, Pârâul Murătorii; o Canalul Morilor corre pelo centro da cidade.
Uma flora variada cresce no Jardim Botânico de Cluj-Napoca; muitos animais também encontraram um refúgio ali. Fundado no , o parque também possui um lago artificial, com uma ilha, assim como o maior cassino da cidade. Outros parques importantes da cidade incluem o Parque Iuliu Haţieganu, da Universidade Babeş-Bolyai, que apresenta uma grande infra-estrutura para esportes, o Parque Haşdeu, com o distrito epônimo que contém as casas dos estudantes, e os parques "Cetăţuia" e da Ópera, o último situado atrás do prédio da Ópera Romena de Cluj-Napoca.
Arredores
A cidade é cercada por florestas e pradarias. Espécies raras de plantas, como a orquídea-calypso e a íris podem ser encontradas nas duas reservas botânicas de Cluj-Napoca, Fânaţele Clujului e Rezervaţia Valea Morii ("Reserva do Vale do Moinho"). Animais como javalis, texugos, raposas, coelhos e esquilos também vivem em áreas florestais próximas, como Făget e Hoia. Esta última é sede do parque etnográfico Romulus Vuia, com exibições que datam de 1678. Diversas lendas urbanas narram encontros com extraterrestres na floresta de Hoia-Baciu, bem como a existência de redes imensas de catacumbas que ligariam as antigas igrejas da cidade, e até mesmo a presença de um monstro no lago vizinho de Tarniţa.
Uma estação de esqui moderna, com 750 metros de comprimento, está localizada no Morro Feleac, com uma diferença de altitude de 98 metros entre seus pontos mais alto e mais baixo. Outra estação de esqui em Băişoara se localiza a aproximadamente 50 quilômetros de Cluj-Napoca. A área metropolitana da cidade ainda inclui dois resorts de verão e spas, os Banhos de Cojocna e Someșeni.
Existe um grande número de castelos nos campos em torno da cidade, construídos pelas famílias nobres que dominaram a cidade na Idade Média. O mais famoso deles é o — já descrito como o "Versalhes da Transilvânia" — na vila vizinha de Bonţida, a 32 km do centro da cidade. Em 1963 o castelo foi usado como cenário para o filme , do diretor Liviu Ciulei, indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1965 (e que rendeu a Ciulei o prêmio de melhor diretor). Existem outros castelos localizados nos arredores da cidade; o castelo de Bonţida, na realidade, não é nem mesmo o único castelo da região construído pela família Bánffy: na comuna de Gilău, por exemplo, encontra-se o Castelo Wass-Bánffy, enquanto outro Castelo Bánffy está localizado na região de Răscruci.
O mosteiro de Nicula, construído durante o , é um importante centro de peregrinação no norte da Transilvânia. No mosteiro encontra-se a célebre Madona de Nicula, supostamente responsável por muitos milagres, segundo seus devotos. O ícone teria chorado entre 15 de fevereiro e 12 de março de 1669. Durante este período nobres, oficiais, clérigos e pessoais laicas vieram vê-los, e declararam-se "petrificadas" pela maravilha que haviam visto. Durante a Festa da Dormição da Teótoco, em ocasião da morte da Virgem Maria, em 15 de agosto, mais de pessoas de todo o país visitam o mosteiro.
Clima
Cluj-Napoca tem um clima continental, caracterizado por verões quentes e invernos frios. O clima é influenciado pela proximidade da cidade com as Montanhas Apuseni, assim como pelo seu grau de urbanização.Algumas influências do oeste, especialmente do Atlântico, se fazem presentes durante o inverno e o outono. As temperaturas no inverno frequentemente caem para baixo de 0 °C, embora raramente passem de -10 °C. Na média, a neve cobre o solo por 65 dias a cada inverno. No verão a temperatura média é de aproximadamente 18 °C (média em julho e agosto), apesar de temperaturas poderem chegar a 35-40 °C, no meio do verão, especialmente no centro da cidade. Embora a chuva e a umidade relativa do ar sejam baixas, podem ocorrer tempestades fortes durante as épocas mais quentes. Durante a primavera e o outono as temperaturas variam de 13 a 18 °C, e a precipitação tende a ser mais elevada que durante o verão, com chuvas mais fracas, porém mais frequentes.
Lei e governo
Administração
O governo da cidade é encabeçado por um prefeito, que a partir de 2004 foi Emil Boc, que foi reeleito em 2008 e nas eleições seguintes até 2020, inclusive, embora entre dezembro de 2008 e fevereiro de 2012 tenha interrompido o mandato para ocupar o cargo de primeiro-ministro da Romênia. As decisões são aprovadas e discutidas por um conselho local (consiliu local), composto por 27 representantes eleitos.
A cidade é composta por 15 distritos (cartiere) divididos radialmente, alguns com suas próprias estruturas administrativas locais, e a prefeitura procura desenvolver as estruturas administrativas locais para a maioria destes distritos.
Mureșanu
Devido ao imenso desenvolvimento urbano dos últimos anos, em 2005 algumas áreas de Cluj passaram a ser chamados de distritos (Sopor, Borhanci, Becaş, Făget, Zorilor Sul), ainda que boa parte delas ainda esteja por construir. Diversas áreas que até o momento não passam de canteiros de obra provavelmente também se tornarão distritos no futuro, como Tineretului, Lombului ou Oser.
Como Cluj-Napoca é capital do condado de Cluj, ali se encontra o palácio da prefeitura, o quartel-general do conselho do condado (consiliu judeţean) e o governador (jude), que é apontado pelo governo central da Romênia. O governador não pode ser membro de algum partido político, e seu papel é representar o governo nacional no âmbito local, agindo como ligação entre as duas partes e auxiliando na implementação dos Planos de Desenvolvimento Nacional e de programas de governo similares. O atual governador do distrito de Cluj (2007) é Călin Platon. Como todos os outros conselhos locais da Romênia, o conselho local de Cluj-Napoca, o conselho do condado e a prefeitura são eleitos diretamente, a cada quatro anos, pela população.
Cluj-Napoca também é a capital da região histórica da Transilvânia, um status que é significante até hoje. Atualmente é a maior cidade na região de desenvolvimento do Noroeste, divisão equivalente às regiões NUTS-II na União Europeia, e utilizada pela UE e pelo governo romeno para fins de análise estatística e desenvolvimento regional. A região de desenvolvimento do Noroeste não é, no entanto, uma entidade administrativa. A área metropolitana de Cluj-Napoca entrou oficialmente em vigor a partir de junho de 2008, abrangendo uma população de habitantes. Além de Cluj-Napoca, ela inclui comunas como Apahida, Feleacu, Ciurila, Floreşti, Gilău, Baciu e Chinteni.
O comitê executivo da União Democrática dos Húngaros na Romênia (UDMR) e todos os seus departamentos têm sede em Cluj, assim como as organizações locais e regionais da maioria dos outros partidos políticos romenos. Para contrabalançar a influência política da minoria húngara da Transilvânia, os nacionalistas romenos da região fundaram o Partido da Unidade Nacional Romena (PUNR), no início da década de 1990; o partido esteve presente no parlamento romeno durante a legislatura de 1992-1996. O partido eventualmente transferiu sua sede principal para Bucareste, e acabou entrando em declínio à medida que a sua liderança se juntou ao Partido da Grande Romênia (PRM), ideologicamente semelhante. Em 2008 o Instituto para a Pesquisa sobre as Minorias Nacionais, subordinado ao governo romeno, abriu sua sede oficial em Cluj-Napoca.
Onze hospitais funcionam na cidade, dos quais nove são geridos pelo condado e dois, especializados em oncologia e cardiologia, pelo Ministério da Saúde. Existem ainda mais de uma centena de consultórios de médicos e dentistas na cidade.
Sistema judiciário
Cluj-Napoca tem uma organização judiciária complexa, como consequência de seu status como capital do condado. O Tribunal de Justiça de Cluj-Napoca é a instituição judiciária local, e está sob a esfera do Tribunal do Condado de Cluj, que também exerce a sua jurisdição sobre os tribunais de Dej, Gherla, Turda e Huedin. Recursos feitos aos vereditos destes tribunais e casos mais sérios são remetidos ao Tribunal de Recursos de Cluj. A cidade também é a sede dos tribunais comerciais e militares do condado.
A cidade tem a sua própria força policial municipal, Poliţia Municipiului Cluj-Napoca, responsável por combater o crime em toda a cidade, que opera um número de divisões especiais e está subordinada à Polícia da Romênia. A prefeitura tem a sua própria forma policial comunitária, a Poliţia Primăriei, que lida principalmente com as questões locais da comunidade. Também existe em Cluj-Napoca uma sede da Gendarmaria Romena.
Crime
Cluj-Napoca e a área ao seu redor tiveram uma taxa de 268 condenações criminais por habitantes durante 2006, número pouco acima da média nacional. Depois da revolução de 1989 a taxa de condenações no condado entrou numa fase de crescimento sustentado, alcançando eventualmente uma alta histórica de 429 em 1998, quando começou a cair. Embora o índice de criminalidade seja baixo, crimes leves costumam ser um problema, especialmente para estrangeiros, como em outras grandes cidades do país. Durante a década de 1990 duas grandes instituições financeiras, Banca Dacia Felix e Caritas, foram à falência devido à fraudes e malversação de fundos. Também tornou-se notório o caso do assassino em série Romulus Vereş, "o homem do martelo"; durante a década de 1970 foi condenado por cinco acusações de homicídio e diversas de tentativa de homicídio, porém nunca chegou a ser encarcerado devido à alegação de insanidade: ele sofria de esquizofrenia, e culpava o Diabo por suas ações, sendo então internado no hospital psiquiátrico de Ştei, em 1976, após uma investigação forense que durou três anos, na qual cerca de quatro mil pessoas foram interrogadas. Lendas urbanas elevaram o número de vítimas de Vereş a até duzentas mulheres, embora o número real tenha sido bem menor; estas confusões podem ser creditadas à falta de atenção que o caso recebeu, apesar de sua magnitude, pela imprensa comunista da época, ansiosa por esconder as mazelas da sociedade do país.
Uma pesquisa realizada em 2006 mostrou um alto grau de satisfação com o trabalho da polícia local; mais da metade das pessoas entrevistadas declararam-se satisfeitas (62.3%) ou muito satisfeitas (3.3%) com a atividade do departamento de polícia do condado. O estudo indicou os índices mais altos de satisfação com os setores de supervisão de tráfego, com a presença dos policiais nas ruas; no lado negativo, a corrupção e a segurança nos transportes públicos continuavam sendo uma grande preocupação.
Esforços feitos pelas autoridades locais no distrito de Cluj-Napoca no fim da década de 1990 para reformar os dispositivos de proteção aos direitos infantis e a assistência às crianças de rua se provaram insuficientes, devido à falta de fundos, políticas incoerentes e à falta de real colaboração entre as partes envolvidas (Direção de Proteção dos Direitos Infantis, o Serviço de Assistência Social dentro da Diretoria Distrital para a Proteção Social e Laboral, o Centro Receptor de Menores, a Autoridade Guardiã dentro da Prefeitura, e a polícia). Existem diversas crianças vivendo nas ruas da cidade, cuja pobreza e falta de qualquer identidade documentada lhes causa constante conflitos com os agentes legais. Através da cooperação entre o conselho local e a associação de presos Fundação Romênia, sem-tetos, crianças de rua e mendigos são agrupados, identificados e acomodados nos Centros Cristãos para as Crianças de Rua e Pessoas Desabrigadas, respectivamente, e o centro Ruhama. Os programas obtiveram algum sucesso, e o movimento flutuante de crianças, mendigos e sem-tetos que entram e saem do centro foi reduzido consideravelmente, e a maioria dos beneficiários vem sendo integrada com sucesso ao programa, em vez de retornar às ruas.
A partir do ano 2000 Cluj-Napoca viu um aumento nos rachas e corridas de rua ilegais, que ocorrem quase sempre à noite, na periferia da cidade ou em áreas industriais, e ocasionalmente provocam acidentes e vítimas. Foram feitas algumas tentativas de se organizar corridas legais, como uma maneira de tentar solucionar o problema.
Demografia
O Instituto Nacional de Estatística da Romênia estimava que em 2016 Cluj-Napoca tinha habitantes. A população da cidade segundo o censo de 2011 era habitantes e segundo o censo de 2007, habitantes. Em 2015, a tinha habitantes. O número de habitantes da cidade segundo o censo de 2007 diferia mais de 25% do número estimado pelo serviço de registro populacional do condado, segundo o qual a população total da cidade poderia chegar a pessoas. A variação entre este número e os dados do censo pode ser explicado parcialmente pelo crescimento real da população que mora em Cluj-Napoca, assim como pela maneira diferente como é feita a contagem; mais pessoas vivem em Cluj do que aquelas que são oficialmente registradas, segundo o diretor do centro de estudos populacionais local. Além do mais, este número não inclui a população flutuante — uma média de mais de 20 mil por ano, de 2004 a 2007, de acordo com a mesma fonte.
No período moderno, a população de Cluj experimentou duas fases de crescimento rápido: a primeira ocorreu no fim do , quando a cidade cresceu em importância e tamanho, e a segunda durante o período comunista, quando uma campanha massiva de urbanização foi lançada, e muitas pessoas migraram das áreas rurais e até de além dos Cárpatos para a capital do condado. Cerca de dois terços do crescimento populacional durante este período foram baseados nos influxos do saldo migratório; após 1966, a data em que o ditador Nicolae Ceaușescu baniu o aborto e os métodos contraceptivos, o crescimento natural também foi significante, e responsável pela manutenção do terceiro lugar.
Desde a Idade Média, a cidade de Cluj tem sido uma cidade multicultural, com uma vida religiosa e cultural diversificada. De acordo com o censo romeno de 2002, pouco menos de 80% da população da cidade são romenos; o segundo grupo étnico da cidade são os húngaros, que compõem 19% da população. O restante é formado por (1%), alemães (0.23%) e judeus (0.06%). Hoje em dia a cidade vem recebendo um grande influxo de imigrantes: pessoas solicitaram por residência na cidade no ano de 2007.
Religião
Em termos de religião, 69.2% da população são ortodoxos romenos, e 12.2% pertencem à Igreja Reformada da Romênia (calvinista). As comunidades católicas romanas e greco-católicas respondem por 5,5 e 5,8% da população, respectivamente, enquanto outros grupos religiosos como os (1%), pentecostais (2.6%) ou (1.2%) completam o resto do total. Comparativamente, em 1930, 26,7% da cidade era de reformados, 22,6% de católicos gregos, 20,1% de católicos romanos, 13,4% de judeus, 11,8% de ortodoxos, 2,4% de luteranos e 2,1% de unitaristas. Entre os fatores que contribuíram para estas mudanças demográficas estão o extermínio dos judeus da cidade, a emigração, o banimento da Igreja Greco-Católica entre 1948 e 1989 e o declínio gradual da população húngara.
Historicamente, a comunidade judaica teve papel central na história da Transilvânia, e até num contexto mais amplo. Os judeus foram uma presença significativamente, e cada vez mais marcante, em Cluj, contribuindo significativamente para o dinamismo econômico da cidade e o seu florescimento cultural no fim do e início do . Embora a comunidade tenha contado com uma parte significativa da população da cidade durante o Período Entre-Guerras—entre 13 e 15 por cento—estes números despencaram como uma consequência do Holocausto e da subsequente emigração; na década de 1990 restavam em Cluj-Napoca apenas algumas centenas de judeus.
Grupos étnicos
No a maioria dos habitantes da cidade, assim como a elite local, era formada por saxões, em grande parte descendentes de colonizadores trazidos pelos reis da Hungria nos séculos XII e XIII, visando desenvolver e defender as fronteiras ao sul da província. Na metade do século seguinte aproximadamente metade da população tinha nomes húngaros. Na Transilvânia, como um todo, a Reforma Protestante acirrou divisões étnicas: saxões tornaram-se luteranos, enquanto os húngaros permaneceram católicos ou se tornaram calvinistas ou unitaristas. Em Klausenburg, no entanto, as fronteiras religiosas não eram bem demarcadas. Isolados tanto geograficamente das principais áreas de colonização alemã no sul da Transilvânia como institucionalmente, devido à sua trajetória religiosa distinta, muitos saxões eventualmente foram assimilados à maioria húngara ao longo de diversas gerações. Novos colonizadores também falavam, em sua maioria, o húngaro, idioma que muito saxões gradualmente vieram a adotar.(No ), de mais de trinta cidades reais livres, apenas sete contavam com uma maioria húngara, e Kolozsvár/Klausenburg era uma delas; o restante era, em sua maioria, dominada etnicamente pelos alemães.) Desta maneira Kolozsvár tornou-se húngaro-parlante, e o permaneceu até a metade do , embora em 1880 4.8% de seus residentes se identificassem como "alemães".
O formam uma minoria considerável na Romênia atual e uma presença pequena, porém visível, em Cluj-Napoca — apesar de compreenderem apenas 1% da população, são uma presença familiar no mercado central e em seus arredores, vendendo flores, roupas usadas e artigos de lata. Embora sejam um importante foco de atenção do discurso público e representações midiáticas, a nível nacional, Cluj-Napoca, com sua relativamente pequena população de ciganos, não foi o foco principal de atividade etnopolítica do povo.
Comunidade húngara
Aproximadamente húngaros étnicos (magiares) viviam em Cluj-Napoca em 2002. A cidade tem a segunda maior comunidade urbana de húngaros na Romênia, depois de Târgu Mureş, com uma vida cultural e acadêmica ativa: a cidade tem uma ópera e teatro estatal húngaro, assim como diversas instituições húngaras de pesquisa, como Erdélyi Múzeumi Egyesület (EME), Erdélyi Magyar Műszaki Tudományos Társaság e Bolyai Társaság. A cidade é a sede da diocese reformada (calvinista) da Transilvânia, da diocese e de uma diocese da Igreja Evangélica Luterana, e todas treinam o seu clero no Instituto Teológico de Cluj. Diversas revistas e jornais são publicados no idioma húngaro, e a comunidade também tem direito à transmissões públicas e privadas, de rádio e televisão. Em 2007, estudantes frequentavam cursos nos 55 cursos de especialização lecionados em húngaro na Universidade Babeş-Bolyai. Em 2006 dois palestrantes falantes de húngaro perderam seus empregos depois de terem afixado cartazes em húngaro nos prédios da universidade, apesar de um decreto do reitor permitindo o uso de cartazes multilíngues.. Gheorghe Funar, prefeito de Cluj-Napoca de 1992 a 2004, tornou-se notório pelos seus atos de provocações étnicas, como a decoração das ruas da cidade nas cores da bandeira romena, e a organização de piquetes diante do consulado da Hungria na cidade; as tensões parecem ter se arrefecido, no entanto, depois que Funar deixou o cargo.
Economia
Cluj-Napoca é um importante centro comercial da Romênia; diversas marcas locais tornaram-se conhecidas nacionalmente, e algumas até mesmo internacionalmente, como Banca Transilvania, Farmec, Jolidon, e a cervejaria Ursus.
A revista americana InformationWeek relatou que a maior parte da atividade de informática, especialmente na área de software, é produzida na cidade, que está se tornado rapidamente tecnopolo da Romênia. A empresa finlandesa Nokia investiu 200 milhões de euros numa fabricante de telefones celulares e num centro de pesquisa em Cluj-Napoca. A cidade também é a sede regional e nacional de empresas como MOL, Aegon, Perfetti Van Melle, Bechtel, Friesland Foods, Office Depot, Genpact e New Yorker. O grupo financeiro britânico
Dawnay Day, proprietário do centro comercial MacroMall, originalmente sediado em Braşov, também está investindo maciçamente em Cluj-Napoca; seu primeiro projeto, Atrium, em construção sobre o terreno da antiga fábrica Tricotaje Someșul, localizada no centro da cidade, está orçado em 85 milhões de euros.
Cluj-Napoca também é um importante centro comercial regional, com diversos shopping centers e hipermercados. A Avenida Eroilor e as ruas Napoca e Memorandumului são os locais mais caros da cidade, com um preço médio de aluguel de ao ano, enquanto as avenidas Regele Ferdinand e "21 Decembrie 1989" também possuem altos preços de aluguel. Existem dois grandes shopping-centers: Polus Center Cluj, que contém um hipermercado Carrefour, e o Iulius Mall Cluj, que tem um hipermercado Auchan. Outros dois estão sendo construídos, e diversas outras cadeias internacionais de supermercados também possuem filiais na cidade.
Entre os varejistas de renome presentes na cidade estão marcas internacionais como United Colors of Benetton, Guess e Paco Rabanne, e os shopping-centers oferecem ao consumidor lojas como e Zara, Hugo Boss, JLo, Pinko, Gianfranco Ferré e outras marcas famosas também anunciaram suas metas de abrir lojas em Cluj-Napoca até o fim de 2008.
O orçamento geral da cidade em 2008 chegou a 990 milhões de lei, o equivalente a mais de 266 milhões de euros. Em relação aos anos anteriores, o orçamento aumentou 19% em 2006, 56% em 2007 e 35% em 2008.
Turismo
Em 2007, a indústria hoteleira do condado de Cluj oferecia um total de leitos, dos quais estavam em hotéis, em pousadas e o resto em chalés, campings ou albergues. Um total de visitantes, dos quais eram estrangeiros, pernoitavam. Um número considerável de visitantes, no entanto, visitou Cluj-Napoca por menos de um dia, e seu número exato não é conhecido. O maior número de visitantes estrangeiros é da Hungria, da Itália, da Alemanha, dos Estados Unidos, da França e da Áustria. Cerca de 140 agências de turismo ajudam a organizar as viagens domésticas e internacionais, e diversas empresas de aluguel de carros oferecem os serviços.
Arte e cultura
Cluj-Napoca tem uma cena cultural crescente e diversificada, que se espalha por diversos campos, como as artes visuais, as artes cênicas e a vida noturna. A cultura da cidade data aos tempos romanos: a cidade começou a ser construída naquele período, que deixou sua marca na orientação geográfica da cidade, centrada na atual Piaţa Muzeului, assim como em diversas estruturas existentes. A cidade medieval, no entanto, viu um deslocamento de seu centro rumo às novas estruturas civis e religiosas, especialmente a Igreja de São Miguel. Durante o , a cidade se tornou o principal centro cultural e religioso da Transilvânia; durante um breve período do início do , Kolozsvár foi o centro mais importante do teatro e ópera húngaros, enquanto no início do , ainda uma cidade húngara, tornou-se a principal alternativa à cinematografia de Budapeste. Depois de sua incorporação ao Reino da Romênia, no fim da Primeira Guerra Mundial, a cidade - agora chamada de Cluj - viu um ressurgimento de sua cultura romena, mais visível com o término da construção da monumental catedral ortodoxa, em 1933, na frente do (recém-nacionalizado) Teatro Nacional Romeno. Este lugar passou a ser visto como o centro "romeno", alguns quarteirões a leste do antigo centro "húngaro"; no entanto, a "romanidade" de Cluj, da mesma maneira que o domínio romeno da Transilvânia, não estava estabelecido de maneira segura, em absoluto, ainda no período entre-guerras. O fim da década de 1960 viu um renascimento do discurso nacionalista, simultâneo à urbanização e industrialização da cidade, que teve como efeito a gradual romenização da cidade. Hoje em dia a cidade hospeda pessoas de diferentes culturas, com suas respectivas instituições culturais, como o Teatro Estatal Húngaro, o Conselho Britânco, bem como diversos outros centros para a promoção de culturas estrangeiras. Estas instituições mantém manifestações ecléticas em homenagem às suas culturas, incluindo os bessarábios, húngaros, tunisianos, e japoneses.
Edifícios e locais importantes
Cluj-Napoca tem diversos edifícios e monumentos de destaque. Um destes é a Igreja de São Miguel, na Praça Unirii ("União"), construída no fim do no estilo gótico do período. A torre neogótica foi erguida apenas no ; permanece a mais alta torre de igreja em toda a Romênia até hoje.
Em frente à igreja está a estátua equestre de Matias Corvino, erguida em honra ao rei da Hungria nascido na cidade. A equivalente em importância à Igreja de São Miguel para a Igreja Ortodoxa Romena é a Catedral da Dormição da Teótoco, na Praça Avram Iancu, construída no período entre-guerras. A Igreja Greco-Católica Romena também tem uma catedral em Cluj-Napoca, a Catedral da Transfiguração.
Outro marco importante de Cluj-Napoca é o seu Palácio de Justiça, construído entre 1898 e 1902, e projetado pelo arquiteto Gyula Wagner no estilo eclético. Este edifício faz parte de um conjunto erguido na Praça Avram Iancu, que também inclui o Teatro Nacional, o Palácio de Căile Ferate Române, o Palácio da Prefeitura, o Palácio das Finanças e o Palácio da Metrópole Ortodoxa. Outro importante grupo de edifícios ecléticos se localiza na Rua Iuliu Maniu, que apresenta prédios simétricos dos seus dois lados, seguindo a tendência urbanística do barão Haussmann.
Um dos destaques da cidade é o seu {{ilc|Parque Botânico|Parque Botânico de Cluj-Napoca|Jardim Botânico de Cluj-Napoca|lk=Jardim botânico]], situado nas vizinhanças do centro. Além deste jardim, Cluj-Napoca também abriga diversos parques de grande tamanho, dos quais o mais notável é o , com o Cassino Chios e um grande conjunto de estátuas. Muitas das personalidades de destaque da cidade estão enterradas no Cemitério Hajongard, que ocupa 14 hectares.
Como importante centro cultural, Cluj-Napoca tem diversos teatros e museus, nomeadamente o , o (Muzeul Etnografic al Transilvaniei), o Museu da Farmácia na Casa Mauksch-Hintz, o (Muzeul de Artă), o (Muzeul Ardelean), o (Muzeul „Emil Isac”), o (Muzeul Apei) e o Museu Zoológico.
Artes plásticas e artes visuais
Em termos de artes plásticas e artes visuais, a cidade tem um grande número de galerias, que exibem arte romena clássica e contemporânea, assim como seleções de obras internacionais.
O Museu de Belas Artes está alojado no , a construção secular mais representativa do estilo barroco na Transilvânia, construída pelo conde , governador da Transilvânia entre 1787 e 1822. O museu possui coleções extensas de arte romena, incluindo obras de artistas como Nicolae Grigorescu, Ştefan Luchian e Dimitrie Paciurea, assim como artistas estrangeiros como Károly Lotz, Luca Giordano, Jean Hippolyte Flandrin, Herri met de Bles e Claude Michel, e foi indicado para Museu Europeu do Ano em 1996.
Artes cênicas e música
A cidade possui um grande número de instituições e estruturas destinadas às artes cênicas e à música. A mais famosa delas é o teatro neobarroco na Praça Avram Iancu. Construído no início do pela companhia vienense Helmer and Fellner, a estrutura está inscrita na lista de monumentos especialmente protegidos da UNESCO. Desde 1919, pouco tempo depois da união entre a Transilvânia e a Romênia, o prédio é a sede do Teatro Nacional Lucian Blaga e da Ópera Nacional Romena. A Filarmônia da Transilvânia, fundada em 1955, dá concertos de música clássica, e organiza desde 1965 o Festival Toamna Muzicală Clujeană. O multiculturalismo da cidade também é evidenciado pela Ópera e Teatro Húngaro, sede de quatro grupos diferentes de artistas. Existem também diversos teatros independentes, de menor tamanho, como o Teatro Puck, onde espetáculos de marionetes são exibidos.
Cluj-Napoca é o local de residência de diversos músicos romenos conhecidos localmente. Entre os exemplos de bandas locais está o grupo de rock a , uma banda de pop moderno que terminou em quarto lugar no Festival Eurovisão da Canção 2005, a banda de rock alternativo Luna Amară, assim como diversos produtores de música eletrônica, como Horace Dan D. As integrantes do grupo pop radicado no Reino Unido, The Cheeky Girls, cresceram na cidade, onde frequentaram a Escola Superior de Coreografia e Arte Dramática.
A vida noturna da cidade apresenta uma variedade grande de opções, e o número de discotecas e casas noturnas aumentou significantemente na década de 1990, e continua a aumentar. A maioria dos locais está espalhada pelo centro da cidade, a partir do mais antigo de todos, o Diesel Club, na Praça Unirii. O jornal diário România Liberă classificou esta e outras duas discotecas da cidade como as três melhores da região de Transilvânia-Banato. A área de Unirii ainda apresenta diversos bares e restaurantes, pizzarias e cafés; muitos estabelecimentos também oferecem atividades culturais como espetáculos de música e moda ou exibições de arte. Um dos principais pontos da cidade é a Strada Piezişă ("rua torta"), uma via central localizada na área estudantil de Haşdeu, célebre por sua vida noturna agitada, onde um grande número de bares e cafés se localizam. A cena musical de Cluj-Napoca não se limita aos gêneros tradicionalmente divulgados internacionalmente; muitas discotecas, por exemplo, oferecem espetáculos onde os lăutari ('alaudistas') locais tocam as manele, um tipo de música de influência turca.
Cidades-irmãs
Cluj-Napoca tem acordos de geminação com as seguintes cidades:
Galeria de imagens
Bibliografia
Ligações externas
Festival Internacional de Filmes da Transilvânia
Localidades da Roménia
Localidades da Transilvânia | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Uma molécula é um grupo eletricamente neutro que possui pelo menos dois átomos, todos ligados entre si mediante uma ligação covalente. Isto exclui todos os metais, que se constituem por inúmeros átomos de um único elemento, todos ligados entre si mediante a ligação metálica e também todas as substâncias cujos átomos ligam-se mediante ligação iônica formando um agregado iônico e não moléculas, como o sal de cozinha, da lista de substâncias moleculares. A presença de um único átomo ligado via ligação iônica à estrutura impede que a mesma seja classificada como molécula, mesmo que os demais elementos ligados para formá-la o façam via ligações covalentes. Fora da lista encontram-se também, de forma evidente, as substâncias simples constituídas por elementos da coluna 8A (gases nobres), já que estas só possuem átomos não ligados uns aos outros em sua estrutura, ou quando em estado sólido (em temperaturas próximas ao zero absoluto), têm estes fracamente ligados entre si via atrações elétricas resultante de dipolos elétricos mutuamente induzidos, ligação em muito similar à iônica.
Rigorosamente, uma molécula corresponde a uma união entre dois ou mais átomos que, em termos de diagramas energéticos (energia potencial U em função da separação espacial de seus átomos), é representada por uma depressão suficiente para confinar pelo menos um estado vibracional (um estado ligante).
Ligação molecular
Um antigo conceito diz que uma molécula é a menor parte de uma substância que mantém suas características de composição e propriedades químicas, entretanto tem-se conhecimento atualmente que as propriedades químicas de uma substância não são determinadas por uma molécula isolada, mas por um conjunto mínimo destas.
Muitas substâncias familiares são feitas de moléculas (por exemplo açúcar, água, e a maioria dos gases) enquanto muitas outras substâncias igualmente familiares não são moleculares em sua estrutura (por exemplo sais, metais, e os gases nobres).
Quando iniciou-se o estudo e formulação da teoria atômica, era dado o nome de átomo a qualquer entidade química que poderia ser considerada fundamental e indivisível. As observações no comportamento dos gases levaram ao conceito de átomo como unidade básica da matéria e relacionada ao elemento químico, desta forma, houve uma distinção da molécula como "porção fundamental de todo composto", obtida pela união de vários átomos por ligações de natureza diferente.
Basicamente, o átomo abriga em seu núcleo partículas elementares de carga elétrica positiva (prótons) e neutra (nêutrons), este núcleo atômico é rodeado por uma nuvem de elétrons em movimento contínuo (eletrosfera). A maioria dos elementos não são inertes, por isso, quando dois átomos se aproximam, há uma interação de natureza eletromagnética entre as nuvens eletrônicas e os núcleos dos respectivos átomos. As nuvens eletrônicas se rearranjam em torno dos núcleos de forma a minimizar a energia potencial do sistema formado pela união dos mesmos, e uma ligação química estabelece-se. Os átomos se ligam e formam agregados que podem ou não constituir moléculas dependendo da natureza da ligação química estabelecida. Quando há compartilhamento entre os núcleos de alguns de seus elétrons e estes elétrons permanecem em regiões espaciais bem definidas no espaço (nos orbitais) de forma a envolverem apenas os dois átomos em questão, tem-se uma ligação molecular. Quando há o confisco de elétrons de um átomo pelo outro, formam-se íons e tem-se uma ligação iônica. Na ligação metálica, elétrons são compartilhados, mas, ao contrário da ligação molecular, isto não se dá de forma localizada entre dois átomos vizinhos. Uma única nuvem de elétrons, com elétrons doados por todos os átomos, distribui-se sobre todos os átomos simultaneamente e de forma bem deslocalizada (o que confere as características de maleabilidade e ductibilidade aos metais).
A natureza de suas moléculas determina as propriedades químicas das substâncias moleculares. Estas dependem da natureza dos átomos que integram suas moléculas, da natureza e da intensidade da ligação estabelecida, orientação espacial destes, e também da inter-relação entre moléculas, que pode dar-se mediante vários mecanismos distintos, a saber por polarização induzida, por ligações por ponte de hidrogênio, e outros.
Uma ligação entre dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (H2O), forma uma molécula de água; uma ligação entre dois átomos de cada um desses mesmos elementos produz peróxido de hidrogênio (H2O2), vulgarmente chamado de água oxigenada, cujas propriedades são bem diferentes das da água.
Os átomos também se ligam em proporções idênticas, mas podem formar isômeros, que são moléculas diferentes. No álcool etílico (CH3CH2OH) e o éter metílico (CH3OCH3), é a diferença de arrumação dos átomos que estabelece ligações diferentes, moléculas diferentes, e, portanto, substâncias moleculares com propriedades diferentes.
A distribuição espacial dos átomos que formam uma molécula depende das propriedades químicas e do tamanho destes. Quando igualmente eletronegativos os átomos formam ligações classificadas como apolares. Moléculas com átomos cujas eletronegatividades sejam diferentes também podem formar moléculas apolares em função de uma distribuição simétrica destes átomos, mas em caso de ausência de simetria, as moléculas formadas serão polares.
Substâncias moleculares podem também, de forma similar às iônicas e aos metais, formar cristais. Cientistas criaram moléculas gigantes, do tamanho de bactérias, que podem ser úteis em futuros computadores quânticos.
Ver também
Geometria molecular
Ligação química
Superátomos | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
(do grego παρθενος, "virgem", + γενεσις, "nascimento"; uma alusão à deusa grega Atena, cujo templo era denominado Partenon) refere-se ao crescimento e desenvolvimento de um embrião sem fertilização. São fêmeas que procriam sem precisar de machos que as fecundem.
Atualmente, a biologia evolutiva prefere utilizar o termo telitoquia, por considerá-lo menos abrangente que o termo partenogênese.
A partenogênese ocorre naturalmente em plantas agamospérmicas, invertebrados (e.g. pulgas de água, afídeos, abelhas) e alguns vertebrados (e.g. lagartos, salamandras, peixes, serpentes). Os organismos que se reproduzem por este método estão geralmente associados a ambientes isolados como ilhas oceânicas. Na maioria dos casos, no entanto, a partenogénese é apenas uma possibilidade eventual, sendo a reprodução com contribuição gênica paterna a mais comum. Esta alternância pode surgir por pressão ambiental.
Tipos de Partenogênese
De acordo com o sexo dos organismos gerados, a partenogênese pode ser de três tipos:
Partenogênese arrenótoca: origina apenas machos como abelhas (zangões)
Partenogênese telítoca: origina apenas fêmeas, por exemplo, afídeos (pulgões).
Partenogênese deuterótoca: origina machos e fêmeas como afídeos (pulgões).
Partenogênese em Invertebrados
Em abelhas
Na sociedade das abelhas ocorre um fato curioso: tanto os óvulos fecundados como os não fecundados podem originar novos indivíduos. As rainhas e as operárias resultam do desenvolvimento de óvulos fecundados, sendo, portanto, diploides. A diferenciação entre elas é estabelecida pelo tipo de alimento fornecido às formas larvais:
As larvas que originam operárias são nutridas com mel e pólen.
As larvas que originam rainhas recebem geleia real como alimento.
Os zangões, cujas larvas são nutridas com pólen e mel, são haploides, uma vez que resultam do desenvolvimento de óvulos não fecundados. Os zangões, originando-se de óvulos não fecundados, herdam todos os genes que possuem da “mãe”(Rainha), uma vez que não têm “pai”.
Partenogênese em Vertebrados
Em 1984 já havia sido documentada a biologia reprodutiva de lagartos de manchas amarelas, desde então, tem sido objeto de grande interesse científico e pesquisa. Ao contrário da maioria das espécies de lagartos, os lagartos de manchas amarelas são vivíparos. De particular interesse para os pesquisadores é que algumas populações de fêmeas se reproduzem por partenogênese.
Em 2006, cientistas documentaram, pela primeira vez, um caso de partenogênese em uma fêmea de dragão-de-komodo, no Zoológico de Chester, no Reino Unido. Um artigo foi publicado na revista Nature abordando a partenogênese nestes répteis. A notícia foi divulgada no Guardian Unlimited em dezembro de 2006 e na BBCBrasil.com em dezembro de 2006.
Em 2007, cientistas confirmaram que tubarões-martelo poderiam se reproduzir sem ter relações sexuais. A evidência vem de um tubarão no jardim Zoológico de Henry Doorly em Nebraska que deu à luz um filhote em 2001 apesar de não ter tido nenhum contato com um macho. Testes genéticos realizados provam conclusivamente que o animal jovem não possuía DNA paterno, os dados foram publicados no periódico Biology Letters e a notícia foi divulgada na BBC News.
Em 2008, cientistas confirmaram um segundo caso de "nascimento virgem" em tubarões após testes de DNA em um tubarão-galha-preta, nascido em um aquário da Virgínia, nos Estados Unidos, informa a agência AP. Em um artigo publicado na revista cientifíca The Journal of Fish Biology, as análises comprovaram que o animal nasceu sem fecundação do óvulo, ou seja, se desenvolveu sem o material genético do pai.
Em 2017, na Austrália, um tubarão zebra teve três filhotes sem manter relações sexuais com um macho. A fêmea, chamada Leonie, vive em um tanque isolado dos machos, o que intrigou cientistas e levou a uma análise do caso. Ao realizar estes nos filhotes comparando DNA com o do macho do tanque mais próximo, cientistas constataram que eles tinham apenas as células da fêmea, os dados foram publicados a Nature e a notícia foi divulgada no Brasil pela Superinteressante.
Em 2019, uma cobra sucuri do Aquário de New England, nos Estados Unidos, deu à luz a dois filhotes saudáveis. O fato virou notícia porque os filhotes foram fruto de partenogênese, esse é apenas o segundo caso confirmado conhecido de partenogênese em uma cobra sucuri-verde. Os biólogos confirmaram por sequenciamento genético que as serpentes analisadas mostram correspondências completas em todos os locais testados. A informação foi divulgada pela Revista Galileu.
Em 2019, cientistas do instituto Smithsonian, nos Estados Unidos, registraram a reprodução assexuada de um dragão-d'água-chinês (Physignathus cocincinus) pela primeira vez. De acordo com os especialistas do instituto, o animal chegou em 2006. Desde então a fêmea nunca entrou em contato com machos da espécie: quando ela começou a produzir ovos em 2009 (apesar de estarem mortos, foi observada a formação de filhotes dentro dos ovos). Então, no fim de 2018, o fenômeno ocorreu novamente e desta vez gerou lagartinhos saudáveis. A notícia foi publicada no Brasil pela Revista Galileu.
Cissiparidade
Eva mitocondrial
Referências Bibliográficas
Reprodução | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Design de interação é uma área do design especializada no projeto de artefatos interativos, como websites, PDAs, jogos eletrônicos e softwares. Autores e profissionais da área referem-se a este por meio dos acrônimos "iD" ou "IxD" (do inglês, Interaction Design) ou "DxI" (do português, Design de Interação).
O foco da pesquisa e do estudo em Design de Interação são as relações humanas tecidas através dos artefatos interativos, que funcionam também como meios de comunicação interpessoal.
O Design de Interação tornou-se motivo de estudos em grandes universidades dos Estados Unidos, como o MIT, a Carnegie Mellon University, a Savannah college of art and design, o Institudo Ivrea de design de interação, a Universidade de Iorque e o Royal College of Art. No Brasil, pós-graduações homônimas são oferecida pela PUC Minas (Belo Horizonte - MG), Instituto Faber-Ludens de Design de Interação (Curitiba - PR) e Universidade Positivo (Curitiba - PR). Já a PUC-SP(São Paulo) é a primeira instituição a oferecer a primeira graduação de Bacharelado em Design com linha de formação em Design de Interação no Brasil.
Definição
(A definição de trabalho abaixo foi baseada na lista de discussão Interaction Designers.)
Design de Interação é uma vertente do design cuja filosofia prega o desenvolvimento de projetos a partir da aplicação de conceitos construídos com base na observação das experiências e de testes com usuários.
Sua aplicação visa a melhoria da relação homem-máquina, já que o sucesso de um produto no mercado depende muito da experiência interativa que ele pode proporcionar.
Estes são alguns benefícios:
Adequar respostas do sistema às entradas do usuário
Balancear interação e funcionalidade
Prevenir erros do usuário
Aplicando estes conhecimentos, os designers de interação criam produtos e serviços de maior (usabilidade) sob o conceito do Design Centrado no Usuário, levando em conta os objetivos, funções, experiências, necessidades e desejos destes.
Visando o equilíbrio entre os anseios dos usuários, os negócios dos clientes e as possibilidades tecnológicas, os designers de interação superam desafios complexos e criam produtos e serviços inovadores.
Estes designers quase sempre trabalham em conjunto com especialistas em design gráfico, design de informação (ou arquitetura da informação), design industrial baseando-se em pesquisas sobre usuários (usabilidade), podendo atuar em mais de uma dessas atividades simultaneamente. Mas seu principal objetivo sempre é proporcionar a máxima interatividade do produto.
Designers de interação avançam explorando paradigmas e tirando proveito dos avanços tecnológicos. Enquanto a capacidade e complexidade dos dispositivos evoluem, estes profissionais tem um papel importante na consolidação da tecnologia como um grande benefício para as pessoas.
Perfil do Profissional
O designer de interação, na visão de Dan Saffer (USA), deve possuir sete atitudes:
Focar sempre no usuário – Saber entender o usuário é a chave do sucesso no design de interação, e a melhor forma de entendê-lo é questionando suas escolhas e observando suas ações.
Encontrar boas soluções – Desenvolver novos produtos e serviços implica criar as escolhas. Quando se tem duas opções, deve-se buscar sempre uma terceira.
Gerar muitas ideias e buscar uma prototipação rápida – Designers encontram suas soluções através da geração de muitas ideias. Para tangibilizar essas ideias, devem procurar montar protótipos rápidos, pois assim péssimas ideias são descartadas rapidamente após os primeiros testes.
Saber trabalhar de forma colaborativa – O design como ciência não está só, ele dialoga com vários campos do conhecimento humano. E o designer, da mesma forma, não deve se isolar. Ele deve trabalhar de forma colaborativa e utilizando vários recursos tecnológicos de comunicação.
Criar soluções apropriadas – O designer deve criar soluções apropriadas para determinado contexto em que os usuários estão inseridos. O contexto de uso do objeto ou do serviço deve estar em conformidade com o contexto histórico-social em que o indivíduo está inserido.
Desenvolver com um amplo campo de influências – A interdisciplinaridade deve fazer parte do dia a dia do designer de interação e com isso ele deve se inspirar na busca por novas soluções.
Saber incorporar a emoção para seus projetos – O aspecto emocional dentro do desenvolvimento de um produto é o elo entre as pessoas e os aparatos tecnológicos. Produtos sem o componente emocional estão desconectados das pessoas e são produtos sem vida.
Ver também
Interação humano-computador
Interface do utilizador
Usabilidade
Ergonomia
Design de interfaces
Ligações externas
Bacharelado em Design de Interação - PUC-SP
Design de Interação - IGTI
Design
Interação humano-computador
Usabilidade | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
(, na numeração romana) foi um ano comum do século XX do actual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, e a sua letra dominical foi C, teve 52 semanas, início a uma sexta-feira e terminou também a uma sexta-feira.
Eventos -
Álvaro Figueroa y Torres Mendieta substitui Eduardo Dato y Iradier como presidente do governo de Espanha.
5 de abril - Guerra do Contestado: Grande assalto a Santa Maria põe fim ao conflito na região.
22 de abril - pela primeira vez na história são utilizadas armas químicas em um conflito armado, quando a Alemanha utiliza o gás cloro como gás venenoso contra o exército francês numa das batalhas da Primeira Guerra Mundial.
24 de abril - é considerada o início do genocídio armênio, que deixou 1.500.000, aproximadamente, de vítimas armênias.
07 de Maio - Torpedeamento e naufrágio do transatlântico britânico RMS Lusitania da Cunard Line por um submarino alemão. 1.198 mortos, incluindo 128 americanos. O incidente causou grande comoção visto que o Lusitania era um navio de passageiros muito popular que inclusive já havia detido a Fita Azul pela travessia mais rápida do Atlântico e seu naufrágio ter causado a morte de civis. Visto que cidadãos americanos morreram no naufrágio, isso aumentou a expectativa dos estadunidenses de entrar na Guerra, porém isso ocorreria apenas dois anos depois, em 1917.
15 de junho - fundação de Três Lagoas município brasileiro localizado no Estado de Mato Grosso do Sul.
6 de agosto - acontece o Ataque dos Homens Mortos, na Fortaleza de Osowiec, durante a Primeira Guerra Mundial.
8 de setembro - Assassinato do Senador Pinheiro Machado.
30 de setembro - fundação de São Gotardo município brasileiro localizado no Estado de Minas Gerais
12 de Dezembro - Yuan Shikai até então Presidente da China, autoproclama-se Novo Imperador da China, porém seu governo foi curto e veio a falecer em 6 de Junho de 1916, e então sobe ao poder Li Yuanhong seu governo durou de 7 de Junho de 1916 até que teve o mandato interrompido em 1º de Julho de 1917 por uma tentativa de golpe para restaurar a Monarquia, tentando por Pu Yi ao poder, porém Pu Yi governou apenas 12 dias, até que em 12 de Julho de 1917 o golpe fracassou e a República é restabelecida de novo, e Li governou a China até 17 de julho de 1917, quando renunciou, retornando ao poder em 11 de Junho de 1922 governou até 13 de Junho de 1923, quando Gao Lingwei assumiu a Presidência da República da China.
18 de Dezembro - Acontece a Revolta dos Sargentos, pró-parlamentarismo, que é debelada.
23 de Dezembro - O HMHS Britannic, navio-irmão do RMS Titanic faz sua viagem inaugural mas não como navio de passageiros e sim como navio-hospital, função que exerceria até seu naufrágio em 21 de novembro do ano seguinte, acabando sua carreira sem nunca sequer transportar um passageiro.
Nascimentos
20 de março - Rudolf Kirchschläger, foi um político austríaco e presidente da Áustria de 1974 a 1986 (m. 2000).
11 de setembro - Raúl Alberto Lastiri, presidente da Argentina em 1973 (m. 1978).
11 de setembro - Pedro Cardoso de Souza, Artista Plástico (m. 2007).
24 de novembro - Alexander Nove, economista e historiador russo-britânico (m. 1994).
25 de Novembro - Augusto Pinochet, ex-ditador chileno (m. 2006).
2 de Dezembro - Marais Viljoen, Presidente de Estado da África do Sul em 1978 e de 1979 a 1984 (m. 2007).
12 de Dezembro - Frank Sinatra, cantor e ator norte-americano (m. 1998).
13 de Dezembro - Balthazar Johannes Vorster, Presidente de Estado da África do Sul de 1978 a 1979 (m. 1983).
19 de Dezembro - Édith Piaf , famosa e importante cantora francesa (m. 1963).
Falecimentos
21 de Março - Frederick Taylor, o “Pai da Administração Científica”, criador do Taylorismo.
09 de Abril - Friedrich Loeffler, médico, bacteriologista e higienista alemão (n. 1852).
01 de julho - Porfirio Díaz, presidente do México em 1876, de 1877 a 1880 e de 1884 a 1911 (n. 1830).
16 de Julho - Ellen G. White, profetisa (n. 1827).
08 de Setembro - Pinheiro Machado, senador do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (n. 1851).
7 de Setembro - Saturnino Arouck, militar brasileiro (n. 1862).
28 de Setembro - Saitō Hajime, membro do Shinsengumi.
19 de Dezembro - Alois Alzheimer, Neurologista alemão
Prêmio Nobel
Física - William Bragg, Lawrence Bragg.
Química - Richard Willstätter.
Medicina - Não houve prêmio.
Literatura - Romain Rolland.
Paz - Não houve prêmio.
Epacta e idade da Lua | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
David de Jesus Mourão-Ferreira GOSE • GCSE (Lisboa, 24 de fevereiro de 1927 — Lisboa, 16 de junho de 1996) foi um escritor e poeta português. Tem uma biblioteca com o seu nome em Lisboa no Parque das Nações.e uma Cátedra David Mourão-Ferreira do Camões, I.P. no Centro de Estudos Lusitânia de Bari (Itália).
Biografia
Filho de David Ferreira, secretário do diretor da Biblioteca Nacional, originário de Elvas, e de sua mulher Teresa Mourão, originária duma aldeia do Baixo Alentejo.
Nasceu no extremo ocidental do bairro da Lapa, em Lisboa, numa casa onde viveu até aos 15 anos. Teve um irmão três anos mais novo, Jaime, afilhado de Jaime Cortesão. Frequentou o Colégio Moderno e licenciou-se em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951.
Tornou-se assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1958. Entre 1963 e 1973 foi secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Autores.
Teve uma ativa colaboração em jornais e revistas, dos quais se destacam o Diário Popular. Foi também colaborador da revista Seara Nova, para além de ter sido um dos fundadores da revista literária Távola Redonda, que co-dirigiu (1950-1954), com António Manuel Couto Viana e Luís de Macedo. Foi precisamente através desta publicação que a atividade poética de David Mourão Ferreira começou a ganhar relevo, enquanto uma alternativa poética, de pendor lirista, à poesia social.
Considerado um dos maiores poetas contemporâneos portugueses do século XX, Outros fados da sua autoria, como Escada sem corrimão ou Lembra-te sempre de mim, serão interpretados anos depois por Camané.
Depois do 25 de Abril de 1974, seria diretor do jornal A Capital e diretor-adjunto do O Dia.
No governo, desempenhou o cargo de Secretário de Estado da Cultura (de 1976 a Janeiro de 1978, e em 1979). Foi por ele assinado, em 1977, o despacho que criou a Companhia Nacional de Bailado.
Foi autor de alguns programas de televisão de que se destacam "Imagens da Poesia Europeia", para a RTP.
A 13 de Julho de 1981 foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico. Em 1996, a 3 de Junho, foi elevado a Grã-Cruz da mesma Ordem. No mesmo ano, 1996, recebeu o Prémio de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.
Do primeiro casamento, com Maria Eulália, sobrinha de Valentim de Carvalho, teve dois filhos, David João e Adelaide Constança, que lhe deram 10 netos e netas.
Em 2005 é celebrado um protocolo entre a Universidade de Bari e o Instituto Camões, decidindo, como homenagem ao poeta, abrir naquela cidade o Centro Studi Lusofoni - Cátedra David Mourão-Ferreira que, dirigida pela Professora Fernanda Toriello e com a colaboração do professor Rui Costa, tem como objetivo o estudo da obra de David Mourão-Ferreira, assim como a divulgação da língua portuguesa e das culturas lusófonas. Promove também o Prémio Europa David Mourão-Ferreira.
Em 2005 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma avenida no Alto do Lumiar.
Obras
Poesia
1950 - A Viagem
1954 - Tempestade de Verão (Prémio Delfim Guimarães) 1958 - Os Quatro Cantos do Tempo 1961 - Maria Lisboa 1962 - In Meae 1962 - ou A Arte de Amar
1966 - Do Tempo ao Coração
1967 - A Arte de Amar (reunião de obras anteriores) 1969 - Lira de Bolso 1971 - Cancioneiro de Natal (Prémio Nacional de Poesia)
1973 - Matura Idade 1974 - Sonetos do Cativo 1976 - As Lições do Fogo''' 1980 - Obra Poética (inclui À Guitarra e À Viola e Órfico Ofício)
1985 - Os Ramos e os Remos
1988 - Obra Poética, 1948-1988
1994 - Música de Cama (antologia erótica com um livro inédito). 1954 - Barco Negro
Ficção narrativa
1959 - Novelas de Gaivotas em Terra (Prémio Ricardo Malheiros)
1968 - Os contos de Os Amantes 1980 - As Quatro Estações (Prémio Associação Internacional dos Críticos Literários)
1986 - Um Amor Feliz (Romance que o consagrou como ficcionista valendo-lhe vários prémios)
1987 - Duas Histórias de LisboaOutras
1961 - Aspectos da obra de M. Teixeira Gomes Academia Brasileira de Letras
O escritor Mourão-Ferreira foi escolhido para ocupar, na categoria de Sócio Correspondente, a Cadeira número 5, que tem por Patrono Dom Francisco de Sousa. Sua eleição deu-se em 1981, sendo ali o quinto ocupante. Depois da sua morte, esta Cadeira seria ocupada apenas em 1998 pelo moçambicano Mia Couto.
Bibliografia
Redacção Quidnovi, com coordenação de José Hermano Saraiva, História de Portugal, Dicionário de Personalidades'', Volume XVII, Ed. QN-Edição e Conteúdos, S. A., 2004
Ligações externas
Cátedra David Mourão-Ferreira
Naturais de Lisboa
Escritores de Portugal
Alumni da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Professores da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Secretários de Estado de Portugal
Correspondentes da Academia Brasileira de Letras
Grandes-Oficiais da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada
Grã-Cruzes da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada
Globo de Ouro (Portugal) de Mérito e Excelência
Prémio de Consagração de Carreira da SPA
Poetas de Portugal
Letristas de fado | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
As linguas cuxíticas ou cuchíticas são um subgrupo da família linguística camito-semítica falado na região do Chifre de África, bem como na Tanzânia, Quênia, Sudão e Egito. Recebem este nome a partir do Reino de Cuxe e este do personagem bíblico Cuxe, de maneira análoga ao que foi feito com Sem, que se tornou epônimo dos idiomas semitas ou semíticos. A língua cuxítica com o maior número de falantes é o oromo, com cerca de 35 milhões de falantes, seguido pelo somali, com cerca de 15 milhões, e o sidamo, falado na Etiópia, com cerca de 2 milhões de falantes. Outros idiomas do grupo com mais de um milhão de falantes são o hadia (1,6 milhão), o cambaata (1,4 milhão) e o afar (1,5 milhão).
Composição
Existem oito grupos claramente reconhecidos de idiomas que são ou costumam ser incluídos na família cuxítica, e existe uma ampla gama de opiniões a respeito de como elas são relacionadas entre si. O único grupo a escapar da controvérsia é o das línguas agaus, ou cuxítico centrais, que formam um ramo distinto do cuxítico em todas as suas classificações.
A língua beja, ou cuxítico do norte, costuma ser colocado fora do próprio grupo cuxítico, embora não exista evidência de que o resto do cuxítico formaria um grupo independente.
As posições das pequenas línguas dullay e yaaku na família são incertas. Tradicionalmente são agrupadas num ramo cuxítico oriental, juntamente com o cuxítico oriental de planalto (sidâmicas) e de planície. Estudiosos como Richard Hayward, no entanto, acreditam que o cuxítico oriental não seria um grupo apropriado, e o reestruturaram em três famílias bem-fundamentadas: a de Planalto, uma família de Planície diversificada (com ramos afar, somálico e orômico) e dullay (aparentemente deixando o yaaku sem classificação), que é considerado separadamente nas tentativas de se estudar as relações internas do cuxítico.
Robert Hetzron e Ehret (1995) especularam que as línguas do Rifte (cuxítico meridional) fariam parte do cuxítico oriental de planície.
Tradicionalmente considerou-se que as línguas omóticas fazem parte do grupo cuxítico, formando o ramo chamado de cuxítico ocidental. Este ponto de vista, no entanto, vem sendo abandonado, especialmente depois dos trabalhos de Harold C. Fleming (1974) e M. Lionel Bender (1975), que consideraram o omótico como um ramo independente do afro-asiático. Enquanto alguns acadêmicos mantiveram a questão em debate, sugerindo que o omótico ainda pode ser classificado como parte das línguas cuxíticas, estudos mais recentes como os de Rolf Theil (2006) chegaram às mesmas conclusões que haviam sido consagradas, como a do chadicista Paul Newman, de que o omótico deveria ser dissociado do grupo, e deveria ser tratado como uma família linguística independente, com base na falta de quaisquer relações genéticas mais próximas entre o omótico e o afro-asiático, em comparação com todos os outros idiomas de outros grupos.
Bibliografia
Bender, Marvin Lionel. 1975. Omotic: a new Afroasiatic language family. série do Museu da Universidade do Sul do Illinois, número 3.
Bender, M. Lionel. 1986. A possible Cushomotic isomorph. Afrikanistische Arbeitspapiere 6:149-155.
Fleming, Harold C. 1974. "Omotic as an Afroasiatic family". In: Proceedings of the 5th annual conference on African linguistics (ed. por William Leben), p 81-94. African Studies Center & Department of Linguistics, UCLA.
Roland Kießling & Maarten Mous. 2003. The Lexical Reconstruction of West-Rift Southern Cushitic. Cushitic Language Studies Volume 21
Lamberti, Marcello. 1991. Cushitic and its classification. Anthropos 86(4/6):552-561.
Zaborski, Andrzej. 1986. "Can Omotic be reclassified as West Cushitic?" In Gideon Goldenberg, ed., Ethiopian Studies: Proceedings of the 6th International Conference, pp. 525–530. Roterdã: Balkema.
Ligações externas | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A palavra gentio (feminino: gentia) designa um não judeu ou israelita e deriva do termo latino gens (significando "clã" ou um "grupo de famílias") e é, muitas vezes, usada no plural. Os tradutores cristãos da Bíblia usaram esta palavra para designar coletivamente os povos e nações distintos do povo Israelita. A palavra é especialmente importante em relatos sobre a história do cristianismo, para designar os povos Europeus que, gradualmente, se converteram à nova religião, sob a influência do apóstolo Paulo de Tarso e outros. O próprio Paulo nascera na atual Turquia mas era israelita, e tinha sido educado no judaísmo.
A partir do século XVII, o termo é mais normalmente usado para se referir a não judeus. Com o mesmo sentido de gentio existe o termo goy, hebraico. Em tempos recentes, ambos os termos deixaram de ser bem vistos, preferindo-se, muitas vezes, usar a expressão "não judeu" como substituto. Para que um homem gentio, não descendente de Abraão, pudesse ser incluído como parte do povo judeu, devia, antes que tudo, aceitar ser circuncidado. Uma vez circuncidado, ficava autorizado a ser considerado igual a qualquer nacional, com os mesmos direitos e obrigações que todos os demais israelitas. Mas ser circuncidado não significava converter-se em um israelita, simplesmente ficava autorizado a ser tomado como um gentio aceito por Elohim para participar de todas as bênçãos e obrigações da aliança. Urias, o hitita, é um exemplo de que os estrangeiros em Israel sempre eram estrangeiros, mesmo recebendo os mesmos direitos e obrigações contidas na Lei de Elohim.
A palavra basicamente significa estrangeiros (não-judeus). Tanto que históricamente os judeus passaram a utilizar ela também para cristãos e muçulmanos, mesmo estes sendo seguidores de religiões monoteístas derivadas do Judaísmo.
Outras acepções:
Quem segue o paganismo
O que não é civilizado
Grande porção de gente
(Dicionário Completo da Língua Portuguesa Folha da Tarde)
Ver também
Goy
Gaijin
Gringo
Farang
Haole
Estrangeiro
Gentílico
Pagão
Infiel
Bibliografia
Termos judaicos
Conceitos religiosos | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Ribeirão Pires é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana de São Paulo, integrando um grupo de municípios conhecidos como Região do Grande ABC, na Zona Sudeste da Grande São Paulo, em conformidade com a Lei Estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI). A população estimada em 2021 era de 125.238 habitantes e a área é de 99 km², o que resulta numa densidade demográfica de 1262,80 hab/km². O município é formado pela sede e pelos distritos de Jardim Santa Luzia e Ouro Fino Paulista.
Seus municípios limítrofes são Suzano (a nordeste), Rio Grande da Serra (a sudeste e sul), Santo André (a sudoeste) e Mauá (a noroeste). Tornou-se município em 30 de dezembro de 1953, quando foi desmembrada de Santo André. Sua data oficial de emancipação político-administrativa foi instituída em 1º de janeiro de 1954 pela Lei Municipal 2.463/1983, sendo comemorado o seu aniversário no dia 19 de março, em homenagem a São José, Padroeiro da Cidade.
Estância turística
Ribeirão Pires é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto ao seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
História
A cidade de Ribeirão Pires se formou somente a partir das últimas décadas do século XIX, ainda que alguns documentos do século XVIII façam referências pontuais ao território, na época parte de um bairro de São Paulo denominado Caaguaçú (são dois "A" caa, MATA,açú,ou assu,GRANDE ,ou seja MATA GRANDE). Até o final do século XIX, não se constata nenhum indício de formação urbana, apenas ocupação rural esparsa. Remanescente dessa época preservou-se a Capela do Pilar, principal testemunho edificado da passagem dos bandeirantes durante o ciclo da mineração (ou ciclo do ouro) no Brasil.
O núcleo urbano de Ribeirão Pires se constituiu, de fato, somente no final do século XIX, quando a região de São Bernardo (hoje denominada Grande ABC) passou a se estruturar como subúrbio de São Paulo, fornecendo produtos agrícolas (tijolos, pedras, lenha, carvão etc.) para suprir as necessidades da metrópole que crescia impulsionada pela economia cafeeira. Atendendo a essas necessidades, foi implantada a Estrada de Ferro Santos a Jundiaí, com o objetivo de escoar a produção do café, que vinha do oeste paulista para o porto de Santos. O núcleo colonial, visando, entre outras coisas, o abastecimento da capital, é também implantado em fevereiro de 1887.
A cidade permaneceu com características de subúrbio rural até a década de 1950, quando o Brasil viveu um intenso processo de industrialização, onde as indústrias começaram a se espalhar por outras cidades da futura Grande ABC, promovendo uma reestruturação do espaço metropolitano. De subúrbio rural, Ribeirão Pires passou então a ser subúrbio industrial. Embora não tivesse a mesma ocupação da Capital, a cidade cumpriu o papel de cidade-dormitório, com grandes áreas desocupadas que se destinaram a loteamentos para moradias de baixa renda. Neste particular, a cidade estava pronta para se integrar a essa nova realidade industrial da região metropolitana - tarefa, por sinal, facilitada com sua emancipação e instalação de uma autoridade local, em janeiro de 1955.
A partir de 1955, Ribeirão Pires sofreu um intenso processo de urbanização com o surgimento de novos loteamentos, vilas e bairros. Percebeu-se também um grande aumento demográfico e as regiões mais afastadas começaram a serem ocupadas sem o devido planejamento urbano. Somente em novembro de 1976, a Lei de Proteção aos Mananciais interferiu positivamente, freando drasticamente a ocupação territorial da cidade e estabelecendo 100% do território de Ribeirão Pires como área a ser preservada.
Fundação
A cidade de Ribeirão Pires formou-se a partir da instalação da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí e do Núcleo Colonial (Pilar, Ribeirão Pires e Sede), portanto não podemos atribuir sua formação a apenas alguns fundadores, aliás, não podemos nem falar em uma fundação da cidade, já que as informações encontradas até o momento são imprecisas. De qualquer modo, em virtude da Lei Municipal 2.246/1983, aprovada pela Câmara Municipal, determinou-se o dia 25 de março de 1714 como data oficial da fundação de Ribeirão Pires, quando esta ainda era parte do bairro de Caguaçú. Assim, de um modo mais abrangente, a história de Ribeirão Pires pode ser dividida em três períodos:
Antiguidade (ciclo da mineração)
Nesta época, Ribeirão Pires não existia com este nome e estava inserida em uma grande comunidade tupiniquim denominada Geribatiba, sob domínio do cacique Caiubi, irmão de Tibiriçá. Segundo pesquisa realizada pelo historiador Wanderley dos Santos (1951-1996), "é no século XVIII que surgem as primeiras referências documentais e específicas ao território que hoje forma o atual município. Em 1677, devido a descobertas de lavras de ouro na região, o capitão-mor Antônio Correia de Lemos foi nomeado para a sua administração, fixando residência no atual Pilar Velho". No ano de 1714, ele constrói a Capela de Nossa Senhora do Pilar. Em 1716 chega à localidade de Cassaquera (atual Mauá e Santo André) a família do mestre de campo Antônio Pires de Ávila. No século XVIII, toda a atual Zona Leste de São Paulo passa a se chamar Caguaçú, incluindo o território de Ribeirão Pires. Em 22 de abril de 1745, a região se integra à Freguesia da Sé, por ordem de Dom João V. Posteriormente, uma considerável parte do território de Caguaçú, que compreendia os atuais municípios de Ribeirão Pires e Mauá, passa a ser denominado de Bairro do Pilar.
Período moderno (ciclo do café)
Nesta época, Ribeirão Pires se chamava "Sítio do Ribeirão Pires". É neste período que ocorre a integração do Bairro do Pilar à Freguesia do Brás (1818) e depois à Freguesia de São Bernardo (1831) - gérmen do que virá a ser a atual região do Grande ABC Paulista. O vilarejo do Sítio do Ribeirão Pires fica abandonado, com esparsa ocupação, muitas terras devolutas e presença de posseiros. Em junho de 1861, a São Paulo Railway & C. compra as terras do sítio, pertencentes a Antônio José de Moraes e instala a Estrada de Ferro. Em 1º março de 1885 é aberta a primeira estação de Ribeirão Pires (demolida). Com a inauguração da estação, abre-se caminho para a fundação do Núcleo Colonial de Ribeirão Pires, em fevereiro de 1887. Logo em seguida, em 1888, começam a chegar os primeiros imigrantes italianos e o desenvolvimento da pequena vila começa a se acentuar. Em 1896, o vilarejo é elevado a Distrito de Paz de São Bernardo, tornando-se a sede da microrregião de Alto da Serra (Paranapiacaba), Campo Grande, Pilar (Mauá) e Rio Grande (Rio Grande da Serra).
Período contemporâneo
A emancipação de Ribeirão Pires é um processo que decorre das transformações territoriais da região hoje denominada Grande ABC Paulista. Este processo começa em 1907, quando Ribeirão Pires perde seus domínios territoriais sobre a região do Alto da Serra, elevada a Distrito de Paz com o nome de Paranapiacaba. Junto com o Alto da Serra, saem de seu domínio as estações de Rio Grande (hoje Rio Grande da Serra) e Campo Grande. Em outubro de 1934, Ribeirão Pires perde a Estação do Pilar (atual estação de Mauá). Em novembro de 1938, o município de São Bernardo passa a se chamar Santo André e fundando, ao mesmo tempo, o município de São Bernardo do Campo. Em janeiro de 1939, Ribeirão Pires passa a ser distrito do município de Santo André. Uma década depois, "surge a SARP (Sociedade Amigos de Ribeirão Pires), que nos anos seguintes liderará o movimento pró-emancipação da cidade". O movimento cresce e se organiza de tal modo que "em 30 de abril (de 1953) é entregue à Assembléia Legislativa a representação que reivindica a elevação de Ribeirão Pires à condição de município". Em 31 de dezembro de 1953, Ribeirão Pires, com cerca de 15 mil habitantes, emancipa-se do município de Santo André, sendo instalado em 1º de janeiro de 1954 e tendo o dia 19 de março (Dia de São José - padroeiro da cidade) escolhido para comemorar a sua emancipação. Em dezembro de 1963 é a vez do distrito de Icatuaçu (hoje município de Rio Grande da Serra) se desmembrar de Ribeirão Pires. Com a emancipação, começam a surgir os primeiros equipamentos públicos característicos de uma cidade: o Ginásio Estadual Dr. Felício Laurito é fundado em fevereiro de 1957. Em dezembro de 1963, a cidade é elevada a Comarca (o que lhe permite ter um Juiz de Direito na cidade). A comarca, no entanto, só começa a operar efetivamente a partir de 1967 após tramitação burocrática.
Geografia e clima
Ribeirão Pires situa-se a uma altitude média de 800 metros. O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de SP, é o subtropical. Verão pouco quente e chuvoso, e Inverno ameno e de poucas chuvas, embora a umidade do oceano muitas vezes forma a típica neblina nas tardes de inverno, deixando o ar úmido e provocando garoa. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 °C, sendo o mês mais frio julho (Média de 15 °C) e o mais quente fevereiro (Média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400 mm.
Etimologia
O nome do município de Ribeirão Pires é oficialmente atribuído pela historiografia da década de 1970 ao o mestre de campo Antônio Pires de Ávila, proprietário de uma sesmaria nas margens do córrego Cassaquera (que banha as atuais cidades Mauá e Santo André), em cujas terras passava (supostamente) um ribeirão denominado "dos Pires". Daí teria surgido o nome Ribeirão Pires. No entanto, é importante salientar que não existe comprovação documental de que a breve passagem de Antônio Pires de Ávila tenha desencadeado o surgimento de uma vila ou freguesia, tal como em outros lugares. O surgimento da cidade, com suas características urbanas atuais, se dá apenas no final do século XIX, impulsionada pela construção da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí.
A origem do nome "Ribeirão Pires" não é consensual. Há pelo menos duas linhas de investigação que procuram justificá-la. A primeira atribui a Salvador Pires a origem do nome, em razão de ter morado próximo a um córrego que ficava em sua fazenda e a, segunda, ao já mencionado Antônio Pires de Ávila.
Teoria de Pedro Taques (Salvador Pires)
Os defensores desta linha usam como referência os escritos de Pedro Taques[12], dos quais podemos inferir que:
"[...] O Ribeirão “dos Pires” foi assim denominado porque habitou nesta região ribeirinha um português chamado Salvador Pires, casado com Maria Rodrigues e vindo da cidade do Porto a São Vicente, em 1531, com seu pai, João Pires de Darques, o gago, os quais passaram a morar na vila de Santo André da Borda do Campo em 1553. Salvador era homem rico e recebera “meia légua de terras na tapera do índio Baibebá, partindo pelo campo de Piratininga direito à serra, por ser o mencionado Pires lavrador potentado, que dava avultada soma de alqueires de trigo ao dízimo, além das colheitas de outros frutos todos os anos”.
Essa tese é desmentida por Marcos Rogério Ribeiro de Carvalho., que comprova que o assentamento de Salvador Pires localizava-se na Serra da Cantareira, cuja sesmaria tinha cerca de 36Km, "próxima à cachoeira do Jatuhai, Patuaí ou Jatuaí, em Sorocaba, da primeira volta do Rio Tietê acima da cachoeira para o rio abaixo da banda de Araçoiaba"
A historiadora Edith Porchat[13] informa que "Salvador Pires foi possuidor de terras e escravos, ocupando diversos cargos na Câmara. Foi também procurador do povo da vila de São Paulo e, em 1573, juiz ordinário. Dono de enorme latifúndio nas terras banhadas pelo Tietê, dirigiu numerosos índios catequisados, vindo a morrer em 1592"[14].
Teoria de Wanderley dos Santos (Antônio Pires)
A segunda linha é a do historiador Wanderley dos Santos (1951-1996), que afirma:
"Dois anos depois da construção da Capela de Nossa Senhora do Pilar, recebe o lugarejo de Caguaçu a família do mestre de campo, Antônio Pires de Ávila, filho de Manoel de Ávila e de Ana Ribeiro Razão, da qual ficaram conhecidas suas terras pelo nome de Ribeirão Pires. Embora fosse o ribeirão homônimo denominado anteriormente de “grande”, devido ser o maior das redondezas. O dito mestre de campo, natural de São Paulo, era irmão de Izabel, Maria, Tereza, Josefa, Cecília e Miguel"
Diferença entre o "Ribeirão Pires" e o "Ribeirão Grande"
Devido a equívocos da historiografia das décadas de 1970 e 1980, muitos moradores chamam o "Ribeirão Grande" de "Ribeirão Pires". No entanto, os mapas da origem da cidade no final do século XIX, encontrados no Arquivo Público do Estado de São Paulo, mostram que o "Ribeirão Pires" sempre banhou a região noroeste do município.
O Ribeirão Pires: Localizado a noroeste da cidade, na divisa com o atual município de Mauá, compreendendo a região das vilas Bocaina, Sueli e Belmiro. O referido ribeirão corre hoje em paralelo à Avenida Rotary e ao Rodoanel Governador Mario Covas, passando por trás do Jardim do Mirante e desaguando no Ribeirão Grande, na altura da Represa.
O Ribeirão Grande (antigo Iguaçu): O principal ribeirão que corta a cidade, pela Avenida Pref. Valdírio Prisco (antiga Brasil), é na verdade um dos afluentes do Rio Taiçupeba-Mirim, na altura do bairro do Pilar Velho, região que por sua vez foi governada e explorada pelo capitão-mor Antônio Corrêa de Lemos a partir de 1667.
Demografia
Dados do Censo - 2008
População total: habitante
Urbana:
Rural: 0-
Área Territorial: 107 km²
Homens:
Mulheres:
Densidade demográfica (hab./km²):
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 18,38
Expectativa de vida (anos): 69,93
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,00
Taxa de alfabetização: 94,55%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,807
IDH-M Renda: 0,757
IDH-M Longevidade: 0,749
IDH-M Educação: 0,915
(Fonte: IPEADATA)
Bairros
Ribeirão Pires possui 26 bairros que foram instituídos pela Lei Municipal 2481/1983, com as seguintes denominações:
Transporte coletivo
Como quase todas as cidades que fazem parte da Região Metropolitana de São Paulo, o município tem seus limites conurbados (formam uma área urbana contínua), o que faz com que a maioria de seus habitantes trabalhe em cidades vizinhas, especialmente as do ABC Paulista. Esta característica fez com que o município desenvolvesse um sistema de transportes coletivos diferenciado, com picos de utilização na parte da noite e do começo do dia, que indiretamente incorpora inclusive as redes (intermunicipais) de trens da CPTM e de ônibus da EMTU.
Sendo assim, podemos dizer que o sistema de transporte coletivo de Ribeirão Pires é formado por:
Ônibus Municipais (operados por uma empresa particular - Rigras) e com pontos centralizados no Terminal Rodoviário de Ribeirão Pires (TERRP). Esta centralização levou à implantação do sistema de integração no qual os usuários podem trocar de ônibus para seguir viagem. O TEERP também recebe ônibus intermunicipais e interestaduais que servem algumas regiões de São Paulo como os Litorais Norte e Sul e o Vale do Paraíba.
Ônibus Intermunicipais (operados por empresas particulares) - Gerenciadas pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), órgão do governo do estado de São Paulo e que ligam Ribeirão Pires a diversos municípios da Grande São Paulo e a várias regiões da capital paulista.
O TEERP também recebe ônibus interestaduais que servem algumas regiões de São Paulo como os Litorais Norte e Sul e o Vale do Paraíba.
Trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que servem à Linha 10 Turquesa - "Brás - Rio Grande da Serra", em que há integrações gratuitas com as seguintes linhas:
Linha 7 Rubi (Brás - Francisco Morato - Jundiaí) - a integração direta só é possível quando esta Linha realiza o percurso até a Estação Brás durante a semana. Aos sábados e domingos, a Linha finaliza o percurso na Estação Luz.
Linha 11 Coral (Luz - Estudantes)
Linha 12 Safira (Brás - Calmon Viana)
Ainda há possibilidade de integrações gratuitas com as seguintes Linhas do Metrô de São Paulo:
Linha 3 Vermelha (Corinthians-Itaquera X Palmeiras Barra Funda), na Estação Brás.
Linha 2 Verde (Vila Madalena - Vila Prudente), na Estação Tamanduateí.
Na Estação Prefeito Celso Daniel - Santo André é possível fazer a integração (tarifada) com o Corredor Metropolitano de Trólebus da Metra, com destino a Diadema, Ferrazópolis (São Bernardo do Campo) ou São Mateus (Distrito de São Paulo).
Religião
Aspecto religioso: A maior parte da população de Ribeirão Pires se declara católica, de acordo com o mais recente censo. A paróquia de São José, erigida em 1911, conhecida como Igreja da Matriz, situada no centro da cidade é a principal igreja do município, que conta também com outras paróquias, como a Paróquia de Sant'anna, que coordena outras capelas, Capela Sagrado Coração de Jesus (uma das mais novas e maiores capelas da cidade), Capela São Francisco de Assis, Capela Santa Rita de Cássia e Capela São Judas Tadeu (capela particular da fábrica de móveis Bartira). Entre outras paróquias em destaque com festividades temos a Igreja de Santo Antônio e a Igreja do Pilar, onde todos os anos se realiza a mais importante festa oficial do município, a festa do Pilar.
Outras religiões: O município conta também com adeptos de muitas outras religiões como a evangélica, anglicana, espiritismo, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ("Mórmon") e o candomblé. É inclusive, sede de grandes encontros religiosos como o das Testemunhas de Jeová que construíram o primeiro Salão de Assembleias do Brasil na década de 70 no bairro da Vila Nova Suíça.
Patrimônio cultural
Ribeirão Pires possui um considerável acervo arquitetônico e paisagístico. Possui três bens culturais reconhecidos pelo Estado de São Paulo e dois na esfera municipal:
Capela de Nossa Senhora do Pilar: Tombada pelo Condephaat em 24 de abril de 1975. Mais informações no artigo Capela do Pilar
Conjunto Ferroviário de Ribeirão Pires: Tombado pelo Condephaat em 18 de outubro de 2011, registrado no Livro do Tombo Histórico sob inscrição nº 389, p. 112/113, 11/10/2012.
Moinho de Trigo Fratelli Maciotta (Fábrica de Sal): Tombado pelo Condephaat em 26 de fevereiro de 2018 (Resolução SC-15/2018). Os irmãos compraram as terras do Major Claudino Pinto de Oliveira, o Major ‘Cardim’, e edificaram próximo à ferrovia o Molino Di Semole Fratelli Maciotta e C., que funcionava com a tecnologia de moagem por cilindros – a mais avançada na época. Estudos indicam que o ‘Moinho de Ribeirão Pires’ é mais antigo que o Moinho Central, da família Matarazzo (1900).
Casa de Herbert Richers: Concluída em 1957 pelo produtor de cinema Herbert Richers, a casa foi inicialmente pensada para moradia de seus pais, Guilherme Richers e Maria Luísa Wulfes. Em 1968 e 1969, foram gravadas tomadas para dois filmes: Papai Trapalhão e Golias contra o homem das bolinhas, respectivamente. Foi tombada pelo CONDEP - Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural, com estudos técnicos do CATP - Centro de Apoio Técnico ao Patrimônio. O tombamento foi oficializado pelo Decreto Municipal 6.770, de 20 de outubro de 2017.
Bar da Estação: O Bar da Estação de Ribeirão Pires é um dos últimos exemplares de toda a Estrada de Ferro Santos a Jundiaí (EFSJ). Elemento obrigatório nas estações de metrópole e subúrbio, foi construído no começo dos anos 1930, por Jacyntho Gasperini, imigrante de Trento (Itália), que chegou a ter fábrica de cerveja no Brasil. Foi tombado pelo CONDEP - Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural, com estudos técnicos do CATP - Centro de Apoio Técnico ao Patrimônio. O tombamento foi oficializado pelo Decreto Municipal 6.796, de 19 de janeiro de 2018.
Sítio Boa Sorte: O Sítio Boa Sorte era a casa de campo do poeta, escritor e idealizador do modernismo, Oswald de Andrade. Adquirida em por volta de 1949. O escritor morou nele durante sua última fase literária, ao lado de sua última esposa Maria Antonieta D'Alkmin e seus filhos Marília de Andrade e Paulo Marcos de Andrade. Foi tombada pelo CONDEP - Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural, com estudos técnicos do CATP - Centro de Apoio Técnico ao Patrimônio. O tombamento foi oficializado pelo Decreto Municipal 6.929, de 05 de agosto de 2019.
Turismo
Ribeirão Pires é um município turístico 1998. Sua luta para se tornar estância turística vem desde 1959, quando, já emancipado de Santo André, se consolidou como destino de veraneio de santistas e paulistanos. Em 1985, após vários investimentos e criação de pontos turísticos, torna-se um Município de Interesse Turístico (MIT), até que, em dezembro de 1998, alcança o sonhado título. Rica em atrativos culturais e naturais, a cidade é a única da Região Metropolitana de São Paulo com este título.
Pontos turísticos oficiais
1971 - Capela de Nossa Senhora do Pilar
1974 - Mirante Santo Antônio
1975 - Parque Oriental (antigo Parque Milton Marinho de Moraes)
1976 - Mirante de São José
1981 - Pedra do Elefante
1987 - Parque Pérola da Serra
1987 - Gruta da Quarta Divisão
2008 - Vila do Doce (atual Complexo Turístico Vila do Doce)
2015 - Centro de Exposições e História Ricardo Nardelli
Espaços culturais
1972 - Biblioteca Municipal Olavo bilac
1996 - Centro Educacional, Cultural e de Esportes Ayrton Senna da Silva
1996 - Teatro Municipal Euclides Menato
2016 - Anfiteatro Municipal Arquimedes Ribeiro
2004 - Centro Cultural e Educacional Ibrahim Alves Lima
2021 - Escola Municipal de Artes (EMARP)
Museus
1983 - Museu Histórico Municipal Família Pires
1985 - Pinacoteca Municipal Guilherme de Carvalho Dias
2015 - Museu Aberto de Arte Contemporânea (MAAC)
2017 - Centro de Documentação Histórica (CDH)
Calendário oficial turístico
Festa de Santo Antônio (desde 1976): Evento de cunho religioso, é realizado com apoio da Prefeitura desde junho de 1976 (quase três anos após a desapropriação do morro e da capela). É uma festa típica do período junino, em razão do dia 13 de junho, quando se celebra, no calendário católico, a devoção ao santo com a tradicional Missa do Pão Bento. A festa já teve quadrilhas juninas, mas perdeu essa característica e hoje é composta de eventos culturais, shows sertanejos, gastronomia junina e atividades litúrgicas. O ponto forte da festa é o aspecto religioso, além do inverno, do ambiente familiar e da vista da cidade do alto do morro.
Festa de Nossa Senhora do Pilar (desde 1978): Evento de cunho religioso criado em 1936 apenas como romaria em dedicação à Virgem do Pilar. Em 1978, a prefeitura oficializou a festa e passou a dar apoio nos preparativos, como luz, som, contratação de artistas para shows etc. O aspecto litúrgico (missa, missa campal, romaria etc) fica a encargo da Paróquia Santa Luzia, proprietária e administradora da capela. O apoio da prefeitura foi fundamental para o evento se tornar um dos mais tradicionais do Estado, realizando-se ininterruptamente a cada ano no final do mês de abril e começo de maio - coincidindo com as comemorações do 1º de Maio (Dia do Trabalho). Celebrada no adro da Capela do Pilar (a programação litúrgica realiza-se no interior da capela), a festa se assemelha a uma grande quermesse, com atrações folclóricas, música popular, gastronomia e exposição de artesanato.
Meia-Maratona Trilheira de Ribeirão Pires (desde 2001): Corrida a pé que tem como trajeto ruas do município e trilhas da mata atlântica, e que realiza-se anualmente desde 2001 e que conta com a organização do Rotary Club local em parceria com a Prefeitura Municipal.
Festival do Chocolate (desde 2005): Evento de caráter gastronômico realizado desde 2005, já foi considerado o quinto maior festival do gênero no estado de São Paulo. No festival, encontra-se uma grande variedade de chalés que comercializam chocolates e salgados. O atrativo principal são shows com cantores de apelo nacional. Em 2013 e 2016 não foram realizadas as respectivas edições, sob alegação oficial de falta de recursos financeiros.
Festival do Cambuci (desde 2014): Realizado desde 2014 com apoio da Prefeitura de Ribeirão Pires em parceria com a Rota do Cambuci (criada em 2009), o evento tem como foco principal a exploração gastronômico e cultural do cambuci, uma espécie nativa da Mata Atlântica. A edição de 2016 contou com 4 mil visitantes e parceria do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC.
Festa de Corpus Christi (desde 2017): Evento de cunho religioso e católico, realizado após o domingo da Santíssima Trindade, onde relembra a quinta-feira santa em que Jesus criou a consagração da eucaristia. Consiste de uma procissão que remonta a jornada do povo de Deus até a Terra Prometida (Canaã). Após a procissão, os fiéis se alimentam do próprio corpo de Jesus Cristo, representado na hóstia. É realizado na cidade desde 1969, quando o fiel Maurício Martins Migliani decidiu decorar as ruas Major Cardim e Emma Mortari, tal como era feito na Vila de Santa Isabel, na capital. A partir daí, os tapetes se expandiram para outras ruas e a tradição se consolidou. Em 2017, tornou-se um evento oficial do calendário do município de Ribeirão Pires, conforme a Lei Municipal 6.212/2017.
Clube de futebol profissional
Em 5 de Fevereiro de 2020, o Clube Atlético Desportivo Ribeirão Pires anunciou a mudança de sua sede, agora em Ribeirão Pires. O clube recebeu a concessão do então chamado 'Centro Esportivo Vereador Valentino Redivo' por 20 anos renováveis por outros 20 anos, em meio a pandemia do COVID-19 o clube realizou as primeiras participações ativas na cidade com arrecadações para os cidadãos que se encontravam em condição de necessidades das mais básicas e o 'CADRP' tem como meta participar do desenvolvimento e evolução da cidade em setores como o turismo e lazer, gerando empregos para a população local além do entretenimento dos munícipes locais.
O Clube já investiu R$ 1 Milhão de reais na adequação do novo Estádio de Ribeirão Pires, com a construção de arquibancadas, banheiros, rampas e todo o necessário que um estádio necessita para sediar jogos oficiais
Mobilidade
Rodovias
SP-31 - Rodovia Índio Tibiriçá
SP-43 - Estrada de Taiaçupeba/ Estrada da Quinta Divisão
SP-122 - Rodovia Dep. Antonio Adib Chammas
Rodoanel Mário Covas (A rodovia atravessa Ribeirão Pires, porém, sem acesso direto ao município.)
Saúde
A Rede pública de sáude é composta pelas UBS - Unidades Básicas de Saúde, USF - Unidades de Saúde da Família, a UPA - Unidade de Pronto Atendimento 24 horas que atende os casos de emergência como pronto atendimento e algumas especialidades médicas e o Hospital e Maternidade São Lucas que é mantido pela prefeitura, recebe os casos de internação e mantém suas atividades como maternidade.
Quanto a rede particular de atendimento médico, além de várias clínicas, há o Hospital e Maternidade Ribeirão Pires, com diversas especialidades realiza exames complexos, com clínicas de especialidades, maternidade e pronto socorro.
Hidrografia
O município é cortado pelo Ribeirão Grande, que nasce no Pilar Velho e desce pela atual Av. Prefeito Valdírio Prisco até fazer barra na Represa Billings. O Ribeirão Pires, que deu origem ao nome do município, passa atrás de uma colina chamada "Morro Santo Antônio". Além disso possui uma série de nascentes, que sustentam o comércio de água, uma das grandes atividades econômicas do município. A cidade é banhada pelos rios Guaió e Taiaçupeba e pela Represa Billings, além dos dois ribeirões citados.
Comunicações
Telefonia
A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica da Borda do Campo (CTBC) até 1998, quando esta empresa foi privatizada e vendida juntamente com a Telecomunicações de São Paulo (TELESP) para a Telefônica, sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo para suas operações de telefonia fixa.
Imprensa
Ribeirão Pires possui vários jornais que circulam localmente com notícias do município e, eventualmente, de Mauá e Rio Grande da Serra. Os principais veículos, em ordem cronológica de fundação, são:
Administração pública
Como Ribeirão Pires foi emancipada pelo Estado em 30 de dezembro de 1953 e fundada em 19 de março de 1954, as eleições municipais ocorreram somente em 03 de outubro do mesmo ano. Concorreram ao cargo Arthur Gonçalves de Souza Júnior (que estava investido do cargo de vereador em Santo André) e Euclides Menato. Venceu o primeiro, com margem pequena de vantagem. Naquele tempo, o eleitor escolhia separadamente o vice-prefeito e, para este cargo, venceu Lucas Ângelo Arnoni. No dia 1º de janeiro de 1955, a cidade passou a ser efetivamente governada de forma autônoma.
Prefeitos de Ribeirão Pires
Galeria
Ver também
Lista de municípios do Brasil acima de cem mil habitantes
Diocese de Santo André
Ligações externas | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
(, na numeração romana) foi um ano comum do século XIX do actual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, e a sua letra dominical foi C, teve 52 semanas, início a uma sexta-feira e terminou também a uma sexta-feira.
Eventos
Crise alimentar que levou à existência de fome entre a população da ilha de São Miguel, Açores.
O Dr. João da Graça Júnior, advogado e professor no Liceu da Horta, ilha do Faial, Açores, é acusado de fazer reuniões de proselitismo. É absolvido e continua a fazer as reuniões.
Estabelecimento de uma fábrica de destilação de aguardente na ilha de São Jorge.
Criação da Ordem de São Pedro de Cetinje pelo então príncipe Nicolau I de Montenegro.
Abderramão Cã é exilado do Afeganistão.
Basutolândia torna-se num protetorado britânico.
Fevereiro
23 de fevereiro - Abolida a escravatura em todos os domínios portugueses.
Março
4 de março - Ulysses S. Grant sucede a Andrew Johnson como 18º Presidente dos Estados Unidos.
6 de março - Dmitri Mendeleiev apresenta a primeira tabela periódica à Sociedade Russa de Química.
Maio
10 de Maio - A Primeira Ferrovia Transcontinental é inaugurada na cerimônia do "Golden Spike", em Utah, nos Estados Unidos.
Outubro
12 de outubro - Fundação da cidade de Timbó Santa Catarina.
Ciência
Friedrich Miescher descobre um ácido fraco no núcleo de células brancas do sangue que atualmente chamamos de DNA
Inventos
Ano da invenção do Chiclete.
Ano da invenção do Vibrador (sexo).
Musical
Carnaval - Segundo Eneida de Moraes, é fundada, no Rio de Janeiro, a sociedade carnavalesca Fenianos, como uma dissidência do Tenentes do Diabo.
Carnaval - A Companhia Teatral Jacinto Heller apresentar a peça "O Zé Pereira carnavalesco" onde se canta, pela primeira vez a versão para o português do tema de Les pompiers de Nanterre, que se tornaria a música característica do Zé Pereira.
Religioso
8 de Dezembro de 1869 a 18 de Julho de 1870 - Abertura do concílio Vaticano I. Vaticano I foi o vigésimo concílio ecumênico da Igreja católica.
Nascimentos
21 de janeiro - Grigoriy Yefimovich Rasputin, místico russo (m. 1916).
4 de março - Eugénio de Castro, poeta e escritor português (m. 1944).
18 de Março - Neville Chamberlain, ex Primeiro-Ministro britânico (m. 1940)
22 de Março - Emilio Aguinaldo, presidente das Filipinas de 1898 a 1901 (m. 1964)
27 de Junho - Emma Goldman, anarquista lituana (m. 1940).
8 de julho - Daniel Salamanca Urey, presidente da Bolívia de 1931 a 1934 (m. 1935).
13 de Julho - Eugênia Ana dos Santos, sacerdotisa importante da Bahia (m. 1938).
28 de Agosto - Augusto Fragoso, 16º Presidente do Brasil (m. 1945).
4 de setembro - Karl Seitz, foi um político austríaco e presidente da Áustria de 1919 a 1920 (m. 1950).
2 de Outubro - Mahatma Gandhi, líder indiano (m. 1948).
16 de Outubro - Washington Luis, 14º Presidente do Brasil (m. 1957).
8 de Novembro - Joseph Franklin Rutherford, advogado americano, juiz substituto e segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA).
11 de Novembro - Vítor Emanuel III da Itália - Rei de Itália de 1900 a 1946, Imperador da Etiópia em 1941 e Rei da Albânia de 1939 a 1943 (m. 1947)
11 de Dezembro - Abade Arede, abade e historiador português (m. 1953).
31 de Dezembro - Henri Matisse, pintor francês (m. 1954).
? - José Gutiérrez Guerra, presidente da Bolívia de 1917 a 1920 (m. 1939).
Falecimentos
19 de Janeiro - Carl Reichenbach, industrial, químico, naturalista e filósofo alemão (n. 1788).
8 de Março - José Inácio de Abreu e Lima no Recife (Brasil), militar, jornalista e escritor brasileiro. Herói da libertação da América espanhola (n. 1794)
31 de Março - Allan Kardec, codificador da doutrina espírita (n. 1804).
26 de Abril - Théodore Maunoir- cirurgião Suíço e co-fundador da Cruz Vermelha Internacional (n. 1806).
26 de Dezembro - Jean Léonard Marie Poiseuille, médico e físico francês (n. 1797). | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
(, na numeração romana) foi um ano comum do século XIX do actual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, e a sua letra dominical foi E (52 semanas), teve início a uma quarta-feira e terminou também a uma quarta-feira.
Eventos
Início da Rebelião Taiping.
6 de maio - Emancipação do município de Serra Talhada (Brasil).
Fundação da Colônia Dona Francisca (hoje Joinville).
Fundação da cidade de Seattle, nos Estados Unidos.
Guerras no Prata (1851/1852) - Campanha contra Oribe (Uruguai) e Rosas (Argentina).
Revolucionários que haviam sido presos na Revolução Praieira recebem anistia.
Início do reinado de Chagpa Sangye, Desi Druk do Reino do Butão reinou até 1852.
Publicação do primeiro volume do Almanach Rural dos Açores em Ponta Delgada.
Maio
1 de maio - Abertura da Grande Exposição em Londres.
23 de maio - Decreto de lei, em Portugal, que anulou outro de 30 de Abril de 1826, que restabeleceu no exercício do pariato os antigos pares do Reino dele privados, pelo referido decreto anterior, e lhes franqueou novamente o direito à entrada na câmara procedendo a novo juramento.
Agosto
12 de agosto – Inicio dos estudos na Universidade de Coimbra de Ernesto do Canto, que partira para Lisboa em 1850 para esse fim, um foi historiador, bibliófilo e político Açoriano.
Carnaval
Fundação das sociedades carnavalescas Congresso das Sumidades Carnavalescas e Sociedade Carnavalesca União Veneziana, no Rio de Janeiro.
Nascimentos
12 de Fevereiro - Eugen von Boehm-Bawerk, economista austríaco (m. 1914).
19 de Março - Roque Sáenz Peña, presidente da Argentina de 1910 a 1914 (m. 1914).
8 de Julho - Arthur Evans, arqueólogo britânico (m. 1941).
23 de Agosto - Ramiro Fortes de Barcellos, escritor, médico, professor e industrial (m. 1916)
29 de Agosto - Savina Petrilli, beata italiana que fundou a Congregação das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Siena (m. 1923).
8 de Dezembro - Francisco de Paula Ramos de Azevedo, arquiteto brasileiro (m. 1928)
30 de Dezembro - Asa Griggs Candler, magnata norte-americano (m. 1929)
(?) - Taitu Bitul, Imperatriz etíope (m. 1918).
(?) - Alberto Braga, jornalista e escritor português (m. 1911)
Choley Yeshe Ngodub, Desi Druk do Reino do Butão, m. 1917.
Falecimentos
27 de Janeiro - John James Audubon, naturalista e ilustrador (n. 1785).
1 de Fevereiro - Mary Shelley, escritora britânica, criadora de Frankenstein (n. 1797).
18 de Fevereiro - Carl Gustav Jakob Jacobi, matemático alemão (n. 1804).
13 de Maio - Augusta da Baviera, duquesa de Leuchtenberg e princesa da Baviera (n.1788).
27 de Maio - Madre Francisca Lampel, fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição (n. 1807).
10 de Julho - Louis Jacques Mandé Daguerre, primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz (n. 1787).
19 de Outubro - Maria Teresa de França, Madame Real, duquesa de Angoulême e delfina de França (n. 1778).
19 de Dezembro - Joseph Mallord William Turner, pintor romântico britânico (n. 1775).
Empresas
Heraeus, multinacional alemã.
Reuters | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Pocinho é uma aldeia de Portugal, sita no concelho de Vila Nova de Foz Coa, distrito da Guarda. A sua estação ferroviária é actualmente o terminal da Linha do Douro. Perto da aldeia fica a barragem do Pocinho, no rio Douro. A montante da barragem, na margem esquerda do rio, está instalado um cais fluvial com capacidade para navios com porte até 300tdw.
A povoação desenvolveu-se com a construção da estação ferroviária, que serviu de ligação entre várias regiões e se tornou num importante entreposto de mercadorias, especialmente minério e produtos agrícolas
.
O Pocinho é um dos pontos de ligação entre os distritos da Guarda e de Bragança, ligando os concelhos de Vila Nova de Foz Coa e Torre de Moncorvo.
Antes da construção da barragem a travessia era feita através de uma ponte rodo-ferroviária, que se encontra actualmente encerrada para ambos os tipos de tráfego.
Um dos mais ilustres cidadãos no campo das letras, Francisco José Viegas, nasceu no Pocinho a 14 de Março de 1962.
Galeria
Bibliografia
Aldeias do Distrito da Guarda
Vila Nova de Foz Côa | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Julius Wilhelm Richard Dedekind (Braunschweig, 6 de outubro de 1831 — Braunschweig, 12 de fevereiro de 1916) foi um matemático alemão que fez contribuições importantes para a álgebra abstrata (especialmente na teoria dos anéis), na fundamentação axiomática dos números naturais, na teoria algébrica dos números e na definição de número real.
Publicações
Literatura primária em inglês:
1890. "Letter to Keferstein" in Jean van Heijenoort, 1967. A Source Book in Mathematical Logic, 1879–1931. Harvard Univ. Press: 98–103.
1963 (1901). Essays on the Theory of Numbers. Beman, W. W., ed. and trans. Dover. Contains English translations of Stetigkeit und irrationale Zahlen and Was sind und was sollen die Zahlen?
1996. Theory of Algebraic Integers. Stillwell, John, ed. and trans. Cambridge Uni. Press. A translation of Über die Theorie der ganzen algebraischen Zahlen.
Ewald, William B., ed., 1996. From Kant to Hilbert: A Source Book in the Foundations of Mathematics, 2 vols. Oxford Uni. Press.
1854. "On the introduction of new functions in mathematics," 754–61.
1872. "Continuity and irrational numbers," 765–78. (tradução de Stetigkeit...)
1888. What are numbers and what should they be?, 787–832. (tradução de Was sind und...)
1872–82, 1899. Correspondência com Cantor, 843–77, 930–40.
Literatura primária em alemão:
Gesammelte mathematische Werke (Trabalhos matemáticos completos, Vol. 1–3).
Ver também
Outros resultados associados a Dedekind (estudados por ele, ou denominados em honra a ele):
Função zeta de Dedekind - uma função definida por uma série de Dirichlet
Ideal (teoria dos anéis) - um subconjunto de um anel com determinadas propriedades
Cortes de Dedekind - método que consiste em partir o corpo ordenado dos números racionais e construir um corpo ordenado completo.
Completude
Ligações externas
Membros da Academia de Ciências da França
Membros da Academia de Ciências de Göttingen
Membros da Academia de Ciências da Prússia
Membros da Leopoldina (século XIX)
Membros da Accademia Nazionale dei Lincei
Doutores honoris causa da Universidade Técnica de Braunschweig
Professores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique
Professores da Universidade de Göttingen
Teoristas dos números
Filósofos da matemática
Matemáticos da Alemanha
Matemáticos do século XIX
Matemáticos da Alemanha do século XIX
Matemáticos da Alemanha do século XX
Alunos da Universidade de Göttingen
Alunos da Universidade Humboldt de Berlim
Naturais de Brunsvique
Doutores honoris causa da Universidade de Oslo | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Bananal é o município no extremo leste do estado de São Paulo e fica na divisa com a cidade de Barra Mansa, sendo a cidade mais próxima do estado do Rio de Janeiro, na microrregião de mesmo nome, no Vale do Paraíba. A população estimada em 2019 era de habitantes e a área é de , o que resulta numa densidade demográfica de . O município é formado pela sede e pelo distrito de Rancho Grande.
Estância turística
Bananal é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
História
O Bananal nasceu da povoação fundada por João Barbosa de Camargo e sua mulher Maria Ribeiro de Jesus, que aí ergueram uma capela dedicada ao Senhor Bom Jesus do Livramento, em sesmaria que lhes foi doada em 1783. O povoado foi elevado à categoria de vila em 1832 e à de município, em 1849, sendo comarca desde 1858.
O município cresceu e enriqueceu-se com as fazendas de café. Com tanta riqueza, Bananal chegou a avalizar para o Império empréstimos feitos em bancos ingleses, chegando a cidade ao luxo de possuir, por algum tempo, moeda própria. Com a decadência do café, as fazendas passaram para a pecuária leiteira. Dos tempos anteriores ficaram muitos e valiosos monumentos:
Solar Manuel de Aguiar Valim, antigo solar do Barão Manuel de Aguiar Valim, um dos mais próspero cafeicultor do Vale do Paraíba no século XIX. Localizado na Praça Rubião Júnior, no centro da cidade, foi construído entre 1854 e 1860. Em 1909 foi entregue pela família ao Estado. Tombado pelo CONDEPHAAT em 1972 e doado ao Município, passando a ser sede da Prefeitura até meados da década de 80. Nos anos seguintes foi abandonado pelo governo municipal, o que acarretou a sua deterioração. Desde 2006 é sede da ABATUR - Associação Bananalense de Turismo, que tenta, aos poucos, restaurá-lo. Suas características são neoclássicas, suas portas principais são em arco pleno e a escada principal tem lances simétricos. Com um magnífico hall e murais feitos pelo artista catalão José Maria Villaronga, dos quais ainda restam vestígios. No salão de baile, que possuía um coreto para a orquestra, o Barão Manuel de Aguiar Valim realizava festas e recebia altos dignitários do Império, entre outros, o Gastão de Orléans, Conde d'Eu.
Pharmácia Popular, antiga Farmácia Imperial, existe desde 1830, fundada por um boticário francês, tendo, depois de sucessivos proprietários, chegado, 1922, às mãos do farmacêutico Ernâni Graça. Com o seu falecimento em 1956, passou a ser administrada pelo seu filho Plínio Graça até o seu falecimento em 2011. Chegou a receber um prêmio da Fundação Roberto Marinho como a mais antiga farmácia em funcionamento no Brasil.
Chafariz de ferro: Em 1879, por iniciativa de Alfredo Campos da Paz, foi inaugurado no Bananal um chafariz de ferro. Destinado ao atendimento da população que ainda não contava com o serviço de água encanada, o chafariz, hoje restaurado, tem forma de coluna e é ornado com elementos barroco.
Estação Ferroviária de Bananal: atual ponto turístico, inaugurada em 24 de dezembro de 1888.
Geografia
Seus limites são os municípios fluminenses de Barra Mansa a norte, Rio Claro a leste e Angra dos Reis a sul, assim como São José do Barreiro e Arapeí (ambos em São Paulo) a oeste.
Demografia
Dados do Censo - 2000
População total: 9713
Urbana: 7187
Rural: 2526
Homens: 4819
Mulheres: 4894
Densidade demográfica (hab./km²): 15,7
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 24,66
Expectativa de vida (anos): 67,10
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 3,49
Taxa de alfabetização: 89,04%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,758
IDH-M Renda: 0,703
IDH-M Longevidade: 0,702
IDH-M Educação: 0,870
(Fonte: IPEADATA)
Hidrografia
Rio Bracuí
Rio Bananal
Rodovias
SP-64
SP-68
SP-247
Infraestrutura
Comunicações
Na telefonia fixa, a cidade era atendida pela Companhia de Telecomunicações do Estado de São Paulo (COTESP), que inaugurou a central telefônica automática que é utilizada até os dias atuais. Em 1975 passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que em 1998 foi vendida para a Telefônica. Em 2012 a empresa adotou a marca Vivo.
Ligações externas
Fundações no Brasil em 1783 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Macapá () é um município brasileiro, capital do estado do Amapá, Região Norte do país. Sua população estimada em 2021 é de habitantes, sendo o 51° município mais populoso do Brasil e o quinto mais populoso da Região Norte. Situa-se no sudeste do estado e é a única capital estadual brasileira que não possui interligação por rodovia a outras capitais. Além disso, é a única cortada pela linha do Equador e que se localiza no delta do rio Amazonas, distando 1 791 quilômetros de Brasília.
O município detém o 94º maior produto interno bruto da nação, com 8,9 bilhões de reais e é a quinta cidade mais rica do norte brasileiro, respondendo por 2,85% de todo o produto interno bruto (PIB) da região. Na Amazônia, é a terceira maior aglomeração urbana, com 3,5% da população de toda a Região Norte do Brasil, reunindo em sua região metropolitana quase 560 mil habitantes. Aproximadamente 60% da população do estado está na capital. Sua área é de 6.407 km² representando 4,4863 % do Estado, 0,1663 % da Região e 0,0754 % de todo o território brasileiro
Etimologia
A toponímia é de origem tupi, como uma variação de "macapaba", que quer dizer lugar de muitas bacabas, uma palmeira nativa da região (Oenocarpus bacaba Mart.). Porém, segundo o tupinólogo Eduardo Navarro, em seu Dicionário de Tupi Antigo (2013), o topônimo "Macapá" possui origem no termo da língua geral setentrional macapaba, que significa "lugar de macabas" (macaba, macaba + aba, lugar). Segundo o Dicionário Aurélio, "macaba" é uma árvore frutífera sertaneja.
História
Colonização europeia
Antes de ter o nome de "Macapá", o primeiro nome concedido oficialmente às terras da cidade foi Adelantado de Nueva Andaluzia, em 1544, por , numa concessão a Francisco de Orellana, navegador espanhol que esteve na região. Entre 1580 e 1610, ingleses tentaram implantar canaviais na costa de Macapá para fabricação de açúcar e rum, com base em mão de obra de africanos escravizados. O empreendimento falhou e os ingleses deixaram a região, levando consigo os referidos escravizados. No século XVIII, Macapá possuía um destacamento militar instituído desde 1738 além de importantes das missões jesuítas. Em 1752 chega no então Luar de Macapá o primeiro grupo de povoadores portugueses: 86 moradores, composto de apenas mulheres, crianças e velhos de origem açoriana.
Na segunda metade do século XVIII, a Coroa Portuguesa iniciou uma série de medidas modernizadoras para assegurar a posse e as fronteiras portuguesas na região amazônica, que não estavam bem definidas na ocasião. Dentre essas medidas, destacam-se a fundação de vilas e sua povoação com colonos portugueses; a construção de fortificações militares em regiões estratégicas; a tentativa de introdução de monoculturas de exportação; a expulsão da Companhia de Jesus e a conversão das antigas missões vilas; aabolição da escravidão dos indígenas e a submissão dos nativos ao trabalho compulsório assalariado, regulamentado pelo Diretório dos Índios; e a criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão para, em especial, estimular a entrada de escravos negros trazidos da África. Foi nesse contexto geopolítico que houve a fundação da Vila de São José de Macapá (1758).
Em 2 de fevereiro de 1758, foi criada a Intendência (depois transformada em Câmara Municipal) e foram empossados quatro membros da comunidade para gerenciar e conduzir os destinos da futura vila. Dois dias depois, em 04 de fevereiro 1758, Mendonça Furtado levantou o primeiro pelourinho (no Largo São Sebastião, atual Praça Veiga Cabral) e oficializou a fundação a Vila de São José de Macapá. Em seguida, levantou o segundo pelourinho (no Largo de São José, atual Praça Barão do Rio Branco) e definido o local para a construção das primeiras casas da vila. A Vila de São José de Macapá foi escolhida também para abrigar a Fortaleza de São José de Macapá, a maior fortificação portuguesa na região. A construção da fortaleza já constava nos planos do Governador Mendonça Furtado desde a criação da povoação de Macapá, em 1751. Integrava, assim, os planos de ampliação e defesa da colônia, especialmente dos franceses instalados na Guiana. A construção do forte foi iniciada em 1764. Inicialmente, foi erguido o Baluarte de São Pedro. Seu traço e sua construção ficaram sob a responsabilidade de um engenheiro integrante da Comissão Demarcadora de Limites, Henrique Antônio Galúcio. Suas obras se estenderam por dezoito anos, marcados por períodos de forte atividade e por momentos de estagnação. A fortificação foi oficialmente inaugurada em 19 de março de 1782, no dia de São José, orago da fortaleza e padroeiro da cidade de Macapá. Naquela ocasião, a questão da demarcação das terras com a Espanha, praticamente, fora superada. O Tratado de Santo Ildefonso (1777), que legitimou a posse do território pretendido pelos portugueses, demonstrou o acerto da política adotada. Nos dezoito anos de construção (1764-1782), o erguimento da fortaleza consumiu a mão de obra de cerca de 2.300 negros africanos escravizados (entre escravos permanentes, residentes na vila; e temporários, alugados em outras vilas e então trazidos à Macapá) e 2.500 índios submetidos ao trabalho compulsório assalariado previsto no Diretório dos Índios (oriundos de várias antigas missões de catequese espalhadas pela região amazônica), além da mão de obra especializada portuguesa.
Século XIX
Em 1808, as atividade econômicas da Vila de São José de Macapá concentravam-se na lavoura do arroz, do algodão, da maniva, do milho e do feijão e na exploração de mão de obra escrava negra. Havia também número significativo de militares (soldados, sargentos, cabos, capitães, tenentes, anspeçadas, alferes), sapateiros, costureiras, negociantes, tecedeiras, carpinteiros, ferreiros, ajudantes de cirurgia, parteira, fiandeiras, ourives e feitores, além de 706 negros escravizados (394 homens e 312 mulheres) em diversas ocupações. Em praticamente todos os 297 domicílios havia escravizados dedicados à lavoura ou dedicadas a fiação de tecidos.
Durante a Cabanagem (1835-1840) na então província do Grão-Pará, as vilas de Macapá e Mazagão se aliaram às forças legalistas contra o exército cabano, sofrendo depredações e seus rebanhos dizimados.
No início do , Francisco Xavier de Mendonça Furtado foi enviado pelo governo português para a direção do Extremo Norte com o fim de solucionar o problema de fortificação do Cabo Norte, então denominado Costa do Macapá, pois a coroa portuguesa vivia temerosa de ataque dos corsários franceses. Em 1836, os franceses estabeleceram um efêmero posto militar na margem do lago Amapá, abandonado graças à intervenção britânica. Em 1841, Brasil e França concordaram em neutralizar o Amapá até a solução da pendência. No entanto, todas as conversações posteriores (1842, 1844, 1855, 1857) fracassaram. Só vingou uma declaração de 1862 sobre a competência comum para julgar os criminosos do território.
Em 6 de setembro de 1856, a Lei nº 281 eleva Macapá à categoria de cidade. Em 1888, ano da abolição da escravatura, ainda havia 211 pessoas negras escravizadas em Macapá.
Séculos XX e XXI
Com a Proclamação da República no Brasil a situação na região fronteiriça ficou caótica. Seus habitantes elegeram, então, um triunvirato governativo (1894): Francisco Xavier da Veiga Cabral, chamado o "Cabralzinho", cônego Domingos Maltês e Desidério Antônio Coelho. Os franceses nomearam capitão-governador do Amapá o preto velho Trajano, cuja prisão provocou a intervenção militar da Guiana. A canhoneira Bengali, sob o comando do capitão Lunier, desembarcou um contingente de 300 homens e houve luta. Lunier foi morto com 33 dos seus. França e Brasil assinaram um tratado de arbitragem (1897). O barão do Rio Branco, vitorioso dois anos antes na questão de limites com a Argentina, foi encarregado (1898) de defender a posição brasileira perante o conselho federal suíço, escolhido como tribunal arbitral. Em 5 de abril de 1899, Rio Branco entregou sua "Memória apresentada pelos Estados Unidos do Brasil à Confederação Suíça", e, em 6 de dezembro do mesmo, ano uma segunda memória, em resposta aos argumentos franceses. Como anexo, apresentou o trabalho de Joaquim Caetano da Silva "O Oiapoque e o Amazonas", de 1861, em que se louvava e que constituía valioso subsídio ao estudo da matéria. Reunidos, os documentos formavam cinco volumes e incluíam um atlas com 86 mapas. A sentença, de 1º de dezembro de 1900, redigida pelo conselheiro federal coronel Edouard Müller, deu a vitória ao Brasil, que incorporou, a seu território, 260 000 quilômetros quadrados. Resolvido o Contestado Franco-Brasileiro, em 1900, a região norte do então Estado do Pará sofreu com o isolamento político e com a pobreza econômica. A economia da região baseava-se no extrativismo (borracha, castanha, pau-rosa e madeiras); pela exploração clandestina de ouro e, principalmente, por atividades agropastoris de subsistência. Em 1940, Macapá, Mazagão e Amapá somavam apenas 30 mil pessoas.Diante do subdesenvolvimento econômico, da diminuta população, da posição estratégica em área fronteiriça e da ocorrência da Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas decidiu desmembrar do Pará uma área de cerca de 142 mil km² para constituir uma nova unidade federativa.
O Território Federal do Amapá foi criado em 13 de setembro de 1943 pelo Decreto-Lei nº 5.812/43, juntamente com outros quatro territórios federais: Guaporé, Rio Branco, Iguaçu, Ponta Porã. Em 27 de dezembro de 1943, Getúlio Vargas designou o capitão Janary Gentil Nunes para assumir o posto de primeiro governador do território. Imediatamente, Janary Nunes visitou os principais núcleos populacionais do Território do Amapá. Naquele momento, imaginou-se como capital do território o município de Amapá, porém, o isolamento geográfico fez com que Janary Nunes decidisse pela instalação da capital em Macapá, mais acessível por via fluvial e com estruturas urbanas mais promissoras. Desse modo, Janary Nunes instalou o primeiro governo territorial na cidade de Macapá em 25 de janeiro de 1944. Os primeiros relatórios governamentais expressavam as condições críticas em que o recém-criado Território Federal do Amapá se encontrava: insuficiente e precário estado das habitações que sequer dispunham de condições de saneamento e higiene; ausência de serviços de água encanada, energia elétrica ou esgotos; a necessidade de olaria ou serraria no território para realização de toda e qualquer construção; a dificuldade de desembarque que ainda afetava o miserável comércio; a carência de mercadorias; ausência de prédios adequados à acomodação dos órgãos públicos e falta de pessoas para a realização de todos os serviços. Desse modo, os primeiros anos da administração territorial, nas décadas de 1940 e 1950, foram marcados por grandes obras e incentivos públicos de ocupação do território e desenvolvimento econômico, dentre elas: a construção de escolas públicas nas sedes municipais e em algumas vilas, a urbanização da capital, a construção dos edifícios da Administração Pública Territorial e a criação de polos agrícolas.
O processo de urbanização de Macapá implicou na controversa remoção da população negra do centro histórico para uma região periférica onde hoje são os bairros Laguinho e Santa Rita (antigo Bairro da Favela), fato que ainda é relembrado e causa ressentimento entre aqueles que foram removidos e seus descendentes. Embora Julião Ramos (1876-1958), um dos líderes negros da época, e seus familiares apoiassem a política de remoção, Josefa Lino da Silva (Tia Zefa, centenária brincante de marabaixo) relembra que "a maioria dos negros não gostou, mas ninguém nada falava". Maria Felícia Cardoso Ramos, outra idosa brincante do marabaixo, diz "os negros saíam das casas, mas com aquela mágoa. Nós saímos com mágoa".
A criação do Território Federal do Amapá (1943) e a elevação à categoria de estado (1988) culminaram em intensa migração, que trouxe pessoas de várias partes do Brasil em busca de melhorias de vida. Entre 1990 e 2010, a população de Macapá cresceu 136%, passando de 132.668 pessoas para 381.214 habitantes. Atualmente mais de 94% de sua população reside no urbano. A partir de 2010, o processo de expansão urbana atual de Macapá segue uma lógica de verticalização e dispersão. A verticalização se dá no aumento da construção de torres no centro da cidade, direcionadas a públicos de média e alta renda, o que deve ocasionar aumento no número de indivíduos desses grupos sociais ocupando essa área urbana. A dispersão se relaciona ao número de condomínios e loteamentos horizontais que estão sendo construídos em áreas mais afastadas da cidade e com baixa densidade populacional. Por outro lado, em torno de 14% da população (cerca de 60 mil pessoas) vivem em habitações palafíticas precárias, sobre áreas alagadas, que estão em vários lugares da cidade, o que contribuiu para acentuar os impactos ambientais.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Macapá. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Macapá, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul do Amapá. A maior parte de seu território encontra-se acima da linha do Equador. Limita-se ao norte com o município de Ferreira Gomes, ao leste com o Oceano Atlântico, ao sudeste com Itaubal e ao sudoeste com Santana, cidade com a qual é conurbada.
O relevo de Macapá é de formação rochosa, com grande potencial turístico, com uma altitude de 14 metros acima do nível do mar. E a cidade é cercada e entrecortada pelas chamadas "áreas de ressaca", que são áreas alagadas e de lagoas, onde parte do dia está coberta pelas águas e outras é um terreno lamacento. No solo há a predominância de latossolos amarelos nos terrenos terciários detrítico-argilosos.
O município está inserido, quase que integralmente, na Bacia Hidrográfica do Rio Jari, com exceção da parte sul, que é de domínio do Rio Cajari. A hidrografia da capital é diversificada, caracterizando-se por rios, igarapés, lagoas e cachoeiras, tendo como seus principais rios: o Amazonas, que passa em frente à cidade e, além de ser um dos seus cartões postais, é um dos maiores rios pesqueiros do mundo; e o Araguari, que desemboca no rio Amazonas, é onde há a maior concentração de cachoeiras do estado do Amapá. Além disso, existe ainda o Igarapé da Fortaleza, sendo este um dos mais importantes, pois separa os municípios de Macapá e Santana, e também a Lagoa do Curiaú, onde há várias espécies de peixes.
O clima do município de Macapá é o tropical de monção (Am), quente e úmido. As chuvas ocorrem nos meses de dezembro a agosto, não chegando a atingir 3.000 mm. A estação das secas se inicia no mês de setembro e vai até meados de novembro, quando se registram as temperaturas mais altas. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde dezembro de 1967 a menor temperatura registrada em Macapá foi de em 31 de janeiro de 1996 e a maior atingiu em 1 de novembro de 2012. O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas foi de em 17 de fevereiro de 2004.
Parques
A cidade conta com um grande número de praças espalhadas por seu território. Uma das mais conhecidas é a Praça do Forte (também conhecida como Parque do Forte), que está localizada ao lado da Fortaleza de São José. Além de muito popular é também uma das mais visitadas. Outro importante espaço público é a Praça Barão do Rio Branco, que se localiza na Avenida FAB e foi fundada 1950. A praça Veiga Cabral faz referência a Francisco Xavier da Veiga Cabral, foi a primeira praça de Macapá. Denominada Praça São Sebastião na época colonial, a praça foi cenário da elevação do povoado de Macapá à categoria de Vila de São José por Mendonça Furtado, Governador do Grão Pará e Maranhão no dia 4 de fevereiro de 1758, além de ocorrer o lançamento da pedra fundamental da Igreja de São José de Macapá. A Praça Veiga Cabral está situada no Bairro Central, próximo à Igreja São José, à Biblioteca Pública, ao Teatro das Bacabeiras, ao Museu Joaquim Caetano, ao Complexo Beira Rio e à área do comércio. Há a Praça Abdallah Houat que se encontra no complexo Beira-Rio a poucos metros do Rio Amazonas e a Praça Nossa Senhora da Conceição em frente a igreja de mesmo nome no bairro do Trem. Cada bairro do município tem sua praça própria.
Em 25 de outubro de 2019, foi reinaugurado o antigo Parque Zoobotânico de Macapá, renomeado para Bioparque da Amazônia Arinaldo Gomes Barreto. O local tem uma área de 107 hectares, e integra ecossistemas, animais e pessoas, em busca de desenvolvimento sustentável e inovação em pesquisa científica. O parque foi criado em 1973, como Parque Florestal da Cidade, por Raimundo dos Santos Souza, o “Sacaca”, para receber animais silvestres acidentados durante a construção da estrada que liga Macapá ao porto de Santana, além de terem saído das matas do complexo as mudas e sementes que contribuíram com a arborização do que hoje são as dependências do Museu Emílio Goeldi, de Belém, e fazem parte também do acervo do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o mais completo herbário do mundo sobre a Amazônia. Anos depois, o espaço foi transformado em jardim zoobotânico, mas fechou há quase 20 anos quando não conseguiu mais seguir normas de órgãos de meio ambiente, deixando de melhorar, por exemplo, os espaços destinados aos animais. O novo complexo agora possui diversas trilhas de diferentes níveis de dificuldade, amplo espaço para piqueniques, orquidário, redário, espaços de interação, meliponário, trilha aquática, tirolesa e o ecótono, que é uma área de transição entre três ecossistemas: a mata de terra firme, o cerrado e a ressaca.
Demografia
Segundo o censo oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, Macapá possuía habitantes, sendo que destes habitavam na zona urbana (95,7%) e habitavam a zona rural (4,3%). Em 2021, o mesmo órgão estima que habitam em Macapá pessoas. O município possuía eleitores em 2010, número que chegou aos em 2016.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Macapá é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo seu valor de 0,733. Considerando apenas a educação o valor do índice é de 0,904, enquanto o do Brasil é 0,849, o índice da longevidade é de 0,715 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,697 (o do Brasil é 0,723). Macapá possui a maioria dos indicadores acima da média segundo o PNUD. A renda per capita é de 11.962,88 reais, a taxa de alfabetização é 97,78% e a expectativa de vida é de 72,45 anos. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,42, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 36,1% e a incidência da pobreza subjetiva é de 36,64%.
A Região Metropolitana de Macapá foi criada a 26 de fevereiro de 2003 pela Lei Complementar Estadual nº 21. Abriga população de 509.883 habitantes e abrange uma área total de 7.984,640 km². É composta por Macapá, Santana e Mazagão. É a 32ª maior região metropolitana do Brasil.
Religiões
O domínio na cidade é católico, porém, possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Adventista, a Igreja Batista, a Assembleia de Deus, a Igreja Videira Verdadeira, a Igreja do Evangelho Quadrangular, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová, entre outras. Atualmente, vem crescendo o número de protestantes em Macapá. Entre outras religiões, destaca-se, em Macapá, o número de adeptos ao Judaísmo, ao Islamismo, Testemunhas de Jeová e Igreja Messiânica Mundial - religiões que vêm apresentando um pequeno crescimento nos últimos anos. O município possui 72,15% de católicos, ou seja, 204 406 pessoas; 24,12% de protestantes, equivalente a 68 334 pessoas; 1,02% de espíritas; 0,94% de umbandistas; 0,63% judaicos; 0,55% de orientais; 0,50% não tem religião e 0,9% é de outras religiões.
Criminalidade
Em pesquisas realizadas recentemente, constatou-se que a cidade é uma das capitais brasileiras onde os jovens estão mais vulneráveis à violência, o índice de vulnerabilidade da capital é de 0,455, outras capitais da região são Porto Velho e Belém. Segundo dados levantados pela Unesco, houve um aumento de 38% dos homicídios nos últimos anos nas cidades de Macapá e Cuiabá. A cidade é a 19° capital mais segura do país, sendo superada por todas as capitais da região norte, exceto por Porto Velho. O risco de homicídio a cada 100 mil habitantes em Macapá é de 40,90.
Composição étnica
A população macapaense é fruto de um intenso processo de miscigenação entre populações europeias, africanas e indígenas. No censo de 2010, da população total, 249.720 eram pardos (62,7%), 105.093 eram brancos (26,4%), 38.325 (9,6%) eram pretos e 4.343 (1,1%) eram amarelos. Um estudo genético realizado em 2010, com base em amostras de 307 indivíduos aleatórios de Macapá, estimou a origem dos genes em 46% europeia, 35% indígena e 19% africana. Outro estudo realizado em 2011, com base em amostras de 130 pessoas diferentes de Macapá, estimou origem 50% europeia, 29% africana e 21% indígena.
Um estudo de 1999 realizado em duas comunidades amazônicas, das quais uma em Macapá (145 pessoas do Curiaú) apontou ancestralidade 73% africana, 26% europeia e 0% indígena. Outro estudo de 2011 realizado em nove comunidades, das quais uma em Macapá (48 pessoas do Curiaú), investigou a origem paterna com base no cromossomo Y (presente apenas em homens). A ancestralidade masculina no Curiaú foi estimada em 73% africana, 17% europeia e 9% indígena. Outro estudo similar realizado no Curiaú identificou, dentre a ancestralidade africana, origem 50% bantu, 33% Senegal e 17% Benin.
Segundo o Instituto de Colonização e Reforma Agrária e a Fundação Cultural Palmares, o município de Macapá possui 26 comunidades remanescentes de quilombo. Do total, 3 comunidades (Curiaú, Conceição do Macacoari e Mel da Pedreira) são tituladas, ou seja, já possuem o título de propriedade do território tradicionalmente ocupado. Outras 26 comunidades são apenas certificadas, isto é, são reconhecidas oficialmente como remanescente de quilombo, mas ainda não possuem o título de propriedade das terras, dentre elas: Lagoa dos Índios, Rosa, São Pedro dos Bois, Ressaca da Pedreira, Abacate da Pedreira, São José do Mata Fome, Ambé e Maruanum.
Migração
Macapá tem um enorme contingente de pessoas de outros estados da federação. Pessoas vindas do Pará, Maranhão, Ceará e de estados da região sul e sudeste buscam na capital melhores condições de vida. Este fluxo intenso somado a outros fatores resulta no aumento do número de veículos motorizados na cidade, no aumento da criminalidade e a ocupação irregular das áreas de mananciais do município. Estes fatores tem promovido uma transformação no espaço urbano da cidade, um exemplo é a mudança de uma cidade horizontalizada para uma capital que vem experimentando uma verticalização urbana.
Governo
Entre a década de 1930 e meados da de 1940, o município teve prefeitos nomeados pelo governador do Pará, pois ainda pertencia ao Estado.
O prefeito da cidade de Macapá é Antônio Furlan, eleito em dezembro de 2020 com 55,67% dos votos válidos. O poder executivo da cidade é representado por ele e seu gabinete de secretários municipais, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. Já o poder legislativo, é representado pela câmara municipal, ou seja, pelos 23 vereadores eleitos para cargos de quatro anos. Atualmente, a cidade tem 253,3 mil eleitores.
Relações internacionais
Cidades-irmãs de Macapá:
Boa Vista, Roraima, Brasil.
Kourou, Guiana Francesa.
Subdivisões
Em 2010, segundo o IBGE, Macapá contava com 28 bairros oficiais, no entanto, ainda havia outros 32 não oficializados, ou seja, que foram criados sem registro jurídico especificando delimitações, ruas, quadras ou habitações. Essa situação só foi regularizada a partir de 31 de dezembro de 2020, quando a Prefeitura Municipal de Macapá reconheceu 36 novos bairros, totalizando 64 bairros na cidade.
Economia
Uma boa vocação em Macapá é o comércio, além do extrativismo, agricultura e indústria. Com localização privilegiada em relação a sua posição geográfica, tem grandes possibilidades de relações comerciais com a América Central, América do Norte e a Europa. A criação da Zona de Livre Comércio de Macapá, regulamentada pela Lei Federal 8 387, de 30 de dezembro de 1991 e do Decreto 517, de 8 de maio de 1992, possibilitou oportunidades de negócios para a economia do estado, principalmente para a indústria, comércio, serviços e o turismo. Apesar de investimentos de outros estados brasileiros e de capital estrangeiro, ainda há um grande mercado a ser explorado. Contudo, há pontos negativos nesta nova vertente econômica, podendo-se detectar, facilmente, o crescimento populacional desordenado e a falta de planejamento urbano. Conforme dados da SUFRAMA, as áreas de Livre Comércio de Macapá e Santana abrangem uma área de 220 km², correspondente a parte dos municípios de Macapá e Santana. As vias de acesso: fluvial (rios Amazonas, Oiapoque, Jari, Araguari e Maracá) e aéreo.
Em 2015 a cidade foi interligada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), até então o sistema de geração de energia no Estado era somente realizado pela Eletronorte S/A por duas usinas: uma térmica a óleo diesel UTE-Santana e uma hidroelétrica UHE-Coaracy Nunes. Também é realizada geração de energia para a mineração pela Amapari Energia S/A, uma térmica a óleo diesel UTE-Serra do Navio. A distribuição de energia para Macapá e demais municípios é realizada pela CEA, uma estatal do Governo do Estado do Amapá. A Mineração, extração de madeiras, pecuária, piscicultura, açaí, castanha-do-Pará, borracha, andiroba, copaíba e plantas medicinais. O distrito industrial localiza-se em Santana, às margens do Rio Matapi e cortado pela Rodovia Macapá-Mazagão. Possui uma área de 463 hectares, sendo 280 já implantados e distribuídos em 11 quadras e 73 lotes, com a infraestrutura necessária para a implantação de projetos industriais. Está distante 20,7 km de Macapá; 8 km de Santana e 26 km do Aeroporto Internacional de Macapá.
Dispõe de acesso pela Rodovia Macapá/Santana/Mazagão e pelo Rio Matapi. Macapá tem uma vocação natural para o comércio, em razão de sua localização geográfica privilegiada que favorece as transações comerciais com as Américas Central, do Norte e com a Europa. A maior parte da renda do município vem dos serviços e o comércio movimenta grande parte da economia. Há apenas 2 shoppings centers em Macapá registrados na Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), o maior entre eles é o Amapá Garden Shopping com 30 483 m² de ABL e o Macapá Shopping com 19 650 m² de ABL
Infraestrutura
Comunicações
O índice por área de discagem direta a distância (DDD) da cidade é de 096. A cidade de Macapá possui cobertura 2G, 3G e 4G das operadoras Claro, TIM e Vivo, estas com sinal apenas na capital e vizinhanças.
Macapá recebe sinais de televisão aberta de várias emissoras brasileiras como a Rede Amazônica Macapá (afiliada à TV Globo e pertencente à Rede Amazônica), TV Amazônia (afiliada SBT), TV Assembleia (afiliada TV Senado e Câmara), TV Marco Zero (afiliada Record News), TV Equinócio (afiliada RecordTV), Rede Vida, TV Canção Nova, TV Macapá (afiliada Band), TV Nazaré e outros canais independentes como Amazon Sat.
Também há diversas estações de rádio em Macapá como a Jovem Pan FM, Amapá FM, Rádio Senado, Rádio Universitária, Equatorial FM, Marco Zero FM, Forte FM, São José FM, 102 FM, Boas Novas FM, Difusora AM, Marco Zero AM, entre outras. Circulam atualmente em todo o Estado do Amapá quatro impressos diários e alguns semanais sem estabilidade periódica.
Mobilidade urbana e acessibilidade
Segundo dados de 2016 divulgados pelo IBGE, Macapá possui uma frota de 140.915 veículos. Destacam-se os automóveis (60.226) e as motocicletas (44.840).
Macapá conta com cerca de duzentos coletivos urbanos que realizam transporte público regular, cuja tarifa em 2017 é de R$ 3,00 (três reais). Tal valor é reduzido à metade para estudantes cadastrados junto às autoridades competentes, bem como nos domingos e feriados. Cerca de 60% dos coletivos são adaptados às necessidades de cadeirantes. O transporte coletivo urbano abrange os três municípios da Região Metropolitana de Macapá: além da capital, Santana e Mazagão.
A cidade possui um aeroporto com uma pista de 2.100 metros de comprimento e 40 metros de largura, que opera voos nacionais e internacionais (para a Guiana Francesa), e que tem capacidade para receber aviões de grande porte como Boeing 737, Boeing 767,Airbus A320 e Airbus A330. As companhias aéreas que se destinam a Macapá são Azul, Gol e Latam. Apenas estas duas últimas oferecem voos diretos partindo de Brasília.
Macapá não possui nenhuma ligação rodoviária com outra capital, mas conta com o Terminal Rodoviário de Macapá. As principais rodovias, que fazem ligação com as cidades e comunidades no interior, são a AP-010 (liga Macapá ao município de Santana), AP-020 (liga Macapá ao município de Santana e faz conexão para a BR-156 pelo km 09), AP-030: (liga Macapá ao município de Mazagão), AP-070 (liga Macapá às comunidades de Curiaú, São Francisco da Casa Grande, Abacate da Pedreira, Santo Antônio da Pedreira, Inajá, Corre Água, São Joaquim do Pacuí, Santa Luzia, Gurupora, ao município de Cutias), BR-156 (liga Macapá, no trecho norte, ao município de Oiapoque, passando pelos municípios de Porto Grande, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Pracuuba, Amapá e Calçoene e, no trecho sul, ao município de Laranjal do Jari. A mesma interconecta com a BR-210 (Perimetral Norte) e a BR-210 que liga Macapá ao oeste do Estado, ao município de Serra do Navio, passando pelos municípios de Porto Grande e Pedra Branca do Amapari. Tem um trecho inacabado nas terras indígenas Waiãpi.
Educação
Macapá é um importante centro educacional do Estado do Amapá, tanto no ensino médio como superior, e concentra a maioria das escolas e faculdades públicas e particulares.
Existem, em Macapá, 18 instituições de ensino superior, que ofertam 74 cursos, dentre eles Direito e Medicina. Nestes cursos, em 2009, estavam matriculados cerca de 20 mil acadêmicos, segundo dados obtidos junto ao IBGE. Entre as instituições pública de ensino superior de Macapá estão a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), a Universidade Estadual do Amapá (UEAP) e o Instituto Federal do Amapá (IFAP).
Cultura
Música
A cidade possui nomes de renome como Patrícia Bastos, tendo sido indicada ao Grammy Latino pelo álbum Batom Bacaba, a Banda Negro de Nós, idealizada pelo músico e produtor musical Walber Silva em 10 de janeiro de 1999, com influências de ritmos negros amapaenses e caribenhos como o marabaixo, zouk, batuque e cacicó, em 2001 a banda se consagrou fora do Brasil, assinando com uma gravadora Alemã, onde vendeu 10 mil cópias em países como Estados Unidos, Portugal e Japão.
A Associação dos Músicos e Compositores do Amapá, fundada em 12 de junho de 1996 é considerada Entidade de Utilidade Pública pela Prefeitura Municipal de Macapá e Governo do Estado do Amapá, ela mantém os projetos Canto de Casa, Festival da Canção no Meio do Mundo e Amapá Jazz Festival,, este último tendo sido criado pelo músico e instrumentista Fineias Nelluty em 2007, atualmente sendo este um dos maiores festivais do gênero na Amazônia. Na música erudita, na cidade destaca-se as apresentações da Orquestra Filarmônica Equinócio das Águas (OFEA), criada em 24 de novembro de 2011, sendo a orquestra oficial e mantenedora do Festival de Música do Amapá (FEMAP).
Eventos
O Círio de Nazaré é um evento católico adotado do Estado do Pará, realizado na capital Belém. A Festa de Nossa Senhora de Nazaré foi realizada no ano de 1934, quando Macapá ainda pertencia ao Estado do Pará, e foi idealizada pelo entusiasmo do Senhor Major Eliezer Levy, prefeito municipal da cidade, que, juntamente com outras pessoas, como José Santana, Martinho Borges da Fonseca, Cesário dos Reis Cavalcante, Manoel Eudóxio Pereira, Sophia Mendes Coutinho, Ernestina Santana, Rita Cavalcante e Tereza Serra e Silva, organizou e levou em frente a feliz ideia, dando origem ao primeiro "Círio" de Nazaré em 6 de novembro de 1934, que, apesar das dificuldades da época, revestiu-se de grande beleza. A transladação noturna da imagem de Nazaré, na véspera do Círio, saiu da Igreja de São José, para a residência do Senhor Cesário dos Reis Cavalcante, localizada na chamada "Rua da Praia" (hoje, Avenida Amazonas), e dessa novamente, para a Matriz de São José. O cortejo do Círio foi pequeno, porém, bem organizado: na frente, um esquadrão de vinte cavaleiros; logo em seguida, anjos conduzindo as bandeiras do Brasil e da Igreja; continuando o carro dos anjos e o "Escaler" da Marujada, rememorando um dos milagres da Virgem. Hoje, o Círio de Nazaré de Macapá reúne mais de 250 000 pessoas. Acontecendo anualmente no segundo domingo do mês de outubro, a festa se tornou o maior evento religioso do Estado, atraindo turistas e movimentando o setor econômico do município.
A Expofeira Agropecuária do Amapá foi realizada uma vez por ano no Parque de Exposições da Fazendinha (distrito de Macapá). Patrocinada pelo Governo do Estado, o evento possuiu mais de 40 edições e movimenta milhões de reais, além de gerar anualmente cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos. A Feira contava com a Eleição da Rainha da Feira, rodeios que levavam milhares de amapaenses à arena, leilão de gado, a participação dos empreendedores culturais e uma área de 23 mil metros de montagem, com inúmeras oportunidades de negócio, além de vários shows com artistas nacionais.
Espaços culturais
O Teatro das Bacabeiras está localizado no centro de Macapá, em frente a Praça Veiga Cabral, é o centro das manifestações artísticas e culturais do povo amapaense. Com arquitetura moderna, conta com 703 poltronas em seu ambiente, além de sala de dança, camarins individuais e coletivos e um grande palco. O espaço foi construído entre 1984 e 1990, bem depois de terminados os tempos dos barões ou a belle époque da borracha. Com linhas modernas de estilo italiano, o teatro é considerado um dos maiores patrimônios arquitetônicos de Macapá. Sua construção, à época, não ocorreu sem ferozes críticas, pois foi edificado na área onde se realizava tradicionalmente o "Arraial de São José".
O Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva foi inaugurado em 1990 e expõe documentos, fotografias, peças arqueológicas e manuscritos dos séculos XIX e XX. Foi originado do extinto Museu Territorial, criado pelo governador da época, Janary Nunes. O centro histórico conta a história desde as pesquisas arqueológicas no Estado do Amapá até a origem dos primeiros prédios.
A Casa do Artesão é o maior centro do artesanato amapaense. Seu principal objetivo é fomentar a atividade artesanal no Estado e promover a geração de trabalho e renda para os artesãos locais, possibilitando assim, a exposição e a comercialização de seus produtos. O artesanato indígena também está presente, representado pelos trabalhos dos povos Waiãpi, Karipuna, Palikur, Galibi, Apari, Waina, Tirió e Kaxuyana. Na confecção das peças são utilizados vime, madeira, argila, fibra vegetal, sementes, penas, entre outros elementos retirados da natureza, sem impactar o meio ambiente.
O Museu Sacaca, denominado assim em homenagem a um dos mais populares cidadãos da história amapaense, neste local estão reproduzidas as habitações de várias etnias indígenas, caboclos ribeirinhos e castanheiros. O museu conta com apresentação de palestras, exposições e seminários.
O Centro de Cultura Negra, inaugurado em 5 de setembro de 1998, no bairro do Laguinho, representa a revitalização da cultura negra no Estado. Com seis blocos edificados numa aérea de 7,2 mil m², compreende um anfiteatro, museu, auditório, espaço afro-religioso, sala multiúso e administração. Trata-se de um espaço democrático que é utilizado, principalmente, para divulgar e preservar a cultura afro-brasileira.
O Centro Cultural Franco Amapaense nasceu de um projeto, assinado em 2003, entre os Governos do Brasil e da França e já tinha como meta expandir o diálogo de concretização bilateral. A parceria foi fundamental na construção do espaço. O Centro conta com salas de estudo, biblioteca, além de um auditório com capacidade para 250 pessoas. O objetivo é dinamizar a educação e popularizar o ensino da língua e cultura francesa.
Feriados
Na tabela a seguir estão os feriados municipais de Macapá.
Ver também
Lista de municípios do Amapá por população
Fortaleza de São José de Macapá
Região Metropolitana de Macapá
Santos Futebol Clube
Ligações externas
Prefeitura
Site oficial
Macapá no YouTube
Câmara Municipal
Página da Câmara Municipal de Macapá
Câmara Municipal no Facebook
Câmara Municipal no Twitter
Outros
Macapá no WikiMapia
Dados de Macapá no IBGE
Municípios históricos do Brasil
Fundações no Brasil em 1758 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Monossacarídeos são carboidratos não polimerizados, por isso, não sofrem hidrólise. Possuem em geral entre três e sete átomos de carbono. O termo inclui aldoses, cetoses, e vários derivados, por oxidação, desoxigenação, introdução de outros grupos substituintes, alquilação ou acilação das hidroxilas e ramificações.
Quanto aos grupamentos funcionais
Aldoses: Monossacarídeos de função mista poliálcool-aldeido, como a glicose , galactose, arabinose e manose:
Cetoses: Monossacarídeos de função mista poliálcool-cetona, como a frutose:
Quanto ao número de átomos de carbono
Trioses: Monossacarídeos com 3 átomos de carbono:
Tetroses: Monossacarídeos com 4 átomos de carbono:
Pentoses: Monossacarídeos com 5 átomos de carbono:
Hexoses: Monossacarídeos com 6 átomos de carbono:
Heptoses: Monossacarídeos com 7 átomos de carbono
Ciclização
Furano e pirano
Furano: É um pentanel de fórmula molecular C4H4O
Pirano: É um hexanel de fórmula molecular C5H6O
Quando monossacarídeos se ciclizam sob a forma do anel "pirano" são conhecidos como piranosídicos e o nome do monossacarídeo é acompanhado pelo sufixo piranose, a fim de designar sua correta conformação espacial. Por exemplo, a glucose piranosídica é conhecida como glucopiranose. A mesma conjugação de substantivos também é válida para os monossacarídeos que se ciclizam na forma do anel furanosídico (nome oriundo da molécula furano). A frutose, por exemplo, se ciclizada dessa forma, é conhecida como frutofuranose.
Ciclização de hexoses
Em solução aquosa, as hexoses sofrem uma interação intramolecular formando uma estrutura cíclica, na forma de pentanel ( furano ) ou na forma de hexanel ( pirano ).
Quando a interação ocorre entre os carbonos 1 e 4 forma-se a α-glicose furanósica ( os grupos OH dos carbonos 1 e 2 estão em posição cis) ou a forma β-glicose furanósica ( os grupos OH do carbono 1 e 2 estão em posição trans):
⇐> ⇐>
Quando a interação ocorre entre os carbonos 1 e 5 forma-se a α-glicose piranósica ( os grupos OH do carbono 1 e 2 estão em posição cis) ou a forma β-glicose piranósica ( os grupos OH dos carbonos 1 e 2 estão em posição trans):
⇒
⇐>
Isomeria espacial
Isomeria óptica: A existência de carbonos assimétricos confere aos monossacarídeos a propriedade de girar as ondas unidirecionais da luz polarizada possuindo, portanto, estruturas destrógiras ( D ) e levógiras ( L ).
Isomeria geométrica: Devido a interação intramolecular, as hidroxilas dos carbonos 1 e 2 dos monossacarídeos podem orientar-se espacialmente na configuração cis ( α ) ou trans ( β).
Ligações externas
Açúcar não é açúcar: o simples e o complicado.
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Carboidratos | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Enterprise (renomeada Star Trek: Enterprise em sua terceira temporada) é uma série estadunidense de ficção científica criada por Brannon Braga e Rick Berman que se passa no universo ficcional de Star Trek, criado por Gene Roddenberry na década de 1960. A série segue as aventuras da primeira nave de dobra 5 da humanidade, a Enterprise, dez anos antes da criação da Federação Unida dos Planetas.
Enterprise estreou em 26 de setembro de 2001. O piloto, "Broken Bow", se passa no ano de 2151, entre os eventos do século XXI mostrados em Star Trek: First Contact e a série original de Star Trek. A baixa audiência fez a UPN cancelar Star Trek: Enterprise em 2 de fevereiro de 2005, porém a emissora permitiu a série completar sua quarta temporada. O episódio final, "These Are the Voyages...", foi ao ar em 13 de maio de 2005. Depois de uma exibição de 98 episódios, foi a primeira série de Star Trek depois da original a ser cancelada pela emissora ao invés de ser encerrada por seus produtores. Também foi a última série em 18 anos ininterruptos de novos episódios de Star Trek começando com Star Trek: The Next Generation em 1987.
Produção
Em maio de 2000, Rick Berman, produtor executivo de Star Trek: Voyager, revelou que uma nova série estrearia ao final de Voyager. Poucas notícias foram divulgadas nos meses seguintes enquanto Berman e Brannon Braga desenvolviam a nova série, conhecida como Série V, até fevereiro de 2001, quando a Paramount contratou Herman Zimmerman e John Eaves para fazer o desenho de produção da Série V. Em um mês o desenhista cênico Michael Okuda, outro veterano de Star Trek, também foi contratado. Michael Westmore, maquiador de Star Trek desde Star Trek: The Next Generation, foi anunciado como maquiador da Série V em abril. Retornando como diretor de fotografia estaria Marvin V. Rush, que estava trabalhando em Star Trek desde a terceira temporada de TNG. Para os efeitos especias, Ronald B. Moore, que trabalhou em The Next Generation e Voyager. Entretanto, as maiores notícias vieram em 11 de maio de 2001. O título da Série V foi revelado como Enterprise, com Scott Bakula interpretando o Capitão Jonathan Archer, um nome que foi rapidamente modificado para Jonathan Archer devido a repercusão com os fãs. Quatro dias mais tarde, foi anunciado o resto de elenco, e seu personagens no dia seguinte.
Em 14 de maio de 2001, começaram as gravações do episódio piloto, "Broken Bow", nos estúdios 8, 9 e 18 na Paramount Studios. Três dias depois, Tom Nunan, produtor de entretenimento da UPN, chamou uma coletiva de imprensa para oficialmente anunciar Enterprise para o mundo. Apresentando um vídeo da história da franquia Star Trek, Nunan disse que as séries anteriores da franquia provam que o novo programa seria um sucesso.
Em 26 de setembro de 2001, "Brokek Bow" foi ao ar na UPN, atraindo 12.54 milhões de espectadores.
Em sua exibição, Star Trek: Enterprise alcançaria várias marcas históricas para a produção televisiva de Star Trek. Enterprise foi a primeira série da franquia a ser produzida em widescreen, a primeira série de Star Trek a ser transmitida em HDTV; começando em 15 de outubro de 2003 em sua terceira temporada; a primeira a ser filmada em vídeo digital, e a primeira série ou filme de ficção científica na história a usar imagens gravadas em outro planeta (a Sojourner se aproximando da Yogi Rock, filmada pelo módulo de pouso da Mars Pathfinder e usado nos créditos iniciais).
História
1ª e 2ª Temporadas
As duas primeiras temporadas de Enterprise mostram a exploração interestelar por uma tripulação de uma nave da Terra capaz de ir mais longe e mais rápido do que qualquer outro humano jamais foi, devido a quebra da barreira da Dobra 5. A tripulação enfrenta situações familiares a fãs de Star Trek. Enterprise mostra a origem de alguns conceitos que se tornaram muito importantes na história do universo de Star Trek, como as pesquisas do Tenente Reed sobre o desenvolvimento de campos de força e as questões levantadas pelo Capitão Archer sobre a interferência cultural, algo que seria transformado na Primeira Diretriz.
Um evento recorrente é a Guerra Fria Temporal, onde uma misteriosa entidade do século XXVII usa os cabal, um grupo de sulibans geneticamente modificados, para manipular a linha do tempo e mudar eventos passados. Algumas vezes sabotando a Enterprise e algumas vezes a salvando, os motivos da entidade são desconhecidos. O Agente Daniels, um agente temporal do século XXXI, visita o Capitão Archer ocasionalmente para ajudá-lo a combater os sulibans e consertar os danos à linha do tempo.
Nos últimos 90 anos desde Star Trek: First Contact, os vulcanos foram os tutores da humanidade para levá-los, em sua visão, ao caminho apropriado da civilização, muitas vezes retardando o desenvolvimento do conhecimento científico para tenter manter os humanos perto de casa, acreditando que eles são muito irracionais e emotivos para funcionaram em uma comunidade interestelar. Quando a Enterprise zarpa, os vulcanos estão sempre por perto. Isso gera alguns conflitos, em vários episódios Archer e a tripulação reclamam dos métodos dos vulcanos em checá-los.
3ª Temporada
A terceira temporada viu a mudança do título da série para Star Trek: Enterprise junto com uma nova versão do tema de abertura. A temporada teve a introdução dos xindi, um inimigo determinado em aniquilar a humanidade através de uma arma que destrói planetas.
A terceira temporada segue um único arco de história, começando com o último episódio da segunda temporada, "The Expanse", onde uma misteriosa sonda faz um rasgo na superfície da Terra indo da Flórida até a Venezuela, matando 7 milhões de pessoas. A Enterprise é chamada para a doca para ser transformada em uma nave de guerra, com armas mais poderosas e o grupo de elite chamado de MACO. A nave viaja por uma área chamada de Expansão Délfica para achar o planeta natal dos xindi e impedir um novo ataque a Terra. A tripulação descobre em "Azati Prime" que os Construtores de Esferas, uma espécie transdimencional, possuem a tecnologia que os permite examinar linhas do tempo alternativas. Os Construtores de Esferas sabem que no século XXVI a frota da Federação, liderada pela Enterprise-J, vai atacá-los e derrotá-los. Eles querem que os xindi destruam a Terra na esperança que isso pudesse deter a formação da Federação. Entretanto, no final da temporada, "Zero Hour", eles conseguem derrotar os Construtores de Esferas e destruir a arma xindi. Eles também conseguem retornar da Expansão para o espaço normal. A temporada termina com a Enterprise sendo misteriosamente transportada para a Segunda Guerra Mundial. Algo que será resolvido na 4ª Temporada.
4ª Temporada
O programa foi renovado para uma quarta temporada em 20 de maio de 2004. A renovação moveu o dia de exibição do programa de quinta-feira para sexta-feira, algo que parecia replicar a renovação da terceira temporada da série original de Star Trek, de terça-feira para sexta-feira. A temporada estreou em 8 de outubro de 2005, com o episódio "Strom Front" e no dia 15 com sua segunda parte, "Storm Front, Part II". Os episódios encerram o arco da Guerra Fria Temporal, que se mostrou impopular entre os espectadores nas suas primeiras temporadas. O arco dos xindi foi encerrado no terceiro episódio, "Home", que lidava com as ações questionáveis do Capitão Archer na missão da Expansão. O tema geral da temporada voltou a ser o foco no conceito de prequela da série, com muitos episódios fazendo referência aos temas, conceitos e personagens de séries anteriores. A quarta temporada viu Brent Spiner (Data de Star Trek: The Next Generation) como o cientista Dr. Arik Soong, ancestral de Noonien Soong, criador de Data, em um arco de três episódios onde no final Soong abandona seu conceito de melhorar o homem para trabalhar na criação de formas de vida artificiais, uma alusão a criação de Data.
Os episódios de Soong, mais tarde, criaram o arco onde os klingons tentam melhorar sua espécie através das pesquisas de Soong. Isso dá uma explicação do porquê os klingons da série original possuem testas lisas e um visual mais parecido com os humanos do que nas outras séries.
A temporada também lidou com as discrepâncias entre os vulcanos da série original e aqueles mostrados em Star Trek: Enterprise. No arco da Guerra Civil Vulcana, a subversão romulana no Alto Comando Vulcano leva a uma divisão de um grupo de vulcanos que se opõe as ações do Alto Comando, acreditando que elas vão contra os ensinamentos de Surak. Após esse arco, os vulcanos passam por transformações culturais que os levam a serem os vulcanos da séries anteriores. Houve também um episódio em duas partes, "In a Mirror, Darkly", se passando totalmente no Universo Espelho, popular desde a série original com o episódio "Mirror, Mirror". Os episódios mostram uma tripulação da Enterprise quase bárbara tentando recuperar uma nave do universo principal de Star Trek, a USS Defiant, vista no episódio "The Tholian Web".
Os romulanos também tiveram problemas. Em uma conferência diplomática no planeta Babel, os romulanos usam naves com emissores holográficos para criar problemas entre os andorianos e os telaritas. Isso coloca as duas espécies a beira de guerra e, quando é descoberto que eles eram romulanos, Archer cria uma aliança, similar com a Federação, com os vulcanos. O arco de três partes teve as piores audiências de toda a série, levando a UPN cancelar a série em 2 de fevereiro de 2005.
O cancelamento da série foi anunciado antes do último episódio ser escrito, permitindo que os roteiristas criassem um final para a série. O episódio final, "These Are the Voyages...", foi ao ar em 13 de maio de 2005 e foi um dos mais criticados episódios da história da franquia de Star Trek. A crítica se focou na premissa que essencialmente reduziu o episódio a uma aventura de holodeck da The Next Generation. O episódio contou com a presença de Jonathan Frakes e Marina Sirtis como seus personagens William T. Riker e Deanna Troi. Desconsiderando os onze anos de envelhecimento óbvio, o episódio se passa durante os eventos do episódio "The Pegasus", de TNG.
Elenco
Cancelamento
Em sua terceira temporada, a audiência da série apenas caía e a ameaça de cancelamento pairava sobre Star Trek: Enterprise. Isso, junto com o fracasso de bilheteria de Star Trek Nemesis (2002), lançou uma desconfiança geral em torno da franquia Star Trek.
2004
Os fãs lançaram uma campanha por cartas similar àquela que salvou a terceira temporada da série original. Em 20 de maio de 2004, foi anunciado que Star Trek: Enterprise havia sido renovada para uma quarta temporada, porém seria movida para as noites de sexta-feira. Essa mudança ecoou a mudança da série original para o "horário da morte" de sexta-feira em sua terceira temporada, antes de ser cancelada.
Contratado como roteirista durante a terceira temporada, Manny Coto foi promovido a co-produtor executivo. Coto decidiu manter o conceito de arcos de história, porém os reduziu de uma temporada inteira para vários mini-arcos de dois ou três episódios, com alguns avulsos. Os produtores tentaram atrair mais espectadores terminando o enorme arco da Guerra Fria Temporal e criando vários episódios que serviriam como prequelas da série original e de Star Trek: The Next Generation.
A quarta temporada começou devagar nos números de audiência em 8 de outubro de 2004, devido ao horário de sexta-feira, as transmissões de esporte em alguns locais e a cobertura do debate presidencial entre George W. Bush e John Kerry. Vários fãs da série disseram que preferiam ver a reprise do episódio novo nos fins de semana do que assisti-los na sexta-feira, ou até grava-los para assisti-los em uma hora mais conveniente.
2005
As especulações sobre o futuro da série terminaram em 2 de fevereiro de 2005, quando a UPN anunciou que a série havia sido cancelada e que o último episódio iria ao ar em 13 de maio de 2005. Grupos de fãs se uniram para tentar evitar o cancelamento da série e arrecadar dinheiro suficiente para financiar eles mesmos uma quinta temporada de Enterprise.
A produção da série terminou em 8 de março de 2005 e, pelo final do mês, foi reportado que os cenários da série estavam sendo desmontados, fazendo essa a primeira vez, desde a década de 1970, que o Estúdio 9 da Paramount estava sem nenhum cenário de Star Trek. Não foi revelado se os cenários foram preservados ou destruídos.
Em 13 de abril de 2005 a Paramount e a UPN afirmaram que o cancelamento da série era definitivo e que eles não estavam interessados em manter a atual encarnação de Star Trek.
Apesar de ter sido veiculado que esse era o final da franquia Star Trek, o cancelamento de Star Trek: Enterprise foi seguido de um anuncio da Paramount que eles estavam iniciando a pré-produção do décimo primeiro filme da franquia. Depois de um começo falso envolvendo Rick Berman com um filme que se passaria depois de Enterprise e antes da série clássica, a Paramount recrutou um novo time de roteiristas e produtores, que no final levou ao lançamento de Star Trek, em maio de 2009.
Ligações externas
Site oficial
Programas de televisão dos Estados Unidos que estrearam em 2001
Programas de televisão dos Estados Unidos encerrados em 2005
Telesséries canceladas
Séries do UPN
Programas de televisão derivados
Séries de televisão de Star Trek
Séries de televisão de drama dos Estados Unidos
Séries de televisão de drama da década de 2000
Séries de televisão gravadas em 35 mm na década de 2000
Programas de televisão em língua inglesa | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A História da inclui uma sucessão de fatos que vão desde o seu povoamento até à composição política atual. A Armênia foi um império regional com uma cultura rica nos anos que antecederam o
Em 301, a Armênia foi o primeiro estado a adoptar formalmente o cristianismo como religião oficial de estado, doze anos antes de Roma. Oscilou entre diversas dinastias, mas depois de uma sucessão de ocupações (parta, romana, árabe, mongol e persa), a Armênia enfraqueceu substancialmente. Em 1454, o Império Otomano e o Império Safávida dividiram a Armênia entre si.
Antiguidade
A Armênia é povoada desde os tempos pré-históricos e era o suposto local do Jardim do Éden bíblico. O país se localiza no planalto ao entorno da montanha bíblica do Ararate. Segundo a tradição judaico-cristã, foi o local onde a Arca de Noé encalhou após o Dilúvio. As descobertas arqueológicas continuam a confirmar que o planalto armênio foi ocupado por civilizações primitivas e talvez tenha sido aí que surgiu a agricultura e a civilização. De a , ferramentas como lanças, machados e pequenos artefatos de cobre, bronze e ferro eram comummente produzidos na Armênia e trocados nas terras vizinhas onde esses metais eram menos abundantes.
A Armênia é a principal herdeira do lendário país Arata (Ararate), mencionado em inscrições sumérias. Na Idade do Bronze, muitos Estados floresceram na área da Grande Armênia (ou "Armênia histórica"), incluindo o Império Hitita (o mais poderoso), o Mitani (sudoeste da Grande Armênia) e Hayasa-Azzi (). Na época, o povo de Nairi (do ao ) e o reino de Urartu () sucessivamente estabeleceram suas soberanias no planalto Armênio. Cada uma das tribos nações supracitadas participaram da etnogénese do povo armênio. Modernas teorias admitem a origem dos armênios como oriundos dos Bálcãs, parte das tribos trácio-frígias, que atravessaram o Helesponto no e se instalaram na Ásia Menor. Entraram em contacto com os hititas, guerrearam com eles e foram vencidos pelos cimérios, procedentes das margens do mar Negro. Uma parte dos frígios dirigiu-se para o Oriente e a outra se fixou na região chamada Urartu Erevã, a moderna capital da República da Armênia, foi fundada em pelo rei urartiano .
Por volta do ano , o reino da Armênia, que existiu sob diversas dinastias até ao ano de estava estabelecido sob a dinastia orôntida (). O reino alcançou seu maior tamanho entre 95 e , no reinado de Tigranes, o Grande, tornando-se um dos mais poderosos reinos da região. Ao longo da história, o reino da Armênia gozou de períodos de independência alternados com períodos de submissão aos impérios seus contemporâneos. Devido à sua posição estratégica entre dois continentes, a Armênia, foi invadida por diversos povos, incluindo assírios, gregos, romanos, bizantinos, árabes, mongóis, persas, turcos otomanos e russos.
O primeiro estado a surgir na Armênia foi o reino de Urartu, que nasceu em volta do Lago Van no Depois do reino de Urartu ter sido conquistado pelos Assírios e ter sido dominado pelos Citas no final do , o planalto armênio foi invadido por populações indo-europeias que se autodenominavam "Haique" (armênios).
Em , depois da derrota do rei selêucida pelos romanos na Batalha da Magnésia, dois dos seus generais, Artaxias I e Zariadris, fundaram dois reinos com o consentimento de Roma, a Grande Armênia (ou Armênia Superior) e a Pequena Armênia (ou Armênia Inferior, ou Sofena) respectivamente. Em , Artaxias tentou unir, sem sucesso, os dois reinos, tarefa que seria conseguida pelo seu sucessor Tigranes II ().
Modernas teorias admitem a origem dos armênios como oriundos dos Bálcãs, parte das tribos trácio-frígias, que atravessaram o Helesponto no e se instalaram na Ásia Menor. Entraram em contacto com os hititas, guerrearam com eles e foram vencidos pelos cimérios, procedentes das margens do mar Negro. Uma parte dos frígios dirigiu-se para o Oriente e A outra se fixou na região chamada Urartu
Em 301, a Armênia se tornou o primeiro país oficialmente cristão do mundo, tomando-o como religião oficial de Estado, quando um número de comunidades cristãs começaram a se estabelecer na região a partir do ano 40. Havia várias comunidades pagãs antes do cristianismo, mas elas foram convertidas por influências de missionários cristãos. (), juntamente com Gregório, o Iluminador (Գրիգոր Լուսաւորիչ) foram os primeiros reguladores oficiais do cristianismo ao povo, conduzindo a conversão oficial do país dez anos antes de Roma emitir sua tolerância aos cristãos por Galério e 36 anos antes de Constantino I ser batizado.
Antes do declínio do reino armênio em 428, muitos armênios foram incorporados no período masdeísta ao Império Sassânida (uma dinastia persa), regido pelo deus Aúra-Masda. Após uma rebelião armênia em 451 (Batalha de Avarair), os armênios cristãos mantiveram sua autonomia religiosa e também autonomia e direito de ser regida por uma Armênia mazdeísta, enquanto o outro império era regido somente pelos persas. Os mazdeístas da Armênia duraram até à década de 630, quando a Pérsia Sassânida foi conquistado pelos árabes do Califado Ortodoxo.
Armênia Medieval
Após o período masdeísta , a Armênia emergiu como Emirado da Armênia, com uma relativa autonomia junto ao Califado Omíada reunindo terras armênias previamente anteriormente sob domínio do Império Bizantino. A principal terra era regulada pelo príncipe da Armênia, reconhecido pelo califa e pelo imperador bizantino. O Emirado da Armênia (Arminiyya) incluía partes do que é hoje a Geórgia e Azerbaijão e tinha como capital a cidade armênia de Dúbio (). O Emirado da Armênia terminou em 884, quando os armênios conseguiram a independência do já enfraquecido Califado Abássida.
O Reino da Armênia reemergiu sob a dinastia Bagratúnio (), que durou até 1045. Neste tempo, diversas áreas da Armênia bagrátida foram separadas como reinos e principados independentes, como o Reino de Vaspuracânia, regido pela família Arzerúnio, desde que reconhecendo a soberania e supremacia dos reis da Casa dos Bagrátidas.
Em 1045, o Império Bizantino conquistou a Armênia Bagrátida. Os demais Estados armênios também caíram sob o domínio bizantino, o qual teve uma vida curta, pois em 1071, os turcos seljúcidas derrotaram os bizantinos e conquistaram a Armênia na batalha de Manziquerta, estabelecendo o Império Seljúcida. Para escapar da morte ou da escravidão nas mãos daqueles que assassinaram o rei armênio , rei de Ani, um armênio de nome Ruben (depois ), foi com alguns conterrâneos para os Montes Tauro e fundaram Tarso, na Cilícia. O governador bizantino do palácio deu-lhes o abrigo, o que deu origem ao Reino Armênio da Cilícia. Este reino foi a salvação dos armênios, uma vez que a Grande Armênia fora devastada pelos invasores.
Nos anos 1100, os príncipes da família nobre armênia dos Zacáridas estabeleceram uma semi-independência dos principados armênios do norte e da Armênia oriental (que passou a chamar-se Armênia Zacárida). A família nobre dos Orbeliadas compartilhava com os Zacáridas o controle em várias partes do país, especialmente em Siunique e Vayots Dzor.
Domínio estrangeiro
Durante a década de 1230, o Ilcanato conquistou o principado dos Zacáridas, assim como o resto da Armênia. Os invasores mongóis vieram seguidos de outras tribos da Ásia Central, em um processo que durou da década de 1200 até 1400. Após incessantes invasões, cada uma trazendo muita destruição, a Armênia ficou enfraquecida. Durante o o Império Otomano e o Império Safávida dividiram a Armênia entre si. Mais tarde, em 1813 e 1828, o Império Russo incorporou a Armênia oriental (que consistia em Erevã e as terras de Carabaque, na Pérsia).
A Armênia sob domínio do Império Otomano
A Armênia tornou-se parte integrante do Império Otomano com o reinado de . A anexação tinha sido iniciada no século anterior, quando ofereceu apoio otomano para iniciar o Patriarcado Armênio de Constantinopla. Esta situação perdurou por 300 anos até que a guerra russo-turca de 1828-1829, quando a parte oriental do território foi cedida ao Império Russo. A parte restante, também conhecida como Armênia Ocidental ou Armênia Otomana, prosseguiu sob o domínio otomano até ao final da Primeira Guerra Mundial.
Sob o jugo otomano, os armênios tiveram relativa autonomia em seus próprios enclaves e viviam em relativa autonomia com os demais grupos constituintes do império (incluindo os turcos). Entretanto, os cristãos viviam em um sistema social muçulmano estrito. Os armênios enfrentaram uma discriminação persistente que se intensificou no . Quando reivindicaram maiores direitos, o sultão , em resposta, organizou massacres e deportação de armênios entre os anos de 1894 e 1896, que resultaram num número de mortos estimado em 300 mil. Os massacres hamidianos, como ficaram conhecidos, deram a fama Abdulamide de "Sultão Vermelho" ou "Sultão Sangrento".
Quando o Império Otomano entrou em colapso, os Jovens Turcos assumiram o poder em 1908. Os armênios, que viviam em toda a parte do até então Império Otomano, depositaram as suas esperanças no Comitê para a União e o Progresso, criado pelos Jovens Turcos, como caminho para o fim das mortes e perseguições aos armênios e que eles deixariam de ser cidadãos de segunda classe. Porém, o pacote de reformas para os armênios de 1914 apresentaria a solução definitiva para os ensejos armênios e para toda a questão armênia da pior forma possível.
A Armênia sob domínio do Império Russo
Em 1813 e em 1828, a Armênia actual (que consistia nos canatos de Erevã e de Carabaque) foi temporariamente incorporada no Império Russo. Após a guerra russo-persa de 1826-1828, os territórios históricos da Armênia ficaram sob controle persa, enfocando Erevã e o Lago Sevan, foram incorporadas na Rússia. Sob uma lei russa, a área que corresponde aproximadamente ao território armênio da atualidade foi chamado de "Província de Erevã." Os súditos armênios do Império Russo viveram em relativa segurança, em comparação com os otomanos, onde os enfrentamentos com tártaros e curdos seriam frequentes até ao início do .
Durante o e início do XX, os russos desenvolveram um ambicioso plano de expansão nos territórios da Armênia, a fim de chegar ao Mediterrâneo. Isto provocou um novo conflito entre russos e otomanos, que finalmente culminou na Guerra russo-turca de 1828-1829. No rescaldo da guerra o Império Otomano cedeu uma pequena parte da tradicional pátria armênia ao império russo. Esta área é conhecida como Armênia Oriental, enquanto a Armênia Ocidental permaneceu sob soberania otomana.
Primeira Guerra Mundial
Com o advento da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano e o Império Russo ocuparam o Cáucaso durante a "Campanha Persa". O novo governo turco começou a olhar para os armênios com dúvidas e suspeitas devido sobretudo ao fato do Império Russo ter em seu exército um contingente de voluntários armênios. Em 24 de abril de 1915, cerca de 600 intelectuais armênios foram presos e exterminados a mando de autoridades otomanas e com a lei Tehcir de 29 de maio de 1915, uma grande parcela da população armênia que vivia na Anatólia começou a ser deportada e privada de seus bens, em um processo que levou à morte de cerca de 1,5 milhões de armênios.
Genocídio armênio
Em 1915, o Império Otomano realizou sistematicamente o genocídio armênio. Este genocídio foi precedido por uma onda de massacres nos anos 1894-1896, e por outro em 1909 em Adana. Em 1915, com a Primeira Guerra Mundial em curso, os turcos otomanos acusaram os (cristãos) armênios como responsáveis por se aliarem com a Rússia, e toda a população armênia passa a ser tratada como um inimigo dentro de seu império em uma onda de limpeza étnica.
Os acontecimentos de 1915 a 1923 são considerados pelos arménios e pela grande maioria dos historiadores ocidentais como um assassinato em massa promovido pelo Estado. As autoridades turcas, no entanto, sustentam que as mortes foram o resultado de uma guerra civil, acompanhada das doenças e da fome, com baixas de ambos os lados.
O número exato de mortes é difícil de se estabelecer. Estima-se pelas muitas fontes que cerca de um milhão e meio de armênios pereceram em campos de concentração, o que exclui os armênios que podem ter morrido de outras maneiras. A maioria das estimativas coloca o número total de óbitos entre 600 mil (pelos estudiosos ocidentais).
Esta limpeza étnica realizada pelo İttihat ve Terakki não foram só feitas contras os armênios, as políticas de limpeza étnica foram realizadas também contra os gregos e assírios (Ver: Genocídio Grego e Genocídio Assírio). Este ato de limpeza étnica foi feito pelos turcos otomanos com o objetivo de "turquificar" o Império Otomano completamente. Esses atos de genocídio não se deram apenas a partir de 1915 até 1918, mas antes e depois também. A Armênia Ocidental foi devastada e despovoada, e o povo armênio perdeu inúmeras riquezas e tesouros culturais de valor incalculável.
República Democrática da Armênia
A chamada República Democrática da Armênia foi o primeiro estado moderno armênio. Surgiu em 1918 com o colapso do Império Russo após a Revolução Russa de 1917 e após a dissolução da República Socialista Federativa Soviética Transcaucasiana. A nova república fazia fronteira com a República Democrática da Geórgia, ao norte, a República Democrática do Azerbaijão ao leste, o Império Qajar ao sul, e o Império Otomano, a oeste. Rapidamente o país encontrou-seem guerra com todos os seus vizinhos exceto a Pérsia, em resultado de conflitos de limites fronteiriços. Estes conflitos resultaram na perda de 50% do seu território original.
No final da Primeira Guerra Mundial, foi decidido dividir o Império Otomano. Assinado entre as Forças Aliadas e o Império Otomano em Sèvres, em 10 de agosto de 1920, o Tratado de Sèvres prometeu manter a existência da RDA e unir a ela os territórios da antiga Armênia turca. Por causa das novas fronteiras da Armênia que estavam a ser criadas pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson, a Armênia otomana é também conhecida como "Armênia Wilsoniana." Se considerou a possibilidade de se transformar a Armênia em um protetorado sob a tutela dos Estados Unidos. Porém, o tratado foi rejeitado pelo Movimento Nacional Turco, e nunca entrou em vigor. O movimento liderado por Mustafa Kemal (Atatürk), usou o tratado como a ocasião para declarar-se o governo legítimo da Turquia, em substituição da monarquia com capital em Istambul, para uma república com capital em Ancara.
Em 1920, a Armênia e as forças nacionalistas turcas se enfrentaram na Guerra Turco-Armênia, um violento conflito que terminou com o Tratado de Alexandropol, no qual os armênios entregaram a maior parte das armas e suas terras para os turcos. Ao mesmo tempo, a Armênia foi invadida pelo Exército Vermelho, o que levou à criação de uma dominação soviética na Armênia, em Dezembro de 1920. Durante vários meses, nacionalistas armênios permaneceram controlando Alto Carabaque, que foi ocupada pelos comunistas. O Tratado de Alexandropol, assinado por funcionários armênios anteriores (demitidos após o estabelecimento do domínio soviético), nunca foi ratificado pelo novo governo comunista.
Era soviética
Em 1922, o país foi incorporado à União Soviética como parte da República Socialista Federativa Soviética Transcaucasiana, a curto prazo, juntamente com a Geórgia e Azerbaijão. O Tratado de Alexandropol foi então substituído pelo Tratado de Kars, entre a Turquia e a União Soviética. Nele, a Turquia cedia a província de Adjara à União Soviética em troca da soberania sobre os territórios de Kars, Ardahan e Iğdır. A Armênia atual não reconhece este tratado como legítimo, porque os armênios não foram envolvidos no mesmo. Atualmente a Armênia não tem reivindicações territoriais sobre as províncias que passaram depois para a Turquia.
A República Soviética Transcaucasiana existiu de 1922 até 1936, quando foi dividida em três repúblicas distintas: República Socialista Soviética da Armênia, República Socialista Soviética do Azerbaijão, incluindo a região autónoma de Alto Carabaque e República Socialista Soviética da Geórgia. Os armênios desfrutaram de um período de relativa estabilidade sob domínio soviético. Receberam medicamentos, alimentos e outras disposições a partir de Moscou e a dominação comunista revelou-se um "bálsamo calmante" em contraste com os agitados anos finais do Império Otomano. A situação era difícil para a Igreja, devido às medidas anticlericais do domínio soviético. Após a morte de Lenin, Stalin tomou as rédeas da URSS, e começou uma época de medo e de terror renovado para armênios. Tal como ocorreu com outras minorias étnicas e com os russos, passou pelo Grande Expurgo de Stalin, durante o qual dez mil armênios foram deportados ou executados. Os receios diminuiriam quando Stalin morreu em 1953 e Nikita Khrushchev emergiu como o novo líder soviético.
O período de Gorbachev na década de 1980 foi marcado pela tensão desenvolvida entre a Armênia e o Azerbaijão sobre o território de Alto Carabaque. Na sequência do golpe de agosto de 1991 na URSS, realizou-se um referendo sobre a questão da secessão. Após uma votação esmagadora a favor da plena independência foi proclamada em 21 de setembro de 1991. No entanto, o seu reconhecimento internacional não ocorreu até o procedimento formal da dissolução da União Soviética em 25 de dezembro de 1991.
Guerra de Alto Carabaque
A Armênia continua envolvida num longo conflito com o Azerbaijão sobre a soberania de Alto Carabaque, um enclave povoado em sua maioria por armênios que foi incluído por Josef Stalin, no então Azerbaijão soviético. A Armênia e o Azerbaijão começaram a lutar pelo enclave em 1988 e a guerra chegou "as vias de fato" em 1991,quando ambos países declararam a sua independência da União Soviética . Em Maio de 1994, quando um cessar-fogo foi implementado, as forças armênias controlavam não só a área de Alto Carabaque mas também uma pequena área do próprio Azerbaijão. As economias de ambos os lados foram extremamente afetadas pelo conflito, já que ambos não conseguiram resolver de forma pacífica os conflitos, já que houve embargos e bloqueios mútuos e consequentemente as economias de ambos estagnaram por muitos anos.
Nos primeiros anos do a Armênia enfrentou grandes dificuldades. Mesmo assim, apesar dos altos índices de desemprego, conseguiu fazer algumas melhorias econômicas, entre as quais, conseguiu se tornar completamente uma economia de mercado. Desde 2007,se posiciona como a 32ª nação mais economicamente livre no mundo. Suas relações com a Europa, o Oriente Médio e os outros países da Comunidade dos Estados Independentes têm permitido o aumento do comércio no país.Suprimentos essenciais, além de gás e óleo chegam por meio de duas fronteiras: a República Islâmica do Irã e a Geórgia país com que Erevã demonstra relações cordiais.
Ligações externas
História da Turquia
bn:আর্মেনিয়া#ইতিহাস | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Os Estados Federados da Micronésia contam com 607 ilhas que se estendem por 2900 km pelo arquipélago das Ilhas Carolinas, a leste das Filipinas. Os quatro grupos de ilhas constituintes são: Yap, Chuuk (chamada de Truk até janeiro de 1990), Pohnpei (Ponape até novembro de 1984), e Kosrae. A capital federal é Palikir, em Pohnpei. Separada dos quatro principais estados, há as ilhas de Nukuoro e Kapingamarangi, que geograficamente e politicamente são parte da Micronésia, porém linguisticamente e culturalmente, seriam da Polinésia: os idiomas falados nestas duas ilhas são da família samoana das línguas polinésias.
A Micronésia goza de um clima tropical, com altas temperaturas ao longo do ano. A chuva é geralmente abundante, e Pohnpei é, supostamente, um dos lugares mais húmidos do planeta, com até 8,4 m de precipitação por ano. No entanto, há condições de seca que ocorrem periodicamente na Micronésia, especialmente quando o fenômeno El Niño move-se para a parte oeste do Oceano Pacífico, e as fontes subterrâneas encolhem em proporções dramáticas. Tufões tropicais são uma ameaça anual, particularmente aos atóis de baixa altitude.
Ver também
Divisões administrativas dos Estados Federados da Micronésia | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A esgrima (do antigo provençal esgrima do vocábulo germânico skirmjan, "proteger") é um desporto que evoluiu da antiga forma de combate, em que o objetivo é tocar no adversário com uma lâmina ao mesmo tempo que se evita ser tocado por ele. Existem três disciplinas de esgrima: o florete, a espada e o sabre, diferindo não só no formato da lâmina mas também nas zonas do corpo onde um toque é válido e também como as armas funcionam.
História
A história da esgrima em si tem uma origem de pelo menos três mil anos. Pinturas egípcias e gregas mostram guerreiros empunhando espadas. A Bíblia também se refere a muitas espadas ao longo dos dois testamentos. Um templo japonês construído em 1170 a.C., mostrava alguns guerreiros semidespidos empunhando armas pontiagudas com bicos de proteção.
A esgrima nessa época era muito mais que um simples desporto — era uma maneira de combater, e como tal não havia nenhuma regra precisa; porém, surge a preocupação com a técnica para aplicar e defender-se dos golpes. Em Roma, existiam escolas de gladiadores onde se formavam os doctore armarum, especialistas na arte de combater com armas brancas para entreter o público. Na Idade Média, a esgrima se diversificou devido aos vários formatos de espadas e sabres existentes.
Da Antiguidade à Alta Idade Média (antes de 1350)
Não se sabe da existência de nenhum manual de esgrima anterior à Baixa Idade Média (exceto por algumas instruções de luta grega, (veja P.Oxy. III 466), embora a literatura Antiga e Medieval (Sagas Vikings e Contos Alemães) mencionam feitos e conhecimentos militares; além de arte do período mostrar combates e armamentos (Tapeçaria de Bayeux, a Bíblia Morgan). Alguns pesquisadores tentaram reconstruir antigos métodos de lutas como o Pancrácio e técnicas de combate dos gladiadores usando como referência estas fontes e testes práticos, embora estas recriações sejam mais especulativas do que baseadas em instruções reais.
A Baixa Idade Média (1350 a 1500)
A escola alemã
A figura central das artes marciais medievais na Alemanha é Johannes Liechtenauer. Pai da esgrima alemã, Liechtenauer nasceu provavelmente no começo do século XIV, possivelmente em Lichtenau, Mittelfranken (Francônia). O que se sabe sobre ele, junto com seus ensinamentos, está preservado no Manuscrito 3227a e nos vários manuais dos seus alunos e sucessores. De acordo com esse manuscrito, Liechtenauer era um grande mestre que viajou por muitas terras para aprender sua arte. Nos manuscritos do século posterior, a Sociedade Liechtenauer (Gesellschaft Liechtenauers) é conhecida como um grupo de mestres de esgrima que se consideravam discípulos de Liechtenauer, que detinham seus ensinamentos.
A escola italiana
O primeiro manuscrito em língua italiana de que se tem notícia é o manuscrito Flos Duellatorum de Fiore dei Liberi, encomendado pelo Marquês de Ferrara por volta de 1410. Neste manual, ele documentou técnicas que envolvem combate corpo-a-corpo, adaga, espada de uma mão, espada longa, lanças e alabardas, combate com e sem armadura. A esgrima italiana com armas medievais ainda é representada por Filippo Vadi (1482–1487).
O começo do período moderno (1500 a 1700)
No século XVI, muitas técnicas dos antigos manuscritos foram reimpressas com as técnicas modernas de impressão, notadamente por Paulus Hector Mair (por volta de 1540) e Joachim Meyer (por volta de 1570).
Neste século a esgrima alemã tendeu-se ao enfoque esportivo da arte. Os tratados de Paulus Hector Mair e Joachim Meyer descendem dos ensinamentos dos séculos anteriores na tradição de Liechtenauer, mas com novas e distintas características. O manuscrito de Jacob Sutor (1612) é um dos últimos da tradição alemã.
A escola italiana é representada pela Escola Dardi, com mestres como Antonio Manciolino e Achille Marozzo. No final do século XVI, a rapieira italiana ganha muita popularidade em toda a Europa, principalmente com o manual de Salvator Fabris (1606).
Antonio Manciolino (1531) (italiano)
Achille Marozzo (1536) (italiano)
Angelo Viggiani (1551) (italiano)
Camillo Agrippa (1553) (italiano)
Diogo Gomes de Figueiredo (1682) (português)
Jerónimo Sánchez de Carranza (1569) (espanhol)
Giacomo Di Grassi (1570) (italiano)
Giovanni Dall’Agocchie (1572) (italiano)
Henry de Sainct-Didier (1573) (francês)
Frederico Ghisliero (1587) (italiano)
Vincentio Saviolo (1590) (italiano)
George Silver (1599) (inglês)
Luis Pacheco de Narváez (1600) (espanhol)
Salvator Fabris (1606) (italiano)
Nicoletto Giganti (1606) (italiano)
Ridolfo Capoferro (1610) (italiano)
Joseph Swetnam (1617) (inglês)
Francesco Antonio Marcelli (1686) (italiano)
Bondi' di Mazo (1696) (italiano)
O período moderno (1700 a 1918)
Desde os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna (1896) a esgrima faz parte das modalidades olímpicas, sendo uma das quatro modalidades que fazem parte dos Jogos Olímpicos desde a primeira edição.
As disputas masculinas começaram nas olimpíadas com o florete e o sabre em 1896. A espada foi introduzida nas disputas masculinas nos Jogos Olímpicos de 1900.
Em 1924, as mulheres começaram a participar dos jogos olímpicos somente na modalidade de florete individual, um status que permaneceu até 1992. A partir de 1996, elas começaram também a competir nas olimpíadas na modalidade da espada. Finalmente, a partir de 2004 elas começaram a competir nos jogos olímpicos com o sabre.
Apesar do termo "luta de esgrima" ser frequentemente usado, no esgrimir nunca se tem uma "luta" mas sim "um jogo de esgrima", dado que a esgrima é um esporte.
Armas de competição olímpica
Florete
O florete é a arma mais comum entre os esgrimistas por ser uma arma de lâmina mais flexível e mais leve do que a espada e que se joga com mais delicadeza no toque, no torso somente. Esta também era a única arma tradicionalmente que as mulheres usavam em muitas competições. O florete mede junto com a espada, 1,10 metros de comprimento.
É uma arma boa para o início da aprendizagem. Exige postura, agilidade, equilíbrio e flexibilidade além de um agudo senso de tempo de reação que caracteriza todos os esgrimistas fascinados por este desporto. Medindo aproximadamente 90 centímetros com lâmina, a arma inclui o copo (ou casoleta, em italiano) e pega (as partes pelas quais o esgrimista protege e segura a arma, respectivamente) são menores do que na espada (que protege a mão toda — zona válida, na espada), e no sabre (que tem proteção adicional para o braço) facilitando o manejamento ágil da arma. Há a pega italiana que é simples, como um punhal de faca e a pega francesa que é similar a pega de um arpão. A lâmina de forma trapezoidal é mais flexível do que a da espada, mas não tanto quanto a do sabre.
Espada
A espada, por ser uma arma que pode atingir o corpo todo do adversário, deve-se jogar numa posição mais vertical. Assim sendo, ela é uma arma boa para jogadores mais altos, especialmente aqueles que não tem tanta agilidade para se flexionar, como no florete ou no sabre. Isso não significa que os esgrimistas ágeis não possam jogar, mas nota-se que, das três armas, a espada é a mais adequada aos indivíduos altos. Outro motivo para não se agachar muito com o jogo da espada é para não deixar o joelho muito à frente, tornando-o facilmente um alvo exposto.A lâmina, mais dura de todas três armas, produz um toque forte e pontiagudo, principalmente quando tocado na máscara do oponente.
Sabre
O sabre é a arma de duelo mais violento e ágil. A sua lâmina é mais flexível de todas as três. O atacante pode usar o sabre como um chicote em que a lâmina é tão flexível que nem o bloqueio do defensor poderá bloquear a parte frontal da lâmina do atacante, que se dobra por cima da lâmina do defensor. O sabre exige muita rapidez e uma preparação física muito grande, pois o duelo é muito rápido, considerando que o toque pode ser feito não só com a ponta mas também com a lâmina — tanto quando o atacante ataca (corte) como quando contra-ataca (contra-corte) com a lâmina. Em contraste aos toques violentos da lâmina, também é comum o esgrimista ser tocado, durante um combate, e nem sentir.
A pista e a roupa
A pista de esgrima tem quatorze metros de comprimento, mais um metro e meio a dois metros de recuo, zonas que também podem ser utilizadas. A largura da pista é de um metro e meio a dois. A pista ideal é elevada do chão e usada com uma malha condutiva aterrada para o uso eletrônico. Se um esgrimista sair da pista lateralmente para fugir de um golpe, poderá retornar, porém, deverá andar 1m para trás. Se sair pelo fundo, será dado ponto para o adversário.
As vestimentas de esgrima são tradicionalmente brancas, os esgrimistas devem usar 1 - Jaqueta; 2 - Luvas; 3 - Fios elétricos; 4 - Armas; 5 - Calça; 6 - Máscara; 7 - Plastrom. Enquanto as mulheres usam protetores especiais para os seios. Antes do surgimento dos sensores eletrônicos, as armas eram mergulhadas em tinta para facilitar o trabalho dos juízes ou então utilizava-se giz na ponta para indicar o golpe.
Regras gerais
A etiqueta requer, em primeiro lugar, que os adversários se cumprimentem ao entrarem na pista. O movimento é feito rapidamente com as armas, antes de colocarem as máscaras.
No florete vale tocar com a ponta da arma apenas no tronco do adversário (frente e costas) e na região ventral.
Na espada vale tocar com a ponta da arma em qualquer parte do corpo.
No sabre vale tocar com a ponta e com o corte ou contra-corte da lâmina da arma, a região que deve ser atingida fica da cintura para cima, incluindo braços e excluindo as mãos.
No florete e no sabre, existe o chamado "direito de passagem" ou "frase d'arma". Quem começa o ataque tem prioridade de ganhar o ponto se houver toque simultâneo. Se errar o ataque ou se o adversário conseguir se defender antes da resposta, a vantagem passa para o adversário. No caso de acontecer toques simultâneos sem prioridade, ninguém pontua. Na espada, que não existe frase d'armas, em caso de toque simultâneo, ambos os adversários ganham um ponto. Se houver empate num combate de espada, é normal dar aos jogadores alguns minutos para descansar antes que se continue o combate para o toque de desempate. Em raras ocasiões, quando continua se dando a situação de empate, é possível que haja um sorteio que eleja o vencedor.
Nas competições, na etapa classificatória são necessários cinco toques ou três minutos para se vencer. Na etapa eliminatória são precisos quinze toques ou nove minutos. Essas normas podem ser flexíveis dependendo do nível territorial da competição e do órgão responsável.
Os esgrimistas em um combate mudo ou não-elétrico (sem equipamentos eletrônicos) são observados por um árbitro e quatro auxiliares. Em duplas, estes auxiliares ficam a dois passos atrás de cada jogador, nos dois lados da pista e observam se há toque ou não no esgrimista adversário. Eventualmente, nos casos de dúvida do árbitro, os auxiliares são convocados a uma votação para verificar se houve pontuação ou não. O árbitro pergunta se houve determinada situação e os árbitros podem responder "sim", "não" ou "abstenção".
Se um dos jogadores perder a sua arma durante o combate, a seguinte regra se aplica:
Se a perda da arma ocorrer durante o mesmo movimento de ataque do adversário e este conseguir efetuar o toque no oponente desarmado, o toque será válido; mas o movimento de ataque tem que ser contíguo com da perda d'arma do adversário.
Se a perda d'arma ocorrer e o adversário não conseguir terminar o ataque no mesmo movimento, a ética chama para o adversário esperar o oponente recuperar sua arma. O combate é pausado e o árbitro então resumirá o jogo assim que todos estiverem prontos ao comando de "en garde". Os esgrimistas poderão responder que estão prontos pela simples posição de combate, ou caso contrário podem sapatear com um pé na pista para pedir mais tempo.
Na esgrima também existe o nivelamento de habilidades que são expressos nos brasões de cores amarela, laranja, verde, azul, vermelho e preto. Cada esgrimista pode avançar um brasão por ano. Ao fazer o exame de brasão com o mestre e obter pleno sucesso, o atleta ganha um certificado e um brasão para colocar na jaqueta no braço da mão armada.
Esgrima elétrica
Como um combate pode tornar-se muito rápido, às vezes é difícil distinguir, principalmente no sabre e no florete, se algum toque foi dado. Por isso surgiu a esgrima elétrica, que é a esgrima praticada com equipamentos eletrônicos. Estes equipamentos surgiram com o intuito de facilitar a observação de um combate. Fios ligados na roupa e na arma a um sistema eletrônico registram os toques.
Existe um aparelho de sinalização localizado entre a pista e o árbitro. Não são necessários os auxiliares do árbitro na esgrima elétrica. A função do árbitro é observar o jogo e verificar o cumprimento das regras, além de falar a frase d'armas quando ocorrer toque nas modalidades de florete ou sabre.
Na espada e no florete, uma vez que o esgrimista só pode pontuar com golpes feitos com a ponta da arma, a mesma vem equipada com um sensor que lembra um botão que quando pressionado (quando um esgrimista toca o adversário) faz acender uma luz no aparelho de sinalização. No caso do florete a luz verde ou vermelha (um cor por cada esgrimista) acende para o toque válido enquanto a luz branca para o toque na zona não válida. A pista também é forrada com uma malha magnética, especialmente útil para o jogo de espada; assim a luz verde ou vermelha acende sempre que a ponta da lâmina tocar no corpo do adversário — já que a zona de toque válido é o corpo inteiro — nenhuma luz acende quando a lâmina tocar na pista (para não confundir o árbitro como se fosse um toque abaixo, no pé por exemplo).
Como a área de toque (superfície válida) do florete e do sabre são diferentes, existe um equipamento para essas armas que é feito de fios de metal, geralmente há um colete para o florete e um similar com mangas para o sabre (jibetos), além de uma máscara de material inoxidável. Todo o equipamento tem o intuito de deixar fluir livre uma corrente elétrica suficiente para a sinalização do toque.
Quando a lâmina toca os coletes metálicos ou a máscara metálica (usada no sabre), um segundo sensor é ativado. Para pontuar no florete é necessário que tanto a ponta entre em contato com o colete do adversário quanto a ponta seja pressionada, enquanto no sabre basta que a lâmina encoste no colete e/ou na máscara.
A ponta do florete pode ser pressionada fora da área de toque, por isso existe a acusação do toque inválido no florete.
Antes de qualquer combate, os equipamentos são testados, inclusive as pontas das armas para verificar, com pequenos pesos colocados sobre a ponta de cada arma, que a ponta está flexionando dentro de seu limite somente — assim as armas não poderão indicar toques falsos como o próprio movimento rápido da lâmina contra a pressão do ar durante o jogo.
Ver também
Esgrima nos Jogos Olímpicos
Campeonato Mundial de Esgrima
Esgrima Artística
Campeonatos Nacionais de Esgrima
Ligações externas
Federação Canadense de Esgrima
Desportos olímpicos | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Ciclo Celular é o conjunto de fases que uma célula passa com o intuito de duplicar-se, dando origem a duas células novas. Em células eucarióticas, o ciclo celular é dividido em 3 fases principais, são elas: Intérfase; Fase mitótica (Fase M) e Citocinese. Essas fases são de suma importância para o funcionamento da célula, erros nesses processos podem acarretar na morte celular ou até no desenvolvimento de células tumorais.
Para que o ciclo seja mantido de forma organizada, a célula conta com uma maquinaria de processos regulatórios dependente da ação de ciclinas e cinase.
Fases do ciclo celular
Intérfase
A Interfase é a fase mais longa do ciclo celular. Em média, a célula passa cerca de 90% do tempo em Intérfase. Nessa fase, a célula consegue nutrientes, cresce e duplica suas moléculas de DNA. Assim, prepara-se para a divisão celular.
A interfase divide-se em três fases:
Fase G1
A primeira etapa da Interfase é marcada pela intensa síntese de enzimas, de RNA e no "estocamento" de proteínas compensando sua síntese descontinuada durante as etapas da Fase Mitótica. Consequentemente ocorre o crescimento celular.
Fase S
A segunda etapa da Intérfase é marcada, principalmente pela duplicação do material genético, logo, dobrando a quantidade de DNA, fazendo que cada cromossomo apresente uma cromátide irmã.
Além disso, na fase S, ocorre o início da duplicação dos centrossomas e o início do seus movimentos para os polos da célula.
Fase G2
A terceira etapa da Intérfase é marcada pela intensa síntese de proteínas e consequentemente de rápido crescimento celular, preparando a célula para a Fase Mitótica.
O deslocamento dos centrossomas se dá por meio de dineínas e cinesinas.
Logo que foram duplicados, os centrossomas já começam a produzir fusos astrais. Esses são associados a dineínas causando um movimento de "esteira" fazendo o centrossoma se deslocar para os polos. Ocorrem também a associação com duas cinesinas EG5 que contribuem como uma segunda força para "empurrar" os microtúbulos e deslocar os centrossomas.
Quando o centrossoma já estiver em sua devida posição, o fuso astral relaciona-se com cinesina 14 fazendo uma força contrária à tendência de movimento, fazendo com que o centrossoma pare em determinada posição.
As fases G e S possuem estas denominações em decorrência de abreviações do inglês - G para gap (intervalo) e S para síntese.
Fase G0
O estágio G0 não é presente em todas as células. Nessa etapa a célula entra num estágio de repouso e não entra em processo de divisão celular.
Essas fase é observada mais frequentemente em células musculares e nervosas.
Fase mitótica, mitose ou cariocinese
Na Fase Mitótica ocorre a divisão nuclear (nas células eucarióticas) a partir do preparo prévio ocorrido durante a Intérfase. É um processo contínuo, no entanto distinguem-se fases:
Prófase
Na primeira fase da mitose, ocorre o condensamento dos cromossomos, aparecimento do fuso mitótico, assim como a formação dos fusos pelos centrossomas.
Devido condensação dos cromossomos, estes podem ser vistos em microscópios eletrônicos já na Prófase.
Prometáfase
Decomposição da membrana nuclear (carioteca), formação de cinetócoros e associação do fuso mitótico a estes.
Metáfase
Durante a Metáfase, os cromossomos ligam-se ao fuso mitótico no plano equatorial da célula dando origem à Placa equatorial e atingem o grau máximo de condensação
As cromátides irmãs mantem-se ligadas umas as outras por meio de uma proteína denominada coesina, até que se inicie a sua separação na Anáfase.
Devido ao fato de os cromossomos estarem no maior grau de condensação, essa é a etapa mais procurada para visualizá-los no microscópios eletrônico para a sua análise e para a construção de cariótipos.
O fuso acromático completa o desenvolvimento e algumas fibrilas ligam-se aos centrómeros (as outras ligam os dois centríolos);
As pontas das cromátides são dobradas devido à associação da cinesina 4-10, focalizando a força de distensão oriunda do microtúbulo no centro da cromátide.
Anáfase
A anáfase começa pela duplicação dos centrômeros, libertando as cromátides-irmãs que passam a ser chamadas de cromossomos-filhos.As fibras do fuso, ligadas aos centrômeros, encurtam, puxando os cromossomos para os pólos da célula. A anáfase é uma fase rápida, caracterizada pela migração dos cromossomos para os pólos do fuso.
As fibrilas encurtam-se e começam a afastar-se:
Dá-se a clivagem dos centrómeros. Os cromatídios que antes pertenciam ao mesmo cromossoma, agora separados, constituem dois cromossomas independentes.
Telófase
A membrana nuclear forma-se à volta dos cromossomas de cada pólo da célula, passando a existir assim dois núcleos com informação genética igual;
Os núcléolos reaparecem;
O fuso mitótico dissolve-se;
Os Cromossomos descondensam e tornam-se menos visíveis:
Citocinese
Corresponde à divisão citoplasmática e, consequentemente, à individualização das duas células-filhas;
A citocinese difere conforme a célula for animal ou vegetal.
No fim da mitose da célula animal formam-se, na zona do plano equatorial, um anel contrátil de filamentos proteicos que, na citocinese, contraem-se e puxam a Membrana plasmática para dentro até que as duas células-filhas se separam. Assim podemos dizer que a citocinese animal é centrípeta porque ocorre de fora para dentro.
Na célula vegetal a parede celular não permite o estrangulamento do citoplasma; em vez disso é formada na região equatorial uma nova parede celular. Para isso vesículas provenientes do complexo de Golgi alinham-se no plano equatorial e formam, fundindo-se, uma estrutura que é a membrana plasmática das células filhas. Mais tarde, por deposição de fibrilas de celulose forma-se nessa região a parede celular. As vesículas golgianas contém elementos constituintes da parede celular, como pectinas . Esta citocinese e centrifuga, pois ocorre de dentro para fora, isto é, fundem-se primeiro as vesículas golgianas interiores e depois as mais exteriores de uma forma progressiva.
Sistema de Regulação
O ciclo celular deve ser algo extremamente regulado, falha em seus processos pode levar a célula a entrar em colapso e até gerar células tumorais. Por esse motivo, células eucarióticas apresentam uma série de mecanismos que impedem divisões celulares incontroláveis e reparam danos no material genético.
Complexo ciclinas-CDKs
A ativação das moléculas responsáveis pelo mecanismo de divisão ocorre por cinases dependentes de ciclina (CDK, do inglês Cyclin-Dependent Kinases).Como o nome sugere, as CDKs requerem a ligação de ciclinas - cujos níveis podem variar durante diferentes fases, em contraste com os níveis de CDKs,que permanecem constantes - para serem funcionais, sem a presença destas, não há atividade.Existem quatro classes essenciais de ciclinas (cada tipo formando um complexo equivalente ao se ligar à CDK correspondente):
Ciclinas-G1, também chamadas de ciclinas D em mamíferos, se ligam às CDKs 4 e 6 e são responsáveis pelo controle de ciclinas-G1/S.
Ciclinas-G1/S surgem no final da fase G1 e são rapidamente degradadas na fase S, são responsáveis pela passagem do ponto de regulação em G1.Nos vertebrados, corresponde à ciclina E conjugada com CDK2.
Ciclinas-S contribuem para a duplicação cromossômica (através da ativação da DNA polimerase), permanecendo transcritas desde o final de G1 até a anáfase.
Ciclinas-G2M ou -M estimulam a entrada na mitose.
Moduladores de CDKs
CAK
A ligação com ciclinas,todavia, não garante a ativação completa das CDKs e tampouco é o único mecanismo de controle do ciclo.Para que ocorra ativação completa da CDK, é necessário que uma CAK (CDK-activating kinase) fosforile um aminoácido em seu sítio ativo.Uma fosforilação dupla adicional regulada pela proteína cinase Wee1, porém, inibe a atividade da CDK, sendo preciso a desfosforilação por uma fosfatase conhecida como Cdc25 para a reativação.
Esses inibidores só são fosfatados, e consequentemente separados do complexo ciclina-CDK, quando todos os pontos de regulação da célula aprovam a continuidade do ciclo celular. Nesse caso, a cinase ativa fosfatará algum inibidor do continuamento do ciclo e, assim, dará continuidade ao ciclo celular.
APC/C
Para concluir o processo cíclico é preciso haver a descontinuidade de certas funções exercidas pelos complexos ciclina-CDKs.Em alguns casos, essa desativação acontece a partir da destruição de proteínas. O complexo promotor de anáfase ou ciclosomo (APC/C, de anaphase-promoting complex or cyclosome) catalisa a ubiquitinização de securinas, promovendo a entrada na anáfase, e das ciclinas-S e -M, completando a fase M, a partir da consequente desfosforilação de alvos do complexo ciclina-CDK.
Nesse processo, moléculas de ubiquitina livres no citoplasma são transferidos para para o elemento E1 do sistema de ubiquitinização. O elemento E2 consiste da proteína ubiquitina-transferase que é responsável por transferir a ubiquitina para a substância alvo, reconhecida pelo elemento E3. Proteínas com a adição de ubiquitinas são, comumente direcionados para proteossomas, que realizará a clivagem das ligações dissulfeto e consequentemente a fragmentação da proteína. O processo de ubitinização relaciona-se diretamente com a reciclagem de proteínas relacionadas com o ciclo celular, tendo um papel importante para o seu regulamento.
Pontos de Regulação
O Ciclo Celular é um processo extremamente complexo e de suma importância para a célula. Falhas no ciclo podem causar danos graves, como a morte celular, aploidia das células filhas, assim como o surgimento de células tumorais. Para que isso não ocorra os mecanismos envolvidos nos ciclo celular devem estar atuando em sinergia. Desse modo, a célula possui pontos de checagem para perceber quando pode ir para a próxima etapa do ciclo celular.
Existem três momentos em que os mecanismos de regulação atuam:
No final de G1
Antes de prosseguir para a Fase S, a célula deve analisar se possui nutrientes necessários para começar a nova fase, uma vez que a síntese de proteínas é mais lento a fase de síntese de DNA.
Na fase G2
Antes de iniciar-se a mitose existe outro momento de controle - caso a replicação do DNA não tenha ocorrido corretamente o ciclo pode ser interrompido e a célula volta a iniciar a fase S. Além disso, a célula percebe se há erros irreversíveis no material genético e, caso o resultado seja positivo, a proteína P-53 induz a morte celular por apoptose.
A verificação do material genético é dada por meio de proteínas específicas que transitam pelo núcleo e, ao reconhecerem um erro no DNA, mudam sua conformação espacial e associam ao sistema E3 de ubiquitinização. A ubiquinitização dessas proteínas e o desacoplamento de E3 faz com que novas proteínas se associem nessa região para tentar reparar o material genético.
Na transição metáfase/anáfase
Ao final da metáfase, enquanto as cromátides irmãs estão ligadas uma a outra por meio de coesinas, a célula checa se todas as cromátides estão ligadas ao fuso acromático de forma que cada célula-filha receberá uma cromátide.
Quando esse sinal é positivo, a APC-C e CDC-20 (ciclina) associam-se promovendo a fosforilação de securinas.
As securinas são proteínas que inibem separases e, quando fosforiladas, mudam sua conformação e desassociam destas, perdendo seu caráter inibitório.
Após serem fosfatadas, as securinas se associam com o sistema E3 de ubiquitinização e, após receberem 4 ubiquitinas, são identificadas por proteosomas e degradadas.
Separases são as enzimas responsáveis pela quebra da coesina e consequentemente pelo início do deslocamento das cromátides e, portanto, dão início à Anáfase.
Leitura Complementar
Alberts A, Johnson A, Lewis J, Raff M, Roberts K,Walter P (2008) "Chapter 17".Molecular Biology of the Cell(5th ed.). New York: Garland Science ISBN 978-0-8153-4111-6
Biologia celular
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Brácaros () ou bracários (; ) foram uma das duas grandes divisões dos galaicos da Galécia, que deram o seu nome a principal cidade da região, Brácara Augusta. Habitaram ao sul da Galécia, do Douro ao Minho. De acordo com Ptolomeu, dividiam-se em várias tribos: turodos, nemetatos, celerinos, bíbalos, límicos, luancos, gróvios, quacernos, lubenos e narbasos.
Em seu território havia as cidades de Portucale (Porto), Salácia (Salamonde?), Presídio (Castro de Codeçoso?), Caladuno (Ciadia?), Às Águas (Triudad?), Pineto (Pinhel?), Complêutica (Compludo), Venlácia (Vinhais), Tongóbriga (Marco de Canaveses), Araducta, Salaniana (Santiago de Villela), Águas Originis (Banhos de Bande ou Ourense), Presídio (Castro de Caldelas ou Rodicio?), Límia ou Fórum dos Límicos (Ponte de Lima), Tude ou Tide, Gêminas (Caldelas ou Ourense?), Águas Levas, Volóbriga, Celióbriga, Fórum dos Bíbalos, Merva, Cambeto, Fórum dos Narbasos e Roboreto (Robledo ou Bragança).
Em , o general romano Décimo Júnio Bruto Galaico fez uma expedição contra os brácaros que alcançou o Minho. Nas fontes clássicas, foram qualificados como guerreiros, tendo inclusive as mulheres participado de batalhas. Fala-se que preferiam morrer em vez de serem capturados.
Ver também
Citânia de Briteiros
Citânia de Sanfins
Castro de São Lourenço
Castro de Monte Redondo
Citânia de São Julião de Caldelas
Castro do Monte das Ermidas
Balneário Pré-Romano de Bracara
Bibliografia
Tribos galaicas
Povos da Pré-história de Portugal | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Séculos: Século XVIII - Século XIX - Século XX
Décadas: 1810 1820 1830 - 1840 - 1850 1860 1870
Anos: 1840 - 1841 - 1842 - 1843 - 1844 - 1845 - 1846 - 1847 - 1848 - 1849
Acontecimentos importantes
China cede Hong Kong aos britânicos, na sequência da Primeira Guerra do Ópio (1842).
Em vários países da Europa ocorrem as Revoluções de 1848. | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Os gróvios () eram um povo pré-romano de origem desconhecida. Os gróvios viviam no vale do rio Minho, entre a Galiza e Portus Cale. O seu ópido ("cidade") mais importante era Tude (actual Tui, Galiza). Eram particularmente devotos do deus Turiaco.
Mencionados em as obras de Pompónio Mela, Plinio o Velho, Sílio Itálico e Ptolomeu
Pompónio Mela situa-os geograficamente, na sua obra "De Chorographia" nas terras banhadas pelos rios "Avo", "Celadus", "Nebis", "Minius" e "Límia/Oblivio". Recebe as águas do Rio "Laeros" e do Rio "Ulla", no limite norte. Nas suas terras situa-se o ópido de Lambriaca (acual Vigo, Galiza). Na concepção geográfica de Pompónio, os Gróvios ocupavam conseguintemente, pelo menos, parte das regiões que depois se denominaram Galiza e Entre-Douro-e-Minho. Pompónio Mela considerava todos os povos do noroeste peninsular eram célticos com excepção dos Gróvios. Plínio também não os considerava celtas e propunha uma origem grega.
Bibliografia
LEITE DE VASCONCELOS, J.; "Os Grovios". O Archeologo Português. VOL. X. (1905). Nums. 10 a 12.
LEITE DE VASCONCELOS, J.; "Nota a respeito dos Grovios e Celticos". O Archeologo Português. VOL. XIV. (1909). Pag. 131-132
Ligações externas
Tribos galaicas
Povos da Pré-história de Portugal | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A hermenêutica jurídica é o ramo da hermenêutica que se ocupa da interpretação das normas jurídicas, estabelecendo métodos para a compreensão legal. Utilizando-se do círculo hermenêutico, o jurista coteja elementos textuais e extra-textuais para chegar-se a uma compreensão. Fundamentado na argumentação, a hermenêutica é um método humanístico de pesquisa, sendo distinto em escopo e procedimento do método científico. Sua função é fixar o sentido e o alcance da norma jurídica. O sentido, porque deve-se saber qual o significado, o que a norma quer passar ao operador do direito; o alcance, porquanto deve-se saber os destinatários para os quais a norma foi estatuída.
"A partir do século XVIII, sob a proteção do direito natural, o pensamento jurídico encaminhou-se no sentido da total positivação do direito. Entretanto, somente no século XIX o estabelecimento do direito, mediante legislação, tornou-se uma rotina do Estado, e isso trouxe algo inédito: a modificação do direito pela legislação. Essa modificação tornou-se parte integrante e imanente do próprio direito. A matéria do antigo direito foi reelaborada, codificada e colocada na forma de leis escritas, e isso não só devido à praticidade do seu uso pelos tribunais e à facilidade de sua aplicação, mas também para caracterizá-la como estatuída, modificável e de vigência condicionada.
O desenvolvimento social em direção à complexidade mais elevada provocou, no âmbito do direito, a ocorrência de três fenômenos correlatos: a) a positivação do direito e a sua transformação em instrumento de gestão social; b) a expansão dos conteúdos do direito, pelo aumento constante do volume de instrumentos normativos: leis, decretos, portarias etc.; c) a intensa mutabilidade do direito, pelas rápidas transformações sofridas pelos conteúdos dos instrumentos normativos. Nesse sentido:Esses fenômenos exigiram da hermenêutica jurídica a criação de mecanismos de interpretação mais sofisticados, capazes de uma elasticidade conceitual e interpretativa para: a) abranger situações não previstas pelas normas; b) captar o real sentido e alcance do texto normativo, em sintonia com a política global do Estado; c) elaborar a subsunção do fato à norma tendo em vista a decisão do conflito com um mínimo de perturbação social.
Assim, a positivação do direito e a preocupação em fundar uma teoria da interpretação são fenômenos correlatos que surgem no século XIX. Neste período a interpretação deixa de ser apenas uma questão técnica da atividade do jurista, passando a ser objeto de reflexão, tendo em vista a construção de uma teoria da interpretação contraposta à teoria do direito natural".
Etimologia
O termo hermenêutica tem origem no grego hermèneutike, cujo radical hermènêus faz referência ao nome do deus Hermes. Tradicionalmente caracterizado como o mensageiro dos deuses, Hermes era também considerado responsável pela mediação entre os demais deuses e o homem, por meio de uma vara mágica que permitia informar aos humanos os desígnios divinos. Consequentemente, a figura de Hermes é associada à ideia de esclarecimento do conteúdo das mensagens dos deuses aos mortais, e ao desejo do homem de descobrir o real conteúdo dessas mensagens para além daquilo que a interpretação de Hermes lhes informa.
Acepções
Uma das acepções sobre a hermenêutica jurídica refere-se à interpretação do "espírito da lei", ou seja, de suas finalidades quando foi criada. É entendida no âmbito do Direito como um conjunto de métodos de interpretação consagrados. O objeto de interpretação privilegiado do Direito é a norma, mas não se limita a ela (pode-se interpretar o ordenamento jurídico, a lei positiva, princípios).
Outra acepção, defendida por Paulo de Barros Carvalho, entende que a hermenêutica fornece tão somente os instrumentos de interpretação dos enunciados jurídicos com fins de construção do sentido da norma jurídica, ou seja, a norma jurídica não está na lei, mas na cabeça do intérprete, que a constrói (a norma) baseado nos textos jurídicos enunciados na vasta legislação existente, mediante a utilização de determinados métodos previamente selecionados pelo intérprete. Não existe "vontade" ou "espírito" na lei, mas sim a vontade do legislador na época da criação da lei, da qual se pode construir uma norma jurídica baseada na realidade contemporânea de cada intérprete da lei ao criar a norma jurídica aplicável a cada caso.
A demanda por compreensão do conteúdo de uma norma gerou muitas discussões sobre como interpretar. De acordo com Tércio Sampaio F. Junior, "a hermenêutica jurídica é uma forma de pensar dogmaticamente o direito que permite um controle das consequências possíveis de sua incidência sobre a realidade antes que elas ocorram." O sentido das normas, para o autor, é "domesticado." Essa é uma concepção pragmática de interpretação, e suficientemente abstrata para dar conta das variadas regras de interpretação que compõem a hermenêutica.
Por exemplo, a interpretação pela letra da lei é eminentemente gramatical. Dirá Tércio Sampaio, presume-se que "a ordem das palavras e o modo como elas estão conectadas são importantes para obter-se o correto significado da norma." Essa forma de interpretação explora as equivocidades da lei, no entanto, há uma limitação para essa concepção: ela não discute o objetivo de uma norma (outra forma de interpretar). Portanto, e ainda para o autor, a interpretação pela letra da norma pode ser um ponto de partida, mas não esgota a hermenêutica.
Da pressuposição lógica de unidade do sistema jurídico, fundamentada principalmente pela Escola Positivista do Direito, deriva uma outra forma de interpretação: a interpretação sistemática. A doutrina jurídica compartilha que qualquer preceito normativo deve ser interpretado em harmonia com os princípios gerais de um ordenamento jurídico. Tércio Sampaio explica a questão por um exemplo representativo, se buscássemos no todo do ordenamento jurídico um conceito de 'empresa nacional', ele mudaria dependendo do contexto normativo analisado? Sim, portanto, há de se cuidar às especificidades de cada conteúdo expresso numa ou noutra norma, além do cuidado com o âmbito de aplicabilidade da lei específica.
Por fim, uma outra forma de interpretação consagrada é a interpretação histórica, que busca o sentido inicial do conceito jurídico ou da norma. Ela o faz através de precedentes normativos, justificativas de elaboração de leis, jurisprudência. Cabe enfatizar, concluindo, que uma tendência atual do direito é distanciar-se do entendimento da letra da lei e aproximar-se do propósito da norma. Por isso a proliferação de interpretações principiológicas que apareceram no contexto normativo pós Constituição de 88.
Interpretação
INTERPRETAÇÃO AUTÊNTICA - CONCEITO
É aquela que provém do legislador que redigiu a regra a ser aplicada, de modo que demonstra no texto legal qual a mens legis ( espiríto do legislador) que inspirou o dispositivo legal.
É quando um órgão cria uma norma e, posteriormente, o próprio órgão cria outra norma com a função interpretativa daquela anteriormente criada. A norma recente produzirá efeitos retroativos, pois tem função exclusiva de explicar o sentido da norma anterior. O poder retroativo não se aplica se a norma posterior trouxer alguma alteração ou modificação.
A interpretação é uma operação mental que acompanha o processo de aplicação do direito através da qual o órgão jurídico fixa o sentido das normas que vai aplicar. Desse modo, a Interpretação deve enfatizar qual o conteúdo será aplicado à norma individual, provindo da norma geral. Há a necessidade de interpretar as normas jurídicas para todas as suas aplicações, na medida que forem ocorrendo. Não somente está obrigado como exclusivo o Órgão Jurídico aplicador de interpretar a norma.
Todos os indivíduos e as ciências jurídicas devem interpretá-las. É o que chamamos de Interpretação não autêntica.
Retornando a Interpretação Autêntica, aquela feita pelo Órgão Aplicador do Direito, podemos ter:
a) Relativa Indeterminação do Ato de Aplicação do Direito
A hierarquia existente entre um escalão superior e outro inferior é sempre uma relação de determinação ou vinculação. A norma superior sempre vai estabelecer quando a norma inferior será produzida, o seu conteúdo e a sua aplicabilidade. Mas a sua aplicabilidade nem sempre será determinada pelo órgão superior, por razões de "o fazer cumprir" ter uma extensa pluralidade. Neste caso, cabe o órgão executor determinar o procedimento que realizará o cumprimento normativo.
b) Indeterminação Intencional do Ato de Aplicação do Direito
Todo ato jurídico, tanto de criação quanto de execução, é determinado pelo direito e também indeterminado. A indeterminação pode ser oriunda da condicionante, quanto da condicionada, como também do órgão que estabeleceu a norma. A norma geral superior opera sobre o pressuposto de que a norma individual inferior continuará o processo de determinação que constitui o sentido de seriação escalonada do ordenamento jurídico.
c) Indeterminação Não Intencional de Ato de Aplicação do Direito
Ocorre em duas situações; quando há várias significações no sentido verbal da norma, ou quando o aplicador presume que há distorção entre a vontade do legislador ou contratantes e o sentido verbal da norma.
d) O Direito Aplicar Como Moldura Dentro da Qual Há Várias Possibilidades de Aplicação
É quando o Direito se encontra em várias aplicações e todas as aplicações que se encontre dentro das possibilidades da moldura ou do quadro de interpretações. Dessa forma, podemos ter vários sentidos para a norma, válidos, ainda que se aplique apenas uma delas, a mesma se tornará direito positivo. Ocorre, então uma crítica a jurisprudência tradicional e a teoria usual que entendem ser possível haver um entendimento único e fixo da moldura.
e) Os Chamados Métodos de Interpretação
O direito positivo não garante qualquer método que uma das possibilidades inscritas na moldura há de prevalecer sobre as outras. Não é possível sobrepor a preferência do legislador sobre o sentido verbal, pois os dois tem os mesmos valores.
2 - A INTERPRETAÇÃO COMO ATO DE CONHECIMENTO OU COMO ATO DE VONTADE
Ao falarmos de interpretação Autêntica, dizemos ser aquela que, é realizada pelo órgão legislador competente e que abrange todos os indivíduos. Entende-se também que o órgão encarregado de interpretar a norma para um caso individual também poderá, em certos casos concretos, realizar verdadeira interpretação autêntica. Isso ocorre toda vez que um órgão judicial fixa para um caso individual concreto determinada norma a ser aplicada em caráter definitivo (transitado em julgado). É dizer, ou escolhe uma dentre as diferentes possibilidades do quadro, a mais acertada para o caso, ou muitas vezes, principalmente em órgãos superiores opta-se por uma novo traço, este, encontrando-se externamente a moldura do quadro. Diante disso, não é possível retirar da moldura as normas justas e concreta.
3 - A INTERPRETAÇÃO DA CIÊNCIA JURÍDICA
A interpretação da ciência jurídica busca estabelecer as várias significações de uma norma, o que a faz ter a sua interpretação conhecida como não autêntica, Se buscar uma significação única para uma norma, não se pode optar pela ciência jurídica. Recorrem à Ciência Jurídica para mostrar as várias possibilidades de significação que a norma pode ter, procurando levar ao legislador o leque que uma norma jurídica pode ter. A partir daí, busca o legislador a formular de uma maneira que possa reduzir a pluralidade de significações, viabilizando a segurança jurídica.
Doutrinária: é dada pela doutrina, ou seja, pelos cientistas jurídicos, estudiosos do Direito que inserem os dispositivos legais em contextos variados, tal como relação com outras normas, escopo histórico, entendimentos jurisprudenciais incidentes e demais complementos exaustivos de conhecimento das regras.
Jurisprudencial: produzida pelo conjunto de sentenças, acórdãos, súmulas e enunciados proferidos tendo por base discussão legal ou litígio em que incidam a regra da qual se busca exaurir o processo hermenêutico.
Métodos de interpretação
Gramatical ou Literal: busca o sentido do texto normativo, com base nas regras comuns da língua, de modo a se extrair dos sentidos oferecidos pela linguagem ordinária os sentidos imediatos das palavras empregadas, de modo que " busca-se o significado filológico a partir de um estudo semântico das palavras, um processo que exige o domínio da linguística e dos modos de comunicação escrita ou verbal ".
Histórico: busca o contexto fático da norma, recorrendo aos métodos da historiografia para retomar o meio em que a norma foi editada, os significados e aspirações daquele período passado, de modo a se poder compreender de maneira mais aperfeiçoada os significados da regra no passado e como isto se comunica com os dias de hoje.
Analógico: considera em qual sistema se insere a norma, relacionando-a às outras normas pertinentes ao mesmo objeto, bem como aos princípios orientadores da matéria e demais elementos que venham a fortalecer a interpretação de modo integrado, e não isolado.
Sistemático: busca interpretar, em mesma lei, os temas convergentes.
Teleológico: busca aos fins sociais e bens comuns da normas, dando-lhe certa autonomia em relação ao tempo que ela foi feita. Tratando-se de hermenêutica jurídica, o termo significa a interpretação do Direito (seu objeto), que pode - e deve - passar por uma leitura constitucional e política.
Vale ressaltar a interpretação sociológica - Que é a interpretação na visão do homem moderno, ou seja, aquela decorrente do aprimoramento das ciências sociais, de modo que a regra pode ser compreendida nos contextos de sua aplicação, quais sejam o das relações sociais, de modo que o jurista terá um elemento necessário a mais para considerar quando da apreciação dos casos concretos ante a norma.
E ainda, a Holística, que abarcaria o texto a luz de um mundo transdisciplinar (filosofia, história, sociologia...) interligado e abrangente. Inclusive, dando margem a desconsiderar certo texto em detrimento de uma justiça maior no caso concreto e não representada na norma entendida exclusivamente e desligada dos outros elementos da realidade que lhe dão sentido.
Resultados decorrentes da interpretação
Declarativo: há compatibilidade do texto da norma com o seu sentido. (in claris cessat interpretatio)
Restritivo: O texto da Lei (verba legis) se restringe a disposição legal.
Extensivo: O texto da Lei é menos conclusivo que a sua intenção. Amplia-se o significado literal para a obtenção do efeito prático. (p. ex.: "os pais" devem ser entendidos como o pai e a mãe)
Ab-rogante: O texto da Lei não pode ser aplicado, pois é inconstitucional ou foi revogado tacitamente por Lei posterior com ela incompatível.
Integração do Direito
Diz-se que lei procura prever e disciplinar todas as situações. No sentido técnico, há a subsunção. Isto é, a aplicação do direito configura-se quando um caso concreto se enquadra no conceito abstrato da norma. Todavia, neste processo, é percebido que, em alguns casos, o legislador não consegue prever e disciplinar todos os acontecimentos que surgem em detrimento á mudanças sociais cada vez mais velozes e dinâmicas.
Para Tércio Sampaio Ferraz Junior (2016), existe uma dupla utilidade nos modos de integração do direito:
“A questão dos modos de integração diz respeito aos instrumentos técnicos à disposição do intérprete para efetuar o preenchimento ou a colmatação da lacuna. Na verdade, tais instrumentos têm dupla utilidade, pois não só servem para o preenchimento, como também para a constatação da lacuna. A constatação, embora do ângulo analítico, da lacuna, aparentemente, apenas como falha ou omissão no sistema, do ângulo hermenêutico exige um procedimento de revelação que lhe é correlato. São correlatos à medida que o preenchimento da lacuna pressupõe que ela seja antes constatada ou relevada, o que curiosamente se dá pelo uso dos mesmos instrumentos, pressupondo-se uma exigência de preenchimento (a proibição do non liquet)”.
O magistrados não pode, alegando lacuna (ausência de lei para um caso concreto), obscuridade ou contradição da lei, se abster de decidir. É seu dever de solucionar todas as controvérsias que lhe forem apresentadas (princípio da indeclinabilidade da jurisdição). E é neste contexto que se aplica ao artigo 4° , e o artigo 126 do Código de Processo Civil, aqui transcrito:
Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e princípios gerais de direito.
Observa-se que o artigo 4° não menciona a equidade como um meio de suprir as lacunas da lei. Porém, apreciando o ordenamento, verifica-se uma indicação ao uso desta forma de integração no auxílio do juiz. Mais especificamente o artigo 127 do Código do Processo Civil permite ao juiz a utilização da equidade. E o artigo 8° da Consolidação das Leis do Trabalho exige, na falta de disposições legais ou contratuais, que se recorra “à equidade e outros princípios e normas gerais do direito”.
Á principio, o magistrado deve aplicar a lei de forma objetiva e direta. Quando, por algum motivo, não é possível, é preciso interpretá-la. Esgotados os meios interpretativos, não superada a questão, deve suprir a lacuna recorrendo às formas de integração da norma jurídica. Portanto, integração é o processo de preenchimento das lacunas existentes na lei. São fontes da integração a analogia, os costumes, os princípios gerais de direito e a equidade. Há uma ordem preferencial para a utilização desses critérios.
Analogia
Não pode ser definida como fonte do direito. Não é possível a utilizar para criar uma nova norma ao fato não previsto. Segundo Betioli (2008, p.348) a analogia “orienta o intérprete” na descoberta da norma implícita já existente, isto é “apenas a revela”.
Constitui uma operação lógica e valorativa. Isto é, lógica, no sentido em que visa buscar a verdade de uma igualdade . E axiológica ao tentar alcançar uma justiça na igualdade.
Para que haja uma aplicação da analogia são necessários três requisitos:
O fato não está prevista em lei;
O fato tem semelhança com outro fato previsto;
O elemento de semelhança entre os fatos é imprescindível, carecendo aplicação em ambas as situações.
Costumes
Importante função quando havia na sociedade, carência de legislação. Em alguns países, como a Inglaterra, o direito consuetudinário (common law), é importante fonte do Direito. Conceitua-se costume como o uso reiterado, constante, notório e uniforme de uma conduta, na convicção de ser ela obrigatória. Possui elementos objetivos, no caso do uso continuo de uma prática E também uso subjetivo, a partir da convicção de sua obrigatoriedade. Em relação à lei, o costume pode ser assim classificado:
Segundo a lei (secundum legem) – A lei expressa a obrigatoriedade da aplicação dos costumes em determinado caso. Exemplo: artigo 569, II, CC: “O locatário é obrigado: a pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados e, em falta do ajuste, segundo o costume do lugar.”
Na falta da lei (praeter legem) – Lacunas que podem ser preenchidas pelo costume, em caráter supletivo ou complementar, ampliando o preceito da lei.
Contra a lei (contra legem) – Quando contraria o que dispõe a lei. Pode existir na prática, mas considerado abuso de direito, não é aceito juridicamente. Ocorre em de duas formas:
Desuso da lei (ela passa a ser letra morta);
Quando o costume cria nova regra contrária à lei.
Princípios gerais do direito
Já os princípios gerais do direito segundo Reale apud Betioli (2008) são “enunciações normativas de valor genérico, que condicionam e orientam a compreensão do ordenamento jurídico, quer para a sua aplicação e integração, quer para a elaboração de novas normas”. Estão implícitos e também explícitos no ordenamento jurídico, possuem caráter genérico, o orientando e o fundamentando.
Aqueles considerados mais importantes são objeto de mais atenção por parte do legislador, merecendo portanto, inserção no ordenamento jurídico, como exemplo:
Isonomia, isto é, igualdade (CF, artigo 5°, caput);
Irretroatividade da Lei, afim de proteger direitos adquiridos (CF, artigo 5°, XXXVI);
Legalidade (CF artigo 5°, II);
“Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece”, artigo 3° da LICC.
“Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem”, artigo 112 do CC.
Equidade
A Equidade desempenha duplo papel. Possui caráter integrador, ao suprir lacunas nas normas e papel hermenêutico, ao ajudar o intérprete a obter o sentido e alcance das leis. Tais lacunas podem ser voluntárias, isto é, deixadas de forma voluntária pelo legislador, ou involuntárias. Para Tercio Sampaio Ferraz Junior (pag. 207), tem-se por equidade:
“Fala-se aqui no sentimento do justo concreto, em harmonia com as circunstâncias e adequado ao caso. O juízo por equidade, na falta de norma positiva, é o recurso a uma espécie de intuição, no concreto, das exigências da justiça enquanto igualdade proporcional. O intérprete deve, porém, sempre buscar uma racionalização dessa intuição, mediante uma análise das considerações práticas dos efeitos presumíveis das soluções encontradas, o que exige juízos empíricos e de valor, os quais aparecem fundidos na expressão juízo por equidade.”
Ver também
Direito
Interpretação da lei
Jurisprudência dos conceitos
Jurisprudência dos interesses
Jurisprudência dos valores
Lenio Luiz Streck.
Bibliografia
BETIOLI, ANTONIO BENTO. Introdução ao direito: lições de propedêutica jurídica tridimensional. São Paulo: Editora Saraiva, 2008.
BORILE, Giovani Orso; SOUZA, Draiton Gonzaga de. Método e interpretação nas Ciências do Espírito: a busca pela efetividade e a hermenêutica no Direito Ambiental. Revista de Estudos Constitucionais, Hermenêutica e Teoria do Direito, v. 9, n.3, p. 348-354, 2017.
BORILE, Giovani Orso. Ensaios sobre a linguagem na ciência jurídica: comunicação, semiótica e hermenêutica do direito. Cuadernos de Educación y Desarrollo, Málaga, España, v. 58, p. 01-09, 2017.
CAMARGO, Margarida Lacombe. Hermenêutica e argumentação. Rio de Janeiro: Renovar, 1999.
CAPELA, Juan-Ramón. El derecho como lenguaje: un análisis lógico. Barcelona: Ariel, 1968.
CARVALHO, Paulo de Barros. "Direito Tributário: Linguagem e método", 5ª ed. São Paulo : Noeses, 2013.
COSTA, Alexandre Araújo. (1998). Hermenêutica Jurídica < https://web.archive.org/web/20150109222411/http://www.arcos.org.br/livros/hermeneutica-juridica/>. Acessado em 2 de setembro de 2009.
FERRARA, Francesco. Interpretação e aplicação das leis. Coimbra: Arménio Amado, 1987 (1921).
KELSEN, Hans. Teoria pura do direito, 2ª versão. São Paulo: Martins Fontes, 3a ed., 1991 (1960).
LAMEGO, José. Hermenêutica e Jurisprudência. Análise de uma “recepção”, Editorial Fragmentos, Lisboa, 1990.
MAXIMILIANO, Carlos. Hermenêutica e aplicação do Direito. São Paulo: Revista Forense, 1999 (1924).
PERELMAN, Chaïm. Lógica Jurídica. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
STRECK, Lenio Luiz. Hermenêutica jurídica e(m) crise. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1999.
WARAT, Luís Alberto. O direito e sua linguagem, 2a versão. 2a ed. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 1995.
(Noções Gerais de Direito e Formação Humanística, p. 164 e 165).
Doutrina jurídica
Juridica | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Alafim de Oió era um título do obá (rei) do antigo Império de Oió, território localizado nos anos atuais na Nigéria.
Na língua iorubá, a palavra obá significa rei ou imperador. Também é comum os governantes dos vários domínios iorubás terem títulos especiais. Em Oió, o obá é chamado de Alafim de Oió.
Atualmente esse título ainda existe para se referir ao chefe tradicional iorubá, cargo esse vago após a morte de Lamidi Adeiemi III, em 22 de abril de 2022.
Lista de alafins de Oió
Ligações externas
Centro Histórico de Salvador recebeu visita do rei nigeriano de Oió | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Conceito e identificação
É um ácido monocarboxílico, insaturado, de cadeia normal, que apresenta fórmula estrutural:
CH2 = CH - COOH
Fórmula molecular: C3H4O2
Massa molecular: 72 u
Nomenclatura
Oficial: Ácido propenoico
Usual: Ácido acrílico
Obtenção
Decomposição do poliacrilato de sódio obtendo sóda cáustica (NaOH) e ácido acrílico.
A produção industrial de ácido acrílico envolve a oxidação parcial catalítica do propileno. Como o propano é uma matéria-prima significativamente mais barata comparada ao propileno, a oxidação seletiva de um passo do propano ao ácido acrílico está sob intensa pesquisa.
Aplicações e usos
Tintas e revestimentos
Ácidos carboxílicos
Carcinógenos do grupo 3 do IARC
Monômeros | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A bateria é um conjunto de tambores (de diversos tamanhos e timbres) e de pratos e outros instrumentos de percussão colocados de forma conveniente com a intenção de serem percutidos por um único músico, denominado baterista, geralmente, com o auxílio de um par de baquetas, vassourinhas ou bilros segurados por ambas as mãos, embora, em alguns casos, certos executantes possam também usar as próprias mãos nuas para percutir o instrumento em questão.
História
O conjunto de instrumentos é geralmente usado nos estilos musicais jazz, hip-hop, rock, pop entre outros, tendo sido componente essencial da música contemporânea desde a década de 1920 até ao surgimento da percussão eletrônica, quando se deu o aparecimento das primeiras baterias eletrônicas.
No começo dos anos 1900, bandas e orquestras tinham de dois a três percussionistas cada. Um tocava o bumbo, outro tocava a caixa e o outro tocava pratos ou ainda blocos de madeira que fazia os efeitos sonoros. O desenvolvimento do pedal possibilitou que uma mesma pessoa executasse todas estas funções.
O primeiro pedal prático foi inventado em 1910. William F. Ludwig, que criou o primeiro modelo de madeira e logo depois, com o aumento da procura, passou a desenvolver junto com seu cunhado, Robert Danly, o modelo do pedal em aço que foi vendido para milhares de bateristas e serviu de base para criação dos modelos mais avançados que temos hoje.
Outra criação aparentemente simples que possibilitou o surgimento da bateria, foi a estante para caixa, que antes os bateristas usavam cadeiras para apóia-las ou penduravam nos ombros com uso de correias.
Uma vez que pedais e suportes para caixas práticos se tornaram disponíveis, um único baterista poderia executar o trabalho antes feito por três. A peça mais nova que fez parte do conjunto básico da bateria foi o hi-hat, ou chimbal, nome utilizado no Brasil, que apareceu na década de 1940. É uma peça que utiliza dois pratos de choque, acionados com o pé. No jazz, ela tinha a função de marcar o contratempo nas pulsações rítmicas, motivo pelo qual, em alguns lugares, esta peça também é denominada de contratempo . E assim foi nascendo a bateria – ou trap set, como foi chamada inicialmente.
Na década de 1980 alguns fabricantes, tais como Simmons, Yamaha, Roland entre outros, criaram baterias eletrônicas que, além de sons pré-gravados, podiam também funcionar como samplers, gravando sons que depois são executados sempre que o instrumento é percutido.
Hoje, por evolução constante, a bateria recebe cada vez mais atenção de fábricas e engenheiros, que pesquisam junto aos bateristas, para desenvolver o melhor modelo de cascos, peles, baquetas, ferragens e pratos, usados para tocar. As inúmeras fábricas crescem a cada dia no mundo e no Brasil. Entre as marcas que fizeram história no Brasil incluem-se a Pingüim, a Saema e a Gope (anos 60 e 70), e mais recentemente a Odery, tendo seu início como uma Handmade (feita a mão). Com o surgimento de novas tecnologias e a importação de ferragens e acessórios, novas fábricas na década de 1980 começam a fabricar somente os cascos em cedro, marfim e bapeva utilizando-se de ferragens americanas como a Luthier, RMV e Fischer. Incluem-se várias fabricas de acessórios como a Ziltannam e a Octagon (pratos), C.Ibanez e a Liverpool (baquetas), RMV, Luen (peles sintéticas), Rock Bag (cases e bags).
Mundialmente, marcas como DW, Gretsch, Tama, Pearl, Ludwig, Sonor, Yamaha, Premier, Mapex, dentre outras, são líderes na fabricação das melhores baterias e ferragens. Para citar os melhores pratos feitos à mão ou por meio de máquinas, e diferentes ligas, podemos enumerar a Zildjian, Sabian, Paiste e Meinl.
Constituição
Não existe um padrão exato sobre como deve ser montado o conjunto dos elementos de uma bateria, sendo que, o estilo musical é por muitos indicado como uma das maiores influências perante o baterista no que respeita à disposição dos elementos, sendo que, a preferência pessoal do músico ou as suas condições financeiras ou logísticas. Seu peso pode variar bastante, tendo em vista o número de peças que constituem o conjunto, e a natureza variada dos materiais de cada peça.
Tambores
Caixa (ou tarola em Portugal) – tambor com esteira na pele de resposta;
Bumbo (ou bombo) – onde se usa um pedal para o percutir;
Tom-tons (ou timbalões) – que normalmente ficam por cima do bombo [vide imagem]);
Surdo (ou timbalão de chão).
Pratos
Pratos de choque (chimbal no Brasil, ou hi-hat, em inglês) – acionados por meio de uma estante com pedal;
Prato de condução (também conhecido pela designação em inglês ride ou swish) – apoiado num suporte geralmente em forma de tripé;
Pratos de ataque (os três tipos mais usados, com a designação em inglês: crash, splash e china) – também apoiados em suportes, colocados ao lado dos outros elementos.
Ferragens
Pedal de bumbo – pode ser simples ou duplo, e é acionado com os pés para percutir o bumbo;
Máquina de chimbal – serve para dar suporte e controlar a abertura do chimbal com os pés;
Pedestais (tripés ou estantes) de prato – podem ser retos ou articulados (popularmente conhecidos como "girafa");
Suportes (ou clamp, em inglês) – sustentam tambores ou itens de percussão.
Peças Adicionais
A adição de tom-tons, vários pratos, pandeirolas, gongos, blocos de madeira, canecas, almofadas (pads) eletrônicas devidamente ligadas a samplers, ou qualquer outro acessório de percussão (ou não) podem também fazer parte de algumas baterias, de forma a serem produzidos diversos sons que se encontrem mais de acordo com o gosto pessoal dos músicos.
Alguns bateristas, tais como Neil Peart, Mike Portnoy ou Terry Bozzio, elaboraram conjuntos de bateria fora do normal, utilizando-se de diversos elementos, tais como octobans, rototoms, bidões, gongos ou tom-tons afinados em correspondência com notas musicais, possibilitando ao baterista, para além da execução rítmica, contribuir melodicamente para a música. A década de 1980 foi prolífica no surgimento destes conjuntos fora do normal, apreciados pelos amantes da bateria, um pouco por todo o mundo.
Materiais de construção
De uma forma geral, os tambores das baterias são construídas em madeiras seleccionadas, podendo também encontrar-se elementos construídos à base de plásticos, metais e/ou outras ligas.
Diversos fabricantes têm efetuado diversas experiências de forma a obter os melhores sons a partir da madeira, tendo concluído que o mogno, a bétula e o plátano produzem as madeiras mais aceitas para a construção destes instrumentos. Já em relação às tarolas (caixas), as ligas metálicas baseadas em aço, latão ou cobre são as preferências dos modelos de entrada de gama, embora os modelos fabricados em madeira de bétula e plátano tenham melhor aceitação nos modelos de topo de gama.
No Brasil, apesar de um certo atraso em relação aos produtos americanos e europeus, desde a década de 1960 há indícios da fabricação de baterias pré-montáveis. Originalmente usava-se o Cedro como material para a produção de cascos e casualmente o Pau-marfim. Hoje a indústria brasileira já inova neste conceito utilizando madeiras certificadas como a Bapeva que é uma madeira com o dobro de densidade do Maple americano (o mais utilizado para a produção de cascos de bateria), ou seja, mais dura e mais resistente.
Bateria eletrônica
Uma bateria eletrônica é geralmente formada por um conjunto de pads montados sobre um rack numa disposição similar à de uma bateria acústica. Os pads são discos com uma superfície de borracha ou tecido que simulam os tambores de uma bateria. Cada pad possui um ou mais sensores que geram sinais elétricos quando percutidos. O sinal elétrico é transmitido através de cabos até um módulo eletrônico, que produz o som associado ao pad em questão.
Diz-se que a primeira bateria eletrônica foi criada por Graeme Edge, baterista da banda The Moody Blues, com a colaboração do professor Brian Groves da Universidade de Sussex. O dispositivo foi usado na música 'Procession', do álbum 'Every Good Boy Deserves Favor' de 1971.
A primeira bateria eletrônica comercial foi a Syndrum Pollard, criada pela Pollard Industries em 1976. Ela era formada por um módulo eletrônico e um ou mais tambores. Ela rapidamente chamou a atenção de muitos bateristas famosos como Carmine Appice e Terry Bozzio. Mas o Syndrum foi um fracasso financeiro e levou a empresa à ruína em poucos anos.
Postura do músico
O baterista toca no instrumento sentado sobre um banco, de forma a manter a caixa entre as pernas que deverão ficar por isso ligeiramente abertas. No caso de bateristas destros, o pé esquerdo assentará sobre o pedal do prato de choques e o direito sobre o do bumbo, sendo que, muitos bateristas canhotos adaptam uma postura simétrica a esta.
Alguns bateristas usam um segundo bombo, ou um pedal duplo, percutido através do pé que geralmente aciona o prato de choques, sendo necessário o uso de algumas técnicas adicionais, de forma a conseguir manter a coordenação entre os diferentes ritmos musicais que a música eventualmente possa exigir.
O instrumento normalmente é tocando com uso de baquetas (do italiano bacchetta ou bacchio), um objeto em forma de pequeno bastão, e com uma das extremidades arredondadas usada para percutir, fabricado principalmente de madeiras ou fibras. Existem padrões do músico baterista/percussionista de segurar as baquetas em suas mãos, chamados de grip ou pegada. Existem sete tipos de manuseio: traditional grip, matched, french, american, german, ancient, overhand; as fundamentais são a traditional e a matched.
Ver também
Música
Tarola ou caixa
Tambor
Prato
Baqueta
Baterista
Pegada ou grip
Percussão
Ligações externas
Idiofones percutidos
Tambores | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Matinhas é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Campina Grande, estado da Paraíba. Sua população em 2011 foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 4.339 habitantes, distribuídos em 38 km² de área.
História
Matinhas é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Campina Grande, estado da Paraíba. Sua população em 2011 foi estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 4.339 habitantes,distribuídos em 38 km² de área.
Sua história começou na primeira metade do século XIX, sua emancipação proporcionou-se no dia 29 de abril de 1994, pela lei estadual n° 5893, desmembrado de Alagoa Nova, sendo sua instalação no dia 1 de janeiro de 1997. Segundo nota de historiadores, conclui-se que Francisco Falcão, Marçal de Miranda e Simão Ferreira da Silva requerem nove léguas de terra em 1718. Desta sesmaria, que limitava com a serra "Matinhas" parece ter sido derivado o nome da cidade.
TURISMO
Uma cidade hospitaleira, conhecida por ser a maior produtora de Tangerina do Nordeste. Desde sua emancipação o município se desenvolve, o turismo vem crescendo ano após ano e os eventos culturais também. Matinhas é conhecida como o “Portal do Brejo paraibano” por ter a Festa da Laranja e o Festival Nacional da Tangerina, que desde 2004 vem destacando o Município para o Brasil.
O município apesar de ser pequenino, apresenta uma vocação natural para atrair a atenção de pessoas de outros centros, motivadas pelo verde exuberante, pelas trilhas naturais, belas cachoeiras e pelo clima ameno também pelo seu potencial na produção de laranja nas variedades: Tangerina Ponkan, Mexerica, Cravo e Dancy.
A Festa da Laranja é um evento de repercussão nacional, responsável pelo aquecimento da economia local e da região, tanto por meio da festividade como também pela promoção da laranja, principal produto da economia regional.
Possuindo, inclusive, o segundo maior parque de eventos da Paraíba – o Parque da Laranja – ficando atrás apenas do Parque do Povo em Campina Grande A Festa Surgiu já de uma forma ousada para um município do porte de Matinhas, mas o sucesso foi tanto que hoje já se encontra na sua 10ª Edição, com uma infraestrutura própria.
Portanto, a sua realização é de fundamental importância para o desenvolvimento da economia local, tanto no aspecto de deslocar turistas para o município como também porque é por meio dela que se consegue alavancar investimentos para a produção e comercialização da laranja. Somando-se a isso existe o fato do município estar localizado na privilegiada região brejeira o que favorece a plantação do fruto sem a necessidade de grandes investimentos.
Eventos
Janeiro: Festa do Padroeiro São Sebastião
Junho: São João em Matinhas
Setembro: Festa da Laranja, Festival Nacional da Tangerina
Dezembro: Natal
Ligações externas
Página oficial de Matinhas
Federação dos Municípios da Paraíba
Dados municipais e mapa de alta resolução em PDF
Municípios da Paraíba
Fundações na Paraíba em 1994 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Em Matemática, a parte real é o primeiro elemento do par ordenado de números reais que representam um número complexo. Um número cuja parte real seja é chamado de número imaginário.
Notação
A notação para a parte real de um número complexo não é universal. Porém, é comum o uso de ou para representá-la.
Formas de cálculo
Podemos obter a parte real de um complexo de diversas maneiras:
Dado (forma retangular de um número complexo), temos ;
Dado (forma polar e forma exponencial de um número complexo), temos ;
Recorrendo ao conjugado de um número complexo, podemos calcular .
Ver também
Números Complexos
Números Reais
Números complexos | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A Bandeira de Timor-Leste é um dos símbolos oficias de Timor-Leste, foi adotada em 2002. É a mesma que a bandeira de 1975.
História
À meia-noite do dia 19 de Maio e durante os primeiros momentos do Dia da Independência, em 20 de Maio de 2002, a bandeira das Nações Unidas foi baixada e a bandeira de um independente Timor Leste foi erguida.
Cores
Segundo a Constituição de Timor-Leste da República Democrática de Timor Leste, o triângulo amarelo (PMS 123) representa "os traços do colonialismo na História de Timor-Leste". O triângulo preto representa "o obscurantismo que precisa ser superado"; a base vermelha (PMS 485) da bandeira representa "a luta pela libertação nacional"; enquanto a estrela, ou "a luz que guia", é branca para representar a paz. O disposto na Constituição foi regulamentado pela Lei dos Símbolos Nacionais de Timor-Leste.
Galeria
Ver também
Brasão de armas de Timor-Leste
Hino Nacional de Timor-Leste
Bandeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Timor-Leste
Símbolos de Timor-Leste
Introduções em 2002 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Eventos
Ano Internacional da Heliofísica
Ano Polar Internacional
Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos
Ano do Golfinho
Ano da Escócia da Cultura Highland
Janeiro
1 de janeiro
A Bulgária e a Roménia aderem oficialmente à União Europeia. Começa a circular o euro na Eslovênia.
Após vinte anos de espera, a Estação Cantagalo do metrô do Rio de Janeiro é aberta ao público.
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva toma posse para o segundo mandato no Brasil.
Ban Ki-moon toma posse como secretário-geral da ONU.
4 de janeiro — NASA confirma presença de lagos de metano em Titã.
9 de janeiro — Apple Inc. lança o celular iPhone.
12 de janeiro — Tragédia nas obras da construção da Estação Pinheiros da Linha 4 — Amarela do Metrô de São Paulo mata 7 pessoas.
14 de janeiro — O meio-irmão de Saddam Hussein e o colaborador do ex-ditador são executados no Iraque.
25 de janeiro — Vendida em Nova Iorque, a pintura de Rembrandt Santiago em Oração pela quantia de 25,8 milhões de dólares, ofuscando o recorde batido em 2001, de 29 milhões.
27 de janeiro — Onda de violência na República Democrática do Congo durante as eleições mata 134 pessoas.
30 de janeiro — A Microsoft lança o Windows Vista, considerado até hoje um dos maiores fiascos da empresa.
Fevereiro
1 de fevereiro — Arlindo Chinaglia sucede Aldo Rebelo na presidência da Câmara dos Deputados do Brasil.
7 de fevereiro — O menino João Hélio é arrastado de carro por ruas do Rio de janeiro e morre.
11 de fevereiro
Portugal aprova em referendo a despenalização do aborto.
Drew Gilpin Faust se torna a primeira reitora da Universidade Harvard.
12 de fevereiro — Sismo atinge Portugal, Espanha e Marrocos, mas não provoca vítimas nem estragos materiais.
19 de fevereiro
A França abole constitucionalmente a pena de morte.
O presidente da Região Autónoma da Madeira, Alberto João Jardim, demite-se em protesto contra a nova Lei das Finanças Regionais, provocando eleições antecipadas na região em data a anunciar e recandidatando-se ao cargo, logo de seguida.
22 de fevereiro — Depois de dez anos desde o início das obras, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, entrega o primeiro trecho do Expresso Tiradentes, outrora conhecido como "Fura-Fila".
24 de fevereiro -A escola de samba Beija-Flor de Nilópolis consegue seu 10º título sob muita controvérsia. A Acadêmicos do Grande Rio é a vice-campeã.
Março
1 de março
Crise na Bolsa de Valores de Xangai, China, abala as bolsas em todo o mundo.
O vulcão Stromboli, na ilha de Sicília, Itália, entra em erupção.
2 de março — Manifestação em Lisboa junta entre 100 e 150 mil manifestantes nas ruas, contra as políticas do primeiro-ministro português, José Sócrates.
3 a 4 de março — Eclipse Lunar total pôde ser avistado em todos os continentes.
8 de março — O presidente norte-americano George W. Bush realiza uma turnê pela América Latina (Brasil, Uruguai, Colômbia, Guatemala e México), recebendo protestos de vários grupos de esquerda por todas as cidades. O motivo alegado é a discussão de acordos para o etanol e tentativa de neutralização da influência de Hugo Chávez no continente.
20 de março — O ex-vice-presidente iraquiano Taha Yassin Ramadan é executado na forca.
23 de março — Lançado o Playstation 3 na Europa.
30 de março — Paralisação do Controle de Tráfego Aéreo brasileiro.
Abril
5 de abril — O Irã liberta 15 militares britânicos presos de guerra desde 23 de março.
9 de abril — A Varig é vendida para a Gol Transportes Aéreos
16 de abril — Ocorre o Massacre de Virginia Tech nos Estados Unidos.
18 de abril — Inauguração do primeiro trem-bala chinês.
24 de abril — Anunciada pela França, Portugal e Suíça a descoberta do planeta Gliese 581 c.
Maio
3 de maio — Desaparecimento de Madeleine McCann no Algarve
7 de maio — Instauração do Parlamento do Mercosul.
8 de maio — Na Irlanda do Norte, um acordo para um governo de coligação entre a minoria católica e o Partido Democrático Unionista marca o fim de anos de discórdia.
9 a 13 de maio: Visita do Papa Bento XVI às cidades de São Paulo e Aparecida, onde foi presidida a Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe. Nesta viagem, Frei Galvão foi canonizado, tornando-se o primeiro santo nascido no Brasil.
12 de maio — Arqueólogos egípcios descobrem fornos usados para fabricar peças de cerâmica durante o período Bizantino a noroeste do Cairo.
16 de maio — Nicolas Sarkozy toma posse como presidente da França.
17 de maio — François Fillon é nomeado primeiro-ministro da França.
18 de maio
Atentado a bomba contra uma mesquita em Haiderabade mata 12 e deixa 50 feridos.
Caruaru (Pernambuco, Brasil) comemora seu sesquicentenário e é por um dia a capital estadual, recebendo os deputados federais e estaduais, além do governador e ex-ministro da tecnologia Eduardo Campos, e o vice-governador João Lyra Neto, natural de Caruaru.
20 de maio — Fim da Terceira Temporada de Desperate Housewives, nos Estados Unidos.
25 de maio — Google Lança o Google Street View
27 de maio — A RCTV é fechada pelo governo de Hugo Chávez, ao ser negada a renovação de sua concessão de transmissão.
28 de maio — A mineira Natália Guimarães, Miss Brasil, fica em 2º lugar, perdendo para a japonesa Riyo Mori, na 56ª edição do Miss Universo, realizado no México.
Junho
19 de junho — o YouTube, até então somente em inglês, passa a ter versões em outros idiomas, incluído o português.
21 de junho — Início da cimeira de Bruxelas, cujo tema central é a reforma do Tratado Europeu com vista à criação de uma Constituição Europeia.
23 de junho — A nave Atlantis aterrissa com sucesso na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, encerrando a missão STS-117.
24 de junho — Ali Hassam al-Majid, o "Ali Químico", é condenado a morte por enforcamento por crimes contra a humanidade.
25 de junho — Inaugurado o Museu Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, no CCB.
27 de junho — Em Caracas, Venezuela, no "Dia da Imprensa", mais de dez mil pessoas protestam contra o presidente Hugo Chávez e a favor pela liberdade de imprensa, no dia em que completa um mês do fim da RCTV. Chavéz estava em Moscou para compra de cinco submarinos nucleares.
28 de junho — A Suprema Corte dos Estados Unidos declara inconstitucional a lei de 1954 sobre cotas de negros nos estados de Wisconsin e Washington D.C..
29, 30 e 1 de julho Início de uma onda de atentados terroristas frustrados de carros-bomba em Londres e Glasgow, com detenção de quatro suspeitos.
29 de junho — A Apple Inc. lança o iPhone nos Estados Unidos.
Julho
3 de julho — Ocupação da Mesquita Vermelha, em Islamabad, Paquistão.
5 de julho — Ocorre o maior protesto da história da Colômbia, contra as FARC.
6 de julho — A ONU autoriza o governo do Brasil a ampliar mais de 200 milhas marítimas no norte e um corredor que dá o acesso às ilhas Trindade e Martim Vaz no leste.
7 de julho
Reveladas em Lisboa as novas "sete maravilhas do mundo moderno" e as «sete maravilhas de Portugal».
7 a 14 de julho — 13.ª Gymnaestrada Mundial em Dornbirn, Áustria.
8 de julho — Inauguração da Ponte da Lezíria, em Portugal. É a segunda ponte mais longa da Europa.
10 de julho — Documento do Vaticano, assinado pelo Bento XVI, declara a Igreja Católica como única Igreja de Cristo na Terra, causando polêmica entre líderes religiosos.
11 de julho — Início de protestos violentos dos professores de escolas públicas contra o governo do Peru
11 de julho — Lançamento de Harry Potter e a Ordem da Fênix, quinto filme da saga de sucesso criada por J.K. Rowling.
17 de julho — Acidente do voo TAM 3054, um Airbus A320 da TAM em São Paulo, provoca a morte de 199 pessoas.
Inauguração do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (Portugal).
Agosto
1 de agosto — As tropas do Reino Unido retiram-se da Irlanda do Norte e passam o poder às autoridades locais, depois de 38 anos de ocupação.
2 de agosto — A Rússia finca a bandeira no fundo do Oceano Glacial Ártico, provocando protesto do governo do Canadá.
23 de agosto — Lançado o Google Sky.
30 de agosto — Início da crise política contra o regime militar na Birmânia.
Setembro
1 de setembro — Realização do 1º Festival Eurovisão da Dança, em Londres, no Reino Unido.
7 e 11 de setembro — Osama bin Laden aparece em vídeo dizendo que só para ameaças aos Estados Unidos se a população estadunidense se converter ao Islã.
19 de setembro — Restos mortais de Aquilino Ribeiro transladados para o Panteão Nacional, em Lisboa, sendo o décimo português sepultado no local.
20 de setembro
Euro atinge valor recorde face ao Dólar ultrapassando a barreira de US$ 1,40.
Yasuo Fukuda torna-se primeiro-ministro do Japão.
24 de setembro Trasmitido o primeiro episódio da sitcom The Big Bang Theory.
Outubro
12 de outubro
É inaugurada a Basílica da Santíssima Trindade em Fátima, inserido nas comemorações dos 90 anos das aparições da Virgem.
Morre o ator brasileiro Paulo Autran (n. 1922)
17 de outubro — O Papa Bento XVI anuncia a realização de um consistório em 24 de novembro, para a criação de novos cardeais.
25 de outubro — Primeiro voo comercial do Airbus A380.
29 de outubro — O primeiro-ministro da Somália, Ali Mohammed Ghedi, renuncia ao cargo por divergências políticas, depois de três anos de mandato.
Novembro
4 de novembro — Comemoração do sesquicentenário de São Carlos.
6 de novembro — Tomada de posse do Navio "NRP Sagres", da marinha portuguesa pelo comandante Proença Mendes
8 de novembro — Petrobras anuncia descoberta de bacia gigante de petróleo e gás no litoral de Santos, estimada em seis bilhões de barris, transformando o Brasil numa nação exportadora de petróleo.
20 de novembro — Morre Ian Smith, último premier da Rodésia.
24 de novembro — Realização de consistório para a criação de novos cardeais, presidido pelo Papa Bento XVI.
Dezembro
1 de dezembro — A chinesa Zhang Zilin é eleita Miss Mundo em seu próprio país.
2 de dezembro
Após empatar com o Grêmio no Olímpico por 1 a 1, e ver o Goiás ganhar do Internacional, o Corinthians é rebaixado para a Série B de 2008
Iniciam-se as transmissões da televisão digital em São Paulo e região, juntamente com a inauguração da TV Brasil.
Beatificação de Lindalva Justo de Oliveira, freira brasileira.
9 de dezembro — um sismo de 4.9 graus na escala Richter atinge todos os 76 imóveis da comunidade rural de Caraíbas, em Itacarambi (MG) – um dos imóveis desmoronou sobre uma criança de 5 anos, que morreu (a primeira morte causada por um sismo desde 1986 no Brasil).
11 de dezembro — Cristina Fernández de Kirchner toma posse como a 56ª Presidente da República Argentina.
13 de dezembro — Assinatura do Tratado de Lisboa.
19 de dezembro — Inauguradas as estações do Terreiro do Paço e Santa Apolónia, do Metropolitano de Lisboa.
20 de dezembro — Roubadas do acervo do MASP as pinturas Retrato de Suzanne Bloch, de Pablo Picasso, e O Lavrador de Café, de Cândido Portinari.
27 de dezembro — Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra do Paquistão, é assassinada em atentado suicida.
31 de dezembro — Início da onda de violência no Quénia, após 4 dias das eleições, matando 150 e ferindo 300 pessoas só nesse dia.
Nascimentos
21 de abril — Isabela, Princesa da Dinamarca filha do Príncipe Herdeiro Frederico da Dinamarca e da princesa Mary Donaldson.
29 de abril — Sofia de Bourbon Ortiz, infanta de Espanha, terceira na linha de sucessão ao trono espanhol, depois do pai, Filipe, Príncipe das Astúrias e da irmã mais velha, Leonor de Bourbon Ortiz, nascida em 31 de outubro de 2005.
17 de dezembro — Jaime Windsor, filho de Eduardo, Conde de Wessex e 8º na linha de sucessão ao trono britânico.
Mortes
23 de abril — falecimento de Bóris Ieltsin primeiro presidente da Rússia após a dissolução da União Soviética.
6 de maio — falecimento de Enéas Ferreira Carneiro fundador do PRONA, político e cardiologista brasileiro.
20 de maio — falecimento de Stanley Miller cientista norte americano que comprovou a teoria de Aleksandr Oparin
6 de setembro — falecimento de Luciano Pavarotti cantor (tenor lírico) italiano, grande intérprete das obras de Bellini, Donizetti, Verdi e Puccini, dentre outros em seu grande repertório. É reconhecido como o tenor que popularizou mundialmente a ópera.
Prémio Nobel
Física — Albert Fert, Peter Grünberg
Química — Gerhard Ertl
Medicina — Mario Capecchi, Oliver Smithies, Sir Martin Evans
Literatura — Doris Lessing
Paz — Al Gore — ONU
Epacta e idade da Lua
Ver também | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Aceguá é um município brasileiro da região Sul, no estado do Rio Grande do Sul, situado na fronteira do Brasil com o Uruguai, sendo conurbado com a homônima Aceguá, no lado uruguaio. É formado por diversas comunidades, destacando-se Aceguá (sede) e Colônia Nova.
História
Seus primeiros habitantes foram índios dos campos do Rio Grande do Sul: charruas, guenoas e minuanos. O primeiro relato histórico do município remonta à 1660, quando os espanhóis vindos da banda Oriental penetraram pela serrania de Aceguá, fundando a redução de Santo André dos Guenoas em 1683. A notícia histórica que se tem a seguir sobre o município é de dezembro de 1753, quando os exércitos portugueses e espanhóis, saindo respectivamente da cidade de Rio Grande e da Colônia do Sacramento, iniciaram a marcha em direção a Santa Tecla. Segundo os diários de marcha, o exército português chegou às cabeceiras do Rio Negro, hoje no Uruguai, onde já estava acampado o exército espanhol.
Depois de uma solenidade militar, a primeira solenidade militar em terras de Aceguá, os primeiros tiros de canhão eram ouvidos naqueles céus. Os dois generais conversaram até a noite, e devido às promoções de oficiais que ocorreram na solenidade, este local foi denominado Campo das Mercês, que nos dias atuais é o ponto de encontro dos três distritos do município de Aceguá (Colônia Nova, Minuano e Rio Negro). A origem do nome Aceguá na língua tupi é "yace-guab", e possui diversos significados: um deles lugar de descanso eterno, indicando o local que os indígenas escolhiam para viver seus últimos dias, por ser um lugar alto que proporcionava alentadora visão panorâmica da região e proximidade com o céu (provável cemitério indígena); outro significado é "terra alta e fria", características geográfica e climática do local; mais outra interpretação é "seios da lua", por ser local com cerros altos (Serra do Aceguá). Existe também no folclore popular da região outra explicação para a origem do nome Aceguá, que por ser uma região de abundância de uma espécie de lobo pequeno, denominado Guará ou Sorro, que possui um uivo característico, e por ser há mais de dois séculos El Camino de Los Quileros (contrabandistas castelhanos e portugueses, que circulavam com mercadorias em lombo de cavalos, conforme as demandas de cada um dos mercados da banda Ocidental e Oriental da fronteira). Estes ao passar pelos cerros e ouvir o uivo dos Sorros diziam, "Hay um bicho que hace guá".
Portanto, a formação da vila do Aceguá é resultante do comércio informal entre os dois países, pois a fronteira seca é um caminho natural entre países limítrofes. Sua etnia é diversificada, composta por descendentes de portugueses, espanhóis, índios e negros, que formaram o gaúcho nos dois lados da fronteira. Posteriormente a região recebeu a colonização alemã, resultante nas comunidades rurais de Colônia Nova, Colônia Médici e Colônia Pioneira, com hábitos e tradições germânicas. Também recebeu a imigração árabe, com costumes e tradições próprias, que passaram a explorar e dinamizar o comércio local.
Aceguá no século XX, principalmente no período após a Segunda Guerra Mundial com a carência de proteína vermelha e de agasalhos na Europa, passa por um período de grande desenvolvimento e fortalecimento da bovinocultura de corte e ovinocultura, produtos altamente expressivos até hoje no PIB do município. Seu comércio é resultado da diferença cambial entre Brasil e Uruguai, sendo esta, na maioria das vezes, favorável ao Brasil, o que atrai os consumidores Uruguaios. Na área de colonização alemã até a década de 1960, a principal atividade econômica era a cultura de trigo. Com fatores de falta de incentivo e concorrência do trigo argentino desestimulando a produção, fez com que estes produtores se voltassem para a atividade de bovinocultura de leite, fortalecendo a Cooperativa Mista Aceguá Ltda. (CAMAL) e tornando-se nos dias de hoje uma das mais importantes bacias leiteiras do Rio Grande do Sul, com produção de matrizes com alto padrão genético.
A partir da década de 1970, houve uma migração de produtores de arroz da metade norte do estado, de origem italiana e alemã, que formaram parcerias agrícolas com os estancieiros, iniciando um sistema de integração lavoura pecuária, com rotatividade de cultivo de arroz e semeaduras de pastagens (trevo, cornichão e azevém) para o engorde de bovinos, principalmente nos distritos de Rio Negro e Minuano. No fim da década de 1970 iniciou o criatório de cavalos puro-sangue inglês para carreiras em Aceguá.
A denominação Povo de Aceguá começa a surgir por volta de 1941, e permanece até os dias de hoje. Em 1986, por iniciativa da Comissão de Cultura de Aceguá, em contato com representantes nacionais, o Parlamento Uruguaio promulga a lei que eleva o Povo de Aceguá à categoria de Vila. A área geográfica de Aceguá pertenceu em passado próximo ao município de Bagé, tendo se emancipado em 16 de abril de 1996. Porém, sua estrutura administrativa tem marco inicial datado de 1 de janeiro de 2001. Aceguá Brasil e Aceguá Uruguai, estão localizadas na linha de fronteira, no meio do caminho entre Melo (Uruguai) e Bagé (Brasil), distando aproximadamente 60 km de cada uma, e ao longo de sua história tem sido um exemplo de união entre dois países.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Aceguá figura no município de Bagé. Assim permanecendo nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX1920.
Pelo decreto-lei estadual nº 7842, de 30 de junho de 1939, o distrito de Aceguá adquiriu a zona de Tupi Silveira ex-Passo do Salso, do distrito de Rio Negro, do mesmo município Aceguá. Perdeu parte do território para o novo distrito de Seival. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Aceguá está sub-dividido em duas zonas denominadas: Tupi Silveira e Aceguá e continua no município de Bagé.
Pelo decreto estadual nº 7842, baixado em virtude de autorização contida no decreto-lei estadual federal nº 1307, de 31-V-1939, confirmou o que sobre Aceguá já dispusera o decreto estadual nº 7643, de 28 de dezembro de 1938.
Pelo decreto-lei estadual nº 720, de 29 de dezembro de 1944, o distrito de Aceguá adquiriu partes dos territórios dos distritos de Hulha Negra ex-Rio Negro e Seival, do município de Bagé.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Aceguá se compõe de 2 Sub distritos: Aceguá e Tupi Silveira e permanece no município de Bagé. Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o distrito de Aceguá figura no município de Bagé. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Aceguá, pela lei estadual nº 10766, de 14 de abril de 1996, desmembrado de Bagé. Sede no antigo distrito de Aceguá. Constituído do distrito sede. Instalado em 1 de janeiro de 2001. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Pela lei nº 001/2001, de 30 de agosto de 2001, são criados os distritos de Colônia Nova, do Minuano e do Rio Negro. Após, em 13 de dezembro de 2002, a lei nº 003/2002 define a área geográfica do município que passa a ser dividido em quatro distritos Aceguá (Sede), Rio Negro, Colônia Nova e Minuano.
Ligações externas
Página da Prefeitura Municipal
Secretaria do Turismo do Rio Grande do Sul
Ver também
Lista de municípios do Rio Grande do Sul
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por população
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por data de criação
Municípios fronteiriços do Brasil
Fronteira Brasil–Uruguai | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
O Tumba Junsara, ou Junçara foi fundado em 1919 em Acupe na Rua Campo Grande, Santo Amaro da Purificação, Bahia, por dois irmãos de esteira cujos nomes eram: Manoel Rodrigues do Nascimento (dijina: Kambambe) e Manoel Ciriaco de Jesus (dijina: Ludyamungongo), ambos iniciados em 13 de junho de 1910 por Maria Genoveva do Bonfim, mais conhecida como Maria Neném (Mam'etu Tuenda UnZambi, sua dijina), que era mameto-de-inquice do Terreiro Tumbensi, casa de Angola mais antiga da Bahia. Kambambe e Ludyamungongo tiveram Sinhá Badá como mãe-pequena e Tio Joaquim como pai-pequeno.
O Tumba Junçara foi transferido para Pitanga, no mesmo município, e depois para o Beiru. Após algum tempo, foi novamente transferido, para a Ladeira do Pepino nº 70, e finalmente para Ladeira da Vila América, nº 2, Travessa nº 30, Avenida Vasco da Gama (que hoje se chama Vila Colombina) nº 30 - Vasco da Gama, Salvador, Bahia.
Na época da fundação, os dois irmãos de esteira receberam de Sinhá Maria Neném os cargos de Tata Kimbanda Kambambe e Tata Ludyamungongo. Manoel Ciriaco de Jesus fez muitas lideranças de várias casas, como Emiliana do Terreiro do Bogum, Mãe Menininha do Gantois, Ilê Babá Aboulá (Amoreiras), onde obteve cargos.
Tata Nlundi ia Mungongo teve como seu primeiro filho de santo (rianga) Ricardino, cuja dijina era Angorense.
No primeiro barco (recolhimento) de Tata Nlundi ia Mungongo, foram iniciados 06 azenza (plural de muzenza). Em sendo o seu primeiro barco, ele chamou o pessoal do Bogum para ajudar. Os 03 primeiros azenza do barco foram iniciados segundo os fundamentos do Bogun: Angorense (Mukisi Hongolo), Nanansi (Mukisi Nzumba) e Jijau (Mukisi Kavungu), os 03 outros azenza foram iniciados segundo os fundamentos do Tumba Junçara.
No Rio de Janeiro, fundou, com o Sr. Deoclecio (dijina: Luemim), uma casa de culto em Vilar dos Teles (não se sabe a data da fundação nem a relação de pessoas iniciadas). Dentre as pessoas iniciadas, ainda existe, na Rua do Carmo, 34, Vilar dos Teles, uma delas, Tata Talagy, Kawaeje em Brasília-DF-, Katendewe e Vulaiô em BHte.MG e outros, filhos de Sr. Deoclecio
Com a morte de Manoel Rodrigues do Nascimento (Kambambe), que assumira sozinho a direção do Tumba Junçara, Manoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo) assumiu a direção até sua morte, a qual ocorreu em 4 de fevereiro de 1965.
Com a morte de Manoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo), assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Maria José de Jesus (Deré Lubidí), que foi responsável pelo ritual denominado Ntambi de Ciriaco, juntamente com o sr. Narciso Oliveira (Tata Senzala) e o sr. Nilton Marofá.
Deré Lubidí era mameto-de-inquice do Ntumbensara, hoje situado à Rua Alto do Genipapeiro - Plataforma, Salvador, Bahia, e de responsabilidade do sr. Antonio Messias (Kajaungongo).
Em 13 de dezembro de 1965, após o ritual de Ntambi, Maria José de Jesus (Deré Lubidí) passa a direção do Ntumbensara para Benedito Duarte (Tata Nzambangô) e Gregório da Cruz (Tata Lemboracimbe), e em ato secreto é empossada mameto-de-inquice do Tumba Junçara.
Maria José de Jesus (Deré Lubidí), em 1924 recebeu o cargo de Kota Kamukenge do Tumba Junçara, e em 1932, o cargo de mameto-de-inquice. Em 1953 fundou o Ntumbensara, na Rua José Pititinga nº 10 - Cosme de Farias, Salvador, Bahia, que em 18 de outubro de 1964 foi transferido para o Alto do Genipapeiro.
Com o falecimento de Deré Lubidí, assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Iraildes Maria da Cunha (Mesoeji), nascida aos 26 de junho de 1953 e iniciada em 15 de novembro de 1953, permanecendo no cargo até o presente momento.
Esta é uma síntese do histórico do Tumba Junçara, com agradecimento especial a Esmeraldo Emeterio de Santana Filho, "Tata Zingue Lunbondo", pelo referente histórico, e também a "Tata Quandiamdembu", Esmeraldo Emetério de Santana, o Sr. Benzinho, pois sem sua colaboração não poderíamos ter chegado a tais fatos.
Ver também
Candomblé
Candomblé bantu
Ligações externas
Forma escrita como Junçara no nome do terreiro
Terreiros do Candomblé Banto
Terreiros de candomblé de Salvador | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Atlântida (em grego, Ἀτλαντίς - "filha de Atlas") é uma lendária ilha ou continente cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida".
Nos contos de Platão, Atlântida era uma potência naval localizada "para lá das Colunas de Hércules", que conquistou muitas partes da Europa Ocidental e África 9000 anos antes da era de Sólon, ou seja, aproximadamente 9600 a.C. Após uma tentativa fracassada de invadir Atenas, Atlântida afundou no oceano "em um único dia e noite de infortúnio".
Estudiosos disputam se e como a história ou conto de Platão foi inspirada por antigas tradições. Alguns investigadores argumentam que Platão criou a história mediante memórias de eventos antigos como a erupção de Thera ou a Guerra de Troia, enquanto outros insistem que ele teve inspiração em acontecimentos contemporâneos, como a destruição de Helique em 373 a.C. ou a fracassada invasão ateniense da Sicília em –.
A possível existência de Atlântida foi discutida ativamente por toda a antiguidade clássica, mas é normalmente rejeitada e ocasionalmente parodiada por autores atuais. Alan Cameron afirma que "só nos tempos modernos é que as pessoas começaram a levar a sério a história da Atlântida; ninguém o fez na Antiguidade". Embora pouco conhecida durante a Idade Média, a história da Atlântida foi redescoberta pelos humanistas na Idade Moderna. A descrição de Platão inspirou trabalhos utópicos de vários escritores da Renascença, como Francis Bacon em "Nova Atlântida". Atlântida ainda inspira a literatura — da ficção científica a gibis — e o cinema. O seu nome tornou-se uma referência para todas e quaisquer suposições sobre avançadas civilizações pré-históricas perdidas.
Menções na literatura
A mais antiga menção conhecida sobre a Atlântida foi feita pelo filósofo grego Platão (428-347 a.C.) em dois dos seus diálogos (Timeu e Crítias). Platão conta-nos que Sólon, no curso das suas viagens pelo Egito, questiona um sacerdote que vivia em Saís, no delta do Nilo, e que este lhe fala de umas tradições ancestrais relacionadas com uma guerra perdida nos anais dos tempos entre os atenienses e o povo atlante. Segundo o sacerdote, o povo da Atlântida viveria numa ilha localizada para além dos pilares de Hércules, onde o Mediterrâneo terminava e o Atlântico começava. Quando os deuses helénicos partilharam a terra, conta o sacerdote, a cidade de Atenas ficou para a deusa Atena e Hefesto, mas a Atlântida tornou-se parte do reino de Posídon, deus dos mares.
Na Atlântida, nas montanhas ao centro da ilha, vivia uma jovem órfã de nome Clito. Conta a lenda que Posídon ter-se-ia apaixonado por ela e, para poder coabitar com o objeto da sua paixão, teria erguido uma barreira constituída por uma série de muralhas de água e fossos aquíferos em volta da morada da sua amada. Desta maneira viveram por muitos anos, e desta relação nasceram cinco pares de gêmeos. Ao mais velho, o deus dos mares chamou Atlas. Após dividir a ilha em dez áreas circulares, o deus dos mares concedeu supremacia a Atlas, dedicando-lhe a montanha de onde Atlas espalhava o seu poder sobre o resto da ilha.
Em cada um dos distritos (anéis terrestres ou cinturões), reinavam as monarquias de cada um dos descendentes dos filhos de Clito e Posídon. Reuniam-se uma vez por ano no centro da ilha, onde o palácio central e o templo a Posídon, com os seus muros cobertos de ouro, brilhavam ao sol. A reunião marcava o início de um festival cerimonioso em que cada um dos monarcas se dispunha à caça de um touro. Uma vez caçado o touro, beberiam do seu sangue e comeriam da sua carne, enquanto sinceras críticas e cumprimentos eram trocados à luz do luar.
Atlântida seria uma ilha de extrema riqueza vegetal e mineral. Não só era a ilha magnificamente prolífica em depósitos de ouro, prata, cobre, ferro, etc., como ainda de oricalco, um metal que brilhava como fogo.
Os reis de Atlântida construíram inúmeras pontes, canais e passagens fortificadas entre os seus cinturões de terra, cada um protegido com muros revestidos de bronze no exterior e estanho pelo interior. Entre estes brilhavam edifícios construídos de pedras brancas, pretas e vermelhas.
Tanto a riqueza e a prosperidade do comércio, como a inexpugnável defesa das suas muralhas se tornariam imagens de marca da ilha.
Pouco mais se sabe da Atlântida. Segundo Platão, foi destruída por um desastre natural (possivelmente um terremoto ou Tsunami) cerca de 9000 anos antes da sua era. Segundo Roger Paranhos, no seu livro Akhenaton - A revolução espiritual do antigo Egito o continente da Atlântida foi destruído por um cometa. Talvez essa teoria possa ser corroborada pela hipótese do Cometa Clóvis, segundo a qual uma explosão aérea ou um impacto de um ou mais objetos do espaço sobre a Terra, ocorrido entre 12.900 e 10.900 anos atrás, desencadeou um período glacial conhecido por Dryas Recente e pode ter atingido o continente perdido e o submergido. Outros estudiosos sugerem que tais explicações apenas pretendem desmotivar a procura por Atlantida, provando desta forma a sua existência fisica, permanecendo contudo ocultos vestigios evidentes da sua localização.
Crê-se ainda que os atlantes teriam sido vítimas das suas ambições de conquistar o mundo, acabando por ser dizimados pelos atenienses.
Outra tradição completamente diferente chega-nos por Diodoro da Sicília, segundo o qual os atlantes seriam vizinhos dos líbios e teriam sido atacados e destruídos pelas amazonas.
Segundo outra lenda, o povo que habitava a Atlântida era muito mais evoluído que os outros povos da época e, ao prever a destruição iminente, teria emigrado para a África, sendo os antigos egípcios descendentes dos atlantes.
Na cultura pop do século XX, muitas histórias em banda-desenhada, filmes e desenhos animados retratam a Atlântida como uma cidade submersa, povoada por sereias ou outros tipos de humanos subaquáticos.
Teorias e hipóteses sobre a sua existência
O tema Atlântida tem dado origem a diferentes interpretações, das céticas às mais fantasiosas. Segundo alguns autores mais céticos, tratar-se-ia de uma metáfora referente a uma catástrofe global (identificada, ou não, com o dilúvio), que teria sido assimilada pelas tradições orais de diversos povos e configurada segundo as suas próprias particularidades culturais. Consideram também que a narrativa se insere numa dada mitologia que pretendia explicar as transformações geográficas e geológicas devidas às transgressões marinhas.
Teoria platônica
De acordo com Platão, no livro Atlântida, esta cidade estaria além das colunas de Hércules (estreito de Gibraltar) próxima a uma região conhecida como Quadrilátero de Canais. Este Quadrilátero foi, assim, descrito por Crítias:
"Havia montanhas numerosas, próximas à planície da cidade, ricas em habitantes, rios, lagos, florestas em tão grandes números de essências, tão variadas que davam abundância de materiais próprios para todos os trabalhos possíveis. Ora, na planície, pela ação de muitos reis (…) construiu-se um Quadrilátero de lados quase retilíneos e alongados, onde os lados se afastavam em linha reta,(...) cavando-se o fosso contínuo que rodeava a planície. Quanto a profundidade, a largura e desenvolvimento desse canal é difícil de crer que a obra tenha saído das mãos humanas.(...) O fosso recebia os cursos d'água que desciam das montanhas, fazia a volta à cidade, e de lá, ia esvaziar-se no mar.(...) Para carregar a madeira das montanhas, para levar de barco outros produtos de estação, cavavam-se, a partir de canais, derivações navegáveis, de direção oblíqua uma em relação às outras e em relação à cidade."
Nota-se, pelo depoimento, que a cidade ficava próxima a uma estrutura de canais cujo próprio Crítias considerava: "é difícil de crer que a obra tenha saído das mãos humanas". Além disso, pelas outras informações e descrições, a cidade teria um formato circular e estaria a frente dessa gigantesca geometria quadrangular.
Teoria de Tântalis
Alguns pesquisadores acreditam que a Atlântida, nome derivado do titã Atlas, é uma releitura grega da antiga cidade, também perdida, de Tântalis, nome derivado do rei de Sípilo, Tântalo. A lenda de Tântalo seria essencialmente a mesma de Tântlis, sendo Tântalo uma releitura lídia de Atlas. A Atlântida então, segundo essa versão, nada mais seria que a versão grega da antiga capital da Lídia, Tântalis, conhecida também como Sípilo, que se localizava nas terras de Arzaua, situada na costa ocidental da Anatólia. Segundo escritos antigos e autores clássicos, a cidade antiga de Tântalis sucumbiu, devido a um grande terremoto que despedaçou o monte Sipylus, afundando, após isso, nas águas que brotaram de Yarikaya, uma ravina profunda, transformando-se no lago Saloe. Durante o século XX, o lago Saloe, último vestígio de Tântalis, foi esvaziado sem cerimônia para abrir mais espaço para a agricultura.
Teoria da Antártida
Na década de 1960, o professor Charles Hapgood, tentando entender como ocorreram as eras glaciais, propôs a teoria de que o gelo que se acumula nas calotas polares provocaria um peso suficiente para que o polo terrestre se deslocasse sobre a superfície da Terra, carregando outro continente para o polo e causando uma era glacial nesse lugar. Segundo essa teoria, uma parte dos Estados Unidos já teria se tornado o polo norte e a Antártida já teria se localizado mais acima no oceano Atlântico, entre a Argentina e a África. Valendo-se dessa teoria, o polêmico jornalista britânico Graham Hancock propôs que o continente perdido de Atlântida seria, nada mais, do que a Antártida antes do último período glacial, quando estaria mais alta no Oceano Atlântico, e as cidades Atlântidas, por sua vez, estariam embaixo de grossa camada de gelo, tornando impossível sua investigação arqueológica. Essa teoria seria ainda confirmada por um mapa, o mapa dos antigos reis dos mares, feito por Piri Reis no , baseado em mapas antigos, que mostra um estranho formato para a América do Sul, que seria não a América do Sul, mas sim a Antártida na sua localização não polar.
Essa teoria é aceita por alguns, porém não pelos estudiosos atuais que afirmam que o peso dos polos não seria suficientemente grande para fazer mover os continentes na superfície da Terra, e, ainda, descobriram que o mapa de Piri Reis é realmente o mapa da América do Sul, porém, tendo como referência a cidade do Cairo, o que deu um formato diferente ao continente. Ainda, fotos de satélite tiradas a partir da cidade do Cairo, comprovaram que o formato da América do Sul, vista do Cairo, é como o mostrado no mapa. Outro problema encontrado com esse mapa é que sem o gelo a Antártida teria um formato diferente do que o mostrado, já que o nível da água subiria e deixaria aquele continente com várias ilhas.
Hipóteses sobre a localização geográfica
Há diversas correntes de teóricos sobre onde se situaria Atlântida, e sobre quem teriam sido os seus habitantes. A lenda que postula Atlântida, Lemúria e Mu como continentes perdidos, ocupados por diferentes raças humanas, ainda encontra bastante aceitação popular, sobretudo no meio esotérico (não confundir com os antigos continentes que, de acordo com a teoria da tectónica de placas existiram durante a história da Terra, como a Pangeia e o Sahul).
Alguns teóricos sugerem que Atlântida seria uma ilha sobre a Dorsal Oceânica que - no caso de não ser hoje parte dos Açores, Madeira, Canárias ou Cabo Verde - teria sido destruída por movimentos bruscos da crosta terrestre naquele local. Essa teoria baseia-se em supostas coincidências, como a construção de templos em forma de pirâmide na América, semelhantes às pirâmides do Egito, facto que poderia ser explicado com a existência de um povo no meio do oceano que separa estas civilizações, suficientemente avançado tecnologicamente para navegar até à África e à América para disseminar os seus conhecimentos. Esta posição geográfica explicaria a ausência concreta de vestígios arqueológicos sobre este povo. No Google Earth podemos encontrar em 31º30'39.44"N 24º29'13.84"O um esqueleto da qual poderia ser Atlântida a 700 km a sudoeste da Ilha da Madeira.
Alguns estudiosos dos escritos de Platão acreditam que o continente de Atlântida seria na realidade a própria América, e seu povo culturalmente avançado e coberto de riquezas seria o povo Chavín, da Cordilheira dos Andes, ou os olmecas da América Central, cujo uso de ouro e pedras preciosas é confirmado pelos registros arqueológicos. Terramotos comuns nestas regiões poderiam ter dado fim a estas culturas, ou pelo menos abalado de forma violenta por um período de tempo. Através de diversos estudos, alguns investigadores chegaram à conclusão que Tiwanaku, localizada no planalto boliviano, seria a antiga Atlântida. Essa civilização teria existido de 17.000 a.C. a 12.000 a.C., numa época em que a região era navegável. Foram encontrados portos de embarcações em Tiwanaku, faltando escavar 97,5% do local.
Para alguns arqueólogos e historiadores, Atlântida poderia ser uma mitificação da cultura minoica, que floresceu na ilha de Creta até ao final do . Os ancestrais dos gregos, os micênicos, tiveram contacto com essa civilização culturalmente e tecnologicamente muito avançada no início do seu desenvolvimento na península Balcânica. Com os minoicos, os micénicos aprenderam arquitetura, navegação e o cultivo de oliveiras, elementos vitais da cultura helénica posterior. No entanto, dois fortes terremotos e maremotos no mar Egeu sopraram as cidades e os portos minoicos, e a civilização de Creta rapidamente desapareceu. É possível que as histórias sobre este povo tenham ganho proporções míticas ao longo dos séculos, culminando com o conto de Platão.
Uma formulação moderna da história da Atlântida e dos atlantes foi feita por Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Teosofia. No seu principal livro, A Doutrina Secreta, ela descreve em detalhe a raça atlante, o seu continente e as suas cultura, ciência e religião. Existem alguns cientistas que remetem a localização da Atlântida a um local sob a superfície da Antártida.
A localização mais recente foi sugerida pela imagem obtida com o Google Earth por um engenheiro aeronáutico e publicada no tabloide The Sun, mostrando contornos que poderão indicar a construção de edifícios numa vasta extensão com dimensões comparáveis ao País de Gales e situado no oceano Atlântico, numa área conhecida como o abismo plano da Ilha da Madeira. Rainer Kühne diz Atlantida foi Tartessos. Richard Freund, um arqueólogo da Universidade de Hartford, em Connecticut, diz que um tsunami inundou a antiga cidade.
Apesar das suposições do engenheiro, a região assemelha-se muito às considerações de Crítias sobre o Quadrilátero, pela sua grandeza e suas ramificações. Há também, à frente dessa gigantesca estrutura, uma pequena geometria circular, dividida em quatro secções pelas ramificações que se cruzam, conforme as menções sobre os canais que envolviam a cidade, referidos no livro de Platão.
Ver também
Atlântida na cultura popular
Oricalco
Lenda do Reino de Atlântida e os Açores
Mu
Lemúria
Namor
Aquaman
Bibliografia
Vidal-Naquet P. - A Atlântida: pequena história de um mito platónico. Lisboa, Teorema ed., 2007.
Ligações externas
Younger Dryas impact hypothesis, na Wikipédia inglesa
Cidades submersas
Lugares mitológicos
Ilhas fantasma
Mitologia
Continentes
Continentes hipotéticos | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Nova Hartz é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de habitantes.
História
Quando a segunda leva de imigrantes alemães desembarcou no Rio Grande do Sul, adentrou nas matas a procura de terra fértil para ser cultivada. Os caminhos abertos nas matas eram chamados de "picadas". Alguns dos imigrantes que iniciaram a ocupação da região do atual município eram membros da família Hartz, dando nome a uma picada e posteriormente à cidade.
Com o crescimento da população o desejo de emancipar-se começou a ganhar força, especialmente após reunião realizada no dia 11 de julho de 1985. Nova Hartz teve sua emancipação consolidada em 15 de novembro de 1988.
Geografia
Pertence à Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre e à Microrregião Porto Alegre.
É um município banhado pelas águas do rio dos Sinos. Seu relevo é acidentado no extremo norte, com a divisa municipal estabelecida pelos contrafortes da Serra Geral, a mais de 700 m de altitude. Esta área possui resquícios de mata Atlântica, e ali se localiza uma das maiores cataratas gaúchas, a Cascata do Arroio da Bica. A maior área do município porém fica em terras baixas do sistema de planícies do Rio dos Sinos, com pequenas coxilhas.
Demografia
A origem da população da comunidade de Picada Hartz (atual Nova Hartz) era principalmente alemã, chegando a 98% da população no início de seu povoamento. Com o passar do tempo, foi recebendo novos contingentes populacionais de origens diversas (fenômeno motivado pela expansão da indústria coureiro-calçadista), o que reformulou o quadro étnico desta localidade.
Ligações externas
Página da Prefeitura Municipal
Secretaria do Turismo do Rio Grande do Sul
Ver também
Vale do Rio dos Sinos
Imigração alemã no Rio Grande do Sul
Lista de municípios do Rio Grande do Sul
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por população
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por data de criação
Região Metropolitana de Porto Alegre | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Campo Bom é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Pertence à Região Metropolitana de Porto Alegre à Microrregião Porto Alegre e também ao chamado Vale do Rio dos Sinos.
Com apenas 60 km² de área, Campo Bom não possui uma extensão territorial expressiva, mas o potencial empreendedor da cidade é notável. É por isso que o município é conhecido como "O pequeno gigante do Vale". Embora deva seu desenvolvimento ao setor calçadista, a cidade apresenta uma economia diversificada. As indústrias metalúrgica, química e oleira representam variedade produtiva, além da automotiva, que é mais recente. Também é o município onde foi promovida a 1ª feira nacional do calçado (1960), e que deu origem a Fenac, em Novo Hamburgo.
Em 2009 Campo Bom foi a cidade pioneira no Brasil a oferecer serviço gratuito de Internet sem fio para 100% da população, através do W-CampoBom. Em 2010 conquistou o título de terceira melhor cidade do Rio Grande do Sul em desenvolvimento social, a qualidade de vida, a educação e o lazer na cidade são referenciais no estado.
Histórico
A colonização da cidade começou em 1825, com a vinda dos imigrantes alemães. Os lotes foram distribuídos ao longo da Avenida Brasil. Eram de maioria protestantes de denominação luterana. Em 1829 construíram o primeiro templo evangélico do sul do Brasil, provavelmente uma casa de culto em enxaimel, que seria mais tarde substituída pelo prédio até hoje existente (1851).
Inicialmente, a agricultura de subsistência era a única atividade econômica. Com o empobrecimento rápido do solo, começam a aparecer as atafonas e moinhos, como o Moinho Deuner, situado no bairro Rio Branco e atualmente em ruínas (houve um projeto de transformação deste moinho num museu e espaço cultural nos anos 80, mas foi abortado pelas administrações posteriores).
O aparecimento da indústria calçadista, e também das olarias e casas de comércio, foram responsáveis pelo impulsionamento da economia do local.
A vila de Campo Bom foi elevada a distrito de São Leopoldo em 1927. A localidade se desenvolveu e conseguiu a emancipação em 31 de janeiro de 1959.
A origem do nome do município veio dos tropeiros que conduziam o gado dos Campos de Cima da Serra para São Leopoldo e Porto Alegre, passando pela localidade. Os tropeiros descansavam à sombra de árvores enquanto o gado pastava nos campos.
Geografia
Localizada na encosta inferior do nordeste do estado, na latitude 29º40'44" sul e a na longitude 51º03'10" oeste, Campo Bom está a uma altitude de 29 metros acima do nível do mar. Sua população em 2010 era de habitantes. Está a 56,8 quilômetros do centro da capital Porto Alegre, por via asfáltica. A estação do Metrô mais próxima é a Estação Novo Hamburgo do Trensurb. Esta liga as cidades do Vale do Sinos a Porto Alegre e está a 25,9 quilômetros do centro de Campo Bom. A cidade também está a apenas 53,9 quilômetros do Aeroporto Internacional Salgado Filho, principal aeroporto do Sul do País e entrada dos países do Mercosul. É um município que conta com as águas do rio dos Sinos e registra as temperaturas mais altas do estado do Rio Grande do Sul no verão, e até mesmo algumas vezes durante o ano.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), relativos ao ano de 1985 e aos períodos de 1988 a 1998, 2000 e a partir de 2002, a menor temperatura registrada em Campo Bom foi de nos dias 14 de julho de 2000, 25 de julho de 2009 e 8 de junho de 2012 e a maior atingiu em 16 de novembro de 1985. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 154 milímetros (mm) em 23 de abril de 2011. Outros grandes acumulados foram em 14 de outubro de 1996, em 9 de julho de 2003, em 1 de janeiro de 2012, em 17 de outubro de 2016, em 12 de outubro de 1990 e nos dias 27 de janeiro de 1988 e 27 de janeiro de 1993 e em 9 de março de 2019. Agosto de 2013 foi o mês de maior precipitação, com .
Economia
Inicialmente, a agricultura de subsistência era a única atividade econômica. Com o empobrecimento rápido do solo, começaram a aparecer as atafonas e moinhos, como o Moinho Deuner, situado no bairro Rio Branco e, atualmente, em ruínas. Houve um projeto de transformação deste moinho num museu e espaço cultural nos anos 1980, mas foi abortado pelas administrações posteriores.
O aparecimento da indústria calçadista, e também das olarias e casas de comércio, foram responsáveis pelo impulsionamento da economia do local.Na década de 70 impulsionados pela exportação calçadista, o município recebeu vários imigrantes de todo o estado mas principalmente da região Centro Oriental Rio-Grandense e da Região das Minas de Carvão.
Em Campo Bom também se encontra o Parque Tecnológico do Vale do Sinos, chamado de VALETEC. O Parque Tecnológico do Vale do Sinos tem capacidade para abrigar mais de 120 empresas intensivas em conhecimento, centros de pesquisa, organizações voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico e prestadores de serviços avançados. Inicialmente, o segmento de Campo Bom conta com uma área de 365 quilômetros quadrados. O seu entorno vem acompanhando o crescimento pela expansão e diversificação das empresas já existentes, pela criação de ambientes de inovação para a instalação de novos negócios e pela criação de novas áreas para a instalação das sedes das empresas atraídas para a região.
Esporte
O time de futebol da cidade, chamado Clube 15 de Novembro, tem destaque regional. O prédio-sede deste clube caracteriza-se pelas influências germânicas. Atualmente, o 15 de Novembro também conta com departamentos de diversos esportes: tênis, tiro, bolão, arqueirismo, handebol e xadrez, além do departamento de Piscinas.
Turismo
Um dos principais atrativos da cidade é o Largo Irmãos Vetter, que conta com uma torre-mirante e chafarizes com iluminação artística. Ao longo da Avenida Brasil estão distribuídas várias lanchonetes e restaurantes, lugares de encontro dos campo-bonenses.
Foi o primeiro município brasileiro a implantar uma ciclovia. A ciclovia é muito utilizada para prática de corrida e caminhada dos campo bonenses.
Cultura
A cultura da comunidade está ligada na colonização alemã, o gosto pelo canto, danças e tradições trazidos da pátria longínqua, fez com que nascesse as sociedades Concórdia (Atual XV de Novembro), o Clube recreativo e cultural Oriente e a Sociedade e canto Progresso. Na década de 1970, com o crescimento das indústrias de calçado, houve um grande movimento de migração de outros municípios, trazendo descendentes de outras etnias, perdendo-se um pouco as características da influência alemã.
O apego às tradições gaúchas também se fazem presentes através dos rodeios campeiros realizados pelos CTGs Campo Verde, M'Bororé, Palanques da Tradição e Guapos do Itapuí.
A cidade conta com um teatro e duas salas de cinema com moderna infraestrutura, no Centro de Educação Integrada de Campo Bom (C.E.I), onde também está localizada a estação rodoviária. Uma das salas de cinema leva o nome da atriz Bárbara Paz, que é natural de Campo Bom. No bairro Cohab Sul há ainda uma rua com o nome do pai de Bárbara Paz, a Rua Oripe Paz.
A maioria da população da cidade é formada por descendentes de alemães e italianos, mas existe também uma minoria descendentes de portugueses, espanhóis e poloneses.
Idiomas
Ao lado da língua nacional, o idioma alemão do município é considerado um patrimônio cultural imaterial que é protegido oficialmente pelo IPHAN desde 2008. Mesmo assim, seguindo o padrão regional e nacional de desaparecimento de línguas minoritárias (tanto alóctones como autóctones), espera-se (em 2010) uma extinção completa do falar minoritário germânico na região de Campo Bom.
Religião
Devido à colonização alemã, inicialmente a religião predominante era a Evangélica, mas atualmente, a católica é a predominante. Isto ocorreu com a mescla de etnia e, consequentemente, o aumento da população. O município apresenta como principais segmentos religiosos: Igreja Católica, Igreja Evangélica Trindade (Confissão Luterana do Brasil), Igreja Luterana da Paz, Igreja Presbiteriana Reformada, Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Apostólica Ágape, Ministério Vida e Paz, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Salão Reino das Testemunhas de Jeová. O município conta ainda com a Casa Espírita e Seicho-no-ie.
A cidade também conta com a primeira Igreja Evangélica Luterana (IECLB) do sul do Brasil.
Filhos notórios
Ver Campo-bonenses biografados na Wikipédia
Bibliografia
LANG, Guido e KNEWITZ, Andreia. Inventário do Patrimônio Cultural de Campo Bom. Campo Bom: IPHAN, 1996.
SPERB, Angela. Campo Bom: Escola e Comunidade contando sua história. Campo Bom: Caeté, 1988.
SPERB, Angela. Sal da Terra: 160 anos da comunidade e escola evangélica de Campo Bom. Canoas: Editora La Salle, 1992.
Ligações externas
Secretaria do Turismo do Rio Grande do Sul
Ver também
Chaminé da Rua Presidente Vargas
Região Metropolitana de Porto Alegre
Vale do Rio dos Sinos
Lista de municípios do Rio Grande do Sul
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por população
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por data de criação
Fundações no Brasil em 1829 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Benjamin Constant do Sul é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Antes de ser emancipado pertencia ao município de São Valentim.
Trata-se de um município com população de pouco mais de 2.200 habitantes, incluindo a reserva indígena de Votouro.
Em 2014 houve confrontos violentos entre indígenas e colonos locais devido a disputas territoriais.
Geografia
Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim. Seu IDH é 0,619, o menor IDH do estado.
Ver também
Lista de municípios do Rio Grande do Sul
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por população
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por data de criação
Rio Grande do Sul
Ligações externas
Página da Prefeitura Municipal
Secretaria do Turismo do Rio Grande do Sul
Municípios do Rio Grande do Sul | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Faxinalzinho é um município do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.
Geografia
Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim.
Ver também
Lista de municípios do Rio Grande do Sul
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por população
Lista de municípios do Rio Grande do Sul por data de criação
Ligações externas
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Municípios do Rio Grande do Sul | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Celebridade é uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida de 13 de outubro de 2003 a 26 de junho de 2004, em 221 capítulos. Substituiu Mulheres Apaixonadas e foi substituída por Senhora do Destino, sendo a 64ª "novela das oito" exibida pela emissora.
Escrita por Gilberto Braga, com a colaboração de Marília Garcia, teve a co-autoria de Leonor Bassères, Sérgio Marques, Márcia Prates, Maria Helena Nascimento, Denise Bandeira e Ângela Chaves; com o falecimento de Leonor Bassères, Ricardo Linhares passou a integrar a equipe de roteiristas da novela. A direção foi de Amora Mautner e Vinícius Coimbra, com direção geral de Marcos Schechtman e Dennis Carvalho, também diretor de núcleo.
Contou com as atuações de Malu Mader, Cláudia Abreu, Fábio Assunção, Marcos Palmeira, Márcio Garcia, Alexandre Borges, Júlia Lemmertz e Hugo Carvana.
Produção
Inicialmente a novela estava prevista para estrear em junho de 2002, substituindo O Clone. Porém ela foi adiada, pelo fato da trama conter personagens que conseguiram fama instantânea em reality shows, além da então novela das sete, Desejos de Mulher, também tratar da fama, mote central de Celebridade.
Depois, Gilberto Braga foi obrigado a mudar a profissão da protagonista; inicialmente ela seria uma estrela do telejornalismo. Isso incomodou os jornalistas da emissora, que temiam confusão entre a ficção e a realidade. Para realizar todas as mudanças necessárias, o autor precisou de mais tempo, tendo a estreia adiada mais uma vez.
Devido ao uso de palavrões e expressões de baixo calão que vinha ocorrendo na novela, o diretor da Central Globo de Controle de Qualidade, Mario Lucio Vaz, ordenou que todos os palavrões fossem cortados das cenas, ou substituídos por outras palavras não ofensivas. Segundo ele, os avanços que os programas insistiam em fazer estavam poluindo a televisão. As cenas de sexo também passaram por avaliação antes de ir ao ar. A iniciativa para tal ato também veio da pressão dos telespectadores e autoridades, que andavam descontentes com tais cenas.
A partir do capítulo 110, que foi ao ar em 17 de fevereiro de 2004, a trama tem uma reviravolta. Neste capítulo, o personagem Lineu (Hugo Carvana) é assassinado misteriosamente. Daí por diante, o mistério da sua morte é um dos fios condutores da trama. O uso do quem matou é um dos recursos utilizados pelo autor Gilberto Braga em quase todas as suas novelas. O autor escreveu três finais diferentes e os atores receberam o texto minutos antes de gravarem as cenas. A novela foi destaque na edição de março de 2004 da revista norte-americana Variety, que publicou uma entrevista com Gilberto Braga.
Um dos momentos mais marcantes na trama, exibida no capítulo 169 de 26 de abril de 2004, é quando Maria Clara (Malu Mader) dá uma surra em Laura (Cláudia Abreu) dentro de um banheiro. Foi considerada uma das maiores surras da dramaturgia, com um total de 28 tapas.
As gravações da trama começaram em agosto de 2003 e foram realizadas em Paris e Londres.
Escolha do elenco
Em junho de 2001, Malu Mader foi reservada para protagonizar a novela, quando esta ainda estava prevista para ir ao ar em substituição a O Clone.
Participações
O cantor Roberto Carlos teve uma participação no capítulo de 1 de dezembro de 2003, contracenando com Malu Mader e Brunno Abrahão. As imagens foram gravadas em um show do cantor no Olympia, em São Paulo.
Ao longo da novela, outras celebridades do mundo da música fizeram participações especiais como Ana Carolina, Gal Costa, Erasmo Carlos, Lulu Santos, Rita Lee, Gilberto Gil, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, Alcione, Simone, Ed Motta, entre outros. Os internacionais Simply Red, Julio Iglesias e Alanis Morissette chegaram a realizar shows na novela. Celebridades não ligadas à música também apareceram, como o escritor Zuenir Ventura, o carnavalesco Joãosinho Trinta, a socialite Narcisa Tamborindeguy, o português Tony Correia, famoso na novela Locomotivas de 1977 com o personagem Machadinho, participou de Celebridade como um dos convidados do Espaço Fama, e o autor de novelas Sílvio de Abreu, grande amigo do autor Gilberto Braga. Ana Paula Arósio fez uma participação na reta final da trama, interpretando uma motoqueira que se apaixona por Hugo (Henri Castelli).
Exibição
Foi reapresentada no quadro Novelão do Vídeo Show entre 9 e 13 de julho de 2012 num compacto de cinco capítulos.
Foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 4 de dezembro de 2017 a 8 de junho de 2018, em 125 capítulos, substituindo sua sucessora original Senhora do Destino e sendo substituída por Belíssima. Os capítulos da reprise não foram exibidos durante um período nos dias 14 de fevereiro, 3 e 4 de abril, 10 e 11 de abril, 24 e 25 de abril, 1 e 2 de maio de 2018, devido à transmissão das partidas da Liga dos Campeões da Europa, e também no dia 27 de março de 2018, por conta do amistoso entre Brasil e Alemanha.
No capítulo de 26 de abril, no qual a vilã Laura (Cláudia Abreu) compra a mansão de Maria Clara (Malu Mader), a música de fundo O Fortuna de Carl Orff, na exibição original da novela, foi substituída por Sympathy For The Devil da banda The Rolling Stones. A explicação da Globo foi que a substituição foi necessária porque os direitos autorais da música original não haviam sido renovados
Outras mídias
Foi disponibilizada na plataforma de streaming Globoplay em 27 de junho de 2022, através do projeto Originalidade, que resgata e atualiza na íntegra as produções já existentes na plataforma.
Exibição internacional
Celebridade estreou em Portugal no mês seguinte à estreia no Brasil, substituindo Mulheres Apaixonadas, que estava sendo exibida pela SIC. Lançada em 2004 no exterior, a novela foi comercializada para muitos países, entre eles Paraguai, Peru, El Salvador, Chile, Equador, Bolívia, Israel, Croácia, Rússia, Honduras, Cabo Verde, Portugal, Uruguai, Moçambique, EUA, Nicarágua, Argentina, Angola, Albânia e Venezuela.
Classificação indicativa
Inicialmente, a trama era exibida com a classificação 12 anos, porém, no primeiro mês, foi cogitada sua reclassificação, por causa das cenas de violência explicita, uso de drogas, uso de excesso de palavrões, insinuações sexuais e nudez, como o topless das atrizes Isabela Garcia, Deborah Secco e Juliana Paes na primeira semana da novela. Em janeiro de 2004, a trama foi reclassificada como não recomendada para menores de 14 anos. Já na sua exibição no Vale a Pena Ver de Novo, é a primeira novela a ter classificação de 12 anos.
Enredo
Maria Clara Diniz é uma ex-modelo de renome internacional que se tornou a mais bem sucedida produtora de eventos do Brasil, trazendo grandes shows e exposição para o país. A vida dela muda quando ela conhece Laura, que finge ser sua grande admiradora e consegue um emprego como sua assistente, tramando com o mercenário Marcos para destruí-la e tomar posse de tudo que é seu. O motivo é vingança: no passado Ubaldo, padrasto de Laura, escreveu a canção "Musa do Verão" – a "Garota de Ipanema" da história – em homenagem a Marília, mãe da moça, porém a música foi roubada pelo falecido noivo de Maria Clara, Wagner, que registrou-a como sua e mentiu que era em homenagem a empresária, contando com a ajuda de seu irmão Ernesto e de seu sócio Lineu Vasconcellos. Revoltado, Ubaldo matou Wagner e foi preso, enquanto a mãe de Laura entrou em depressão e se matou, deixando a garota crescer em uma vida pobre e miserável, jurando se vingar dos que destruíram sua família. O que ela não imagina é que Maria Clara é inocente e nunca soube da verdade, também sendo vítima da mentira. Quando Ubaldo sai da cadeia, Laura dá início a seu plano, começando ao sabotar os clientes da rival, roubando-os para sua própria produtora, que ninguém sabe quem é a dona, fazendo com que ela tenha cada vez menos trabalhos.
Logo após se torna amiga de Beatriz – filha de Lineu que vive um casamento em crise com o fotógrafo Fernando desde que o filho mais novo, Fábio, morreu e ela passou a culpar o mais velho, Inácio, a quem deixou claro que queria que morresse no lugar – fazendo-a descobrir que Maria Clara tem um caso com seu marido. Por fim ela planta drogas no carro da empresária, que é presa por tráfico, e descobre onde estão os documentos originais da música, entrando na justiça e tirando todos os bens herdados pela empresária de seu ex-noivo e parte da fortuna de Lineu. Inicialmente Maria Clara deu razão a Laura por acreditar que ela só estava tomando o que era seu de direito, mas ao descobrir todas suas sabotagens, ela decide se vingar, abrindo uma nova produtora para recuperar seus clientes e seu prestígio e mostrar que se tornou uma grande empresária não por herança, mas sim por seu profissionalismo. Ainda há Renato, sobrinho ambicioso de Lineu que sonha assumir a presidência do Grupo Vasconcellos, mas se vê ameaçado pelo retorno de Beatriz e Fernando ao Brasil e pela proximidade do empresário com Maria Clara, tentando tira-los do caminho, além de se tornar uma pedra no sapato de Laura ao ser usado por ela.
As amigas Darlene e Jaqueline são manicures que tentam de tudo para se tornar famosas: a primeira convence o namorado, o bombeiro Vladimir, a posar nu após sua foto sem camisa durante um salvamento viralizar e ele se tornar um simbolo sexual, porém se frustra ao não conseguir se destacar também, ganhando fama ao engravidar do nadador olímpico Caio, irmão de Renato; já a segunda se torna amante de Lineu e ganha um programa de culinária dele na televisão, porém o trai com Paulo César. O rapaz é pressionado pela mãe a se tornar médico, mas sonha mesmo em ser chef, mentindo que está estudando para o vestibular de medina, além de também disputar Sandrinha com Inácio, que sofre com depressão pela morte do irmão. Cristiano já foi um jornalista de prestigio, mas não para mais em um emprego por ter se entregado ao alcoolismo desde a morte da esposa, contando com a ajuda de Noêmia, mãe de Paulo César e apaixonada por ele, para sair do vício. Quem se aproveita disso é Renato, irmão da falecida mulher do jornalista, que disputa com ele na justiça a guarda do pequeno Zeca, uma vez que deseja administrar a fortuna herdada. Ainda há Eliete, melhor amiga de Maria Clara que a ajuda a se reerguer, e Hugo, rapaz bem mais jovem que vive um romance com a empresária durante o tempo separada de Fernando.
Elenco
Participações especiais
Aparições Não Fictícias
Música
Nacional e Internacional
Seguindo o formato implantado com sucesso na trilha sonora de Mulheres Apaixonadas, a Som Livre juntou novamente o repertório nacional e internacional da novela e lançou em um disco duplo contendo 35 canções, com a atriz Malu Mader na capa. Capa: Malu Mader
Disco 1 Nacional
"Nossa Canção" - Vanessa da Mata (tema de Maria Clara e Hugo)
"Amor e Sexo" - Rita Lee (Tema de Darlene e Vladimir)
"Tempo de Dondon" - Dudu Nobre (tema de locação: Andaraí)
"O Que Tinha De Ser" - Maria Bethânia (tema de Maria Clara)
"Encostar na Tua" - Ana Carolina (Tema de Sandra e Inácio)
"Always" - Caetano Veloso (tema de Daniel)
"Brisa do Mar" - Chico Buarque (tema de Fernando)
"Nossos Momentos" - Gal Costa (tema de Noêmia)
"Com Que Roupa" - Gilberto Gil (tema de locação: Andaraí)
"Fama" - Beth Lamas (tema de Darlene e Jacqueline)
"Enquanto Houver Sol" - Titãs (tema de Cristiano)
"Rio de Janeiro (Isto é o Meu Brasil)" - João Bosco (tema de Fernando e Inácio)
"Doce Castigo" - Nana Caymmi (tema de Tânia)
"A Vizinha do Lado" - Roberta Sá (tema de Jacqueline)
"Olha Não Me Olha" - Lulu Joppert (tema de locação: Espaço Fama)
"Só Bamba" - Pérola Black
Disco 2 Internacional
Capa: Malu Mader
"Just The Way You Are" - Diana Krall (tema de Beatriz)
"You'll Never Find Another Love Like Mine" - Michael Bublé (tema Maria Clara e Fernando)
"I Heard It Through The Grapevine" - Michael McDonald (tema de Maria Clara)
"Bigger Than My Body" - John Mayer (tema de Paulo César)
"You Make Me Feel Brand New" - Simply Red (tema de Maria Clara e Otávio)
"Offer" - Alanis Morissette (tema de Sandra e Paulo César)
"Sympathy For The Devil" - Rolling Band (tema de Laura)
"The Closer I Get To You" - Luther Vandross & Beyoncé Knowles (tema de Cristiano e Noêmia)
"Superwoman" - Happening & Fabio Almeida (tema de Ana Paula)
"Ruby" - Ray Charles (tema Maria Clara e Fernando)
"Como Han Pasado Los Años" - Julio Iglesias (tema de Corina e Lineu)
"Bring It On" - T.J.
"Regálame La Silla Donde Te Espere" - Alejandro Sanz (tema de Eliete e Nelito)
"Non Mi Innamoro Piú (I'll Never Fall In Love Again)" - Ornella Vanoni (tema de Vladimir e Darlene)
"All I Really Want Is Love" - Henri Salvador e Lisa Ekdahl (tema de Laura e Renato)
"Absolute Lee" - Ithamara Koorax (tema de Beatriz e Marcos)
"Born to Try" - Delta Goodrem (tema de Inácio)
"Love's Theme" - The Love Unlimited Orchestra (tema de Abertura)
"Diavolo In Me" - Tedd Rusticini
Samba
Capa: Juliana Paes
"Pecadora" - Grupo Revelação
"Ex-Amor" - Simone e Martinho da Vila
"Caviar" - Zeca Pagodinho
"A Ordem é Samba" - Ney Matogrosso, Pedro Luís e a Parede
"Essa Noite Fiquei Só" - Grupo Pur'Amizade
"Cigana" - Raça Negra
"Paixão Brasileira" - Razão Brasileira
"Quantas Lágrimas" - Teresa Cristina e Grupo Semente
"Falso Amor Sincero" - Picolé
"Tudo Menos Amor" - Só Pra Contrariar
"Goiabada Cascão" - Dudu Nobre
"Vendi Meu peixe" - Jorge Aragão
"Um Raro Prazer" - Leci Brandão
"Lucidez" - Fundo de Quintal
"Encaixe Perfeito" - Swing & Simpatia
"Dona Carola" - Vavá
"Alvorada" - Nalanda
Recepção
Audiência
Exibição original
A telenovela estreou com 50 pontos de média, embalada com o sucesso de Mulheres Apaixonadas, sua antecessora no horário nobre.
Sua menor audiência é 30 pontos, alcançada no dia 31 de dezembro de 2003. Bateu recorde de audiência no dia 26 de abril de 2004, quando registrou 58 pontos e 81% de participação. Nesse dia foram exibidas a cena em que Maria Clara (Malu Mader) dá uma surra em Laura (Cláudia Abreu).
Em seu último capítulo, Celebridade registrou a maior média de audiência de um capítulo final de novela desde Renascer, em 1993: 64 pontos, com picos de 68 pontos e 82% de share. Na ocasião foi revelado que o assassino de Lineu (Hugo Carvana) é a vilã Laura (Cláudia Abreu), além do assassinato do vilão Marcos (Márcio Garcia) por Renato (Fábio Assunção), que termina a trama preso.
A novela teve média geral de 46 pontos, em São Paulo.
Reprise
Em seu primeiro capítulo exibido em 4 de dezembro de 2017, a novela registrou 13,8 pontos de média, abaixo da estreia de sua antecessora Senhora do Destino. Em 26 de dezembro, registrou 15,8 pontos. Seu pior índice foi registrado em 14 de março de 2018 com 9,5 pontos.
Com a exibição da icônica cena da surra de Maria Clara em Laura exibida em 14 de maio, a novela registrou 15,4 pontos de média, sendo esse um de seus melhores desempenhos com o mesmo índice do capítulo de 6 de fevereiro.
Na reta final, no feriado em 31 de maio, a novela registrou sua melhor média com 18 pontos em São Paulo e 16 pontos no Rio de Janeiro. O penúltimo capítulo exibido em 7 de junho registrou 12,2 pontos de média. O último capítulo exibido em 8 de junho registrou 14 pontos de média.
Ao todo a novela teve média geral de 14 pontos. Entre as causas da fraca audiência, estavam os muitos cortes, que frustraram boa parte dos telespectadores, que deixaram de seguir a reprise, diante de tantos capítulos "retalhados", além das chamadas de divulgação da novela, que davam destaque a personagens secundários. Além disso, a trama também enfrentava forte concorrência com o SBT, que exibia no horário a reprise da novela mexicana Coração Indomável.
Merchandising
Celebridade bateu o recorde de merchandisings em novelas da TV Globo, alcançado por sua antecessora, Mulheres Apaixonadas. Entre as marcas que firmaram parcerias com a trama e que apareceram muitas vezes na boca e nas mãos dos personagem estão: Itaú, Intelig, Samsung, Gatorade, Wella, Natura, entre tantos outros.
Denúncias
Em 2003, a telenovela entrou na lista da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania", que é formada por denúncias de telespectadores e pelo Comitê de Acompanhamento da Programação (CAP), onde estão como representantes mais de 60 entidades que assessoram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para criar a lista com o "Ranking da Baixaria na TV". As denúncias indicavam que a telenovela continha apelo sexual, incitação à violência e era exibida em horário impróprio.
Prêmios e indicações
Ligações externas
Telenovelas ambientadas na cidade do Rio de Janeiro
Programas de televisão do Brasil que estrearam em 2003
Programas de televisão do Brasil encerrados em 2004
Vale a Pena Ver de Novo
Obras ganhadoras do Prêmio APCA de Televisão
Telenovelas premiadas com o Extra de televisão
Telenovelas em português
Telenovelas da TV Globo da década de 2000
Telenovelas com temática LGBT do Brasil | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
1321 (, na numeração romana) foi um ano comum do século XIV do Calendário Juliano, da Era de Cristo, e a sua letra dominical foi D (53 semanas), teve início a uma quinta-feira e terminou também a uma quinta-feira.
Eventos
Kiev é anexada pelo Grão-Ducado da Lituânia.
Nascimentos
Falecimentos
Dante Alighieri, escritor, poeta e político italiano, considerado o primeiro poeta da língua italiana.
10 de Janeiro - Maria de Brabante, rainha consorte de Filipe III de França. | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Paulo Bento é um município do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.
Sua população estimada em 2016 era de 2 302 habitantes. Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim.
História
O nome de Paulo Bento teve sua origem dos Irmãos Bento e Souza, família que se estabeleceu em uma área de terra, que abrangia desde o Rio Cravo ao campo Erechim, por volta de 1890. Em 1928, a Vila foi planejada com ruas largas, 12 quarteirões e 26 chácaras. O traçado atual é o mesmo. João Barbosa adquire as terras que vão desde a posse dos bentos até a divisa com barão de Cotegipe. Onde se instalaram os primeiros imigrantes alemães. Em 1928 Oscar César, topógrafo, organiza o traçado da Vila Paulo Bento, que permanece após a criação do município .
Galeria de fotos
Municípios do Rio Grande do Sul
Fundações no Rio Grande do Sul em 1996 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Falaise é uma comuna no departamento de Calvados, na região administrativa da Normandia, no noroeste de França.
O castelo de Falaise foi o local de nascimento de Guilherme, o Conquistador, duque da Normandia e rei da Inglaterra.
Ligações externas | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
O é um desporto coletivo, semelhante no princípio básico do handebol. As equipes devem tentar jogar a bola dentro da baliza adversária, defendida pelo guarda-redes, mas é praticado dentro de uma piscina.
O jogo foi oficialmente inventado no fim do século XIX, embora existam desportos ancestrais ao polo aquático praticados desde o início do século XVIII. Era conhecido como o rugby aquático e junto ao futebol, foram os primeiros desportos coletivos oficiais das Olimpíadas dos tempos modernos.
As duas regras básicas oficiais são: a bola não pode ser segurada com as duas mãos juntas por qualquer jogador com exceção do guarda-redes, a bola não pode ser afundada por qualquer jogador quando atacado.
Diferentemente do futebol, onde não há limite de tempo, no polo aquático as equipes devem executar as suas jogadas em 30 segundos. O jogo é dividido em quatro partes de 8 minutos de tempo útil (o tempo para sempre que a bola sai dos limites da piscina, um técnico ou capitão pede tempo, ocorre alguma falta, ou um dos árbitros assinala alguma coisa com o apito).
Entre as melhores equipes mundiais estão a Hungria, Sérvia, Montenegro, Espanha, Rússia, Itália, Croácia, entre outras. No lado feminino, temos também grande destaque para os Estados Unidos
História
O polo aquático é um esporte coletivo praticado em piscina e disputado por duas equipas. Este esporte foi criado no século XIX (por volta de 1870), na cidade de Londres (Inglaterra). Porém, há relatos que indicam que o esporte era praticado desde o século XVIII, principalmente na Inglaterra e na Escócia. Recebeu o nome de "polo", já que os primeiros jogadores atuavam montados em barris que pareciam cavalos e acertavam a bola com uma marreta. A disciplina apareceu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, somente na vertente masculina, sendo realizada a inclusão das mulheres apenas em 2000.
A piscina
Dimensões
Para uma partida oficial de polo aquático, as balizas devem ser postas frente a frente com distâncias entre si de no mínimo 20m e no máximo 30m. A largura do campo deve ser de no mínimo 10m e no máximo 20m. O limite de campo de jogo, nas extremidades, é marcado 30cm atrás da linha de gol. No canto mais próximo do banco de reservas atrás da linha de gol, há um retângulo de cor vermelha que delimita a área de reentrada dos jogadores. É por ela que as substituições serão feitas. Quando um jogador é excluído (20 segundos) a área de exclusão é a mesma.
Balizas
As balizas serão feitas de postes retangulares com frente de 7,5cm de largura. As faces internas do poste deverão se distanciar em 3m (serão 3m de largura para a bola passar, fora a largura das traves em si). A face interna do poste transversal (travessão) deverá estar a 90cm da superfície da água.
Marcações
Na lateral do campo são feitas as marcações que delimitam áreas especiais do jogo:
Marcação Vermelha: colocada a 2m da linha do gol. Dentro desse espaço os jogadores não podem receber passes ou permanecer dentro da área por muito tempo. Os cantos são cobrados da linha dos 2m.
Marcação Amarela: colocada a 5m da linha do gol. Dentro desse espaço, as faltas (simples ou graves) não podem ser cobradas directamente à baliza. Os guarda-redes, que normalmente podem pegar a bola com as duas mãos e tocar com os pés no chão, perdem tais privilégios quando ultrapassam a linha de 5m ou quando defendem. Os remates de pênalti são cobrados da linha de 5m. O técnico da equipe que tiver posse da bola pode ir até a linha de 5m na borda para dar informações. Ao perder a posse ele deve voltar para antes da linha de gol.
Marcações Brancas: uma colocada em cada linha de gol, para que os árbitros possam perceber mais facilmente quando a bola entra toda ou não. Coloca-se também uma marcação branca na metade da piscina. Os guarda-redes não podem ultrapassar esta linha.
Na imagem abaixo podemos ver com clareza as marcações tanto nas raias das piscinas quanto na borda da piscina.
Os equipamentos
Toucas
Os jogadores usam toucas de pano, com proteções para as orelhas, sendo que uma equipe usa toucas brancas e a outra usa toucas azuis. As toucas dos guarda-redes são vermelhas. As toucas são numeradas de 1 a 13 onde a touca 1 e 13 são sempre do guarda-redes.
Bolas
Existem dois tipos de bola: uma para as mulheres e outra para os homens. A bola deve ter não menos que 400g e não mais que 450g. Para os homens a circunferência da bola deve estar entre 68 e 71 centímetros e para as mulheres a circunferência da bola deve estar entre 65 e 67 centímetros.
No dia 5 do Março de 2013, foi renovada a parceria entre a Mikasa, empresa japonesa de material desportivo, e a FINA. A Mikasa continuará a ser a fornecedora oficial de bolas das competições de polo aquático promovidas pela FINA até 2016.
As equipes
As equipes são formadas por 14 jogadores. Jogam 7 jogadores de cada equipe sendo um guarda-redes e seis jogadores de linha que podem ser substituídos durante o desenrolar da partida, durante pedidos de tempo ou quando for gol. Seis jogadores são os suplentes que podem entrar durante o desenrolar da partida,substituindo jogadores que estavam em jogo.
Regras básicas
O objetivo do jogo é marcar gols. A equipe que marcar um número maior de gols vence a partida;
A bola deve ser conduzida, tocada ou manejada por qualquer parte do corpo dos jogadores de linha exceto: as duas mãos simultaneamente e/ou qualquer das mãos em que o punho esteja fechado (socar a bola);
Guarda-redes podem socar a bola, pegar com as duas mãos e colocar os pés no chão, desde que não estejam em posse de bola;
Cada partida é dividida em quatro tempos de oito minutos cada. Quando há empate em partidas eliminatórias, ocorre a disputa por pênaltis (cinco cobranças para cada lado);
Faltas simples: São assinaladas pelo apito do árbitro que aponta na direção da baliza que pertence à equipe que cometeu a falta. A falta simples deve ser cobrada do mesmo canto aonde a falta ocorreu ou atrás, nunca à frente. Nota: Em uma falta que ocorra fora da área de cinco metros mas que a bola fique dentro, o jogador pode pegar a bola dentro, levar para fora da área de 5m e então cobrar a falta diretamente à baliza se quiser. Desde que o remate não demore.
Exemplos de faltas simples: segurar a bola com as duas mãos ao mesmo tempo, manter a bola sob a água, impulsionar-se no fundo da piscina, empurrar o adversário;
Faltas Graves: São assinaladas pelo apito do árbitro que aponta para o jogador que cometeu a falta e depois para a área de reentrada correspondente à equipe faltosa, indicando que este deve sair da área de jogo. As regras de cobrança da falta grave são iguais às da falta simples. O jogador excluído deverá permanecer fora de jogo por 20 segundos. O jogador que cometer três faltas graves em um único jogo não terá o direito de retornar à partida, podendo ser substituído após 20 segundos da sua terceira exclusão.
Exemplos de faltas graves: nadar sobre as pernas de um jogador de outra equipe, puxar as pernas de um adversário que está nadando, impedir com os braços a natação de um adversário, jogar água no rosto do adversário, impedir que um adversário cobre uma falta;
Faltas de Pênalti: É considerado pênalti, de modo geral, quando uma falta grave é cometida para impedir um gol provável. (nota: Provável é aquele que tem grande probabilidade de acontecer, possível é aquele que tem chances não-nulas de acontecer. Gol Provável significa um gol iminente e é interpretativo, cabendo ao árbitro decidir quando esta regra será aplicada) A todo jogador que cometer um pênalti, será assinalada na súmula uma falta grave. Este não precisará cumprir 20 segundos fora de jogo, mas cometer três pênaltis é como cometer três faltas graves;
Faltas Gravíssimas: São faltas de agressão severamente punidas. Um jogador que cometer falta gravíssima será imediatamente suspenso da partida, não podendo retornar ao jogo em momento algum. De acordo com orientações do árbitro, a falta pode ser com ou sem direito a substituição imediata. Com direito de substituição imediata, o técnico pode colocar outro jogador em campo no lugar do agressor. Sem direito a substituição a equipe do jogador faltoso ficará 4 minutos com um jogador a menos em campo e ainda concederá automaticamente um remate de penalti à equipe adversária. Sendo a falta com ou sem direito a substituição, o jogador pode e provavelmente vai, ter o seu caso levado ao órgão competente e ser julgado, podendo receber penas maiores como ficar fora de partidas próximas, campeonatos próximos e até o banimento de competições oficiais, dependendo da gravidade da agressão. Note que cometer três faltas graves não equivale a uma falta gravíssima.
Exemplos de faltas gravíssimas: agressão, desacato extremo aos árbitros, antidesportivismo;
Cada equipe possui 30 segundos para efetuar uma jogada, sendo esse tempo cronometrado pelos responsáveis pela partida (árbitros de mesa) e exibido em tela onde ambos os jogadores e os técnicos possam ver facilmente. Esse tempo é reiniciado sempre que uma equipe recupera a posse da bola, sempre que um arremesso à baliza é efetuado (em caso de a equipe que fez o remate recuperar a bola, este terá mais 30 segundos para fazer outra jogada) e sempre que algum jogador comete falta grave.
Federações e confederações
A FINA (Federação Internacional de Natação) é o organismo internacional responsável pela organização de eventos e campeonatos de polo aquático a nível mundial. No Brasil, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) realiza campeonatos e organiza o desporto.
Campeonatos
A competição de polo aquático mais importante é a Liga Mundial. O Campeonato Mundial, outra competição importante do calendário deste desporto, é realizado a cada dois anos. A Fina também realiza, a cada 4 anos, o Campeonato do Mundo de Polo Aquático. O polo aquático também faz parte do quadro de desportos dos Jogos Olímpicos.
Potências do polo aquático
Em 2007, a Liga Mundial foi vencida pela equipe da Sérvia (masculino) e Estados Unidos (feminino). O campeonato mundial disputado na Austrália, também em 2007, foi vencido pela Croácia (masculino) e Estados Unidos (feminino).
Masters
O polo aquático engloba também a categoria masters, criada inicialmente para os atletas de alta competição que tinham interesse em continuar a prática competitiva.
Ver também
Liga Portuguesa de Polo Aquático
Liga Mundial de Polo Aquático
Liga Nacional de Polo Aquático (Brasil) | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Rolador é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.
Rolador
Fundações no Rio Grande do Sul em 1996 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
O MySQL é um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD), que utiliza a linguagem SQL (Linguagem de Consulta Estruturada, do inglês Structured Query Language) como interface. É atualmente um dos sistemas de gerenciamento de bancos de dados mais populares da Oracle Corporation, com mais de 10 milhões de instalações pelo mundo.
Entre os usuários do banco de dados MySQL estão: NASA, Friendster, Banco Bradesco, Dataprev, HP, Nokia, Sony, Lufthansa, U.S. Army, U.S. Federal Reserve Bank, Associated Press, Alcatel, Slashdot, Cisco Systems, Google, entre outros.
História
O MySQL foi criado na Suécia por suecos e um finlandês: David Axmark, Allan Larsson e Michael "Monty" Widenius, que têm trabalhado juntos desde a década de 1980. Hoje seu desenvolvimento e manutenção empregam aproximadamente 400 profissionais no mundo inteiro, e mais de mil contribuem testando o software, integrando-o a outros produtos, e escrevendo a respeito dele.
No dia 16 de Janeiro de 2008, a MySQL AB, desenvolvedora do MySQL foi adquirida pela Sun Microsystems, por US$ 1 bilhão, um preço jamais visto no setor de licenças livres. No dia 20 de Abril de 2009, foi anunciado que a Oracle compraria a Sun Microsystems e todos os seus produtos, incluindo o MySQL. Após investigações da Comissão Europeia sobre a aquisição para evitar formação de monopólios no mercado a compra foi autorizada e hoje a Sun faz parte da Oracle.
O sucesso do MySQL deve-se em grande medida à fácil integração com o PHP incluído, quase que obrigatoriamente, nos pacotes de hospedagem de sites da Internet oferecidos atualmente. Empresas como Yahoo! Finance, MP3.com, Motorola, NASA, Silicon Graphics e Texas Instruments usam o MySQL em aplicações de missão crítica. A Wikipédia é um exemplo de utilização do MySQL em sites de grande audiência.
O MySQL hoje suporta Unicode, Full Text Indexes, replicação, Hot Backup, GIS, OLAP e muitos outros recursos de banco de dados.
Características
Portabilidade (suporta praticamente qualquer plataforma atual);
Compatibilidade (existem drivers ODBC, JDBC e .NET e módulos de interface para diversas linguagens de programação, como Delphi, Java, C/C++, C#, Visual Basic, Python, Perl, PHP, ASP e Ruby)
Excelente desempenho e estabilidade;
Pouco exigente quanto a recursos de novos hardware;
Facilidade no manuseio;
É um Software Livre com base na GPL (entretanto, se o programa que acessar o Mysql não for GPL, uma licença comercial deverá ser adquirida);
Contempla a utilização de vários Storage Engines como MyISAM, InnoDB, Falcon, BDB, Archive, Federated, CSV, Solid…
Suporta controle transacional;
Suporta Triggers;
Suporta Cursors (Non-Scrollable e Non-Updatable);
Suporta Stored Procedures e Functions;
Replicação facilmente configurável;
Interfaces gráficas (MySQL Toolkit) de fácil utilização cedidos pela MySQL Inc.
Milestones
Os milestones do desenvolvimento do MySQL incluem:
Ver também
PHP
Servidor Apache
Banco de dados
SQLite
Postgresql
Ligações externas
Manuais de referência/tutoriais
MySQL
SQL
Sistemas de gerenciamento de banco de dados
Sistemas livres de gerenciamento de banco de dados
Software de 1995
Programas da Sun Microsystems
Programas de computador da Oracle Corporation | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Bjarne Stroustrup (Århus, ) é um cientista da computação dinamarquês e professor catedrático da Universidade do Texas A&M. É conhecido como o pai da linguagem de programação C++.
Stroustrup, nas suas próprias palavras, "inventou a C++, escreveu as suas definições iniciais e produziu a sua primeira implementação, (…) escolheu e formulou os critérios de projeção da linguagem C++, desenhou todas as suas facilidades principais e foi responsável pelo processo de propostas de extensão no comité de padrões de C++." Stroustrup também escreveu o que muitos consideram a obra padrão de introdução à linguagem, "A linguagem de programação C++", que se encontra na quarta edição. A obra possui revista para refletir a evolução da linguagem e o trabalho do comité de padrões de C++.
Educação
Stroustrup é cand. scient. (o equivalente dinamarquês do grau de mestre) em matemática e ciência da computação (1975) pela Universidade de Aarhus, Dinamarca, e doutor em ciência da computação (1979) pela Universidade de Cambridge, Inglaterra.
Carreira
Ele desempenhou o cargo de diretor do Departamento de Investigação de Programação em Grande Escala dos Laboratórios Bell da AT&T, desde a sua criação até aos finais de 2002. Stroustrup foi eleito membro da Academia Nacional de Engenharia em 2004. Ele foi eleito membro da Association for Computing Machinery (ACM) em 1994 e no Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE). De 2002 a 2014, Stroustrup foi o Presidente da Faculdade de Engenharia e Professor de Ciência da Computação da Texas A&M University. Desde janeiro de 2014, Stroustrup é diretor administrativo da divisão de tecnologia do Morgan Stanley na cidade de Nova York e professor visitante em ciência da computação na Columbia University.
Prémios e realizações
1990 - Nomeado um dos "American's twelve top young scientists" pela revista Fortune.
1993 - Prêmio Grace Murray Hopper da Association for Computing Machinery (ACM) pelo seu trabalho na linguagem C++
1995 - A revista Byte nomeou-o uma das 20 pessoas mais influentes na indústria de informática
1996 - Foi nomeado "Fellow" da AT&T "pelas contribuições fundamentais para o desenvolvimento de linguagens de programação e programação orientada à objetos, culminando na linguagem de programação C++"
1998 - Foi nomeado "Fellow" da ACM: pelo seu trabalho inicial que formaram as fundações da linguagem de programação C++. Apoiado nas fundações e no esforço contínuo do Dr. Stroustrup, a linguagem C++ tornou-se numa das linguagens de programação mais influentes na história da computação.
2004 - National Academy of Engineering, 2004
2004 - IEEE Computer Society 2004 Computer Entrepreneur Award.
Publicações
Citações
C faz com que seja muito fácil atirar nos próprios pés. C++ faz com que isso se torne mais difícil, mas quando você consegue, destrói toda a perna."
"Sempre desejei que o meu computador fosse tão fácil de usar como o meu telefone. O meu desejo realizou-se. Já não sei usar o meu telefone."
"Nós podemos sobreviver com o necessário. Mas não é proibido viver com mais que o necessário."
Ligações externas
Página pessoal de Bjarne Stroustrup
Encontro com Bjarne Stroustrup (Video)
Biografia no IEEE
Naturais de Aarhus
Prêmio Grace Murray Hopper
Cientistas da computação da Dinamarca
Pioneiros da computação
Bjarne Stroustrup
Alunos do Churchill College | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A parede celular é uma camada muito resistente, flexível e ocasionalmente rígida. Está presente em células vegetais, bactérias e fungos. As células animais não possuem parede celular. A parede celular envolve a membrana celular e fornece à célula suporte estrutural e proteção. Além disso, ela atua como filtro para a célula. Uma das principais funções da parede celular é atuar como vaso de pressão, evitando a Citólise (morte da célula) quando água entra na célula. A parede celular está presente em plantas, fungos, células procarióticas, mas não nas bactérias do gênero Mycoplasma.
Parede celular das plantas
A parede celular é um importante componente da célula vegetal, ela se localiza externamente à membrana plasmática e tem funções importantes para a célula, como de manutenção da forma celular, evitar ruptura da membrana plasmática, proteger a célula contra a entrada de patógenos, controlar também a entrada de água e outras substâncias dentro das células de forma seletiva e o transporte de substâncias entre células adjacentes, além de controlar também o crescimento celular.
Composição e estrutura da parede celular
A parede celular das plantas (incluindo as plantas vasculares, os musgos e as algas verdes) é formada essencialmente por microfibrilas de celulose, essas microfibrilas estão imersas em uma matriz que contém hemiceluloses e pectinas que são por sua vez, compostos não-celulósicos. As primeiras camadas de miofibrilas formam a parede primária, que mantém a sua elasticidade permitindo que a célula possa crescer. Elas não apresentam uma direcção definida (ordenada) e encontram-se ligadas por ligações de hidrogênio, o que torna a estrutura mais flexível. Novas camadas de celulose podem ser depositadas dentro da parede primária gerando espessamento da parede, inclusive com impregnação de lignina. Após a formação desta, algumas plantas podem formar a parede secundária - com a qual as células não podem mais crescer. E geralmente são mortas em sua maturidade. Na parede secundária, as microfibrilas já se apresentam orientadas numa determinada direcção, conferindo maior rigidez à parede celular, é também importante lembrar que, uma vez que a parede primária se modifica em parede secundária, a mesma não retorna a sua forma inicial em hipótese alguma. A primeira, segunda e terceira camadas adicionais que formam a parede secundária são denominadas respectivamente S1, S2 e S3. Existe ainda uma camada gelatinosa entre as paredes celulares das células vizinhas que as mantém ligadas. Esta camada, chamada lamela média é formada por fibras de celulose entrelaçadas por moléculas de pectinas e hemiceluloses.
Podemos encontrar também quantidades variáveis de outras substâncias orgânicas e inorgânicas na composição da parede celular, essas variações dependem do tipo de parede. Como substâncias orgânicas podemos destacar a lignina (como já citamos anteriormente), proteínas e lipídios, existem também algumas enzimas que contribuem para manutenção das propriedades da parede. E as substâncias inorgânicas são os cristais e sílica.
As paredes primária e secundária podem geralmente se diferenciar pela sua espessura, uma vez que, a parede secundária é mais espessa que a parede primária, isso acontece por conta da sua maior quantidade de camadas lignificadas, porém a parede primária é ainda mais espessa que a lamela média. Existem outras diferenças características entre essas duas paredes, por exemplo, a parede primária apresenta bastante pectina e um alto teor de água, já a parede secundária, tem hemicelulose e por possuir mais lignina, que é hidrofóbica, tem um menor teor de água, além disso não apresenta pectinas e glicoproteínas.
Formação
Quando as células se dividem, têm de formar uma nova parede celular, para isso é necessário o surgimento da placa celular e esta se dá durante a telófase da mitose. Nesse momento, os microtúbulos se dispõem na periferia da célula, porém, mais posteriormente em outras fases, eles se encontrarão na região mais equatorial e isso será um fator importante para que a placa celular se forme. Forma-se também ao longo do eixo de divisão uma camada de microtúbulos, chamada fragmoplasto que ajuda na deposição das microfibrilas de celulose. São as vesículas de secreção, oriundas da rede tras-Golgi, que vão se fundir, e que serão acumuladas nas terminações dos microtúbulos, elas irão especificamente formar a placa celular, logo essa placa celular vai aumentando de tamanho até que a parede da célula-mãe seja dividida em duas partes, neste momento os microtúbulos dos fragmoplastos irão orientar as vesículas que restaram e a partir disso, elas se unirão originando a membrana plasmática de cada uma das que virão a ser células-filhas, posterior a isso, juntamente à placa celular ocorre a deposição de polissacarídeos de parede, o que dará origem a parede celular de ambas as células-filhas, essas células já terão formada parede primária e lamela média .
Campos de pontuações
Células vizinhas comunicam entre si através de poros na parede celular chamados Pontuações, essas pontuações são atravessadas por filamentos citoplasmáticos chamados Plasmodesmos, que estabelecem uma condução entre o protoplasma dessas células adjacentes. Estas ligações explicam como as infecções ou outras doenças se espalham rapidamente por todos os tecidos das plantas. Elas são formadas a partir de deposições diferentes de microfibrilas de celulose ao longo da parede primária, essas deposições ocorrem as vezes de forma "desigual", formando depressões que denominamos de campos de pontoação.
De acordo com a deposição de parede secundária sobre a primária podemos denominar dois tipos diferentes de pontoações, as pontoações simples e as pontoações areoladas. As pontoações areoladas ocorrem quando a parede secundária sobrepõe a parede primária formando uma cavidade na pontoação, já nas pontoações simples, não ocorre deposição de parede secundária, logo, não existe a formação de uma cavidade na pontoação.
A parede celular das plantas verdes é normalmente permeável aos fluidos, exceto quando impregnada com lignina ou suberina, nas plantas com crescimento secundário.
Uma diferença importante entre as células das algas verdes e as das Plantas é que, nas primeiras (com exceção das Charophyta), os microtúbulos alinham-se paralelamente ao plano da divisão celular - formando o que se chama de ficoplasto - e nas Plantas (e nas Charophyta) esse alinhamento é perpendicular ao plano da divisão celular - '''
Parede celular das algas
Nos restantes grupos de seres vivos tradicionalmente considerados algas, a parede celular encontra-se normalmente presente e também formada por polissacarídeos, mas que podem ser de tipos diferentes da celulose.
Nas algas vermelhas as paredes celulares são formadas por um complexo de microfibrilhas dentro duma matriz mucilaginosa. Ágar e carragenina são as duas espécies de mucilagem típicas das algas vermelhas.
O ácido algínico (ou alginato) juntamente com celulose são os componentes típicos da parede celular das algas castanhas.
As diatomáceas têm as células protegidas por frústulas compostas por duas peças que se encaixam como os pratos duma caixa de Petri, formadas de sílica opalina, polimerizada.
Os dinoflagelados possuem um invólucro exterior (teca) formado por duas camadas membranosas, no meio das quais se encontra um complexo de vesículas achatadas que, nas formas "tecadas", contêm placas de celulose. Muitas espécies de dinoflagelados, no entanto, apresentam células "nuas" - sem uma verdadeira parede celular.
Parede celular dos fungos
Essa parede não altera em nada as características dos fungos,serve para estimular e pressionar o fungo para florescer
Parede celular das bactérias
A parede celular das bactérias é tipicamente composta por s (polímeros de polissacarídeos ligados a proteínas como a mureína, com funções protectoras).
Quando a parede exterior tem esta composição, a célula tinge de cor púrpura quando fixada com violeta-cristal, uma preparação conhecida como técnica de Gram - bactérias "Gram-positivas".
Outras bactérias possuem uma membrana externa, que se sobrepõe a uma fina camada de peptidioglicanos, essa membrana externa é formada por carboidratos, lípidos e proteínas. Estas bactérias não tingem de púrpura com o corante de Gram - "Gram-negativas".
Muitos antibióticos, incluindo a penicilina e seus derivados, agem inibindo o processo de síntese da parede celular bacteriana durante a divisão binária.
A parede celular bacteriana contém em algumas espécies infecciosas a endotoxina lipopolissacarídeo (LPS) uma substância que leva a reacção excessiva do sistema imunitário, podendo causar morte no hóspede devido a choque séptico.
Ligações externas
Biologia celular
Organelos
Fisiologia vegetal | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
(em alemão Bonn; ) é uma cidade alemã situada no estado de Renânia do Norte-Vestfália, cerca de 30 quilômetros a sul de Colônia e cerca de 60 quilômetros a norte de Coblença. Tem pouco mais de 300 mil habitantes.
Bona é uma cidade independente (Kreisfreie Städte) ou distrito urbano (Stadtkreis), ou seja, possui estatuto de distrito (kreis).
O número de habitantes da cidade de Bonn ultrapassou apenas em 1939 os 100 mil, tornando-se então uma cidade (Großstadt). Bona foi a capital da República Federal Alemã entre 1949 e 1989. Atualmente, permanecem em Bona algumas embaixadas e algumas estatais alemãs como a Deutsche Welle, a Deutsche Telekom e o Deutsche Post. Desde 1996, é também a sede de algumas organizações da ONU que têm por tema a preservação do ambiente e o desenvolvimento no Terceiro Mundo.
O célebre compositor Ludwig van Beethoven nasceu na cidade em 1770.
Religiões
No início do século XVI, Bona foi o centro das tentativas de reforma do príncipe eleitor Henrique V da Saxônia. Até 1543, Martinho Lutero teve muitos simpatizantes na cidade, mas a partir daqui, o luteranismo foi combatido activamente, com o patrocínio da família real dos Wittelsbach, em favor do catolicismo. Através da Contra-Reforma, onde os Jesuítas assumiram um papel combativo, Bona tornou-se praticamente na totalidade uma cidade católica. Após a dissolução da figura de príncipe-eleitor de Colónia em 1802, a comunidade católica de Bona passou a pertencer ao bispado de Aachen, porém, entre 1821 e 1825 voltou ao arcebispado de Colónia.
Como foi dito, Bona foi "recatolizada", particularmente sob a acção dos Jesuítas. Desde logo, apenas após a secularização de 1803 (com Napoleão), no ano de 1816, foi possível constituir uma paróquia luterana (ou evangélica), pertencendo ao sínodo do círculo de Mülheim, dentro da Igreja evangélica da Prússia e suas províncias na Renânia.
Em 1895, Bona tornou-se o centro de um sínodo próprio, a partir do qual se desenvolveu o atual círculo sinódico de Bonn.
No entanto, hoje, a maioria dos habitantes de Bona continua a ser católica, tal como em Colônia, ao contrário de outras cidades das proximidades como Düsseldorf, cuja maioria é de protestantes (luteranos).
Capital da Alemanha Ocidental (1948-1990)
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Bona tornou-se parte da zona ocupada pelas tropas britânicas e foi então incorporada no estado da Renânia do Norte-Vestfália. Em 1949 a cidade se tornou a capital provisória da Alemanha Ocidental por iniciativa do chanceler Konrad Adenauer, natural de Colônia, que morava desde 1937 a poucos quilômetros de lá, no outro lado do rio Reno, na pequena localidade de Rhöndorf, uma freguesia da vila de Bad Honnef.
Na cidade está sediada a Universidade de Bonn, com aproximadamente 30 mil estudantes (2007).
Turismo
Casa de Ludwig van Beethoven
A casa na qual Ludwig van Beethoven nasceu situa-se na rua Bonngasse, no centro da cidade de Bonn. Atualmente, transformou-se em um museu que preserva uma importante coleção de documentos da vida do compositor, como uma versão incompleta de sua nona sinfonia, declarada patrimônio histórico pela UNESCO. Em 1986, foi inaugurada uma sala de música da orquestra de câmara da cidade num edifício contíguo.
O edifício da sala de concertos de Bonn chama-se Beethovenhalle em homenagem ao filho mais dileto da cidade.
Edifícios históricos
Na praça do mercado, encontra-se o edifício da prefeitura da cidade, construído em 1737 no estilo rococó. Logo atrás desse prédio, localiza-se o Palácio do Príncipe-eleitor de Colônia (Kurfürstliches Schloss), atual sede da administração da Universidade de Bonn e de algumas faculdades dessa instituição.
Na Avenida Poppelsdorf (Poppelsdorfer Allee) pode ser encontrado o edifício do Palácio Poppelsdorf (Poppelsdorfer Schloss), segunda residência do príncipe-eleitor. Atrás desse edifício encontra-se o Jardim Botânico da Universidade de Bonn.
Na praça da catedral (Münsterplatz), encontra-se a famosa estátua de Beethoven, ao lado da Catedral de Bonn ou Catedral de São Martinho, uma das mais antigas da Alemanha.
Igrejas
Catedral de Bonn (Münsterkirche). Sua construção começou no século XI e finalizou no século XIII. A catedral testemunhou a coroação de importantes príncipes europeus. Ainda no século XI, deteve o nome de Igreja de São Cássio e de São Florêncio (Cassius et Florentius), dois soldados legionários romanos que foram mártires da Igreja no séc. III. No século XIX, adotou o nome de Catedral de São Martinho e, depois, Basílica Menor. É a maior catedral católico-romana da cidade.
Igreja dupla de Santa Maria e São Clemente (Doppelkirche Schwarzrheindorf): foi construída no século XII.Igreja católico-romana dedicada ao Papa Clemente I.
Igreja da Cruz (Kreuzkirche). Trata-se da maior igreja evangélica da cidade de Bonn. A construção da igreja iniciou-se em 1866, mas a comunidade paroquial evangélica existia desde 1817, logo após a ocupação prussiana da província renana em 1815.
Castelos
Castelo Godesburg. Localizado no bairro de Bad Godesberg em Bonn e construído no séc. XIII.
Edifícios modernos
Torre dos Correos (Posturm). É o maior edifício da província da Renânia do Norte-Vestfália
Sede da Deutsche Telekom
Sede da T-Mobile
Maritim Bonn. Hotel 5 estrelas mais famoso da cidade, sede de numerosos congressos e exposições
Schürmannbau, sede central da companhia estatal Deutsche Welle
Langer Eugen. Antiga sede do parlamento e hoje campus da Universidade das Nações Unidas (ONU)
Museus
Kunst- und Ausstellungshalle der Bundesrepublik Deutschland (Salão de arte e de exposições da República Federal da Alemanha)
Kunstmuseum Bonn (Museu de arte moderna)
Haus der Geschichte der Bundesrepublik Deutschland (Museu de história da República Federal de Alemanha)
Museum Koenig (Museu de história natural e etnologia de Bonn), após a Segunda Guerra Mundial nesse local se reuniu pela primeira vez o parlamento alemão.
Beethoven-Haus (Cada de Beethoven), casa natal de Ludwig van Beethoven.
Ägyptisches Museum (Museu egípcio da Universidade de Bonn)
Akademisches Kunstmuseum (Museu acadêmico de arte)
Arithmeum, Museu de Matemática da Universidade de Bonn.
Rheinisches Landesmuseum Bonn, Museu Regional Renano de Bonn
Universidades e Instituições de Ensino Superior
Universidade de Bonn (Rheinische Friedrich Wilhems Universität Bonn)
Instituto Max Planck de Radioastronomia (Max-Planck-Institut für Radioastronomie)
Instituto Max Planck de Matemática (Max-Planck-Institut für Mathematik)
Instituto Max Planck para Pesquisa de Bens Coletivos (Max-Planck-Institut zur Erforschung von Gemeinschaftsgütern)
Centro Alemão para Doenças Degenerativas (Deutsches Zentrum für Neurodegenerative Erkrankungen, DZNE)
Universidade das Nações Unidas, Instituto da ONU para o Meio Ambiente e Segurança Humana (UNU-EHS)
Universidade de Ciências Aplicadas Bonn-Rhein-Sieg (Hochschule Bonn-Rhein-Sieg)
Instituto Alemão para Política de Desenvolvimento (Deutsche Institut für Entwicklungspolitik, DIE)
Parques e Jardins Botânicos
Botanischer Garten (Jardín Botânico da Universidade de Bonn)
Rheinaue (parque localizado na margem esquerda do Reno)
Rhein-Promenade e Alter Zoll (Esplanada ao lado do Reno e antiga aduana fluvial)
Vulcão Rodderberg (vulcão extinto localizado ao sul da cidade)
Cidades independentes da Alemanha | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
O vestuário chamado baiana é uma indumentária tradicional e é a mesma usada nos terreiros de candomblé. Existem roupas para todas ocasiões. A roupa de ração é a mais simples e as roupas feitas com bordado Richelieu podem custar por volta de quinze mil reais. A roupa de baiana pode tomar um colorido especial quando se trata das baianas de eventos turísticos. A roupa da baiana da escola de samba é um caso a parte, mudando de cor e de modelo de acordo com o enredo.
Roupa de ração
Roupa de ração é a roupa usada diariamente em uma casa de Candomblé. São roupas simples feitas de morim ou cretone.
As roupas de ração podem ser coloridas ou brancas, dependendo da ocasião na roça de candomblé. Compõem o jogo: saia (axó) de pouca roda para facilitar a movimentação, singuê (espécie de faixa amarrada nos seios que substitui o sutiã), camisu ou camisa de mulata, geralmente branco e enfeitado com rendas e bordados, calçolão (espécie de bermuda amarrada por cordão na cintura, um pouco larga para facilitar a movimentação e proteger o corpo em casos que se é necessário sentar no chão), pano da costa e o ojá, um pano que se amarra à cabeça.
O axó tem uma representação muito grande no Jeje. A roupa fala de um simbolismo muito especial, que além de ético e moral, os axós dão para as mulheres posição e postura. É bonito se notar a forma e a reverência que estas roupas expressam em sua aparência e jeito: respeito acima de tudo!
As mulheres de jeje, especialmente o maí, quanto a composição de singuê, de xocotô (espécie de calça, também chamado "cauçulu"), saia, e camisu, compõem seu axó.
Vestuário das Ialorixás
O vestuário de uma Ialorixá é diferente das roupas usadas pelas equedes e iaôs, é caracterizada pelo uso da "Bata" que é usada por fora da saia com o camisu por baixo, nas casas tradicionais somente a [[Ialorixá pode usar, se ela permitir suas filhas ebomis podem usar também, mas nunca permitirá o uso da Bata por uma equede, iaô ou abiã.
A Bata é símbolo de cargo ou posto dentro da Hierarquia do candomblé. O pano da costa dobrado sobre o ombro também tem sua representação, é um símbolo de cargo pois as iaôs o usam amarrado no peito, as ebomis na cintura e Ialorixás no ombro.
Normalmente, saias e Batas de bordado richelieu (como a usada por mãe Stella) também só são usadas pelas Ialorixás, assim como o pano da costa de Alacá africano.
Os turbantes também chamados de torço ou ojá, usados na cabeça normalmente são maiores e mais ornamentados, assim como determinados fio-de-contas não podem ser usados por pessoas que não tem cargo, o (fio de ouro) por exemplo só pode ser usado por ialorixás com mais de 50 anos de Santo, símbolo de senioridade (como o usado por mãe Menininha).
Mãe Tatá na foto aparece com o pano da costa na cintura, também pode, porque antes de ser uma ialorixá ela é uma ebomi, ao passo que as equedes estão vestidas com roupas mais simples.
Além do simbolismo do vestuário, existem muitos objetos que podem ser caracterizados e usados somente por Ialorixás e Babalorixás, o anel de ouro com um búzio incrustado é um deles. O brinco de ouro com búzio antes também exclusivo das ialorixás tornou-se de uso comum, sendo usado até por pessoas que não fazem parte da religião.
Na nação Jeje o uso do Humgebê só é permitido a quem já fez a obrigação de sete anos, ou melhor, é quando a pessoa recebe o hungebê que passa a ser um vodunce.
Outra característica do vestuário é o uso do Ojá na cabeça, no Candomblé Jeje quem é de santo aboró usa o ojá com uma aba, e quem é de santa Iabá ou Aiabá usa duas abas (como mãe Tatá na foto por ser de Oxum), nas outras nações algumas pessoas adotam esse uso.
Baiana do Acarajé
A baiana do acarajé (ou simplesmente baiana) é como são chamadas as mulheres que se dedicam à profissão de vendedora de acarajé e outras iguarias das culinárias africana e baiana. Na maioria da vezes são filhas ou mães de santo do candomblé que adotaram essa profissão autônoma principalmente por não ter um vínculo com patrão ou empresa. Isso se dá em virtude das obrigações do candomblé muitas vezes requererem sua presença por períodos variáveis de dias podendo chegar a um mês, e se tivesse um patrão seria quase inviável. Mulheres batalhadoras que com muita luta conseguiram a regularização da profissão junto aos poderes públicos. Uma das principais figuras típicas do Brasil, chega a ser uma caracterização obrigatória nas Escolas de Samba do país.
Sua roupa também é de baiana, pode ser uma roupa simples com saia sem roda, bata, ojá na cabeça e os tradicionais fio-de-contas, ou mais sofisticada com todos os adereços como usam as baianas de eventos turísticos.
Baiana de eventos turísticos
A indumentária típica das baianas constitui-se no marco característico da mulher afro-descendente da Bahia, que mantém vivas suas raízes históricas; como tal ela é representada em diversos eventos turísticos típicos, folclóricos, muitas vezes contratadas por empresas, em toda a Bahia e até fora dela. São de cores alegres, usam Batas de renda ou richelieu, e o turbantes ou torços são bem grandes e trabalhados, são independentes da hierarquia do candomblé, não precisa ser uma ialorixá para usar Bata, todas usam.
Um bom exemplo encontra-se na festa da Lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, ou nas Escolas de Samba, que obrigatoriamente têm uma Ala das baianas.
Baiana da escola de samba
A roupa clássica da ala das baianas de uma escola de samba compõe-se de torso, bata, pano da costa e saia rodada. Entretanto, a inventividade dos carnavalescos não tem limites e frequentemente podemos ver baianas com as mais inusitadas fantasias, tais como noivas, estátuas da liberdade, seres espaciais, globo terrestre (foto) ou poços de petróleo. A confecção dessas roupas tornou-se uma indústria do carnaval que é uma das maiores fontes de emprego tanto para os componentes das escolas como para os profissionais contratados pelas escolas que tem emprego garantido durante o ano todo.
Religiões afro-brasileiras
Cultura afro-brasileira | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Ciro Gomes — Político, advogado e professor universitário brasileiro
Ciro I ou Ciro I de Anshan
Ciro II ou Ciro, o Grande — 559 a.C. a 529 a.C.
Ciro, o Jovem ou Ciro, o Moço — irmão do rei Artaxerxes I] (m. 401 a.C.)
Ciro (sobrinho de Salomão) — oficial bizantino sob o imperador Justiniano
Ciro Henrique Alves Ferreira e Silva — futebolista brasileiro do Persikabo 1973
Ver também
Cirò — comuna da província de Crotone, região Calábria, Itália
Desambiguações de antropônimos
Desambiguações de topônimos
Desambiguações de história | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
(, na numeração romana) foi um ano comum do século XIX do actual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, e a sua letra dominical foi D (53 semanas), teve início a uma quinta-feira e terminou também a uma quinta-feira.
Eventos
Fundação da cidade de Perth, na Austrália.
Assinado, em Edirne, o tratado que reconhece a Grécia independente do Império Otomano.
Chega à Praia da Vitória, no contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), a expedição sob o comendo do marechal duque de Saldanha, encontrando a baía bloqueada pelos navios de guerra ingleses "Ranger" e "Nimrod", que o obrigaram a retirar, depois da troca de várias cartas entre os comandantes.
A Junta Provisória em Angra, condena à morte cinco chefes do partido de D. Miguel, que se achavam fugidos, pondo a prémio as suas cabeças.
A Junta Provisória mandou recolher a prataria e os sinos das igrejas (Sé catedral de Angra incluída), exceto o estritamente necessário ao culto, e enviar os metais à Casa da Moeda então estabelecida na Fortaleza de São João Baptista, de Angra para fundir moeda - os "malucos" de 80 réis.
Abril
5 de abril
Extinção da Junta Provisória de Angra do Heroísmo e nomeação do Conde de Vila Flor no cargo de capitão-general das ilhas dos Açores;
Nomeação do Conde de Vila Flor no cargo de comandante-em-chefe da força armada que guarnecia a ilha Terceira, Açores.
21 de abril - Nomeação do major Bernardo de Sá Nogueira no cargo de chefe do estado maior na ilha Terceira, Açores.
Junho
22 de junho - Chegada do Conde de Vila Flor à ilha Terceira, Açores.
Agosto
11 de agosto - Batalha em Vila da Praia, ilha Terceira entre liberais e miguelistas que culminou com a victória dos primeiros.
11 de Agosto - No contexto da Batalha em Vila da Praia, foi afundada a tiro de canhão, dentro da Baía da Praia da Vitória, uma lancha de desembarque. Neste acontecimento morreram 120 granadeiros.
09 de Agosto - Fundação da cidade de Socorro, SP/Brasil
Setembro
16 de setembro - Instituição da Capitania-geral dos Açores em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.
Outubro
15 de outubro - Chegada de Amélia de Beauharnais no Brasil.
Falência do Banco do Brasil no Brasil
Nascimentos
3 de Janeiro - Konrad Duden, botânico alemão (m. 1911)
4 de Janeiro - Tito Franco de Almeida, político brasileiro (m. 1899)
17 de Janeiro - Catherine Booth (m. 1890)
21 de Janeiro - Rei Oscar II da Suécia e Noruega (m. 1907)
2 de Fevereiro - Alfred Brehm, zoólogo alemão (m. 1884)
26 de Fevereiro - Levi Strauss, estilista norte-americano (m. 1902)
2 de Março - Carl Schurz, revolucionário alemão e estadista americano (m. 1906)
19 de Março - Carl Frederik Tietgen, industrialista dinamarquês (m. 1901)
19 de Abril - Qorpo Santo, dramaturgo brasileiro.
1 de Maio - José de Alencar, escritor romancista e político brasileiro (m. 1877)
8 de Junho - John Everett Millais, um dos fundadores da Irmandade Pré-Rafaelita (m. 1896).
16 de Junho - Geronimo, líder apache (m. 1909)
14 de Julho - Edward White Benson, Arcebispo de Canterbury (m. 1896)
26 de Julho - Auguste Marie Francois Beernaert, estadista belga, ganhador do Nobel da Paz (m. 1912)
7 de Setembro - Friedrich August Kekulé von Stradonitz, químico alemão (m. 1896)
3 de Outubro - Sigismund von Schlichting, general prussiano (m. 1909)
5 de Outubro - Chester A. Arthur, 21º presidente dos EUA (m. 1886)
Falecimentos
10 de Fevereiro - Papa Leão XII, (n. 1760)
6 de Março - Francisco Stockler, político, militar e matemático português (n. 1759)
6 de Abril - Niels Henrik Abel, matemático norueguês (n. 1802)
10 de Maio - Thomas Young, físico, médico e egiptólogo britânico (n. 1773).
29 de Maio - Humphry Davy, químico inglês (n. 1778) | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A Vila Baleira é a capital e única cidade da ilha do Porto Santo, na Região Autónoma da Madeira, em Portugal. A ilha só tem esta povoação, e administrativamente tem um único concelho e uma só freguesia que abrangem também os ilhéus de Baixo, de Cima, de Ferro e da Fonte de Areia. A cidade é uma das poucas sedes de concelho com um nome diferente do próprio município. Vila Baleira foi elevada à categoria de cidade a 7 de agosto de 1996. A cidade tem uma população de 5 483 habitantes (2011).
História
Aquando do povoamento do arquipélago da Madeira, este foi dividido em três capitanias, duas na ilha da Madeira e uma na ilha do Porto Santo. A Carta de Doação da Donataria do Porto Santo foi concedida a Bartolomeu Perestrelo, o seu primeiro capitão-donatório, a 1 de novembro de 1446, e o foral de município poucos anos depois. Foi elevado a concelho em 1835.
No âmbito arquitectónico, são de realçar importantes monumentos do património regional, como sejam a Casa-Museu de Cristóvão Colombo (genro do primeiro donatário), a Câmara Municipal de Porto Santo, o tribunal e a igreja matriz e as capelas de Nossa Senhora da Graça — construída logo após a descoberta da ilha e restaurada em 1951 —, do Divino Espírito Santo, de São Pedro e da Misericórdia.
Imagens
Cidades de Portugal
Porto Santo | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Sporting Clube de Portugal, fundado Sporting Club de Portugal () ComC • MHIH • OB é um clube português, eclético e multidesportivo, fundado a 1 de julho de 1906, com sede em Lisboa no Complexo Alvalade XXI. É um dos "Três Grandes" clubes em Portugal, juntamente com SL Benfica e FC Porto. Conta com mais de 175 000 sócios registados e mais de dois milhões e 600 mil adeptos no território nacional e espalhados pelo mundo. Os seus adeptos são apelidados de sportinguistas. Foi campeão nacional em 19 ocasiões, 23 segundo o clube, e venceu a Taça das Taças 1 vez.
Até aos dias de hoje, transcorrido mais de um século de existência do clube, as equipas e atletas do Sporting ganharam nove medalhas olímpicas (duas de ouro, seis de prata e uma de bronze). Foram conquistadas 42 taças europeias em sete modalidades distintas, bem como diversos títulos nacionais e distritais. No Museu Sporting encontram-se em exposição mais de duas mil taças e troféus de trinta e duas modalidades desportivas, que refletem a riqueza do percurso do clube, com objetos históricos desde 1902 até à atualidade.
Apesar de competir em vários desportos, o Sporting é conhecido sobretudo pela sua equipa principal de futebol, que foi campeã nacional da Liga Portuguesa por 19 vezes, (ou 23, de acordo com o clube), sendo também detentor de 17 Taças de Portugal, 4 Campeonatos de Portugal, 9 Supertaças, 4 Taças da Liga e 1 Taça Império (total de 53 títulos nacionais), a que acrescem 19 Campeonatos de Lisboa. Internacionalmente, o Sporting venceu a Taça dos Vencedores de Taças 1963–64, caso único no panorama desportivo português, vice-campeão da Taça UEFA 2004–05, Taça Ibérica 2000 e a Intertoto Cup 1968. Ocupa atualmente a 29.ª posição do ranking de clubes da UEFA. A sua campanha mais destacada na Taça dos Campeões da Europa foi quando chegou aos quartos-de-final na época de 1982–83
História do Sporting
Símbolos do clube
Emblema e cores
O seu emblema, que ostenta um leão rampante de cor dourada (foi branco até 2001), sobre fundo verde, foi oficialmente adotado em 1906, assim como as cores verde e branca que começaram a ser utilizadas praticamente desde a fundação do clube. Em 1907, D. Fernando de Castelo Branco (Pombeiro) autorizou que o leão rampante do seu brasão fosse utilizado no emblema do Sporting. Deveria ser de cor "prata armado em preto, em campo verde, correspondendo às límpidas, firmes e esperançadas intenções dos seus fundadores". O verde foi sugerido pelo Visconde de Alvalade, Presidente honorário, simbolizando a sua esperança no novo clube.
A partir de 1920 o emblema passou a conter o leão rampante em escudo com a sigla SCP em coroa, imagem que se manteve durante décadas. Finalmente, no verão de 2001, o Sporting apresentou uma nova imagem gráfica, mais estilizada e rejuvenescida. O novo emblema é coerente com o passado do Sporting mas inova ao introduzir três listas brancas horizontais que lembram o simbolismo da camisola do clube. Inclui ainda as palavras Sporting e Portugal, escritas por extenso. O leão é apresentado de forma mais estilizada e com um impacto reforçado pela cor dourada. Em coroa, a sigla SCP, obrigatória segundo os Estatutos, continua a perpetuar um nome com mais de um século de história.
Em 2005, o Sporting apresentou um emblema oficial para comemorar o centenário do clube onde se misturavam o passado e o presente. O novo escudo e leão do emblema atual, a branco, foi inserido num círculo com fundo Stromp ou bipartido onde se destacava o verde, as datas 1906 e 2006 e ainda a expressão: Sporting 100.
As camisolas iniciais eram brancas. A partir de 1908 apresentavam as duas cores, verde e branco, em duas secções verticais separadas ao centro do peito e das costas, sendo o emblema leonino colocado na faixa verde do lado esquerdo. Hoje este é o equipamento Stromp, usado em alternativa às actuais bem conhecidas listas horizontais alternadas de verde e branco. Os calções brancos do equipamento original passaram a ser de cor preta a partir de 1915. O equipamento listado foi inicialmente usado pela equipa de Râguebi, tendo sido primeiro usado pela equipa de futebol a 27 de novembro de 1927, sendo definitivamente adotadas aquando de uma digressão ao Brasil em 1928. Até à época 1997/98, foram também usadas camisolas alternativas ou todas verdes ou todas brancas. A partir de 1998/99, todos os anos são apresentadas camisolas alternativas diferentes de cores variadas.
O lema do Sporting Clube de Portugal é "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Eis o Sporting" relembrando assim um passado de glórias ao nível de quase todos os desportos, só possíveis graças ao empenho de todos os que estiveram intimamente ligados com o clube durante os longos anos da sua existência.
Marcha do Sporting
A música Marcha do Sporting é reconhecida por todos os sportinguistas como o hino do clube há várias décadas. A letra é da autoria de Eduardo Damas e a música de Manuel Paião, na voz de Maria José Valério. Foi gravada pela primeira vez em 1960, sendo a cantora acompanhada pela Orquestra Ligeira da Emissora Nacional, dirigida pelo maestro João Nobre.
Origens do Sporting Clube de Portugal
O Sporting Clube de Portugal tem as suas origens na fundação do Belas Football Clube em 1902 por iniciativa de dois irmãos, Francisco e José Horta Gavazzo. Dois anos depois, tendo o Belas Football Clube sofrido várias divergências internas, alguns dos seus sócios fundadores criaram o Campo Grande Football Clube, onde José Alvalade era o tesoureiro e Francisco Horta Gavazzo o secretário. Apesar do nome, esta associação dedicava-se às modalidades de futebol, ténis, corridas e saltos, mas também festas, bailes e piqueniques, o que gerou conflitos com alguns membros que entendiam que a prática desportiva deveria ser a sua principal vocação.
Em 13 de Abril de 1906, durante uma Assembleia Geral, as opiniões divergentes quanto ao objetivo da instituição levaram à saída de cinco membros. Um deles, José Alvalade manifestou imediatamente a intenção de formar um novo clube recorrendo à ajuda financeira do seu avô, o Dr. Alfredo Augusto das Neves Holtreman, 1.º Visconde de Alvalade, que tutelou a criação do novo clube e disponibilizou os terrenos para o campo de jogos na sua própria quinta.
Durante o período de fundação, José Alvalade tinha o desejo de transformar o Sporting num "grande clube, tão grande como os maiores da Europa". Guiados pela aspiração de abrir caminho para o desporto em Portugal, quando era ainda uma atividade em estágio embrionário de desenvolvimento, e de características muito elitistas, os primeiros "sportinguistas" fundaram o Sporting Clube de Portugal, perseguindo os ideais de "esforço, dedicação, devoção e glória".
Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa. − José Alvalade
Primeiras décadas (de 1906 a 1939)
Ao longo de 1907 realizam-se os primeiros jogos de futebol, tendo sido em fevereiro o primeiro jogo de futebol com a equipa ainda em formação, contra o Foot-ball Cruz Negra, perdendo por 5–1. Esta derrota é vingada no mês seguinte, com uma vitória por 3–1. O primeiro campo e a primeira sede foram inaugurados no Sítio das Mouras, a 4 de julho de 1907, sendo as suas instalações consideradas uma das melhores do país, dispondo de amplo pavilhão, vestiários e armários pessoais, chuveiros e banhos de imersão, salão de jogos e estar, cozinha, duas quadras de ténis, campo de futebol e pista de atletismo. No dia 1 de dezembro realiza-se o primeiro dérbi, que o SCP vence o Sport Lisboa por 2–1 e em 1907–1908, o Sporting sagrou-se vice-campeão regional. Inaugura-se uma rivalidade que perdura até aos dias de hoje. Foi nesta competição, a 25 de outubro de 1908, que foi marcado por uma estreia: o equipamento bipartido de verde e branco com calções brancos, que só vieram a ser substituídos pelos atuais pretos em 1915.
Em 1910, ano em que José Alvalade assumiu a presidência, o Sporting destacou-se no Ténis por equipas e conquistou os títulos nacionais de salto à vara, lançamento do peso, salto em comprimento, e luta de tracção à corda. Por essa altura é fundado o Viana Taurino Club, em Viana do Castelo, a 10 de agosto de 1910, e torna-se na primeira Delegação do Sporting Clube de Portugal.
No ciclismo, o atleta sportinguista Laranjeira Guerra venceu em 1912 o percurso Lisboa-Porto. Também no mesmo ano, o Sporting venceu o primeiro da longa série de Campeonatos Nacionais de Corta-Mato e António Stromp participou nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, tornando-se o primeiro atleta olímpico sportinguista. Este foi o início do percurso que tornaria o Sporting a maior potência olímpica do país, tanto em número de representantes como de medalhas conquistadas.
No futebol, o clube vence o Campeonato de Lisboa de Futebol, na quarta categoria, em 1912, 1913 e 1914. Em 1915 vence o mesmo campeonato já na categoria de Honra bem como a Taça de Honra, batendo o Benfica por 3–1. No ano seguinte repete o feito, ganhando novamente as duas competições. Nesta equipa leonina jogava um dos primeiros símbolos do clube, Jorge Vieira, atleta várias vezes campeão e agraciado com diversas medalhas nacionais e internacionais. O Sporting viria a ganhar 19 Campeonatos de Lisboa, seis consecutivos, até à extinção da prova em 1947.
Em 1922, o Sporting conquistou mais um Campeonato de Lisboa de futebol, e foi finalista vencido do primeiro Campeonato de Portugal. No entanto, no ano seguinte viria a conquistar as duas provas, obtendo o primeiro título de Campeão de Portugal numa final frente à Académica de Coimbra, em Faro, no dia 24 de junho de 1923, jogo que venceu por 3–0. Foi também naquele ano que as secções de natação, pólo aquático e râguebi iniciaram então a actividade.
Em 1928, na sua primeira digressão ao Brasil, a equipa de futebol do Sporting estreou as novas camisolas com listas horizontais verdes e brancas. Esta mudança ocorreu na partida frente ao Fluminense Football Club no Estádio de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, a 15 de julho de 1928, ou pelo menos, a primeira vez fora de Portugal, visto haver outra tese de que teria sido em 1927 em amigável contra o Casa Pia. A escolha das novas camisolas foi completamente casual, ficando a dever-se ao facto de os equipamentos às listas usados pela equipa de râguebi serem mais frescos e estarem em melhor estado do que os do futebol. Já em Portugal, em outubro de 1928, num jogo vitorioso frente ao Benfica, disputado sob intensa chuva, a equipa utilizou o equipamento listado que se manteve em uso daí para a frente.
A 20 de fevereiro de 1932 o clube foi galardoado Comendador da Ordem Militar de Cristo, e a 5 de outubro de 1935 recebeu a condecoração de Oficial da Ordem de Benemerência.
Hegemonia sportinguista (de 1934 a 1959)
As míticas camisolas listadas de verde e branco serviram para ganhar, desde finais da Década de 1930 até 1950, treze títulos de Campeão Nacional de Futebol e cinco Taças de Portugal. Muito contribuiu a visão do Presidente Joaquim Oliveira Duarte, que contratou o treinador de futebol Joseph Szabo a 27 de fevereiro de 1937 e encaminhou o clube para várias épocas gloriosas.
Na época de 1940–41 o Sporting Clube de Portugal é a primeira equipa portuguesa a conquistar uma dobradinha, ou seja, a alcançar o título de campeão nacional e vencer a Taça de Portugal na mesma época. Também venceram o Campeonato de Lisboa, conquistando desta forma todos os títulos em disputa no futebol português da época.
António Ribeiro Ferreira, Presidente em funções de 1946 a 1953, continua com um dos mandatos de grandes feitos, contando com Cândido de Oliveira na equipa técnica de futebol, e sagrando-se tricampeão de 1947 a 1949. De 1950–51 a 1953–54 alcançam o tetra-campeonato, sob a orientação de Randolph Galloway. José Travassos, um verdadeiro estratega felino, é em 1955, o primeiro jogador português de futebol a envergar a camisola da Seleção da Europa, frente à Grã-Bretanha, em Belfast, ficando célebre a sua alcunha de "Zé da Europa".
A 10 de julho de 1956 é inaugurado o Estádio José Alvalade, ao Campo Grande, demolido em 2003 aquando da construção do novo complexo Alvalade XXI.
Na época futebolística de 1957–58, o Sporting é a primeira equipa portuguesa a passar a primeira eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus, hoje conhecida como Liga dos Campeões da UEFA. Em jogo contra o VV DOS Utrecht (atualmente Football Club Utrecht), venceram a primeira mão na Holanda por 3–4 e a segunda em Alvalade por 2–1.
No atletismo, em 1957 e 1958, Manuel Faria vence a famosa Corrida de São Silvestre.
Os Cinco Violinos
Não eram músicos mas jogavam com uma harmonia ímpar nos relvados portugueses. Entre 1946 e 1949 os jogadores de futebol Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano ficaram conhecidos por serem uma máquina de golos e títulos. Na época de 1946–47 a equipa artilhada com os Cinco Violinos marcou 123 golos em 26 jogos, venceu 23 destes e obteve uma média de quase cinco golos por partida. A sintonia entre eles, orquestrada pelo treinador Cândido de Oliveira, levou o Sporting a ser tricampeão em 1948–49.
De 1960 a 1986 (e a Taça dos Vencedores de Taças)
O clube é declarado em 1960 "Instituição de Utilidade Pública", pelo estado português.
Nesse mesmo ano a equipa de futebol conquista a Taça dos Vencedores de Taças, contra o clube húngaro MTK Budapest. Começa por empatar 3–3, mas no jogo decisivo o Sporting consegue um golo solitário através de canto direto, o célebre e eterno "cantinho do Morais", vencendo a partida por 1–0. A caminho da final, o Sporting venceu por 5–0 o Manchester United, depois de uma derrota por 4–1 na primeira mão, e obteve um recorde que ainda hoje perdura de 16–1 frente ao Apoel Nicosia, do Chipre, como resultado mais avultado numa competição europeia.
O jogador Hector Yazalde, também conhecido como "Chirola", foi transferido para o Sporting do clube argentino Independiente em 1970, e ainda hoje detém o recorde de golos marcados numa época, no Campeonato Português, tendo apontado 46 tentos em 30 jornadas. Yazalde estabeleceu também um novo recorde europeu de golos a 19 de Maio de 1974, sagrando-se naturalmente Bota de Ouro europeu, o primeiro argentino a consegui-lo, e batendo a marca do húngaro Skoblar. O recorde português não foi ultrapassado até aos de hoje, sendo a quarta melhor marca europeia de todos os tempos. Como prémio recebeu um automóvel Toyota, que vendeu, dividindo o valor pelos companheiros de equipa.
No Hóquei em Patins o Sporting foi uma equipa de grande destaque entre finais dos anos 1970 e início dos anos 1980 com uma Taça dos Campeões Europeus (1977), duas Taças dos Vencedores de Taças (1981, 1985), uma Taça CERS (1984), três Taças de Portugal (1977, 1978, 1984), e uma Supertaça António Livramento (1983). Sagrou-se tetra-campeão nacional no ano de 1978 e novamente campeão em 1982.
No Ciclismo, o maior ciclista português de todos os tempos: Joaquim Agostinho, obteve excelentes resultados, ganhando por três vezes consecutivas a Volta a Portugal em Bicicleta, e conseguindo o terceiro lugar no pódio na Volta à França em Bicicleta por três vezes. Também o atleta Marco Chagas conseguiu vários títulos para o clube, e o ciclista Paulo Ferreira conseguiu para o Sporting um feito único no mundo, ostentando no seu palmarés uma vitória em etapas na Volta à França em Bicicleta.
O Ténis de Mesa sportinguista é dono de um recorde impressionante de 11 campeonatos nacionais consecutivos, entre 1984–1985 e 1994–1995, num total de 30 campeonatos conquistados, 20 taças de Portugal e 5 supertaças, entre muitos outros troféus conquistados pelos seus atletas a título individual e de pares.
Carlos Lopes, do Sporting Clube de Portugal, foi o primeiro atleta português a ganhar uma medalha de ouro, feito outorgado na Maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Anteriormente já havia ganho uma medalha de prata na corrida de 10.000 metros de Atletismo, nos Jogos Olímpicos de Montreal.
A 2 de junho de 1981 o clube foi honrado como Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique, e em 1986 com a Medalha de Honra de Mérito Desportivo.
O legado do Presidente João Rocha
João Rocha chegou ao cargo de Presidente em setembro de 1973 e tornou-se emblemático pelo relacionamento próximo com os atletas e as conquistas desportivas para o clube. Em termos de infraestruturas fez diversas obras de melhoramento, que se destacam a reforma do Estádio José Alvalade e construção da Bancada Nova, bem como da pista de tartan, os pavilhões para as modalidades, e a criação do Bingo.
No ano de 1984, a 9 de março, fez aprovar os décimos estatutos do clube que definiram três categorias de sócios, se estabeleceram várias distinções, e criaram-se os Núcleos do Sporting. A 18 de outubro seria recebido pelo Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan na Casa Branca, acompanhado por Carlos Lopes, um encontro que serviu para demonstrar o prestígio que gozava o Sporting Clube de Portugal no estrangeiro.
Existiu um crescimento meteórico do número de sócios durante o seu mandato, passando de 40 mil para mais de cem mil. Deixaria a Presidência em 1986, alegando problemas de saúde. A nova "Casa das Modalidades" homenageia-o, com o nome Pavilhão João Rocha.
Os anos de transição e a crise (de 1987 a 1994)
Perdendo terreno para os rivais, os sócios elegem em 1988 Jorge Gonçalves, conhecido popularmente por "Bigodes", acreditando poder iniciar-se um ciclo de mudança. No entanto o mandato foi curto, tumultuoso, e regido por uma aguda crise financeira, ocorrendo novas eleições no ano seguinte. Nessa altura o presidente demissionário foi copiosamente derrotado por José de Sousa Cintra que imprimiu um estilo popular pouco habitual.
Durante este novo período ganha protagonismo a jovem estrela Luís Figo, que consegue segurar até 1995, altura que se transfere para o Futbol Club Barcelona. Conseguirá manter outros atletas no clube, estacando um êxodo que se multiplicava. Apesar da equipa principal de futebol nunca ter conseguido vingar, nas modalidades conquistou pela terceira vez a Taça das Taças de Hóquei em Patins, foi tricampeão Nacional em Voleibol, e ganhou seis vezes consecutivas a Taça dos Campeões Europeus de corta-mato, com protagonismo para os Gémeos Castro. No Hóquei em Patins o Sporting conquista a Taças dos Vencedores de Taças em 1991.
Foi também Sousa Cintra quem inaugurou o Museu Sporting no Estádio José Alvalade. Deixaria o cargo a 2 de junho de 1995.
O “Projeto Roquette” e o Centenário (de 1995 a 2013)
Continuando a lidar com problemas financeiros, os sócios votam em Pedro Santana Lopes em 1995 para segurar as rédeas do clube e instaurar o que ficou conhecido como Projeto Roquette. Apesar das melhoras a nível financeiro, a década ficou marcada pelo fim das atividades das secções de basquetebol, de voleibol, do hóquei em patins e do futebol feminino do clube que se prolongou durante vinte anos.
É inaugurada a inovadora Academia Sporting em Alcochete, primeira do género em Portugal, utilizada durante Campeonato Europeu de Futebol de 2004 como centro de estágio e preparação da Selecção Portuguesa de Futebol.
A Academia Sporting é a primeira e única na Europa a receber o certificado de qualidade (ISO) que é atribuído pela Empresa Internacional de Certificação. A Academia é o resultado do esforço na aposta na formação de jovens. O Sporting conta com a melhor escola de talentos europeia e uma das melhores do mundo, na actualidade, sendo o clube que mais jogadores cedeu à Selecção Nacional em fases finais do Copa do Mundo de futebol (24 no total, contra 21 do Benfica e 18 do Porto). Novos talentos despontam todos os anos, como os consagrados Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Nani ou Rui Patrício. Conta já com cinco Bolas de Ouro da FIFA: 2000, 2008, 2013, 2014 e 2016.
A equipa principal de futebol sagra-se campeã nacional em 2000, voltando a fazê-lo em 2002, e acumulando a Taça de Portugal e Supertaça Cândido de Oliveira no mesmo ano. Simultaneamente, a equipa principal de andebol sagrou-se campeã nacional em 2001 pela primeira vez em 15 anos.
O novo Estádio José Alvalade foi inaugurado a 6 de agosto de 2003, numa festa apadrinhada pelo clube inglês Manchester United, jogo que terminou 3–1, com a vitória do Sporting C.P. Este estádio conta com 50.095 lugares todos sentados e cobertos, onde também foi jogado o Euro 2004, e a final da Taça UEFA que teve o Sporting Clube de Portugal como finalista na temporada 2004–05.
A 1 de julho de 2005 iniciaram-se as comemorações do Centenário, que se prolongaram durante um ano com muitíssimas atividades em agenda.
Entre 2005 e 2009, Paulo Bento assumiu o cargo de treinador do clube, que fica para a história como o segundo treinador que mais tempo dirigiu os "leões", atrás de Joseph Szabo. Conquistou duas Taças de Portugal e duas Supertaças, chegando ainda a duas finais da Taça da Liga, mas nunca consegui o título de campeão, com o Sporting a alcançar o segundo lugar do campeonato por quatro vezes seguidas. A conquista da Supertaça de 2008 viria a ser a última conquista do futebol do Sporting nessa década, seca que se prolongou até 2015.
A 13 de outubro de 2009, um total de 1066 sócios presentes votaram favoravelmente, no pavilhão do Multidesportivo, a passagem da Sporting — Comércio e Seviços, S.A., empresa que detinha os direitos televisivos do futebol, para a Sporting — Sociedade Desportiva de Futebol, S.A.D.
Com o atribulado mandato de Luís Godinho Lopes termina o Projeto Roquette em 2013, já há muito contestado. Bruno de Carvalho é então eleito como novo Presidente do Sporting Clube de Portugal, figura que se viria a tornar mediática a nível nacional, com 53,69% dos votos dos sócios do clube. Em 2015 o ex-Presidente acaba por ser alvo de expulsão de sócio por "infrações disciplinares muito graves para a imagem e património" do clube.
De 2014 à atualidade
Após o término do mandado de Godinho Lopes, o Sporting acaba por registar a sua pior época desportiva terminando o campeonato nacional em 7.º lugar e continuando a sua seca de títulos nas modalidades excluindo o futsal e o atletismo feminino.
Em maio de 2013 o Presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, executa a contratação do treinador Leonardo Jardim para a preparação da nova época desportiva que iria ser marcada por diversas mudanças no clube a nível financeiro e desportivo e pela qualificação à Liga dos Campeões da UEFA pela primeira vez desde 2008.
Bruno de Carvalho anunciou o regresso da secção de hóquei em patins ao clube em junho de 2014 depois de vários anos a funcionar de forma autónoma. A equipa de hóquei do Sporting acabaria por conquistar a Taça CERS em 2015, título que escapava ao clube desde 1984. Em julho de 2014, é lançada a Sporting TV, canal televisivo oficial do clube, cumprindo-se uma promessa eleitoral do presidente do clube.
Após a saída de Jardim para o AS Monaco, Marco Silva foi contratado pelo clube em 2014 e acaba por terminar a seca de títulos de futebol do clube com a conquista da Taça de Portugal em 2015. Acaba por ser despedido dias depois após deterioração da relação entre treinador e conselho desportivo que já se verificava desde dezembro de 2014. Numa das jogadas mais surpreendentes da sua presidência, Bruno de Carvalho desvia o treinador Jorge Jesus do rival Benfica com um contrato milionário para trazer para Alvalade o treinador bicampeão nacional e roborar o leão.
Com a chegada do treinador, o clube conquista a Supertaça Cândido de Oliveira a 9 de agosto de 2015, vencendo a equipa do SL Benfica por 1–0, em jogo realizado no Estádio do Algarve marcado pelo reencontro entre Jorge Jesus e o seu antigo clube. Apesar do investimento e da melhor performance de sempre no campeonato por parte da equipa principal de futebol, o clube acaba por não conquistar qualquer troféu nacional além da Supertaça e termina o campeonato em segundo lugar com um recorde (no clube) de 86 pontos alcançados.
Vários jogadores foram reconhecidos pelo seu trabalho nos meses que se seguiram com Rui Patrício a ser considerado o melhor guarda-redes do Euro 2016 em julho do mesmo ano e, em dezembro, o terceiro melhor do mundo, e com Islam Slimani e João Mário a quebrarem os recordes de vendas do clube. Em 2016, o clube volta a apostar no futebol feminino após uma proposta da Federação Portuguesa de Futebol a todos os clubes da Primeira Liga. A equipa profissional do Sporting excedeu as expectativas e acabou por conquistar todas as competições nacionais em que participou nas suas duas primeiras épocas.
Em 2018, o clube conquista a sua primeira Taça da Liga numa reedição da final original. Após empate no tempo regulamentar, a final foi decidida após desempate nas grandes penalidades e o Sporting tornava-se assim no segundo clube português a conquistar todos as competições a nível nacional.
No dia 15 de maio de 2018, 50 elementos identificados pela Polícia de Segurança Pública como sendo da claque da Juventude Leonina entre os adeptos (o ex-líder Fernando Mendes da claque Juve Leo) invadem as instalações da academia do sporting em Alcochete e agridem violentamente Bas Dost, Battaglia, Misic e Acuña, bem como o adjunto Mário Monteiro, vítimas de agressão. O treinador Jorge Jesus também sofreu a fúria dos adeptos. Estão presos preventivamente 37 arguidos.
Em novembro de 2018 são constituídos 44 arguidos. Incluindo ao ex-presidente do clube de Alvalade (Bruno de Carvalho e o atual líder da claque da juventude leonina Nuno Mendes (Mustafa) como autores morais desse ataque).
Em outubro de 2019 a atual direção do Sporting Clube de Portugal, com a presidência de Frederico Varandas, rescinde os protocolos que celebrou em 31 de julho com a Associação Juventude Leonina e com o Directivo Ultras XXI em virtude da escalada de violência que culminou com tentativas de agressões físicas a dirigentes e outros adeptos”, durante a vitória no futsal do Sporting frente aos Leões de Porto Salvo (6–1), no Pavilhão João Rocha.
As conquistas internacionais continuaram no andebol, onde a equipa profissional do Sporting conquistou a sua segunda Taça Challenge (25.º título europeu), no atletismo, onde o clube possui um palmarés verdadeiramente excepcional do qual fazem parte 215 títulos nacionais e 89 títulos e medalhas internacionais, e no judo, com a conquista da Liga dos Campeões (30.º título europeu). Com a conquista de três Taças dos Clubes Campeões Europeus em 2018, o clube continuava a afirmar-se como a maior potência de Portugal e uma das maiores da Europa e do Mundo no atletismo. Em maio de 2019, o clube referia ter 35 títulos europeus conquistados em sete modalidades.
Após a secção de voleibol do clube voltar a entrar em atividade e o Pavilhão João Rocha, nova casa das modalidades do clube, ser inaugurado, o Sporting fez o pleno em todas as modalidades de pavilhão em que compete, conquistando os campeonatos nacionais de andebol, hóquei em patins, futsal e voleibol na mesma época, feito inédito no clube. Além de terminar o jejum de décadas que tinha no campeonato nacional de voleibol e no campeonato de hóquei em patins, o pleno foi alcançado após o futsal do clube, vice-campeão europeu, sagrar-se tricampeão nacional, conquistando o seu 15.º título. Também nas modalidades, em Bilhar, o clube tem o maior bilharista português de sempre: Jorge Theriaga.
Em maio de 2021, o Sporting volta a conquistar o Campeonato Nacional de Futebol Sénior Masculino, algo que não conseguia desde 2001/2002. Sob o comando técnico de Rúben Amorim, os leões ganhariam ainda uma Supertaça e uma Taça da Liga (2021/2022). Destes sucessos resultaram várias vendas recorde, como as de Nuno Mendes, Matheus Nunes ou de João Palhinha.
Infraestruturas desportivas
Estádio José Alvalade
O Estádio José Alvalade foi inaugurado a 10 de junho de 1956 e o novo complexo Alvalade XXI foi inaugurado a 6 de agosto de 2003. É pertença do Sporting Clube de Portugal e tem capacidade para 50.095 espectadores. É um estádio classificado como 5 estrelas pela UEFA. É caracterizado pelo seu vasto leque de cores no exterior, tendo sido desenhado pelo arquiteto Tomás Taveira.
A maior assistência de público foi registada no jogo do Sporting com o Real Madrid, a 22 de novembro de 2016, contando-se 50.046 espetadores.
{| class="wikitable" width=30%
|+Estádio José Alvalade
! colspan="2" |Assistência Média Anual(Primeira Liga)
|-
! Época
! Assistência1
|-
|-
|- style="text-align: center;"
|2021–22
|25 159 (afetado pela COVID-19)
|- style="text-align: center;"
|2020–21
|0 (afetado pela COVID-19)
|- style="text-align: center;"
|2019–20
|21 342 (afetado pela COVID-19)
|- style="text-align: center;"
|2018–19
|33 691
|- style="text-align: center;"
|2017–18
|43 623
|- style="text-align: center;"
|2016–17
|42 772
|- style="text-align: center;"
|2015–16
|39 988
|- style="text-align: center;"
|2014–15
|34 988
|- style="text-align: center;"
|2013–14
|33 703
|- style="text-align: center;"
|2012–13
|26 521
|- style="text-align: center;"
|2011–12
|34 494
|- style="text-align: center;"
|2010–11
|24 858
|- style="text-align: center;"
|2009–10
|24 606
|}
1Os números foram estabelecidos segundo o website oficial Atualizado a 3 de julho de 2022
Academia Sporting
A Academia Sporting, inaugurada a 21 de junho de 2002, é um amplo espaço de propriedade do Sporting perto de Alcochete para formação de jovens atletas e treino de equipas profissionais de futebol. É reconhecida internacionalmente como uma das melhores escolas de futebol da Europa, tendo os jogadores aí formados arrecadado até hoje um total de 39 títulos a nível nacional, entre 15 da categoria Juniores, 11 em Juvenis, 10 nos Iniciados e 3 nos Infantis. Uma das únicas Academias do Mundo (sendo a outra o Ajax) a formar dois Bolas de Ouro: Luís Figo e Cristiano Ronaldo.
Pavilhão João Rocha
O Pavilhão João Rocha é o pavilhão gimnodesportivo do Sporting Clube de Portugal, em Lisboa. Localizado junto ao Estádio José Alvalade, é a casa das modalidades do clube. Em homenagem, o pavilhão recebeu o nome do antigo presidente do clube, João Rocha. A sua inauguração teve lugar no dia 21 de junho de 2017.
O pavilhão tem três mil lugares e acolhe todas as competições de andebol, futsal, hóquei em patins e voleibol e as competições internacionais de ténis de mesa e goalball, para lá de outros eventos desportivos e culturais, nomeadamente congressos. Será também acondicionada uma extensão tecnológica do Museu Sporting junto ao espaço da nova Loja Verde com 400 metros quadrados.
Multidesportivo
Integrado no complexo do Estádio José Alvalade, o Edifício Multidesportivo é a casa dos treinos das principais modalidades do Sporting Clube de Portugal desde 4 de janeiro de 2004, data da sua inauguração.
Futebol profissional
Plantel atual
Equipamentos
Equipamentos atuais
Material desportivo e patrocinadores
Títulos
Legenda
Campeão invicto
Campanhas de destaque
Outras conquistas
Taça Peninsular Teleweb: 2000
Taça Monumental "O Século": 1948, 1953
Pequeno Mundial Clubes: 1981
Troféu Cinco Violinos: 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2021
UEFA Intertoto Cup: 1968
Taça Mutilados de Guerra: 1917/1918
Taça Lisboa: 1930/1931
Taça Visconde Alvalade: 1912/1913, 1913/1914
Taça Holtremman (4ºgrupo): 1908/1909
Taça Ribeiro Ferreira: 1953/1954
Troféus não oficiais
Troféu Cidade de Vigo: 2001
Taça Amizade: 2005
Troféu Colombino: 2006
Troféu Cidade de Nova York: 2010
Cape Town Cup: 2015
Trófeu Joaquim Agostinho: 1985
Torneio de Newcastle: 1992, 2004
Trófeu Reebok: 1999
Trófeu Bodas de Ouro Athletic Bilbao: 1948
Troféu Teresa Herrera: 1961
Trófeu Ibérico Badajoz: 1967, 1970
Torneio Internacional de Lourenço Marques: 1969
Taça Cidade de Luanda: 1969
Trófeu Montilla Morilles: 1969
Torneio Cidade S. Sebastian: 1970, 1991
Torneio Internacional de Atenas: 1974
Torneio Internacional do Guadiana: 2005, 2006, 2008
Estatísticas
Dados estabelecidos de acordo com o website zerozero.pt a 1 de julho de 2019. (Excluindo fases de qualificação)
Competições nacionais
Competições europeias
Recordes Maior goleada marcada para as competições europeiasSporting 16 — 1 APOEL | 13 de novembro de 1963 | Estádio José Alvalade, LisboaJogo inaugural da Taça dos Campeões EuropeusSporting 3 — 3 Partizan de Belgrado | 4 de setembro de 1955 | Estádio Nacional, JamorPrimeiro golo na Taça dos Campeões EuropeusJoão Martins aos 14 minutos contra o Partizan de Belgrado | 4 de setembro de 1955 | Estádio Nacional, Jamor
Modalidades
Andebol
O andebol de 11, a única variante praticada nos primórdios, chegou ao Sporting em 1932, tendo caído em desuso nos anos 1960. O andebol de 7 foi iniciado no Sporting em 1950 e rapidamente criou raízes profundas no Clube ao ver a conquista do Campeonato Nacional em 1952. Transformou-se na grande potência do andebol português no período de 1966 a 1973, em que foram conquistados sete Campeonatos Nacionais em oito possíveis.
Em 1975–76 foi a primeira equipa portuguesa a disputar a Taça dos Vencedores de Taças. Em 2010, o Sporting tornou-se no primeiro clube português a conquistar um troféu internacional, a Taça Challenge da EHF, voltando a repetir o feito em 2017. É considerada uma das melhores equipas portuguesas, tendo conquistado dois troféus internacionais e 21 campeonatos nacionais. É a única equipa portuguesa que participou em duas fases de grupos consecutivas na Liga dos Campeões da EHF.
Atletismo
Praticado desde a fundação em 1906, o Sporting Clube de Portugal é atualmente o segundo clube mais premiado de toda a Europa, resultado de ser o clube português que mais apostou na modalidade.
Sendo o clube mais representado nos Jogos Olímpicos de Atenas, foi liderada pelo Prof. Mário Moniz Pereira, sócio n.º 2 do Sporting Clube de Portugal, até 2016, responsável por grande parte dos títulos conquistados pelo clube ao longo de mais de 100 anos de história.
Basquetebol
O Basquetebol foi iniciado no Sporting em 1927, com o Clube a vencer o primeiro Campeonato de Lisboa, disputado em 1927/28. Seguiram-se muitos anos de relativo apagamento, e os títulos só voltaram nos anos 1950. Conquistou oito Campeonatos Nacionais e 5 Taças de Portugal entre 1953–54 e 1981–82. Em 1995 a secção foi extinta, ressurgindo em 2012 com uma equipa feminina a competir na II Divisão Nacional, que em 2015–16 chegou à Liga Feminina de Basquetebol, e em 2018 com uma equipa masculina que foi diretamente para a I Divisão Nacional, após uma reunião da liga que confirmou a aceitação por parte dos restantes clubes da presença do Sporting na principal liga da modalidade em Portugal.
Bilhar
No ano de 1933 já existem registos da prática desta modalidade na vertente de carambola, no clube, mas só se organizou como secção desportiva em 1953, por iniciativa de Agostinho Silveiro, Domingos Barreiros e António Santos. A modalidade divide-se em três vertentes: a carambola, o pool e o snooker.
Pelo seu percurso desportivo, destaca-se a nível internacional o bilharista Jorge Theriaga, sócio desde os oito dias de vida e tendo conquistado diversas medalhas de ouro, prata e bronze em várias competições. Com ele o Sporting sagrou-se Vice-Campeão da Taça dos Campeões Europeus de Bilhar às 3 Tabelas em 1996, 2002 e 2005.
Boxe
Apesar de ser conhecido que em 1923 o atleta sportinguista Albano Martins foi Campeão Regional de Meios-Médios, a modalidade não vingou e existiu um interregno até Maio de 1962, altura em que foi apresentada a nova sala de pugilismo do clube. Mais recentemente, em 2007–08 venceu o campeonato nacional por equipas e no ano seguinte a Taça de Portugal.
Ciclismo
O ciclismo existe no seio do clube desde o ano de 1911, tendo existido duas interrupções na sua história: de 1914 a 1926 e de 1987 a 2020.
Existiu uma parceria com o Clube de Ciclismo de Tavira entre 2016 e 2019, sendo que a equipa tinha o nome de "Sporting-Tavira".
Futebol de praia
Praticado no seio do clube desde 2005, sofreu uma reestruturação em 2014. A 21 de agosto de 2016 o Sporting tornou-se campeão nacional de Futebol de Praia pela segunda vez na sua história.
Futsal
O futsal foi iniciado no Sporting em 1985 ainda com a designação de Futebol de Salão e é hoje considerada uma das melhores equipas de futsal europeias, ocupando atualmente a terceira posição do ranking europeu de clubes, alcançando o estatuto de campeão europeu em 2018 e 2019. O Sporting conquistou, até à data, 2 Liga dos Campeões, 16 campeonatos nacionais, 8 Taças de Portugal, 10 Supertaças e 4 Taças da Liga.
Hóquei em Patins
Praticado desde 1924, o Sporting foi uma das melhores equipas do mundo entre finais dos anos 1970 e início dos anos 1980 com uma Taça dos Campeões Europeus (1977), três Taça das Taças (1981, 1985 e 1991) e duas Taça CERS (1984 e 2015). Em 2005, a modalidade extingiu-se, tendo sido retomada em 2010. A época de 2011–12 foi marcada pela subida à 1.ª Divisão. Na época 2014–15 o Sporting regressou às vitórias europeias, com a conquista da sua segunda Taça CERS. No início da temporada 2015–16, o Sporting conquista a Supertaça António Livramento após bater o Benfica por 4–2. Em 2018, após uma época em que o clube voltou a estar presente nas meias finais da Liga Europeia, o Sporting Clube de Portugal voltou a conquistar o campeonato português terminando um jejum de 30 anos sem ser campeão nacional.
Judo
Embora sendo uma das mais recentes modalidades a chegar ao clube, rapidamente os atletas sportinguistas granjearam títulos nacionais desde 1993. O Sporting foi campeão nacional por equipas (seniores masculinos) em 2011, 2012, 2013, 2014 e 2016.
Karaté
Nuno Paiva foi o dinamizador da modalidade no Sporting a partir de 2006, e conta no palmarés com vitórias em 2014 e 2015, nos campeonatos nacionais por Equipas em Seniores Masculinos
Kickboxing
Criada com o impulso decisivo de Carlos Rodrigues em 1992, teve Joaquim Borges como primeiro diretor, seguido pouco tempo depois por José Neves Polido, e o seccionista Armando Coutinho. A experiência do atleta-treinador Fernando Fernandes também viria a ser fundamental para o sucesso. Destacam-se o título mundial, o título mundial, o título intercontinental e o título europeu de Fernando Fernandes, o título mundial e o título europeu de Diogo Neves, e os títulos europeus de Edson Santos, Pedro Kol, Bruno Susano, e Ricardo Fernandes.
Natação
A secção nasceu em 1921, promovendo as atividades aquáticas, tendo sido os primeiros medalhados Guilherme Coopers, campeão nacional de saltos em 1922, e Aníbal Felício, campeão regional e nacional dos 1500m em 1924. Em dezembro de 2016 o Sporting sagrou-se Hexacampeão Campeão Nacional de Natação.
Polo Aquático
O Sporting Clube de Portugal foi o primeiro clube a vencer o Campeonato Nacional de Pólo aquático em 1922, logo um ano depois de introduzida a modalidade no clube. Um feito que veio a repetir por quatro vezes, sempre na década de vinte do século passado. Dessas equipas fez parte um atleta que viria a ser por duas ocasiões e durante 11 anos, presidente do clube, o Comandante Joaquim Oliveira Duarte.
Após um interregno de mais de 70 anos, em que esta modalidade esteve arredada da prática sportinguista, em 2002/2003 ressurgiu uma equipa sénior formada por jogadores maioritariamente provenientes das Escolas de Polo do Estádio Universitário de Lisboa. Em simultâneo foi criada a escola de polo aquático do Sporting, ainda na piscina do antigo estádio José de Alvalade, dando saída desportiva aos jovens que não integravam as equipas de competição de natação e mostravam maior apetência para as modalidades coletivas.
Râguebi
O Sporting é responsável pela introdução do râguebi (ou rugby) em Portugal, sendo praticado no desde 1922, detendo cinco títulos de campeão regional da época 1926–27 até 1931–32. O primeiro dérbi disputado com o Benfica, em 27 de março de 1927, traduziu-se numa vitória sportinguista com o resultado 10–0. Na época de 2012–13, a equipa masculina foi campeã da II Divisão (3º escalão nacional).
Atualmente, a equipa feminina de rugby do Sporting Clube de Portugal, criada em 2015, disputa o campeonato nacional e a taça de Portugal, tendo alcançando a dobradinha em 2017 e em 2018. A equipa feminina joga no Estádio Universitário de Lisboa.
Ténis de Mesa
Em 1925 começou a praticar-se no clube como atividade de lazer sem estar organizada como secção desportiva. A partir de 1926 foram organizados torneios internos sem carácter competitivo e em 1932, fazendo jus à sua qualidade de sócio fundador da Associação de Lisboa de Ténis de Mesa, o Sporting concorreu ao primeiro Campeonato de Lisboa.
Hoje em dia, o Sporting Clube de Portugal é o clube Português com maior curriculum de Ténis de Mesa com mais de 600 títulos nacionais conquistados entre os quais se destacam os 35 campeonatos nacionais, as 30 taças de Portugal e as 12 supertaças.
Tiro à bala
Apesar do nome, não é uma modalidade violenta e faz parte dos Jogos Olímpicos. Existe no clube desde 1928, tendo sido fundada Francisco Rafael Rodrigues conjuntamente com Raul Bastos, António José Baptista e Alfredo da Costa Santos. Ao longo dos anos obtiveram vários títulos nacionais e europeus, sendo os últimos em 2013, 2014, e 2015.
Tiro com arco
Tornou-se uma secção autónoma em 1959 pelas mãos do arqueiro internacional António Jorge Gomes. Detém vários prémios nacionais e internacionais, a nível individual e coletivo, nas várias vertentes que são disputadas.
Triatlo
Trata-se de uma modalidade que combina três especialidades: natação, ciclismo e corrida. Os desportistas sportinguistas detêm desde 2009 vários títulos nacionais e internacionais nas diversas especialidades.
Voleibol
O voleibol é uma das modalidades de alto rendimento praticadas no Sporting Clube de Portugal. Após 22 anos de ausência no clube, entre 1995 e 2017, o voleibol voltou a estar presente no seio do clube na mesma época em que a nova casa das modalidades do Sporting, o Pavilhão João Rocha, foi inaugurado. O Sporting, na sua época de regresso, sagrou-se campeão nacional, batendo o rival SL Benfica na negra da final do campeonato.
A equipa masculina de voleibol do Sporting conquistou 6 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal e 2 Supertaças Portuguesas, num total de 12 títulos nacionais. No seu palmarés, o Sporting também conta com 2 Taças de Portugal de Voleibol Feminino e 1 Supertaça Feminina.
Xadrez
Inicia a sua atividade em 1958 por iniciativa do Dr. Victor Buescu, de origem romena e professor catedrático de Filologia Clássica da Universidade de Letras de Lisboa. Conta atualmente com 11 títulos nacionais de clássicas, e 4 Taças de Portugal, sendo um dos clubes mais fortes da história da modalidade em Portugal.
Em janeiro de 2017 o xadrez do Sporting apurou-se para a final da Liga dos Campeões da modalidade.
Sporting Olympics
O Gabinete Olímpico do Sporting Clube de Portugal assumiu a denominação Sporting Olympics em 2016, tendo como principal objetivo dar apoio na preparação dos atletas com as melhores condições possíveis para as competições a disputar.A história do Sporting Clube de Portugal está intimamente ligada aos Jogos Olímpicos, tendo o sócio-fundador António Stromp sido o primeiro atleta do clube a representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Verão de 1912. É o clube nacional com o maior número de medalhas olímpicas (2 de Ouro, 6 de Prata, 1 de Bronze) — e ainda o 2º clube da Europa com o maior número de participações de atletas desde a formação do Movimento Olímpico.
Desporto Adaptado
O Sporting Clube de Portugal promove desde há anos a prática desportiva para pessoas portadoras de deficiência, tendo nos Jogos Paralímpicos de Verão de 1992 Susana Barroso conquistado a medalha de bronze nos 50 metros costas S3–4. Foi a primeira medalha de Portugal em natação nos Jogos Paralímpicos. A equipa atual conta com doze atletas nas disciplinas de atletismo, goallball, natação, e paracanoagem, em preparação para os Jogos Paralímpicos de Verão de 2020. O goalball do clube sagrou-se campeão europeu em 2018.
Modalidades inativas
Superleague Fórmula
Atividades Subaquáticas
Andebol 11
Badminton
Baseball
Bridge
Cricket
Corfebol
Esgrima
Halterofilismo
Hóquei em Campo
Hóquei em Linha
Horseball
Ioga
Jiu-jitsu
Jogo das Damas
Lutas amadoras
Luta de Tração à Corda
MMA
Motociclismo
Patinagem
Pentatlo Moderno
Vela
Comunicação, memória e imagem
O Sporting Clube de Portugal como clube de dimensão internacional que é, dispõe de uma página web institucional, o mais antigo jornal europeu ligado a um clube, um canal de televisão, dois museus, perfis em diversas redes sociais e estruturas ligadas à gestão da marca, publicidade e eventos, como é o caso da Sporting Business.
Jornal Sporting
O Jornal Sporting é publicado semanalmente e um instrumento extremamente importante não só na defesa dos interesses do Clube, como na divulgação de toda a sua atividade e na perpetuação da sua história. Como órgão de imprensa ligado a um clube desportivo, trata-se do mais antigo da Europa.
Iniciando a sua atividade como "Boletim do Sporting Club de Portugal" no dia 31 de Março de 1922, era inicialmente um quinzenário de oito páginas no formato de 20 x 28, com o pagamento facultativo de 2$00 semestrais.
Sob a direcção de Artur da Cunha Rosa, o boletim transforma-se em jornal em junho de 1952, prosseguindo na defesa dos mesmos ideais e com as mesmas dificuldades que voltaram a motivar algumas interrupções na sua publicação, que no entanto acabou sempre por ser retomada.
Sporting TV Sporting TV é o canal de televisão do Sporting Clube de Portugal. De sinal aberto, o canal está presente nas operadoras MEO, NOS e Vodafone, nos canais 34 e 35, e em Angola, através do operador ZAP. O canal transmite diversos eventos desportivos ligados ao Sporting.
Museu Sporting
Inaugurado a 31 de agosto de 2004, o Museu Sporting está dividido em várias áreas temáticas que expressam a riqueza do património do clube e as suas conquistas desportivas ao longo de mais de um século de existência em trinta e duas modalidades diferentes. Estão em exposição cerca de dois mil troféus, sendo que existem muito outros em armazém.
É o único clube que está representado por um segundo museu, no caso sportinguista localizado na cidade de Leiria.
A história do Museu remonta à Sala dos Troféus da antiga sede na Rua do Passadiço, onde em 1956 já se guardavam 1850 troféus. Em 1994 foi inaugurado pelo Presidente Sousa Cintra uma nova Sala dos Troféus, onde se exibia menos de metade do acervo do clube. No ano seguinte promove-se a remodelação e organização do Museu, e incorpora-se uma Conservadora para o mesmo. Aquando da construção do novo Estádio de Alvalade inaugura-se um novo museu, culminando quatro anos de investigação. Ao longo dos anos, através de doações com várias origens, para além dos troféus o património do clube nunca deixou de crescer. Em julho de 2016 existiu nova inauguração após reforma total.
Redes Sociais
O Sporting Clube de Portugal tem as suas principais contas no Facebook, Instagram e Twitter. Uma conta principal, dedicada ao clube em geral mas focando-se no futebol, uma conta dedicada às modalidades do clube, uma conta dedicada ao futebol feminino e uma conta dedicada aos eSports, estas quatro estão presentes nas três principais redes sociais, mas existem outras contas para além destas que estão na seguinte lista. Também existem outras contas no YouTube, no TikTok e no Giphy.
Facebook
Conta principal
Conta das modalidades
Conta do futebol feminino
Conta dos eSports
Conta da Sporting TV
Conta da Fundação Sporting
Instagram
Conta principal
Conta das modalidades
Conta do futebol feminino
Conta dos eSports
Conta da Sporting TV
Twitter
Conta principal
Conta principal em inglês
Conta das modalidades
Conta do futebol feminino
Conta dos eSports
Outras
YouTube
TikTok
Giphy
Sócios e adeptos
Com mais de 150 000 sócios registados em outubro de 2016, e mais de três milhões e 500 mil simpatizantes mundialmente, o Sporting Clube de Portugal conta ainda com uma ampla massa de apoio a nível nacional.
Núcleos, delegações e filiais
Representando a alma leonina em vários continentes, caracterizam-se por:
Os Núcleos distinguem-se como um grupo de sportinguistas que se une para promover, apoiar e divulgar o clube. Nasceram na década de 1960, mas apenas foram regularizados pelos Estatutos de 1984.
O Sporting Clube de Portugal tem mais de 240 núcleos sportinguistas espalhados de norte a sul de Portugal Continental, nas ilhas dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, e também diversos outros espalhados por todo o mundo. Podem ser geridos diversos assuntos relacionados com o clube, como emissão de bilhetes, inscrições ou pagamento de quotas, e muitos têm atividade desportiva que dinamizam.
As Delegações são instituições desportivas, recreativas e culturais que representam os interesses do clube na zona onde operam, existindo catorze dentro e fora do país. A primeira delegação constituída foi a do "Viana Taurino Club", a 10 de agosto de 1910.
As Filiais existem desde a década de 1920 e caracterizam-se por serem clubes que se associaram para partilharem os mesmos valores leoninos. Existem mais de 100 espalhadas por vários continentes.
Claques organizadas
Os grupos organizados de adeptos, também conhecidos por claques ou torcidas, assinaram um protocolo com o Sporting Clube de Portugal que explícita os seus direitos e deveres e promoveu a sua legalização junto do Conselho Nacional do Desporto (CND).
Apoiam as diversas equipas do clube, fora ou em casa, e aquando dos jogos de futebol estão agrupadas na Curva Sul do Estádio José Alvalade. O Sporting conta com as seguintes claque
Juventude Leonina — Sector A14 — A mais antiga claque organizada portuguesa e uma das maiores a nível nacional, fundada pelos dois filhos do presidente João Rocha em 1976, contando cerca 8000 membros.
Torcida Verde — Sector A20 — Formada em 1984, tem uma forte personalidade e iconografia própria.
Directivo Ultras XXI — Sector A18 — Também conhecido pelo acrónimo DUXXI, nasceu da cisão da Juventude Leonina em 2002, conta cerca de 3000 membros e tem por lema 'Coerência, Honra, Fidelidade, eis a nossa Mentalidade'.
Brigada Ultras Sporting — Sector A08 — Formou-se em 2004 a partir de ex-membros da Torcida Verde, com a intenção de "aumentar o apoio ao Sporting e dar ainda mais vida ao sector A8 do Estádio José Alvalade, com o intuito de puxar a equipa para a frente".
Ligações externas
Página oficial — Núcleos, Filiais e Delegações do SCPPágina oficial da Juventude Leonina
Página oficial da Torcida Verde
Página oficial do Directivo Ultras XXI
Página oficial da Brigada Ultras Sporting
Rivalidades desportivas
À conta da rivalidade gerada pela competição entre clubes, o Sporting tem na sua agenda, principalmente, dois momentos habituais de tensão:
"Dérbi dos dérbis" ou "Clássico dos Clássicos" — jogo disputado com o Sport Lisboa e Benfica, será sempre o dérbi eterno.
Clássico Dragões versus Leões — jogo disputado com o Futebol Clube do Porto. O filme O Leão da Estrela, de 1947, com o Sporting vencedor, retrata esta rivalidade de uma forma cómica.
Mantém uma outra rivalidade histórica com o Clube de Futebol Os Belenenses, no chamado Dérbi de Lisboa.
Organizações leoninas
Grupo Stromp
Estabelecido em 1962 por vinte e dois ilustres sócios, tem como condições de admissão um mínimo de dez anos de associado com uma relevante atividade social, de dirigente ou atleta. Instituiu os "Prémios Stromp", outorgados anualmente a individualidades do mundo sportinguista, e a "Taça Francisco Stromp" desde 2011. O Presidente desta organização faz parte do Conselho Leonino.
Grupo Os Cinquentenários
Integra todos os associados com mais de cinquenta anos de filiação no clube e promove ações de divulgação dos valores sportinguistas. O Presidente desta organização faz parte do Conselho Leonino.
Solidariedade Social
A alma leonina tem como valor fulcral a solidariedade e ação social. Existem duas entidades independentes que exemplificam esses valores, os Leões de Portugal e a Fundação Sporting.
Leões de Portugal
Criado em 1984 como Grupo Leões de Portugal, esta entidade autónoma transformou-se em 1997 numa Instituição Particular de Solidariedade Social.
Fundação Sporting
Com origem na secção designada por "Sporting Solidário" em 2006, foi convertida em Fundação Sporting em 2011 e trabalha com grupos de risco, mas também jovens e idosos.
Prémios e galardões do Universo Sportinguista
Prémios Stromp
Atribuídos anualmente pelo Grupo Stromp desde 1963, são considerados como uma espécie de óscares leoninos.
Leões Honoris Sporting
Evento associado ao aniversário do Sporting Clube de Portugal, principiou a atribuição de galardões nas comemorações do 108º aniversário do Clube, a 1 de julho de 2014.
Atualmente a escolha dos eleitos é feita anualmente por votação online dos sócios a partir de uma lista de nomeados, reconhecendo os que contribuíram para o prestígio do clube nas suas diversas vertentes.
Órgãos sociais
Composição no mandato atual
À data de julho de 2022.Conselho Diretivo Presidente — Frederico Varandas
Vice-presidentes — André Bernardo, Francisco Salgado Zenha, Maria Serrano, Pedro Lencastre
Vogais — Alexandre Ferreira, André Cymbron, Gonçalo Albuquerque, Miguel Afonso, Miguel Nogueira Leite, Rodrigo Almeida, Vasco MatosMesa da Assembleia Geral Presidente — João Palma
Vice-presidente — Pedro Almeida Cabral
Secretários — João Almeida e Silva, José Costa Pinto, Miguel Vinagre
Suplentes: Ana Rita Calvão, André Sousa, Gabriel CatarinoConselho Fiscal e Disciplinar Presidente — João Teives Henriques
Vice-presidente — José Pedro Fezas Vital
Vogais: Frutuoso Mateus, João Cota Dias, Pedro do Ó Ramos, Pedro Cabral Nunes, Raul Mota Cerveira
Suplentes: Carlos da Cunha Ramalho, Francisco Batista, Gonçalo Sousa UvaSociedade Desportiva de Futebol, S.A.D.Conselho de Administração
Presidente — Frederico Varandas
Vogais executivos: Francisco Salgado Zenha, João Sampaio, André Bernardo
Vogais não executivos: Nuno Correia da Silva, Maria Serrano
Conselho Fiscal
Presidente — Fernando Ferreira Pinto
Vogais efetivos — Gonçalo Sousa Uva, Catarina Soares Cunha
Vogal suplente — Luís Pinto Durão
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Ernst & Young Audit & Associados — SROC, S.A.
Mesa da Assembleia Geral
Presidente — Bernardo Diniz de Ayala
Vice-presidente — Ana Diogo Pereira
Secretário — Manuel Cordeiro Ferreira
Secretário da Sociedade
Efetivo — Helena Lima
Suplente — Patrícia Silva Lopes
Representante para as Relações com o Mercado
Francisco Salgado ZenhaTreinadores, adjuntos e gerentes'''
Treinador — Rúben Amorim.
Adjuntos — Adélio Cândido, Carlos Fernandes, Emanuel Ferro.
Preparadores de guarda-redes — Jorge Vital e Tiago Ferreira.
Preparador físico — Gonçalo Álvaro.
Team Manager — Vasco Fernandes.
Diretor Desportivo — Hugo Viana.
Presidentes
Ligações externas
Clubes de futebol fundados em 1906
Fundações em Portugal em 1906 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Bomba Injetora é um sub-sistema de alimentação dos motores diesel. O sistema, utilizado inicialmente em motores estacionários Rover, é responsável pelo bombeamento de óleo em alta pressão, nos grupos geradores e nas grandes máquinas de navios, posteriormente nos veículos menores como caminhões e automóveis Volkswagen TDI, sendo o seu desenvolvimento a cargo do grupo Bosch.
Funcionamento
Bomba injetora para motores diesel, refere-se a um sistema de bombeamento mecânico a pistões que funciona imerso e lubrificado no próprio óleo combustível evitando assim grandes ajustes nos pequenos pistões. O sistema é dimensionado para fornecer alta pressão (hoje chega-se a mais de 2000 Bar ) na agulha do bico (Firad) e assim vencer a contrapressão do ar no interior do cilindro já comprimido. Essa operação que acontece no momento da compressão e exato instante que o êmbolo do pistão encontra-se 6º antes do ponto morto superior, uma quantidade predeterminada de combustível é pulverizado. Na realidade, são as molas que pressionam as válvulas fechadas que cedem “sob pressão” e liberam a passagem do óleo, retido no bico injetor; este entra atomizado na câmara de combustão e reage com o oxigênio comprimido.
Vantagens:
um comportamento mais desportivo para o motor diesel
arranque instantâneo
muito baixo consumo, mesmo comparado com o common-rail
Desvantagens:
menor rendimento que o sistema comon-rail
maior ruído de funcionamento
mais poluente que os common-rail
Bomba Injetora pode ser bomba injetora em linha, ou bomba injetora rotativa:
Bomba injetora em linha - destina-se a enviar o gasóleo sob pressão para cada um dos injectores em quantidades perfeitamente reguladas conforme a aceleração do motor e no momento mais conveniente para o seu bom funcionamento. A bomba injetora é construída por: corpo da bomba com cárter, janela de visita e coletor de alimentação. No cárter está o veio de excêntricos (da bomba injetora, que não é o veio de excêntricos do motor), a bomba de alimentação e os impulsores. Na janela de visita está a régua cremalheira e os elementos de bomba que são constituídos por cilindro, êmbolo e camisa com setor dentado. No coletor de alimentação estão as válvulas de retenção e no extremo da régua cremalheira está o regulador automático de velocidade.
Bombas de injeção rotativas - permite um rápido funcionamento e dimensões inferiores às bombas de injeção em linha, são geralmente utilizadas nos motores Diesel de baixa potência específica e para automóveis, que são aplicações com baixa solicitação de uso, pois as bombas injetoras rotativas possuem capacidade volumetrica de injeção menor que as bombas em linha. A distribuição do combustível efetua-se a partir de êmbolos de movimento alternado que distribuem o combustível para cada um dos injetores do motor através de um distribuidor. Durante o funcionamento, todas as suas peças são lubrificadas pelo próprio combustível que segue para os injetores, não necessitando de qualquer sistema de lubrificação suplementar. A distribuição do combustível é feita pela deslocação dos dois êmbolos opostos, situados numa sede disposta transversalmente no interior do elemento fixo que é a cabeça hidráulica. Este conjunto do rotor e a cabeça hidráulica constituem o distribuidor da bomba. Os êmbolos opostos são acionados pelos excêntricos que estão no alojamento do corpo onde se movimenta o rotor. Normalmente no alojamento do corpo da bomba existe o número de excêntricos igual ao número de cilindros do motor. Quando no movimento do rotor os êmbolos opostos são acionados pelos excêntricos, enviam o combustível sob alta pressão para os canais que fazem parte do distribuidor que coincidem nos intervalos bem definidos com orifícios existentes na cabeça hidráulica para alimentar cada um dos injetores.
Ver também
Carburador
Estequiômetro
Injecção eletrónica
Ligações externas
Tecnologias automotivas
Rudolf Diesel | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Caim (Hebraico: קַיִן, Qáyin; Grego: Κάϊν, transl.: Káïn; Árabe: قابيل/قايين, romanizado: Qābīl/Qāyīn) é um personagem do Antigo Testamento da Bíblia, que é irmão de Abel, filhos de Adão e Eva.
Etimologia
De acordo com HAW Theological Wordbook of the Old Testament and NOBSE Study Bible Name List Caim significa "lança" (Qayin). Também é adicionado que há a possibilidade de significar "ferreiro," devido a proximidade com o verbo קין (Qyn), ou por causa da similaridade do nome com seu descendente, Tubalcaim, que exercia a profissão.
Este nome também é associado pelo Dicionário de Nomes Próprios do Velho Testamento de Jones à outra forma verbal, קנה (Qanah,) que significa "Aquisição."
Segundo a Bíblia, Caim teria sido o primeiro homem nascido de gravidez normal na Terra, resultado das relações sexuais de Adão e Eva.
Abel e Caim
Possuído por inveja, Caim armou uma emboscada para seu irmão. Sugeriu a Abel que ambos fossem ao campo e, lá chegando, Caim matou seu irmão; este teria sido o primeiro homicídio da humanidade.
Caim foi questionado por Deus sobre o paradeiro de seu irmão, mas ele respondeu dizendo que não era seu cuidador e não sabia onde estava. Naquele momento tudo foi descoberto e amaldiçoado ele foi, como ninguém mais havia sido, afinal ele era o primeiro assassino e deveria ser lembrado por sua maldade.
Caim e os descendentes
Após ter matado Abel, Caim teria partido para a "terra da Fuga (Nod ou Node), ao leste do Éden", levando consigo a sua esposa, cujo nome não é mencionado na Bíblia. Após o nascimento de seu filho, Henoc (Enoque), Caim empenhou-se em construir uma cidade, dando-lhe o nome do seu filho.
Os descendentes de Caim são alistados em parte, e incluem homens que se distinguiram pela pecuária nômade, por tocarem instrumentos musicais, por forjarem ferramentas de metal, bem como alguns conhecidos por praticarem a poligamia e a violência. () Segundo a Bíblia, a descendência de Caim terminou com o Dilúvio dos dias de Noé.
O texto bíblico de Gênesis deixa implícito que Caim poderia ter sido assassinado por seu descendente Lameque, quando fala sobre o castigo que este enfrentaria:
E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Sela, ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o meu dito: porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar. Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete. (Gênesis 4:23-24).
Também pode-se fazer a interpretação de que como Caim matou Abel apenas por inveja, quem o matasse seria castigado apenas sete vezes. Mas como Lameque matou um varão e um jovem para se defender, e aparentemente demonstrou remorso e arrependimento ao dizer o crime que fez às suas mulheres, sem escondê-lo, quem matasse a Lameque seria castigado setenta vezes sete. Isso para que seja demonstrada a diferença entre os dois casos, e para a justiça de Deus em seu juízo.
Outras informações não bíblicas
Semente da serpente
Para alguns, o ato da sua concepção mantém-se um enigma, uma vez que defendem o fato de Caim ser o resultado do relacionamento de Eva com a serpente.
Livro dos Jubileus
Segundo o Livro dos Jubileus, Caim nasceu na terceira semana do segundo jubileu, Abel na quarta semana, e Avan (Awan) na quinta. Caim matou Abel no primeiro ano do terceiro jubileu. Na sexta semana do quarto jubileu, Caim tomou sua irmã Avan como esposa, e desta união nasceu, no final do quarto jubileu, Enoque. No primeiro ano da primeira semana do quinto jubileu, casas foram construídas e Caim fundou a primeira cidade com o mesmo nome de seu filho Enoque. No sétimo ano da sétima semana do décimo nono jubileu Caim morreu, quando a sua casa desabou em cima dele; ele morreu por uma pedra, pois tinha assassinado Abel com uma pedra.
Cronografia de Bar Hebreu
Bar Hebreu, em sua Cronografia, citando Anianus, que se baseou no Livro de Enoque, diz que Caim nasceu setenta anos após a expulsão do paraíso, Abel sete (ou setenta) anos após Caim e Abel foi morto com cinquenta e três anosAnianus, citado por Bar Hebreu, Cronografia, Os Patriarcas, de Adão a Moisés, A primeira série de gerações, que começou com os Patriarcas', 1.3.2'. Citando Methodius, Caim e sua irmã Klymia nasceram trinta (ou três) anos após a expulsão do paraíso, Abel e sua irmã Labhudha trinta anos após Caim e Abel foi morto quando Adão tinha cento e trinta anos.
Sinal de Caim
Há várias especulações sobre qual seria a marca de Caim. Segundo os textos dos seguidores de a Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, Caim foi amaldiçoado por toda a Terra por ter vertido o sangue de Abel, e assim, nada que Caim produzisse da terra não lhe daria mais forças. Caim teria que se afastar da presença de Deus e vagar errante pela Terra. Contudo, Caim temia por sua vida, pois poderiam matá-lo por ter cometido tais atrocidades; então, para protegê-lo, Deus colocou um sinal em Caim, para que não o matasse aquele que o encontrasse.
Árvore genealógica
Na cultura popular e literatura
No Universo do jogo de RPG Vampiro: A Máscara, Caim é o primeiro vampiro. No RPG, é explicada a linhagem dos vampiros tendo Caim como o "Pai dos Vampiros". Quanto mais distante for a descendência, mais fraco é o sangue de Caim nos novos vampiros. Esse fato é descrito RPG como "Time Of Thin Blood", que precede ao Gehenna, algo como o fim do mundo para os vampiros.
O livro de José Saramago, "Caim''", apresenta o Antigo Testamento sob o ponto de vista de Caim.
A banda Avenged Sevenfold (em português, "vingado sete vezes") faz referência a Caim em seu nome.
Na revista Spawn de Todd McFarlane Caim é nada mais que Cogliostro o primeiro Spawn que treinou Al Simmons o personagem principal da revista e atual Spawn.
Na Série Assassin's Creed, Caim é o primeiro "Templário" da história e matou seu irmão Abel para tomar um pedaço do Éden que estava sob o seu poder.
Marilyn Manson faz uma música com referência à Caim: Children Of Cain
Na série Supernatural Caim aparece, mais preciso um Cavaleiro do Inferno e Portador da Marca de Caim, é sem dúvidas um dos seres mais poderosos da Série
No filme He Never Died, Jack se revela como sendo Caim, após o questionarem por sua imortalidade inexplicável e idade indefinível.
No livro Diário de um Psicopata de Rangel Oblivion Caim é o nome do protagonista.
Na série de livros Sandman (Neil Gaiman), Caim vive no reino dos sonhos juntamente com Abel vindo a matar ele diversas vezes.
Na série Lucifer, Caim vive a eternidade na terra, como um ser humano incapaz de morrer; parte de uma punição de Deus.
No jogo de RPG Devil survivor O personagem Naoya se revela como Caim. Como punição por matar Abel Deus condenou Caim a reencarnar consecutivamente e sempre ter consciência de suas reencarnações anteriores.
Em seu livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas", Machado de Assis faz paralelos aos relacionamentos de Caim com sua família e os da personagem Virgília com seu pai.
Sinal de Caim na cultura popular e literatura
Na ficção de Vampiro: A Máscara, a marca de Caim é o vampirismo.
Na série literária Os Instrumentos Mortais (série literária) os personagens Clary Fray e Simon Lewis são portadores da marca de Caim durante um tempo. Embora apenas com Simon a marca tenha uma duração significativa.
Na série de televisão "Lucifer", a marca de Caim deu ao mesmo a imortalidade.
Na série de televisão Sobrenatural, Dean Winchester recebe a marca de Caim, ganhando assim poderes e a imortalidade.
Referências bíblicas
Personagens do Antigo Testamento
Personagens dos livros apócrifos
Assassinos
Filhos de Adão e Eva | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Cabocla é uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida de 10 de maio a 20 de novembro de 2004, em 167 capítulos. Substituiu Chocolate com Pimenta e foi substituída por Como uma Onda, sendo a 64ª "novela das seis" exibida pela emissora.
Baseada no romance homônimo de Ribeiro Couto, foi adaptada por Benedito Ruy Barbosa, com a colaboração de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa. Dirigida por Fred Mayrink, André Felipe Binder e Pedro Vasconcelos, teve direção geral de José Luiz Villamarim e Rogério Gomes. A direção de núcleo foi de Ricardo Waddington. É a terceira adaptação da obra após a versão de 1959 da TV Rio e a versão de 1979 da própria Globo.
Contou com as participações de Vanessa Giácomo, Daniel de Oliveira, Tony Ramos, Patricia Pillar, Regiane Alves, Danton Mello, Mauro Mendonça e Elena Toledo.
Enredo
Brasil República, 1918. Luís Jerônimo é um jovem rico. Mulherengo, passa a noite toda na rua bebendo e se divertindo com prostitutas, o rapaz descobre que está com uma lesão no pulmão direito. Aconselhado por Edmundo Esteves, seu médico, decide passar uma temporada na fazenda de um primo na cidadezinha capixaba de Vila da Mata, em busca de ar puro, para evitar que a doença evolua para uma tuberculose.
Quando Luís Jerônimo chega à cidade, hospeda-se no hotel do casal Sinhá Bina e Zé da Estação, para esperar o primo, o coronel Boanerges, que vai levá-lo para sua fazenda. Basta uma noite no hotel para Luís se encantar com a filha de Zé e Bina, a cabocla tímida e arredia Zuca.
Para viver esse grande amor, eles enfrentarão muita resistência por conta das diferenças sociais e do fato de Zuca ser noiva do teimoso e encrenqueiro peão Tobias. E também pela chegada da espanhola Pepa, apaixonada por Luís, ex-amante do moço rico. Ela se estabelece na fazenda vizinha, de propriedade do coronel viúvo Justino, inimigo político do coronel Boanerges.
Ao lado da trama principal se desenrola a briga política entre os coronéis da região: Boanerges e Justino, rivais na política e na disputa pelo poder. Paralelamente a esse embate, acontece o amor entre Belinha e Neco. Ela é filha de Boanerges e Emerenciana; ele, de Justino, o que transformará esse romance numa espécie de Romeu e Julieta caipira que terá grande destaque na história.
Neco irá se transformar num novo líder na cidade. Bem-intencionado, ele trabalhará em prol do povo daquela região, enfrentando até mesmo o poderio dos coronéis.
E, em meio a tudo isso, eis que os sentimentos de Mariquinha, filha do coronel Justino e irmã de Neco, por Tobias afloraram, fazendo-os viverem um quarteto amoroso ao lado de Zuca e Luís Jerônimo.
Produção
Para substituir Chocolate com Pimenta em meados de 2004, a Globo havia escalado um remake de O Profeta. Porém por problemas de ajustes, o remake foi descartado por aquele momento e em novembro de 2003 o canal deu carta branca à Edilene e Edmara Babosa (filhas do novelista) para produzirem uma nova versão de Cabocla.
As gravações da novela começaram em março de 2004, nas fazendas localizadas em Bananal e Raia de Cavalos, em Visconde de Mauá. As cenas com o trem, uma maria-fumaça da época, foram gravadas na cidade de Campinas.
O autor Benedito Ruy Barbosa proibiu que os atores da trama vissem capítulos da primeira versão da novela. O objetivo era fazer com que os atores dessem personalidade própria aos seus personagens, sem se deixar influenciar.
Cleo Pires foi uma das primeiras cotadas para interpretar a protagonista Zuca, porém ela recusou.
Após fazer testes com mais de 15 candidatas, a Globo optou por escolher uma atriz desconhecida do público. Vanessa Giácomo, que anteriormente havia feito pequenas participações em programas da casa foi a escolhida.
Elenco
Participações especiais
Audiência
A trama estreou com 40 pontos e 58% de participação.
Seu último capítulo marcou média de 42 pontos e pico de 49, com share de 66%.
Teve média geral de 34,1 pontos, uma das maiores audiências do horário nos anos 2000, perdendo apenas para Alma Gêmea e Chocolate com Pimenta ambas folhetins de Walcyr Carrasco.
Reprises
Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo, entre 7 de abril e 29 de agosto de 2008, em 105 capítulos, substituindo Coração de Estudante e sendo substituída por Mulheres Apaixonadas.
Foi um dos raros casos em que duas versões de uma mesma novela são reprisadas na sessão, já que sua primeira versão foi reprisada em 1981.
A reprise estreou com 13 pontos, índices bastante abaixo do esperado. Esse número também é inferior a reestreia da antecessora Coração de Estudante. Ao longo dos dias oscilou entre 14 e 17 pontos.
Foi reexibida na íntegra pelo Canal Viva de 7 de outubro de 2019 até 17 de abril de 2020, substituindo Porto dos Milagres e sendo substituída pela sua antecessora original Chocolate com Pimenta, às 15h30 e 00h.
Outras Mídias
Em 12 de abril de 2021, Cabocla foi disponibilizada no Globoplay, serviço de streaming da Globo.
Exibição internacional
Cabocla foi vendida, entre outros países, para Venezuela, Chipre, Estados Unidos, Portugal e Moçambique.
Trilha sonora
Capa: Vanessa Giácomo
"Nosso Amor é Ouro" - Zezé Di Camargo & Luciano (tema de Belinha e Neco e das vinhetas de intervalo)
"Você, o Amor e Eu" - Cleiton & Camargo (tema de Tomé)
"Floresce" - Rionegro & Solimões (tema de Felício e Generosa)
"Outro lugar" - Milton Nascimento (tema de Mariquinha)
"Sertaneja" - Ivan Lins (tema de Tobias)
"História do Sertão" - Roberta Miranda (tema de Emerenciana)
"Amora" - Renato Teixeira (tema de Zuca)
"Manhã Bonita" - Rolando Boldrin
"Madrigal" - Lazza, Schiavon & Deluqui (tema de abertura)
"Céu de Santo Amaro" - Caetano Veloso & Flávio Venturini (tema de Zuca e Luís Jerônimo)
"Sem Palavras" - Marlon & Maicon (tema de Tina)
"Riacho Sereno" - Rick & Renner
"Meu Cavalo Zaino" - Sérgio Reis (tema de Boanerges)
"O Trem Tá Feio" - Teodoro & Sampaio (tema de locação)
"Benzinho" - Almir Sater
Prêmios
Melhores do Ano (2004):
Melhor Ator - Tony Ramos
Atriz Revelação - Vanessa Giácomo
Prêmio Qualidade Brasil SP (2004):
Atriz Revelação - Vanessa Giácomo
Melhor Novela
Ator Revelação - Malvino Salvador
Melhor Ator Coadjuvante - Danton Mello
Melhor Diretor - Ricardo Waddington
Melhor Autor de TV - Benedito Ruy Barbosa
Melhor Atriz Coadjuvante - Jussara Freire
Prêmio Qualidade Brasil RJ(2004):
Atriz Revelação - Vanessa Giácomo
Prêmio Contigo (2005):
Atriz Revelação - Vanessa Giácomo
Par Romântico - Regiane Alves e Danton Melo
Ligações externas
Refilmagens de telenovelas
Vale a Pena Ver de Novo
Telenovelas e séries baseadas em obras de Ribeiro Couto
Programas de televisão do Brasil que estrearam em 2004
Programas de televisão do Brasil encerrados em 2004
Telenovelas em português
Telenovelas da TV Globo da década de 2000
Telenovelas exibidas no Viva | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Calcutá ou Kolkata (em bengali: কলকাতা; Kólkata, AFI ['kolkat̪a]}}; ) é a capital e maior cidade do estado de Bengala Ocidental, na Índia. Situada às margens do rio Hugli, no leste do país, perto da fronteira com o Bangladexe, Calcutá possui cerca de habitantes (2011) dentro dos seus limites municipais, figurando como a quinta cidade mais populosa da Índia. Sua região metropolitana, por sua vez, que se estende por 1 886 quilômetros quadrados, reúne mais de 14 112 536 habitantes (dados de 2011), fazendo desta a terceira maior aglomeração urbana do país, depois das regiões metropolitanas de Délhi e Mumbai.
Fundada em 1690 pela Companhia Inglesa das Índias Orientais, tendo sido a capital da Índia britânica de 1833 a 1912, a economia de Calcutá entrou em declínio após a independência indiana, em 1947, embora tenha voltado a crescer a partir dos anos 2000. A exemplo de outras grandes cidades de países em desenvolvimento, Calcutá apresenta problemas urbanísticos tais como pobreza, poluição, crime e congestão de tráfego.
Em 2001, o governo local repudiou a versão oficial inglesa do nome da cidade (Calcutta) em favor da forma oficial bengali কলকাতা, transliterada como Kolkata. Apesar dos problemas urbanos ainda persistentes no cotidiano da cidade, Kolkata é hoje, um dos maiores e mais importantes centros urbanos e financeiros da Índia, e, consequentemente, um dos mais desenvolvidos da Ásia.
História
A zona sobre a qual atualmente se assenta a cidade de Calcutá é objeto de ocupação humana há mais de anos, segundo testemunham os sítios arqueológicos encontrados.
A Companhia Britânica das Índias Orientais
Em 1690, a Companhia Britânica das Índias Orientais, que estabelecera a primeira sede dos seus negócios no golfo de Bengala e na própria Bengala em 1608 na localidade de Surate, optou por transladar a sede dos seus negócios para Calcutá, dando assim começo à grande expansão da cidade, que administrava, bem como ao restante das suas posses, como se se tratasse de um estado praticamente soberano.
Tradicionalmente, pois, a data de 1690 é considerada como a da fundação da cidade, vista como obra de Job Charnock, um administrador da companhia, sobre a anterior aldeia de Kalikata, embora esta teoria seja contestada pela moderna historiografia.
Em 1699, o Reino Unido completou a construção do Forte William, cuja missão era servir de base militar para o estabelecimento das tropas do Exército britânico destinadas à região. Pouco depois, em 1756, motivados pelos confrontos com França pelo controlo da Índia, os britânicos efetuaram a ampliação e modernização das fortificações da cidade. O nababo de Bengala, Siraj-Ud-Daulah, protestou contra tais obras e, ao não ver atendidas as suas reclamações, atacou o forte, tomando-o. Durante a sua conquista, foram assassinados vários britânicos, o que marcou o imaginário coletivo do Reino Unido, que refere os fatos como A noite do buraco negro.
No ano seguinte, 1757, Fort William e Calcutá foram reconquistados por uma força mista formada por sipais ao serviço da Companhia Britânica das Índias Orientais e por soldados regulares do Exército britânico, posta sob comando do geral Robert Clive, um antigo empregado (como escrevente) da Companhia. A ação decisiva da campanha foi a batalha de Plassey, que teve lugar a 23 de junho na própria Bengala, nas cercanias de Calcutá, e que Robert Clive ganhou mais à base de subornos e de promessas de vantagens comerciais do que de combate militar.
O Raj Britânico
Em 1772, a cidade foi designada capital da Índia britânica (o chamado Raj britânico), distinção que conservaria até 1911. Foi a partir deste momento que se empreenderam obras de saneamento para a cidade, consistentes na drenagem das zonas de marisma que rodeavam a cidade, assim como se construiu à beira do rio Hugli uma zona residencial e de oficinas governamentais. Foi Richard Wellesley, governador entre 1797 e 1805, quem deu destacado impulso às obras na cidade.
Em princípios do século XIX, houve a divisão interna da cidade em dois setores diferenciados: um europeu e outro reservado para a população indiana, zona conhecida como "cidade negra".
A partir dos anos 1850, ocorreu um processo de industrialização na cidade, especialmente relativa ao setor têxtil e à indústria da juta. Isso, pela sua vez, fez com que o governo britânico investisse no setor de comunicações, especialmente na ferrovia e no telégrafo. Como resultado da bonança econômica e do contato entre as sociedades britânica e a indiana, surgiu na cidade uma nova classe social, a dos babu, grupo de auxiliares de escritório e burocratas de estirpe frequentemente anglo-indiana e relacionados na maioria dos casos com as castas superiores da Índia.
Desde finais do século XIX, ocorreu na Índia um processo gradual de tomada de consciência nacionalista, que acaba por cristalizar nas ânsias de independência, assumindo Calcutá neste processo um lugar destacado. Assim, já em 1883 foi organizada na cidade uma conferência nacional por parte de Surendranath Banerjea, sendo a primeira com estas características que aconteceu na Índia.
Em 1905, George Curzon, que na ocasião era governador-geral da Índia, decidiu partir a região de Bengala em dois distritos diferentes, o que agiu como estopim para uma série de distúrbios que se sucederam na cidade, que incluiu até mesmo o boicote indiano às mercadorias de origem britânica.
O clima de agitação fez com que os britânicos tomassem em 1911 a decisão de mover a capital do Raj britânico para Nova Deli, já que ademais se considerava que esta cidade ocupava uma melhor situação estratégica na Índia.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o porto de Calcutá foi bombardeado em duas ocasiões pelos japoneses. Em 1943 ocorreu na cidade uma grave crise de subsistência, que degenerou numa fome que provocou numerosas vítimas, e que os nacionalistas indianos consideraram que se produziu como consequência do açambarcamento de provisões destinadas aos exércitos dos Aliados.
Em 1946 ocorreram fortes distúrbios na cidade, devido à petição para criação de um estado separado para os indianos de religião muçulmana, o que provocou uma luta aberta com mais de 2 000 vítimas.
Independência da Índia
Calcutá foi um centro importante no comércio e exportação da juta, mas em 1947, quando teve lugar a partição da Índia, viu-se invadida por ondas de emigrantes procedentes de áreas onde a luta pela independência ocasionara grande violência, e da própria Calcutá partiam emigrantes de confissão muçulmana para o recém-criado Paquistão Oriental (hoje independente sob o nome de Bangladexe). Ademais, as terras em que se cultivava a juta que abastecia a indústria de Calcutá ficaram do outro lado da nova fronteira. Tudo isso provocou um período de estancamento econômico.
Nos anos 1960 e 1970, uma série de graves avarias no setor elétrico, seguidas por greves e pela atividade de uma guerrilha de ideologia maoísta, os najalitas, continuou gerando instabilidade econômica na cidade.
Em 1971, a guerra indo-paquistanesa de 1971, que provocou a criação do Bangladexe como Estado independente, originou novas ondas de refugiados que, unidos aos que haviam ocasionado três secas sucessivas, obrigaram as pessoas do campo a migrar para a cidade. O acréscimo populacional consequente à explosão demográfica após a guerra converteu Calcutá num fervedouro humano onde as imagens de amontoamento, decrepitude, doença e morte, são habituais. Calcutá é a cidade do mundo com maior número de população de rua e o maior número de leprosos.
A partir de 1977, a cidade é governada pelo Partido Comunista da Índia (Marxista).
Geografia
Calcutá encontra-se no delta do rio Ganges, no leste da Índia, ao longo do rio Hugli, a uma altura dentre 1,5 e 9 metros altura acima do nível do mar. Estende-se à beira do rio Hugli em direção norte-sul, a uns 154 km do golfo de Bengala para o interior do continente. A maior parte do terreno sobre o que se assenta a cidade compunha-se de pântanos, gradualmente aterrados para acomodar a crescente população. . A zona úmida remanescente, conhecida como Umedais ocidentais de Calcuta ou East Calcutta Wetlands foram designados como "zona úmida de importância internacional" pelo Convênio de Ramsar a 19 de agosto de 2002.
Como na maioria das planícies do Indo-Ganges, o tipo de solo predominante é o de aluviões. A cidade assenta-se sobre solos quaternários consistentes em várias camadas de sedimentos de argila, lama e grava. Estes sedimentos encontram-se compreendidos entre dois leitos de argila, a inferior com uma profundeza entre os 250 e 650 metros, e a superior com uma grossura entre 10 e 40 metros. Segundo o Bureau of Indian Standards, a população assenta-se sobre uma zona sísmica de grau III numa escala de I a V (segundo a propensão da zona a sofrer um terramoto), enquanto a zona é considerada de um "muito alto risco de danos" por vento e ciclones segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Clima
De clima tropical, a cidade apresenta temperatura média anual de 26,9 °C, podendo chegar próximo ou até ultrapassar 40 °C no verão, que é quente e úmido. O inverno costuma ser curto, com temperaturas mínimas entre 13 e 15 °C. As monções de sudeste ocorrem entre junho e setembro e representam a maior parte da precipitação anual (total de mm) de Calcutá. Devido à poluição, o nível de aerossol local é alto, quando comparado com outras cidades indianas, o que causa névoa seca frequente.
Demografia
O gentílico de Calcutá é calcutaense.
Em 2001, a população da cidade totalizava 4.580.544 habitantes, com uma região metropolitana de 13.216.546 pessoas (14.681.589 em 2006). Há 828 mulheres para cada mil homens, devido ao êxodo rural (os homens migram para as cidades, deixando suas famílias no campo). A taxa de alfabetização de Calcutá (80,86%) excede a média nacional (59,8%).
O grupo étnico dos bengalis forma a maior parte da população local, que inclui ainda maiorias importantes como os marwaris e os biaris. Há também outros grupos étnicos como os chineses, tâmeis, armênios, tibetanos e parses. As principais línguas faladas na cidade são o bengali, o híndi, o inglês e o boiapuri. Segundo o censo de 2001, 77,68% da população da cidade são hindus, 20,27% são muçulmanos, e 0,88%, cristãos. Há também siques, budistas, judeus e zoroastrianos.
Cerca de um terço da população (1,5 milhão de pessoas) vive em favelas.
Esportes
O esporte mais popular de Calcutá é o críquete, a cidade é a casa do Kolkata Knight Riders da Indian Premier League. A cidade também é um dos principais polos de futebol do país, a Calcutta Football League é uma das ligas mais antigas da Ásia
Cidades-irmãs
Calcutá é geminada com as seguintes cidades:
Personalidades
Rabindranath Tagore (1861-1941), prémio Nobel da Literatura de 1913.
Madre Teresa de Calcutá (1910 - 1997), canonizada em 2016, Prêmio Nobel da Paz de 1979.
Ver também
Arquidiocese de Calcutá | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Istambul (), a antiga Bizâncio e Constantinopla (nome ainda usado em várias línguas, como no , Konstantinúpolis), é a maior cidade da Turquia e rivaliza com Londres como a mais populosa da Europa, com habitantes na sua área metropolitana em 2018. A grande maioria da população é muçulmana, mas também há um grande número de laicos e uma ínfima minoria de cristãos e judeus.
É a capital da área metropolitana (büyükşehir) e da província de Istambul, a qual faz parte da região de Mármara. No passado foi a capital administrativa da Província de Istambul, na chamada Rumélia ou Trácia Oriental. Foi denominada Bizâncio até , e Constantinopla até 1453, nome bastante difundido no Ocidente até 1930. Durante o período otomano, os turcos chamavam-na de Istambul, nome oficialmente adotado em 28 de março de 1930.
Foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido como califa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islão. Atualmente, embora a capital do país seja Ancara, Istambul continua a ser o principal polo industrial, comercial, cultural e universitário (aí estão sediadas mais de uma dezena de universidades) do país. É a sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, sede da Igreja Ortodoxa.
A cidade ocupa ambas as margens do estreito do Bósforo e do norte do mar de Mármara, os quais separam a Ásia da Europa no sentido norte-sul, uma situação que faz de Istambul a única cidade que ocupa dois continentes. A parte central da parte europeia é por sua vez dividida pelo estuário do Corno de Ouro. É usual dizer-se que a cidade tem dois ou três centros, conforme se considere ou não que na parte asiática também existe um centro. No lado europeu há duas zonas com mais destaque em termos de movimento de pessoas e património cultural: o mais antigo, onde se situava o núcleo da antiga Bizâncio e Constantinopla, correspondente ao atual distrito de Fatih, fica a sul do Corno de Ouro, enquanto que Beyoğlu, a antiga Pera e onde se situava o bairro europeu medieval de Gálata, fica a norte. O centro da parte asiática tem contornos menos precisos, e ocupa parte dos distritos de Üsküdar e Kadıköy. Algumas zonas históricas da parte europeia de Istambul foram declaradas Património Mundial pela UNESCO em 1985. Em 2010, a cidade foi a Capital Europeia da Cultura. Devido à sua dimensão e importância, Istambul é considerada uma megacidade e uma cidade global.
Toponímia
O atual nome da cidade, İstanbul em turco (AFI: ou, coloquialmente, ) é usado nas suas diversas variações pelo menos desde o , tendo-se tornado o nome comum em turco desde a sua integração no Império Otomano depois da Queda de Constantinopla, em 1453. Etimologicamente o nome é derivado da expressão grega medieval "εἰς τὴν Πόλιν" ou, no dialeto egeu, "εἰς τὰν Πόλιν" (em grego moderno: στην Πόλι ), que significa "na cidade", "à cidade" ou "centro da cidade".
No ainda eram usados diversos nomes para a cidade. Os europeus em geral usavam principalmente Stambul e Constantinopla para se referirem a toda a cidade, embora por vezes se distinguissem ambos os nomes — Constantinopla podia designar apenas a parte mais antiga, a sul do Corno de Ouro (atual Fatih), usando-se "Pera" para designar a zona norte, chamada Beyoğlu pelos turcos, o nome que é usado atualmente. Desde os tempos bizantinos que Pera foi a área onde as comunidades de origem europeia ocidental se concentraram, uma situação que perdurou até ao fim do Império Otomano. Entre os turcos era mais frequente que Istambul designasse apenas a parte mais antiga.
Bizâncio (; pronúncia em demótico moderno: /vi.za.ⁿdjo/) foi o primeiro nome da cidade quando foi fundada em
por colonos dóricos da cidade-estado de Mégara, que a batizaram em homenagem ao seu rei Bizas. Quando o imperador romano Constantino, o Grande fez da cidade a nova capital oriental do seu império, em 11 de maio de 330, rebatizou-a Nova Roma. No entanto, o nome que acabou por se impor como mais generalizado foi Constantinopla (em grego: Κωνσταντινούπολη ou Κωνσταντινούπολις; Konstantinoupolis; "Cidade de Constantino"), o qual foi usado pela primeira vez de forma oficial durante o reinado do imperador (408-450). O nome oficial permaneceu Constantinopla durante todo período bizantino e foi o nome comumente usado no Ocidente até o início do .
A cidade foi também apelidada de "Cidade das Sete Colinas", pois o Cabo do Serralho, a península onde se situa a parte mais antiga da cidade tem sete colinas, como Roma. Atualmente no cimo de cada uma das colinas há uma grande mesquita imperial otomana. As colinas estão representadas no emblema da cidade como sete triângulos, sobre os quais se elevam quatro minaretes. A cidade tem muitas outras alcunhas, como por exemplo, Vasilevousa Polis ("Rainha das Cidades", em grego), que tem origem na importância e riqueza da cidade durante a Idade Média, e Dersaâdet (originalmente Der-i Saadet, "Porta para a Felicidade") que foi usada pela primeira vez no fim do e ainda é utilizada hoje em dia.
Com a Lei do Serviço Postal Turco, de 28 de março de 1930, as autoridades turcas pediram oficialmente às nações estrangeiras que adotassem Istambul como o único nome nos seus idiomas.
História
Pré-história
Em 2008, durante as obras de construção da estação de Yenikapı, foi descoberto um assentamento neolítico até então desconhecido, datado de cerca de , quando o Bósforo ainda não se tinha formado e o mar de Mármara era pouco mais que um lago interior. Entre os séculos XIII e , tribos trácias estabeleceram dois assentamentos — Lygos e Semistra — em Sarayburnu (cabo do Serralho), perto do local onde se ergue atualmente o Palácio de Topkapı.
O primeiro povoamento no lado anatólio (oriental) foi encontrado no monte Fikirtepe, no que é hoje o distrito de Kadıköy. Data da Idade do Cobre e nele foram encontrados artefatos que datam de a . Não longe dali, foi descoberto um entreposto comercial fenício que existiu no início do Calcedónia, a primeira colónia grega na área, foi fundada por dóricos da cidade de Mégara que se estabeleceram no cabo de Moda, cerca de ( ou segundo outras fontes), onde hoje se situa o distrito de Kadıköy.
Bizâncio
Bizâncio foi igualmente fundada por colonos de Mégara, que se estabeleceram nos antigos povoados trácios de Lygos e Semistra, no lado ocidental (europeu) do Bósforo, na margem sul do Corno de Ouro 17 anos depois de fundarem Calcedónia, ou seja, , ou . No final do foi fundada uma acrópole no cimo do cabo do Serralho, no local onde hoje se encontra o Palácio de Topkapı.
Segundo a lenda, a localização da nova cidade foi indicada ao rei de Mégara, Bizas, de onde provém o nome Bizâncio, pelo Oráculo de Delfos, quando o rei lhe foi pedir conselho sobre uma nova terra para se estabelecer com a sua família e seguidores. O oráculo aconselhou-o a procurar a "terra dos cegos" e fundar a cidade no lado oposto àquele onde essa se encontrava. Bizas percebeu a importância estratégica do Cabo do Serralho, rodeado de água por três lados (o mar de Mármara a sul e sudoeste, o Bósforo a leste e nordeste e o Corno de Ouro a norte), na importante rota marítima que liga o Mediterrâneo ao mar Negro através do mar de Mármara e do Bósforo, pelo que assumiu que o oráculo se referia aos calcedónios como "cegos" por não terem sido capazes de ver que era ali, e não no lado oriental, o local ideal para construir uma cidade.
Apesar da sua situação privilegiada, a cidade não se desenvolveu significativamente durante os primeiros tempos. Foi muito afetada durante as Guerras Médicas, tendo sido ocupada por em . Segundo algumas fontes, a cidade esteve sob o domínio do Império Aqueménida, entre 479 e , depois da expulsão do general espartano Pausânias. Outras fontes referem que nesse período a cidade estava sob domínio ateniense, fazendo parte da Liga de Delos a partir de , contra a qual se revoltou em 440, para ser submetida pouco depois. Bizâncio viu-se depois envolvida nas guerras entre Atenas e Esparta (ver Guerra do Peloponeso) e o seu controle (direto ou através de alianças) foi disputado por ambos os lados durante os dois séculos seguintes.
Em , Filipe II da Macedónia cobiça Bizâncio, entretanto já independente de novo, mas não consegue ocupá-la.
O seu filho Alexandre, o Grande passa junto à cidade quando se dirige para a Ásia, atravessando os Dardanelos, mas curiosamente Bizâncio fica de fora do imenso império conquistado por Alexandre, apesar de ser seu vizinho muito próximo. Durante as Guerras dos Diádocos pela partilha do império de Alexandre, a cidade conseguiu manter-se neutral, continuando a ser um mercado importante de bens alimentares provenientes da Trácia, Macedónia, Anatólia e do Cáucaso. As alianças que estabelece com outras cidades marítimas, como Rodes, permitem-lhe conservar a sua independência até à chegada dos romanos, apesar de algumas fontes referirem que em foi conquistada por uma aliança entre Rodes e os reinos de Pérgamo e da Bitínia.
Domínio romano
A partir de ou , Bizâncio aliou-se a Roma que a reconheceu como "cidade livre e federada". No foi integrada na República, apesar de terem sido mantidas algumas estruturas de governo democrático local e a sua autonomia só ter sido suprimida em por Vespasiano. Supõe-se que nesse tempo a cidade não ocupasse muito mais do que é hoje área do Palácio de Topkapı e da Basílica de Santa Sofia.
Em , Bizâncio viu-se envolta numa disputa entre o imperador romano Septímio Severo e o usurpador Pescênio Níger. Após tomar partido pelo último, a cidade foi sitiada pelas forças leais a Septímio em e sofreu extensos danos, tendo sido arrasadas as muralhas e os monumentos. Cinco anos depois, o mesmo Septímio Severo ordenou a reconstrução da cidade, que rapidamente alcançou sua antiga prosperidade, chegando a ser rebatizada como Augusta Antonina pelo imperador, em homenagem a seu filho. Em Bizâncio foi devastada pelas tropas do imperador romano Galiano, mas foi rapidamente reconstruída.
Durante a primeira divisão do Império Romano, Bizâncio foi uma cidade fronteiriça, pois os impérios ocidental e oriental tinham como fronteira o Bósforo. Durante a guerra civil entre Licínio e Constantino, o Grande, Bizâncio tomou o partido do primeiro, mas submeteu-se ao último após a sua vitória na batalha de Crisópolis (24 de setembro de 324), a qual teve lugar no que é atualmente Üsküdar. A posição estratégica de Bizâncio atraiu Constantino, que a rebatizou de Nova Roma. Em 330 tornou-se oficialmente a nova capital do Império Romano, quando também já era conhecida pelo nome que haveria de perdurar — Constantinopla. Segundo uma lenda, Constantino começou por ordenar que a nova capital fosse edificada em Calcedónia, mas um bando de águias levou as ferramentas dos pedreiros para o outro lado do mar de Mármara, o que levou Constantino a decidir que a sua capital ficasse na margem ocidental.
A refundação da cidade ficaria na História como um dos feitos mais duradouros de Constantino. O seu novo estatuto de capital imperial deslocou o poder romano para oriente e a cidade tornou-se o centro da cultura grega e do Cristianismo durante os séculos seguintes.
Império Bizantino
Em 395 o império tornou a ser dividido e Constantinopla passou a ser a capital do Império Romano do Oriente, que ficaria conhecido como Império Bizantino. Foram construídas numerosas igrejas em toda a cidade, incluindo aquela que durante praticamente mil anos foi a maior catedral do mundo, a Basílica de Santa Sofia.
O Patriarcado Ecuménico de Constantinopla desenvolveu-se na cidade e ainda hoje o seu líder é uma das figuras mais destacadas na Igreja Ortodoxa Grega. A localização de Constantinopla ajudou a assegurar que a sua existência resistiria ao teste do tempo — durante muitos séculos as suas lendárias muralhas protegeram a Europa de invasores vindos de leste e do avanço do Islão.
O estatuto de capital imperial e a posição estratégica, na encruzilhada entre a Europa e a Ásia e entre o Mediterrâneo e o mar Negro, contribuíram para tornar a cidade um importante centro de comércio, cultura e diplomacia. Enquanto o Império Romano do Ocidente mergulhava numa crise económica, política e demográfica, Constantinopla continuou a prosperar e durante a maior parte da Idade Média e nos últimos séculos do Império Bizantino foi a maior e mais próspera cidade do continente europeu, sendo em alguns períodos a maior metrópole do mundo.
Um dos períodos de maior esplendor de Constantinopla foi o reinado de , que mandou ampliar Santa Sofia no . Tendo conhecido algum declínio nos séculos VII e VIII, o império retomaria o seu esplendor nos séculos IX e X.
O grande declínio do império foi marcado com a derrota na Batalha de Manziquerta (1071) frente aos turcos do Império Seljúcida, na sequência da qual grande parte da Anatólia deixou de estar sob o domínio bizantino para passar a constituir o Sultanato de Rum.
A decadência da capital chegou um século depois com a Quarta Cruzada, durante a qual foi saqueada, pilhada e ocupada, ironicamente por forças cristãs. Constantinopla passou então a ser a capital do Império Latino, um estado criado pelos cruzados católico que duraria 55 anos. Em 1261, reconquistou a cidade e restaurou o Império Bizantino. Constantinopla encontrava-se então em grande decadência, com muitos dos edifícios, serviços básicos e defesas em ruínas, tendo a sua população diminuído de cerca de meio milhão no para .
Apesar de todas as turbulências e da constante ameaça turca, que perdurou para além do fim dos estados cruzados, a cidade manteve a sua importância como centro cultural e comercial do Mediterrâneo, onde a maior parte das potências comerciais dessa parte do mundo mantiveram consulados e colónias de mercadores.
No várias das reformas económicas e militares de , como a redução das forças militares, enfraqueceram o império e deixaram-no mais vulnerável a ataques. Em meados desse século, os otomanos, sucessores dos seljúcidas, começaram a por em prática a estratégia de tomar cidades mais pequenas, cortando as rotas de abastecimento de Constantinopla e estrangulando-a lentamente. Finalmente, depois de oito semanas de cerco durante o qual é morto o último imperador bizantino, , o sultão Maomé II, que ficará conhecido como "o Conquistador" (Fatih), conquistou a cidade a 29 de maio de 1453 e declarou-a imediatamente a nova capital do seu Império Otomano. Horas depois de entrar na cidade, Maomé foi a Santa Sofia e convocou um imã para proclamar a fé islâmica, convertendo um dos símbolos maiores do cristianismo numa mesquita imperial. A Queda de Constantinopla, nome pelo qual é conhecida a conquista da cidade pelos otomanos, é frequentemente apontada como uma das datas que marca do fim da Idade Média.
Domínio turco
Depois de conquistar a cidade, Maomé II empenhou-se em revitalizá-la, nomeadamente convidando e forçando a nela se fixarem muitos muçulmanos, judeus e cristãos de outras partes da Anatólia, criando uma sociedade cosmopolita que perdurou praticamente durante todo o período otomano. No fim do a população tinha crescido para , fazendo de Istambul a segunda maior cidade da Europa. Maomé mandou reparar as infraestruturas danificadas, iniciou a construção do Grande Bazar e sobre as ruínas da antiga acrópole construiu o Palácio de Topkapı, que serviu de residência imperial oficial durante 400 anos. Ordenou também a construção da primeira mesquita imperial de construção otomana, a Mesquita de Fatih, para o que foi demolida a Igreja dos Santos Apóstolos, a maior da cidade a seguir a Santa Sofia.
Os otomanos transformaram rapidamente Constantinopla, até então um bastião do cristianismo, num símbolo da cultura islâmica. Foram criadas fundações religiosas para financiar a construção de grandes mesquitas imperiais, as quais, além de serem um local de oração, tinham estruturas de apoio social anexas, como escolas, hospitais e balneários públicos. O reinado de Solimão, o Magnífico (1494-1566) foi um período de feitos artísticos e arquitetónicos especialmente grandiosos. São deste período as mesquitas da autoria do arquiteto principal da corte, Mimar Sinan, cuja genialidade o fez ser conhecido no Ocidente como "o Miguel Ângelo otomano". A maior mesquita de Istambul (não considerando Santa Sofia) é a mesquita imperial de Solimão, uma das inúmeras obras de Sinan. Outras formas de arte florescentes foram a cerâmica, a caligrafia e a miniatura. No final do residiam na cidade pessoas.
Uma série de rebeliões no início do levou à subida ao poder do sultão progressista e ao chamado período reformista Tanzimat (reorganização em turco otomano), que alinhou o império com alguns dos padrões europeus ocidentais em termos económicos, políticos e culturais. Durante este período foram construídas pontes sobre o Corno de Ouro e Istambul foi ligada à rede ferroviária europeia na década de 1880. O Tünel, uma das linhas ferroviárias urbanas subterrâneas mais antigas do mundo, foi inaugurada em 1875 na encosta sul de Gálata. Ao longo das décadas seguintes foram também gradualmente criadas outras infraestruturas modernas, como uma rede estável de distribuição de água, eletricidade, telefones e elétricos, embora com algum atraso em relação a outras capitais europeias.
Os esforços de modernização não foram suficientes para evitar o declínio do regime imperial. No início do assistiu-se à Revolução dos Jovens Turcos, herdeiros políticos dos "Jovens Otomanos" de meados do século anterior. Os "Jovens Turcos" depuseram o sultão em 1909 e estalaram várias guerras que fustigaram a decadente capital imperial. A última destas guerras foi a Primeira Guerra Mundial, que se saldou numa derrota e subsequente ocupação de Istambul por tropas britânicas, francesas e italianas. O último sultão otomano, foi deposto e exilado em novembro de 1922 e a família imperial foi expulsa a 3 de março de 1924. Em 1923, terminou a ocupação de Istambul com a assinatura do Tratado de Lausana, no qual também era reconhecida a República da Turquia, a qual foi oficialmente declarada em 29 de outubro de 1923.
Os revolucionários nacionalistas liderados por Atatürk tinham estabelecido a sede do seu governo em Ancara, que foi declarada a capital da nova república. Nos primeiros anos do regime republicano, Istambul foi algo descurada a favor da nova capital, mas a partir dos anos 1940 e início dos anos 1950, a cidade sofreu grandes mudanças estruturais, nomeadamente urbanísticas. Foram construídas novas praças (como a Praça Taksim, o centro da cidade moderna), avenidas e edifícios, por vezes derrubando construções históricas. Em 1955 ocorreu o Pogrom de Istambul, uma série de motins dirigidos principalmente à então ainda numerosa comunidade grega da cidade, mas que também afetou outras minorias, como os arménios, judeus e inclusivamente muitos muçulmanos, e acelerou a fuga para a Grécia da população etnicamente grega de Istambul. O crescimento da população de Istambul começou a acelerar rapidamente nos anos 1970, com o afluxo de pessoas da Anatólia para trabalharem nas muitas novas fábricas que foram construídas nos subúrbios da metrópole em expansão. Este súbito aumento populacional provocou uma grande procura de habitação e muitas das aldeias e florestas que rodeavam a cidade foram absorvidas pela grande área metropolitana de Istambul.
Geografia
Istambul está situada no noroeste da Turquia, na Região de Mármara (Marmara Bölgesi) e é a capital da província (ill) de Istambul. Em 2004, a área metropolitana administrada pela Autoridade Municipal de Istambul (İstanbul Büyükşehir Belediyesi) ocupava uma área de , (65%) no lado europeu e (35%) no lado asiático.
O Bósforo (em turco: Boğaziçi) é um estreito que divide em duas partes a cidade de Istambul e separa fisicamente a Rumélia, na Europa, da Anatólia, na Ásia, ligando o mar Negro, a norte, com o mar de Mármara, a sul, que por sua vez está ligado ao mar Mediterrâneo pelo estreito de Dardanelos. A cidade apresenta assim a característica peculiar de se estender por dois continentes. Além da divisão leste-oeste, a parte histórica do lado europeu é dividida no sentido leste-oeste pelo Corno de Ouro, um porto natural e estuário de uma ribeira orientada no sentido noroeste-sudeste, situado a norte da península histórica onde foi fundada Bizâncio (o Cabo do Serralho ou Sarayburnu, atual distrito urbano de Fatih).
A cidade tem dois centros principais, ambos no lado europeu: a Praça Sultão Ahmet (Sultanahmet Meydanı) a sul do Corno de Ouro e a Praça Taksim, a norte. A primeira situa-se no local onde foi o hipódromo de Constantinopla, centro da cidade romana e bizantina, e é ladeada por dois dos mais populares monumentos de Istambul, a Mesquita Azul (Sultanahmet, do sultão ), construída em 1616, e a Basílica de Santa Sofia (Ayasofya), construída em 537. A Praça Taksim pode considerar-se o centro da cidade moderna; situa-se no extremo norte daquilo que foi o bairro cultural e etnicamente mais ocidentalizado da capital bizantina e otomana, no atual distrito de Beyoğlu, cujo núcleo histórico inclui os antigos bairros de Pera e Gálata, onde viviam as comunidades imigrantes ocidentais e se situavam as principais embaixadas. Algumas dessas comunidades estrangeiras, nomeadamente a francesa e a italiana, estabeleceram-se na área ainda no período bizantino. Além dos ocidentais, em Beyoğlu concentravam-se também muitos judeus (principalmente sefarditas, fugidos da Península Ibérica no final do , mas também asquenazes), gregos e arménios, entre outros. No lado asiático destacam-se dois centros: o de Kadıköy, a antiga cidade de Calcedónia, e Üsküdar, a Scutari e Crisópolis na Antiguidade.
A confluência do mar de Mármara, do Bósforo e do Corno de Ouro, que hoje constitui o centro geográfico de Istambul, contribuiu para suster forças atacantes durante milhares de anos e ainda é uma das características mais proeminentes da paisagem da cidade. Até ao , quando foi construído um cais ao longo da embocadura do Corno de Ouro em Gálata, no que é hoje o bairro de Karaköy, existia aí uma longa praia de areia.
É comum dizer-se que a península histórica tem sete colinas, cada uma delas encimada com uma mesquita imperial (construída por e em homenagem a um sultão). É rodeada pelas lendárias Muralhas de Constantinopla, com 22 km de comprimento, construídas principalmente no (Muralhas de Constantino) e (Muralhas de Teodósio). O alto da colina mais alta é ocupado pelo Palácio de Topkapı, a residência dos sultões durante quatro séculos. No lado oposto do Corno de Ouro ergue-se outra colina de forma cónica, onde se situa o distrito de Beyoğlu. Devido à topografia, as construções de Beyoğlu foram construídas sobre terraços suportados por muros, alguns deles ainda visíveis, e muitas das ruas tinham ou ainda têm degraus.
No outro lado do Bósforo, na Anatólia, Üsküdar exibe as mesmas características topográficas, com colinas que se estendem até à beira-mar, de forma mais abrupta nos bairros de Şemsipaşa e Ayazma, na ponta mais ocidental. É usual referir-se que o ponto mais alto de Istambul é a colina de Çamlıca (Çamlıca Tepesi) (267 m), situada a 4 km do centro de Üsküdar, pois esta situa-se numa área urbanizada e relativamente perto dos principais centros da cidade. No entanto, o ponto mais alto da área metropolitana é o Monte Aydos (Aydos Dağı), no distrito de Kartal, na zona sudeste da parte asiática.
As margens do Bósforo são constituídas por colinas, por vezes com declives bastante acentuados. Apesar da construção ser densa em algumas áreas, em grande parte dos troços a norte da Ponte Fatih Sultão Mehmet predomina o verde das árvores e inclusivamente em áreas mais urbanizadas, como em Beşiktaş e Eyüp (este na parte superior do Corno de Ouro) há muitas manchas de verde, apesar da área de parques e jardins por habitante ser inferior às da maior parte das cidades europeias. Considerando toda a área metropolitana, só 36% do território se considera urbanizado; 17% é ocupado por terrenos agrícolas e 47% por florestas.
As ilhas dos Príncipes (Prens Adaları), situadas no mar de Mármara, a sudeste do centro da cidade, conservam muita da atmosfera de há mais de cem anos, com as suas casas típicas de madeira e as encostas verdejantes. São um destino de recreio popular entre os istambulitas, principalmente no verão. Têm a particularidade do uso de veículos motorizados particulares ser proibido e inclusivamente os táxis são charretes.
Sismos
Istambul está situada próximo da Falha Setentrional da Anatólia, uma falha geologicamente ativa responsável por vários grandes sismos na história da cidade, tanto no passado como em tempos mais recentes. Entre os sismos mais devastadores destaca-se o de 1509, que causou um tsunami que galgou as muralhas, destruiu mais de cem mesquitas e causou mais de dez mil mortos. Mais recentemente, em 1999, o sismo de İzmit provocou mais de mortes, das quais cerca de mil em Istambul. Os estudos demonstram que há um risco elevado de que nas próximas décadas se produza um terremoto devastador na região de Istambul.
É provável que devido às dificuldades para estabelecer e impor normas convenientes de segurança na construção dos edifícios, se repita o que aconteceu durante o sismo de agosto de 1999, isto é, que haja um número enorme de desmoronamentos, especialmente nas habitações de menor custo de alvenaria dos gecekondular (favelas) dos subúrbios.
Poluição
O elevado e rápido crescimento urbano, a grande densidade industrial em certas zonas e o tráfego intenso causam problemas ambientais significativos. Nos últimos anos a qualidade do ar tem melhorado devido à utilização de gás natural e um melhor tratamento de resíduos diminuiu os problemas relacionados com lixo. No entanto, a poluição atmosférica e aquática devida às numerosas fábricas, veículos e habitações continua a ser problemática, o mesmo se passando em relação à poluição sonora. Os problemas tendem a ser mais agudos nos bairros mais pobres e suas vizinhanças.
O sistema de esgotos funciona mal em algumas zonas, sendo frequentes os entupimentos provocados por lixo, o que por vezes provoca grandes poças quando não inundações, que aumentam o risco de doenças infecciosas. A principal causa desses problemas reside no facto da infraestrutura não estar adaptada ao tremendo crescimento urbano das últimas décadas.
Clima
Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, Istambul tem um clima de transição entre o úmido subtropical (Cfa, segundo Köppen) e o mediterrânico (Csa, segundo Köppen), visto que há um decréscimo nas precipitações durante o verão, mas não tão forte quanto em outros locais de clima mediterrânico típico, e com influências oceânicas (Cfb, segundo Köppen) acentuadas, principalmente a norte. O clima de Istambul caracteriza-se por verões longos, quentes e húmidos, e invernos frios, chuvosos, ocasionalmente com neve que pode ser abundante, embora geralmente não dure mais do que alguns dias, pois não é comum que as temperaturas negativas se mantenham durante muito tempo.
As temperaturas médias durante os meses de inverno variam entre 3 aos 8 graus Celsius, e podem baixar aos 5 °C abaixo de zero. Os meses de junho a setembro têm temperaturas diurnas máximas médias de 28 °C. A temperatura mais alta registada foi 40,5 °C em 12 de julho de 2000; a temperatura mais baixa foi -16,1 °C em 8 de fevereiro de 1927. Apesar do verão ser a temporada mais seca, a chuva é comum e por vezes ocorrem chuvas intensas semelhantes a monções nesta época do ano. O outono e primavera são temperados e frequentemente húmidos, mas de meteorologia muito imprevisível, havendo dias quentes e dias frios, sendo as noites são quase sempre frias.
Em média regista-se precipitação assinalável em 152 dias por ano, que geram 844 mm de chuva. A humidade é muito alta ao longo de todo o ano e pode exacerbar a sensação de calor das temperaturas não muito elevadas de verão, e a sensação de frio em temperaturas não muito baixas de inverno. A humidade é especialmente perceptível de manhã, quando é frequente atingir 80% e o nevoeiro é muito comum, apesar de normalmente se dissipar a meio do dia. Em média há 228 dias de nevoeiro por ano, concentrados sobretudo no inverno.
Istambul tende a ser ventosa, sendo a velocidade média do vento de . Devido à grande dimensão da cidade, à sua topografia e às influências marítimas, Istambul tem diversos microclimas, podendo acontecer estar a nevar em algumas partes e fazer sol noutras, apesar de fazer frio em toda a cidade.
Demografia
Estatísticas populacionais
Em 2018, a área metropolitana de Istambul tinha habitantes. Em 2009 tinha habitantes, (50,2%) homens e (49,8%) mulheres, o que representa 17,8% do total da população da Turquia (). A densidade populacional total era , variando por distrito desde os de Güngören, a pouca distância do centro histórico do lado europeu, até aos de Çatalca, o distrito mais a noroeste. Estes distritos são, respetivamente, o menor e o maior em área. As áreas com maior densidade concentram-se sobretudo a oeste, sudoeste e noroeste do centro, estando muito próximos deste. Os distritos históricos de Beyoğlu e Fatih têm, respetivamente, e , ocupando a 7ª e 8ª posições entre os distritos com maior densidade. No lado asiático, o distrito com maior densidade é Üsküdar, com , um valor não muito distante dos de Ataşehir e Kadıköy que, como Üsküdar, se situam no extremo sudoeste da parte asiática de Istambul.
Nos últimos 50 anos, imigraram para Istambul mais de dez milhões de pessoas, provenientes de todas as províncias da Turquia. Estima-se que apenas 14% da população atual da cidade tenha raízes locais. O número de residentes em Istambul originários das províncias de Sivas, Sinop, Bayburt, Ardahan, Erzincan, Giresun e Castamonu é superior ao das populações dessas províncias. A maior comunidade de imigrantes internos de Istambul, proveniente da província de Sivas, contava com cerca de membros em 2007, enquanto que a população da província era de cerca de habitantes. A imigração proveniente de Castamonu ainda é mais drástica: em 2007 viviam em Istambul cerca de pessoas provenientes dessa província cuja população não chega aos habitantes. Segundo as estatísticas oficias, em 2007 residiam em Istambul estrangeiros.
Apesar de, ao longo da sua história, Istambul sempre ter sido uma das maiores cidades da Europa e do mundo, a população triplicou nas últimas três décadas e é atualmente 12 vezes maior do que o que era em 1945, quando viviam na cidade pessoas. Em 1955 a população já tinha ultrapassado o milhão e meio; em 1990 era e em 2000 atingiu os dez milhões. Nos últimos anos, todos os distritos e bairros da cidade viram a sua população aumentar exceto Eminönü, no centro histórico, e Şile, um distrito à beira do mar Negro 70 km a nordeste do centro.
A população de Constantinopla / Istambul variou bastante ao longo da sua história. Em 330, no tempo de Constantino, tinha habitantes. No fim desse século já tinha . De 530 a 715 a população decresceu de para ; em 950 já tinha crescido para . Em 1 200 residiam na cidade apenas pessoas e após a conquista dos otomanos a população não ultrapassava os , duplicando nos 20 anos seguintes e atingindo os em 1566. O censo de 1817 registava . A população cresceu durante o , ultrapassando o milhão de habitantes em 1897, mas voltou a diminuir progressivamente até à década de 1920 ( em 1927), para o que contribui a perda de estatuto de capital e a fuga de gregos e arménios. Desde a década de 1930 que a população não pára de crescer, embora isso também se deva, em parte, à integração administrativa de distritos limítrofes.
Apesar das flutuações de população, a cidade esteve até muito recentemente quase sempre entre a três ou cinco maiores cidades do mundo, desde que Constantino a tornou a sua capital no , inclusivamente nos períodos menos prósperos, entre os séculos XI a XIII. Até essa altura foi a maior cidade da Europa e inclusive do mundo até ao , quando foi ultrapassada, primeiro por Bagdade e depois por uma ou outra cidade do Extremo Oriente. Após estar ausente do "top" das maiores cidades do mundo nos séculos XIV e XV, em 1500 voltaria a ser a maior cidade da Europa, situação que manteria até cerca de 1750, quando foi ultrapassada por Londres. Em 1600 rivalizava com Pequim como a urbe mais populosa do mundo. Só no último quartel do deixaria de ser a maior metrópole da Europa. Atualmente é de novo a cidade mais populosa da Europa.
Grupos étnicos e religião
Istambul (ou Constantinopla) foi uma cidade muito cosmopolita ao longo da sua história, onde sempre conviveram muitas comunidades estrangeiras e diversas religiões, apesar da sua situação de grande capital, primeiro do Cristianismo e depois do Islão. Constantinopla rivalizou durante mais de um milénio com Roma como capital da Cristandade e mesmo depois da conquista muçulmana continuou a ser a sede da Igreja Ortodoxa. Um dos líderes ortodoxos mais reverenciados do mundo ainda é o Patriarca Ecuménico de Constantinopla, que reside em Istambul. Principalmente após ter conquistado Meca no início do , Istambul tornou-se a capital do mundo islâmico e o sultões otomanos eram simultaneamente califas, uma situação que se manteve até aos primeiros meses da república turca.
Atualmente é complicado saber ao certo qual é a "etnia" da maior parte da população da Turquia em geral e de Istambul em particular. É frequente considerar-se que a maior parte da população da Turquia é de "etnia turca" (entre 70 e 88%, conforme as fontes). No entanto, atendendo à grande diversidade de povos que habitaram o que é hoje a Turquia desde há milhares de anos, à inevitável miscigenação, ao carácter multiétnico e multicultural do Império Otomano e ao facto de oficialmente todos os cidadãos nacionais serem turcos, não há certezas quanto à verdadeira origem étnica da maioria da população dita "turca", sendo que é provável que uma parte considerável não seja diretamente aparentada com os povos turcomanos asiáticos aos quais se associa historicamente o termo "turco".
No período otomano, todos os muçulmanos sunitas eram considerados turcos, mesmo que não falassem turco, enquanto que os não muçulmanos ou muçulmanos não sunitas eram considerados não turcos mesmo que falassem turco. Segundo um estudo levado a cabo pela consultora Konda em 2006, 81,33% da população identificava-se como turca, mas é interessante notar que no mesmo estudo 4,45% identificavam-se como "cidadãos da República da Turquia", apenas 8,61% como curdos (apesar de muitas estimativas apontarem para mais o dobro), e 0,18% yörük (quando as estimativas apontam para cerca de 1%). Muitos membros, senão mesmo a maior parte, das minorias étnicas da Turquia assimilaram a cultura dominante, num processo que em alguns casos foi iniciado no período medieval seljúcida.
A maior parte das minorias religiosas presentes na Turquia, quer muçulmanas, quer de outros credos, principalmente as menos numerosas, concentra-se sobretudo em Istambul. A nível nacional, 70 a 85% da população é muçulmana sunita, principalmente hanafistas, mas também xafiistas (9%). O grupo religioso mais numeroso a seguir aos sunitas são os alevitas,
que constituem entre 15% e 30% da população. Seguem-se os xiitas duodecimanos (em turco: caferilik) não alevitas (entre 0,6% e 4%), mas também há iarsanistas e iazidis. As comunidades sufistas, embora menos importantes que no passado, ainda têm muitos membros e nos últimos anos tem-se assistido a um interesse crescente no misticismo sufista. Em 2007 existiam mesquitas em Istambul.
A maior minoria étnica de Istambul é a dos curdos, originários das regiões leste e sudeste da Anatólia — algumas fontes estimam que vivam três milhões de curdos em Istambul, ou seja, cerca de 25% da população total da cidade. Istambul é a cidade com mais curdos em todo o mundo e rivaliza em número de curdos com a população das províncias turcas tradicionalmente consideradas "mais curdas", as quais juntas têm pouco mais do que cinco milhões e meio de habitantes. Embora a presença curda na cidade remonte ao início do período otomano e no início do muitos dos porteiros de Istambul serem curdos, o grande afluxo de curdos à cidade acelerou imenso desde o início da guerrilha pela independência do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). A maior parte dos curdos são muçulmanos sunitas, mas há alguns que são iazidis e iarsanistas.
Ainda no período bizantino, instalaram-se na cidade, no que é hoje Beyoğlu, muitos italianos, especialmente das repúblicas marítimas de Génova e Veneza, mas também francos, que estão na origem da comunidade de "levantinos" francófonos, que teve bastante importância na cidade até ao , mas atualmente está praticamente desaparecida. Estas comunidades, como os poucos descentes que delas restam, eram católicas.
Outra comunidade importante, tanto em número como em importância económica, que remonta ao período bizantino, é a arménia, que só declinou no , mas ainda perdura e nos últimos anos tem vindo a ser reforçada com imigrantes provenientes da Arménia. Segundo estatísticas oficiais de 2008, viviam em Istambul arménios. A esmagadora maioria dos arménios são cristãos ortodoxos e seguidores da Igreja Apostólica Arménia, havendo uma minúscula minoria de seguidores da Igreja Católica Arménia.
Os judeus são outra das comunidades presentes na cidade desde tempos históricos muito recuados. Os otomanos foram geralmente tolerantes para com os judeus, uma tradição que remonta aos primeiros beys (príncipes) do . Uma parte considerável dos sefarditas expulsos de Portugal e de Espanha no fim do foram acolhidos pelos sultões otomanos. O sultão (1447-1512) foi ao ponto de enviar o seu almirante Quemal Reis a Cádis para recolher judeus espanhóis e levá-los para o império otomano. Mais de judeus expulsos de Espanha procuraram refúgio no Império Otomano e a estes juntaram-se alguns anos depois muitos judeus expulsos de Portugal. Além dos sefarditas ibéricos, ao longo dos séculos seguintes, também imigraram para o império, sobretudo para Istambul e outras cidades maiores, dezenas de milhares de asquenazes e caraítas provenientes da Europa de leste.
Antes destas vagas de imigração judaica já havia judeus em Istambul, alguns aí instalados desde o período bizantino. No entanto, a maior e mais influente comunidade judaica da cidade foi e continua a ser a sefardita, a qual representa 96% dos total de judeus turcos. Apesar das gerações mais novas terem como primeira língua o turco, o ladino (judeu-espanhol) ainda é muito usado e é a língua em que os mais velhos são mais fluentes. Ao longo da primeira metade do a população judia da Turquia, a maioria dela de Istambul, manteve-se estável em cerca de pessoas. Após a fundação de Israel iniciou-se uma emigração contínua de judeus turcos para esse novo país. Dependendo das fontes, o número total de judeus na Turquia deverá ser cerca de .
À parte da comunidade judia de Esmirna, que se estima ter a pessoas, quase todos os judeus da Turquia vivem em Istambul.
Os gregos, que desde a fundação da cidade foram a comunidade mais importante, perderam importância após a conquista turca. Apesar disso, só com a república perderam protagonismo na vida da cidade, inclusivamente a nível político — um exemplo que reflete isso é facto do Patriarca de Constantinopla ter sido um membro destacado do sistema político otomano desde o reinado de . Em 1924, quando da troca de populações entre a Grécia e a Turquia que se seguiu à guerra de independência turca e ao estabelecimento da república, da qual ficaram excluídos os gregos de Istambul, viviam na cidade gregos étnicos. O número foi diminuindo, principalmente após o pogrom de 1955, e em 1995 estimava-se que não restassem mais do que . Apesar disso, continuavam a ser uma das comunidades mais prósperas. Segundo dados de 2008, estimavam-se entre 3 a 4 mil o número de gregos na Turquia, quase todos a residir em Istambul. Em contrapartida, no mesmo ano havia gregos de origem turca residentes na Grécia que ainda mantinham a cidadania turca. À parte de uma minúscula minoria de católicos bizantinos gregos, a esmagadora maioria dos gregos de Istambul são cristãos ortodoxos, à semelhança do que acontecia no passado.
Governo e política
Os limites e divisões administrativas da área metropolitana de Istambul coincidem com as da província homónima desde 2004. Existem 39 distritos (municípios; em turco: ilçeler), os quais, como a generalidade dos distritos turcos, são administrados por um prefeito (belediye başkanı) eleito democraticamente a cada cinco anos e por um governador (kaymakam) nomeado pelo governo central turco. Existe ainda um governador provincial (vali), também nomeado pelo governo central de Ancara. O atual (2011) governador de Istambul é Hüseyın Avnı Mutlu, em funções desde 31 de maio de 2010.
Acima dos municípios "menores", a área metropolitana tem uma administração municipal, a İstanbul Büyükşehir Belediyesi ("Municipalidade Metropolitana de Istambul"), que coordena a gestão dos municípios no sentido de haver coerência nas respetivas políticas e solidariedade entre os municípios. Por exemplo: os orçamentos aprovados por cada distrito podem ser emendados pelo conselho municipal metropolitano. Além disso, a "municipalidade metropolitana" tem a seu cargo a gestão de serviços comuns, como transportes, saneamento, obras de maior envergadura e regulamentação de alguns aspetos da vida da cidade, nomeadamente taxas.
Além do prefeito, os dois organismos superiores da Municipalidade Metropolitana são o Belediye Meclisi (Conselho ou Assembleia Municipal) e o Encümen (Comité Executivo; lit: Conselho da Cidade). O primeiro é um órgão colegial presidido pelo prefeito, onde um quinto dos seus membros é composto por representantes dos municípios distritais e os restantes (onde se inclui o prefeito) são eleitos de cinco em cinco anos. O Encümen é composto por pessoas escolhidas pelo presidente eleito da Municipalidade Metropolitana, presidido por este ou por alguém por ele designado; é um órgão eminentemente executivo, embora tenha algum poder de decisão e também atue como conselho consultivo da município.
O atual (2011) prefeito de Istambul é Kadir Topbaş, militante do CHP. A sede do município metropolitano de Istambul ocupa um edifício construído entre 1953 e 1960 no bairro de Saraçhane, no distrito de Fatih. Em 2001 foi lançado um concurso de arquitetura para a construção de uma nova sede em Caglayan, no distrito de Kâğıthane, o qual foi ganho pela empresa do arquiteto istambulita Emre Arolat.
Subdivisões administrativas
Pode dizer-se que Istambul tem três centros devido à divisão criada pelo Bósforo e pelo Corno de Ouro: um na península a sul do Corno de Ouro onde foi fundada Bizâncio, cujo principal marco é Sultanahmet, outro na outra margem do Corno de Ouro, cujo principal marco é a Praça Taksim, e outro em Üsküdar e Kadıköy, no lado oriental do Bósforo. Os distritos dos centros históricos são principalmente: Fatih, que grosso modo ocupa o que foi a capital bizantina, Beyoğlu, Üsküdar e Kadıköy. Zeytinburnu, a extremidade sul de Eyüp, Beşiktaş, Şişli e os distritos envolventes, todos na parte europeia, também têm grande concentração de bairros antigos.
Alguns distritos mais distantes dos centros são de carácter mais rural do que propriamente urbano, como se pode inferir da sua baixa densidade populacional. Exemplos disso são principalmente Çatalca e Silivri na extremidade ocidental, Arnavutköy a noroeste e Şile na extremidade nordeste, e Adalar, uma arquipélago na parte leste do mar de Mármara, mas também Çekmeköy, na parte asiática. Beykoz só é densamente urbanizado na extremidade sul junto ao Bósforo. Eyüp e Sarıyer, a norte do centro europeu, têm zonas densamente urbanizadas (o último nem tanto, concentrando-se sobretudo nas margens do Bósforo e uma outra zona junto ao mar Negro) e grandes áreas de terreno não urbanizado, nomeadamente de floresta. Algo semelhante se passa com Pendik e Tuzla, cujas áreas mais a norte são pouco povoadas, ao contrário das áreas mais a sul. Além dos distritos, há centenas de bairros em Istambul, alguns deles conhecidos internacionalmente e com algum tipo de personalidade administrativa.
Cidades gémeas
Istambul tem acordos de geminação e/ou de cooperação com mais de cinquenta cidades de todos os continentes. A primeira cidade gémea de Istambul foi o Rio de Janeiro, cujo protocolo respetivo data de 1965.
Economia
Além de ser a maior cidade e a antiga capital do país, Istambul foi sempre o centro da vida económica da Turquia, para o que contribui em grande medida a sua localização numa encruzilhada de rotas comerciais internacionais terrestres e marítimas. A metrópole é igualmente o maior centro industrial e financeiro da Turquia, onde estão cerca de 20% dos empregos na indústria e 38% da área industrial do país (dados de 2000). Em 2000 Istambul era responsável por 55% do comércio, 45% do comércio grossista, 21% do PIB e 27,5% do PNB da Turquia. No mesmo ano, 40% das receitas de impostos cobrados a nível nacional provinham de Istambul. Em 2006, a cidade era responsável por 27,5% do consumo nacional e nela estavam sediados 35% dos depósitos bancários; 20% das dependências bancárias turcas encontram-se em Istambul.
Em 2006 o PIB de Istambul foi de de dólares US, mais do triplo do que Ancara e mais elevado do que o de grandes cidades mundiais como Berlim, Pequim ou Singapura. A cidade foi considerada a 34ª mais rica do mundo pela consultora PricewaterhouseCoopers. Em 2005 as empresas baseadas em Istambul exportaram bens no valor de US$ e importaram milhões US$, o que correspondeu, respetivamente, a 56,6% e 60,2% do total da Turquia nesse ano. A distribuição do rendimento entre a população é muito pouco uniforme. Em 1994, 20% dos mais ricos usavam 64% dos recursos, enquanto que os 20% mais pobres usavam apenas 4%. De acordo com a revista Forbes, Istambul tinha 35 bilionários em março de 2008, o que a colocava como quarta cidade do mundo com mais bilionários. Em 2007 havia 43 centros comerciais em Istambul e estavam em construção mais 35, além de mais 30 em fase de projeto.
Entre os setores industriais mais relevantes podem destacar-se os de processamento de alimentos, bebidas alcoólicas, têxtil, química petroquímica, borracha, metalurgia, curtumes, indústria farmacêutica, eletrónica, vidro, maquinaria, indústria automobilística e de veículos de transporte, papel e produtos de papel. As principais produções agrícolas da província são algodão, fruta, azeite, seda e tabaco.
O turismo é uma atividade económica de grande importância na cidade. Há centenas de hotéis (em 2006 estavam registados 338 estabelecimentos hoteleiros) e milhares de empresas ligadas ao turismo. Em 2000 a cidade foi visitada por cerca de turistas e em 2006 cerca de cinco milhões de estrangeiros entraram na Turquia pelos dois principais aeroportos de Istambul — o Aeroporto Atatürk (substituído em 2019 pelo novo Aeroporto de Istambul) e o Aeroporto Sabiha Gökçen. Em 2007 estavam em construção ou em projeto 30 hotéis de cinco estrelas e apesar da abundante oferta hoteleira já então existente, estimava-se que os novos hotéis não fossem suficientes para satisfazer a procura nos anos seguintes.
A única bolsa de valores da Turquia, a İstanbul Menkul Kıymetler Borsası (İMKB; ), tem a sua sede em Istambul. Embora a sua origem remonte a 1866, quando foi criado o Dersaadet Tahvilat Borsası e desde essa altura sempre tenha havido uma bolsa na cidade, a importância passou a ser residual depois da depressão de 1929. Nos anos 1980 o governo turco decidiu reavivar o mercado de valores mobiliários e em 1985 foi criada a instituição atual. Desde 1995 que a sede é no bairro de İstinye, situado a norte da Ponte Fatih Mehmet.
Durante o e o início do XX, o centro financeiro do Império Otomano foi a Bankalar Caddesi (Rua dos Bancos, também conhecida por Rua Voyvoda), em Gálata. Aí se situavam as sedes das principais instituições financeiras, nomeadamente a bolsa e o banco central otomano, fundado em 1856 com o nome de Bank-ı Osmanî (Banco Otomano) e posteriormente reorganizado e rebatizado de Bank-ı Osmanî-i Şahane (Banco Imperial Otomano) em 1863. A Bankalar Caddesi continuou a ser o centro financeiro de Istambul até à década de 1990, quando a maior parte dos bancos turcos transferiram as suas sedes para os bairros modernos de Levent e Maslak.
Turismo
Ver também as secções: Bairros e Cultura
A beleza e situação estratégica do local onde a cidade se encontra, a sua rica e extensa história, patente nos inúmeros monumentos, a mistura única de Ocidente e Oriente, decorrente não só da sua localização entre dois continentes, mas também da cultura dos seus habitantes do presente e do passado, a vida intensa nas suas ruas e praças, o contraste e harmonia entre o facto da cidade ser simultaneamente uma metrópole europeia e asiática, onde se encontram locais onde se tem a sensação de que não devem ter mudado muito desde há centenas de anos até às zonas mais modernas que não destoariam em qualquer grande capital europeia ocidental, desde aquilo que foi a maior igreja da Cristandade durante mil anos até aos arranha-céus e centros comerciais mais modernos, passando por muitas dezenas de monumentos otomanos que durante séculos inspiraram os artistas ocidentais pelo seu exotismo e luxo, tudo contribui para fazer de Istambul um destino turístico de eleição para milhões de turistas que visitam anualmente a cidade.
Uma parte considerável da chamada península histórica de Istambul, situada no distrito de Fatih e mais ou menos centrada em Sultanahmet, está classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1985. A cidade foi também Capital Europeia da Cultura em 2010.
Dada a enorme riqueza monumental, cultural e paisagística de Istambul, é muito complicado encontrar critérios minimamente imparciais e objetivos para enumerar os monumentos e locais turísticos que se podem considerar "mais importantes". A lista que se segue é assumidamente e inevitavelmente incompleta e foi baseada principalmente nos guias Lonely Planet de Istambul (edição de 2002) e Rough Guide da Turquia (edição de 2003).
Um ponto obrigatório de qualquer visita turística em Istambul é a área de Sultanahmet, onde se situava o centro da Bizâncio romana e da Constantinopla bizantina e otomana. A praça tem o nome do sultão (1590-1617), que ali construiu a grande mesquita que também tem o seu nome (mais conhecida como Mesquita Azul), ocupa o lugar do hipódromo romano. Na mesma área situava-se uma das alas do grandioso Grande Palácio dos imperadores bizantinos, do qual apenas restam algumas ruínas postas a descoberto por escavações e alguns mosaicos de grandes dimensões em exposição no Museu dos Mosaicos do Grande Palácio, situado numa das ruas em volta da praça. A praça é dominada pela Mesquita Azul no lado sudoeste e pela Basílica de Santa Sofia a nordeste. Ao lado da mesquita situa-se o que era o hipódromo, onde se encontra o Museu de Arte Turca e Islâmica e se erguem dois obeliscos, um deles, o chamado Obelisco de Teodósio, trazido do Templo de Carnaque, no Egito. Entre a mesquita e Santa Sofia encontram-se diversos monumentos importantes, como por exemplo, o türbe (mausoléu) de Amade I, onde também se encontram sepultados outros membros da família imperial otomana, e os Banhos de Roxelana (). Numa das extremidades encontra-se a mais impressionantes das muitas cisternas bizantinas da cidade, a Cisterna da Basílica, cujo nome em turco denuncia a sua grandeza: Yerebatan Sarayı (Palácio Subterrâneo).
A Basílica de Santa Sofia, construída no , foi a maior igreja do mundo até 1453, quando foi transformada em mesquita. Se tivesse continuado a ser igreja, continuaria a ser a maior do mundo até 1590, quando foi terminada a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma, a qual é pouco maior que Santa Sofia. A basílica não impressiona apenas pela sua dimensão, mas por toda a sua arquitetura, iluminação, mosaicos bizantinos, as adições otomanas enquanto foi mesquita e ao facto de ter resistido aos inúmeros sismos que assolaram Istambul e que destruíram várias construções muito posteriores.
Atrás de Santa Sofia e separado pela pitoresca Soğukçeşme Sokağı (Rua da Fonte Fria) encontra-se o vasto Palácio de Topkapı, a sede do poder otomano durante quase quatro séculos. Além da arquitetura, o palácio tem diversas exposições museológicas de grande valor, jardins e vistas privilegiadas sobre toda cidade, o Corno de Ouro, o Bósforo e o mar de Mármara. O palácio é parcialmente rodeado pelo Parque Gülhane, onde também se encontram os Museus Arqueológicos de Istambul, que além de de incluir um dos maiores museus arqueológicos do mundo, tem também dois museus de antiguidades orientais e arte islâmica.
No emaranhado de ruas próximas de Sultanahmet, são de referir duas obras-primas da arquitetura de Istambul: a Mesquita de Sokollu Mehmet Paşa, construída em 1572 pelo grande arquiteto otomano Sinan, autor de algumas da mesquitas mais famosas da cidade, e a Igreja de São Sérgio e São Baco. Esta é mais conhecida como Pequena Santa Sofia (em turco: Küçuk Ayasofya) e foi construída alguns anos antes da Basílica de Santa Sofia e foi um modelo para ela. No início do foi transformada em mesquita, função que ainda mantém.
No distrito de Fatih encontram-se uma série de grandes mesquitas imperiais além da Mesquita Azul. Seguindo pela antiga Estrada Imperial, atual Divan Yolu, passa-se ao lado do türbe de e encontra-se a Coluna de Constantino, na mesma praça da Mesquita de Nuruosmaniye e de uma das entradas do Grande Bazar (Kapalıçarşı), um dos maiores e mais antigos mercados cobertos do mundo. Continuando na mesma rua, encontra-se o türbe de Sinan e a grande praça de Beyazıt, onde se encontra a mesquita homónima (1506) e a Universidade de Istambul. Um pouco mais acima, atrás da universidade, situa-se a maior mesquita da cidade (desde que Santa Sofia foi convertida em museu), a Mesquita Süleymaniye (1557), outra obra de Sinan para Solimão, o Magnífico.
Um pouco mais longe, encontra-se o troço mais imponente das lendárias Muralhas de Constantinopla, o trecho mandado construir por entre a costa do mar de Mármara e o Corno de Ouro, que fechava a cidade romana e bizantina pelo lado ocidental; os outros lados estavam rodeados por mar e eram protegidos pela chamada muralha marítima, da qual ainda resistem muitos troços ao lado da Avenida Kennedy, ao longo da margem do mar de Mármara. A maior fortificação das muralhas atualmente ainda existente é a Fortaleza de Yedikule (Castelo das Sete Torres), situada na antiga Porta Aurea junto ao mar de Mármara.
Além dos monumentos bizantinos já citados, destacam-se a Igreja de São Salvador em Chora (Mesquita Kariye) e a Igreja de Pammakaristos (Mesquita de Fethiye), notáveis pelos seus frescos e mosaicos, os mais espetaculares a seguir aos de Santa Sofia. Igualmente digno de nota é o antigo Mosteiro de Cristo Pantocrator (Mesquita de Zeyrek).
Entre as mesquitas otomanas famosas contam-se todas as construídas por Sinan, nomeadamente a de Mihrimah Sultan em Üsküdar, no lado asiático, a sua homónima em Edirnekapı e a de Rüstem Paşa, em Eminönü, junto a outra das atrações turísticas da cidade, o Bazar das Especiarias (ou Egípcio) e de outra grande mesquita, a Yeni(1665). De referir ainda a Fatih (1463; reconstruída em 1771), a de Laleli (1783) e a de Ortaköy (1856). Esta última situa-se num dos locais mais populares para passeios à beira-mar junto à Ponte do Bósforo.
Os diversos palácios imperiais à beira do Bósforo no são outro dos atrativos arquitetónicos da cidade. O maior é o de Dolmabahçe, mas a grandeza e beleza de, por exemplo, os de Çırağan (este transformado num hotel de luxo), Yıldız, Küçüksu e Beilerbei, não é muito inferior.
Infraestruturas
Educação
Em 2007 existiam em Istambul escolas não superiores (comuns e profissionais), cerca de metade delas primárias. O número de professores nessas escolas ascendia a e o de estudantes a (c. 25% da população). No total havia salas de aula. O número médio de alunos por escola era de 688, o de alunos por professor 33 e de alunos por sala de aula 50. Nos últimos anos houve um grande reforço das infraestruturas de educação — por exemplo: de 2000 para 2007 quase duplicaram o número de professores e de salas de aula e o número de alunos aumentou mais de 60%.
Istambul tem um grande número de universidades, oito estatais e mais de vinte privadas, a maior partes destas últimas criadas nos últimos anos. Entre elas encontram-se algumas das mais prestigiadas na Turquia, como a Universidade de Istambul (Istambul Üniversitesi) e a Universidade Técnica de Istambul (İstanbul Teknik Üniversitesi), entre outras. Além das universidades, há pelo menos sete escolas superiores profissionais importantes e duas academias militares.
A Universidade de Istambul foi criada oficialmente em 1933, mas é sucessora da Darülfünun-i Osmani ("casa das múltiplas ciências"), fundada em 1846 e de uma série de instituições de cariz universitárias que se lhe seguiram, considerando alguns historiadores que se pode também considerar herdeira de uma longa tradição de escolas islâmicas (madraçais) de cariz universitário que remontam ao . A Universidade Técnica de Istambul foi oficialmente fundada em 1944, mas é a sucessora de um dos mais antigo estabelecimentos de ensino superior do mundo dedicado ao ensino da engenharia, a Mühendishane-i Bahr-i Humayun (Escola de Engenheiros Navais), fundada em 1773.
Entre outras universidades com muito prestígio e com história mais longa podem citar-se a Universidade do Bósforo (Boğaziçi Üniversitesi), que existe como universidade desde 1971 mas teve origem no Robert College, uma escola americana fundada em 1863; a Universidade de Belas Artes Mimar Sinan (Mımar Sınan Güzel Sanatlar Üniversitesi), fundada em 1881; a Universidade de Mármara, fundada em 1883; e a Universidade Técnica de Yıldız (Yildiz Teknık Üniversitesi), criada em 1911. A Universidade Galatasaray foi fundada em 1992, mas a existência da escola que lhe deu origem, o Liceu Galatasaray, remonta a 1481, quando o sultão fundou um enderun, ou seja, uma escola para formação de funcionários da corte imperial.
Em Istambul estão também sediadas a (Deniz Harp Okulu) e a (Hava Harp Okulu). As primeira partilha as suas origens com a Universidade Técnica de Istambul, isto é com a escola de engenharia naval fundada em 1773. A Academia da Força Aérea foi criada em Istambul em 1912 como "Escola Aérea do Exército" e depois de entre 1926 e 1967 ter estado sediada em Esquiceir, voltou a Istambul.
Saúde
A cidade tem inúmeras unidades de saúde, tanto estatais como privadas, entre hospitais, clínicas, laboratórios e unidades de investigação médica. Muitas destas unidades dispõem de equipamento de alta tecnologia, o que tem contribuído para um recente crescimento do chamado turismo médico, com origem sobretudo em países da Europa Ocidental, onde os serviços de assistência médica governamentais como os do Reino Unido e Alemanha enviam pacientes com menores rendimentos para serem tratados em Istambul devido ao custo mais baixo dos tratamento que envolvem alta tecnologia. Entre as áreas mais procuradas encontram-se a cirurgia oftalmológica a laser e cirurgia plástica.
Há problemas de saúde relacionados com a poluição, especialmente no inverno, devido ao uso de combustíveis para aquecimento. O número crescente de automóveis e a lentidão do desenvolvimento dos transportes públicos é causa de ocorrências frequentes de smog. O uso obrigatório de combustíveis sem chumbo só entrou em vigor em 2006.
Abastecimento de água
Os primeiros sistemas de abastecimento de água datam da fundação da cidade no No tempo dos romanos existiam dois aquedutos principais: o de Mazulkemer e o de Valente (este último ainda é um dos grandes monumentos da Antiguidade de Istambul). Estes aquedutos levavam água recolhida na área de Halkalı, no distrito de Küçükçekmece, a oeste do centro da cidade antiga, até à zona do Fórum de Teodósio (ou Taurino; atualmente a Praça Beyazıt); a água era depois recolhida em numerosas cisternas, algumas delas transformadas em atrações turísticas atualmente, como a da Basílica (Yerebatan Sarayı), a de Teodósio (Şerefiye Sarnıcı) ou a de Filoxeno (Binbirdirek Sarnıcı).
No , o arquiteto e engenheiro da corte Mimar Sinan foi encarregado pelo sultão Solimão, o Magnífico de melhorar o sistema de abastecimento de água da cidade, para o que construiu os sistema de abastecimento de água de Kırkçeşme em 1555. Ao longo dos anos, a água de várias fontes, nomeadamente da Floresta de Belgrado, onde foram construídas várias barragens desde o tempo de Solimão, foi canalizada para fontes da cidade. Atualmente Istambul dispõe de uma rede de tratamento de água potável e de esgotos gerida pela agência İSKİ da municipalidade metropolitana, a qual emprega cerca de funcionários. Também há diversas empresas privadas que distribuem água potável.
Outros serviços
A eletricidade é distribuída pela empresa estatal (TEİAŞ). A primeira central termoelétrica da Turquia, a Silahtarağa Santral foi construída em Istambul em Eyüp, no cimo do Corno de Ouro em 1914 e funcionou até 1983; atualmente é o complexo cultural e universitário de Santralistanbul.
O primeiro serviço moderno de correios e telecomunicações do Império Otomano, o Ministério dos Correios e Telégrafos (Posta ve Telgraf Bakanlığı), foi criado em Istambul em 1840. A primeira patente do telégrafo de Samuel Morse foi emitida pelo sultão , que testou pessoalmente o aparelho no antigo Palácio de Beilerbei em 1847. Em 9 de agosto de 1847 foi instalada a primeira linha de telégrafo entre Istambul e Edirne.
A primeira estação de correios foi a Postahane-i Amire, junto à Mesquita Yeni. Em 1876 foi criada a primeira rede de correios entre Istambul e o resto do vasto Império Otomano e o estrangeiro. Em 1881 foi inaugurada a primeira linha de telefone entre aquela a Postahane-i Amire e a sede do Ministério dos Correios e Telégrafos, em Soğukçeşme Sokağı, perto de Sultanahmet. Em 1901 foram efetuadas as primeiras transferências de dinheiro pelos correios. No mesmo ano ficaram operacionais os primeiros serviços de encomendas. Em 1909 foi inaugurado o serviço telefónico público, com a instalação de 50 linhas na estação de correios de Büyük Postane, em Sirkeci.
Transportes
Os transportes públicos de Istambul são geridos pela empresa municipal İstanbul Elektrik Tramvay ve Tünel (IETT, "Serviços de Bondes e do Tünel"), sucessora da primeira empresa de transportes públicos da cidade, a Dersaatet Tramvay Şirketi, fundada em 1869.
Em 2010 a IETT tinha uma frota de autocarros, os quais percorriam diariamente cerca de em 468 linhas e paragens. Há também algumas empresas privadas de autocarros, cuja atuação é controlada pela IETT. Além dos serviços convencionais de autocarros, a cidade Istambul dispõe de um serviço de Bus Rapid Transit, o Metrobüs, duas linhas de metropolitano de superfície, e uma linha de metropolitano, e duas linhas modernas de elétricos rápidos, duas linhas ferroviárias suburbanas
Outros serviços menores de transporte público são duas linhas de elétricos ditos "nostálgicos", que usam veículos antigos, uma na Avenida İstiklal, e outra em Kadıköy; os teleféricos de Maçka (Beşiktaş) e "Pierre Loti" (em Eyüp, na parte superior do Corno de Ouro); e os funiculares de Taksim-Kabataş e do Tünel. Este último é uma das linhas ferroviárias urbanas mais antigas do mundo, tendo sido inaugurado em 1875 na encosta de Beyoğlu entre o fundo da Avenida İstiklal e as proximidades da Ponte de Gálata.
Tanto a Estação de Sirkeci como a de Haydarpaşa, construções monumentais do , são igualmente importantes terminais de comboios de longo curso domésticos e internacionais.
Em 29 de outubro de 2013, 90º aniversário da proclamação da República Turca, foi parcialmente inaugurada a primeira ligação ferroviária subterrânea entre dois continentes, ligando a Ásia e a Europa, parte do projeto Marmaray, uma linha de 14 km de extensão, grande parte dela debaixo do fundo do estreito do Bósforo e do mar de Mármara.
Os transportes marítimos são uma componente importante da infraestrutura de transportes públicos da cidade. Há inúmeras linhas de ferryboats que cruzam o Bósforo, o mar de Mármara e o Corno de Ouro, as quais servem tanto os locais como os turistas (os passeios no Bósforo são muito populares). A maior parte dos ferries, os chamados vapur, são convencionais, mas há também serviços de catamarãs rápidos, os deniz otobüsü (autocarros marítimos), e os chamados "táxis marítimos" (deniz taksi).
Istambul tem dois aeroportos internacionais de grandes dimensões, que recebem milhões de turistas todos os anos. O Aeroporto de Istambul , inaugurado em 2018, substituiu o Aeroporto Atatürk (ISL, LTBA) em 2019. Este último teve um movimento de quase 68 milhões de passageiros em 2018.
O novo aeroporto, situado no distrito de Arnavutköy, no lado europeu, cerca de 40 km a noroeste do centro histórico (Sultanahmet), tem capacidade para 150 milhões de passageiros por ano, tendo sido projetado para ser o maior aeroporto do mundo, podendo servir 200 milhões de passageiros em alguns anos.
O Aeroporto Sabiha Gökçen (SAW, LTFJ), situado em Pendik, na parte oriental do lado asiático, a 35 km do centro da cidade, foi inaugurado em 2001. Grande parte do tráfico doméstico e de companhias de baixo custo de Istambul passa atualmente por este aeroporto. O novo terminal de Sabiha Gökçen, construído em 2003, era o maior edifício com construção anti-sísmica do mundo na data em que foi concluído.
Cultura
Istambul é considerada a capital cultural da Turquia e também a cidade turca onde a presença da cultura ocidental é mais forte. Para a riqueza cultural da cidade contribui decisivamente a tradição de encontro e fusão entre Ocidente e Oriente, presente desde praticamente a fundação da cidade — por exemplo, um dos mercados de livros mais antigos do mundo é o Sahaflar Çarşısı, o qual existe no mesmo local desde o período bizantino. Este mercado encontra-se na zona de Beyazıt, perto do local onde se erguia o Fórum de Teodósio e ali se encontram muitos livros históricos e raros. Todos estes fatores estiveram na base da escolha de Istambul como Capital Europeia da Cultura em 2010, juntamente com Pécs, na Hungria, e Essen, na Alemanha.
A cidade acolhe com frequência estrelas pop internacionais, as quais chegam a encher estádios, e há espetáculos de ópera, jazz, ballet e teatro, tanto de produções nacionais como estrangeiras, muitas vezes com salas repletas. Há diversos festivais culturais sazonais com relevância internacional, como por exemplo o Festival Internacional de Cinema de Istambul e a Bienal de Istambul, uma exposição de arte contemporânea, ambos realizados pela İstanbul Kültür Sanat Vakfı (İKSV), Fundação Para as Artes e Cultura de Istambul, a qual organiza também festivais internacionais de design, teatro, música, ballet, dança contemporânea, ópera, jazz, música tradicional e pop, etc..
Centros culturais, salas de concerto e orquestras
O principal centro cultural estatal é Centro Cultural Atatürk, sediado num dos edifícios que domina a Praça Taksim, que além de dispor de duas salas de concerto onde têm lugar espetáculos de música, ópera e ballet, nele estão instalados duas orquestras, uma sinfónica e outra de música popular, e um coro e orquestra de música clássica turca. A cidade conta com pelo menos 15 centros culturais importantes, 11 salas de concerto de grande qualidade e centenas de galerias de arte.
Um dos centros culturais mais modernos é o Santralistanbul, o qual inclui um museu de arte moderna, um museu de energia, um anfiteatro, uma sala de concertos e uma biblioteca pública. O complexo está instalado naquilo que foi a primeira central eléctrica da Turquia e está integrado no campus da Universidade Istanbul Bilgi.
A sala principal de ópera é a do Centro Cultural Atatürk, mas em Kadıköy existe desde 1927 a Ópera Süreyya, a qual voltou a reabrir como teatro de ópera em 2007, após ter sido restaurada e antes ter ter sido usada durante décadas como sala de cinema. Aí está sediada a secção de Istambul da Ópera e Ballet do Estado da Turquia (Devlet Opera ve Balesi).
Uma das melhores salas de concerto de Istambul é a Cemal Reşid Rey Konser Salonu, inaugurada em 1989 e batizada em homenagem a um dos maiores compositores turcos do , Cemal Reşid Rey (1904-1985). É frequente a organização de concertos e outros espectáculos ao vivo em espaços culturais, como a Igreja de Santa Irene (Hagia Irene), onde no verão decorrem festivais de jazz e música clássica, nos pátios do Palácio de Topkapı, no Parque Gülhane e nos castelos de Rumelihisarı e Yedikule. Um dos objetivos anunciados para o programa de "Istambul, Capital Europeia da Cultura 2010" era o início da construção de uma ópera da autoria do arquiteto americano Frank Gehry.
Há duas orquestras sinfónicas sediadas em Istambul. A (İstanbul Devlet Senfoni Orkestrası) foi fundada em 1945, mas reclama ser herdeira da orquestra fundada em 1827 pelo músico e compositor italiano Giuseppe Donizetti, irmão de Gaetano, que foi o "instrutor geral" de música na corte imperial otomana ao serviço do sultão desde 1828 até à sua morte em 1856. A Orquestra Filarmónica Borusan Istambul (Borusan İstanbul Filarmoni Orkestrası) foi fundada em 1999 a partir da já existente Orquestra de Câmara Borusan; é um dos diversos organismos da Borusan Kültür Sanat (Borusan Cultura e Arte), uma fundação do grupo económico Borusan que tem em Istambul outras estruturas culturais, como orquestras, uma sala de concertos, uma editora, uma biblioteca, etc..
Museus
Istambul tem inúmeros museus e aqui apenas se mencionam alguns dos mais notórios. O İstanbul Modern é um museu de arte contemporânea dedicado sobretudo a obras de artistas turcos, mas que também organiza exposições de artistas estrangeiros. O Museu de Pera é famoso pelas suas coleções de azulejos e de arte orientalista. O Museu Sakıp Sabancı tem vastas coleções de porcelanas chinesa e europeia, mobiliário, caligrafia islâmica e pintura, sobretudo de obras orientalistas de pintores otomanos e europeus que viveram no Império Otomano. O Museu Doğançay é dedicado principalmente à obra do seu fundador, o pintor impressionista turco Burhan Doğançay, e do seu pai Adil Doğançay. O Museu Rahmi M. Koç é um museu industrial que tem em exposição diverso equipamento industrial, desde automóveis e locomotivas do e início do até barcos, submarinos, aviões e outras máquinas antigas.
Os Museus Arqueológicos de Istambul, uma instituição fundada em 1881 tem no seu acervo mais de um milhão de peças arqueológicas da Bacia do Mediterrâneo, Balcãs, Médio Oriente, África do Norte e Ásia Central. Além do museu arqueológico propriamente dito, um dos maiores do mundo no seu género, o complexo inclui o Museu de Antiguidades Orientais e o Museu do Quiosque Esmaltado, este último alojado num pavilhão mandado construir por em 1473, que tem em exposição obras de arte islâmica, sobretudo seljúcida e otomana.
O Museu dos Mosaicos do Grande Palácio abriga mosaicos do Grande Palácio de Constantinopla, a sede imperial do Império Bizantino. O Museu de Arte Turca e Islâmica tem uma coleção de mais de peças de arte islâmica que vai desde o Califado Omíada até à atualidade, e que inclui obras de caligrafia, uma importante coleção de tapetes e um conjunto de peças etnográficas de povos turcos. O Museu Sadberk Hanım tem duas secções, uma dedicada à arqueologia, com peças das civilizações anatólias, jónias, helénicas, romana e bizantina, e outra de história da arte, com peças de arte islâmica turca e persa, cerâmica e porcelana chinesa e turca, vidro, sedas, bordados, vestuário e outros artefactos etnográficos.
Os diversos ex-palácios imperiais estão quase todos transformados em grandes museus. Quiçá os mais grandiosos e famosos sejam o Topkapı, o centro do poder otomano durante quatro séculos, e o Dolmabahçe, construído no , mas os de Beilerbei, Küçüksu, Yıldız e Çırağan (este transformado num hotel de luxo), entre outros, são também impressionantes pela sua beleza e pela localização — todos se encontram à beira do Bósforo à exceção do de Yıldız.
Meios de comunicação social
A maior parte dos media e da indústria editorial estão baseados em Istambul e a generalidade dos que não estão têm delegações, edições ou emissões na cidade. Os jornais mais populares da Turquia em 2008 (Hürriyet, Milliyet, Posta, Sabah, Yeni Asir e Zaman) estão todos sediados em Istambul, o mesmo acontecendo com os dois jornais considerados mais prestigiados, o Milliyet e o Cumhuriyet.
Os dois jornais de maior circulação no início de 2011 foram o Zaman e o Posta, com tiragens de, respetivamente, e . São também publicados diversos jornais e revistas em e outras línguas. Entre os jornais em língua estrangeira com maior difusão encontram-se o Today's Zaman e o Hürriyet Daily News, ambos em inglês.
O maior grupo de média da Turquia, o Doğan tem a sua sede em Istambul. É o quinto maior grupo económico turco e detém três estações de televisão com cobertura nacional e dois jornais de grande circulação que em 2008 se estimava que constituíssem cerca de 50% do mercado.
Desporto
Os desportos de massas em Istambul têm uma tradição que remonta pelo menos ao período romano. Durante esses tempos e os do Império Bizantino que se lhe seguiu, as corridas de quadrigas que se realizavam no Hipódromo de Constantinopla chegavam a ter mais de espetadores e a competição era tão renhida que as equipas tinham um peso político considerável e não raro davam origem a motins, como a Revolta de Nika, em 532, durante a qual uma parte da cidade e a recém ampliada Basílica de Santa Sofia foi destruída.
Como na generalidade da Turquia, atualmente o desporto mais popular em Istambul é o futebol. Os jogos das principais equipas são motivos de grandes festas de rua, que não raro começam logo na véspera e provocam grandes enchentes de multidões cantando, abraçando-se e buzinando, que resultam em grandes congestionamentos de tráfego, sobretudo na área de Beyoğlu em geral e na Praça Taksim em particular. Na cidade estão sediados pelo menos cinco dos mais importantes clubes de futebol turcos: o Galatasaray S.K, o Beşiktaş J.K, o Fenerbahçe S.K, o Kasımpaşa S.K e o İstanbul Başakşehir F.K (chamado İstanbul Büyükşehir até 2014). Os primeiros três quase invariavelmente disputam os lugares cimeiros de todas as competições nacionais e é comum estarem presentes em competições internacionais.
Outros desportos relevantes em Istambul são basquetebol, voleibol. Além das equipas dessas modalidades dos grandes clubes de futebol, são de destacar, por exemplo, o Anadolu Efes S.K, detentor de vários títulos europeus em basquetebol e, em voleibol, o e o .
O autódromo Istanbul Park acolhe diversos eventos internacionais de desporto automóvel, como o Grande Prémio de da Turquia, provas dos campeonatos mundiais de motociclismo da FIM, carros de turismo da FIA, e GP2.
A importância do desporto a nível internacional e na vida da cidade é evidenciada, por exemplo, pela escolha de Istambul para Capital Europeia dos Desportos. e pela candidatura da cidade à organização dos Jogos Olímpicos de 2020.
Notas
Bibliografia
Livro baseado na tese de doutoramento do autor Nationalismus, Sozialer Wandel und Minderheiten : Die Ausschreitungen gegen die Nichtmuslime der Turkei" na Ruhr-Universität Bochum.
Ligações externas
Localidades da Turquia
Capitais europeias da cultura
Cidades ao longo da Rota da Seda
Capitais Europeias do Esporte
Cidades do Império Otomano
Capitais de Estados extintos
Capitais de província da Turquia | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Iatismo ou vela é o desporto que envolve barcos movidos exclusivamente por propulsão à vela, onde se emprega somente a força do vento como meio de deslocamento (ver: Navegação à vela). Genericamente, podemos dividir os barcos à vela em barcos monotipos e em barcos de oceano ou cabinados, consoante a dimensão do barco e a possibilidade de residir a bordo.
Tipos de velas
O desporto da vela classifica as embarcações segundo diferentes utilizações ou características e das quais se poderia falar de tipo de utilização, de tipo de equipagem e de tipo de casco.
Tipo de utilização
Vela ligeira
Os vela ligeira, veleiros ligeiros, com patilhão amovível e para uma equipagem de um máximo de três pessoas.
De cruzeiro
Os barcos de arlon cruzeiros, pequeno cruzeiro, cabinados ou corrida-cruzeiro, por vela de vaga
servirem às duas utilizações, são equipados com patilhão fixo, para uma equipagem de mais de três velejadores e a partir dos 6 m (20 ft) de comprimento.
Iate
Os iates, de tamanhos apreciáveis e com todo o tipo de mastreação.
Tipo de equipagem
O tipo de equipagem refere-se mais à equipagem de um veleiro que depende não só das especificações própria a uma dada classe de veleiro - um Laser ou as exigências de determinadas competições à vela.
Num veleiro ligeiro, o que se ocupa do leme é conhecido por isso como "o leme", pois utiliza a cana de leme, e o que se ocupa do estai por "o proa".
O número da tripulação (equipagem) varia segundo o tipo da embarcação e/ou das regras da prova e assim distinguem-se três tipos.
Só
Só ou solitário; com um só velejador como no Laser, Optimist ou Moth ou nas provas chamadas em solitário como a Solitaire du Figaro
Duo
Duo ou a dois; com dois velejadores como no 420, 470, 29er ou 49er ou segundo os regulamentos da prova como por exemplo a Transat em duo ou Transat a dois como também é chamada a Transat Jacques-Vabre
Equipe
em equipe; como no SB3 ou iates com uma equipagem de três ou mais velejadores
Tipo de vela
Refere-se à forma, e ao nome porque são conhecida ou às suas características. Ex vela tipo Marconni
Tipo de competição
As competições à vela incluem os mais diferentes tipos de embarcações, separadas em categorias, conhecidas como classes, podendo ter um ou mais tripulantes. Existem dois tipos principais de competição, a regata e a corrida.
As competições da vela são formadas regatas, quando o percurso a efectuar é identificado com boias. As regatas ainda se podem dividir em dois grandes tipos, a regata em flotilha, com um a participação de vários concorrentes, e o duelo, o "match-racing", como na Taça América.
Existem três tipos comuns de regata, a competição convencional, onde todos os barcos competem entre si. Existe o match-race que é a forma de regata, barco contra barco; com uma contagem de pontos diferente da regata convencional; sendo o match-race mais famoso a America's Cup, que também é a regata e competição esportiva mais antiga do mundo. A terceira e menos comum, normalmente praticada em barcos de monotipo, é a regata em equipe, que consiste em um complexo sistema de pontuação onde as equipes (normalmente separada por Clubes) competem umas contra as outras.
Dentro das regatas, há uma variante a que se chama "regata por etapa", onde cada prova tem lugar num ponto diferente com um tempo de repouso entre cada etapa. É assim o Volta à França à vela ou a Volvo Ocean Race (ex-Withbread), uma volta ao mundo à vela por etapas.
Corrida
As corridas não são regatas porque os competidores não partem ao mesmo tempo como numa regata.
Neste tipo de competição, as embarcações devem ligar dois pontos com eventual passagem por um ou mais pontos intermédios. Esta competição pode ter lugar com um só marinheiro a bordo, as corridas em solitário como na Solitaire du Figaro, "a dois" como na Transat Jacques-Vabre, ou com vários membros de equipagem.
Tipo de casco
Em relação ao número de cascos, uma embarcação, veleiro ou não, pode ser chamada de monocasco, quando só tem um casco, ou de multicasco, quando tem mais de um casco, como o trimaran, que tem três.
Classificação
Normalmente, a cada regata, o barco soma determinado números de pontos de acordo com sua posição de chegada. Vence, a competição, aquele que somar o menor número de pontos ao final da série de regatas. Há há dois métodos na classificação de uma prova, que são os chamados "tempo real", quando se trata de uma prova só com barcos do mesmo tipo (monotipos), e o "tempo compensado", quando, a cada barco, é enfectado um handicap de tempo em função das diferenças de "jauge".
Navegação à vela
Para orientar a direcção de um barco à vela, usa-se o leme, peça submersa e normalmente ligada ao casco no painel de popa ou próximo deste e na sua posição natural está alinhado ao comprimento da embarcação.
É mudando a direcção do leme que alteramos o rumo ora para bombordo, se o leme (não a cana do leme!) for deslocado para a esquerda, ora para estibordo, se for deslocado para a direita.
Mareações
Bolina cerrada: Andar o mais perto possível do vento, velas caçadas totalmente caçadas. Patilhão totalmente para baixo.
Bolina: Andar perto do vento, mas mais longe do que na bolina cerrada, velas bem caçadas.
Largo: Vento a entrar pelo lado do barco. Forma mais fácil e rápida de navegar, velas caçadas até metade. Patilhão levantado até metade.
Largo aberto: Navegar mais afastado do vento, velas mais folgadas do que no largo.
Popa: Vento ligeiramente de um dos lados da popa, mais fácil manobrar o barco do que á popa rasada, velas bem folgadas.
Popa rasada: Vento de trás do barco, barco é muito instável, as velas totalmente folgadas. Patilhão totalmente levantado.
Classes vela ligeira
Os vela ligeira são todos monotipos o que quer dizer que só podem ser modificados segundo os regulamentos pré-definidos. São divididos em classes, pelo que, quando se fala de um Laser, estamo-nos a referir ao veleiro e à classe a que pertence. Em Portugal, essa classificação é reconhecida pela Federação Portuguesa de Vela.
Entre outros, podemos designar os veleiros ligeiros para um único velejador como o Laser, para dois velejadores como o 420 ou para mais de dois como o Yngling.
Velejadores famosos
A vela é um esporte olímpico desde 1900. É uma das modalidades que mais rendeu medalhas olímpicas ao Brasil.
Olímpicos do Brasil
Torben Grael, bicampeão olímpico, tetra campeão mundial (Snipe e Star), da Volvo Ocean Race e da Louis Vuitton Cup.
Robert Scheidt, bicampeão olímpico e 15 vezes campeão mundial (Laser).
Kahena Kunze, campeã olímpica e mundial (49er FX). Considerada melhor velejadora do Mundo em 2014 junto com sua parceira Martine Grael.
Maurício Santa Cruz - Santinha - tetracampeão mundial de Vela, campeão olímpico 2014
Martine Grael, campeã olímpica e mundial (49er FX). Considerada melhor velejadora do Mundo em 2014 junto com sua parceira Kahena Kunze.
Marcelo Ferreira, bicampeão olímpico e mundial, com participação na Volvo Ocean Race com a equipe Brasil 1.
Bruno Prada, duas medalhas olímpicas (prata e bronze) e tetracampeão mundial (Star).
Eduardo Penido, campeão olímpico (470).
Marcos Soares, campeão olímpico (470).
Daniel Adler, medalhista olímpico de prata (Soling) junto com Ronaldo Senfft e Torben Grael.
Ronaldo Senfft, medalhista olímpico de prata (Soling) junto com Daniel Adler e Torben Grael.
Lars Björkström, campeão olímpico (Tornado) junto com Alexandre Welter.
Alexandre Welter, campeão olímpico (Tornado) junto com Lars Björkström.
Clinio Freitas, medalhista de bronze (Tornado) junto com Lars Grael.
Kiko Pelicano, medalhista de bronze (Tornado) junto com Lars Grael.
Olímpicos de Portugal
Joaquim Fiúza, decano da vela olímpica portuguesa (nascido em 1908), medalhista de bronze (Star) com Francisco de Andrade.
Francisco de Andrade, medalhista de bronze (Star) com Joaquim Fiúza.
Hugo Rocha, medalhista de bronze (470) com Nuno Barreto.
Nuno Barreto, medalhista de bronze (470) junto com Hugo Rocha.
Mário Quina, professor catedrático de Medicina da Universidade Nova de Lisboa, medalhista de prata (Star) com seu irmão José Manuel Quina.
José Manuel Quina, medalhista de prata (Star) com seu irmão Mário Quina.
Regatas de Nível Mundial
Oceânicas
America's Cup
Mini-Transat
Rolex Ilhabela Sailing Week
Rolex Middle Sea Race
Transpacific
Vendée Globe
Volvo Ocean Race
Clipper Round The World Race
Ver também
Terminologia náutica
Vela nos Jogos Olímpicos
Ligações externas
Regras de Regata a Vela - Aprenda as regras de regata a vela
Simulador de vela em flash (inglês)
veleiros ligeiros.
Vela | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Morrumbala é uma vila de Moçambique, sede do distrito do mesmo nome da província da Zambézia.
A vila de Morrumbala tinha, de acordo com o Censo de 2007, uma população de habitantes.
O Posto Administrativo de Morrumbala, de acordo com o Censo de 2007, incluia uma população de residentes.
Postos administrativos de Moçambique
Vilas de Moçambique | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Lima (; ) é a capital e a maior cidade do Peru. Localiza-se nos vales dos rios Chillón, Rímac e Lurín, na parte central do litoral peruano, com vista para o Oceano Pacífico. Juntamente com o porto marítimo de El Callao, forma uma área urbana contígua conhecida como Região Metropolitana de Lima. Com uma população de quase 12 milhões aprox. (2017), Lima é a região metropolitana mais populosa do Peru e a terceira maior cidade da América Latina (atrás de São Paulo e Cidade do México).
Lima foi fundada pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro em 18 de janeiro de 1535, como Ciudad de los Reyes. Tornou-se a capital e mais importante cidade do Vice-Reino do Peru. Após a Guerra da Independência Peruana, tornou-se a capital da República do Peru. Cerca de um terço da população nacional vive na área metropolitana.
A cidade é o lar de uma das mais antigas instituições de ensino superior no Novo Mundo. A Universidade Nacional de San Marcos, fundada em 12 de maio de 1551 durante o regime colonial espanhol, é a mais antiga universidade de funcionamento contínuo no continente americano.
Em outubro de 2013, Lima foi escolhida para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2019. Também foi palco da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de dezembro de 2015 e do concurso Miss Universo 1982. Em Outubro de 2015, Lima acolheu as reuniões anuais do grupo do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 2015.
Toponímia
O atual vale do rio Rímac recebia o nome de Rimaq (pronunciado [ˈli.maq] segundo a pronúncia lambdacista do quéchua costenho e como [ˈɾi.maq] nas variantes da serra) como referência à huaca de Santa Ana. Como em outros topônimos, a oclusiva final terminou por eliminar-se ao passar ao castelhano, preferindo-se, com o tempo, a grafia Lima após coexistir em documentos com as formas Limac e Lyma.
Ao ser fundada, recebeu o nome de Ciudad de los Reyes devido ao fato de o território limenho ter sido invadido pelos espanhóis em 6 de janeiro, Dia de Reis. No entanto, persistiu o nome indígena da região, pelo qual o novo centro urbano tornou-se conhecido como a cidade de Lima. O rio, em vez disso, teve alterada sua grafia por indicação do "Terceiro Concílio Limense", da mesma forma que outros topônimos de origem quéchua.
História
Primeiros povos
A história da cidade de Lima inicia-se com sua fundação espanhola em 1535. O território formado pelos vales dos rios Rímac, Chillón e Lurín estava ocupado por assentamentos pré-incas. A cultura Maranga e a cultura Lima foram as que se estabeleceram e forjaram uma identidade nestes territórios. Durante essas épocas, se construíram os santuários de Lati (atual Puruchuco) e Pachacámac. Estas culturas foram conquistadas pela Império Wari durante o apogeu de sua expansão imperial. Foi durante esta época que construiu-se o centro cerimonial de Cajamarquilla. Junto à declinação da importância Wari, as culturas locais voltaram a adquirir autonomia, destacando a cultura Chancay. Posteriormente, no século XV, estes territórios foram incorporados no Império Inca.
Desta época, podemos encontrar grande variedade de huacas ao largo de toda a cidade, algumas das quais se encontram em investigação. As mais importantes ou conhecidas são as de Huallamarca, Pucllana, Mateo Salado e Pachacamac.
Período colonial
Em 1532, os espanhóis e seus aliados indígenas, sob comando de Francisco Pizarro, tomaram, prisioneiro, o inca Atahualpa em plena cerimônia religiosa na cidade de Cajamarca e, mesmo com o pagamento de um resgate, este foi assassinado após um julgamento simulado em que foi acusado de heresia e condenado à morte. Este acontecimento é considerado o primeiro assassinato político na nascente sociedade peruana. Logo após algumas batalhas, os espanhóis conquistaram seu império e, com isto, a coroa espanhola nomeou Francisco Pizarro como governador das terras que conquistou. Assim, decidiu fundar a capital no vale do rio Rímac, logo após a intenção falhada de constituir uma capital em Jauja. Em 18 de janeiro de 1535, a Lima espanhola foi fundada como a "Cidade dos Reis" sobre os territórios do cacique Taulichusco. Em agosto de 1536, a cidade foi sitiada pelas tropas de Manco Capac II. No entanto, os espanhóis e seus aliados indígenas derrotaram os incas.
Em 1543, Lima foi designada capital do Vice-reino do Peru e sede de uma Real Audiência. Lima prosperou com o comércio. A cidade, no entanto, não esteve livre de perigosː violentos sismos destruíram grande parte dela em 1687. Uma segunda ameaça foi a presença de piratas e corsários no oceano Pacífico, o que motivou a construção das muralhas de Lima entre os anos de 1684 e 1687. O sismo de 1687 marcou um ponto de inflexão na história de Lima, já que coincidiu com uma recessão no comércio pela concorrência econômica de outras cidades como Buenos Aires.
Em 1746, um forte sismo danificou severamente Lima e destruiu Callao, obrigando a um esforço de reconstrução em massa pelo vice-rei José Manso de Velasco. Na segunda metade do século XVIII, Lima resultou afetada pelas Reformas Borbônicas, já que perdeu o monopólio sobre o comércio externo e seu controle sobre a importante região mineradora do Alto Peru. Este debilitamento econômico levou a elite da cidade a depender dos cargos outorgados pelo governo do vice-reino e pela Igreja Católica e, portanto, se mostrou reticente a apoiar a independência. A dependência das elites em relação aos cargos do governo gerou corrupção em grande escala na cidade.
Século XIX
Uma expedição combinada de patriotas argentinos e chilenos dirigidos pelo general José de San Martín desembarcou ao sul de Lima em 1820, mas não atacou a cidade. Enfrentando um bloqueio naval e a ação de guerrilhas em terra firme, o vice-rei José de la Serna e Hinojosa foi forçado a evacuar a cidade em julho de 1821 para salvar o exército realista. Temendo um levantamento popular e carecendo de meios para impor a ordem, o conselho da cidade convidou San Martín a entrar em Lima e assinou uma declaração de independência a seu pedido. No entanto, a guerra não tinha acabado e, nos dois anos seguintes, a cidade mudou de mãos muitas vezes.
Proclamada a independência do Peru em 1821 pelo general José de San Martín, Lima converteu-se na capital da República do Peru. Assim, Lima foi a sede do governo do libertador e sede também do Congresso constituinte que teve o Peru.
Os primeiros anos da história republicana peruana se caracterizaram pelo constante confronto entre caudilhos militares, que tinham, como objetivo, governar o país e para o qual tentavam tomar a sede de governo. Assim, Lima sofreu vários assédios e confrontos armados em suas ruas. Durante o longo período de guerras civis, metade da cidade foi destruída. Em 1862, deu-se início ao processo de mudança na nomenclatura urbana da cidade. Em 1868, foi eleito o presidente José Balta, pondo fim a mais de três décadas de guerra civil. Neste governo, ocorreu a demolição das muralhas que circundavam a cidade. Em 1872, perto do fim de seu governo, foi derrubado pelos irmãos Gutiérrez e, alguns dias depois, foi assassinado. Durante o golpe, houve várias brigas dentro da cidade. Com o início da Guerra do Pacífico, Lima é afetada pelo bloqueio do porto e a consequente ocupação chilena. As tropas invasoras saquearam a cidade. Logo após a retirada do exército invasor, Lima iniciou um processo de reconstrução, que se viu limitada devido aos confrontos entre Andrés Avelino Cáceres e Nicolás de Piérola.
Em 1894-1895, ocorreu a terceira guerra civil peruana. A 16 de março de 1895, Nicolás de Piérola, chefe da revolta, ordenou o ataque à cidade. Seu exército foi dividido em três seções para atacar simultaneamente o Lima Norte, Central e do Sul. Após três dias de batalhas, insurgentes tomaram Lima e a saquearam durante dias. Os confrontos causaram mais de mil mortos. Corpos se amontoaram nas ruas e nos hospitais. A decomposição dos corpos desencadeou uma epidemia. A situação foi agravada porque Lima não tinha saneamento básico, esgoto, água corrente ou um sistema de hospitais. Com Piérola assumindo o poder, houve o início do que se denominou a república aristocrática.
Séculos XX e XXI
No início do século XX, após o saque e a nova guerra civil, Lima iniciou um processo de reconstrução. No entanto, a construção se tornou improvisada e desordenada. Nos anos 1930, Lima não possuía serviços básicosː o principal meio de transporte era a carroça e, para iluminar as ruas, ainda eram usando velas como na era colonial. Em 1937, começa a remodelação do Palácio de Gobierno e da Casa Municipal, fortemente danificadas pelos terremotos. Entre 1941 e 1942, a Guerra peruano-equatoriana causou escassez em todo o Peru. Houve vários saques de lojas em Lima. O estado de sítio foi decretado na cidade por 30 dias, durante os quais 52 pessoas foram mortas em confrontos com a polícia. Em 1951, o primeiro estádio de futebol do país abre, o Estádio Nacional.
Nos anos 1960, deu-se início à emigração em massa de pessoas do interior do país, produzindo um crescimento exponencial da população na capital e a consequente expansão urbana descontrolada, produto principalmente do êxodo rural e migração urbana. As novas populações construíram as suas habitações em terrenos próximos ao centro, os quais se utilizavam até aí como zona agrícola. Os novos assentamentos não tinham infraestrutura, pavimento ou esgoto. Os distritos de Lince, La Victoria para o sul; Breña e Pueblo Libre para o oeste; El Agustino, Ate e San Juan de Lurigancho para o leste e San Martín de Porres e Comas ao norte. Lima, em 1963, incorpora iluminação elétrica e começa a pavimentar as grandes avenidas. Em 1976, se criou Villa el Salvador (atual distrito de Villa El Salvador), localizada a trinta quilômetros do centro da cidade e atualmente integrada na área metropolitana.
Nos anos 1970 e durante os vinte anos seguintes, o grupo terrorista Sendero Luminoso empreenderia ações violentas contra civis por meio de assassinatos, execuções sumárias e atentados civis e contra a infraestrutura do governo. Outro grupo terrorista, o Movimento Revolucionário Túpac Amaru, cometeu assassinatos, sequestros e sabotagem. Devido às ações de grupos terroristas, a taxa de homicídios subiu na cidade. Milhares de peruanos decidiram deixar Lima e fugir para o exterior. As poucas indústrias estabelecidas na década anterior saíram da cidade e do país, provocando frequentes desabastecimentos de produtos básicos durante as década de 1970 e 1980. A escassez foi acompanhada por greves gerais, saques a lojas e forte repressão da polícia. Os planos para a construção dos primeiros sistemas de água e esgoto seriam retardados pela estagnação econômica do país. Na década de 1980, a violência terrorista se agravou, juntamente ao desordenado crescimento da cidade. Com o acréscimo de pessoas que chegavam como migrantes internos, a cidade estava à beira do colapso. O centro histórico da cidade sofreu uma crescente deterioração e muitas zonas da cidade careciam constantemente dos serviços básicos. Durante as décadas de 1980 e 1990, a cidade sofreu ataques terroristas por parte de grupos guerrilheiros. Em 1991, Lima sofreu mais de 900 ataques que deixaram 400 mortos.
O novo ministro da Economia e Finanças, Abel Salinas, lançou o Plano Zero. Disparou o preço dos produtos farmacéuticos e houve aumento de 600% e 400% da gasolina. Desde setembro de 1988, a inflação tornou-se hiperinflação. No mês, os preços aumentaram 114%. A escassez de matérias-primas e alimentos piorou. O número de famílias pobres em todo o Peru chegou a 70,7% durante o período 1980-1989. A região mais afetada foi a área metropolitana e El Callao com picos de 80% de pobreza.
Em 8 de agosto de 1990, o governo de Alberto Fujimori anunciou um choque econômico chamado "Fujishock": o desemprego subiu para 73%, a inflação chegou a 7 694,6%. (114,5% em 1987, 1 722% em 1988, 2 775% em 1989, e 7 694% em 1990). A presença das forças armadas não impediu os protestos maciços em Lima. Famílias pobres começaram a saquear e havia longas filas para comprar itens básicos como açúcar. O Fujishock continuou, o preço da gasolina aumentou 3 000 por cento. Fujimori decretado sobe em grampos da ordem de 160 por cento e 300 por cento. Depois do Fujishock, o nível de pobreza no país aumentou até 79%. Durante o governo neoliberal de Fujimori, a economia estagnou, a pobreza aumentou e houve saques ocasionais a supermercados e pequenas lojas. Em 1992, Fujimori deu um golpe, fechou o Parlamento, suspendeu a constituição e o estado de direito, e Lima foi ocupada pelo exército.
Depois de uma década sob o regime de Alberto Fujimori, em 2001, Lima conseguiu sua autonomia. As eleições municípios, em 2014, foram ganhas por Luis Castañeda Lossio. Durante seu governo, ele tem sido criticado pela inclusão de seu nome e imagem em grande parte do trabalho realizado pela prefeitura, visando a fins políticos. Lima, atualmente, tem cerca de 9,2 milhões de habitantes (cerca de um terço da população peruana). As eleições municípios, em 2018, foram ganhas por Jorge Muñoz.
Geografia
A área urbana cobre cerca de 800 km². Está localizada em terrenos principalmente planos na planície costeira peruana, nos vales dos rios Chillón, Rímac e Lurín. A cidade desliza suavemente nas margens do Oceano Pacífico através de vales e encostas de montanha localizadas a metros acima do nível do mar. Dentro da cidade estão localizadas colinas isoladas que não estão conectadas às cadeias circundantes, como as colinas El Agustino, San Cosme, El Pino, La Milla, Muleria e Pro.
A Região Metropolitana de Lima cobre 2 672,28 km², dos quais 825,88 km² (31%) compreendem a cidade real e 1 846,40 km² (69%) dos arredores da cidade. A área urbana se estende por 60 km de norte a sul e cerca de 30 km de oeste a leste. O centro da cidade está localizado a 15 km no litoral do rio Rímac, um recurso hídrico vital para a cidade, uma vez que traz água potável para seus habitantes e alimenta as hidrelétricas que fornecem eletricidade para a região. Embora não exista uma definição administrativa oficial para a cidade, geralmente é considerada como composta pelos 30 centros centrais de 43 províncias da província de Lima, correspondendo a uma área urbana centrada em torno do histórico bairro de Cercado de Lima. A cidade é o núcleo da área metropolitana de Lima, uma das dez maiores áreas metropolitanas da América. Lima é a segunda maior cidade localizada em um deserto do mundo, depois do Cairo, no Egito. De acordo com um relatório de 2014 da Organização Mundial de Saúde, a cidade tem o ar mais poluído da América Latina.
Clima
Lima tem elevados níveis de umidade relativa do ar, baixa precipitação atmosférica e temperaturas moderadas (raramente sobem além de 30 °C ou descem abaixo de 10 °C). Está localizada a doze graus de latitude sul e quase ao nível do mar, exceto a parte oriental, localizada em colinas. Seu clima é caracterizado pela ausência de chuva, com um alto nível de umidade e cobertura de nuvens persistente (muitos dias são nublados e com nevoeiro, principalmente entre maio e dezembro). Quando chove em Lima, há problemas, porque a cidade não está preparada para a chuva. Nas colinas, avalanches ocorrem, causando graves prejuízos.
Com baixíssima pluviosidade, a chuva é quase nula. A média anual é de 6,4 milímetros, relatados no aeroporto, o valor mais baixo numa capital nacional e área metropolitana do mundo. A umidade relativa do ar é muito elevada, com persistente neblina entre junho e dezembro, quando as nuvens são mais baixas, numa situação localmente chamada de cielo de brujas (céu de bruxas). O tempo costuma ser relativamente ensolarado e tépido no verão (de janeiro a abril). Lima tem apenas 1 284 horas de sol por ano (índice menor que em Reykjavík, na Islândia); 28,6 horas em julho e 179,1 horas em janeiro, números excepcionalmente baixos, ainda mais levando-se em conta que a cidade está situada em baixa latitude e possui clima árido.
O clima é desértico ameno (BWn, de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger). A temperatura média anual está em torno de 19 °C, com uma máxima anual de cerca de 29 °C. No verão, de dezembro a abril, as temperaturas variam entre 21 e 28 °C. No inverno, de junho a setembro, as temperaturas variam entre 12 e 19 °C. A temperatura mais baixa registada na cidade é 8 °C, e a mais alta, 33 °C. A primavera e o outono tem temperaturas entre 17 e 23 °C. A combinação das condições atmosféricas que produzem este árido clima são: o frio da corrente de Humboldt, que esfria o caloroso ambiente tropical que corresponde à sua latitude, produzindo uma nuvem espessa extremamente baixa (menos de 500 metros da superfície), que impede a passagem da luz direta do sol, perto da Cordilheira dos Andes, que atua como uma barreira, impedindo que o ar arrefecido por correntes marítimas e as nuvens dispersem-se, e também impede a formação de nuvens carregadas de chuva.
Demografia
Em 2007, Lima tinha uma população municipal de 8 852 000 habitantes e uma densidade populacional de 3 008,8 habitantes por quilômetro quadrado, enquanto que sua área metropolitana tem 9 752 000 pessoas. Em 2014, Lima ocupava o 30.º lugar entre as aglomerações urbanas mais populosas do mundo e era segunda maior cidade da América do Sul (em termos de população dentro dos limites da cidade), depois de São Paulo. A sua população apresenta uma mistura complexa de grupos raciais e étnicos. Os mestiços da ascendência americana e europeia (principalmente espanhola e italiana) são o maior grupo étnico. Os peruanos europeus (pessoas brancas) são o segundo maior grupo. Muitos são de origem espanhola, italiana ou alemã; muitos outros são de ascendência francesa, britânica ou croata. Entre as minorias estão ameríndios (principalmente aimarás e quíchuas) e afro-peruanos, cujos antepassados africanos foram inicialmente trazidos para a região como escravos. Judeus de descendência europeia e do Oriente Médio também estão presentes. Os asiáticos, especialmente da descendência chinesa (cantonenses) e japonesa, vieram principalmente nos séculos XIX e início do século XX. Lima tem, de longe, a maior comunidade étnica chinesa da América Latina.
Em 2014, o Instituto Nacional de Estatística e Informática (INEI) informou que a população dos 49 distritos de Lima era 9 752 000 pessoas, incluindo a Província Constitucional do Callao. A cidade e sua área metropolitana representam cerca de 29% da população nacional. Da população da cidade, 48,7% são homens e 51,3% são mulheres. Os 49 distritos da metrópole são divididos em 5 áreas: Cono Norte (Lima norte), Lima Este (Lima Oriental), Província Constitucional do Callao, Lima Centro (Lima Central) e Lima Sur (Lima sul). As maiores áreas são Lima Norte com 2 475 432 pessoas e Lima Este com 2 619 814 pessoas, incluindo o maior distrito de San Juan de Lurigancho, que possui 1 milhão de pessoas. Lima é considerada uma cidade "jovem". De acordo com o INEI, em meados de 2014, a distribuição etária em Lima era: 24,3% entre 0 e 14 anos, 27,2% entre 15 e 29, 22,5% entre 30 e 44, 15,4% entre 45 e 59 e 10,6% acima de 60 anos.
A religião católica está muito presente na sociedade de Lima, especialmente nas celebrações religiosas. A cidade tem muitas igrejas no seu centro histórico. Uma procissão muito concorrida é a do "Senhor dos milagres" (Señor de los milagros). A cidade ultimamente também conta com outros prédios de diferentes igrejas protestantes em diferentes partes da cidade.
Problemas urbanos
Os problemas incluem os altos níveis de poluição do ar pelas emissões de poluentes provenientes da indústria e dos automóveis. Na indústria, que está concentrada principalmente na região metropolitana de Lima, há disposição inadequada de resíduos e baixa capacidade de tratamento de esgoto, gases residuais e dos resíduos. Em 1961, havia 139 pueblos jovenes (favelas), com uma população de 316 829 habitantes e uma taxa de crescimento anual de 9,84%. Em 1970, os pueblos jovenes aumentaram para 273, com uma população de 761 755 habitantes. Hoje, Lima tem uma população 2 000 pueblos jovenes, onde vivem habitantes, cerca de 31% da população metropolitana.
Na década de 1980, e durante as décadas de 1980 e 1990, a cidade sofreu ataques terroristas por parte de grupos armados e grupos guerrilheiros. Em 1991, Lima sofreu mais de 900 ataques que deixaram mais de 400 mortos. Durante os anos 1980, o cultivo ilegal de coca foi estabelecido em áreas extensas do lado ocidental dos Andes, nos subúrbios da cidade. Movimentos insurgentes rurais, como o Sendero Luminoso e o Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA), cresceram durante este tempo.
Desde meados do século XX, Lima recebeu muitas pessoas do interior do país, o que ajudou a mudar a composição étnica da capital peruana, com novos assentamentos formados por indígenas. Outro grande problema é o lixo; o tratamento do lixo urbano tem sido classificado como pobre.
Governo e política
Local
A cidade é aproximadamente equivalente à Província de Lima, que é subdividida em 43 distritos. O Município Metropolitano tem autoridade sobre toda a cidade, enquanto cada distrito tem seu próprio governo local. Ao contrário do resto do país, o município metropolitano, embora seja um município provincial, atua e tem funções similares às de um governo regional, já que não pertence a nenhuma das 25 regiões do Peru. Cada um dos 43 distritos tem seu próprio município distrital que é responsável por seu próprio distrito e coordena com o município metropolitano.
Nacional
Lima é a capital da República do Peru e da província de Lima. Como tal, é o lar dos três ramos do Governo do Peru. O poder executivo está sediado no Palácio do Governo, localizado na Plaza Mayor. Todos os ministérios de governo também estão localizados na cidade. O poder legislativo está sediado no Palácio Legislativo e é o lar do Congresso da República do Peru. O poder judiciário está sediado no Palácio da Justiça e é o lar do Supremo Tribunal do Peru, o tribunal judicial mais alto do Peru com jurisdição em todo o território do país. Lima é sede de dois dos 28 maiores tribunais superiores ou superiores da justiça. O primeiro e mais antigo Tribunal Superior em Lima é o Tribunal Superior de Justiça, pertencente ao Distrito Judicial. Devido à organização judicial do Peru, a maior concentração de tribunais está localizada em Lima, apesar de seu distrito judicial ter jurisdição sobre apenas 35 dos 43 distritos. O Tribunal Superior do Cono Norte é o segundo Tribunal Superior localizado em Lima e faz parte do Distrito Judicial de Lima Norte. Este distrito judicial tem jurisdição sobre os restantes oito distritos, todos localizados no norte de Lima.
Cidades-irmãs
Lista das cidades-irmãs de Lima:
Arequipa, Peru
Cusco, Peru
Piura, Peru
Nova York, Estados Unidos
Los Angeles, Estados Unidos
Austin, Estados Unidos
Cleveland, Estados Unidos
Miami, Estados Unidos
Bordeaux, França
Pequim, China
Manila, Filipinas
Madrid, Espanha
Cidade do México, México
São Paulo, Brasil
Brasília, Brasil
Manaus, Brasil
Tegucigalpa, Honduras
Buenos Aires, Argentina
Guadalajara, México
Montreal, Canadá
Bogotá, Colômbia
Cairo, Egito
Cardiff, Reino Unido
Pescara, Itália
Tiatira, Turquia
Karaçoban, Turquia
Economia
Lima é o centro econômico do país. A Grande Lima tem cerca de 7 000 lojas e é responsável por mais de 70% da indústria do Peru. As principais indústrias são a alimentar, a química e a têxtil (embora o último sector esteja em crise profunda desde 2008). Por outro lado, a cidade sofre consideravelmente com a poluição provocada por milhares de veículos, principalmente a frota circulante mais antiga. A cidade foi incluída em 2012, pela World Cities Study Group and Network (GaWC) (rede de pesquisadores que mede a globalização das cidades) na categoria Beta Mais, juntamente com cidades como Lisboa, Copenhaga, Bangalore e Berlim.
O produto interno bruto (PIB) de Lima representa cerca de 48% do PIB do Peru. A cidade abriga empresas nacionais, estrangeiras, bancos e companhias de seguros. A Bolsa de Valores de Lima foi fundada em 1860. A Região Metropolitana de Lima tem uma relação centro-periferia forte. Desde a entrada em vigor do acordo de livre comércio em 2010, a indústria têxtil e do vestuário está em criseː cerca de 14 000 empresas fecharam as portas porque não podiam pagar suas dívidas ou competir. Devido a isso, estima-se que, em 2013, 30 mil empregos serão perdidos em Lima.
O Mercado Central, um mercado de frutas e vegetais, se localiza no centro de Lima, entre o Huallaga e Ucayali, é um dos maiores mercados a céu aberto da cidade. Nos arredores deste mercado, é comum encontrar camelôs oferecendo quase de tudo. O Mercado Índio em Miraflores, o Centro San Miguel, o Centro Artesanal Carabaya e o Centro Artesanal Santo Domingo oferecem uma grande variedade de artesanato peruano.
Existem muitos shoppings na cidade, como o Jockey Plaza em Surco e o Megaplaza Norte shopping. Mesa Redonda é uma parte do Centro Histórico de Lima na área do Barrios Altos, uma das partes mais antigas da cidade, que sofre de uma grande deterioração urbana. Nos últimos anos, tem havido, nesta área, um comércio baseado na economia informal. É identificado como uma área de alto risco devido a suas favelas, a superpopulação e venda de mercadoria ilegal. Em 2001, houve um incêndio provocado por cerca de 900 toneladas de fogos de artifício ilegais.
Turismo
O Centro Histórico de Lima, formado pelos distritos de Lima e Rímac, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1988. Alguns exemplos de arquitetura colonial incluem a Basílica e Convento de São Francisco de Lima, a Plaza Mayor, a Catedral e o Palácio de Torre Tagle. Um passeio pelas igrejas da cidade é um circuito popular. Uma viagem pelo distrito central visita igrejas que datam dos séculos XVI e XVII, das quais destacam-se a Catedral e o Mosteiro de São Francisco, que estão conectados por catacumbas subterrâneas. Ambos contêm pinturas, telhas de Sevilha e móveis de madeira esculpida.
Também é notável o Santuário de Las Nazarenas, o ponto de origem do Senhor dos Milagres, cujas festividades no mês de outubro constituem o evento religioso mais importante da cidade. Algumas secções das muralhas permanecem de pé e são frequentadas pelos turistas. Estes exemplos de fortificações espanholas medievais foram construídos para defender a cidade de ataques de piratas e corsários. As praias são visitadas durante os meses de verão, localizados ao longo da Rodovia Pan-Americana, ao sul da cidade, em distritos como Lurín, Punta Hermosa, Santa María del Mar, San Bartolo, Miraflores e Asia.
Os bairros suburbanos de Cieneguilla, Pachacamac e Chosica são atrações turísticas entre os locais. Como eles estão localizados em uma elevação maior do que a de Lima, eles recebem mais luz do sol nos meses de inverno, algo que frequentemente falta na cidade sob o nevoeiro sazonal.
Infraestrutura
Transportes
Lima se encontra servida pelo Aeroporto Internacional Jorge Chávez, localizado em El Callao, é o maior, o mais movimentado e o principal aeroporto do Peru e tem sido indicado inúmeras vezes como o "Aeroporto Líder na América do Sul" pelo "The World Travel Awards", considerado como os prêmios "Oscar" do turismo e viagens, onde participam companhias de viagens em todo o mundo.
Callao é considerada uma das três áreas mais habitadas do Peru. Além disso, conta com o aeroporto internacional Jorge Chávez (ao norte da cidade) gerando uma das maiores também economias do Peru. No porto de El Callao, concentra-se a maior parte do transporte marítimo nacional. Responde por 75% das importações e exportações do Peru. Os principais produtos exportados no porto são produtos derivados do petróleo, cobre, ferro, prata, zinco, chumbo, do algodão, açúcar e café.
A primeira linha ferroviária, chamada "Ferrocarril Central", foi criada em 17 de maio de 1851. O ferrocarril Lima-Ancon-Chancay foi inaugurado em 1875, pertence à Empresa Agrícola Palpa. Com um percurso de 29 quilômetros, foi abandonado em 1940. No início do século XX, Lima estava ligada ao sul através da linha Lima-Chancaypuesta Ancon, com um percurso de 42 quilômetros. Esta linha foi abandonada em 1964 devido à instabilidade política e econômica e à baixa produção de cobre. O ferrocarril Playa Chica - Las Salinas serviu para extracção de sal ao sul de Huacho. Tinha 10 quilômetros de comprimento. Ele cessou operações entre 1920-1932, quando quebrou por falta de fundos. Durante a década de 1980 e início da de 1990, a empresa ferroviária entrou em declínio. Em 1990, decidiu-se cancelar o único serviço de passageiros, prevalecendo o de mercadorias, mas ainda as vezes funciona para pessoas que desejam percorrer o trajeto.
Metrô de Lima
Atende à Região Metropolitana de Lima. Possui atualmente 34,6 quilômetros de extensão e 26 estações, usando um viaduto elevado. Foi inaugurado comercialmente em 18 de janeiro de 2003.
Outro sistema de transporte público em Lima é um baseado em ônibus articulados de grande capacidade (BRT). Percorre distritos da capital desde Chorrillos até a região norte de Lima.
O transporte público é um grande problema na cidade, que, depois de anos de crescimento desordenado e descontrolado, não tem uma rede eficiente desse tipo de transporte. Existem mais de 450 rotas de transporte urbano, as quais são servidas por ônibus, micro-ônibus e kombis. Este sistema se caracteriza pela falta de renovação das unidades e a informalidade de operação, mesmo quando as empresas têm rotas estabelecidas. As caminhonetas rurais conhecidas popularmente como "combis", junto com motocicletas chamadas "mototáxis" pelos peruanos, são os típicos veículos de transporte público para distâncias curtas, especialmente na periferia da cidade. O serviço, no entanto, é deficiente quanto aos padrões de segurança e comodidade
As rotas internacionais mais utilizadas na atualidade são as que levam às cidades de Santiago (Chile) e Buenos Aires. Existe ainda o trajeto que leva até Rio de Janeiro e São Paulo desde Lima. Existe na cidade, uma só grande rodoviária, no shopping Plaza Norte. Há, também, rodoviárias informais como Fiori, no distrito de San Martín de Porres, para as rotas para o norte do país; Yerbateros, no distrito de El Agustino, para as rotas do centro; e Atocongo; no distrito de Surco; para as rotas do sul. As vias troncais que nascem de Lima e se comunicam a todo o Peru são três: a Rodovia Pan-americana Norte comunica os distritos do norte da cidade (distritos de San Martín de Porres, Independencia, Los Olivos, Comas, Puente Piedra e Ancón) com os departamentos nortenhos (norte do Lima, Ancash, La Libertad, Lambayeque, Piura e Tumbes). A Rodovia Central comunica os distritos do leste da cidade (distritos de Ate, Santa Anita, Chaclacayo e Lurigancho) com os departamentos do centro do país (departamentos de Junín, Pasco, Huánuco, Ucayali). E a Rodovia Pan-americana Sul, que nasce do traçado urbano da cidade, comunica os distritos do sul da cidade (distritos de Surco, San Juan de Miraflores, Villa El Salvador, Lurín, Punta Hermosa e Pucusana, entre outros) com os departamentos sulinos (sul do Lima, Ica, Arequipa, Moquegua e Tacna).
Educação
Na cidade, há 28 universidades, entre as quais se encontra a mais antiga do continente: a Universidad Nacional Mayor de San Marcos, chamada Decana de América e fundada em 12 de maio de 1551 por frei Tomás de San Martín. Os professores foram treinados na própria universidade. O dia 12 de maio deu lugar à celebração do dia da Universidade Peruana. Em 2002, mais de 29 800 alunos estavam matriculados na universidade em cursos de graduação e outros 3 549 alunos estavam matriculados em cursos de pós-graduação. Passaram, pela universidade, a maior parte dos mais influentes cientistas, políticos, escritores e filósofos do Peru contemporâneo.
Outras universidades estatais têm um importante papel no ensino e investigação, tais comoː a Universidade Nacional de Engenharia, fundada em 1876; a Universidade Nacional do Callao; a Universidade Nacional Federico Villarreal; a Universidade Nacional Agraria La Molina; e a única universidade dedicada a formação de docentes, a Universidade Nacional de Educação Enrique Guzmán y Valle, conhecida como "La Cantuta", situada em Chosica e fundada em 6 de julho de 1822 pelo libertador José de San Martín, dando, assim, lugar à celebração do dia do professor, por ser data da fundação da primeira escola de preceptores no Peru.
A Pontifícia Universidade Católica do Peru é a primeira universidade privada do país (fundada em 1917). Outras instituições sãoː a Universidade Inca Garcilaso de la Vega (fundada em 21 de dezembro de 1964 pela Asociación AIPP da Universidad Nacional Mayor de San Marcos); Universidade ESAN; a Universidade do Pacífico; a Universidade de Lima; a Universidade Peruana Cayetano Heredia; a Universidade Alas Peruanas; a Universidade Ricardo Palm; a Universidade San Martín de Porres; e a Universidade San Ignacio de Loyola.
Cultura
A arquitetura de Lima oferece uma mistura de estilos. Exemplos de arquitetura colonial precoce incluem o Mosteiro de São Francisco, a Catedral e o Palácio Torre Tagle. Essas construções são geralmente influenciadas pelo estilo barroco espanhol, neoclássico espanhol e colonial espanhol. Após a independência, as preferências mudaram gradualmente para estilos neoclássicos e Art Nouveau. Muitas dessas obras foram influenciadas pelos estilos arquitetônicos franceses. Muitos edifícios governamentais e grandes instituições culturais foram construídos nesse período. Durante a década de 1960, o estilo brutalista começou a aparecer em Lima devido ao governo militar de Juan Velasco Alvarado. Exemplos desta arquitetura incluem o Museu da Nação e o Ministério da Defesa. O início do século XXI criou arranha-céus de vidro, particularmente em torno do distrito financeiro.
Os maiores parques estão perto da área do centro, incluindo o Parque da Reserva, o Parque da Exposição, o Campo de Marte e o Parque da Universidade. O Parque da Reserva é o lar do maior complexo de fontes do mundo conhecido como o Circuito Mágico da Água. Muitos grandes parques situam-se fora do centro da cidade, incluindo o Parque Reducto, o Refúgio de Vida Silvestre Pantanos de Villa, El Golf (San Isidro), o Parque de las Leyendas, o Malecon de Miraflores eo Golf Los Incas.
A grade de rua é apresentada com um sistema de praças que são semelhantes à rotatórias. Além desta finalidade prática, as praças servem como espaços verdes principais e contêm monumentos, estátuas e fontes de água.
O Festival de Cinema de Lima apresenta os melhores filmes do momento, especialmente de cinema de arte e de diretores europeus e latino-americanos.
Museus
Lima é o lar da maior concentração de museus do país, principalmente o Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História do Peru, Museu de Arte, o Museu Pedro de Osma, o Museu de História Natural, o Museu da Nação, a Sala Museo Oro del Peru Larcomar, o Museu de Arte Italiana, o Museu do Ouro e o Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera. Esses museus se concentram em arte, culturas pré-colombianas, história natural, ciência e religião. O Museu da Arte Italiana mostra a arte europeia.
Culinária
Lima é conhecida como a "Capital Gastronômica da América". Um centro de imigração e o centro do vice-reino espanhol, os chefes incorporaram pratos trazidos pelos conquistadores e ondas de imigrantes: africanos, europeus, chineses e japoneses. Desde a segunda metade do século XX, os imigrantes internacionais foram acompanhados por imigrantes internos das áreas rurais. A culinária de Lima inclui comida crioula, chifas, cebicherias e pollerias. No século XXI, seus restaurantes passaram a ser reconhecidos internacionalmente.
Em 2007, a Sociedade Peruana de Gastronomia nasceu com o objetivo de unir a culinária peruana para desenvolver atividades que promovam a alimentação e reforcem a identidade nacional peruana. A sociedade, chamada APEGA, reuniu chefes, nutricionistas, institutos de formação gastronômica, proprietários de restaurantes, cozinheiros, pesquisadores e jornalistas, além de trabalhadores de universidades, produtores de alimentos, pescadores artesanais e vendedores nos mercados alimentares. Um de seus primeiros projetos (2008) foi criar o maior festival de comida na América Latina, chamado "Mistura". A feira acontece em setembro de cada ano. O número de participantes cresceu de 30 mil a 600 mil em 2014. A feira congrega restaurantes, produtores de comida, padeiros, chefs, vendedores ambulantes e institutos de culinária por dez dias para celebrar comida de excelência.
Desde 2011, vários restaurantes de Lima foram reconhecidos entre os 50 melhores restaurantes do mundo.
Esportes
A cidade possui a ciclovia da avenida Arequipa. A praça de touros de Acho é a mais importante das 56 arenas oficiais no Peru. É uma das maiores praças de touros do mundo.
O Campeonato Peruano de Futebol é um evento esportivo nacional que atrai significativamente o interesse dos adeptos do esporte na cidade. Assim, dois dos quatro clubes profissionais na cidade fazem o clássico do futebol peruano, que é a partida das equipes do Club Universitario de Deportes e do Club Alianza Lima. As outras equipes da primeira divisão peruana em Lima são o Club Deportivo Universidad de San Martín de Porres e o Club Sporting Cristal. Os espaços esportivos mais importantes da cidade são o Estádio Nacional do Peru, o Estádio Monumental "U", o "Coliseo Eduardo Dibós" e a "Villa Deportiva Nacional" (Videna).
Lima foi sede dos Jogos Bolivarianos de 1947. A cidade será sede dos Jogos Pan-Americanos de 2019.
Ver também
Demografia do Peru
Ligações externas | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
{{Info/Político
| nome = António José de Ávila
| nome_alt = Duque de Ávila
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| título = Presidente do Conselho de Ministros de Portugal(1.ª vez)
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| antes3 = António Maria de Fontes Pereira de Melo
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}}António José de Ávila' GCNSC • ComNSC (Horta, Ilha do Faial, Açores, 8 de março de 1807 — Lisboa, 3 de maio de 1881), 1.º conde de Ávila, 1.º marquês de Ávila e 1.º duque de Ávila e Bolama, foi um político conservador do tempo da Monarquia Constitucional em Portugal. Entre outras funções, foi ministro das Finanças e, por três vezes, Presidente do Conselho de Ministros (1868, 1870–1871 e 1877–1878).
Biografia
António José de Ávila nasceu a 8 de março de 1807, numa modestíssima habitação da Rua de Santo Elias, da freguesia da Matriz da então vila da Horta, Ilha do Faial, Açores, filho de Manuel José de Ávila, de ascendência nobre filho segundo de fidalgos de Lisboa, que perdera tudo e tentara fortuna no arquipélago, e de Prudenciana Joaquina Cândida da Costa, oriunda de famílias da Matriz da Horta.
Dos dez filhos do casal, apenas quatro sobreviveram até atingir a idade adulta, o que diz das condições de vida da família. Entre os filhos que atingiram a idade adulta, António José, o futuro duque, era o rapaz mais velho, apenas precedido por sua irmã Joaquina Emerenciana (nascida em 1804). Os outros sobreviventes foram Maria do Carmo (nascida em 1815) e Manuel José, o último filho do casal (nascido em 1817).
Durante a infância de António José as condições económicas da família melhoraram substancialmente, tendo o pai enveredado pelo comércio e conseguido amealhar alguns recursos. Tanto assim é que, quando António José termina com excepcional brilho os poucos estudos então disponíveis no Faial, já o pai dispunha de meios suficientes para lhe permitir estudos fora da ilha, o que então era privilégio de poucos.
Assim, com apenas 15 anos, Ávila matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde estudou filosofia natural e os preparatórios de Matemática. Frequentou também naquela Universidade o primeiro ano de Medicina. Dos tempos de estudante não se lhe conhece qualquer militância política.
Com o início da Guerra Civil de 1832-34, regressou aos seus Açores, onde se achava o governo liberal no exílio, tornando-se um político local de grande sucesso.
Após o fim da guerra (1834), foi eleito pela primeira vez para as Cortes, pelo círculo dos Açores; durante 26 anos consecutivos, foi deputado da Nação ao Parlamento.
Em termos ideológicos, Ávila aproximou-se da facção mais conservadora dentro do liberalismo português, o cartismo, tornado-se oposição ao governo progressista que tomou o poder em Setembro de 1836, na sequência da Revolução de Setembro.
Com o fim dos ciclo de governos setembristas (com a subida ao poder, pela primeira vez, do cartista Joaquim António de Aguiar, em 1841), Ávila tornou-se ministro das Finanças, cargo que manteve durante os governos de Costa Cabral e do Duque da Terceira. Só com a subida ao poder de Saldanha, abandonou o governo. Em 1857, no primeiro governo do Duque de Loulé, voltou a assumir a pasta da Fazenda.
Por Alvará de Mercê Nova de D. Pedro V de Portugal de 9 de Outubro de 1860, concederam-se a António José de Ávila as seguintes Armas de Ávila: esquartelado, o 1.º e o 4.º de ouro, com uma águia estendida de negro, o 2.º e o 3.º de prata, com três faixas de vermelho, acompanhadas de quatro olhos sombreados de azul, alinhados em banda; timbre: a águia do escudo. Coroas: posteriormente de Conde, de Marquês e de Duque. Antes dessa Mercê, usava um escudo partido: a 1.ª de Ávila e a 2.ª da Costa; timbre: de Ávila.
Quando, em 4 de janeiro de 1868, se deu a Janeirinha, que pôs termo ao governo de coligação a que presida Joaquim António de Aguiar, Ávila foi chamado a exercer as funções de presidente do Conselho.
Enquanto chefe de governo, Ávila revogou o imposto que causara a impopularidade e queda do governo anterior, mas tal agravou as dificuldades financeiras do Estado, pelo que acabaria por cair em 22 de julho do mesmo ano.
Voltaria ainda a ser ministro das Finanças, e de novo presidente do Conselho entre 29 de outubro de 1870 e 13 de setembro de 1871, altura em que foi substituído por Fontes Pereira de Melo. Foi então designado para presidir à Câmara dos Pares, em substituição do Duque de Loulé.
Em 1877, devido ao descontentamento popular, o governo Fontes caiu, e Ávila foi de novo chamado a formar governo, o qual durou dez meses, até Fontes voltar ao Poder.
No ano seguinte, foi nobilitado com o título de 1.º duque de Ávila e Bolama em recompensa pelos serviços prestados, especialmente pelo sucesso na negociações por ele encetadas que permitiram resolver a Questão de Bolama, um conflito diplomático entre Portugal e o Reino Unido sobre a posse da ilha de Bolama e territórios adjacentes, na então Guiné Portuguesa.
Faleceu pelas 21 horas e meia do dia 3 de maio de 1881 no primeiro andar da casa Nº 20, da Rua do Duque de Bragança, freguesia dos Mártires (Lisboa), tinha 74 anos. Não deixou filhos. O funeral realizou-se dia 5. A urna saiu da Basílica dos Mártires pelas 14 horas até chegar ao Cemitério dos Prazeres pelas 16, onde foi sepultado no jazigo nº 1870.
Encontravam-se no funeral Fontes e Sampaio, o Duque de Palmela, o Marquês de Ficalho e o Duque de Loulé, seguido por cerca de 500 carruagens, com mais de um milhar de pessoas, que incluíam representantes dos órgãos do Estado, da família real, associações e muitas classes da sociedade. Um criado da Casa Real foi fornecido para conduzir a carruagem funerária, seguido de uma carruagem com o vigário paroquial da Basílica dos Mártires e doze sacerdotes. Este transporte também foi seguido pelo sobrinho António José de Ávila, e outra carruagem com a coroa Ducal sobre uma almofada de veludo preto, seguido pelo Regimento de Cavalaria n.º 4 e banda.
Bibliografia
Uma informação detalhada sobre a vida e a obra do Duque de Ávila e Bolama está disponível em:
Duque de Ávila e Bolama - Biografia'', por José Miguel Sardica; Colecção Parlamento (17), Publicações Assembleia da República/Dom Quixote; Lisboa, 2005; 685 pp.
Galeria
Naturais da Horta
Primeiros-ministros da Monarquia Constitucional Portuguesa
Comendadores da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa
Grã-Cruzes da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa
Comendadores da Ordem de Cristo
Grã-cruzes da Imperial Ordem da Rosa
Grã-cruzes da Imperial Ordem do Cruzeiro
Família Ávila
Cabralismo
Regeneração
Políticos dos Açores do tempo da monarquia
Fidalgos de Cota de Armas de Portugal
Duques católicos romanos | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Tombali é uma região da Guiné-Bissau, sua capital é a cidade de Catió. Possui 91.089 habitantes (2009), correspondente a 6,29% da população do país.
Localiza-se aqui o Parque Nacional de Cantanhez.
Etimologia
Recebe o nome do rio Tombali, curso d'água que delimita a fronteira entre Tombali e Quinara.
Setores
Bedanda
Cacine
Catió
Quebo
Como
Demografia
População por etnia e religião
A região de Tombali distingue-se das outras pela elevada proporção de pessoas das etnias Balanta (46,9%) e Fula (20,9%). A população pertencente às etnias Felupe e Saracole corresponde a menos de 1%.
A maioria da população desta região (43%) é muçulmana, 24% é aminista e 14,7% é cristã.
Paisagens
O isolamento desta região produz paisagens compostas por mangais, nos braços de rios, campos de arroz, embondeiros, palmeiras (Elaeis guineensis), florestas primárias e, numa zona mais interior, savanas.
Ver também
Mapa da Região de Tombali Localização geográfica Bedanda, Tombali, Guiné-Bissau
Regiões da Guiné-Bissau | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Teoria Pura do Direito (em alemão Reine Rechtslehre) é uma das obras de Hans Kelsen, filósofo e jurista austríaco - naturalizado estadunidense - sendo a mais famosa destas. Escrito em 1934, o livro se insere nos cânones da escola juspositivista.
Nessa obra, Kelsen busca desenvolver uma teoria científica do direito, definindo a ciência jurídica como campo de estudo cujo objeto são as normas jurídicas positivas. O autor sustenta a necessidade de renunciar ao até então enraizado costume de defender ideais políticos, de caráter subjetivo, em nome de uma ciência do direito supostamente objetiva.
A teoria proposta neste livro foi provavelmente a teoria mais influente do direito produzida durante o século XX. É, pelo menos, um dos pontos altos da teoria jurídica modernista.
Pureza metodológica e objetivismo científico
A Teoria Pura do Direito de Kelsen pretendia elevar o direito à altura de uma ciência genuína, aproximando tanto quanto possível os seus resultados dos ideais de toda ciência: objetividade e exatidão.
Em sua busca por uma descrição neutra e objetiva do fenômeno jurídico, o autor procura desvencilhar o direito de todos os elementos que lhe são estranhos, pertencentes a outras ciências como a psicologia, a sociologia, a ética e a teoria política. Sua pureza derivaria, portanto, de seu postulado metodológico fundamental, qual seja, não fazer quaisquer considerações que não sejam estritamente jurídicas, nem tomar nada como objeto de estudo senão as normas jurídicas. Kelsen pretendia construir uma ciência jurídica objetiva e clara, que se abstivesse de julgar segundo quaisquer critérios de justiça as normas que buscava descrever e explicar.
É importante ressaltar que Kelsen não busca criar uma "teoria do direito puro", ou seja, ele não nega a ligação existente entre o direito, a política, a sociologia e outros ramos das ciências sociais, nem tenta eliminar essas relações. Ele simplesmente afirma que a ciência jurídica é ciência autônoma, que não se confunde com política do direito e não deve, portanto, se contaminar por ideologias políticas:
Objeto de estudo
A teoria kelseniana pressupõe uma identidade entre o direito e as normas jurídicas. Assim, o objeto de estudo da ciência jurídica seriam as normas jurídicas. As condutas humanas, por sua vez, só seriam objeto de estudo desta ciência na medida em que constituíssem o conteúdo das normas jurídicas.
Na Teoria Pura do Direito, o estudo do direito divide-se, basicamente, em dois grandes ramos:
Teoria estática do direito: concentra-se sobre as normas em vigor, reguladoras da conduta humana, e estuda a pessoa como sujeito jurídico, a capacidade jurídica, a relação jurídica, o dever, a sanção, a responsabilidade, os direitos subjetivos e as competências;
Teoria dinâmica do direito: concentra-se sobre as normas em vigor que regulamentam o processo jurídico em que o direito é produzido e aplicado e estuda o fundamento de validade da ordem normativa e a estrutura escalonada da ordem jurídica(as relações hierárquicas entre as normas).
A Teoria Pura do Direito chegou a algumas conclusões amplamente aceitas na atualidade, tais como a identidade entre Estado e direito, a redução da pessoa física à pessoa jurídica, a redução do direito subjetivo a direito objetivo e da autorização ao dever e a negação do caráter de direito internacional ao chamado direito internacional privado.
Separação entre ser e dever ser
A base da Teoria Pura do Direito é a distinção fundamental elaborada por Kelsen entre o que ele denomina "ser" e "dever ser".
O âmbito do ser seria o mundo natural, explicado pelas ciências naturais com base nas premissas de verdadeiro/falso. Este domínio obedeceria ao princípio da causalidade, segundo o qual uma causa conduz a um efeito (quando A é, B é), sendo que o número de elos de uma série causal seria ilimitado. As leis naturais predizem eventos futuros e podem ser confirmadas ou não. Em não sendo aplicáveis, são falsas e devem ser substituídas.
Já o âmbito do dever ser diria respeito às normas, enquanto atos de vontade que se dirigem intencionalmente a uma conduta considerada obrigatória tanto pelos indivíduos que põe as regras quanto do ponto de vista de um terceiro desinteressado, e que vinculam seus destinatários. O dever ser insere-se no domínio das ciências sociais e se explica não com base nas premissas de verdadeiro/falso, mas de válido/inválido. Este domínio obedeceria ao princípio da imputação (quando A é, B deve ser), sendo que o número de elos de uma série imputativa é necessariamente limitado. As leis jurídicas prescrevem, autorizam ou permitem condutas e admitem um certo grau de não aplicação, ou ineficácia, que não conduz à sua anulação.
Segundo a Teoria Pura, a ciência jurídica não pretende com as proposições jurídicas por ela formuladas mostrar a conexão causal, mas a conexão de imputação entre os elementos de seu objeto.
A conduta humana (ser) só adquire uma significação jurídica quando coincide com uma previsão normativa válida (dever ser). A conduta humana pode se conformar ou contrariar uma norma e, dessa forma, pode ser avaliada como positiva ou negativa. Já as normas são estabelecidas por atos de vontade humana e, por este motivo, os valores através delas constituídos são arbitrários e relativos. Com efeito, outros atos de vontade humana poderiam produzir outras normas, diversas das primeiras e, assim, constituir outros valores. A separação entre "ser" e "dever ser" permite, assim, que a teoria jurídica desenvolvida por Kelsen independa do conteúdo material das normas jurídicas.
A separação entre "ser" e "dever ser" não é, todavia, absoluta. Embora Kelsen chame atenção para o fato de que a validade de uma norma, o dever de se conduzir da forma como a norma determina, não pode ser confundida com a eficácia da norma, ou seja, com o fato de que as pessoas efetivamente assim se conduzem, admite que uma ordem coercitiva só pode ser considerada válida quando seja globalmente eficaz.
As normas jurídicas gerais criadas pela via legislativa são normas conscientemente postas, ou seja, estatuídas. Já os atos que constituem o fato legislação são atos produtores de normas, ou também chamados atos instituidores de normas, denotando um sentido subjetivo de dever-ser. Assim, através da constituição, o sentido subjetivo é alçado a uma significação objetiva, o que transforme o fato legislativo como fato produtor do direito.
Legislação e costume
Kelsen admite que o escalão imediatamente seguinte ao da constituição constitui-se pelas normas gerais criadas pela legislação ou pelo costume. Dessa forma, a constituição também pode instituir como fato produtor de direito um determinado fato consuetudinário. Para o autor, o fato consuetudinário caracteriza-se pela circunstância de os indivíduos pertencentes à comunidade jurídica conduzirem-se por forma sempre idêntica sob certas e determinadas circunstâncias, da conduta ser repetida por um período longo, resultando no surgimento do costume, uma vontade coletiva de que valem os indivíduos para se conduzirem.
No entanto, pela própria crítica que faz ao direito natural, nas ciências humanas não podem ser erigidas normas que tenham como fundamento certa regularidade da conduta do homem, já que esta regularidade não existe e mesmo que a resposta fosse positiva, não é possível mensurá-la e avaliá-la de maneira objetiva. A regularidade somente ocorre em um tempo preciso e em um local determinado, constituindo o costume de uma dada sociedade. Porém, os costumes são muito variáveis no espaço e no tempo.
Contudo, vale ressaltar que mesmo sendo possível vislumbrar na conduta humana alguma regularidade, desse fato do ser não poderia ser derivada uma norma, ou seja, um dever-ser, já que o valor não é imanente à realidade. Deste modo, o sentido subjetivo do fato consuetudinário somente pode ser pensado como norma jurídica válida se for inserido na constituição como fato produtor de normas jurídicas. Esta concepção e caracterização do costume decorre da noção de validade para Kelsen, que não está ligada a uma conformidade com elementos de natureza ética ou metafísica, mas vincula-se a um procedimento específico de produção de normas, significando obrigatoriedade.
De acordo com a própria explicação de Kelsen, uma norma não somente pode, pois, ser criada por um ato de vontade, dirigido conscientemente para a sua produção, como também pelo costume, ou seja, pode ser produzida pelo fato de que seres humanos costumam conduzir-se efetivamente de determinada maneira. Assim, de uma forma ou de outra, por ato de fixação ou pelo costume, a norma entra em validade. Validade é a específica existência da norma, que precisa ser distinguida da existência de fatos naturais, e especialmente da existência dos fatos pelos quais ela é produzida.
O direito consuetudinário apenas pode ser aplicado pelo órgãos aplicadores do direito quando estes órgãos sejam considerados competentes para tal. No entanto, se o costume qualifica não é instituído como fato produtor de direito em seu sentido positivo, é preciso pressupor que a instituição do costume como fato produtor de direito já se operou na forma fundamental como constituição em sentido lógico-jurídico. É necessário pressupor-se uma norma fundamental que institua como fato produtor de direito não só o fato legislativo como também o fato do costume qualificado.
A constituição de uma comunidade jurídica pode surgir pela forma consuetudinária, deste modo, o costume é um fato produtor de direito, mas, esta pressuposição apenas pode ser a norma fundamental, ou seja, a constituição em sentido lógico-formal. Nesse sentido, o direito legislado e o direito consuetudinário revogam-se um ao outro.
Sanção e o direito como ordem social coativa
A Teoria Pura do Direito rejeita que a justiça seja a característica distintiva do direito em relação a outras ordens coercitivas em razão do caráter relativo do juízo de valor segundo o qual uma ordem social pode ser considerada justa ou injusta. Para ela, o fato de o conteúdo de uma ordem coercitiva eficaz ser julgado como injusto não é um fundamento para não considerar como válida essa ordem coercitiva.
Diferentemente, a visão kelseniana acerca do direito elege o conceito de sanção como central para a definição do fenômeno jurídico. Segundo o autor, o direito é uma ordem normativa social, que regula a conduta humana em relação a outras pessoas e que pode prescrever ou proibir condutas. A conduta oposta àquela normativamente prescrita pressupõe uma sanção, uma punição para o agente que se comporta contrariamente aos interesses da comunidade jurídica.
Como conseqüência de uma situação de fato considerada socialmente prejudicial, as sanções devem ser executadas mesmo contra a vontade da pessoa atingida e, em caso de resistência, mediante o emprego da força física. As sanções são, portanto, socialmente organizadas. Há um monopólio da coação por parte da comunidade jurídica, que a emprega de forma centralizada por meio de seus órgãos (tribunais e autoridades executivas), o que termina por restringir a autodefesa.
Embora Kelsen identifique que o elemento "coação" é o que distingue o direito de toda e qualquer outra ordem social, ele admite a existência de normas especiais, que não preveem sanções - as normas derrogatórias de outras normas, as normas que conferem competência (poder jurídico a um indivíduo para produzir novas normas) e as normas interpretativas - mas que, de qualquer forma, estão ligadas às normas típicas que prescrevem condutas e preveem sanções. O direito poderia ser, portanto, definido como uma ordem social coativa e o Estado como uma ordem de coação centralizadora e limitada no seu domínio territorial. Se uma ordem de coação é ilimitada no seu domínio territorial, e dentro desse território, é de tal maneira eficaz que exclui toda e qualquer outra ordem de coação, ela pode ser considerada uma ordem jurídica, e a comunidade que ela constitui, um "Estado".
O autor concebe o ordenamento jurídico como um sistema jurídico que regula toda e qualquer conduta humana seja de forma positiva, seja de forma negativa: "uma conduta que não é juridicamente proibida é – neste sentido negativo – juridicamente permitida".
Conceito de pessoa
Segundo a Teoria de Kelsen as condutas individuais das pessoas só têm relevância jurídica na medida em que interferem de alguma maneira com o sistema normativo, seja ao produzir atos que se atribuem ao sistema jurídico (como o legislador, o juiz e o administrador), seja ao se envolver em conflitos que serão submetido à apreciação deste sistema.
Em termos jurídicos, a pessoa é considerada um sujeito de "imputação" de normas: suas ações são consideradas válidas apenas na medida em que o sistema legal o permite. Em última análise, o Estado e o direito é que criam a personalidade, assim entendida como a capacidade jurídica das pessoas.
Fundamento de validade do sistema jurídico: a "norma fundamental"
Kelsen concebe o ordenamento jurídico como um sistema hierárquico de normas em que a validade de uma norma pode ser verificada em função da sua conformidade com uma norma hierarquicamente superior. O sistema positivista não comporta o reconhecimento de uma lei moral objetiva ou de uma lei natural como critério de validade da norma positiva, nem indaga da justiça ou injustiça das leis. Se a norma está de acordo com a norma superior hierárquica numa cadeia sucessória ou piramidal, ela é válida. Qualquer referencial externo ao sistema jurídico é rejeitado.
A última norma desta estrutura hierárquica, no entanto, não pode ter sua validade verificada em função de uma norma superior. Kelsen chama esta norma superior máxima de "norma fundamental", a qual constitui o fundamento de validade de todo o sistema jurídico:
Esta norma deve ser pressuposta, e não extrai sua validade ou legitimidade senão exclusivamente da força e do poder de império do Estado. No âmbito de uma teoria pura, a justiça e a legitimidade desta norma mais alta não é discutida pelo autor, basta que ela exista e se imponha para que exista um sistema jurídico.
A norma fundamental estabelece como as leis devem ser feitas e por quem. O Estado se constitui assim em um sistema de normas estruturadas logicamente a partir de uma norma superior, simplesmente imposta e garantida por um sistema eficaz de sanções.
Uma vez definido o Estado como fonte última e única do direito, nada pode dizer-lhe o que deve proibir ou permitir, salvo sua própria definição normativa. Se um movimento revolucionário derroga a forma de Estado vigente e impõe uma nova, na medida em que esta consegue consolidar-se e reger no tempo, essa seria a definição normativa vigente, o novo direito.
Interpretação jurídica
A Teoria Pura do Direito fornece, também, uma teoria da interpretação jurídica. Sustenta, basicamente que existem duas espécies de interpretação: a interpretação do direito pelo órgão que o aplica e a interpretação do direito pelo jurista.
Conforme sustenta a teoria pura, uma norma de escalão superior regula o ato pelo qual uma norma de escalão inferior deve ser produzida e aplicada pelos tribunais. Essa determinação, no entanto, nunca é completa, de modo que resta, sempre, uma margem de livre apreciação para o aplicador da lei. Assim, a norma do escalão superior tem sempre o caráter de uma moldura, a ser preenchida por este ato de produção ou execução normativa.
Esta indeterminação pode ser intencional ou não, por exemplo, quando o sentido verbal da norma não é unívoco, ou quando o texto discrepa da vontade da autoridade legislativa segundo o aplicador, ou ainda quando duas normas que pretendem valer simultaneamente se contradizem.
De todo modo, Kelsen visualiza o direito a ser aplicado aos casos concretos como uma moldura, dentro da qual existem várias possibilidades de aplicação, todas elas igualmente corretas do ponto de vista jurídico. A interpretação de uma lei não deve necessariamente conduzir a uma solução única como sendo a solução correta, mas a várias soluções que têm igual valor, embora apenas uma delas se torne, efetivamente, direito positivo no ato da aplicação da norma pelo juiz. Assim, dizer que uma sentença é fundada na lei significa apenas que a sentença positivou uma das normas individuais que poderiam ser produzidas dentro da moldura geral fixada pela lei.
O autor defende que a teoria usual da interpretação parte do pressuposto equivocado de que o órgão aplicador do direito apenas põe em ação o seu entendimento, a sua razão, para chegar à única resposta correta e justa, quando na verdade, ele utiliza a sua vontade para escolher entre as possibilidades. A questão de saber, entre as possibilidades de interpretação, qual seria a correta, é um problema de política do direito e não de teoria do direito, já que a produção do ato jurídico dentro da moldura da norma é livre e produz direito. A sentença judicial seria, assim, um ato de produção normativa que dá continuidade à normatização efetuada pelo legislador.
Já o papel do jurista ao interpretar o direito não seria outro senão o de estabelecer as possíveis significações de uma norma jurídica, sem tomar qualquer decisão entre as possibilidades. A decisão deve ser deixada ao órgão que, segundo a ordem jurídica, tem a competência para aplicar o direito. A noção de uma interpretação correta é, assim, considerada uma ficção de que se servem os juristas para consolidar o ideal de segurança jurídica, mas não uma verdade científica, apenas um juízo de valor.
Críticas à obra
A Teoria Pura do Direito revolucionou o estudo do direito, e seu autor foi considerado um dos maiores juristas do século XX. Não obstante, sua teoria é alvo de severas críticas que apontam, em geral, para seu formalismo excessivo e consideram equivocada a tentativa de desvincular o estudo do direito da sociologia e da moral.
No prefácio à primeira edição da Teoria Pura do Direito, de 1934, o autor afirmando que sua teoria teria provocado forte oposição, "oposição feita com uma paixão quase sem exemplo na história da ciência jurídica". Para Kelsen, o principal motivo de tamanho combate à Teoria Pura do Direito não tem origem em motivações científicas, mas em motivações políticas, já que a desvinculação entre direito e política postulada pelo autor teria como consequência uma limitação da influência dos juristas na política. Com efeito, na visão de seu formulador a ideia de uma teoria pura do direito não comporta ideias políticas e torna impossível afirmar como ciência uma escolha política.
Kelsen critica seus opositores de construir uma falsa imagem da sua teoria pura, sem reconhecer a sua verdadeira essência, para criticá-la:
O positivismo jurídico, escola de pensamento jurídico de que a obra de Hans Kelsen é precursora, é criticado por diversas correntes da teoria do direito como o jusnaturalismo, que defende a existência de um direito natural paralelo ao direito posto, e o moralismo, que defende que direito e moral não podem ser dissociados.
Uma das mais frequentes críticas à teoria kelseniana questiona se o Estado antecede o direito ou o contrário. Nessa linha, Gustav Radbruch, professor da Universidade de Heidelberg, sustenta que se o Estado tem o poder de determinar o que é justo e o que não é, com base apenas na vontade do legislador, qualquer agressão aos direitos humanos ficaria inteiramente justificada, já que prevista no ordenamento jurídico. Assim, o direito positivo se tornaria mera expressão da vontade do poder, isto é, da força social dominante.
O autor critica o formalismo da teoria de Kelsen, que deixa de lado a discussão sobre o conteúdo da norma e a questão da sua eventual justiça ou injustiça. Afirma que "há leis que não são direitos e há um direito acima das leis" e, ainda, que "quando nem sequer se aspira a realizar a justiça, quando na formulação do direito positivo se deixa de lado conscientemente a igualdade, que constitui o núcleo da justiça, então não estamos diante de uma lei que estabelece um ‘direito defeituoso’, mas o que ocorre é que estamos diante de um caso de ausência de Direito."
Segundo Radbruch, foi a visão exclusivamente positivo-formalista do direito que permitiu a ascensão do nazismo na Alemanha e as suas conseqüências. Após a Segunda Guerra Mundial em Cinco Minutos de Filosofia do Direito, publicado em 12 de setembro de 1945, em forma de circular dirigida aos estudantes da Universidade de Heidelberg diz: "Esta concepção da lei e sua validade, que chamamos Positivismo, foi a que deixou sem defesa o povo e os juristas contra as leis mais arbitrárias, mais cruéis e mais criminosas. Torna equivalentes, em última análise, o direito e a força, levando a crer que só onde estiver a segunda estará o primeiro".
A ideia de que a visão formalista sobre a validade e a interpretação do direito permitiria legitimar qualquer vontade política ganhou força após o fim do regime nazista, com o término da segunda guerra mundial, quando a maioria dos juristas alemães estava à procura de uma teoria do direito que condenasse a recente barbárie e evitasse a sua repetição. Trata-se, no entanto, conforme sustenta Dimitri Dimoulis, de um mito que merece ser destruído, já que existe uma clara diferença entre a abordagem do positivismo jurídico e a prática dos regimes ditatoriais do século XX, os quais pregavam a reinterpretação do direito com referência a valores nacionalistas e racistas enquanto rejeitavam frontalmente a visão positivista de segurança e formalidades jurídicas.
Para Dimoulis, quem critica o positivismo porque adota uma postura neutra, atribuindo a qualidade de "direito" a qualquer sistema de normas, sejam elas justas ou injustas, confunde os requisitos de validade da norma e os requisitos de validade do sistema. Os positivistas afirmam que qualquer norma pode vigorar desde que satisfaça os requisitos de validade estabelecidos pelo sistema. O sistema, por sua vez, deve ser socialmente eficaz, ou seja, respeitado pela população de maneira geral. Assim, se o direito nazista vigorou, não foi porque os positivistas constataram tal fato, mas porque a população alemã aderiu às previsões do direito nazista.
Capítulos
I. Direito e Natureza
No primeiro parágrafo da Teoria Pura do Direito, Kelsen apresenta sua teoria como sendo uma teoria do direito positivo. [1] Essa teoria do direito positivo é então apresentada por Kelsen como formando uma hierarquia de leis que partem de uma norma básica (Grundnorm), onde todas as outras normas são relacionadas entre si por serem normas inferiores, quando uma é comparada à outra, ou normas superiores. A interação dessas normas é então sujeita à representação como uma teoria estática do direito (capítulo 4 de Kelsen) ou como uma teoria dinâmica do direito (capítulo 5 de Kelsen).
II. Direito e Moral
A estrita separação de Kelsen entre lei e moralidade, no capítulo dois da Teoria Pura do Direito [2], foi parte integrante de sua apresentação da Teoria Pura do Direito. A aplicação do direito, para ser protegido da influência moral ou política, precisava ser salvaguardado por sua separação da esfera da influência moral convencional ou influência política. Kelsen não negou que a discussão moral ainda fosse possível e até mesmo incentivada no domínio sociológico da atividade intersubjetiva. No entanto, a Teoria Pura do Direito não deveria estar sujeita a tais influências.
III. Direito e Ciencia
No capítulo três da Teoria Pura do Direito, o direito é definido como a aplicação de normas a suas funções dentro dos delineamentos de uma ciência do direito. [3] A ciência era geralmente o domínio da compreensão causal dos dados epistemológicos, e sua principal técnica lógica e casualmente deveria ser distinguida do raciocínio normativo, como seria encontrado na Teoria Pura do Direito. Portanto, as ciências jurídicas deveriam ser normativamente baseadas em distinção das ciências físicas que deviam ser casualmente baseadas.
IV. Estática Jurídica
No capítulo quatro, Kelsen distingue a teoria estática do direito da teoria dinâmica do direito. [4] A teoria estática do direito representa o direito como uma hierarquia de leis, onde as leis individuais são relacionadas como sendo superiores ou inferiores uma à outra. Essa teoria hierárquica foi amplamente adotada nas pesquisas de Adolf Merkl nos aspectos estruturais da lei, enquanto Kelsen ainda estava em Viena. Com quase cem páginas cada, os capítulos de Kelsen sobre o aspecto estático da lei e o aspecto dinâmico da lei são as seções mais extensivamente desenvolvidas deste livro.
V. Dinâmica Jurídica
No capítulo cinco da teoria pura do direito, seções 34 e 35, Kelsen discute a teoria dinâmica do direito. [5] Na teoria dinâmica do direito, a teoria estática do direito entra em contato direto com a administração governamental do estado, que deve reconhecer a função do legislador na redação de novas leis. Ao mesmo tempo, há também o entendimento do direito como sendo afetado pela lei permanente acumulada, que representa as decisões dos tribunais que, em princípio, se tornam parte da representação hierárquica da Teoria Pura do Direito. É importante ressaltar que Kelsen permite que o processo legislativo reconheça a lei como produto do debate político e ético, produto da atividade da legislatura antes que ela se torne parte do domínio da teoria estática do direito. Com quase cem páginas, este capítulo sobre o aspecto dinâmico da lei é o capítulo mais longo e mais desenvolvido neste livro, além do capítulo sobre o aspecto estático da lei.
VI. Lei e Estado
O capítulo seis da teoria pura do direito fez Kelsen apresentar sua célebre teoria da identidade do direito e do estado. [6] Essa é a teoria altamente funcional de Kelsen do estado e da lei como representando a mesma entidade. Não deve ser confundido com o domínio sociológico ou o domínio cultural da atividade intersubjetiva. Tampouco deve ser confundido com o domínio político ou mesmo religioso da interação intersubjetiva entre indivíduos.
VII. Estado e Lei Internacional
No capítulo sete, Kelsen discute a interação do direito estatal e do direito internacional, uma vez que estes são especialmente guiados pelo entendimento da soberania política. [7] Para Kelsen, a avaliação do direito internacional é que ele representa uma forma de direito muito primitiva, em contraste distinto às formas de lei altamente desenvolvidas que podem ser encontradas em nações e estados individuais. Como resultado, Kelsen enfatiza que o direito internacional geralmente é propenso à condução de guerra e medidas diplomáticas severas (bloqueio, apreensão, internação etc.), oferecendo as únicas medidas corretivas disponíveis ao regular a conduta entre nações. Para Kelsen, isso é inevitável em grande parte devido à relativa primitividade do direito internacional na sociedade contemporânea.
VIII. Interpretação
O capítulo capítulo oito trata do assunto da interpretação em pelo menos três de seus aspectos mais importantes. [8] Primeiro, Kelsen discute a natureza e a metodologia da interpretação da lei. Segundo, ele discute a interpretação como um ato de cognição e vontade voluntária. Terceiro, ele discute a interpretação, como deve ser entendida como parte da ciência do direito, como Kelsen a definiu como "purificada" das influências indevidas da política, da moral e da metafísica.
Bibliografia
DIMOULIS, Dimitri. Positivismo Jurídico. São Paulo: Método, 2006.
KELSEN, Hans. Teoria Pura do Direito. Coimbra: Arménio Amado, 1979.
LIMA, Newton de Oliveira. O Estado de Direito em Kant e Kelsen. 2.ed. Belo Horizonte: D`Plácido, 2019.
MATOS, Andityas Soares de Moura Costa. Filosofia do Direito e Justiça na Obra de Hans Kelsen. Belo Horizonte: Del Rey, 2007.
MATOS, Andityas Soares de Moura Costa; SANTOS Neto, Arnaldo Bastos (orgs.). Contra o Absoluto - Perspectivas Críticas, Políticas e Filosóficas da Obra de Hans Kelsen. Curitiba: Juruá, 2011.
RADBRUCH, Gustav. Arbitrariedad Legal y Derecho Supralegal. Buenos Aires: Abeledo-Perrot, 1962.
SGARBI, Adrian. O Mundo de Kelsen. São Paulo: Marcial Pons, 2019.
SPRICIGO, Carlos M. Apontamentos para uma teoria do direito. Curitiba: Multideia, 2017. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/354799399/Apontamentos-Para-Uma-Teoria-Do-Direito-impresso
VENERIO, Carlos M. S. A concepção de democracia de Hans Kelsen: relativismo ético, positivismo jurídico, reforma política. Criciúma: EdUNESC, 2010.
Filosofia do direito
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A Cidade de Ho Chi Minh (), e comumente conhecida e nomeada até 1975 como , é a maior cidade e principal centro financeiro, corporativo e mercantil do Vietname. Situa-se no sul do país e tem cerca de 8,5 milhões de habitantes. É uma cidade histórica e portuária, recebendo a classificação de cidade global beta, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC). A Cidade de Ho Chi Minh possui, ainda, estatuto de província.
Foi fundada pelos khmers, sendo conquistada pelos anameses no século XVII. Conquistada pela França em 1859, tornou-se na capital da Cochinchina e, mais tarde, de toda a Indochina Francesa até 1902. Em 1954 tornou-se capital do Vietnã do Sul tendo sido o quartel general das tropas americanas durante a guerra do Vietnã. Em 1975 as tropas do Vietnã do Norte entraram na cidade, marcando o fim da guerra.
A Grande Ho Chi Minh, que consiste em Ho Chi Minh, Bien Hoa, Di An, Thu Dau Mot e outras cidades vizinhas, possui uma população de mais de 9 milhões de habitantes, o que a torna a região metropolitana mais populosa do Vietname. Estima-se que a população da cidade cresça para 13,9 milhões em 2025. Em 2011, foi construído o Aeroporto Internacional Long Thanh, com 4 pistas de 4000 m. Resultado de um investimento de 8 bilhões de dólares, o aeroporto suporta um tráfego de 100 milhões de passageiros e 5 milhões de toneladas de carga por ano.
Etimologia
A Cidade de Ho Chi Minh recebeu vários nomes diferentes durante sua história, refletindo a influência dos diferentes grupos étnicos, culturais e políticos do Extremo Oriente. Na década de 1690, Nguyen Hữu Canh, um nobre vietnamita, foi enviado pelos governantes Nguyen, de Hué, para estabelecer estruturas administrativas vietnamitas na região do Delta do rio Mekong e seus arredores. O controle da área da cidade passou para domínio vietnamita, que deu à cidade o nome oficial da Gia Đình (嘉定). Este nome permaneceu até o momento da conquista francesa na década de 1860, quando a força de ocupação europeia adotou o nome de Saigon para a cidade, uma forma ocidentalizada do nome tradicional, embora a cidade ainda tenha sido identificada como 嘉 定 em mapas chineses até pelo menos o ano de 1891. Após a tomada comunista no Vietnã do Sul, em 1975, um governo provisório renomeou a cidade para Ho Chi Minh, homenageando o falecido líder norte-vietnamita Hồ Chí Minh. No entanto, até hoje permanece o nome informal de Saigon na fala diária tanto nacional como internacionalmente, especialmente entre a diáspora vietnamita. Em particular, Saigon ainda é comumente usado para se referir a um distrito.
História
Primódios e território Khmer
A Cidade de Ho Chi Minh começou como uma pequena vila de pescadores conhecida como Nokor Prey (ou Gia Đình). A área onde hoje se encontra a cidade foi originalmente um pantanal, e era habitada pelos khmers durante séculos antes da chegada dos primeiros vietnamitas.
A partir do começo do século XVII, iniciou-se gradualmente a colonização da área por colonos vietnamitas, que habitavam isoladamente a região do Delta do rio Mekong, próximo ao atual Camboja. Em 1623, o rei Chey Chettha II do Camboja permitiu que refugiados vietnamitas, fugidos da Guerra civil Trịnh-Nguyen, habitassem outras regiões além de Nokor Prey e expandissem a dominação étnica dos vietnamitas sobre a atual região sul do Vietnã. Assim sendo, várias ondas migratórias de vietnamitas passaram a habitar essas regiões, sem o impedimento do reino do Camboja, que estava enfraquecido com a recente guerra travada contra a Tailândia. Com o tempo, o vilarejo de Prey Nokor ficou conhecido como Saigon. O vilarejo era o mais importante porto comercial para os Khmers. A perda da cidade impediu o acesso dos cambojanos à Indochina. Posteriormente, o acesso dos Khmers para o mar agora estava limitado ao Golfo da Tailândia.
Era Nguyen e conquista francesa
Em 1698, Nguyen Hữu Canh, um nobre vietnamita, foi enviado pelos governantes via marítima até Hué para estabelecer estruturas administrativas vietnamitas na área, tendo em vista que essa ação seria facilitada pelo fato de o Camboja estar fragilizado devido a guerra contra a Tailândia, não podendo, assim, intervir. Ele é muitas vezes creditado com a expansão de Saigon em um acordo significativo.
Conquistado pela França em 1859, Saigon foi fortemente influenciada pelos franceses durante a ocupação colonial do Vietnã, e um grande número de edifícios de estilo clássico ocidental e vilas francesas ainda são vistos na cidade. Em 1929, um registro populacional de Saigon revelou uma população de , com um notável destaque para os franceses, que eram habitantes na cidade.
Capital do Vietname do Sul
Os vietnamitas haviam proclamado sua independência em 1945, após uma ocupação francesa e japonesa combinada, e antes da revolução comunista na China. Eles eram liderados por Hồ Chí Minh. Os Estados Unidos decidiram apoiar a França na sua reconquista de sua ex-colônia.
O ex-imperador, Bao Dai, fez de Saigon a capital do Estado do Vietname, em 1949, com ele como chefe de Estado. Após o movimento Việt Minh ganhar o controle do Vietname do Norte, em 1954, tornou-se comum referir-se ao governo de Saigon como "Vietnã do Sul". O governo passou a se chamar República do Vietname, quando Bao Dại foi deposto por seu primeiro-ministro, Ngo Dinh Diem, em 1955, em um referendo fraudulento. Saigon foi combinada em uma unidade administrativa conhecida como Djo Thành Sai Gon (Capital Saigon).
Pós-Guerra do Vietname e história recente
Na conclusão da Guerra do Vietname, em 30 de abril de 1975, a cidade ficou sob o controle do Exército do Povo do Vietnã. Entre as comunidades da diáspora vietnamita e particularmente os Estados Unidos (que havia lutado contra os comunistas), este evento é comumente chamado de "Queda de Saigon", enquanto a República Socialista do Vietname se refere a ela como a "Libertação de Saigon." Em 1976, quando da unificação do Vietname do Norte e Vietname do Sul sob o regime comunista, e a criação da República Socialista do Vietname, a cidade de Saigon - incluindo a pequena cidade próxima de Cholon, a província de Gia Dịnh e dois bairros suburbanos de duas outras províncias vizinhas - foi renomeada para Ho Chi Minh, em homenagem ao líder comunista Hồ Chí Minh, morto em 1969. Entretanto, o antigo nome de Saigon ainda é amplamente utilizado por muitos vietnamitas, especialmente em contextos informais.
Geografia
A Cidade de Ho Chi Minh está localizada na região Sudeste do Vietnã, estando 1 738 km ao sul da capital nacional, Hanói. Faz limites territoriais com as províncias de Tay Ninh e Binh Duong a norte, Dong Nai e Ba Ria-Vung Tau a leste, Long An a oeste e o Mar da China Meridional ao sul, com 15 km de litoral. A cidade ocupa uma área de 2 098,7 km² (0,63% da superfície do Vietnã), estendendo-se até o Distrito de Cu Chi, a 19 km da fronteira com o Camboja. A distância entre o ponto mais setentrional da Cidade de Ho Chi Minh (Comuna de Phu My Hung, Distrito de Cu Chi) e o extremo sul do território da cidade (Comuna de Long Hoa, Distrito de Can Gio) é de 102 km. O ponto mais oriental, na Comuna de Long Binh (Distrito 9), fica a 47 km do Distrito de Binh Chanh.
Topografia
O território da cidade é, em grande parte, plano, com algumas poucas montanhas a norte e nordeste e altitudes menores no sudeste. O terreno da cidade pode ser dividido em quatro tipos principais: regiões altas com montes de formato ondulado, cuja altitude varia de 4 a 32 metros e que ocupam 30% da área total da cidade, principalmente nos distritos de Cu Chi, Hoc Mon, Thu Duc e Binh Chanh; regiões baixas de terreno plano, com altitudes entre 2 e 4 metros e que ocupam 15% da área; regiões baixas e pantanosas no sudoeste, variando de 1 a 2 metros de altitude e representando 34% do território e áreas costeiras pantanosas cuja altitude varia de 0 a 1 metro e chega a ser mais baixa que o nível do mar em alguns lugares. Este último tipo de terreno ocupa 21% do território da cidade. A altitude média é de 19 metros acima do nível do mar.
Clima
Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, o clima da Cidade de Ho Chi Minh é tropical com estação seca (Aw), tendo uma umidade do ar média de 75%. O ano é dividido em duas estações distintas. A estação chuvosa, com uma precipitação média de cerca de 1 800 mm no ano, inicia geralmente em maio e termina no final de novembro. A estação seca dura de dezembro a abril. A temperatura média é 28 °C, podendo alcançar, algumas vezes, os 39 °C por volta do meio-dia em fins de abril, enquanto também pode cair abaixo dos 16 °C no início das manhãs do fim de dezembro e do início de janeiro.
Política
Administração
A Cidade de Ho Chi Minh é uma das cinco cidades com estatuto de província no Vietname. A cidade encontra-se dividida em 24 divisões administrativas, chamadas de distritos, estabelecidas em dezembro de 2003. Destes 24 distritos, 5 deles estão localizados na área suburbana ou rural (chamados de huyen) e 19 estão localizados na área interna da cidade. Os distritos suburbano ou rurais são: Cu Chi, Hoc Mon, Binh Chanh, Nha Be e Can Gio. A zona rural é composta por comunas (chamas de Xã) e municípios (chamados de Tran Thi). Os outros 19 distritos estão localizados na área interna ou urbana (chamadas de Quan). Isso inclui os distritos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, Go Vap, Tan Binh, Tan Phu, Binh Thanh, Phu Nhuan, Thu Duc e Binh Tan. Cada distrito é subdividido em alas (chamadas de Phuong).
Comitê Popular
O Comitê Popular da Cidade de Ho Chi Minh é um conselho executivo de 13 membros. O atual presidente é Le Hoàng Quân. O comitê é responsável pelos vários departamentos da cidade. O ramo legislativo do governo da cidade é chamado Conselho do Povo e é composto por 95 deputados. Tanto a comissão quanto o conselho são subordinados ao Partido Comunista do Vietnã, atualmente liderado pelo Secretário do Partido Le Thanh Hải.
Cidades-irmãs
Essas são as cidades-irmãs da Cidade de Ho Chi Minh:
Taipei, Taiwan
Busan, Coreia do Sul
Osaka, Japão
Moscou, Rússia
São Petersburgo, Rússia
Toronto, Canadá
Nova Iorque, Estados Unidos
Xangai, China
Tabriz, Irã
Istambul, Turquia
Manila''', Filipinas
Demografia
De acordo com o censo de 1 de outubro de 2004, a população da Cidade de Ho Chi Minh era de habitantes (dos quais dezenove distritos internos tinham habitantes e cinco distritos suburbanos tinham habitantes). Em meados de 2007, a população da cidade era de , com os dezenove distritos internos com e os cinco distritos suburbanos contendo . O resultado do Censo de 2009 mostrou que a população da cidade foi de , cerca de 8,34% do total da população do Vietname, mantendo o posto de cidade mais populosa do país. Em 2011, as estimativas mostraram uma população de . A maioria da população são etnicamente vietnamitas (93,52%). O maior grupo étnico minoritário da Cidade de Ho Chi Minh são os chineses (5,78% da população). Outras minorias étnicas incluem os khmers (0,34%) e os Cham (0,1%).
Os habitantes da cidade são geralmente conhecidos como "Saigonese" em inglês, "Saigonnais" em francês e "Dan Sai Gon" em vietnamita. Um grau variável do idioma inglês é falado, especialmente nos setores de turismo e comércio.
Economia
A Cidade de Ho Chi Minh é o centro econômico do Vietname e responsável por uma grande parte da economia do país. Embora a cidade ocupe apenas 0,6% da área territorial do país, em 2005, concentrava cerca de 8,34% da população do Vietname, 20,2% do seu PIB, 27,9% da produção industrial e 34,9% dos projetos de Investimento estrangeiro direto no Vietname. No mesmo ano, a cidade registrou 2 966 400 trabalhadores acima dos 15 anos de idade, dos quais 139 mil estavam fora da idade permitida por lei para exercer atividades trabalhistas. Em 2009, o PIB per capita da cidade foi de US$ 2 800, acima do nível nacional, de US$ 1 042 dólares no mesmo ano.
Em 2007, o Produto interno bruto (PIB) da cidade foi estimado em US$ 14,3 bilhões, ou cerca de 2.180 dólares per capita, respondendo por 20% do PIB do país. O PIB, ajustado à Paridade do Poder de Compra (PPP) atingiu 71,5 bilhões dólares, ou cerca de 10 870 dólares per capita (cerca de três vezes maior do que a média do país). A economia industrial foi de US$ 6,4 bilhões, equivalente a 30% do valor de toda a nação. As exportações e importações responderam por US$ 36 bilhões, ou 40% do total nacional, sendo que a receita das exportações atingiram 18,3 bilhões de dólares (40% do total das receitas de exportação do Vietname). Em 2007, a contribuição da Cidade de Ho Chi Minh para as receitas anuais no orçamento nacional aumentaram 30%, o que representa cerca de 20,5% das receitas totais. A demanda de consumo d Ho Chi Minh é mais elevada do que em outras províncias e cidades vietnamitas e 1,5 vezes maior do que a de Hanói. Em junho de 2006, a cidade abrigou três zonas de processamento de exportação e doze parques industriais. Ho Chi Minh é o principal receptor de investimento estrangeiro direto no Vietname, com 2 530 projectos de IED no valor de 16,6 milhões dólares no final de 2007. Em 2007, a cidade recebeu mais de 400 projetos de IED de US$ 3 bilhões. Em 2008, a cidade atraiu US$ 8,5 bilhões em IED. Em 2010, o PIB da cidade foi estimado em 20,902 milhões de dólares, com um PIB per capita de US$ 2 800 por habitante, um aumento de 11,8% comparado a 2009.
No fim de 2012, o PIB da cidade foi estimado em torno de 28,595 bilhões, ou cerca de US$ 3 700 por habitante, um crescimento de 9,2% a partir de 2011. A corrente de comércio, seja exportação ou importação, atingiu 47,700 milhões dólares, com exportações de 21,57 bilhões dólares e importações de 26,140 milhões dólares.
Infraestrutura
Saúde
O sistema de saúde da cidade é relativamente desenvolvido com uma estrutura de cerca de 100 hospitais e centros médicos de propriedade do governo, além de clínicas privadas. O Hospital Cho Ray, mantido pelo Instituto Cardiologista Francês, está entre as principais instituições de saúde na Indochina. A estrutura médica e de saúde da Cidade de Ho Chi Minh é tida como referência no país, atraindo pacientes de diversas cidades das províncias vizinhas e até do Camboja. Entre as unidades de saúde da cidade destacam-se o Centro Médico The Hòa Hảo e o Hospital Franco-Vietnamita.
Há registros de casos de doenças infecciosas comuns nos países em desenvolvimento, como a malária, dengue, cólera e febre tifóide, além de outras doenças, como a cardiovascular, hipertensão e câncer. A esperança média de vida cidade era de 71,19 anos para os homens, e 75,01 anos para as mulheres.
Educação
Ho Chi Minh abriga notáveis escolas de ensino médio vietnamitas, entre as quais incluem o Centro de Estudos Le Hong Phong e a Escola para superdotados do Vietname. Embora as antigas escolas sejam públicas, o ensino privado também está disponível em Ho Chi Minh.
O ensino superior na Cidade de Ho Chi Minh é florescente. A cidade possui mais de 80 universidades e faculdades, com um total de mais de 400 mil estudantes Entre as universidades notáveis, encontra-se a Universidade Nacional da Cidade de Ho Chi Minh com 50 000 alunos distribuídos entre seis escolas, sendo a maior instituição de ensino superior no Vietname; a Universidade de Tecnologia (em vietnamita: Đại hoc khoa Bach), a Universidade de Ciências (antiga Saigon College of Sciences)), a Universidade de Ciências Sociais e Humanas (antiga Saigon College of Letters), a Universidade Internacional, a Universidade de Economia e Direito e a recém-criada Universidade de Tecnologia da Informação.
Alguns outros importantes estabelecimentos de ensino superior são: Universidade de Pedagogia, Universidade de Economia, Universidade de Arquitetura, Universidade de Medicina e Farmácia, Universidade Nong Lam (antiga Universidade de Agricultura e Silvicultura), Universidade de Direito, Universidade de Ensino Técnico, Universidade da Indústria, Universidade Aberta, Universidade de Educação Física e Desporto, Universidade de Belas Artes, Universidade da Cultura, Conservatório de música, Instituto de Tecnologia de Saigon, Universidade de Van Lang, Universidade de Saigon e Universidade Hoa Sen.
Transporte
Urbano
Os principais meios de transporte na cidade são motos, ônibus, táxis e bicicletas. Motos permanecem como o meio mais comum para se deslocar na cidade. Os táxis são abundantes e geralmente os principais meios de transporte para áreas turísticas da cidade. Os ônibus públicos funcionam com muitas rotas e as tarifas podem ser compradas nos próprios ônibus. Os mototáxis também estão disponíveis no transporte da cidade, assim como as bicicletas, que ainda ocupam um grande espaço na locomoção dos habitantes. Nos últimos anos, os carros tornaram-se mais populares. Há aproximadamente 340 mil carros e 3,5 milhões de motos na cidade, que é quase o dobro da capital nacional, Hanói. O número crescente de motocicletas tendem a causar travamentos e poluições ambientais. Estas são duas razões pelas quais o governo desenvolve planos para reduzir o número de motocicletas e para melhorar o transporte público, além de outras medidas para reduzir o tráfego.
O Metrô da Cidade de Ho Chi Minh, uma rede de transporte metropolitano rápido, está atualmente em fase de preparação, com a primeira linha atualmente em construção, a ser concluída até 2017. Esta primeira linha vai ligar Ben Thanh a Tiên Park, no Distrito 9. Planeja-se que a rota atenda mais de 160 mil passageiros por dia. A construção de outras linhas de metrô na cidade foi aprovada pelo governo.
Aéreo
A cidade é servida pelo Aeroporto Internacional Tan Son Nhat, o maior aeroporto do Vietname em termos de passageiros movimentados (com um número estimado de mais de 16,5 milhões de passageiros em 2011, respondendo por mais da metade do tráfego aéreo de passageiros do país. Um outro aeroporto de caráter internacional está previsto para começar a operar em 2025, chamado Aeroporto Internacional Long Thanh, que servirá vôos internacionais, com uma capacidade máxima de tráfego de 100 milhões de passageiros por ano quando estiver totalmente concluído. Assim sendo, o aeroporto de Tan Son Nhat servirá vôos domésticos.
Ferroviário
A Cidade de Ho Chi Minh também possui rede ferroviária interligando a cidade a várias rotas de trem no país. O Expresso da Reunificação (Tau Thong Nhat''), que liga a Cidade de Ho Chi Minh à Hanói, é executado a partir da estação ferroviária do Distrito 3, com paradas em cidades e províncias ao longo do trajeto. Além da estação do Distrito 3, há várias estações menores, como Di Um, Qui Durc, Bình Trieu e Go Vap. No entanto, o transporte ferroviário não está totalmente desenvolvido e atualmente é composto por apenas 0,6% do tráfego de passageiros e 6% dos embarques de bens de consumo e cargas.
Marítimo
A localização geográfica da cidade, banhada pelo rio Saigon torna o porto da cidade um dos mais movimentados do Sudeste da Ásia seja em caráter comercial e de passageiros, com um fluxo constante de navios de carga e barcos de passageiros que operam regularmente entre a Cidade de Ho Chi Minh e vários destinos no sudeste do Vietnã e no Camboja, entre eles Vung Tau, Ben Tre e Can Tho, no delta do rio Mekong, e Phnom Penh, a capital cambojana. O tráfego marítimo entre Ho Chi Minh e províncias do sul do Vietnã tem aumentado ao longo dos anos, e as principais rotas de navegação para o Delta do rio Mekong recebem em torno de 100 mil veículos de navegação a cada ano, com cerca de 13 milhões de toneladas de carga.
Capitais de Estados extintos | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Cristologia é o estudo sobre Cristo; é uma parte da teologia cristã que estuda e define a natureza de Jesus, a doutrina da pessoa e da obra de Jesus Cristo, com uma particular atenção à relação com Deus, às origens, ao modo de vida de Jesus de Nazaré, visto que estas origens e o papel dentro da doutrina de salvação tem sido objeto de estudo e discussão desde os primórdios do cristianismo.
Eixo central da cristologia
A Cristologia tem sido debatida incansavelmente durante séculos, em várias nações, dentro de várias correntes cristãs, com pontos de vista semelhantes, divergentes e mesmo com algumas controvérsias. Alguns aspectos deste assunto muito debatidos no eixo central da cristologia no decurso da história do cristianismo são:
A Natureza divino-humana de Jesus (União hipostática);
A Divindade de Jesus;
A Humanidade de Jesus;
A Encarnação;
A Revelação de Deus;
Os Milagres;
Os Ensinamentos;
A Morte expiatória;
A Ressurreição;
A Ascensão;
A Intercessão em nosso favor;
A Parousia;
A Posição como Cabeça de todas as coisas;
A Centralidade dentro do mistério da vontade de Deus, dentro da restauração;
A Volta ao mundo para reinar sobre aqueles que creêm nele.
Disputas
Talvez a disputa mais antiga dentro do cristianismo centrou-se sobre se Jesus era Deus. Um número de cristãos primitivos acreditavam que Jesus não era divino, mas fora simplesmente o Messias humano prometido no Antigo Testamento, tal como o vê os fariseus contrariamente à vista mais geral dos outros judaico-cristãos. A inclusão da Genealogia de Jesus em e são explicadas às vezes por esta opinião.
Uma explanação alternativa é que eram uma oposição às doutrinas dos Cristãos Gnósticos que afirmavam que Jesus Cristo teve somente a ilusão de um corpo humano e, assim, nenhuma ancestralidade humana, como o via o docetismo.
A opinião de que Jesus era somente humano, como afirmava o adopcionismo, foi oposta por líderes da igreja tais como São Paulo, e veio eventualmente a serem aceitas somente por seitas como a dos ebionitas e (de acordo com São Jerônimo), mas logo subjugadas pelas igrejas ortodoxas de uma forma ou outra.
A natureza de Cristo
A natureza de Jesus Cristo é uma questão da busca por determinar se Cristo era um homem com a tendência para pecar igual à de Adão antes do pecado (pré-lapsarianismo) ou uma tendência ao pecado, igual à de Adão depois do pecado (pós-lapsarianismo), ambas diretamente relacionadas com o Plano da Salvação, visto que o ministério de Cristo, se caracterizava pelo exemplo na superação do pecado, mostrando que era possível o homem viver sem pecar.
Entre as principais escolas que buscaram determinar a natureza de Cristo temos:
Arianismo, que crê que Jesus, apesar de um ser superior, seja inferior ao Pai sendo uma criatura sua;
Docetismo, defende que Jesus era um mensageiro dos céus e que seu corpo era "carnal" apenas na aparência e sua crucificação teria sido uma ilusão;
Ebionismo, que crê em Jesus como um profeta, nascido de Maria e José, que teria se tornado Cristo no ato do batismo;
Elcasaismo - recusam a divindade de Cristo, consideram-no o último dos profetas e chamam-lhe anjo Jesus;
Monofisismo, segundo a qual Cristo teria uma única natureza composta da união de elementos divinos e elementos humanos;
Nestorianismo, segundo a qual Jesus Cristo é, na verdade, duas entidades vivendo no mesmo corpo: uma humana (Jesus) e uma divina (Cristo);
Miafisismo, que defende que em Jesus Cristo há a natureza humana e a natureza divina, mas que estas duas naturezas se unem natural e completamente para formar uma única e unificada Natureza de Cristo;
Sabelianismo, o qual defendia que Jesus e Deus não eram pessoas distintas, mas sim "aspectos" ou "modos" diferentes do trato da Divindade com a humanidade;
Trinitarismo, que crê em Jesus como a segunda pessoa da Trindade divina.
Cristologia Ortodoxa
A Cristologia ortodoxa, defendida pelas Igrejas Católica, Ortodoxas e protestantes, tem por base o Concílio de Calcedônia (em , o qual estabelece as bases desta corrente, na qual o Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem (união hipostática) e se apresenta em duas naturezas sem distinção, indivisíveis e inseparáveis, de tal forma que as propriedades de cada uma permanecem ainda mais firmes quando unidas numa só pessoa. Para os defensores desta cristologia, o termo "Filho de Deus" aplicado a Jesus deve ser interpretado com a natureza de Deus, gerado já desde o início de tudo e, portanto co-eterno.
Cristologia monofisista
Discordando da Cristologia Ortodoxa, os miafisistas afastaram-se para compor as Igrejas ortodoxas orientais da Síria, da Armênia, do Egito, da Etiópia e da Índia do Sul. Para eles a natureza divina em Jesus era muito mais forte e preponderante daquela natureza humana.
Mas, estas mesmas Igrejas dissidentes rejeitam o rótulo de monofisista, porque elas afirmam que defendem na verdade o miafisismo, que é a crença de que em Jesus há a natureza humana e a natureza divina, mas que estas duas naturezas se unem para formar uma única e unificada Natureza de Cristo. Estas Igrejas afirmam que o miafisismo é diferente do monofisismo, mas esta doutrina cristológica igualmente se diverge da doutrina ortodoxa da união hipostática.
Cristologia ariana
O arianismo, que recebeu este nome por ser derivado da doutrina de Ário, apresenta uma distinção clara entre o Cristo e o Logos como razão divina. O Cristo é apresentado como uma criatura pré-temporal, super-humana, a primeira das criaturas, não Deus, porém mais que homem.
"O logos é a própria razão divina a qual Deus pai admitiu sair de si mesmo sem a diminuição do seu próprio ser." (Justino Martir)
Bibliografia
Frédéric Lenoir - Comment Jésus est devenu Dieu - Livre de Poche - ISBN 978-2-253-15797-7
Ligações externas
Jesus e a Natureza de Deus
CATHOLIC ENCYCLOPEDIA: Christology (newadvent.org)
Religião
Conceitos religiosos
Eclesiologia
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Tripitaca (sânscrito: Tripiṭaka) ou Tipitaca (páli: Tipiṭaka), que significa "Tripla Cesta", é o termo tradicional para coleções antigas de escrituras sagradas budistas.
O Cânone Pāli mantido pela tradição Teravada no Sudeste Asiático, o Cânone Budista Chinês mantido pela tradição budista do Leste Asiático e o Cânone Budista Tibetano mantido pela tradição budista tibetana são alguns dos mais importantes Tripitacas no mundo budista contemporâneo.
Tripitaca tornou-se um termo usado para as coletâneas de muitas escolas, embora suas divisões gerais não correspondam a uma divisão estrita em três pitacas.
Cânone Páli
O compêndio doutrinário teravada é composto por três grandes grupos ou pitacas:
Vinaia Pitaca
Define as regras para a comunidade monástica, tendo um conjunto de regras para a comunidade masculina () e outro para a comunidade feminina ().
Suta Pitaca
Contém os discursos proferidos pelo Buda a seus discípulos, admiradores e adversários.
Abidarma Pitaca
Uma obra de composição posterior que aprofunda os ensinamentos específicos da tradição Theravada, detalhando o processo de renascimento, processos mentais sutis, a prática meditativa, dentre outros assuntos.
Encontra-se algumas pequenas diferenças entre o Tripitaka de acordo com o país onde foi preservado (Tailândia, Myanmar), mas de maneira geral não são variações significativas. O cânone páli birmanês, entretanto, inclui o livro As Questões do Rei Milinda, geralmente considerado como uma produção pós-canônica. Eruditos acreditam que esta tenha se originado a partir da escola Sarvastivada.
Budismo inicial
Textos religiosos
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O (símbolo: Ds) é um elemento químico sintético de número atômico 110 (110 prótons e 110 elétrons). O seu núcleo atômico mais estável possui massa atómica [281] u. Pertence ao grupo 10 da Classificação Periódica dos Elementos. Provavelmente é um sólido metálico.
História
O isótopo Ds-269 foi descoberto pelo professor Sigurd Hofmann e seus colaboradores em 9 de novembro de 1994, através da fusão macia (baixo aquecimento) do Pb-208 com Ni-62, com a emissão de um nêutron, no Instituto de Pesquisas de Íons Pesados (GSI - Gesellschaft für Schwerionenforschung) da cidade de Darmstadt, na Alemanha, vencendo a corrida pela obtenção de metais pesados competindo com Berkeley (Estados Unidos) e Dubna (Rússia).
Em 23 de novembro de 1994, do mesmo modo, porém utilizando na fusão o Ni-64, foi criado o isótopo Ds-271, com dois nêutrons a mais que o Ds-269.
Propriedades químicas previstas
O darmstádtio é o oitavo membro da série 6d dos metais de transição. Desde que o copernício (elemento 112) se mostrou um metal de transição verdadeiro, espera-se que todos os elementos a partir de 104 a 112 formem uma quarta série de metais de transição, com o Ds como parte dos metais do grupo da platina e um metal nobre. Os cálculos relativos aos seus potenciais de ionização e raios atômicos e iônicos são semelhantes ao do seu homólogo mais leve, a platina, implicando, assim, que as propriedades básicas do darmstádtio se assemelhariam às do outros elementos do grupo 10, níquel, paládio e platina.
A previsão das prováveis propriedades químicas do darmstádtio não têm recebido muita atenção recentemente. O Ds é esperado ser um metal nobre. Com base nos estados de oxidação mais estáveis dos elementos mais leves do grupo 10, prevê-se que os estados de oxidação mais estáveis do darmstádtio sejam +6, +4 e +2. No entanto, o estado neutro (0) está previsto para ser o mais estável em soluções aquosas. Em comparação, apenas a platina é conhecida por apresentar o estado de oxidação máximo no grupo, +6, enquanto que os estados mais estáveis são +4 e +2 tanto para paládio quanto platina e +2 e mais raramente +3 para o níquel. É ainda esperado que os estados de oxidação máximo dos elementos do bóhrio (elemento 107) até darmstádtio (elemento 110) podem ser estáveis na fase gasosa, mas não em solução aquosa. Hexafluoreto de darmstádtio () é previsto para ter propriedades muito semelhantes ao seu mais leve homólogo hexafluoreto de platina (), tendo estruturas eletrônicas e potenciais de ionização muito semelhantes. Também se espera possuir a mesma geometria molecular octaédrica que o .
Outros compostos de darmstádtio previstos são o carboneto de darmstádtio (DsC) e tetracloreto de darmstádtio (), sendo que ambos devem se comportar como os seus homólogos mais leves.
Nomenclatura
Nomes provisórios
Antes da sua descoberta o elemento-110 foi previsto na tabela periódica por Dmitri Mendeleiev e denominado de Eka-Platina — como todos elementos teóricos da época: recebia o nome do elemento acima do período anterior (no caso a platina), precedido do prefixo "eka-" (do sânscr. "um").Após sua descoberta foi denominado provisoriamente de "Ununílio" ("Ununnilium" em inglês) pela IUPAC (nome sistemático).
Nome definitivo e tradução
Finalmente, em agosto de 2003, a comissão estabeleceu o nome "Darmstadtium" (símbolo Ds), conforme reivindicado por seus descobridores, em homenagem a cidade de Darmstadt, onde o elemento foi sintetizado pela primeira vez. O nome original Darmstadtium (em inglês e francês) foi traduzido como darmstádtio para o português.
Ligações externas
IUPAC: Elemento 110 é nomeado darmstadtium
Apsidium - darmstadtium
Darmstádtio para o português
Nota sobre o novo elemento químico | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Nova Venécia é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na região noroeste capixaba e ocupa uma área de cerca de , sendo que estão em perímetro urbano. Sua população foi estimada em habitantes em 2021.
Geografia
Relevo
O município é muito montanhoso e possui imensas jazidas de granito, com beneficiamento próprio. Seu território está situado quase em sua totalidade sobre uma formação rochosa muito antiga, um escudo cristalino formado a cerca de 600 milhões de anos durante o período pré-cambriano, hoje bastante desgastado, formado pelo resfriamento do magma sob a superfície e posterior exteriorização pelos processos erosivos.
Apenas um pequeno trecho do município, na divisa com o município vizinho de São Mateus a leste, ocorre o início de uma bacia sedimentar. Em determinados locais do município, é possível extrair pedras preciosas como águas marinhas e esmeraldas. Devido à sua geologia, em Nova Venécia não há possibilidade de haver petróleo, como no caso de São Mateus. A formação montanhosa mais conhecida e cartão postal da cidade é a Pedra do Elefante, uma montanha de cerca de 604m de altitude.
A geologia do município é relativamente acidentada, com muitos morros e colinas, com poucas áreas planas. A cidade se desenvolveu principalmente ao longo do vale do rio Cricaré, mas também se estende para atrás de algumas colinas.
Hidrografia
O rio Cricaré nasce na serra da Safira, em Minas Gerais. Possui uma extensão de 188 quilômetros, 104 deles no Espírito Santo. A pesca, juntamente com a agricultura e a exploração de minerais, como as rochas ornamentais são as principais atividades econômicas. Suas águas são verdes e calmas. Possui uma bela vegetação em sua margem e um belo visual ao entardecer.
Os afluentes mais importantes do Rio Cricaré são o Córrego do Garfo, o Córrego Paulista, o Córrego Todos os Santos, o gracioso Córrego Alegre e o Córrego da Rapadura, na margem esquerda. Na margem direita, Ribeirão de São Francisco, Córrego Perdida, Córrego Guararema, Rio Muniz Freire, Córrego Boa Esperança e Rio Preto.
Clima
Cidade de clima tropical, com temperaturas elevadas de novembro a março, e as chuvas ocorrem no mesmo período. Nos meses de janeiro e dezembro, as chuvas caem com maior intensidade, quando são acompanhadas de fortes raios e trovoadas. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, em operação desde junho de 2008, a menor temperatura registrada em Nova Venécia foi de em 13 de junho de 2010 e a maior atingiu em 2 de janeiro de 2016.
O maior acumulado de precipitação em 24 horas alcançou milímetros (mm) em 19 de dezembro de 2022. Outros acumulados iguais ou superiores a foram: em 13 de março de 2011, em 31 de outubro de 2009, em 6 de dezembro de 2017 e em 1 de março de 2010. A rajada de vento mais forte alcançou () em 12 de março de 2013 e o menor nível de umidade relativa do ar (URA) chegou a 13% em 5 de novembro de 2015.
Vegetação
A vegetação nativa é de Mata Atlântica, que ocorre em trechos isolados, em geral ao pé das montanhas.
Demografia
População: 50.434 habitantes
População e cultura
Nova Venécia é um município com forte influência cultural italiana, atualmente muito valorizada, devido ao fato de nos seus primórdios ela ter sido uma colônia de imigrantes italianos no Estado. Há alguns alimentos típicos, como a polenta, parte da população tem ascendência italiana e alguns preservam seus costumes. Há forte influência também de alguns outros grupos, como pomeranos e alemães (próximo ao município vizinho de Vila Pavão a noroeste) e nordestinos.
Subdivisões
Distritos
Bairros
Nova Venécia tem vários bairros. Entre eles temos: Aeroporto, Altoé, Bomfim, Margareth, Municipal I, Municipal II, Bethânia, Flora Park, Monte Castelo, Coqueiral, Diadema, Padre Giane, Vila Rúbia, São Cristóvão, Filomena, Dom José Dalvid, Bela Vista, Parque Residencial das Flores, Santa Luzia, Beira Rio, Cohab (Ascensão), São Francisco, Iolanda, Nossa Senhora de Fátima dentre outros.
Administração
Prefeito: André Wiler Silva Fagundes (2021)
Vice-prefeito: Paulo Roberto Alves Damaceno (2021)
Assessor de comunicação: Alceir Lopes, Samuel Gomes, David Regis (2021)
Presidente da Câmara: Juarez Oliosi (2017/2018)
Transportes
Nova Venécia é interligada pelas Rodovias ES-130, ES-137, ES-220 e BR-381, todas asfaltadas e em ótimo estado de conservação, que conduzem a capital do Estado do Espírito Santo e ao Estado de Minas Gerais. Existe também um pequeno aeroporto municipal para pequenas aeronaves, situado no Bairro Aeroporto, que recebeu esse nome por causa desse aeroporto.
De 1929 à 1941, Nova Venécia foi a ponta terminal da Estrada de Ferro São Mateus, que cortava e atendia a região. Na época, a ferrovia de 68 km e bitola de 60 cm, tinha como função escoar a produção de madeira e café da região ao porto fluvial de São Mateus, além do transporte local de passageiros, quando Nova Venécia ainda era um núcleo pertencente à atual cidade vizinha.
Obteve vida curta, sendo desativada e erradicada no ano de 1941, tendo seus trilhos e materiais vendidos pelo Governo Estadual. O seu antigo leito ferroviário deu lugar à atual rodovia ES-381 (trecho inicial da BR-381).
Cultura e lazer
Religião
A População Cristã de Nova Venécia atualmente, segundo as últimas amostragens e pesquisas em 2010, tem mais de 35% de Evangélicos, 60% de católicos (tendo São Marcos como Padroeiro) e 5% outras.
Das denominações Evangélicas destacam-se, além da Igreja Católica em maior número, duas igrejas Presbiterianas, Adventista do 7° dia, Assembléia de Deus (Brasil), Igreja Batista, Igreja Congregacional.Tem a Igreja Luterana, uma que fica no Bela Vista chamada "Castelo Forte" e mais duas uma chamada "Concórdia" e a outra "Vida Nova". Além de outras inúmeras denominações pentecostais e a Igreja Cristã Maranata, com forte atuação local. Também há seguidores da Wicca (Coven Filhos de Vênus), da Umbanda, do Candomblé, do Budismo, da Doutrina Espírita, do Ateísmo e do Deísmo.
Expressões Artísticas
A cidade de Nova Venécia, durante os anos 80 e 90 contou com GTNV, Grupo Teatral de Nova Venécia. Nos anos 2000, 2001 e 2002 com o Grupo Lauderdale, inovando a cena com espetáculos grandiosos (Amigo do Livro, Auto da Paixão - O Julgamento Final, Dois Camarões Numa Frigideira...). No final da década de 2000 com o grupo O.FORTE - Oficina de Formação Teatral, dirigido pelo premiado diretor Oscar Ferreira. Desde 2008 o gupo produziu a peça teatral "Pode Ser a Gota D'água" e o auto de natal "Presépio Vivo".
A cultura africana é representada pelo grupo de dança africana "Macambá", e a cultura italiana é representada pelo grupo de dança italiana "Bambini de Tutti Colorie".
Turismo
A Área de Proteção Ambiental da Pedra do Elefante está situada a cerca de 10 km do centro do município, no sentido Nova Venécia a São Gabriel da Palha, medindo 2.562 hectares. O Decreto de sua criação foi publicado no Diário Oficial do Estado, em 2001. Situada em local privilegiado, possuindo um cenário invejável, oferece grande diversidade de atrativos turísticos entre eles destacam-se:
também fazem parte os inúmeros pontos turísticos que presam o capital e a economia do município como o circuito das águas caracterizado por:
Cachoeira do cravo, Pionte, Cachoeira Boa Vista (Córrego da Areia, casarão, casa de pedra, pedra do Elefante (apa), dentre inúmeros outros que fazem parte do turismo deste belíssimo município destacado também como o mais importante produtor de granito brasileira.
Principais pontos turísticos
Fauna e Flora: diversidade de plantas ornamentais, como as orquídeas e animais em fase de extinção: a preguiça de coleira, a onça parda, lagartos e saguis.
Fazenda Santa Rita: na APA, também está localizada a Fazenda Santa Rita a qual é pioneira no sistema cama e café, o qual o turista mediante reserva desfruta de hospedagem e gastronomia típica rural. Nas dependências da Fazenda encontramos um mini-museu, o qual possui objetos referentes a passagem do desbravador Barão de Aimorés pelo município.O Assentamento Córrego Alegre, a 1 km da sede do município, é tido como exemplo nacional de Reforma Agrária que deu certo, sendo este o menor em extensão territorial, produz com abundancia.
Gameleira: Árvore Localizada na base do Santuário Nossa Senhora Mãe dos Peregrinos, possui mais de 15 metros de altura e raízes que ultrapassam 1,80 m de altura. Sua existência ultrapassa os 100 anos de idade.
Pedra da Fortaleza: monumento natural localizado no Distrito de Guararema. A Pedra da Fortaleza com seus 964 metros de altitude é o ponto mais alto de Nova Venécia.
Pedra do Elefante: principal símbolo de Nova Venécia, medindo 604 metros de altitude, é um monumento paisagístico natural, tombado pelo Conselho Estadual de Cultura. Possui uma variedade de atividades turísticas: caminhadas, trilhas ecológicas, trecking, enduros, escaladas, dentre outros, movimentando um enorme fluxo de turistas.
Santuário Nossa Senhora Mãe dos Peregrinos: é erguido sobre uma rocha com traços arquitetônicos simples, tendo a capela pertencente a comunidade veneciana, atraindo fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana de todo o Estado.
Esporte
Dentre os esportes praticados estão: o motociclismo off road com trilhas pela região da Pedra do Elefante em geral pelo Elefante Trail Clube, com a edição anual do Enduro do Elefante, Trekking, e futebol representado pelo Veneciano que chegou a disputar algumas edições do Campeonato Capixaba de Futebol mas encontra-se desativado da mesma forma que o Leão de São Marcos o seu arqui-rival. Desde 2021, a cidade conta um novo clube para torcer: o Nova Venécia Futebol Clube que estreou no profissional ao disputar o Campeonato Capixaba Série B 2021.
Outro esporte muito praticado é o cicloturismo, ou MTB, possui grande quantidade de adeptos que se aproveitam das trilhas e estradas de chão nos arredores da cidade.
Nova Venécia é a cidade natal do futebolista Richarlison, que atuou pela Seleção Brasileira na Copa de 2022.
Associações
AABB - Associação Atlética do Banco do Brasil S/A
Colina Country Club
Lions Club de Nova Venécia
AVECI - Associação Veneciana de Cultura Italiana
Elefante Trail Clube
Ver também
Lista de municípios do Espírito Santo
Lista de municípios do Brasil
Bibliografia
Ligações externas
Fundações no Espírito Santo na década de 1950 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Caçador é um município brasileiro pertencente ao estado de Santa Catarina. Sua sede está localizada na foz do rio Caçador e próximo a nascente do rio do Peixe, a uma média de de altitude. Conta com uma população estimada em 80.017 no ano de 2021 pelo IBGE. Caçador é o município mais populoso da Região Metropolitana do Contestado, o 17º de Santa Catarina e o 420º do Brasil. Estendendo-se por uma área de , Caçador detém o título de capital industrial do meio-oeste catarinense.
História
Da pré-história ao descobrimento
Vestígios encontrados na região remetem a elementos das antigas tradições Taquara, Umbu e Humaitá.
Entre estes encontram-se artefatos de pedra como facas, raspadores, pontas de projéteis, furadores, zoólitos (estátuas de pedra assumindo formas animais) e até mesmo estatuetas antropomórficas.
No século XVI, quando da chegada dos primeiros portugueses ao litoral de Santa Catarina, a região próxima do entroncamento dos rios Caçador e do Peixe era habitada por nativos das etnias caingangue e xokleng.
Os primeiros moradores
Na história do município encontra-se registrado como primeiro morador Francisco Correia de Mello.
Este veio de Campos Novos e estabeleceu-se com sua família às margens do rio Caçador em 1881.
A Francisco Correia de Mello, seguiu-se em 1887 Pedro Ribeiro e, quatro anos mais tarde, Tomás Gonçalves Padilha, que chegou até o rio 15 de novembro.
O nome Caçador, de acordo com a tradição local, foi dado por Correia de Melo, em referência à abundância de caça na região.
Conflito de fronteiras e a estrada de ferro
A atual região oeste dos estados de Santa Catarina e do Paraná era reivindicada pela Argentina,
supostamente com base no Tratado de Madrid, de 1750. O presidente estadunidense Grover Cleveland, escolhido para arbitrar a questão, deu laudo inteiramente favorável ao Brasil em 5 de fevereiro de 1895, após analisar valiosa documentação reunida por José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco.
Delimitada a fronteira Brasil - Argentina no Tratado de 1898, o governo da então jovem República do Brasil, para firmar a posse de suas novas terras, leva a cabo os planos para uma ligação ferroviária entre os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul e ao Uruguai pelo interior.
Os estados brasileiros de Santa Catarina e do Paraná passaram a disputar a região, cujo coração ficava na atual Caçador.
Em 1910, quando da chegada das turmas de construção do trecho Porto União - Marcelino Ramos da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande à região, a divisa entre os estados de Santa Catarina e do Paraná passava pelo rio do Peixe. Rio Caçador era o nome da estação ferroviária original, localizada no km 133 deste trecho à margem esquerda do rio do Peixe, em território catarinense.
Com a chegada dos trilhos e o tráfego dos primeiros trens, a região de Caçador foi integrada em definitivo ao resto do território brasileiro. Não tardou e, em um movimento de imigração interna, novos moradores, vindos de cidades vizinhas e, principalmente, das colônias italianas do Rio Grande do Sul, passaram a intensificar a colonização de Caçador.
Estes novos moradores tinham em sua maioria ascendência europeia, com uma dominância de italianos, alemães e eslavos, mas havia também muitos sírio-libaneses.
Um número significante de pessoas, integrantes das turmas de construção da estrada de ferro, não retornou a suas regiões de origem, vindo a estabelecer-se também nas incipientes aglomerações urbanas ao redor das estações ao longo da ferrovia em toda a região.
Nesta época Caçador fazia parte do distrito de Rio das Antas, município de Campos Novos.
Rio das Antas era um núcleo de colonização planejado pela Brazil Railway Company, para o qual vieram muitos colonos teuto-brasileiros oriundos do litoral de Santa Catarina.
A Guerra do Contestado e outros acontecimentos
Junto aos trilhos chegaram à região também a ganância e a exploração.
A contestação da doação das terras ao longo da estrada-de-ferro, feita, às custas dos agricultores que as habitavam, pelo jovem governo republicano do Brasil aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company, junto à pífia presença do poder público na região e ao fanatismo religioso, resultou num conflito armado conhecido como Guerra do Contestado.
Entre outubro de 1912 a agosto de 1916, a guerra civil destruiu quase tudo o que havia de mais ou menos organizado na região, com incêndios de lugarejos inteiros.
Em janeiro de 1914, durante a campanha do Contestado, o exército brasileiro construiu, junto à estação ferroviária homônima, o Campo de Aviação de Rio Caçador. Este serviria de apoio aos voos de reconhecimento sobre as posições dos revoltosos e na regulação do tiro da Artilharia. Os aviadores eram Ricardo Kirk, 1º Tenente e comandante da operação, e Ernesto Darioli, aviador civil.
Com o acordo de limites entre Santa Catarina e o Paraná em 1917, teve início um período de paz e a população pode reiniciar suas atividades. Em 1918 foi instalada a primeira agência postal, onde já existia um posto de rendas estaduais. Somente em 9 de janeiro de 1923 é que Rio Caçador foi elevado a distrito, ainda subordinado ao município de Campos Novos. As terras à direita do rio do Peixe, pertencentes ao município de Porto União, foram elevadas em 1928 a distrito, com o nome de Santelmo. Neste mesmo ano, ao 1° de outubro, o casal Dante e Albina Mosconi, preocupados com a inexistência de centros de ensino à população na região, fundou o Ginásio Municipal Aurora e o Instituto Comercial Catarinense. Em 1929 foi aberta a estrada Caçador - Curitibanos, impulsionando ainda mais o desenvolvimento da região, com a chegada de mais imigrantes e a instalação de novas serrarias.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1932, Rio Caçador passou a figurar como distrito do município de Curitibanos.
Em consequência do crescimento da população e de sua pujança econômica, Rio Caçador foi elevado a município em 22 de fevereiro de 1934, com território desmembrado de Campos Novos, Cruzeiro (atual Joaçaba), Curitibanos e Porto União.
A instalação do município deu-se, com a posse do primeiro prefeito, Leônidas Coelho de Sousa, em 25 de março de 1934. Ainda no mesmo ano, em 25 de maio, foram criados os distritos de Caçador (sede municipal), São Luis, Taquara Verde, Rio Preto e Rio das Antas. A comarca de Caçador foi criada pelo decreto estadual 698, de 5 de novembro de 1934 e instalada em 26 de janeiro de 1935, sendo o seu primeiro juiz de Direito, Osmundo Wanderley da Nóbrega.
O brasão do município foi instituído em 1966 e representa a etnia, origem, cultura e tradição da população caçadorense.
Geografia
Com uma área de , Caçador está localizada no Alto-Vale do Rio do Peixe, meio-oeste de Santa Catarina, integrando a região Metropolitana do Contestado.
O território do município limita-se ao norte com Calmon e General Carneiro (PR), ao sul com Rio das Antas e Videira, ao leste com Lebon Régis e ao oeste com Água Doce e Macieira.
Sua altitude média é de , estando o ponto culminante do território municipal a de altitude (Elevação de Rio Verde) e o ponto mais baixo a acima do nível do mar.
Hidrografia
O território do município é rico em recursos hidro-minerais, situando-se em sua totalidade sobre o Aquífero Guarani.
É banhado por vários rios, dentre os principais o que deu o nome à cidade, Caçador, e os do Peixe, Castelhano, XV de Novembro, Jangada, Preto, São Pedro e Veado.
Clima
A cidade possui clima temperado subtropical úmido (Classificação climática de Köppen-Geiger Cfb). Entre 1977 e 2004 foram registrados temperatura média anual de 16,3 °C e precipitação acumulada média anual de 1716mm.
Os verões são quentes e úmidos, com máximas de temperatura e precipitação em janeiro. Os invernos são frios, menos úmidos que os verões, alternando períodos chuvosos (mês de junho) e secos (meses de julho e agosto). O frio é mais intenso durante os meses junho e julho e nos períodos secos do inverno, o clima, apesar do frio, é considerado agradável. Nas últimas duas semanas do mês de maio ocorre o fenômeno conhecido popularmente como "Veranito de Maio", caracterizado por repentina elevação das temperaturas em pleno outono.
Em Caçador registrou-se oficialmente a menor temperatura já ocorrida no território brasileiro: , em . Outros registros oficiais incluem temperaturas mínimas extremas de e de , respectivamente e de .
Geadas ocorrem frequentemente de abril a setembro, com 1271 ocorrências registradas entre 1942 e 2006.
A queda de neve é mais rara, com apenas 20 ocorrências registradas durante o mesmo período. A última ocorrência sendo em julho de 2013.
Economia
A economia de Caçador desenvolveu-se através da extração e industrialização da madeira, num primeiro momento retirada das florestas centenárias de araucária e imbuia da região e, posteriormente, quando da exaustão destas, de reflorestamentos com pinus elliottii. Hoje o município conta com algumas das maiores empresas no ramo madeireiro do sul do país.
A agricultura emerge como nova opção de geração de divisas, com destaque para os hortifrutigranjeiros, sendo o tomate a maior fruta plantada no município.
Caçador já foi considerada a maior produtora de tomates do sul do Brasil e também possui muitas indústrias como as de plástico, fios de cobre, metalúrgicas e, por último, o ramo do transportes com a Reunidas.
Nos últimos anos a cidade vem atraindo a atenção de grandes empresários, tendo recebido grandes investimentos, tanto em setores industriais, de transportes e comerciais, sedo que somente a empresa Guararapes com sede em Palmas (PR), uma das maiores produtoras de MDF da América Latina, investiu mais de 330 milhões na ampliação do seu parque fabril no município.
Para o setor comercial grandes promessas se aplicam ao município, sendo que muitas já começaram a se realizar desde o ano de 2018, onde a rede Passarela de supermercados com sede em Concórdia (SC), inaugurou no município o seu primeiro atacado, o Via Atacadista com mais de 6 mil m² e 11 milhões em investimento, sendo o maior do Meio-Oeste catarinense. A antiga massa falida Sulca, foi comprada pelo grupo SuperPão, que tem sua sede em Guarapuava (PR), em um dos edifícios do terreno será instalado a nova rodoviária municipal em parceria com a prefeitura, no restante da propriedade o grupo planeja investir mais de 50 milhões, construindo, além de mais um supermercado da rede, um grande centro comercial, com lojas, salas de cinema, praça de alimentação, etc. Com todos esses investimentos, Caçador superou o crescimento do estado pelo terceiro ano seguido, chegando a 8,99% em arrecadação do ICMS no ano de 2017, 2,6% a mais que o próprio estado.
A cidade possui uma grande força no quesito de empresas de transportes rodoviários, contando com mais de 10 empresas instaladas em seu território, onde muitas possuem influencia nacional, sendo algumas a Alfa Transportes, Transrodace Transportes Rodoviários, Expresso São Miguel e muitas outras.
Muitas franquias também estão se instalando em Caçador, reflexo de investimentos por parte da prefeitura e flexibilização local dos horários do comércio, redes como O Boticario, Chilli Beans, Brasil Cacau, Cacau Show e Bob's são alguns exemplos de franquias que estão aquecendo a economia. Caçador se consolida com o 17º maior PIB do estado, chegando a 2,7 bilhões de reais em 2014, gerando assim um PIB per capita de 35.548 mil reais, ficando em 72º no ranking com os demais municípios do estado.
Meio ambiente
O território do município sedia duas áreas de proteção da natureza, que juntas somam : a reserva florestal Embrapa/Epagri de Caçador, localizada no interior da estação experimental da Epagri; e a floresta nacional de Caçador, no distrito municipal de Taquara Verde, esta última administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A floresta nacional de Caçador contribui, com seus reflorestamentos de araucária, para a preservação desta espécie única, símbolo de toda a região e que, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), encontra-se em perigo crítico de extinção.
Desde 2016, Caçador conta com o plano do Parque Linear, quem dará continuidade ao já existente Parque Central José Rossi Adami. No início de 2019, tem se início o projeto que prevê a construção de um parque que margeá todo o Rio do Peixe na área urbana do município. Um dos pilares desse novo projeto é a Recuperação Ambiental, pois com o passar dos anos as redondezas da linha férrea e do próprio rio foram sendo degradadas pela presença de pessoas em situações de risco. Com a intervenção da prefeitura, foi realizado a retirada dessas famílias, podendo assim dar início as obras que contara com a implantação de pistas de caminha em meio a natureza, ciclofaixas, novas ruas e com a plantação de árvores nativas da região.
Atrações turísticas
Parque Central José Rossi Adami
O Parque Central foi inaugurado no ano de 2009, ele fica instalado próximo ao Museu do Contestado e da Rodoviária. É um espaço amplo, para jovens, adultos e crianças se divertirem. Vale até fazer um piquenique e conhecer um pouco da história do município, através dos monumentos lá instalados.
Proporciona uma vista e fotos incríveis no pôr do sol e durante o outono, quando as árvores ficam douradas e contrastam com as demais cores. Para se exercitar é possível fazer caminhas e corridas, jogar basquete, futebol de areia, beach tênis, jogar bocha, passear com os animais e andar de bicicleta. Além disso, é palco de diversos eventos, festas, encontros, e ações do município.
Catedral São Francisco de Assis
A Paróquia São Francisco de Assis, inicialmente denominada Paróquia São Francisco de Assis de Rio Caçador, foi criada em 1 de janeiro de 1934, pelo Bispo de Lages, Dom Daniel Hostin, desmembrada das freguesias de Campos Novos, Curitibanos e Porto União. Foi atendida pelos padres de São Francisco de Sales, que permaneceram aqui até fevereiro de 1981. A construção da atual catedral teve início em março de 1938. Em 1940, precisamente no dia 6 de outubro, foi abençoada a pedra fundamental desta catedral, embora a construção já estivesse na altura das janelas. As obras iniciadas em 1938 só foram concluídas em 1959 (21 anos depois), quando no dia 18 de outubro, com o acabamento da pintura, foi inaugurada. E a partir de 1969 com a criação da Diocese de Caçador. O arquiteto da obra foi o Sr. Dante Mosconi. O responsável pela obra foi o espanhol Francisco Quintas Perez e o espanhol Celestino Roig Artigas foi o autor e realizador do projeto de decoração e pintura. A decoração foi feita em gesso.
O relógio:
Possui 04 mostradores de 1,40 metros de diâmetro. Os pesos que movimentam seu maquinismo tem em 230 kg, sendo esse o que move a máquina e 75 kg o que bate as horas. O martelo que bate as horas pesa 8,5 quilos. O pêndulo que regula a marcha da máquina pesa 12,5 kg. A corda do relógio dura 08 dias, e os pesos são levantados por meio de uma manivela.
Ponte Antonio Bortolon
É um dos principais pontos turísticos de Caçador. Construída originalmente em 1924, esta foi a primeira ponte sobre o rio do Peixe, vindo a ligar o então distrito de Rio Caçador ao Santelmo, na época subordinado ao município de Porto União. A ponte, toda em madeira, era coberta com tabuinhas de imbuia, uma das características da arquitetura colonial italiana.
Antonio Bortolon, um imigrante vindo de Solagna, uma comuna italiana da província Vicenza, região do Vêneto, foi o responsável pelo projeto da ponte. Bortolon, baseando-se apenas em suas memórias, desenhou-a à imagem da Ponte degli Alpini. Esta encontra-se em Bassano del Grappa, outra comuna da província de Vicenza. A ponte, segundo a associação Veneti nel Mondo, apesar de ter apenas o equivalente à metade do seu comprimento, assemelha-se muito à Ponte degli Alpini.
Infelizmente a construção original foi destruída em 1983, arrastada pelas enchentes que assolaram o município. Contudo, no início dos anos 1990, uma réplica foi construída no mesmo local e continua sendo utilizada até o presente por pedestres e veículos na travessia do rio do Peixe.
Floresta Nacional de Caçador
Na Reserva Florestal Embrapa/Epagri de Caçador encontrava-se o maior cedro vivo de Santa Catarina, com idade que poderia chegar aos 1000 anos, 30 metros de altura, 3,6 metros de diâmetro e 7,8 metros de circunferência.
Outra atração superlativa da reserva é a maior araucária do mundo, com 40 metros de altura, 7,7 metros de circunferência, 2,45 metros de diâmetro e idade estimada variando entre 600 e 900 anos. A Floresta Nacional de Caçador, localizada a 24 quilômetros do centro, no distrito de Taquara Verde, possui o maior reflorestamento de araucária do mundo e conta com infraestrutura que pode ser usada pelo visitante.
Caçador possui muitas outras áreas abertas à convivência pública, entre estas pode-se citar a praça Vereador Rodolfo Nickel, localizada na vila Paraíso, popularmente conhecida como Praça da Imbuia, esta abriga o Monumento à Madeira: o tronco de uma imbuia milenar, originária das florestas que no passado renderam o título de Capital Brasileira da Madeira ao município.
Museu Histórico da Região do Contestado
O Museu Histórico e Antropológico da Região do Contestado é dedicado ao resgate e à preservação da memória da Guerra do Contestado.
Em seu acervo encontra-se extensa documentação sobre o conflito e sobre o movimento messiânico do início do na região.
Além disso, o museu detém em sua exposição permanente artefatos arqueológico-antropológicos que remontam ao período pré-cabralino e colonial da História do Brasil na Região do Contestado.
O edifício Achilles Stenghel, que abriga o museu, é uma réplica da primeira estação ferroviária, Rio Caçador. Como o original, é quase todo construído de madeira. Uma composição de dois vagões com uma locomotiva a vapor Baldwin, ano 1907, encontra-se estacionada na plataforma de embarque reconstruída junto ao edífico do museu.
O prédio da antiga estação ferroviária Caçador-nova abriga o Auditório da Fundação Municipal de Cultura de Caçador. A antiga bilheteria da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC) ainda encontra-se no local.
Antiga Chaminé
A Chaminé, como é conhecida, é mantida no município graças ao seu proprietário, Domingos Brusco. A construção antiga, hoje ponto turístico local, é mantida intacta, tal como a preservação histórica que representa para Caçador. O monumento que representa a dinâmica de uma serraria, foi construído na década de 40, sem data precisa de sua fundação.
Segundo o historiador Julio Corrente, a Chaminé fez parte da indústria dos Irmãos Reichmann. Pioneira em Santa Catarina como produtora de palitos de dentes e de sorvetes, produzia ainda embalagens em caixas, já que na época, a atividade era uma das mais rentáveis no Município. Naquela época para carregar qualquer equipamento era em caixa de madeira.Desde que foi construída a Chaminé mantém sua estrutura inicial de 40 metros de altura, aonde se fazia a queima da locomóvel. Ainda conforme Corrente, a história deste monumento é reconhecido como marco da indústria madeireira de Caçador, tanto pela área turística quanto à estética. O historiador ressalta a preservação da Chaminé, que passou a ter seu potencial turístico aproveitado nos últimos anos. Este é um marco da potencialidade que existe em Caçador.
Ponte do Amor
Foi construída nos anos 40, tornou-se popular em Caçador e recebeu diversos nomes. Além de servir de acesso à comunidade local - a Passarela, Ponte em Arco, Ponte da Beira Rio, e até mesmo, Ponte dos Bombeiros - é conhecida pelo seu romantismo até hoje. Dona de uma arquitetura diferenciada, típica na Europa medieval, ela faz parte dos pontos turísticos da cidade. Apresentava-se em estado degradável até a Prefeitura fazer sua total reforma, mudando inclusive seu nome para Ponte do amor. Tornou-se um local romântico para os casais que ali passam declarem seus sentimentos. Além das palavras de amor os casais podem fazer lindas fotos e amarrar as fitinhas, nas placas localizadas nas cabeceiras da ponte. As fitinhas podem ser encontradas no Museu do Contestado.
Infraestrutura
Segurança
Caçador sedia o 15º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina (15º BPMSC), que conta com um efetivo de 130 policiais e 40 viaturas. O 15º BPMSC divide-se em 3 companhias e um grupamento de polícia militar ambiental. Este é responsável pela segurança rural da região, abrangendo, além de Caçador, os municípios de Rio das Antas, Videira, Fraiburgo, Monte Carlo, Calmon, Macieira, Tangará e Ibiam.
O 4º Corpo de Bombeiros Voluntários de Caçador, com um efetivo de 115 bombeiros, dos quais 80% são voluntários, atua nas áreas de combate a incêndios, atendimento pré hospitalar e resgates diversos. A corporação conta com a escola de formação de bombeiros mirins e aspirantes com jovens de 10 a 18 anos de idade. A sua frota é composta por 16 viaturas.
O Tiro de Guerra 05-006, há mais de 80 anos na cidade, tem em seu efetivo apenas um militar, o chefe de instrução, e 50 recrutas reservistas.
Transporte
Transporte coletivo municipal
Possui sistema de transporte municipal (não integrado), sem terminal, operado pela Auto Coletivo Caçador Ltda..
Transporte coletivo intermunicipal
O Terminal Rodoviário Comendador Selvino Caramori, fica localizado na rua Luiz Caramori, Centro.
As empresas que operam atualmente são: Reunidas S.A. Transportes Coletivos, Real Transporte e Turismo S.A., Planalto Transportes Ltda., Viação Ouro e Prata S.A, Unesul de Transportes Ltda..
Transporte aéreo
Caçador é servida pelo Aeroporto Municipal Carlos Alberto da Costa Neves (CFC). Este está equipado com tecnologia que permite pousos e decolagens também no período noturno. O município está incluído em rotas aéreas regionais desde novembro de 2007. Atualmente, voos regulares de segunda a sexta-feira ligam o município à Curitiba, Erechim, Joaçaba, Passo Fundo, Porto Alegre, e São Paulo (Congonhas).
Transporte ferroviário
O território do município é cortado pelo trecho Porto União-Marcelino Ramos da Linha Itararé-Uruguai, que constituía a linha-tronco da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC).
Com a conclusão, em 1969, do Tronco Principal Sul e a ligação do Rio Grande do Sul ao Paraná e São Paulo através de Rio Negro, Mafra, Lages e Vacaria, o trecho Porto União-Marcelino Ramos teve sua importância econômica fortemente reduzida.
Em 13 de dezembro de 1996, os direitos de exploração comercial da rede ferroviária dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram concedidos a uma empresa privada.
Pouco tempo após, o tráfego de trens ao longo do trecho passando por Caçador, assim como a sua manutenção, praticamente cessaram.
O trecho é utilizado, em ocasiões cada vez mais raras, apenas por trens turísticos e de capina química. Em setembro de 2009 a Procuradoria da República em Santa Catarina buscou junto à concessionária informacões sobre a possibilidade de reativar a Ferrovia do Contestado. A concessionária manifestou-se positivamente a respeito, porém lembrou da falta de demanda pelo serviço de transporte ferroviário na região. Contudo, uma outra explicação para a falta de demanda é o fato desta estar reprimida pela inexistência da oferta do serviço já desde a privatização do trecho da ferrovia nos anos 1990.
O território do município, quando de sua instalação em em 25 de março de 1934, compreendia as seguintes estações ferroviárias: Presidente Penna, Adolfo Konder, Caçador (antiga Rio Caçador), Coronel Tibúrcio Cavalcanti, Rio das Antas, Princesa Isabel e Rio das Pedras.
A estação ferroviária Rio Caçador, ao redor da qual o município desenvolveu-se, foi inaugurada ao primeiro de maio de 1910. Porém, quando da inauguração da mesma, a ferrovia ainda estava sem os trilhos. O prédio da estação era todo de madeira. Com a emancipação do distrito de Rio Caçador de Curitibanos em 1934, a estação foi rebatizada como Caçador.
No ano de 1941, o prédio original de madeira foi completamente destruído durante um incêndio e, um ano depois, substituído pela moderna Caçador-Nova.
Caçador-Nova, construída em concreto armado, continua existindo até os dias de hoje. A estação ferroviária servia tanto ao transporte de mercadorias quanto o de pessoas. O trem de longa-distância São Paulo-Montevideo parava em Caçador entre os anos 1943 e 1954.
Com a privatização da rede ferroviária dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul o tráfego de trens passando por Caçador cessou, tendo como consequência o fechamento de Caçador-Nova. Em 2008, Caçador-Nova foi restaurada e o edifício abriga atualmente um centro cultural.
Eventos
Aniversário do município
Realizada durante os dias: 23, 24 e 25 de março, Caçador conta com uma super-festa. A programação conta ainda com shows de artistas locais e nacionais, atrações culturais, esportivas e de lazer, brinquedos em geral, exposições, ampla praça de alimentação e tirolesa. Realizada antigamente no Parque das Araucárias, hoje se realiza no Parque Central, com entrada gratuita para todas as pessoas e idades.
Expo Caçador
Através da iniciativa da Prefeitura, Associação Empresarial (ACIC), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação das Micro e Pequenas Empresas (AMPE) e Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), é realizado a cada ano a ExpoCaçador. O evento, que acontece no Parque das Araucárias, conta com shows nacionais para toda a população e tem exposições do comércio, indústria, agropecuária e prestação de serviços, visando reunir toda a região e que dessa foram atrai grandes investimentos para o município.
Encontro de Carros Antigos
Realizado pela Associação de Carros Antigos de Caçador, sempre no mês de Abril sendo que sua data em especifico fica para os dias no final do mês. Já está em sua 13º edição e é realizada no Parque Central, onde apresenta carros e motos de décadas anteriores para a população em geral, entrada franca.
SEAD
Seminário Regional de Administração - SEAD é um evento realizado pela UNIARP - Universidade Alto Vale do Rio do Peixe anualmente em parceria com diversas instituições de Caçador com a intenção de disseminar teorias e conhecimentos correntes relacionados às ciências e práticas da Administração, entre estudantes das áreas de ciências sociais aplicadas, dirigentes de empresas, e lideranças de classe. Conta com palestrantes do mais alto nível profissional no Brasil, desde grandes empresários a juízes da Lava Jato. Normalmente acontece no mês de setembro a cada ano.
Instituições presentes
Associação dos Amigos da Música - AMIMU - Instituição cultural
Caçador Atlético Clube - Clube esportivo
Corpo de Bombeiros Voluntários - Equipe de resgate e combate a incêndios
Colégio Bom Jesus Aurora - Unidade de ensino presente no sul e sudeste do país
11º Grupo de Escoteiros Pindorama
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC)
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Serviço Social da Indústria - Área de atividades do SESI
Sociedade Esportiva Kindermann - Equipe de Futsal e Futebol destaque no Brasil
Universidade Alto Vale do Rio do Peixe - Ensino superior
Galeria de fotos
Ver também
Lista de municípios de Santa Catarina por data de criação
Lista de municípios de Santa Catarina por população
Ligações externas
Fundações em Santa Catarina em 1934 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A cultura omani está enraizada na religião islâmica. A região do Omã desenvolveu a sua própria variedade do islamismo, conhecida como ibadismo; outras vertentes da religião, no entanto, como o sunismo e o xiismo, também são praticadas. Sendo assim, o mês islâmico do jejum, o Ramadã e outras festas e feriados islâmicos estão entre os eventos mais importantes da cultura do país.
Roupa nacional
Para os homens a roupa nacional é um manto sem gola, que tem mangas compridas e chega até o tornozelo, chamado de dishdasha. Normalmente sua cor é branca, embora cores como marrom, lilás e até negro possam ser usadas. Existem diversos acessórios que podem ser combinados com ela, como o muzzar (espécie de turbante), o assa (bengala ou cajado usado unicamente em ocasiões formais) e o khanjar. O khanjar é uma adaga curva cerimonial, vestida na cintura durante ocasiões formais, e descrita como um símbolo importante da elegância masculina.
Já para as mulheres a roupa nacional é composta de um vestido que cobre calças típicas (sirwal), e uma cobertura na cabeça (lihaf). Normalmente usam cores muito variadas e vibranes. As mulheres omanis também usam tradicionalmente um tipo de sapato com salto de plataforma, embora as gerações atuais já optem por sandálias. O corte das roupas varia de acordo com a região, assim como as cores, os bordados e os materiais usados. As mulheres também complementam suas vestimentas com joias de ouro e cosméticos variados.
O dhow
Na qualidade de uma nação de navegantes, um símbolo importante para o Omã é o dhow. Estas embarcações a vela vêm sendo usadas por séculos ao longo do litoral da península Arábica, da Índia e da África Oriental, principalmente para o comércio. O primeiro registro do uso do dhow por omanis foi no século VIII indica que eles teriam até mesmo chegado à China.
Atualmente o dhow é usado não só para o comércio, mas também no turismo e na pesca, e pode ser visto por toda a costa do Omã. Os principais portos, como Sohar, Sur, Salalah e Mascate, mantêm uma grande frota de dhows; Sur, em especial, é um centro fabricante da embarcação.
Comida omani
A comida omani geralmente é muito simples, e utiliza diversas especiarias e marinadas para completar os pratos, que consistem geralmente de frango, peixe e carneiro. Ao contrário da maior parte dos outros países da Ásia, a comida do Omã não é picante, e varia muito de região para região. As refeições cotidianas geralmente apresentam ingredientes como arroz, sopas, saladas, curry e verduras e legumes frescos. Como sobremesa consome-se muito um tipo de doce chamado halwa, servido antes do kahwa - o café omani, muito popular e tido como um símbolo de hospitalidade. Outras bebidas populares são o laban (espécie de leite salgado) e variações do iogurte.
Em ocasiões festivas certos pratos são preparados, especialmente relacionados às tradições islâmicas. No caso do mês sagrado do Ramadã, por exemplo, certos pratos só são preparados neste período.
Ver também
Cultura dos países árabes | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
A Alpendurada foi até ao liberalismo sede do couto de Alpendurada, que incluía também a freguesia de Várzea do Douro. De acordo com o censo de 1801 contava 1350 habitantes em 14 km². Foi integrado no extinto concelho de Benviver. Alpendurada faz hoje parte da vila de Alpendurada e Matos, do município do Marco de Canaveses.
Faz parte deste município e parte integrante da sua Paróquia o grupo de Jovens de Alpendurada e Matos com o nome "Pronúncia Jovem". É um grupo que trabalha em prol da paróquia sendo também um grupo Bíblico e Franciscano. Pertence ao movimento nacional de jovens "Jobifran - Jovens Bíblico Franciscanos" desde Fevereiro de 2015.
Personalidades ilustres
Barão de Alpendurada, Visconde de Alpendurada e Conde de Alpendurada
Antigos municípios do distrito do Porto
Antigas freguesias de Marco de Canaveses | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Reia (), na mitologia grega, era uma titânide, filha de Urano e de Gaia. Na mitologia romana é identificada como Cibele, a Magna Mater.
Os doze titãs, filhos de Urano e Gaia, eram Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Teia, Reia, Têmis, Mnemosine, a coroada de ouro Febe e a amada Tétis e Cronos.
Irmã e esposa de Cronos, gerou nesta ordem, segundo Pseudo-Apolodoro, Hera (a mais velha), seguida de Deméter e Héstia, seguidas de Hades e Posídon; o próximo a nascer, Zeus, foi escondido por Reia em Creta, que deu uma pedra para Cronos comer. Higino enumera os filhos de Saturno e Ops como Vesta, Ceres, Juno, Júpiter, Plutão e Netuno, ele também relata uma versão alternativa da lenda, em que Saturno encerra Orco no Tártaro e Netuno em baixo do mar, em vez de comê-los.
Por ser mãe de cinco dos treze deuses do Olimpo, é conhecida como Mãe dos Deuses.
É uma deusa relacionada com a fertilidade; isso acarreta uma relação errônea com a deusa Cibele; que é a Mãe Terra original da Ásia Menor, e tardiamente adaptada a mitologia romana.
Devido a um oráculo de Urano, que profetizara que Cronos seria destronado por um dos filhos, este passou a engolir todos os filhos assim que nasciam. Reia decidiu que isto não ocorreria com o sexto filho. Assim, quando Zeus nasceu, Reia escondeu-o numa caverna no Monte Ida em Creta ao cuidado dos assistentes curetes posteriormente sacerdotes e, no lugar do filho, deu a Cronos uma pedra enrolada em panos. Cronos engoliu-a, pensando ser o filho. Há diversas versões sobre quem criou Zeus. Algumas relatam que ele foi criado por Gaia; outras, por uma ninfa (Adamanteia ou Cinosura); segundo uma outra versão, foi nutrido por uma cabra (Amalteia); há outra versão, que Amalteia é ninfa e possuía a cabra Aix que cedeu leite a Zeus recém-nascido. Ao atingir a idade adulta, Zeus destronou o pai, forçou-o a vomitar os irmãos e assumiu o Olimpo.
Seguindo a ascensão do filho Zeus ao status de rei dos deuses, ela contestou uma parte do mundo e acabou refugiando-se nas montanhas, onde cercou-se de criaturas selvagens. Geralmente, é associada a leões ou a uma biga puxada por leões.
Na Ásia Menor, era conhecida como uma deusa terrestre, sendo adorada com ritos orgíacos. O nome significa "fluxo", aparentemente em referência à menstruação feminina, e "reconforto", talvez em referência aos partos fáceis.
Árvore Genealógica
Titãs (mitologia)
Deusas-mãe
Deusas da terra
Deusas da fertilidade
Deidades dos animais | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Séculos: Século XI - Século XII - Século XIII
Décadas: 1100 1110 1120 - 1130 - 1140 1150 1160
Anos: 1130 - 1131 - 1132 - 1133 - 1134 - 1135 - 1136 - 1137 - 1138 - 1139 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Meluco é uma vila de moçambicana que ocupa uma área de 5.799 km2, sede do distrito homónimo, na província de Cabo Delgado.
Vilas de Moçambique | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Maués é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas. Pertencente à Mesorregião do Centro Amazonense e Microrregião de Parintins, sua população é de habitantes, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021. A cidade é reconhecida nacionalmente por possuir uma das maiores expectativas de vida do Brasil.
História
Na margem direita do Rio Maués-Açu foi fundada, em 1798, por Luiz Pereira da Cruz e José Rodrigues Preto, à distância de 268 km, em linha reta, e 356 km, pela via fluvial, de Manaus, e são datas festivas municipais em homenagem à São Sebastião (10 a 20 de janeiro), ao Divino Espírito Santo (22 a 30 de maio), à São Pedro (27 a 30 de junho), à padroeira Nossa Senhora da Conceição (01 a 8 de dezembro), assim como a Festa do Carnaval Popular (21 a 24 de fevereiro), do aniversário do município (26 a 27 de junho), da Ilha de Vera Cruz (23 a 25 de julho), do Verão (de 05 a 7 de setembro), da Feira Industrial (06 a 8 de novembro), e do Guaraná (em novembro).
Inicialmente, foi denominada Luséa, e progredindo com o tempo transformou-se em missão carmelita, com nome de Maués. O líder, nessa época, foi o frei Joaquim de Santa Luzia. Por um decreto de 25 de junho de 1833 a missão foi considerada vila, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição de Luséa.
Em 1853, pela lei nº 25 de 3 de dezembro, da iniciativa do Deputado Marcos Antônio Rodrigues de Souza, a vila tornou-se cidade, chamada São Marcos de Mundurucânia.
Consta como uma das freguesias da província, denominada Maués, em 1858
O Deputado José Bernardo Michiles, em 1865, apresentou projeto, tendo sido aprovado, pela mudança do nome de Maués para Conceição.
Enfim, já na República, em 1895, pela lei nº 133 de 5 de outubro, a localidade torna-se Comarca. E em 4 de maio de 1896 é considerado município pelo novo regime jurídico, com o nome de Maués, pela lei nº 137.
Geografia
Clima
As temperaturas máximas chegam a 35° e as mínimas em média a 22° O clima é equatorial Af, na classificação de Köppen-Geiger.
Vegetação
A vegetação do município está classificada como Floresta tropical densa.
Distritos
Maués
Osório da Fonseca
Repartimento
Bairros
Maresia
Mário Negreiros da Fonseca
Mirante do Éden
Ramalho Júnior
Donga Michiles
Santa Luzia
Santa Tereza
Senador José Esteves I e II
Centro
São Domingos
Esperança
são Lazaro
Economia
A economia do município gira, principalmente, em torno do guaraná. O município exporta cerca de 300 toneladas por ano. O município também produz em pequena escala outras culturas como, avicultura, pecuária e pescado, que também têm impacto significativo na economia.
Cultura e cidadania
Carnaval
Demografia
Compilação de dados demográficos acerca da edilidade:
Área do município(km²): 40 163,80
População total rural: 18 857
População total urbana: 21 179
Taxa de urbanização em 2000: 52,90%
Densidade demográfica em 2000(hab/km²): 1
Altitude da sede do município: 25m
Total de domicílios em 2000: 7 162
Microrregião geográfica a qual pertence: Parintins
Participação da agropecuária no PIB total: 12,60%
Participação da indústria no PIB: 8,30%
Participação do comércio no PIB: 3,90%
Participação do setor serviços no PIB: 75,30%
Índice de Desenvolvimento Humano: 0,69
Total de escolas para o ensino fundamental: 141
Total de escolas para o ensino médio: 6
Total de matrículas no ensino fundamental: 11 496
Total de matrículas no ensino médio: 1 450
População acima de quinze anos, analfabeta, em 2000: 15,39%
Número de unidades de atendimento médico: 34
Percentual de domicílios com banheiro ou sanitário e fossa séptica em 2000: 23,20%
Percentual de domicílios com banheiro ou sanitário e rede geral em 2000: 0,17%
Percentual de domicílios com banheiro ou sanitário em 2000: 90,28%
Percentual de domicílios com acesso à rede geral de abastecimento de água: 53,31%
Percentual de domicílios com acesso a água por meio de poço ou nascentes: 5,50%
Percentual de domicílios com acesso ao serviço de coleta de lixo em 2000: 43,54%
Eleitores: 24 305
Fontes: SNIU (Sistema Nacional de Indicadores Urbanos) / IBGE / IPEA / PNUD / TRE - AM
Religião
Fonte: IBGE 2000 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).
Fundações no Amazonas em 1896 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Toledo () é um município da Espanha na província de Toledo, comunidade autónoma de Castela-Mancha. Tem de área e em tinha habitantes ().
História
O primeiro assentamento permanente conhecido na cidade de Toledo é uma série de fortes (muralhas) celtibéricos. Um dos primeiros assentamentos estava localizado no Cerro del Bu ( numa colina na margem esquerda do rio Tejo), onde foram obtidos inúmeros vestígios nas escavações, o que pode ser visto no actual Museu - Hospital de Santa Cruz em Toledo.
O aço de Toledo, conhecido por ser incrivelmente duro e tecnologicamente avançado na época, era trabalhado tradicionalmente desde cerca de e chamou a atenção dos romanos quando foi usado por Aníbal nas Guerras Púnicas no Logo, tornou-se uma fonte padrão de armamento para as legiões romanas.
O aço toledano era famoso pela sua liga de alta qualidade, a Hispânia era conhecida desde o , por causa da alta qualidade de espadas de todos os tamanhos e armaduras provenientes desta região (além de outros utensílios), em desenho e ergonomia. Modelos como a Falcata Ibérica (uma espada curta) ou a Gládio Hispanense (uma espada curta romana) foram usados por cartagineses e romanos desde os tempos da Segunda Guerra Púnica (séculos II e ).
Em , depois de grande resistência, Marco Fúlvio Nobilior conquistou a cidade. Os romanos reconstruíram-na e renomearam como Toleto (Toletum) na província de Carpetânia. A cidade desenvolveu uma importante indústria de ferro e passou a exportar para todo o Império Romano e, também passaram a cunhar moedas. A área onde a cidade foi colonizada sofreu um profundo processo de romanização, como evidenciado pelos inúmeros restos de vilas romanas, especialmente nas margens do Tejo.
Os romanos deixaram muitos vestígios em Toledo, principalmente na arquitectura e infra-estruturas da cidade como um imponente aqueduto, dos quais apenas as fundações foram preservadas em ambos os lados do Tejo, estradas e pontes que existem até hoje, um circo, templos, teatros, um anfiteatro, igrejas antigas, moradias e muitos outros. Há muitos outros vestígios, apesar de terem sido dados como desaparecidos.
Após as primeiras incursões germânicas no , as antigas muralhas foram reconstruídas para fins defensivos; no entanto, em 411 a cidade foi conquistada pelos alanos, graças à sua impressionante arte da guerra, que por sua vez foram derrotados pelos visigodos em 418. Depois de ter derrotado o seu adversário , Atanagildo estabeleceu a sua côrte na cidade e mais tarde com Leovigildo, tornou-se capital do reino e arcebispado hispano-visigodo, que adquiriu grande importância religiosa e civil (como evidenciado pelos Conselhos de Toledo) e cultural. Muito perto de Toledo, na cidade de Guadamur, Tesouros, conjunto excepcional de coroas dos reis visigodos foram encontrados.
Toledo foi a capital da Hispânia visigótica, desde o reinado de Leovigildo, até a conquista moura da Península Ibérica no .
Entre 714 e 715 foi conquistada por Tárique e submetidos ao domínio muçulmano. Os árabes chamaram-na de Tulaytula (árabe طليطلة ). Durante o Califado de Córdoba , Toledo foi centro de tensão étnica e religiosa, além de muitas revoltas que envolviam todo o centro-sul da Península Ibérica. A esmagadora maioria de população católica (cerca de 95% - 99% da população da região) em Toledo tornou-se fonte de preocupação constante para os governantes islâmicos, os mais temidos eram os camponeses de fé cristã ou pagã e, durante o emirado de , explodiu uma grande revolta em toda região em volta de Toledo. O emir enviou o oscense Muladi Amrus ibne Iúçufe (chamado Amorroz em crônicas Cristãs) para subjugar a região incluindo partes onde hoje são as modernas províncias espanholas de Cidade Real, Cuenca e Albacete, usando um truque cruel. Este é o caso conhecido como o dia do poço. Amrus organizou um banquete no palácio do governador e convidou para comer na principal cidade. Às portas da residência, fez uma aposta de carrascos, quando os convidados chegaram, eles cortaram o pescoço, os corpos foram jogados em uma vala (daí o nome pelo qual é conhecido episódio). No entanto, houve novas rebeliões em 811 e em 829, depois de sua morte. Outra grande revolta estourou em Julho de 932 e se estendeu até 939 durante o governo de , exatamente na mesma região onde hoje é a comunidade autônoma de Castela-Mancha, de Cuenca a Cidade Real modernos, e foi necessário um cerco de três ou quatro anos para recuperar.
Após a decomposição do Califado de Córdoba em 1035, tornou-se capital do Taifa de Toledo, no entanto, seu taifa teve que pagar párias aos reis de Castela para manter o moribundo domínio maometano.
Finalmente em 25 de maio de 1085, Afonso VI de Castela reocupou Toledo e estabeleceu controle direto sobre a cidade e também região majoritariamente cristã e nativa que havia se rebelado contra o governo islâmico. Este foi o primeiro passo concreto do reino de Leão e Castela na chamada Reconquista. Toledo também passou a ser a capital do Reino de Castela para enfrentar melhor os sarracenos oriundos do norte de África e extremo sul da Península, substituindo Burgos que até então era capital desde 1031. Foram construídas nova muralhas, mais sofisticadas do que as antigas.
Entre 1085 e 1100, a população de Toledo se tornou homogênea etnicamente e culturalmente, antes, cerca de 5% da população toledana era composto de muçulmanos e judeus. As populações indígenas de religião cristã e pagã foram bastante maltratadas pelo governo islâmico, com impostos abusivos, tentativas de conversão forçada, servidão (em alguns casos escravidão), e privilegiando muçulmanos e judeus, mas quando Castela reconquistou a região, esses dois grupos passaram a ser perseguidos. Por volta do ano 1300, um grupo de judeus chegou à cidade, mas foram expulsos novamente em 1492.
Em 1162 a cidade foi conquistada pelo rei , durante o período turbulento de . O Rei Leonês nomeado Fernando Rodríguez de Castro "o castelhano ", membro da Casa de Castro, governador da cidade. A cidade de Toledo permaneceu na posse de Leão até 1166, quando foi recuperada pelos castelhanos.
Durante a guerra civil castelhana, Toledo lutou ao lado de Pedro I, e depois de sofrer um longo cerco, foi tomada em janeiro de 1369. Ao longo da Idade Média, a cidade foi crescendo, especialmente a partir do .
Desde tempos pre-romanos, Toledo era famosa por sua produção de aço, especialmente espadas e armaduras, e a cidade ainda é um centro de manufatura de facas e pequenas ferramentas de aço. Após mudar a corte de Toledo para Madrid em 1561, a cidade entrou em lento declínio, do qual nunca se recuperou.
Nos últimos anos da Idade Média, a rainha ampliou a cidade, e na Catedral de Toledo os reis católicos proclamaram Joana como herdeira à coroa espanhola em 1502, a Espanha se tornava o primeiro Estado oficialmente unificado. A participação ativa na unificação do primeiro Estado moderno da Europa e do Mundo foi na presença dos nobres castelhanos, especialmente os aristocratas da família Álvarez de Toledo. Isabel tinha construído em Toledo o Mosteiro de San Juan de los Reyes, para comemorar a batalha de Toro e ser enterrada lá com o marido, mas, depois decidiu enterrar-se na segunda cidade, onde seus restos mortais hoje descansam.
Foi uma das primeiras cidades que aderiram à revolta das Comunidades em 1520, com líderes comunitários como Pedro Laso de la Vega e Juan de Padilla. Após a derrota na Batalha de Villalar, plebeus toledanos liderados por Maria Pacheco, viúva de Padilla, foram os mais resistentes aos projetos de Carlos I, até a sua rendição em 1522. Toledo se tornou uma das sedes do Tribunal do Império.
Toledo perdeu muito de seu peso político e social na segunda metade do . A ruína da indústria têxtil acentuou o declínio da cidade, embora mantivesse a sua importância como centro de poder eclesiástico.
Artes e cultura
Cervantes descreveu Toledo como a "glória da Espanha". A parte antiga da cidade está situada no topo de uma montanha, cercada em três lados por uma curva no rio Tejo, e tem muitos sítios históricos, incluindo o Alcázar, a catedral (a igreja primaz da Espanha), e o Zocodover, seu mercado central. Do ao XVI cerca de trinta sínodos aconteceram em Toledo. O primeiro foi no ano 400. No sínodo de 589 o rei visigótico Recaredo declarou sua conversão; no sínodo de 633, conduzido pelo enciclopedista Isidoro de Sevilha, decretou a uniformidade da liturgia em todo o reino visigótico e tomou medidas restritivas contra judeus batizados que recaíssem em sua antiga fé. O concílio de 681 assegurou ao arcebispo de Toledo a primazia no reino da Espanha. O último concílio que ocorreu em Toledo, entre 1582 e 1583, foi conduzido em detalhes por Filipe II de Espanha.
A parte do , Toledo tinha uma considerável comunidade judia, até que eles foram expulsos da Espanha em 1492; a cidade tem importantes monumentos religiosos, como a Sinagoga de Santa María la Blanca, a sinagoga de El Tránsito, e a mesquita de Cristo de la Luz.
No Toledo era um importante centro cultural sob o domínio de , cuja alcunha era "o Sábio" por seu amor ao conhecimento. A escola de tradutores de Toledo tornou disponíveis grandes trabalhos acadêmicos e filosóficos produzidos em árabe e hebraico (que eram originalmente do grego) ao traduzi-los para o latim.
A catedral é notável por sua incorporação de luz, e nada é mais notável que as imagens por trás do altar, bastante altas, com figuras fantásticas em estuque, pinturas, peças em bronze, e múltiplas tonalidades de mármore, uma obra-prima medieval. A cidade foi local de residência de El Greco no final de sua vida, e é tema de muitas de suas pinturas, incluindo O Enterro do Conde de Orgaz, exibido na Igreja de Santo Tomé. É uma das três catedrais góticas (estilo francês) espanholas do , sede da Arquidiocese de Toledo, sendo considerada a obra magna desse estilo no país.
Nas artes culinárias, destacam-se as chamadas carcamusas, que consistem em carne de porco estufada com tomate.
Mulheres de Toledo
Juana de Castela
A representação das mulheres como indivíduos inferiores foi fortemente transmitida por muitos anos. A imagem de dependente, frágil, impotente, era realmente acreditada, gerando tratamentos injustamente diferenciados.
Graças ao movimento feminista, idealizado por volta dos anos 60, foi possível iniciar uma desmarginalização, possibilitando um lugar de fala mais respeitado, o direito ao voto, o controle sobre seu corpo e a proteção por leis. A origem desse importante movimento veio ao longo dos anos por meio de várias figuras femininas fortes, que lutaram por momentos de opressão em suas histórias.
Na cidade de Toledo na Espanha, podemos citar Juana de Castela, considerada símbolo feminino importante. Filha da Rainha Isabel I de Castela e Fernando II, Juana foi denominada como “Juana la loca” após sofrer por uma conspiração política masculina quando sucedeu o trono de Castela depois da morte de sua mãe.
Tudo começou quando casou-se com o arquiduque da Áustria, Felipe, o Belo, como estratégia dos reis católicos para cercar a monarquia francesa, em que Juana foi apenas uma “peça desse jogo”. Com a morte de sua mãe, Isabel I, em 26 de novembro de 1504, seu testamento determinou que Juana seria a herdeira do trono. No entanto, por haver especulações sobre a saúde mental da futura rainha, foi declarado que caso Juana não fosse capaz de reinar, Fernando II, seu pai, exerceria a regência. Então, a teoria de muitos estudiosos é que a “loucura” de Juana foi exclusivamente criada para não levá-la ao poder e, logo, Fernando assumir. Apesar de ter continuado como Rainha de Castela, seu pai juntamente com seu filho Carlos I foram regentes até morrerem. Logo, Juana foi rainha apenas em nome, morrendo dia 12 de abril de 1555 após ficar confinada por 50 anos em um castelo.
María del Carmen – A Primeira de Muitas.
María del Carmen Martínez Sancho (nascida na cidade de Toledo, em 8 de julho de 1901- Malaga, 15 de outubro de 1995), filha de José Martinez e Emilia Sancho, faz parte da longa lista de mulheres históricas de Toledo, mesmo tendo todo o preconceito da sociedade contra ela, tornou-se memorável e digna de muito reconhecimento, sendo motivo de orgulho para todas aquelas que buscavam seu merecido espaço na área das exatas. É marcante principalmente por ter se tornado a primeira mulher do país a obter um doutorado em matemática, passado a ser considerada como a pioneira da disciplina para as espanholas.
Teve uma longa trajetória acadêmica. Depois de seus estudos primários, foi para o Instituto Cardenal Cisneiros de Madrid. Posteriormente, cursou na Faculdade de Ciencias de la Universidad Central, local onde seu potencial para as exatas foi notado. A partir disso, seu desempenho foi dedicado nessa área, graduou-se professora de ensino médio, participou de um instituto que favorecia a agregação de mulheres professoras, (Instituto Femenino Infanta Beatriz de Madrid) - o que por si só mostra seu empenho em gerar abertura para outras em sua profissão-, e chegou até a ganhar uma licença de dois meses para ter a oportunidade de levar alguns de seus alunos a uma viagem educacional na Alemanha.
Depois de muito trabalho, esforço e uma década de dedicação, em 1928, Carmen Martínez obteve seu doutorado, tornando-se a primeira doutora da matéria na Espanha, marcando a história da nação e de sua cidade, e abrindo portas para diversas outras mulheres que desejavam ascender no mundo acadêmico. Por isso, ela é importante e merece ser valorizada, nascida na cidade de Toledo, deve ser reconhecida por todo o mundo.
Santa Cacilda de Toledo
Santa Cacilda de Toledo foi uma princesa muçulmana que viveu aproximadamente entre os anos 950 e 1007, em Toledo. Era filha de um dos primeiros reis de Toledo, Ismaíl al-Záfir, de quem se dizia que era intolerante com os cristãos, trancando-os em masmorras, onde ficavam dias sem alimento, até a morte.
Diz a lenda que, ao descobrir o que se passava nas masmorras, a princesa passa a visitar os “prisioneiros” e levar comida todos os dias durante as noites numa cesta coberta com um pano. Com o tempo, seu pai foi sabendo do que estava acontecendo e quis ver com seus próprios olhos o que sua filha fazia, vigiando disfarçadamente suas saídas. Numa determinada noite, Ismaíl al-Záfir se esconde atrás de uma coluna no caminho, e enquanto está passando ele de repente sai de seu esconderijo e a aborda perguntando o que estava carregando em sua cesta. A Santa sem saber o que fazer diz estar levando flores, e quando seu pai levanta o manto, a cesta estava cheia delas. O rei, envergonhado, deixa sua filha prosseguir, e quando chega às masmorras que retira o manto, vê que a cesta estava carregada de pães.
Um tempo depois, a princesa se encontrou muito doente, e, em um sonho, foi avisada de que recuperaria a saúde se fosse a Burgos, onde não só se banhou nas águas como também foi batizada lá. Santa Cacilda ergueu, em agradecimento a Deus pelo livramento da doença, uma pequena casa perto do lago de seu batismo. Pelos milagres atribuídos a Santa, seu culto se espalhou pela Espanha. Não se sabe ao certo a causa de sua morte, mas no dia 9 de abril é comemorada sua festa.
Demografia
Cultura
Museu Sefardita de Toledo
Gastronomia
Um dos pratos emblemáticos de Toledo, Capital Espanhola da Gastronomia 2016, são as carcamusas: guisado de carne magra de porco com molho de tomate e ervilhas, com um pouco de molho quente.
Literatura
Dom Quixote e o capítulo toledano
Em suas obras, Miguel de Cervantes Saavedra (dramaturgo, poeta e autor precursor do realismo espanhol, que viveu entre os anos de 1517 e 1616) sempre prestou admiração à Toledo, mas foi o capítulo IX de seu romance Dom Quixote de La Mancha em que o autor se dedicou na íntegra para homenagear a cidade, onde Toledo aparece como o cenário em que foram descobertos os manuscritos de Cide Hamete Benengeli (historiador fictício criado por Miguel de Cervantes, que diz ser o “verdadeiro autor” da maior parte da obra). O escritor também alegou que a história do engenhoso fidalgo nasceu em Toledo.
O capítulo retrata os mais diversos cenários da época medieval da cidade. Inicia-se no Alcaná de Toledo, o coração comercial e populoso do local. Foi, nesse local, revelado ao narrador de Dom Quixote, por meio de um contato com um menino que vendia “uns papéis velhos” - que eram na verdade os manuscritos de Cide Hamete Benengeli -, a história do engenhoso fidalgo. Em seguida, o ícone mais emblemático de Toledo também foi incluído: a Catedral Primada, um ponto de relevância do romance por ter sido o lugar onde os manuscritos foram traduzidos.
Outros locais da cidade são mencionados posteriormente na narrativa, como por exemplo a praça Zocodover, a praça Tendillas, as Ventillas e o Núncio Antigo, encerrando assim a homenagem de Cervantes à cidade a qual sempre teve apreço.
Dom Quixote de La Mancha foi publicada no ano de 1605 e então considerada o primeiro best-seller da história, além de ter se tornado o segundo livro mais traduzido no mundo, estando atrás somente da Bíblia.
Garcilaso de La Vega
Garcilaso de la Vega, um dos maiores expoentes da Idade de Ouro espanhola, nasceu em Toledo por volta do ano 1496 e morreu em Nice em 1536. Desde a sua educação nobre, esteve envolvido na política castelhana desde muito jovem. Ele pertencia a uma família nobre e ingressou na corte do Imperador Carlos I ainda novo. Em suas expedições como cavaleiro real, Garcilaso escrevia suas obras.
Participou de várias batalhas, tanto militares como políticas. Supõe-se que toda a obra deste excelente poeta, que inclui quarenta sonetos e sete versos espanhóis, foi escrita entre os anos 1526 e 1535. Quase uma década após sua morte, seus escritos foram publicados pela primeira vez, sem gozar de sua espaço próprio, no livro intitulado". As obras de Boscán com alguns de Garcilaso de la Vega". Embora não haja evidências de que seu lado artístico já era conhecido antes desta edição, dado seu talento incomensurável e a inovação que impulsionou seus versos, isso é bastante provável.
Dentre muitas, aqui está uma poesia sua:Señora mía, si yo de vos ausente
Señora mía, si yo de vos ausente
en esta vida duro y no me muero,
paréceme que ofendo a lo que os quiero,
y al bien de que gozaba en ser presente.
Tras éste luego siento otro accidente,
que es ver que si de vida desespero
yo pierdo cuanto bien de vos espero,
y así ando en lo que siento diferente.
En esta diferencia mis sentidos
están en vuestra ausencia y en porfía,
no sé ya qué hacerme en mal tamaño.
Nunca entre sí los veo sino reñidos;
de tal arte pelean noche y día,
que sólo se conciertan en mi daño.Santa Teresa de Jesus
Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus) nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515, e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim que, quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires a ponto de ter combinado fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu graças à vigilância dos pais.
Com finalidade didática, os manuais de história da literatura e os estudiosos de Santa Teresa dividem sua produção literária em duas seções: os livros autobiográficos (mais ligados à sua atividade de reformadora e às suas experiências místicas pessoais), por um lado; de outro, as obras mais propriamente ascéticas e místicas, embora as características se misturem em ambas (nos livros autobiográficos apontam para momentos ascético-místicos, e vice-versa, os mais doutrinais não estão isentos do componente biográfico). Os livros autobiográficos de Santa Teresa de Jesus são o Livro da Vida, o Livro das Fundações e o Livro das Relações, aos quais se acrescenta o volume que compõe as suas Cartas. O segundo grupo, o dos livros doutrinários, é constituído pelo Caminho da Perfeição e pelo Castelo Interior ou Las Moradas. À parte estaria a consideração de outras obras menores e sua poesia.
As principais características do estilo literário de Santa Teresa de Jesús são a simplicidade e a sinceridade. Sua prosa é escrita em espanhol coloquial; mal retoca seus escritos, que sempre têm uma aparência de espontaneidade, de prosa escrita com grande facilidade. Sua prosa é, na verdade, uma prosa ascética, simples, sem adornos, apresentando a aparente negligência da prosa falada. Em suma, seu estilo se destaca pela expressividade, graça e delicadeza, que são excepcionais. As obras de Teresa, escritas com fins didáticos, estão entre as mais notáveis da literatura mística da Igreja Católica:
A "Autobiografia", escrita antes de 1567 sob a direção de seu confessor, fr. Pedro Ibáñez.
"O Caminho da Perfeição" (El Camino de Perfección), também escrito sob a direção de Ibáñez;
"Meditações sobre o Cântico do Cânticos" (1567), escrita para suas "filhas" do Carmelo.
"O Castelo Interior" (El Castillo Interior; 1577), na qual compara a alma contemplativa a um castelo com sete sucessivas cortes (ou câmaras) interiores, análogas aos sete céus.
"Relações" (Relaciones), uma extensão de sua autobiografia relatando suas experiências internas e externas na forma de epístolas.
Duas obras menores: "Conceitos de Amor" (Conceptos del Amor) e "Exclamações" (Exclamaciones).
Além destas, há também "As Cartas (Las Cartas; Saragossa, 1671), as correspondências de Teresa, da qual restaram 342 cartas completas e fragmentos de outras 87. A prosa de Teresa é marcada de uma graça sem afetações, de esmerada ornamentação e de um encantador poder expressivo, qualidades que a colocam no primeiro escalão da literatura espanhola.
Finalmente, seus raros poemas estão reunidos em "Todas as Poesias" ("Todas las poesías", Munster, 1854) e se distinguem pela ternura e pelo ritmo.
O poema moderno "Vós Sois as Mãos de Cristo", embora seja amplamente atribuído a Teresa, não aparece em suas obras.
Autores do Século de Ouro
Os grandes autores da Idade de Ouro Espanhola foram:
Miguel de Cervantesː Escritor de Dom Quixote, bem como romances exemplares e outras formas de narrativa que seriam centrais e fundamentais para a literatura mundial da Europa.
São João da Cruz: João da Cruz nasceu Juan de Yepes y Álvarez numa família de conversos (descendentes de muçulmanos ou judeus convertidos ao cristianismo) em Fontiveros, perto de Ávila, uma cidade de aproximadamente 2 000 habitantes na época. Na noite de 2 de dezembro de 1577, um grupo de carmelitas contrários às reformas invadiram a casa de João em Ávila e o prenderam. Ele havia recebido ordens de alguns superiores contrários às suas ideias a deixar Ávila e voltar para sua casa original, mas ele se recusou alegando que seu trabalho havia sido aprovado pelo núncio espanhol, uma autoridade superior, o que resultou em sua prisão. Ele foi levado para um mosteiro em Toledo, que era, na época, o mosteiro carmelita mais importante em Castela, abrigando provavelmente uns 40 frades. João foi acusado de desobedecer às ordens de Placência e, apesar de seus argumentos, acabou sendo condenado à prisão. Encarcerado no mosteiro, João foi mantido sob um regime brutal que incluía uma surra de chicote em público ao menos uma vez por semana e um isolamento completo numa cela minúscula (3m x 2m) que mal abrigava seu corpo. Com exceção das raras ocasiões nas quais recebia permissão para utilizar uma lamparina, João era obrigado a subir num banco para conseguir ler seu breviário utilizando a luz que escapava do cômodo vizinho através de um buraco na parede. Ele não podia trocar de roupas e era alimentado apenas com pão, água e restos de peixe salgado. Foi neste período que João compôs grande parte de seu famoso poema "Cântico Espiritual" (além de outros menores) em papel fornecido por um outro frade que era encarregado de vigiar sua cela. João finalmente conseguiu escapar nove meses depois, em 15 de agosto de 1578, através de uma pequena janela que existia na cela vizinha depois de conseguir soltar as dobradiças da porta de sua cela. João da Cruz é amplamente considerado como um dos principais poetas da língua espanhola. Apesar de seus poemas contarem com menos de 2 500 versos, dois deles - o "Cântico Espiritual" e "A Noite Escura da Alma" - são considerados obras-primas da poesia espanhola, tanto do ponto de vista estilístico formal quanto por seu rico simbolismo. Suas obras teológicas são majoritariamente comentários sobre estes poemas. Todas as suas obras forma escritas entre 1578 e sua morte em 1591, o que resultou numa grande consistência de ideias apresentadas neles. Poeta místico, religioso de profissão, reformador da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo e da Ordem dos Carmelitas Descalços. Desde 1952 é o padroeiro dos poetas de língua espanhola.
Cidades durante a Idade de Ouro
Durante a Idade de Ouro, as cidades espanholas mais importantes, palco de florescimento artístico e cultural, foram Sevilha, Madrid, Toledo, Valência, Valladolid e Saragoça.
Artesanato
A história e cultura da cidade de Toledo não são os únicos pontos reconhecidos como importantes patrimônios do local, há também um imprescindível e, além de tudo, renomado artesanato. Essa parcela do patrimônio de Toledo é representada principalmente pela produção de espadas artesanais e obras damasquinadas de grandiosa qualidade.
DAMASQUINADO
A origem das artes damasquinadas, que consiste em incrustar fios de ouro ou prata em peças de metal feitas de aço ou ferro, como: jóias, armaduras, pratos, espadas e até sepulturas, vem desde o tempo dos egípcios, gregos e romanos, ganhando força principalmente no oriente, com o povo de Damasco. Chegou à Toledo quando os árabes dominaram a região onde é a Espanha. Contudo, Toledo é um dos poucos locais no mundo que fabrica esse tipo de arte manual.
ESPADAS
Outra prática de suma importância para a cidade de Toledo é a exímia produção de espadas. Durante séculos, as espadas toledanas tiveram participação crucial na história das grandes batalhas espanholas em território europeu, trazendo a eles grandes e importantes vitórias, uma vez que a qualidade destas espadas eram inigualáveis. Entretanto, foi no século XV que essas espadas ganharam fama e os grandes exércitos buscavam esta produção com esse punhal; que por ser agregada detalhes de ouro e prata. Além disso enfeitavam seus metais com ouro e prata, que assim ficaram conhecido damasquinado.
Em 1760, o então rei Carlos III (1716-1788) faz uma visita à cidade em que culminou na retificação do documento de palomares em 1772, conferindo um grande prestígio para a renomada Fábrica de Espadas de Toledo, criada em 1761 por sua própria ordem. Tal local, caracteriza-se por apresentar um dos conjuntos de arquitetura industrial mais bem preservados e de maior qualidade realizados na Espanha nos últimos séculos.
A Fábrica começou a funcionar em 1761 na antiga Casa da Moeda de Toledo, permitindo o funcionamento das forjas, o armazenamento de materiais e a saída de produtos. No início, foram fabricados três tipos de espadas: a Cavalaria, os Dragões e a Infantaria. Em 1996 foi fechada, pois tornou-se obsoleta, e em 1998, o Ministério da Defesa vendeu o terreno e os edifícios da Fábrica de Armas à Câmara Municipal, desse modo, o terreno foi cedido para uso da Universidad de Castilla-La Mancha em seu campus de Toledo.
Ao longo dos anos muitos mitos se espalharam a respeito da produção destas espadas, o principal está no fato de que muitos dos cidadãos locais acreditam que ao resfriar a arma nas águas do rio Tejo a lâmina ficaria impecável e extremamente resistente, sendo o segredo do forjamento das obras. Acreditando ou não, a única diferença, atualmente, é que as espadas já não servem para lutar. São vendidas aos milhares de turistas que todos os anos visitam Toledo.
Ligações externas
Lendas de Toledo
mitoledo.com
Patrimônio Mundial da UNESCO na Espanha
Municípios da Espanha por nome
Municípios por nome de Castela-Mancha
Localidades da Espanha
Localidades de Castela-Mancha
Localidades de Toledo (província) | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
O movimento hippie foi um comportamento coletivo de contracultura dos anos 1960. Embora tendo uma relativa queda de popularidade nos anos 1970 nos Estados Unidos, a célebre máxima "paz e amor" (em inglês, "peace and love"), que precedeu a expressão "ban the bomb" ("proíbam a bomba"), a qual criticava o uso de armas nucleares. As questões ambientais, a prática de nudismo e a emancipação sexual eram ideias respeitadas recorrentemente por estas comunidades.
Optaram por um modo de vida comunitário, tendendo a uma espécie de Nova Esquerda, a um estilo de vida nômade e à vida em comunhão com a natureza. Negavam o nacionalismo e a Guerra do Vietnã, bem como a maioria das guerras. Abraçavam aspectos de religiões orientais como o budismo e o hinduísmo e do Xamanismo indígena norte-americano. Estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média americana e das economias capitalistas. Enxergavam o patriarcalismo, o militarismo, o poder governamental, as corporações industriais, a massificação, o capitalismo, o autoritarismo e os valores sociais tradicionais como parte de uma instituição única sem legitimidade.
Origens
O termo derivou da palavra em inglês hipster, que designava as pessoas nos Estados Unidos que se envolviam com a cultura negra, como Harry The Hipster Gibson. A eclosão do movimento foi antecedida pela chamada Geração Beat, os beatniks, uma leva de escritores e artistas que assumiram os comportamentos que viriam a ser copiados posteriormente pelos hippies. Com a palavra "beat", John Lennon, transformado em um dos principais porta-vozes pop do movimento hippie, criou o nome da sua banda - The Beatles. Tanto o termo beatnik como o termo hippie assumiram sentido pejorativo para a grande massa norte-americana.
Estilo e comportamento
O símbolo da paz foi desenvolvido na Inglaterra como logotipo para uma campanha pelo contestação iniciaram-se nos Estados Unidos, impulsionados por músicos e artistas em geral. Os hippies defendem o amor livre e a não violência. O lema "Paz e Amor" sintetiza bem a postura política dos hippies, que constituíram um movimento por direitos civis, igualdade e antimilitarismo nos moldes da luta de Gandhi e Martin Luther King, embora não tão organizadamente, mantendo uma postura mais anárquica do que anarquista propriamente, neste sentido.
Como grupo, os hippies tendem a viver em comunidades coletivistas ou de forma nômade, vivendo e produzindo independentemente dos mercados formais. Usam cabelos e barbas mais compridos do que era considerado "elegante" na época do seu surgimento. Muita gente não associada à contracultura da década de 1960 considerava os cabelos compridos uma ofensa, em parte por causa da atitude iconoclasta dos hippies, às vezes por acharem "anti-higiênicos" ou os considerarem "coisa de mulher". Foi quando a peça musical Hair saiu do circuito chamado off-Broadway para um grande teatro da Broadway em 1968 que a contracultura hippie se massificou.
Os Hippies não pararam de fazer protestos contra a Guerra do Vietnã. A massa dos hippies eram soldados que voltaram depois de ter contato com os Indianos e a cultura oriental e que, a partir desse contato, se inspiraram na filosofia oriental para protestarem contra o estilo de vida ocidental. Seu principal símbolo era a figura circular com três intervalos iguais.
Outras características associadas aos hippies
Roupas velhas e naturalmente rasgadas, para ir em oposição ao consumismo, ou então roupas com cores berrantes para fazer apologia à psicodelia, além de diversos outros estilos incomuns (tais como calças boca-de-sino, andar descalços, ou calçando sandálias ou botas, camisas floridas e com cores vivas, roupas de inspiração indiana).
Predileção por certos estilos de música, como rock psicodélico, Mountain, The Beatles, Grateful Dead, Jefferson Airplane, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Quicksilver Messenger Service, The Doors, Pink Floyd, The Kinks, Bob Dylan, Raul Seixas, Neil Young, Mutantes, Zé Ramalho, Secos & Molhados, Made in Brazil e os tropicalistas (Caetano Veloso, Gilberto Gil etc.), Novos Baianos, A Barca do Sol , soft rock como Sonny & Cher e Fleetwood Mac, hard rock como The Who etc. Também apreciavam o Goa Trance, isto, quando hippies viajantes, buscadores espirituais e um sem-número de pessoas ligadas a manifestações de contracultura, munidos de conhecimento técnico de produção de música electrónica e de um puro desejo de curtir e experimentar, desenvolveram, de forma intuitiva, um novo estilo sonoro. Um dos principais fundadores deste movimento foi Goa Gil.
Às vezes, tocar músicas nas casas de amigos ou em festas ao ar livre, como na famosa "Human Be-In" de San Francisco, ou no Festival de Woodstock em 1969. Atualmente, há o chamado Burning Man Festival.
Amor livre e sem distinções.
Ideais de total liberdade não violenta.
Rejeição à produtos industrializados, consumo de produtos artesanais, principalmente na alimentação a opção por produtos naturais e orgânicos.
Vida em comunidades onde todos os ditames do capitalismo são deixados de lado. Por exemplo, todos os moradores exercem uma função dentro da comunidade, as decisões são tomadas em conjunto, normalmente é praticada a agricultura de subsistência e o comércio entre os moradores é realizado através da troca. Existem comunidades hippies espalhadas no mundo inteiro; vivem para a subsistência.
O incenso e meditação são parte integrante da cultura hippie pelo seu caráter simbólico e quase religiosos.
Uso de drogas como maconha, salvia divinorum, haxixe, DMT, LSD, Psilocibina (alcalóide extraído de um cogumelo), Mescalina (Peiote), Ayahuasca, Amanita Muscaria, Datura Stramonium, Brugmansia suaveolens, Atropa belladonna e Ibogaína visando a "liberação da mente", seguindo as ideias dos beats e de Timothy Leary, um psicólogo proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD. Porém muitos consideravam o cigarro feito de tabaco como prejudicial à saúde. O uso da maconha era exaltado também por sua natureza iconoclasta e ilícita, mais do que por seus efeitos psicofarmacêuticos;
Culto ao prazer livre, seja ele físico, sexual ou intelectual.
Repúdio à ganância e à falsidade.
Quanto à participação política, mostravam algum interesse, mas nunca de maneira tradicional. Eram adeptos do pacifismo e, contrários à guerra do Vietnã, participaram de algumas manifestações antiguerra dos anos 1960, não todas, como se acredita. Nos Estados Unidos, pregaram o "poder para o povo". Muitos não se envolvem em qualquer tipo de manifestação política por privilegiarem muito mais o bem estar da alma e do indivíduo, mas assumem uma postura tendente à esquerda, geralmente elevando ideais anarquistas ou socialistas. São contra qualquer tipo de autoritarismo e preocupados com as questões sociais como a discriminação racial, sexual etc.
Raramente são adeptos de muitas inovações tecnológicas, preferindo uma vida distante de prazeres materiais.
Misticismo e Esoterismo.
Legado
Por volta de 1970, muito do estilo hippie se tornou parte da cultura principal, disseminando a sua essência por todas as áreas das sociedades atuais. A liberdade sexual, a não discriminação das minorias, o ambientalismo e o misticismo atual são, em larga medida, produto da contestação hippie.
No entanto, a grande imprensa perdeu seu interesse na subcultura hippie, apesar de muitos hippies terem continuado a manter uma profunda ligação com a mesma. Como os hippies tenderam a evitar publicidade após a era do Verão do Amor e de Woodstock, surgiu um mito popular de que o movimento hippie não mais existia. No entanto, ele continuou a existir em comunidades mundo afora, como andarilhos que acompanhavam suas bandas preferidas, ou às vezes nos interstícios da economia global. Ainda hoje, muitos se encontram em festivais e encontros para celebrar a vida e o amor, como no Peace Fest e nas reuniões da família Rainbow.
No Brasil, existem algumas comunidades hippies espalhadas por praias e comunidades alternativas. Neste contexto, destacam-se a cidade mineira de São Tomé das Letras, o vilarejo Trindade em Parati e Sana (região serrana de Macaé) no Rio de Janeiro, Pirenópolis em Goiás, Trancoso e Arembepe na Bahia etc. No cenário musical, destacam-se o cantor Raul Seixas e a banda Mutantes, que fizeram grande sucesso nos anos 1960 e 1970 e que têm milhares de fãs ainda hoje. Na cena musical contemporânea, destaca-se o cantor Ventania, marcante referência de São Tomé das Letras, Minas Gerais. Ventania tem, em seu repertório, inúmeras obras que falam desde do livre pensar ao desapego material, cultuando a natureza e os ideais hippies. Há, ainda, inúmeros festivais Brasil afora, como o Festival Psicodália, que se realiza anualmente no sul do Brasil, normalmente em Santa Catarina, e que reúne mais de 5 000 pessoas por edição. Em Santa Catarina também destaca-se o vale da utopia na proximidade da Guarda do Embaú espaço natural ao acampamento e vivenciamento da experiência Hippie.
Ver também
Irmãos do Livre Espírito
Bibliografia
MACIEL, Luiz Carlos. Anos 60: Porto Alegre, L&PM, 1987
MACIEL, Luiz Carlos. As Quatro Estações. RJ, Record 2001
ROSZAK, Theodore. A contracultura. RJ, Vozes, 1972
RUBIN, Jerry. DO IT!: Scenarios of the Revolution. NY: Ballantine Books, 1970.
SOUZA, Paulo César. Uma utopia hippie. in: Sem cerimônia, críticas, traduções, projetos. Ba, Oiti, 1999
Ligações externas
Burning Man Festival
O símbolo "Paz e Amor" completa 50 anos
O aspecto do movimento hippie no Brasil, Bahia (Arembepe)
SIXTIES MEMORABILIA
Subculturas musicais
Contracultura da década de 1960
Tribos urbanas
Década de 1960
Cultura das drogas
Palavras, frases e expressões em inglês | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
O rio Minho (na Espanha chamado oficialmente río Miño em e ) é um rio internacional que nasce a uma altitude de 750 m na serra de Meira, na Comunidade Autónoma da Galiza e percorre cerca de 340 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico a sul da localidade da Guarda e a norte de Caminha. Nos últimos 75 quilómetros do seu percurso, entre Melgaço e a foz, o Minho serve de fronteira entre Espanha e Portugal.
Entre a nascente e a foz, o rio Minho passa por Lugo, Ourense, Melgaço, Monção, Tui, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha.
O rio Minho era chamado de Minius ou Baenis pelos antigos historiadores.
Afluentes
Margem direita
Todos os afluentes da margem direita estão em Espanha.
Na Província de Pontevedra: rio Tamuxe (também chamado rio Carballas ou Carballo), rio Pego, rio Cereixo da Briña, Rio Furnia (também chamado Forcadela), rio Louro, rio Tea, rio Caselas, Rio Deva (Pontevedra), rio Ribadil, rio Cea.
Na província de Ourense: rio Avia, rio Barbantiño. Rio Búbal no limite da província de Ourense com a província de Lugo. Na província de Lugo: rio Asma, rio Ferreira, rio Mera, rio Narla, rio Ladra, rio Támoga e rio Anllo.
Margem esquerda
Na margem esquerda há afluentes em Portugal que são os Rio Mouro, Rio Gadanha e Rio Coura e Rio Trancoso, que faz a fronteira com Espanha em Fiães, Cristoval e S. Gregório - Melgaço
Afluentes em Espanha, Rio Deva, Rio Arnoia, Rio Lonia (no concelho de Ourense), rio Sil, rio Sardiñeira, rio Neira, rio Chamoso, Rio Lea (Lugo), Rio Azúmara.
Pesca
A pesca da lampreia vai de janeiro até abril. A atividade decorre em cerca de 35 quilómetros do rio, variando em função da arte utilizada, já que pode ser feita com “lampreeiras”, a bordo de embarcações artesanais, ou com pesqueiras armadas, arte denominada botirão e cabaceira (estruturas antigas, em pedra, existentes no rio).
Ilhas
Existem 14 ilhas em todo o troço do rio Minho partilhado entre Portugal e Espanha, quatro das quais são consideradas como internacionais, não sendo "disputadas" por nenhum dos países. São os casos de Morraceira de Seixas, Morraceira de João de Sá e Varandas, estas mais próximas da freguesia de Lanhelas (Caminha), além da Morraceira, mais próxima da costa espanhola.
Atribuídas a Espanha estão as ilhas Canosa, Morraceira do Grilo, Morraceira das Varandas, Vacariza e Fillaboa. Esta última, com metros quadrados foi adquirida autarquia galega de Salvaterra do Minho a privados.
Consideradas território português no rio Minho são as ilhas dos Amores, Boega, Lenta, em Vila Nova de Cerveira, e as de São Pedro e Conguedo, em Valença. A ilha de Ínsua situa-se ao largo de Caminha.
Cultura
O rio Minho era o viveiro mais importante na cria de peixes da Península Ibérica até meados do . Estragado por represamentos e poluição das águas, ficou convertido em uma sucessão de barragens. A riqueza natural dava emprego a cerca de três mil pescadores .
Salmões, sáveis, lampreias, enguias, solhas, bogas, escalos..., a variedade de peixes do Minho era grande. Com diferentes modos de pesca para satisfazer o consumo alimentar, como pesqueiras, com boitirão e cabaceira, além de algerife no arrasto, estacadas, tresmalho, redes de um pano, chumbeira, nassas, palangres e canas. Peixes destinados ao consumo local e à exportação, que chegou ao Brasil a finais do .
Pesca realizada desde embarcações, como o carocho e a masseira. Também navegaram pelo rio Minho barcaças de carga, vapores entre Valença e Caminha na metade do , e baixeis, pinaças, navios e naus na Idade Média, em tempos dos ativos portos de Tui e Valença.
Pesqueiras
As pesqueiras são estruturas antigas em pedra, umas milenares e outras centenárias, que são habilidosos sistemas de muros construídos a partir das margens, que se assumem como barreiras à passagem do peixe, que se via assim obrigado a fugir pelas pequenas aberturas através das quais, coagido pela força da corrente das águas, acabando por ser apanhado em engenhosas armadilhas.
O rio Minho concentra, nas duas margens, só no troço de 37 quilómetros, entre Monção e Melgaço, cerca de 900 pesqueiras, “engenhosas armadilhas” da lampreia, do sável, da truta, do salmão ou da savelha.
Das 900 pesqueiras, em Portugal estão ativas 160 e, do lado espanhol, cerca de 90.
Desde a foz, em Caminha, até Melgaço, o peixe vence mais de 60 quilómetros, numa viagem de luta contra a corrente que termina, para alguns exemplares, em “autênticas fortalezas” construídas a partir das margens, “armadas” com o botirão e a cabaceira, as “artes” permitidas para a captura das diferentes espécies.
A Direção-Geral do Património Cultural inscreveu das pesqueiras do rio Minho no Inventário Nacional do Património Imaterial em Novembro de 2022. A classificação também ocorrerá na Galiza através de um processo autónomo.
Paisagem Cultural da Unesco
Em 2015 foi iniciado o processo de candidatura do estuário do rio Minho a Paisagem Cultural da Unesco pelas câmaras de Caminha e A Guarda.
Amêijoa-asiática
Os últimos 40 quilómetros do rio Minho estão colonizados pela amêijoa-asiática (Corbicula fluminea). A amêijoa adaptou-se às condições e ocupou o espaço, quase eliminando outras espécies. Foi detectada pela primeira vez no rio Minho em 1989. Antes disso, já tinha chegado ao Tejo, talvez à boleia em navios de transporte.
Ver também
Aquamuseu do Rio Minho
Ligações externas
Observação de aves no estuário do rio Minho
Documentário de 1985 da RTP sobre o Rio Minho
Fronteira Espanha–Portugal
Sítios de Importância Comunitária em Portugal | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Jamboree On The Internet (Jamboree na internet), conhecido pelo acrónimo JOTI, é um evento escoteiro que ocorre todos os anos, na segunda semana de outubro. Os participantes, através de meios de Chat do mundo inteiro, podem contactar outros escoteiros através da internet. Isto proporciona aos jovens um meio de aprender sobre o escotismo e a cultura de outros países. O evento ocorre no terceiro fim de semana de Outubro, em conjunto com o JOTA.
Como funciona o JOTI no Brasil?
A atividade é uma grande gincana virtual, conhecida como Scout Joti Challenge (SJC), e reúne lobinhos e lobinhas, escoteiros e escoteiras, seniores e guias, pioneiros e pioneiras de todo o mundo para o desafio de 48h de tarefas e muita produção audiovisual.
O SJC foi totalmente idealizado por brasileiros, e desde 2011 rompeu as barreiras do país para cair no gosto dos estrangeiros. No ano passado foram 36.000 inscritos, organizados em mais de 1500 bases, com representantes de todos os estados brasileiros e o Distrito Federal.
A atual equipe coordenadora do SJC é composta por adultos voluntários do movimento escoteiro.
Ver também
Escutismo
Bandeirantismo
Radioamadorismo
Jamboree
Escotismo | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Séculos: Século X - Século XI - Século XII
Décadas: 1060 1070 1080 - 1090 - 1100 1110 1120
Anos: 1090 - 1091 - 1092 - 1093 - 1094 - 1095 - 1096 - 1097 - 1098 - 1099 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Séculos: Século XIV - Século XV - Século XVI
Décadas: 1440 1450 1460 - 1470 - 1480 1490 1500
Anos: 1470 - 1471 - 1472 - 1473 - 1474 - 1475 - 1476 - 1477 - 1478 - 1479 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Pevidém é uma vila que corresponde territorialmente à freguesia de São Jorge de Selho do município de Guimarães. Os habitantes desta vila usam o gentílico de "pevidenses". Pevidém foi elevada à categoria de vila em 21 de Junho de 1995.
Localiza-se na região do Norte do país, sub-região do Ave e distrito de Braga, na que foi em tempo a província do Minho, mais concretamente no Baixo Minho.
Em termo de distância, Pevidém fica a 5 km da cidade de Guimarães, a cerca de 50 km da costa e da cidade do Porto e a cerca de 20 km da cidade Braga.
Pevidém está no centro de uma das maiores manchas industriais do país. Localizada no Vale do Ave, Pevidém é uma vila altamente industrializada onde a têxtil, tal como em toda a região, é a principal indústria.
Património
Casa de Portela
Casa do Fundo de Vila
Igreja de São Miguel do Paraíso
Capela de São Brás
Igreja Matriz de São Jorge
Casa Primo Miguel (Papaia com pevide)
Casa Manuel Luciano (Cabeças de baixo)
Ligações externas
Vilas de Portugal
Guimarães | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Séculos: Século XVII - Século XVIII - Século XIX
Décadas: 1730 1740 1750 - 1760 - 1770 1780 1790
Anos: 1760 - 1761 - 1762 - 1763 - 1764 - 1765 - 1766 - 1767 - 1768 - 1769 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Séculos: Século X - Século XI - Século XII
Décadas: 1020 1030 1040 - 1050 - 1060 1070 1080
Anos: 1050 - 1051 - 1052 - 1053 - 1054 - 1055 - 1056 - 1057 - 1058 - 1059 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Séculos: Século XIII - Século XIV - Século XV
Décadas: 1310 1320 1330 - 1340 - 1350 1360 1370
Anos: 1340 - 1341 - 1342 - 1343 - 1344 - 1345 - 1346 - 1347 - 1348 - 1349 | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Ultra High Frequency, que significa Frequência Ultra-Alta, é a designação da faixa de radiofrequências compreendida entre 300 MHz e 3 GHz. É usualmente representada pela sigla UHF. É uma frequência comum para propagações de sinais de televisão e de canais em HDTV, rádio, transceptores, bluetooth e redes wireless.
As ondas eletromagnéticas com frequências nesta faixa têm mais atenuação atmosférica e menor reflexão na ionosfera que as ondas com VHFs.
A numeração dos canais UHF na Europa são diferentes da numeração americana.
Em Portugal, a faixa utilizada para os canais de TV Analógica encontrava-se entre o canal 21 (470 MHz) e o canal 69 (854 MHz). Após o dividendo digital, os canais 61 ao 69 foram destinados ao serviço de internet móvel 4G. No Brasil, no início dos anos 90, a faixa foi reduzida entre os canais 14 ao 69 para utilização em TV analógica e digital, dos canais de 70 a 83 para telefonia móvel celular. Os canais 52 ao 69, correspondente a faixa de 703 - 803 Mhz serão destinados ao serviço de internet móvel 4G da banda 28 APT ao longo do processo de desligamento analógico.
Frequência dos canais de TV (Portugal)
21 - 470 MHz a 478 MHz
22 - 478 MHz a 486 MHz
23 - 486 MHz a 494 MHz
24 - 494 MHz a 502 MHz
25 - 502 MHz a 510 MHz
26 - 510 MHz a 518 MHz
27 - 518 MHz a 526 MHz
28 - 526 MHz a 534 MHz
29 - 534 MHz a 542 MHz
30 - 542 MHz a 550 MHz
31 - 550 MHz a 558 MHz
32 - 558 MHz a 566 MHz
33 - 566 MHz a 574 MHz
34 - 574 MHz a 582 MHz
35 - 582 MHz a 590 MHz
36 - 590 MHz a 598 MHz
37 - 598 MHz a 606 MHz
38 - 606 MHz a 614 MHz
39 - 614 MHz a 622 MHz
40 - 622 MHz a 630 MHz
41 - 630 MHz a 638 MHz
42 - 638 MHz a 646 MHz
43 - 646 MHz a 654 MHz
44 - 654 MHz a 662 MHz
45 - 662 MHz a 670 MHz
46 - 670 MHz a 678 MHz
47 - 678 MHz a 686 MHz
48 - 686 MHz a 694 MHz
49 - 694 MHz a 702 MHz
50 - 702 MHz a 710 MHz
51 - 710 MHz a 718 MHz
52 - 718 MHz a 726 MHz
53 - 726 MHz a 734 MHz
54 - 734 MHz a 742 MHz
55 - 742 MHz a 750 MHz
56 - 750 MHz a 758 MHz
57 - 758 MHz a 766 MHz
58 - 766 MHz a 774 MHz
59 - 774 MHz a 782 MHz
60 - 782 MHz a 790 MHz
61 - 790 MHz a 798 MHz
62 - 798 MHz a 806 MHz
63 - 806 MHz a 814 MHz
64 - 814 MHz a 822 MHz
65 - 822 MHz a 830 MHz
66 - 830 MHz a 838 MHz
67 - 838 MHz a 846 MHz
68 - 846 MHz a 854 MHz
69 - 854 MHz a 862 MHz
Frequência dos canais de TV (Brasil)
14 - 470 MHz a 476 MHz
15 - 476 MHz a 482 MHz
16 - 482 MHz a 488 MHz
17 - 488 MHz a 494 MHz
18 - 494 MHz a 500 MHz
19 - 500 MHz a 506 MHz
20 - 506 MHz a 512 MHz
21 - 512 MHz a 518 MHz
22 - 518 MHz a 524 MHz
23 - 524 MHz a 530 MHz
24 - 530 MHz a 536 MHz
25 - 536 MHz a 542 MHz
26 - 542 MHz a 548 MHz
27 - 548 MHz a 554 MHz
28 - 554 MHz a 560 MHz
29 - 560 MHz a 566 MHz
30 - 566 MHz a 572 MHz
31 - 572 MHz a 578 MHz
32 - 578 MHz a 584 MHz
33 - 584 MHz a 590 MHz
34 - 590 MHz a 596 MHz
35 - 596 MHz a 602 MHz
36 - 602 MHz a 608 MHz
37 - 608 MHz a 614 MHz - Não utilizado para TV - Reservado para radioastronomia;
38 - 614 MHz a 620 MHz
39 - 620 MHz a 626 MHz
40 - 626 MHz a 632 MHz
41 - 632 MHz a 638 MHz
42 - 638 MHz a 644 MHz
43 - 644 MHz a 650 MHz
44 - 650 MHz a 656 MHz
45 - 656 MHz a 662 MHz
46 - 662 MHz a 668 MHz
47 - 668 MHz a 674 MHz
48 - 674 MHz a 680 MHz
49 - 680 MHz a 686 MHz
50 - 686 MHz a 692 MHz
51 - 692 MHz a 698 MHz
Os canais de 52 a 69, até há pouco destinados à TV, são agora usados para implementação da 4ª geração (4G) de telefonia móvel:
52 - 698 MHz a 704 MHz
53 - 704 MHz a 710 MHz
54 - 710 MHz a 716 MHz
55 - 716 MHz a 722 MHz
56 - 722 MHz a 728 MHz
57 - 728 MHz a 734 MHz
58 - 734 MHz a 740 MHz
59 - 740 MHz a 746 MHz
60 - 746 MHz a 752 MHz
61 - 752 MHz a 758 MHz
62 - 758 MHz a 764 MHz
63 - 764 MHz a 770 MHz
64 - 770 MHz a 776 MHz
65 - 776 MHz a 782 MHz
66 - 782 MHz a 788 MHz
67 - 788 MHz a 794 MHz
68 - 794 MHz a 800 MHz
69 - 800 MHz a 806 MHz
Os canais de 70 a 83, antigamente destinados à TV, são agora usados em alguns países para:
806–824 MHz: Pagers (antigamente canais 70–72 de TV)
824–849 MHz: franquias de AMPS A & B, terminal (telefonia móvel) (antigamente canais 73–77 de TV)
849–869 MHz: segurança pública (resgate, polícia — antigamente canais 77–80 de TV)
869–894 MHz: franquias de AMPS A & B, rádio-base (antigamente canais 80–83 de TV)
Redes sem fio
A faixa de 2,4 GHz usada pelas redes sem fio é dividida em treze canais:
1 - 2,401 a 2,423 GHz
2 - 2,406 a 2,428 GHz
3 - 2,411 a 2,433 GHz
4 - 2,416 a 2,438 GHz
5 - 2,421 a 2,443 GHz
6 - 2,426 a 2,448 GHz
7 - 2,431 a 2,453 GHz
8 - 2,436 a 2,458 GHz
9 - 2,441 a 2,463 GHz
10 - 2,446 a 2,468 GHz
11 - 2,451 a 2,473 GHz
12 - 2,456 a 2,478 GHz
13 - 2,461 a 2,483 GHz
Ver também
VHF
Ondas de rádio
Telecomunicações
Radioamadorismo | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Metro por segundo ao quadrado ou metro por segundo por segundo (símbolo: m/s²) é uma unidade derivada no Sistema Internacional de Unidades (SI). É uma unidade composta pela unidade padrão de comprimento, o metro, e a unidade padrão de tempo, o segundo. É a unidade padrão do SI utilizada para medir aceleração. Na aceleração, a unidade significa fisicamente a mudança do módulo da velocidade em um intervalo de tempo. Assim, equivale a variação de 1 metro por segundo na velocidade no intervalo de um segundo.
A aceleração de um corpo influenciado pela gravidade na superfície terrestre equivale a aproximadamente 9,80665 m/s².
Exemplo
Suponhamos um corpo com velocidade inicial de , e que sua aceleração corresponda ao valor de . Assim, utilizando a fórmula do cálculo da velocidade final:
Onde:
= Velocidade final (m/s)
= Velocidade inicial (m/s)
= Aceleração (m/s²)
= Tempo (s)
Atribuindo valores, a fórmula ficará assim:
No instante 0 segundos = ; logo Nota-se que se o intervalo de tempo é nulo, então não houve tempo para o corpo acelerar, mantendo assim sua velocidade inicial.
No instante 1 segundo = ; logo ; logo Agora percebe-se que decorrido um segundo, a variação de velocidade corresponde a 2 m/s. Logo o módulo de aceleração calcula a variação da velocidade em um intervalo de tempo. Neste exemplo, a cada segundo, será acrescido mais 2m/s à velocidade final. Continuando:
No instante 2 segundos = ; logo ; logo
A partir deste movimento, chamado de movimento uniformemente acelerado, pode-se construir a tabela abaixo:
Conversões
Ver também
Pés por segundo ao quadrado
Gal (unidade)
Aceleração da Gravidade
Unidades de aceleração
Unidades derivadas do Sistema Internacional de Unidades | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Joanesburgo (; ) é a maior cidade da África do Sul e a capital da província de Gauteng, que a província mais rica do país. A metrópole é considerada uma cidade global alfa, conforme listado por um estudo da Universidade de Loughborough. Em 2019, a população da cidade era de 5,6 milhões de habitantes. No mesmo ano, a população da região metropolitana de Joanesburgo foi estimada em cerca de 8 milhões de pessoas. A cidade está localizada na cordilheira de Witwatersrand, rica em minerais, e é o centro do comércio de ouro e diamante em grande escala, sendo que a maioria das grandes empresas e bancos do país têm sede em Joanesburgo. Foi uma das cidades-sede da Copa do Mundo FIFA de 2010 – e sediou a final.
Apesar de às vezes ser confundida como capital da África do Sul, a cidade não é um dos três centros políticos do país, embora Pretória, a capita executiva do país, situada a 55 quilômetros ao norte de Joanesburgo, se figura como parte de sua região metropolitana. Apesar disso, para fins de logística administrativa e estrutura sócio-urbana e exatamente devido a essa proximidade da cidade de Joanesburgo e de Pretória, a primeira abriga dentro de seus limites a Corte Constitucional da África do Sul.
A cidade foi fundada em 1886 após a descoberta de ouro no que havia sido uma fazenda, o que iníciou uma corrida do ouro que, em dez anos, fez a população local crescer para 100 mil habitantes. Uma cidade separada durante a era do apartheid, do final da década de 1970 até 1994, Soweto agora faz parte de Joanesburgo. Originalmente um acrônimo para "South-Western Townships", Soweto originou-se como uma coleção de assentamentos nos arredores de Joanesburgo, povoados principalmente por trabalhadores africanos negros nativos da indústria de mineração de ouro. Soweto, embora eventualmente incorporado a Joanesburgo, havia sido separado como área residencial apenas para negros, que não tinham permissão para morar em outros subúrbios designados para brancos. O subúrbio de Lenasia é predominantemente povoada por sul-africanos anglófonos e ascendência indiana. Essas áreas foram designadas como áreas não brancas de acordo com as políticas segregacionistas do governo sul-africano conhecidas como apartheid.
Etimologia
A origem do nome da cidade é controversa. Várias pessoas chamadas "Johannes" estavam envolvidas no início da história da cidade. Entre eles está o principal funcionário do escritório do agrimensor-geral Hendrik Dercksen, Christiaan Johannes Joubert, que era membro do Volksraad (parlamento) e era chefe de mineração da República. Outro foi Stephanus Johannes Paulus Kruger (mais conhecido como Paul Kruger), presidente da República Sul-Africana (ZAR) de 1883 a 1900. Johannes Meyer, o primeiro funcionário do governo na área é outra possibilidade.
Registros precisos para a escolha do nome foram perdidos. Johannes Rissik e Johannes Joubert também faziam parte de uma delegação enviada à Inglaterra para obter direitos minerários para a área. Joubert tinha um parque na cidade com o seu nome, e Rissik tem o seu nome para uma das principais ruas da cidade onde está localizado o edifício historicamente importante embora dilapidado Rissik Street Post Office.
História
Pré-colononização europeia
A região ao redor de Joanesburgo foi originalmente habitada por caçadores-coletores sãs que usavam ferramentas de pedra. Há evidências de que eles viveram lá até dez séculos atrás. Em meados do século XVIII, a região mais ampla foi amplamente colonizada por várias comunidades sotho-tswana (um ramo linguístico de falantes de línguas bantas), cujas aldeias, cidades, chefias e reinos se estendiam do Protetorado da Bechuanalândia (o que é agora Botsuana) no oeste, até o atual Lesoto no sul e as atuais áreas sepedi da província de Limpopo, no norte. Mais especificamente, as ruínas de paredes de pedra das cidades e aldeias de Sotho-Tswana estão espalhadas pelas partes da antiga província do Transvaal, na qual Joanesburgo está situada.
Muitas cidades e aldeias sotho-tswana nas áreas ao redor de Joanesburgo foram destruídas e seu povo expulso durante as guerras que emanam do Reino Zulu durante o final do século XVIII e início do século XIX (o que ficou conhecido como mfecane) e, como resultado, um ramo do Reino Zulu, o Ndebele (muitas vezes referido como o Matabele, o nome dado a eles pelos locais sotho-tswanas), estabeleceu um reino a noroeste de Joanesburgo em torno da moderna Rustenburg.
Corrida do ouro
A principal jazida de ouro de Witwatersrand foi descoberta em junho de 1884 na fazenda Vogelstruisfontein por Jan Gerritse Bantjes, o que desencadeou a Corrida do Ouro de Witwatersrand e a fundação de Joanesburgo em 1886. A descoberta de ouro rapidamente atraiu pessoas para a área, tornando necessário um nome e uma organização governamental para a região. Jan, Johan e Johannes eram nomes masculinos comuns entre os holandeses da época; dois homens envolvidos no levantamento da área para a melhor localização da cidade, Christian Johannes Joubert e Johann Rissik, são considerados a fonte do nome por alguns. Johannes Meyer, o primeiro funcionário do governo na área é outra possibilidade. Registros precisos para a escolha do nome, no entanto, foram perdidos. Dentro de dez anos, a cidade de Joanesburgo incluía 100 mil pessoas. Em setembro de 1884, os irmãos Struben descobriram oa jazida Confidence na fazenda Wilgespruit, perto da atual Roodepoort, o que aumentou ainda mais a empolgação com as perspectivas de ouro.
O ouro já havia sido descoberto anteriormente a cerca de 400 quilômetros a leste da atual Joanesburgo, em Barberton. Os garimpeiros logo descobriram os recifes de ouro mais ricos do Witwatersrand oferecidos por Bantjes. O acampamento original dos mineiros, sob a liderança informal do coronel Ignatius Ferreira, localizava-se no declive de Fordsburg, possivelmente porque ali havia água disponível e pela proximidade do local às escavações. Após o estabelecimento de Joanesburgo, a área foi tomada pelo governo do Transvaal, que a denominou "Município de Ferreira", hoje o subúrbio de Ferreirasdorp. O primeiro assentamento no local foi estabelecido como um acampamento de tendas e logo atingiu uma população de três mil pessoas em 1887. Em 1896, Joanesburgo foi estabelecida como uma cidade de mais de 100 mil habitantes, uma das cidades de crescimento mais rápido de todos os tempos. As minas perto de Joanesburgo estão entre as mais profundas do mundo, com algumas de até quatro mil metros de profundidade.
Como muitas cidades mineiras do final do século XIX, Joanesburgo era um lugar áspero e desorganizado, povoado por mineiros brancos de todos os continentes, tribos africanas recrutadas para realizar trabalho não qualificado nas minas, cervejeiras africanas que cozinhavam e vendiam cerveja para os trabalhadores migrantes negros, um grande número de prostitutas europeias, gângsteres, africânderes empobrecidos, comerciantes e os "AmaWasha", homens zulus que surpreendentemente dominavam o trabalho de lavanderia. À medida que o valor do controle da terra aumentava, tensões se desenvolveram entre o governo do Transvaal em Pretória, dominado pelos bôeres, e os britânicos, culminando no Jameson Raid que terminou em fiasco em Doornkop em janeiro de 1896.
Século XX
Na Segunda Guerra dos Bôeres (1899-1902), a cidade foi ocupada em 30 de maio de 1900 por forças britânicas sob o comando do Marechal de Campo Frederick Sleigh Roberts, 1º Conde Roberts, após uma série de batalhas a sudoeste de seus limites, perto da atual Krugersdorp. Os combates ocorreram na Passagem de Gatsrand (perto do Parque Zakariyya) em 27 de maio, ao norte de Vanwyksrust - hoje Nancefield, Eldorado Park e Naturena - no dia seguinte, culminando em um ataque de infantaria em massa no que é agora o cume do sistema hidráulico em Chiawelo e Senaoane em 29 de maio.
Durante a guerra, muitos mineiros africanos deixaram Joanesburgo criando uma escassez de mão de obra, o que as minas resolveram trazendo trabalhadores chineses, especialmente do sul da China. Após a guerra, eles foram substituídos por trabalhadores negros, mas muitos chineses permaneceram, criando a comunidade chinesa de Joanesburgo, que durante a era do apartheid, não era legalmente classificada como "asiática", mas como "colorida". A população da cidade em 1904 era de 155.642 pessoas, dos quais 83.363 eram brancos.
Em 1917, Joanesburgo tornou-se a sede da Anglo-American Corporation fundada por Ernest Oppenheimer, que acabou se tornando uma das maiores corporações do mundo, dominando tanto a mineração de ouro quanto a mineração de diamantes na África do Sul. Grandes desenvolvimentos de construção ocorreram na década de 1930, depois que a África do Sul saiu do padrão-ouro. Nos anos 1950 e início dos anos 1960, o governo do apartheid construiu a grande aglomeração de municípios que ficou conhecido como Soweto. Novas auto-estradas encorajaram a expansão suburbana maciça ao norte da cidade. No final dos anos 1960 e início dos anos 1970, blocos de torres (incluindo o Carlton Centre e o Southern Life Centre) enchiam o horizonte do distrito comercial central da cidade.
Sob o apartheid (africâner para "desenvolvimento separado", embora o sistema tenha sido fundado pelos britânicos), um sistema abrangente de segregação racial foi imposto à África do Sul a partir de 1948. Para seu crescimento, a economia de Joanesburgo dependia de centenas de milhares de trabalhadores brancos qualificados importados da Europa e de trabalhadores negros semi e não qualificados importados de outras partes da África Austral. Embora trabalhassem juntos, eram forçados pelo governo a viver separadamente. O trabalho era considerado uma exceção ao apartheid para manter Joanesburgo funcionando como a capital econômica da África do Sul. Na década de 1950, o governo iniciou uma política de construção de townships para famílias negras fora de Joanesburgo para fornecer trabalhadores para a cidade (antes disso, os trabalhadores não qualificados tinham que dormir em albergues apenas para homens nas minas e tinham que se deslocar para ver suas famílias). Soweto, um município fundado para trabalhadores negros que vinham trabalhar nas minas de ouro de Joanesburgo, deveria abrigar 50 mil pessoas, mas esse número foi superado em dez vezes, pois milhares de negros rurais desempregados vieram a Joanesburgo em busca de emprego e renda para enviar de volta para suas aldeias. Estimou-se que, em 1989, a população de Soweto era igual à de Joanesburgo, se não maior.
Em março de 1960, Joanesburgo testemunhou manifestações generalizadas contra o apartheid em resposta ao Massacre de Sharpeville. Em 11 de julho de 1963, a polícia sul-africana invadiu uma casa no subúrbio de Rivonia, em Joanesburgo, onde nove membros do Congresso Nacional Africano (ANC, sigla em inglês) foram presos sob a acusação de planejar sabotagem. Sua prisão levou ao famoso Julgamento de Rivonia. Os nove presos incluíam um indo-sul-africano, um coloured, dois brancos e cinco negros, um dos quais viria a se tornar o futuro presidente Nelson Mandela. Em seu julgamento, os acusados admitiram abertamente que eram culpados do que eram acusados, ou seja, de planejar explodir o sistema hidrelétrico de Joanesburgo para fechar as minas de ouro, mas Mandela argumentou ao tribunal que o ANC havia tentado resistência não-violenta ao apartheid e falhou, deixando-o sem outra escolha. O julgamento fez de Mandela uma figura nacional e um símbolo de resistência ao apartheid.
Em 16 de junho de 1976, manifestações eclodiram em Soweto por causa de um decreto do governo de que crianças negras em idade escolar fossem educadas em africâner em vez de inglês. Depois que a polícia disparou contra os manifestantes, tumultos contra o apartheid começaram em Soweto e se espalharam pela área metropolitana de Joanesburgo. Cerca de 575 pessoas, a maioria negra, foram mortas durante o Levante de Soweto em 1976. Entre 1984 e 1986, a África do Sul estava em turbulência com uma série de protestos, greves e tumultos em todo o país contra o apartheid, sendo que os bairros negros ao redor de Joanesburgo foram palcos de algumas das lutas mais ferozes entre a polícia e os manifestantes anti-apartheid.
A área central da cidade sofreu um declínio nas décadas de 1980 e 1990, devido à alta taxa de criminalidade e ao redirecionamento do interesse imobiliário para shopping centers suburbanos, parques de escritórios descentralizados e centros de entretenimento, como o Sandton City, que foi inaugurado em 1973, seguido pelo Rosebank Mall em 1976 e o Eastgate em 1979.
Século XXI
Em 12 de maio de 2008, uma série de tumultos começou no township de Alexandra, na parte nordeste de Joanesburgo, quando moradores atacaram migrantes de Moçambique, Malawi e Zimbábue, matando duas pessoas e ferindo outras 40. Esses distúrbios desencadearam os ataques xenófobos de 2008. Um estádio completamente remodelado, o Soccer City, em Joanesburgo sediou a final da Copa do Mundo FIFA de 2010.
Geografia
Topografia
Joanesburgo está localizada no planalto oriental da África do Sul conhecido como Highveld, a uma altitude de 1753 metros. O centro da cidade está localizado no lado sul da formação geológica chamada Witwatersrand (africâner: Cume da Água Branca). De um modo geral o Witwatersrand é o divisor de águas entre os rios Limpopo e Vaal, sendo que a parte norte da cidade é banhada pelo rio Jukskei enquanto a parte sul da cidade, incluindo a maior parte do centro, é banhada pelo rio Klip. O norte e o oeste da cidade tem colinas onduladas, enquanto as partes orientais são mais planas.
Joanesburgo pode não ser construída em um rio ou porto, mas seus rios contribuem para dois dos rios mais poderosos da África Austral – o Limpopo e o Orange. A maioria das nascentes de onde emanam muitos desses córregos são agora cobertas de concreto e canalizadas, o que explica o fato de que os nomes das primeiras fazendas da área geralmente terminam com "fontein", que significa "primavera" em africâner. Braamfontein, Rietfontein, Zevenfontein, Doornfontein, Zandfontein e Randjesfontein são alguns exemplos. Quando os primeiros colonos brancos chegaram à área que hoje é Joanesburgo, eles notaram as rochas brilhantes nas cordilheiras, correndo com gotas de água, alimentadas pelos riachos – dando à área o nome de Witwatersrand, "a crista das águas brancas". Outra explicação é que a brancura vem da rocha quartzítica, que tem um brilho particular após a chuva.
O local não foi escolhido por seus rios, no entanto. As principais razões pelas quais a cidade foi fundada onde está hoje foi por causa do ouro. De fato, a cidade já esteve perto de grandes quantidades de ouro, dado que em um ponto a indústria de ouro de Witwatersrand produzir quarenta por cento do ouro do planeta.
Áreas verdes
Parques e jardins em Joanesburgo são mantidos pela City Parks, que também é responsável pelo plantio das muitas árvores verdes da cidade, tornando Joanesburgo uma das cidades 'mais verdes' do mundo. Estima-se que existam seis milhões de árvores na cidade, com o número crescendo a cada ano – 1,2 milhão em calçadas e mais 4,8 milhões em jardins particulares. A City Parks continua a investir no plantio de árvores, particularmente nas áreas anteriormente desfavorecidas de Joanesburgo que não foram beneficiárias positivas do planejamento urbano do apartheid de Joanesburgo. O Jardim Botânico de Joanesburgo, localizado no subúrbio de Emmarentia, também é um parque recreativo popular.
Clima
Joanesburgo tem um clima classificado como oceânico de altitude (Köppen Cwb). Os meses de verão (outubro a abril) são caracterizados por dias quentes e ensolarados seguidos por trovoadas à tarde e noites frias. Os meses de inverno (maio a setembro) são geralmente caracterizados por dias secos e ensolarados seguidos por noites frias.
As temperaturas na cidade geralmente são bastante amenas devido à elevada altitude da região, com temperatura diurna máxima média em janeiro de 25,6 °C, caindo para uma média máxima de cerca de 16 °C em junho. O inverno é a época mais ensolarada do ano, com dias amenos e noites frias, sendo que a temperatura cai para 4,1 °C em junho e julho e, às vezes, cai para abaixo de zero durante a noite, fazendo com que ocorra geada. A neve é uma ocorrência rara, sendo que o fenômeno foi registrado no século XX em maio de 1956, agosto de 1962, junho de 1964 e setembro de 1981.
Frentes frias regulares passam no inverno trazendo ventos muito frios do sul, mas normalmente com céus claros. A precipitação média anual é de 713 mm, que é em sua maior parte concentrada nos meses do verão. Chuvas infrequentes ocorrem ao longo do curso dos meses de inverno. A menor temperatura mínima noturna já registrada em Joanesburgo foi de -8,2 °C, em 13 de junho de 1979. A menor temperatura máxima diurna registrada foi de 1,5 °C, em 19 de junho de 1964.
Demografia
De acordo com o Censo Nacional Sul-Africano de 2001, a população de Joanesburgo era pessoas (embora sua região metropolitana abrigue 4 milhões de habitantes), composta por pessoas que vivem em domicílios formais, dos quais 86% têm descarga ou banheiro químico e 91% têm coleta de lixo, pelo menos, uma vez por semana. 81% dos domicílios da cidade têm acesso a água corrente e 80% recebem eletricidade. 29% dos residentes de Joanesburgo vivem em habitações informais. 66% das famílias são chefiadas por uma pessoa.
A população da cidade tem 73% de negros, 16% de brancos, mestiços 6% e asiáticos 4% de um total de mais de 3.8 milhões de habitantes. 42% da população têm menos de 24 anos de idade,enquanto 6% estão acima dos 60 anos.37% dos residentes estão desempregados,destes 91% são negros.As mulheres compreendem 43% da população economicamente ativa; 19% da PEA da cidade trabalha no setor de comércio, 18% no setor financeiro, mercado imobiliário ou na área de negócios, 17% nas áreas de prestação de serviços comunitários e 12% estão no setor industrial; apenas 0,7% trabalham no setor de mineração.
Crime
Após o o fim do regime do apartheid em 1991, Joanesburgo foi afetada pela decadência urbana. Milhares de negros pobres, que antes eram proibidos pelo governo de viver na cidade, se mudaram para bairros periféricos, como Soweto, e muitos imigrantes de países africanos arrasados por guerras civis foram para a África do Sul. Muitos edifícios foram abandonados pelos proprietários brancos, especialmente em áreas de alta densidade, tais como Hillbrow. Muitas empresas e instituições, incluindo a bolsa de valores, mudaram suas sedes para longe do centro da cidade, como para subúrbios ricos como Sandton.
Reviver o centro da cidade é um dos principais objetivos do governo municipal de Joanesburgo. Foram tomadas medidas drásticas para reduzir a criminalidade, como câmeras de vigilância nas esquinas. Em 11 de dezembro de 2008, cada esquina do centro de Joanesburgo passou a contar com um sistema de vigilância de alta tecnologia. O sistema, operado pelo Departamento de Polícia Metropolitana de Joanesburgo (JMPD), também é capaz de detectar veículos furtados ou roubados através da digitalização das placas de todos os automóveis que passam pelo centro da cidade. O JMPD alega que o tempo médio de resposta pela polícia para crimes cometidos no centro é de 60 segundos.
Os níveis de criminalidade em Joanesburgo caíram quando a economia sul-africana se estabilizou e começou a crescer. Entre 2001 e 2006, 1,2 bilhão de dólares foram investidos no centro da cidade. Em um esforço para preparar Joanesburgo para a Copa do Mundo FIFA de 2010, governo local pediu o auxílio de Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, para ajudar a reduzir o índice de criminalidade na cidade. Os homicídios no município Johannesburg chegaram a 1.697 em 2007 de acordo com o Conselho de Pesquisa Médica Sul-Africano, uma taxa de 1 para cada 2326 habitantes. Para recordar, na década de 2000 uma pessoa não podia ficar mais de 15 minutos defronte a casa de outrem sem ser interditado pela polícia, lembra-se assim Poeta Sombra, na altura conhecido como Dominic, que foi surpreendido pela polícia sul africana quando este pulava o muro do Quintal da namorada, Bela.
Governo
A cidade de Joanesburgo faz parte do Município Metropolitano de Joanesburgo, que é o seu órgão de governo local. Depois do fim da era do apartheid, a atual cidade de Joanesburgo foi criada a partir de onze autoridades locais pré-existentes, das quais sete eram para brancos e quatro negros ou mestiços. Apesar de Joanesburgo ter sido novamente dividida em onze regiões administrativas, essas novas divisões não correspondem às áreas regidas pelas autoridades locais antigas. Mais tarde, em 2006, o número de regiões administrativas foi consolidado em sete. O motivo foi a separação dos poderes entre os órgãos legislativos e executivos da cidade.
Cidades-irmãs
Joanesburgo é geminada com as seguintes cidades:
Addis Ababa
Birmingham
Londres
Nova York
Windhoek
Economia
Joanesburgo é o centro econômico da África do Sul, sendo responsável por 16% do produto interno bruto (PIB) do país e por 40% da atividade econômica de Gauteng.
Em uma pesquisa realizada pela MasterCard em 2008, a cidade foi classificadas entre os 50 principais centros comerciais do mundo (a única cidade do continente africano).
A mineração foi a base da economia do Witwatersrand, mas sua importância está a diminuir gradualmente devido a reservas cada vez menores de minerais e porque os serviços e a indústria tornaram-se setores econômicos mais significativos para a cidade. Embora a mineração de ouro já não seja feita dentro dos limites da cidade, a maioria das empresas de mineração ainda têm a sua sede em Joanesburgo. As indústrias de transformação da cidade estendem-se por uma série de áreas e ainda há uma dependência de indústrias pesadas, como de aço e cimento.
Os serviços são compostos por setores como o bancário, de TI, mídia, imobiliário, transportes, saúde privada, lazer e por um mercado consumidor de varejo vibrante. Joanesburgo tem maior bolsa de valores da África, embora ela não esteja mais localizada no distrito central de negócios da cidade. Devido ao seu papel comercial, Joanesburgo é a sede do governo provincial e local de várias filiais do governo, bem como de serviços consulares e de outras instituições.
Infraestrutura
Transportes
Joanesburgo é servida principalmente pelo Aeroporto Internacional Oliver Tambo (antigo Aeroporto Internacional de Joanesburgo e que antes era conhecido como Aeroporto Jan Smuts), para voos domésticos e internacionais. O Aeroporto Lanseria, situado na zona noroeste da cidade e mais perto do centro de negócios de Sandton, é usado para voos comerciais para Cidade do Cabo, Durban, Port Elizabeth, Botswana e Sun City. Outros aeroportos incluem o Aeroporto Rand e Aeroporto Grand Central. O Aeroporto Rand, localizado em Germiston, é um pequeno aeródromo usado principalmente para aviões particulares e a casa do primeiro Boeing 747 da South African Airways, o Lebombo, que agora é um museu da aviação. O Grand Central está localizado em Midrand e também atende a aeronaves pequenas e privadas.
O fato de Joanesburgo não estar perto de nenhum grande corpo de água navegável fez com que o transporte terrestre tenha se tornado o método mais importante de transporte de pessoas e mercadorias dentro e fora da cidade. Um dos mais famosos "anéis viários" da África é o Anel Viário de Joanesburgo. A estrada é composta por três rodovias que convergem para a cidade, formando um rodoanel de 80 km que conecta a cidade a N3 Eastern Bypass, que liga Joanesburgo com Durban; ao N1 Ocidental Bypass, que liga Joanesburgo com Pretória e Cidade do Cabo; e ao N12 Southern Bypass, que liga Joanesburgo com Witbank e Kimberley.
O sistema de trens urbanos Metrorail Gauteng conecta o centro de Joanesburgo com Soweto, Pretória e a maioria das cidades satélites ao longo do Witwatersrand. As ferrovias transportam um grande número de passageiros todos os dias. No entanto, a infraestrutura do Metrorail foi construída na fundação de Joanesburgo e abrange apenas as áreas mais antigas no sul da cidade. As áreas do norte, incluindo os distritos de negócios de Sandton, Midrand, Randburg e Rosebank, são servidos pela ligação ferroviária rápida do Gautrain Rapid Rail Link (ou Gautrain), um sistema de transporte ferroviário na Província de Gauteng que conta com 80 quilômetros de extensão e liga Joanesburgo à Pretória e ao Aeroporto Internacional Oliver Tambo, construído com o objetivo de aliviar o congestionamento do tráfego no eixo Joanesburgo - Pretória, bem como para oferecer uma alternativa viável ao transporte rodoviário, dada a limitada infra-estrutura de transporte público da cidade.
Educação
Joanesburgo tem um sistema de ensino superior bem desenvolvido e também tem uma das várias escolas de cinema no país, uma das quais ganhou o Oscar de Melhor Filme de Estudante Estrangeiro em 2006. Muitas faculdades privadas também estão situadas na cidade, como a Universidade Monash (seus seis outros campi estão na Austrália, enquanto o oitavo está na Malásia).
A cidade é servida por instituições de ensino superior públicas como a Universidade de Witwatersrand, uma das principais universidades em África e conhecida como um centro de resistência ao apartheid, e a Universidade de Joanesburgo, que foi constituída em 1 de janeiro de 2005 e que oferece educação principalmente em inglês e africâner, embora os cursos possam ser feitos em qualquer uma das línguas oficiais da África do Sul. A escola de negócios Gordon Institute of Business Science, da Universidade de Pretória, também está localizada em Joanesburgo.
Cultura
A cidade é um centro cultural na África do Sul e tem uma grande variedade de espaços culturais, tornando-se uma área de destaque para muitas indústrias criativas e culturais.
Espaços culturais
Joanesburgo é o lar da Escola Nacional de Artes, da Escola de Artes da Universidade de Witwatersrand e do Ballet Sul-Africano, bem como a Galeria de Arte de Joanesburgo e de outros marcos culturais importantes, como a Praça Mary Fitzgerald e vários outros museus, teatros, galerias e bibliotecas.
A Biblioteca Municipal de Joanesburgo está localizado no centro da cidade.
Esportes
A cidade tem vários clubes de futebol da Premier Soccer League (PSL) e a Primeira Divisão Nacional. No PSL, as equipas de topo Joanesburgo são ferozes rivais e incluem Kaizer Chiefs (apelidado Amakhosi), Orlando Pirates (apelidado os Buccaneers), Moroka Swallows e Wits University (apelidado de The Clever Boys). Eles são baseados em FNB, Orlando, Dobsonville e Bidvest estádios da cidade. Vários League e da Taça de larga escala jogos são disputados no Estádio Soccer City o local da final da Copa do Mundo da FIFA 2010. Equipes da Primeira Divisão são Jomo Cosmos e FC AK. Katlehong City e Alexandra United, jogo em Alexandra e estádio Reiger Parque respectivamente..
A cidade é sede do time do Lions que disputa a Currie Cup e o Super Rugby que joga no Ellis Park, a cidade também recebeu a final da Copa do Mundo de Rugby de 1995, onde a África do Sul venceu a Nova Zelândia 15-12.
Bibliografia
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Gold! Gold! Gold! The Johannesburg Gold Rush. Eric Rosenthal, AD. Donker, 1970,
The Corner House: The Early History of Johannesburg. Alan Patrick Cartwright. MacDonald. 1965. 295 páginas.
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A besta (pronuncia-se ), balestra ou balesta (derivações do latim tardio ballista) é uma arma com um arco de flechas adaptado a uma das extremidades de uma haste e acionado por um gatilho, o qual projeta virotes - dardos similares a flechas, porém mais curtos.
O conceito de um arco de flechas com haste de disparo horizontal deu origem a duas armas de guerra, a besta e a balista, sendo esta fixa no solo, muito maior e mais pesada. Besteiro é o nome dado a um soldado armado com uma besta.
Foi bastante usada no (ver Peonagem) e chegou a coexistir com arcabuzes e mosquetes (as primeiras armas de fogo), sendo depois abandonada. Hoje, continua a ser fabricada para uso na caça esportiva. Alguns modelos sofisticados também são usados por forças especiais.
Componentes
A besta consiste num arco (de madeira, corno de animal ou aço), montado sobre uma haste (a que se dá o nome de tiller ou stock em inglês) ou coronha, que é um suporte de madeira sobre o qual assenta o projéctil, regra geral, o virote.
As extremidades do arco são unidas por uma corda, que está segura por uma lingueta ou trava a que se dá o nome de noz (e em inglês dá pelas designações nut ou catch).
Na extremidade superior da haste, ao pé do arco, há um estribo ou uma argola ou, nas bestas mais rudimentares, um laço de metal, que o besteiro pisa, para segurar a besta, enquanto a está a armar. O gatilho, que nas bestas medievais consiste numa alavanca de metal, acciona-se para disparar os projécteis, que podem ser flechas, virotes (flechas curtas usadas nas bestas) ou pelouros (balas esféricas de metal).
As bestas mais pesadas e potentes valiam-se de mecanismos mais sofisticados para ser armadas, sendo que depois recebiam o nome em função do tipo de mecanismo.
Assim, as bestas de garrucha, usavam o mecanismo de garrucha, que era um mecanismo que se servia de garras metálicas e de uma roldana para esticar a corda para trás, armando a besta.
As bestas de polé serviam-se, naturalmente, da polé, que era o nome medieval português que se dava às roldanas com manivela.
As bestas de armatoste valiam-se do armatoste, que era um engenho que fazia deslizar a noz ao longo de uma cremalheira, através de um manivela. A palavra armatoste resulta da aglutinação dos termos «arma» + «toste», que em português medieval significa «rápido», pelo que significa literalmente «arma-rápido». Em inglês e francês, este engenho dá pelo nome de cranequin.
História
Período Clássico
China
Acredita-se que as primeiras bestas de assédio foram criadas pelos chineses, no século VI a.C., sendo que as bestas portáteis só terão surgido por torno do século IV a.C. Porém, só ulteriormente, após o século III a.C., é que a besta chinesa (nǔ, 弩) se tornou perfectiva o suficiente para que o uso viesse a ser amplamente difundido pela China. Encontraram-se em Xi'an bestas entre os soldados do exército de terracota no túmulo do imperador Qin Shi Huangdi (260 a.C.-210 a.C.).
Há achados arqueológicos recentes de bestas chinesas, no túmulo 138 em Saobatang, na província de Hunan, que datam de meados do século IV. d.C É provável que estas bestas sejam os protótipos mais antigos conhecidos de bestas de bodoque, posto que usavam pelotas de barro cozido como munições. Jing Fang, matemático e músico da dinastia Han,(78–37 d.C), comparou a Lua à forma de uma pelota de barro de um bodoque. O Zhuangzi também menciona bodoques.
Grécia
Por seu turno, no mundo ocidental, os gregos antigos já tinham bestas de assédio, a que chamavam «gastrafetas» (γαστραφέτης, lit. 'a que lança da barriga'), desde o século III a.C. A primeira descrição conhecida é-nos dada, no século I d.C por Héron de Alexandria, na sua obra Belopoeica, na qual cita os trabalhos do seu antecessor, o engenheiro grego Ctesibius (fl. 285–222 a.C). Heron descreve a gastrafeta como a precursora da catapulta, o que situa temporalmente esta invenção por torno de 420 a.C.
A gastrafeta consistia num arco compósito de grandes dimensões, montado sobre uma haste. Na extremidade da haste havia um apoio côncavo no qual o guerreiro apoiava a barriga, para armar a gastrafeta. Ao contrário da besta romana e medieval, armava-se fazendo deslizar a noz ao longo de duas cremalheiras, em vez de puxar pela corda do arco.
Os gregos também tiveram bestas portáteis as chamadas quiroballistas (lit. balista de mão), mencionadas por autores romanos, que lhes chamavam arcuballistas (lit. balista de arco; «arcobalista») e manuballistas (lit. balista de mão; «manubalista»), desde do século II d.C.
Romanos
A quirobalista (cheirobalista) era um engenho que disparava setas a longas distâncias. Há autores, como Campbell e Schellenberg, que especulam que seria posterior à época de Heron, por torno de 100 d.C., Apolodoro de Damasco engenheiro grego, terá trabalhado para os romanos, munciando-os com manubalistas. Neste engenho, as molas eram esticadas em duas valvas metálicas, adjacentes à haste. A balista de Heron era o engenho de torção de dois braços, mais sofisticado ao dispor dos romanos.
Os Romanos serviam-se das bestas tanto para fins militares, como para finalidades venatórias (caça).
No final do século IV d.C, o autor Vegécio, na sua obra De Re Militaris faz menção de arcubalistarii (arcobalisteiros) a colaborar com arqueiros e artilheiros, no campo de batalha.
Todavia, é controverso se esses arcobalistas seriam, efectivamente, besteiros, na acepção moderna do termo. Depreende-se que a arcuballista seja uma besta, porque Vegécio também a designa de manuballista, que por seu turno, era a tradução romana da cheiroballista grega. A significação exacta não é clara, porque o termo era tão comum na época, que Vegécio não sentiu necessidade de descrever em que consistia o arcobalista.
Por sua vez, Arriano, na sua obra Ars Tactica, escrita em circa de 136 d.C., menciona o disparo de "mísseis, feito não por um arco, mas por um engenho" e que quem estava a operar este engenho estava montado a cavalo em galope. Presume-se que se tratará, também aqui, de uma alusão a uma besta romana.
A única representação pictórica romana de arcobalistas resulta de relevos escultóricos de cenas de caça, na Gália Romana. Esteticamente, estas bestas romanas aparentam-se com as suas homologas gregas e chinesas. Sendo, todavia, incerto que mecanismo de gatilho usariam, há indicios arqueológicos que apontam para que usassem o mesmo mecanismo de noz rolante, usado pelas bestas da Alta Idade Média.
Idade Média
Na Europa, também há vários registos, inclusive na Guerra dos Cem Anos onde os besteiros genoveses deram apoio à França contra a invasão da Inglaterra. Porém foi mal sucedida, pela fraca estratégia usada pelos franceses e pelo baixo número de guerreiros que utilizavam a arma. Nesta época, entre os séculos XIV e XVI, as bestas tinham um alcance considerável, cerca de 100 passos (entre 230 e 250 metros de distância), e pesavam entre cinco a sete quilogramas enquanto o arco longo inglês tinha um alcance entre 180 e 200 metros, o que dava vantagem à besta. Porém, ela tinha um intervalo muito grande entre os disparos: o besteiro tinha de colocar um novo quadrelo na haste, enrolar então a corda com uma alavanca que se encontrava na parte anterior da arma, até ao ponto certo para o novo tiro, o que, além de requerer muita força física, demorava cerca de dois a cinco minutos, tempo que não se tinha na guerra contra os arqueiros ingleses, apelidados de Arlequim, que significa demónio. Eles conseguiam atirar facilmente cerca de cinco flechas no curto espaço de vinte segundos; além disto, o besteiro estava sempre acompanhado de um segundo homem que carregava um pavês - escudo comprido feito de carvalho e salgueiro que era usado para defender o besteiro dos ataques de flechas inimigas nos momentos em que ele carregava a sua besta, o que era sempre feito atrás deste escudo. A besta tinha força suficiente para atravessar a maioria das armaduras da época, como cotas de malha e algumas armaduras leves de placas, a uma boa distância. Porém havia outras bestas chamadas leves, que não tinham o mesmo alcance e potência, sendo usadas principalmente na caça.
Leonardo da Vinci chegou a desenhar a besta, porém não a fabricou.
A besta é utilizada na guerra na Europa sobretudo desde a Batalha de Hastings, em 1066, e até por volta dos anos 1525, substituindo quase completamente os arcos curtos e longos de madeira em muitos exércitos europeus no . Embora um arco longo alcance uma precisão comparável e um ritmo de tiro mais rápido do que um tiro médio de um besta de arco de madeira, ou de arco composto (um arco laminado construído de madeira, osso ou chifre, e tendões de animais), as bestas libertam mais energia cinética e pode ser utilizada de forma eficaz após uma semana de treino, enquanto a habilidade de um tiro comparável com um arco longo leva anos de treinamento de força, para superar o empate e a força do arco, bem como anos de prática necessária para o utilizar com habilidade.
A besta é citada num documento estipulando a aliança entre Génova e Alexandria, datado de 21 de fevereiro de 1181.
Durante o Segundo Concílio de Latrão, em 1139, foi emanada uma disposição, mediante a qual foi severamente proibido o uso da besta de arco de aço, entre adversários cristãos, sob pena de anátema. Esta proibição foi ignorada por Ricardo Coração de Leão, que dotou os seus exércitos de infantaria, em 1198, infringindo, também, o breve (ato pontifício) de Inocêncio III, que apoiava as precedentes providências, definindo como micidial (mortífera) a arma em questão. O próprio Ricardo Coração de Leão morreu em 1199 após um ferimento recebido no braço direito, causado por um besteiro, quando explorava as muralhas do Castelo de Limoges, que estava sitiado.
Renascimento
Nos exércitos europeus, os besteiros montados e desmontados, misturados com os fundibulários, os lançadores de dardos e os arqueiros, ocupavam uma posição central em formações de batalha. Normalmente, atacavam antes dos cavaleiros. Os besteiros também eram importantes em contra-ataques para proteger a infantaria. Junto com as armas de haste feitas a partir de equipamentos agrícolas, a besta também era usada por camponeses rebeldes, como se mostrou na revolta dos Taboritas no século XV, uma comunidade religiosa na região da Boêmia, considerada herética pela Igreja Católica.
Os cavaleiros equipados com lanças provaram-se ineficazes contra formações de lanceiros, alabardeiros e piqueiros combinados com besteiros, cujas armas podiam penetrar a armadura da maioria dos cavaleiros. O desenvolvimento de mecanismos para rearmar permitiu o uso de bestas sobre o cavalo, levando ao surgimento de novas táticas de cavalaria.
Em 1630, o papa Urbano VIII proibiu o uso de bestas.
O uso da balestra ou besta pelos nativos do Novo Mundo foi atestado pelo padre João Daniel, que viajou pelo Maranhão e Grão-Pará, Brasil, entre 1741 e 1757:
Purus é uma nação que habita sobre os lagos do rio Purus, que dele tomou o nome.Também não usam de arcos-e-frechas, como os mais índios, mas todas as suas armas são a balesta, em que são destríssimos, e mais que insignes frecheiros.
Admitindo-se a veracidade da informação, é razoável supor que a arma tenha sido copiada das usadas pelos europeus. Mesmo assim ficam dúvidas porque esta arma apresenta um complicado mecanismo de gatilho, de fixação do arco no corpo da estrutura e de retenção da flecha quando o equipamento está armado.
Características
A mais significativa desvantagem da besta era a cadência de disparo. Ao passo que um arqueiro escanado era capaz de lançar 12 flechas por minuto, um besteiro com igual traquejo conseguiria apena 6 com as bestas mais simples ou 1 ou 2 com as mais pesadas e potentes.
As bestas são, portanto, armas lentas de recarregar, o que limita o seu uso em batalhas de campo aberto. Em cercos, este factor não é uma desvantagem tão significativa, já que os besteiros se podem esconder ao recarregar a arma. Com efeito, vale recordar que além das bestas portáteis, também havia as bestas de assédio, que eram especializadas, como o nome indica, para as situações de cerco e que se encontravam posicionadas por de trás de seteiras, balestreiros e buitreiras na muralha, oferecendo ao besteiro um reduto seguro de onde podia disparar e recarregar, correndo pouco risco de ser alvejado pelo inimigo.
Por outro lado, as bestas aplicam mais energia aos projécteis, pelo que as desembestadas eram capazes de perfurar armaduras.Em testes modernos, um desembesto directo de um virote de ponta de agulha perfurou uma armadura de cota de malha, do século XV, fabricada em Damasco.
Outra vantagem oferecida pelas bestas, era que se prestavam a uma aprendizagem mais rápida, com poucas semanas de treino, até que o besteiro ficasse devidamente destro no manejo da besta, coisa que em muito destoa dos arqueiros, cujo treino militar, por sinal acarretava anos.
Além disso, podiam ser usados por um cavaleiro sem grande dificuldade, o mesmo não se pode dizer do arco e flecha, que embora tenha sido usado por tropas montadas, ao longo da história, por vários povos, nunca foi verdadeiramente dominado pelos povos ocidentais.
Tipos de besta
Em função do projéctil
Os projécteis das bestas podiam ser flechas, virotes, incluindo as respectivas variantes incendiárias e envenenadas; pelouros e bodoques. Os besteiros portugueses eram conhecidos por envenenarem os virotes com erva-besteira.
Bestas de flechas
As bestas de flechas terão sido, presuntivamente, as primeiras versões de bestas a ser criadas. A gastrafera grega, por exemplo, era uma besta de flechas, o que bem se vê, dadas as suas grandes dimensões. As bestas de flechas eram maiores do que as bestas de virotes, dada exactamente a respectiva dimensão dos projécteis que disparavam. As flechas, enquanto projécteis das bestas podiam medir entre 60 a 90 centímetros e pesariam em torno dos 20 a 30 gramas, sendo, em geral, um pouco mais finas e leves que as usadas nos arcos, para minimizar o risco de encravar na calha da haste da besta.
O calcanhar de aquiles deste tipo de bestas é que são pouco precisas. Isto porque as flechas tendem a entortar e torcer-se, quando projectadas, por um impulso posterior, que as atinge com grande velocidade. Pelo que, amiúde, era difícil ao besteiro fazer as devidas compensações para obviar estes problemas aerodinâmicos, resultantes do cariz mecânico da arma.
São mais úteis em tiro que não seja à queima-roupa, ou seja, à distância, sendo certo que acarretam a desvantagem de uma cadência de tiro inferior à dum arco.
Continuaram a usar-se espécimes deste tipo de engenhos bélicos, já muito depois da era clássica, à mão de povos tribais, quase até o século XX.
Bestas de virotes
Estas bestas correspondem ao tipo mais emblemático de besta, terão começado a ser utilizados por torno do século IV d.C., tendo conhecido lauto uso ao longo da Idade Média e do Renascimento.
Muniam-se de virotes, que são projécteis de haste de madeira e ponta metálica, curtos, semelhantes à seta, mas de mais reduzidas dimensões e ideados para serem disparados por uma besta, em vez de um arco.
O virote médio mediria entre 25 a 45 centímetros de comprimento, com à volta de 8 a 13 milímetros de grossura. A contraponta do virote, chamada conto, é emplumada ou empenada, o que significa que contém pequenas rémiges (que são penas direccionais, ou peças de outros materiais que funcionam como tal), normalmente de coiro ou madeira, que estão dispostas de forma helicoidal, com o intuito de aumentar a estabilidade de voo dos virotes, quando disparados, conferindo-lhes um voo giroscópico (ou seja, o virote gira sobre si próprio, enquanto percorre a sua trajectória, desde a besta até ao alvo).
Daí o nome "virote", porque este projéctil vira-se ou gira sobre si mesmo. O virote, quando destinado à actividade venatória (caça), pesaria entre 20 a 30 gramas, enquanto que, se se destinasse à actividade bélica (guerra), já pesaria entre 30 a 80 gramas.
Vale relembrar que além dos virotes clássicos, supra-descritos, também houve outras variedades de virotes, como os quadrelos, de ponta piramidal e quatro faces e os gorgazes, de origem bébere, de ponta farpada.
Este tipo de besta prima por proporcionar ao besteiro um maior grau de precisão, porquanto os virotes só perdem 20 centímetros de altitude nos primeiros 40 metros de voo.
Bestas de bodoques
Esta qualidade de bestas caracteriza-se por lançar cascalho ou bodoques, palavra actualmente obsoleta no português, mas que na era medieval designava pequenas pelotas ou balas de barro cozido, envoltas numa bolsinha no meio de uma corda dupla. O termo provém do grego pontikón (káryon), «noz pôntica», tendo passado pelo latim pontĭca nux, e ulteriormente sofrido alterações por força da influência árabe, convolando-se no vocábulo bunduq, que significava «noz; avelã; bala».
Caracterizava-se por ter duas cordas e por a haste conter uma concavidade, dentro da qual se alojava o bodoque. Os primeiros exemplares das bestas de bodoque tinham um arco de metal, que era retesado manualmente, ao contrário de outras bestas suas contemporâneas que já estavam dotadas de outros mecanismos de armamento, como polés, garruchas e armatostes.
Surgiram por volta do século XIV, tendo sido colimados para caça passareira e caça miúda. Tinham um poder tracção de 20 quilos e um alcance de cerca de 20 metros.
Bestas de pelouros
Estas bestas, por seu turno, caracterizavam-se por disparar esferas de chumbo ou pedra (pelouros), servindo-se do mesmo engenho usado pelas bestas de bestas de bodoques, se bem que com maior potência, a fim de poder projectar estas munições mais pesadas. Aprestavam-se de uma alavanca para se armarem.
Os primeiros exemplares terão aparecido a partir do século XVI, na Alemanha, tendo conquistado grande popularidade pela Europa fora, entre 1760 e 1810, permanecendo em uso em partes das Américas nos finais do século XIX e início do XX. Foi incorporado na coronha um gatilho de alavanca sofisticado, que tornou esta besta mais maneirinha e portátil, facilitando o seu uso na caça.
Em função do arco
As bestas também se podem classificar em função do respectivo tipo de arco que assenta na haste.
Besta de arco simples
Este tipo de bestas eram dotadas de arcos de madeira, idênticos aos arcos curtos comuns. Os arcos em questão não mediriam mais do um metro e vinte centímetros e contariam com um poder de tracção na ordem dos 20 aos 30 quilos. Pesam entre um a dois quilos e têm até um metro e quarenta centímetros de comprimento.
Foi este tipo de besta que mais se usou na Europa , durante a Alta Idade Média. Posteriormente, caíram em desuso, quando os cruzados contactaram com os arcos compósitos árabes e do próximo oriente, acabando, depois, por adoptá-los e adaptá-los às suas bestas.
Em todo o caso, este tipo de besta continuou a ter uso no âmbito venatório (caça), durante o resto da Idade Média.
Besta de arco laminado
Este tipo de bestas, feitas de ripas de madeira ou bambu coladas, eram as mais características da China antiga. Ficavam a meio termo entre as bestas de arco simples e as de arco compósito, valendo-se de um poder de tracção que ascendia até aos 50 quilos. Mediam, em regra, entre 80 a 90 centímetros e pesavam entre um a dois quilos e meio.
As bestas chinesas eram, por sinal, mais curtas do que as ocidentais, medindo entre 55 a 80 centímetros de comprimento.
Besta de arco compósito
Tradicionalmente, desde a Antiguidade clássica, que foram mais utilizadas no Oriente. Terão sido adoptadas pelos romanos, mas só ganham autêntico relevo no plano europeu a partir do século XII, no contexto das cruzadas.
Foram alcunhadas de cerveiras, por o arco que usavam ser amiúde feito com os cornos de cervos. Ora, isto conduziu à elaboração de bestas de arco menor, com dimensões na casa dos 60 aos 75 centímetros, com amplitudes de extensão da corda na ordem dos 20 aos 30 centímetros. No entanto, isto conferia-lhes um poder de tracção muito significativo, na gama dos 100 quilos ou mais.
Quanto às dimensões da besta em si, e não só do arco, esta pesava à volta de quilo e meio a três quilos e meio, medindo em média por volta de um metro de comprimento.
Besta de arco de aço
Também chamadas balestras ( do castelhano e do italiano arbalestas, que terá vindo do francês medieval arbalest, que por seu turno, será uma deturpação do latim arcuballista), embora essa designação tenha sido sempre pouco comum em Portugal, preferindo-se a nomenclatura "besta de arco de aço".
O seu uso incipiou-se na Europa, por volta do século XIV, sendo certo que são capazes de já terem sido usadas, antes, desde o século XI na Espanha sob domínio islâmico.
Caracteriza-se pelo arco de aço, que media 75 centímetros, aguentava com um poder de tracção de 450 quilos e tinha uma amplitude de extensão, ao retesar a corda, de 30 centímetros.
As balestras de maiores dimensões orçavam um potencial de tracção na casa das duas toneladas e tinham alcance de 900 metros. No entanto, para se dispor de todo este potentado bélico, careciam de manivelas, roldanas ou cremalheiras para serem armadas. A evolução da siderurgia, mormente no que respeita ao fabrico do aço, tornou estas armas relativamente corriqueiras nos séculos XV e XVI.
A besta inteira, e não só o arco, podia pesar até 10 quilos e teria cerca de um metro de comprimento. Um besteiro experiente no manejo de uma besta destas podia disparar dois virotes por minuto. Foram estas bestas que foram proibidas de se usar contra cristãos, sob cominação de anátema, no Concílio de Latrão em 1139.
Balestrino
Besta de pequenas dimensões, dotada de um arco com uns exíguos 40 centímetros de semicircunferência, que se armava mediante o accionamente de um armatoste, inserido no corpo da haste. Podia ser levada às escondidas, o que a tornava numa arma proibida. Disparava virotes especialmente pequenos (com pouco mais de cinco centímetros), amiúde envenenados.
Como o nome sugere, esta variedade de besta é oriunda da Itália, reportando-se ao período do Renascimento. Acrescentando-se uma coronha e um gatilho de pistola, esta besta transforma-se numa besta-pistola, que é uma sub-variedade das bestas compostas.
Besta composta
Esta categoria de bestas compreende as bestas modernas. Surgiu nos anos 60 do século XX, servindo-se de um arco composto, dotado de polias (espécie de roldana com correias de correr, como as correias de uma bicicleta). Este mecanismo de polias permite armar a besta à mão sem grande exerção física, sem acarretar qualquer prejuízo para o poder tênsil da corda e dispensando o recurso a mecânismos de armação. Se bem que há variantes que se servem de uma espécie de armatoste, para minorar ainda mais o esforço associado ao acto de armar a besta.
A haste das bestas compostas de maiores dimensões afeiçoa-se à coronha de uma espingarda e nas mais reduzidas assemelha-se mais à de uma pistola (como por exemplo, por antonomásia, é o caso das bestas-pistola). O despoletar do tiro é comunicado por um gatilho, também à guisa de uma arma de fogo, situado sob a haste.
Há algumas subvariedades das bestas compostas dignas de menção:
Besta-pistola
Os exemplares mais antigos deste tipo de bestas já existem desde do século XVI, sendo certo que sempre se trataram de raridades. Como o nome indica, e fazendo jus ao facto de ser uma besta composta, esta besta combina características da besta e da pistola.
As bestas-pistola modernas, sem embargo, têm hastes de alumínio ou mesmo de plástico, com cerca de 50 centímetros de comprimento, e arcos de fibra de vidro ou aço, de 40 centímetros de semicircunferência. Pesam perto de meio quilo, às vezes orçando até aos 600 gramas. Disparam virotes, com uma potência tênsil esmada na ordem dos 25 aos 35 quilos, de molde a que cada disparo pode atingir velocidades na ordem dos 165 aos 170 quilómetros/hora, alcançando distâncias médias até 30 metros. O mecânismo despoletador do disparo, assenta num gatilho e a haste desta besta assemelha-se à coronha de uma pistola, daí que a arma se cognomine besta-pistola.
Esta qualidade de besta,em alemão dá pelo nome de feuerarmbrust, em italiano de balestrino-pistola e em inglês de pistol crossbow ou mini crossbow. Tem como escopos principais a actividade venatória (caça), no âmbito da caça passareira e da caça miúda, e o tiro ao alvo desportivo.
Besta de comando
Este tipo de besta composta caracteriza-se pela sua haste de duralumínio, dotada de mira e de um arco com fio de cabo de aço. O poder tênsil destas bestas é regulável, variando entre os 70 aos 140 kg, conferindo aos disparos uma velocidade de 330 quilómetros por hora, podendo alcançar até cerca de meio quilómetro de distância. Graças ao mecanismo de polias, o esforço no acto de armar a besta encontra-se significativamente minorado, em relação à correspondente potência do disparo.
Trata-se de uma besta militar usada mesmo pelos exércitos modernos, máxime pelas suas forças especiais, como os comandos.
Besta de caça
Esta qualidade de besta, como o nome já denúncia, destina-se à prática da actividade venatória. Geralmente, estão mais vocadas para a caça grossa, sendo certo que há variantes, por sinal de menores dimensões, vocacionadas para a caça miúda e para a caça passareira.
No que toca às suas dimensões, o arco mede à volta de 70 centímetros de semicircunferência, ao passo que a haste mede entre 80 e 90 centímetros de comprimento. Pesará entre dois quilos e meio a três quilos e meio. Desfrecha disparos, com um poder de tracção que pode ascender aos 70 kg, capazes de atingir os 220 quilómetros por hora.
Em função do tipo de mecanismo
Besta simples
Esta classe de besta não tem estribo, nem laço, em vez disso é armada puxando-se pela corda do arco à mão, enquanto os pés pisam o arco, a fim de segurar a besta contra o chão.
As bestas simples empunhas na Escandinávia do século X ao século XVII davam pelo nome de Skåne Lockbow e mediam 81 centímetros de comprimento, in totum. O arco simples de madeira, que lhes encimava a haste, media à volta de 90 centímetros de comprimento. Este arco tinha uma força de tracção de cerca 25 quilos e um alcance de 50 metros. Pesariam cerca de um quilo e meio
Na Alta Idade Média, um besteiro, munido deste tipo de besta, poderia disparar até cinco tiros por minuto.
Besta de estribeira
Estribeira de um pé - armava-se puxando a corda do arco à mão, enquanto o pé, apeado no estribo, segurava a contraponta da besta junto ao chão. Este mecanismo foi empregue pela Europa fora desde o século XI. Estas bestas pesariam à volta de um quilo e teriam um alcance de 120 metros aproximadamente. Com este tipo de arma, um besteiro poderia disparar sete virotes por minuto, se bem que a tração do arco era mais reduzida, cifrando-se em cerca de 55 quilos.
Estribeira de dois pés- a forma de armamento era igual, mas o estribo era maior, estando concebido para que nele se apeassem os dois pés, o que, por sua vez, permitia uma maior potência tractiva na ordem dos 75 quilos. Em contrapartida, exigia mais tempo e esforço para se armar. Essas bestas podiam pesar até dois quilos e os seus disparos tinham um alcance de 150 metros.
Besta de gancho
A besta de gancho é assim definida por causa do gancho pendente do punho do besteiro, que firma o estribo com o pé e segura a haste da arma à mão, no comenos em que puxa pela corda com a gafa presa também ao cinto. Com isso ele puxava a corda até conseguir esticá-la o quanto necessário.
Este engenho foi usado na Europa a partir do século XII, porém, também era conhecido na China desde há muito, tendo continuado a ser usado nesse território até quando este tipo de bestas já tinha caído em desuso no Ocidente.
O mecanismo permite-lhe uma força tractiva de 75 quilos. Oferecia uma cadência de tiro de cinco virotes por minuto, aos besteiros experientes.
A besta, em si, não pesaria mais de dois quilos e meio, obtendo disparos com um alcance máximo à roda dos 150 metros.
Besta de cavaleiro
Este tipo de besta era usada pela tropa de cavalaria. Armava-se com um gancho, que ia preso ao boldrié ou talim do cavaleiro, ao qual se prendia uma corda, enquanto se empurrava o estribo com o pé.
Este engenho foi utilizado na Europa a partir do século XIII e possibilitava um poder de tracção de 45 quilos, bem como uma cadência de tiro de cinco virotes por minuto, às mãos dos besteiros mais experientes.
A besta, em si, não pesaria mais de quilo e meio, obtendo disparos com um alcance máximo na casa dos 100 metros.
Besta de polé
Esta besta armava-se com uma polé, que era uma roldana, numa correia ou corrente ou numa cremalheira, que se prendia pela coronha ao cinto do besteiro e, na contraponta da haste da besta, metia-se por um pino, que estava na base da haste.
O gancho da polé puxava a corda da besta com mais eficácia, possibilitando uma força de tracção na ordem dos 100 quilos. Contudo, o engenho era particularmente frágil, pelo que acarretava o risco de a polé se engastalhar, de escorregar ou se de emaranhar na arma.
No que toca à sua cadência de tiro, não dá azo a mais de quatro virotes por minuto, às mãos de um besteiro cadimo. Esta classe de besta não pesava mais de 3 quilos, mas os seus disparos tinham um alcance máximo de 160 metros.
Besta de balancim
Esta besta usou-se desde o século XIII e caracterizava-se por valer-se de uma alavanca de madeira presa no estribo, com um gancho na ponta, que propelia a corda para a noz com ajuda de uma outra alavanca mais reduzida.
Tratando-se de uma besta com poder de tracção de pelo menos 55 quilos, o besteiro normalmente ajoelhava-se de maneira a poisar a besta no chão, para a poder carregar. Exceptuando-se os casos em que a tração do arco da besta fosse fraca, por exemplo, se fosse inferior a 30 quilos, em que à partida conseguiria armá-la em pé.
No que concerne à sua cadência de tiro, oportuna pelo menos dois virotes por minuto, oferecendo tiros com alcance máximo de 120 metros.
Besta de garrucha
Esta variedade de besta era armada com o auxílio de um engenho denominado garrucha, que consistia numa engrenagem, accionada à manivela, cujos dentes ou crenulas, uma vez postas em contacto com uma cremalheira, puxavam a noz e retesavam a corda.
Esta arma foi empregada a partir do século XIV e permitia uma força de tracção que variava entre os 160 e os 450 quilos, sendo certo não permitia mais de dois ou três tiros por minuto. Não pesava mais de 4 quilos e a garrucha pesaria entre quilo e meio e três quilos. Estas bestas constituiam bestas de assédio ou de cerco, pelo que os besteiros se podiam proteger por de trás de paveses (escudos grandes transportados por escudeiros) e nas seteiras das muralhas.
Os disparos esmavam um alcance que podia ascender até aos 400 metros. De acordo com o Elucidário de Viterbo sabe-se que as bestas de garrucha se muniam ou com virotes de ponta de garrocha ou com uma variedade peculiar de quadrelos, chamados garrochões, (que são projécteis de haste de madeira extremada por uma ponta de ferro farpada). Também se fica a saber, pela mesma obra, que D. João I, em 1410, oficializou a besta de garrucha como a arma de preceito para as tropas que guardavam a localidade de Freixo de Espada à Cinta.
Uma sub-variedade desta besta é a besta de armatoste, que usa um engenho semelhante (armatoste) já mencionado e explanado supra.
Besta de repetição
As bestas de repetição pertencem a uma categoria de besta adaptada por molde a simplificar os actos de armar o arco, carregar os virotes e disparar, reduzindo-os a um único movimento manual. Por conseguinte, este tipo de arma consegue disparar mais virotes, por minuto, do que as bestas convencionais. Também é caracterizado por conter uma aljava com vários virotes, armada adjacente ao arco, pronta a aprestar a haste com um virote novo, através de um sistema de alavanca.
Historicamente, contam-se duas variedades paradigmáticas das bestas de repetição: a políbole grega, que é por sinal a mais antiga, e o cho-ko-nu, de origem chinesa.
Políbole
A mais antiga besta de repetição conhecida remonta à Grécia Antiga, e terá sido projectada pelo engenheiro grego Dioniso de Alexandria, também chamado Dionísio, o Velho, em Siracusa, no século III a.C, no ensejo de um conflito militar com os cartagineses. Ulteriormente, esta besta foi deveras concebida pelo engenheiro grego Filão de Bizâncio, no século III a.C.
Tratava-se de uma besta de flechas de assédio, chamada «políbole» vocábulo que aglutina os étimos (), "múltiplos, muitos" e () "lançador", que por sua vez advém de (), "lançar, arremessar, projectar", significando literalmente «multi-lançador».
De acordo com o tratado de artilharia, a «Belopoeica», redigido por Filão, a políbole não carecia de ser recarregada manualmente, servia-se de um sistema de correias e engrenagens, que conseguia recarregar a besta automaticamente, por feito da gravidade. Terá sido o primeiro mecanismo do seu tipo à época.
Besta de repetição chinesa
Concebida por Zhuge Liang, no século III d.C., esta variedade de besta correspondia a uma inovação da besta chinesa clássica (nǔ, 弩). O primeiro protótipo era capaz de disparar até três virotes de um só hausto, sendo que as versões ulteriores da arma já eram capazes de lançar até 10 virotes, no espaço de 15 segundos. Geralmente, os virotes desta besta eram envenenados com acónito.Os virotes ficavam armazenados num compartimento de aljava, que assentava sobre a haste, e que munia a besta semi-automaticamente, por efeito de se puxar uma alavanca e da acção da gravidade.
O poder de tracção desta besta era bastante reduzido, não orçando mais do que 15 quilos, o que ficava muito àquem das bestas convencionais suas coevas utilizadas no Ocidente. O alcance útil desta besta também deixa bastante a desejar, não ultrapassando os 70 metros em arco, ao passo que a gastrafeta grega, concebida quase dois séculos antes, conseguia um alcance de pouco mais do dobro.
Este tipo de besta era fundamentalmente uma arma de assédio, geralmente usada por tropas que se resguardavam nas seteiras na muralha, que eram redutos seguros de onde podiam disparar e recarregar, correndo pouco risco de ser alvejados pelo inimigo.
Quanto às suas dimensões, as hastes teriam cerca de um metro de comprimento, pesando à volta de cinco quilos. Os virotes projectados, por seu turno, mediriam entre 30 a 40 centímetros de comprimento e entre 8 a 10 milímetros de diâmetro.
Havia variedades domésticas desta besta, mais simples, munidas de arco recto (que as assemelhava a fisgas), que eram de uso comum pelos plebeus, para defesa domiciliar. No que toca às suas dimensões, estas versões domésticas da besta de repetição chinesa, tinham arcos de 45 centímetros de largura (não há semicircunferência, porque o arco, para todos os efeitos, é uma trave prependicular à haste); hastes com 56 centímetros de comprimento; aljavas com 6 centímetros de comprimento, que aumentavam a extensão da haste; e projectavam virotes com 8 milímetros de diametro e 18 centímetros de comprimento.
Na cultura popular
Guilherme Tell, herói lendário da Suíça, para se livrar da prisão, teria tido que atirar uma flecha numa maçã colocada sobre a cabeça do próprio filho. Esta teria sido uma ordália, ou prova divina de sua inocência (caso acertasse) ou culpa (se errasse), no conceito do direito medieval europeu.
Enquadramento Jurídico
Na lei portuguesa, as bestas são qualificadas, à luz da alínea ao) do n.º 1 do artigo 2.º, do «Regime Jurídico das Armas e Munições», como sendo toda a arma branca, dotada de mecanismo destinado ao disparo de virotões.
Sendo consideradas armas de categoria A, quando se encontrem nas condições previstas na hipótese-legal prefigurada pela alínea ab) do n.º 2 do artigo 3.º do já mencionado regime legal. Havendo uma proibição geral para a cedência, uso, detenção e aquisição das armas de classe A, nos termos do art.º 4 do já mencionado diploma legal, a sua eventual aquisição, uso, detenção ou cedência carece de ser justificada legalmente, sob pena de cominação penal ou contra-ordenacional.
Ver também
Arco e flecha
Sauterelle
Ligações externas
União Internacional de Tiro com Besta
Bestas
Armas de projéteis
Armas medievais
Esportes de tiro
Armas modernas
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Yangon ou, em português, Rangum (birmanês: ရန်ကုန်) é a maior cidade de Mianmar (ou Birmânia), antiga capital. Seu nome é formado por duas palavras: yan, que significa inimigos, e koun, que significa livrar-se de, fugir de - "cidade sem inimigos".
Hoje com cerca de 4,5 milhões de habitantes, Yangon está localizada próxima ao rio Yangon.
História
Foi fundada, com o nome de Dagon, provavelmente no século VI, pelos Mon, que na época ocupavam a Baixa Birmânia. Dagon era uma pequena vila de pescadores localizada em volta dum pagoda que se tornou o centro de peregrinação o mais importante da Birmânia: o Pagode Shwedagon (ouro de Dagon, antigo nome de Rangum). No princípio do século XVII aínda é apenas uma aldeia perto do Pagoda (que hoje se encontra a 2 quilômetros do centro da cidade), a cidade principal estando em frente, do outro lado do rio: Sirião. Portanto, a partir da tomada de Sirião aos portugueses de Filipe de Brito, em 1613, Rangum cresce, até se tornar capital do país em 1753 pelo rei Alaungpaya, que lhe dá este último nome.
Foi ocupada pelos britânicos durante a Primeira Guerra anglo-birmanesa (1824 - 1826) e entre 1852 e 1948. A Rangum colonial, com seus parques espaçosos, lagos, e uma mistura de edifícios modernos e de arquitetura de madeira tradicional, era conhecida como "A cidade jardim do Oriente." No início do século XX, Rangum tinha serviços públicos e infraestrutura na paridade com Londres. Antes da Segunda Guerra Mundial, quase metade da população de Rangum era composta por nativos do sul da Ásia. Logo após a independência da Birmânia, em 1948, muitos nomes coloniais de ruas e parques foram alterados para nomes mais nacionalistas de Myanmar. Em 1989, o nome da cidade foi mudado para "Yangon".
A Universidade de Yangon foi fundada em 1920 e reorganizada em 1948 e, novamente, em 1964, quando se tornou a Universidade de Artes e Ciências.
A cidade foi destruída por um incêndio em 1841, foi severamente danificada por um terremoto e tsunami em 1930, e novamente durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1989, a junta militar de Mianmar anunciou que o nome da cidade passaria a ser Yangon. Como parte da comunidade internacional não reconhece a legitimidade do atual governo de Mianmar, alguns países ainda empregam a forma Rangum (ou uma variante vernácula: Rangoon, Rangoun ou outra) para referir-se à cidade. Em 2005, a junta militar que governa o país transferiu a capital para Naypyidaw.
Economia
A cidade é o maior importador de Myanmar e também é o maior lugar em volume de negócios comerciais e industriais. Yangon é o principal centro de comércio, indústria, imóveis, mídia, entretenimento e turismo do país. A cidade representa cerca de um quinto da economia nacional. A cidade é o principal centro comercial para todos os tipos de mercadorias - de alimentos básicos a produtos manufaturados.
O mercado de Bayinnaung é o maior centro atacadista do país de arroz, feijão, leguminosas e outras commodities. Grande parte das importações e exportações passam pelo Porto de Thilawa, o maior e mais movimentado porto do país.
O turismo representa uma importante fonte de receita e moeda estrangeira para a cidade, embora pelos padrões do sudeste asiático o número de visitantes estrangeiros em Yangon sempre tenha sido bastante baixo. A melhoria no clima político do país atraiu um número crescente de empresários e turistas.
Cidades irmãs
Yangon é geminada com:
Cidade de Ho Chi Minh, Vietnã (2012)
Santos, Brasil (1992)
Kunming, China (2008)
Catmandu, Nepal
Nanning, China (2009)
Yangzhou, China (1997)
Fuchu, Japão | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Jogos Olímpicos de Verão de 1908 (em inglês: 1908 Summer Olympics), oficialmente denominados Jogos da IV Olimpíada foram realizados em Londres, no Reino Unido, entre 27 de abril e 31 de outubro de 1908 com a participação de 2 008 atletas, entre eles 37 mulheres, de 22 nações.
Após a realização dos Jogos Intercalares de 1906 na Grécia, considerados não-oficiais e que não tiveram seus resultados computados pelo Comitê Olímpico Internacional, originalmente esta edição deveria ser realizada em Roma, mas uma erupção do vulcão Vesúvio obrigou as autoridades italianas a usar todos seus recursos econômicos para combater os efeitos da tragédia e a desistir de sediar os Jogos, que acabaram por serem transferidos para a capital britânica.
Considerados os primeiros Jogos realmente bem organizados para um evento deste porte, após os fracassados e improvisados Jogos de Paris e Saint Louis, apesar de terem novamente sua duração alongada por mais de seis meses, eles obtiveram o empenho pessoal do Rei Eduardo VII para sua realização e se desenrolaram no primeiro complexo olímpico construído, o Shepperd's Bush Stadium, em White City, subúrbio londrino, com capacidade para cem mil espectadores e que constava de estádio de futebol, pista de atletismo, piscina, pista de ciclismo e instalações para a ginástica e a luta.
Foi nestes Jogos que a Grã-Bretanha, a dona da casa, pela primeira e única vez, liderou o quadro de medalhas em uma Olimpíada, num total de 145 sendo 56 de ouro, mais do dobro de seus perseguidores diretos, os Estados Unidos.
Fatos e destaques
Esta viria a ser a primeira das três ocasiões na qual Londres foi sede dos Jogos Olímpicos. As outras duas edições foram em 1948 e 2012.
Pela primeira vez, na cerimónia de abertura os atletas desfilaram por nações, visto que a maioria dos países enviou equipes nacionais.
O italiano Dorando Pietri protagonizou o mais dramático momento destes Jogos, que a história preservou como a maior lembrança dos Jogos de 1908, ao vencer completamente exausto e desorientado a maratona e ser desclassificado logo depois, por ser ajudado a cruzar a linha de chegada pelos fiscais de pista, caindo desmaiado a seguir. A fotografia que eternizou o momento de sua chegada é considerada o primeiro grande ícone fotográfico dos esportes no século XX.
Nestes Jogos, a maratona foi disputada pela primeira vez na distância de 42 195 metros – que se mantém até hoje – para que a família real pudesse acompanhar a largada da prova dos jardins do Palácio de Verão, fazendo assim com que a distância a ser percorrida pelos maratonistas, ganhasse mais 2 195 m além dos 40 km originais.
Devido aos protestos da delegação dos Estados Unidos, que se recusou a aceitar a anulação da primeira prova dos 400 metros rasos no atletismo e a disputar nova corrida, o inglês Wyndham Halswelle conquistou a medalha de ouro desta prova correndo sozinho.
Os arqueiros Lottie Dod e William Dod, foram os primeiros irmão e irmã a receberem medalhas olímpicas.
Oscar Swahn, então com 60 anos, foi o atleta mais velho a ganhar uma medalha de ouro, na competição de tiro (disciplina de tiro ao veado, um tiro).
O hóquei sobre grama pela primeira vez fez parte do programa olímpico.
O norte-americano Ray Ewry ganhou, pela terceira vez, as provas de salto em altura e salto em distância sem impulsão (modalidade que não faz mais parte do programa olímpico), mantendo-se até à data o único atleta a ganhar oito medalhas de ouro apenas em provas individuais.
Numa demonstração do espírito desportivo dos Jogos Olímpicos, a final da luta greco-romana entre Frithiof Martensson e Mauritz Andersson foi adiada para permitir que Martensson se recuperasse de uma pequena lesão. Martensson acabaria por ganhar a final.
Pela primeira e única vez na história dos Jogos Olímpicos uma prova ficou sem vencedor. A prova de 1 km de velocidade masculino do ciclismo não teve campeão, nem vice nem terceiro colocado, apesar de ter contado com a participação de 45 atletas, após todos os competidores excederem o tempo mínimo limite para a sua conclusão.
Modalidades disputadas
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Países participantes
Um total de 22 nações foram representadas em Londres. Mesmo sendo parte do Império Russo na época, a Finlândia competiu com sua delegação própria pela primeira vez. Turquia (na época Império Otomano) e Nova Zelândia também enviaram atletas pela primeira vez, sendo que esta última competiu numa equipe conjunta com a Austrália (denominada Australásia).
O fato da Grã-Bretanha competir como uma única equipe desagradou a alguns competidores irlandeses, que achavam que a Irlanda deveria competir por conta própria mesmo fazendo parte do Reino Unido na época. Temendo um boicote irlandês, as autoridades mudaram o nome do time para "Grã-Bretanha e Irlanda", e em dois esportes, hóquei sobre a grama e polo, a Irlanda participou com uma equipe separada, ganhando medalhas de prata em ambos (historicamente as medalhas são creditadas para a Grã-Bretanha).
Na lista abaixo, o número entre parênteses indica o número de atletas por cada nação nos Jogos:
Quadro de medalhas | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
O quilograma por metro cúbico é a unidade derivada do Sistema Internacional de Unidades para massa específica. Corresponde à massa de 1 kg que ocupa o espaço de 1 m³.
Conversões
1 kg/m3 equivale a:
= 0.001 grama por centímetro cúbico|g/cm3 (exatamente)
≈ 0.06243 lb/ft3 (aproximadamente)
≈ 0.1335 oz/gal (aproximadamente)
1 g/cm3 = 1 000 kg/m3 = 1 000 000 g/m3 (exatamente)
1 lb/ft3 ≈ 16,02 kg/m3 (aproximadamente)
1 oz/gal ≈ 7,489 kg/m3 (aproximadamente)
Relações com outras unidade de medida
O quilograma originalmente era baseado na massa de um litro (10-3 m3) de água, portanto a densidade da água é de cerca de 1 000 kg/m3 ou 1 g/cm3. Em química, a unidade mais utilizada para densidade é o g/cm3.
Ligações externas
Definição oficial de quilograma do BIPM
Definição oficial de metro do BIPM
Unidades de medida | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
O ômio, ómio ou ohm, cujo símbolo é e respectivos plurais são "ômios", "ómios" e "ohms", é a unidade de medida da resistência elétrica, padronizada pelo Sistema Internacional de Unidades (SI). Corresponde à relação entre a tensão (medida em volts) e uma corrente (medida em amperes) sobre um elemento, seja ele um condutor ou isolante. Exemplificando: um condutor que tenha uma resistência elétrica de 1 ohm causará uma queda de tensão de 1 volt (ou vóltio) a cada 1 ampere de corrente que passar por ele.
É simbolizado pela letra grega ômega maiúsculo () e seus múltiplos mais usados são o quilo-ômio (k) — equivalente a mil ómios — e o megaómio (M) — equivalente a um milhão de ômios.
O nome desta unidade é uma homenagem a Georg Simon Ohm (1787–1854), que descobriu relações matemáticas extremamente simples envolvendo as dimensões dos condutores e as grandezas elétricas, definindo o conceito de resistência elétrica e formulando o que passou a ser chamada Lei de Ohm.
O instrumento de medição da resistência elétrica em ómios é denominado omiómetro, omiômetro, omímetro ou omômetro.
Múltiplos e submúltiplos
Os múltiplos e submúltiplos são as unidades derivadas do ômio com algum fator para representar em menos algarismos grandezas de dimensões bem maiores ou bem menores que as unidades de ômios. Para tal fim, são utilizados os Prefixos do Sistema Internacional de Unidades. Entretanto há certas variações. A nomenclatura do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) apresenta designações em conformidade com a Portaria n.º 590 de 2013 do INMETRO, que tratou do "Quadro Geral de Unidades de Medida" adotado pelo Brasil. Ela traça certas determinações reconhecidamente em desacordo com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 e "certas regras usuais de formação do plural", nomeadamente explicitadas nos itens 3.1.2 e 3.2.b. Como há outras grafias reconhecidas por autoridades lexicográficas e em uso vigente, a tabela abaixo apresenta ainda designações em conformidade com regras e construções usuais da gramática da língua portuguesa, tanto em relação aos prefixos do SI quanto ao nome da unidade.
Unidades de electromagnetismo
Eletricidade | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Estes são alguns tópicos sobre cultura da Eslováquia:
Gastronomia
Tal como na República Checa, uma das especialidades mais típicas da cozinha eslovaca são os bunhuelos, que também é o alimento mais econômico, os turistas têm a possibilidade de apreciar este petisco. Entre os bunhuelos mais populares estão os bryndzove halusky, feitos com queijo de ovelha frito e bacon frito. A sopa mais conhecida é a kapustnica, um rico caldo ao que agrega-se repolho, presunto defumado, salsichas, cogumelos e maçãs. Um tira gosto muito habitual é o sunkova rolka cherenovou, que consta de uma fatia de presunto com creme temperada, com diversas ervas. As sobremesas mais típicas são os crepes (palacinky), especialmente os de chocolate.
Bebidas
Com a divisão do país, Eslováquia conservou os dois terços dos vinhedos da antiga república. O vinho eslovaco é de boa qualidade e muito barato. Existem também excelentes vinhos espumosos.
Ver também
Música da Eslováquia
Literatura da Eslováquia
Ligações externas
Perfil de cultura da Eslováquia | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Santo António de Nordestinho é uma freguesia portuguesa do município de Nordeste. Foi criada oficialmente em 16 de Julho de 2002, em conjunto com as vizinhas Algarvia e São Pedro de Nordestinho, por divisão da antiga freguesia do Nordestinho.
Santo António de Nordestinho é uma das 9 freguesias do município de Nordeste, ocupando uma área de 7,94 km2, o que corresponde a 7,83% do território do concelho.
O seu nome deve-se ao facto de o seu padroeiro ser Santo António, ao qual é prestado tributo todos os dias 13 de Junho, de cada ano, época de festividades.
Área fortemente agrícola, dedicada em grande parte, à criação de gado para produção de leite.
A produção de batata, é também uma das fortes actividades desenvolvidas, fundamentalmente no Verão.
População
★ Freguesia criada pelo Decreto Legislativo Regional n.º 29/2002/A, de 16 de Julho, com lugares desanexados da freguesia de Nordestinho
{|
! colspan="17" | Nº de habitantes
|-
| align="center" | 2011
| align="center" | 2021
|- bgcolor="white"
| align="right" | 255
| align="right" | 260
|- bgcolor="white"
! colspan="1"|
| align="right" | +2%
|- bgcolor="white"
Grupos etários em 2001, 2011 e 2021
Bibliografia
MOTA BORGES, Mário J. (2017). Atlântico Nordeste. Migrações. Edição do Autor.
Freguesias de Nordeste | source: https://huggingface.co/datasets/graelo/wikipedia |
Subsets and Splits